- há 5 meses
ID -CRIME QUASE PERFEITO - INVESTIGAÇÃO DISCOVERY-360P
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TVTranscrição
00:00Primavera de 1985. Alguns ataques isolados no sul da Califórnia podem não ter sido tão ao acaso como pareceram a princípio.
00:13Só pelas evidências das armas de fogo, sabíamos que eles estavam conectados de alguma forma.
00:20No verão, comunidades estavam aterrorizadas com um monstro de sangue frio que mata por prazer.
00:25As pessoas estavam com medo, as pessoas estavam comprando armas.
00:30Eles finalmente admitiram que havia um assassino em série e que envolvia mais do que assassinatos na cidade deles.
00:36Envolvia assassinatos por todo o país.
00:40Junto com a polícia, existem aqueles que registram a investigação de perto, em vídeo, em notas e em fitas.
00:48Eles são as primeiras testemunhas do público. Através de suas lentes, eles capturam nossos capítulos mais sombrios do crime.
00:55Através de suas lentes, eles são as primeiras testemunhas do público.
01:25Às vezes chamada de uma centena de subúrbios à procura de uma cidade, o Condado de Los Angeles é o maior do seu tipo no país.
01:37Em março de 1985, o escritório de polícia do Condado de Los Angeles tinha 64 comunidades sob sua jurisdição.
01:45Havia muitos assassinatos, muitos homicídios, muitos assaltos, muitos ataques.
01:54Mas naquela época, eu acredito que havia por volta de 10 milhões de pessoas na cidade, era um lugar bem movimentado.
02:00Maria Hernandes, de 21 anos, havia acabado de chegar de Monterrey Park, depois de jantar com o namorado.
02:10Ela morava próximo ao subúrbio de Rosemead, num apartamento que dividia com a colega de quarto, Dale Okazaki, que faria 35 anos em duas semanas.
02:17Enquanto Maria estacionava seu carro, ela não sabia que alguém a havia seguido até em casa.
02:27Uma hora depois, o detetive Gil Carillo chega ao apartamento.
02:31Aos 34 anos, ele é o detetive mais jovem do departamento de homicídios, já tendo investigado mais de 300 casos de assassinatos.
02:38Era uma noite de domingo.
02:43Eu estava em casa, como estaria em qualquer outra hora que eu tivesse um atendimento e recebi uma chamada.
02:49Para me encaminhar a um local na cidade de Rosemead.
02:52Um indivíduo havia ferido uma mulher e outro havia sido assassinado.
03:01Gil Carillo começou a explorar a cena do crime.
03:03No chão da garagem, ele percebeu um boné de beisebol de cor azul escura e chaves de carro manchadas de sangue.
03:14O corpo de Dale Okazaki estava na cozinha.
03:18O buraco em sua testa parecia de um revólver de calibre pequeno, provavelmente um .22.
03:24Não haviam impressões digitais no apartamento ou na garagem, além das pertencentes às duas colegas de quarto.
03:30Maria Hernandes disse a Carillo que ela havia acabado de abrir a porta do apartamento quando ouviu um barulho atrás dela.
03:40Um homem desconhecido se esgueirou para dentro da garagem antes que ela fechasse a porta.
03:46Ele se aproximou dela, apontando a arma na posição cujas duas mãos ficam para frente.
03:51Ele tinha um olhar frio.
03:53Ela levantou as mãos na frente do rosto e disse, por favor, não atire.
03:58E ele atirou.
04:01E ela caiu.
04:04O suspeito, na época, tirou o corpo dela do caminho e foi nessa hora que ele entrou no apartamento.
04:13O que houve de fato foi que a bala acertou a chave do carro, entrou na mão dela e nunca saiu.
04:19Então ela levantou, apertou o botão para abrir a porta da garagem e saiu correndo.
04:26Ela saiu da garagem e começou a correr procurando um lugar seguro.
04:31E então ela ouviu um disparo.
04:35Maria correu para a frente do apartamento ao mesmo tempo que o suspeito saía.
04:40Ela se escondeu atrás de um carro enquanto ele tentava acertar outro tiro.
04:43E finalmente ela levantou as mãos, olhou direto nos olhos dele e disse, você já me acertou uma vez?
04:51Por favor, não atire de novo.
04:53Naquele momento, o suspeito abaixou a arma e ele foi embora.
05:00Maria entrou no apartamento e descobriu que sua colega de quarto havia sido atingida e ela estava morta na cozinha.
05:08Maria contou a Carillo que o homem era um completo desconhecido.
05:16Um metro e setenta, magro, com cabelo preto e olhos assustadores.
05:20Um desenhista da polícia fez um retrato falado com base na descrição.
05:25Eu mostrei o retrato falado para alguns detetives.
05:29E tinha um outro delegado trabalhando na área de impressão.
05:34E ele veio falar comigo e avisou que ele tinha visto alguém que parecia muito com ele.
05:40E que era alguém que...
05:43Tentou sequestrar uma criança.
05:47Uma autópsia confirmou que Dale Okazaki foi morta por uma bala de calibre 22.
05:53E logo, outra peça do confuso quebra-cabeça chegou a Gil Carillo.
05:56Na mesma noite em que Dale Okazaki foi morta, os policiais de Monterrey Parque foram chamados para investigar uma mulher deitada na rua com pulso fraco.
06:10Testemunhas descreveram um homem em roupas escuras que tentou entrar à força no carro da vítima.
06:16Momentos depois, ela desmaiou na rua enquanto o assaltante correu para seu próprio carro e foi embora.
06:22A mulher não conseguia responder as perguntas.
06:24Sua respiração estava difícil.
06:28Ela foi levada a um hospital, mas foi declarada morta assim que chegou.
06:33Ela foi identificada como Verônica Yu, de 30 anos.
06:39Conversando com a polícia de Monterrey Parque, eles confirmaram que Verônica também foi atingida por uma calibre 22 na região lombar.
06:46A bala que foi retirada de Dale Okazaki estava muito danificada para que uma comparação definitiva fosse feita, mas Carillo sente que os incidentes estão conectados.
06:59O sargento detetive Frank Salerno também acha isso.
07:02O detetive Frank Salerno, da polícia de Los Angeles, na época já estava no departamento há provavelmente 20 anos.
07:10Ele era um detetive de homicídios heterano, trabalhou em casos de alto nível.
07:15Como o caso do estrangulador de Hillside, que foi um dos casos que mais atormentou a cidade, isso foi na década de 70.
07:21Naquele ponto, tínhamos dois assassinatos que ocorreram na mesma noite.
07:28E estávamos certos de que havia conexão entre eles por conta das evidências das armas de fogo.
07:35Os detetives precisam de mais evidências para conectar os casos.
07:39Infelizmente, isso vai custar um preço muito alto.
07:45Avenida Strong.
07:4627 de março de 1985.
07:49Na comunidade de Witcher, a leste de Los Angeles, o gerente de restaurante Bruno Polo chega na casa de seu chefe amigo Vincent Zazara e sua esposa Maxine.
08:01Meu pai tinha umas duas pizzarias na época e ele as estava curtindo bastante.
08:06Ele era um contador público aposentado e também um excelente pai.
08:12E ela saiu de uma pobreza extrema e veio para a Califórnia para casar com o meu pai e se tornar uma contadora e advogada.
08:27Bruno percebe que a porta da frente ainda está entreaberta, exatamente como estava quando ele foi deixar as contas do restaurante na noite anterior.
08:35As contas ainda estavam na caixa do correio, lacradas.
08:41Lá dentro ele encontra Vincent Zazara, morto no sofá, com sangue coagulado em sua orelha.
08:50O que ele encontra no quarto é muito pior.
08:56Cordão de isolamento na ultrapasse.
08:58Quando Peter, o filho de Vincent, chega, os delegados já haviam isolado a cena do crime.
09:04Foi muito difícil.
09:07Eu queria entrar lá, mas eles não me deixaram entrar.
09:13Eu estava pronto para derrubar eles e entrar lá, mas me disseram que isso só ia me deixar mais chateado do que eu já estava.
09:24O que tínhamos era um homem adulto dormindo no sofá.
09:27Ele foi alvejado, tinha ferimento na cabeça, o que o matou.
09:32Com a senhora Zazara, houve mutilação.
09:36Ela também foi alvejada, mas houve mutilação no corpo.
09:41Havia ferimentos de faca no tronco dela,
09:45que nós não sabíamos se ele tinha tentado deixar uma mensagem,
09:50ou se tentou gravar as iniciais no corpo dela, ou sei lá.
09:53Isso nos mostrou um lado desse assassino.
10:00Um lado que nós não tínhamos visto antes.
10:05Investigadores encontraram várias marcas de pegadas no quintal.
10:08Uma delas estava em um balde, usado para subir na janela.
10:16E essa janela foi o ponto de entrada para o assalto.
10:20Havia outras pegadas na sujeira, perto do canteiro de flores,
10:24que o assassino deixou enquanto caminhava e rondava a propriedade.
10:29Ele as deixou no canteiro de flores.
10:33As pegadas que estavam em cima de um balde de metal, ou um balde de plástico,
10:38foram coletadas como se fossem impressões digitais.
10:41E elas foram retiradas da área onde estavam, com uma fita,
10:45e depois essa fita foi colocada num cartão.
10:49Uma autópsia mostrou que Vincent Zazara morreu com um único tiro na cabeça,
10:54enquanto Maxine foi atingida três vezes na cabeça e no pescoço.
10:59Múltiplos ferimentos de facas e cortes em seu corpo foram infligidos após a sua morte.
11:05Não foi um simples assassinato, não foi mesmo.
11:09Isso nos afetou mais profundamente do que teria nos afetado
11:13se alguém simplesmente chegasse e atirasse, sabe?
11:17Passar por tudo isso, toda...
11:19Toda essa mutilação faz com que a coisa toda seja muito pior.
11:24Ambas as vítimas foram mortas por uma arma calibre .22,
11:29mas as balas não puderam ser equiparadas conclusivamente com aquelas dos primeiros dois assassinatos.
11:36Entretanto, existe uma ligação.
11:38Um suspeito descrito em três casos de abuso sexual é semelhante ao homem descrito por Maria Hernandes,
11:44inclusive o seu cheiro desagradável.
11:46Uma pegada encontrada em cimento fresco no local de um dos ataques
11:50batia com aquela encontrada no quintal de Zazara.
11:54Sem nenhuma prova absoluta, Carillo e Salerno têm um forte pressentimento
11:58de que o assassinato dos Zazaras foi o mais recente de uma série de crimes brutais
12:02perpetrados pelo mesmo homem.
12:04Se tivéssemos uma arma, poderíamos sentar e dizer sim.
12:08Ou se tivesse algo mais, estávamos vendo três assassinatos diferentes.
12:14Mas nada suficiente para conectar nenhum deles.
12:18Mas nós quase acertamos ao presumir que a mesma arma de fogo
12:23fora usada nos dois primeiros casos.
12:26Então, em duas semanas, sabíamos que havia um assassino em série à solta.
12:32Só não sabíamos o que ele queria.
12:37Abril de 1985.
12:40No escritório de polícia do Condado de Los Angeles,
12:42os detetives de homicídios prepararam uma força-tarefa informal
12:46para coletar pistas dos três disparos,
12:48que podem ter sido o trabalho do mesmo suspeito.
12:52Eles não conseguiram identificar a distintiva pegada retirada do quintal
12:56das vítimas assassinadas, Vincent e Maxine Zazara.
13:00Mas ela bate com uma pegada similar encontrada na cena
13:03de uma recente tentativa de sequestro em Los Angeles.
13:07Detetives de Monterrey Park ainda estão caçando o homem
13:10que atirou em Verônica Yu no seu carro.
13:16No começo, a cidade de Monterrey Park sentiu que era uma disputa de casal.
13:21Eles não acreditavam que tinha relação com qualquer coisa
13:24que estivéssemos fazendo na área do condado.
13:2613 de abril de 1985.
13:31Em Monterrey Park, Bill Doyle, de 66 anos,
13:35ajuda sua esposa Lillian a se aprontar para dormir.
13:38Um derrame a dois anos atrás o confinou numa cadeira de rodas.
13:4414 de abril, de manhã bem cedo.
13:46Um caminhão de bombeiro para em frente à casa dos Doyle.
13:50Um homem quase sem conseguir falar havia chamado à emergência.
13:55Os bombeiros encontraram Lillian Doyle com o rosto inchado,
13:59uma ogema de dedo em sua mão esquerda.
14:01Seu marido, Bill, estava inconsciente.
14:03O Sr. Doyle estava dormindo sozinho num quarto.
14:10A Sra. Doyle em outro quarto.
14:13E, nesse caso em particular, ele entrou, atirou no homem.
14:18E parecia que ele estava tentando eliminar o obstáculo
14:21que o impedia de chegar a seu objetivo de luxúria, que era a mulher.
14:25Então ele foi, abusou sexualmente da mulher e abandonou o local.
14:33Os técnicos criminais de Monterrey Park fizeram uma réplica em gesso
14:38da pegada encontrada debaixo de uma janela do quintal.
14:41Lillian falou sobre um homem vestido de preto com uma arma e dentes ruins.
14:48Entretanto, os detetives estão frustrados pela falta de evidências conclusivas
14:52que poderiam provar que isso foi obra do mesmo homem
14:54que cometeu os assassinatos anteriores.
14:57Seus modos operandi eram muito variados,
15:00feitos a esmo, incluindo a seleção das próprias vítimas.
15:06Geralmente, um assassino em série vai escolher uma vítima.
15:10Ele mantém a mesma variação de idade,
15:14o tipo de vítima, a cor do cabelo, entre outras coisas.
15:19Mas, neste caso, o suspeito não fez isso.
15:24Primeiro de junho de 1985, próximo à cidade de Monrovia,
15:29o faz-tudo Carlos Venezuela chega à isolada residência da velha
15:33Mabel Bell, de 83 anos, e de sua irmã doente de 83 anos,
15:37Nat Lang.
15:39Ele percebeu que os jornais não haviam sido recolhidos havia dois dias.
15:4211h50 da manhã.
15:47A polícia de Monrovia respondeu um frenético chamado da Casa de Bell.
15:51Eles encontraram as irmãs em seus quartos,
15:54severamente espancadas e quase mortas.
15:56Nat Lang havia sido estuprada,
15:58e na parede acima dela,
15:59alguém havia rabiscado um pentagrama,
16:01o símbolo universal do demônio.
16:04Havia mais dois no quarto de Mabel,
16:06um na parede e o outro na parte de trás de sua coxa.
16:09O caso não foi imediatamente ligado aos crimes anteriores,
16:14até que peças-chave de evidências vieram à tona,
16:17incluindo uma chave de algema e uma pegada pela metade.
16:22Havia uma atrás do relógio que tinha sido puxado da parede,
16:26e parece que o suspeito pisou no relógio
16:30e puxou o cordão para usar como corda para amarrar uma das vítimas.
16:35Frank Salerno mandou o relógio,
16:40junto com as pegadas encontradas nas cenas do crime de Zazara e Doy,
16:44para o criminalista sênior Jerry Burke.
16:46Ele queria que eu examinasse cada uma das pegadas
16:51e o relógio,
16:54as marcas deixadas nele,
16:55iam determinar se elas foram feitas pelo mesmo sapato.
17:00E se você examinar a sola do sapato,
17:03encontrará círculos concêntricos na parte da frente do pé.
17:07E eu concluí que os círculos concêntricos correspondiam em tamanho
17:13e em diâmetro com os círculos concêntricos
17:16deixados nas pegadas feitas nos outros dois assassinatos.
17:22Mesmo com essa descoberta,
17:24apenas alguns detetives estão convencidos
17:26de que apenas um homem é responsável.
17:28A investigação continua,
17:30enquanto o verão esquentou
17:31e chegou a ser um dos mais quentes da história,
17:33mas o caso começou a esfriar.
17:35Bens imobiliários, aluguel de casas.
17:37Não havia evidências suficientes
17:38para indicar que era um assassino em série
17:40ou que não era um,
17:41era tudo muito circunstancial
17:43e era meramente uma teoria.
17:50Está prestes a se tornar mais do que apenas uma teoria.
17:552 de julho.
17:57Moradores perceberam uma janela quebrada
17:59no jardim de Mary Cannon,
18:01sua vizinha de 75 anos.
18:03Quando ela não atendeu às suas ligações,
18:05eles resolveram entrar.
18:08Detetives foram até a cena do crime.
18:10Encontraram Mary Cannon brutalmente espancada
18:12e com a garganta cortada.
18:16Parecia que o carpete
18:18havia acabado de ser aspirado
18:22e dava para ver pegadas do carpete,
18:26dava para ver depressões
18:27que eram pegadas entrando e pegadas saindo do quarto.
18:31Então o que fizemos foi cortar um pedaço do carpete.
18:36Colocamos num compensado de madeira,
18:39levamos para a viatura
18:40e levamos a pegada imediatamente para o laboratório criminal
18:43o mais rápido possível
18:45antes que o carpete voltar ao seu normal
18:47e tiramos algumas fotos com luz oblíqua.
18:50As fotografias mostraram uma imagem limpa
18:58que batia com o tamanho e o padrão
18:59daquelas encontradas nas outras cenas dos crimes.
19:02Então isso nos leva de volta
19:04aos primeiros casos
19:06onde havia marcas de sapatos.
19:07Ficou claro que as pegadas eram as mesmas
19:11e os detetives ainda não sabiam a marca do sapato
19:14ou quantos perpetradores diferentes calçam um desses.
19:18Os investigadores foram às lojas de sapatos
19:21para tentar descobrir
19:23que marca de sapato estava fazendo aquelas pegadas.
19:27E ao mesmo tempo nós tínhamos uma estudante
19:30da Universidade Estadual do Colorado
19:31que estava fazendo um estágio
19:33e ela jogava vôlei
19:35no time do Colorado States
19:37e por acaso
19:38ela olhou para uma das fotos
19:40e disse
19:41esse é um avião.
19:44Em 1985
19:45o sapato
19:46a Via Aerobic
19:47era um produto novo
19:48produzido em Portland, Oregon.
19:51Assim que descobrimos
19:52eu fui a Portland, Oregon
19:54para falar com os fabricantes do sapato
19:57para tentar conseguir o máximo
19:58de informações que eu pudesse.
20:02Enquanto a lista de semelhanças crescia
20:04as evidências ainda eram circunstanciais.
20:07não havia absolutamente nada conectado entre eles.
20:11Nós não tínhamos marcas de pegadas
20:13em todas as cenas dos crimes.
20:15Não tínhamos a arma do crime.
20:17Tínhamos várias armas.
20:19Se perguntar a especialistas em perfil
20:21e ao FBI
20:22vão dizer que existem dois tipos de assassinos em série.
20:25Os organizados e os desorganizados.
20:28O suspeito que procurávamos superou os limites.
20:31Ele conseguia ser as duas coisas.
20:33Fazia de tudo.
20:35Os detetives sabiam que se fosse um assassinato em série
20:38não demoraria muito até ele agir novamente.
20:41julho de 1985
20:48com a possibilidade crescente
20:50de que uma onda de ataques mortais
20:52seja trabalho de apenas um homem
20:53o departamento de homicídios
20:55do condado de Los Angeles
20:56expande a investigação
20:58criando uma força tarefa
20:59sob o comando do sargento detetive Frank Salerno.
21:02Nós sabíamos que tinha alguma coisa acontecendo
21:08e nós recebemos carta branca
21:13aí trouxemos mais gente para o caso.
21:15O intruso do vale
21:16as histórias das vítimas
21:18Até agora a mídia não conseguiu conectar os crimes
21:21mas isso está prestes a mudar.
21:255 de julho de 1985
21:27nos arredores de Arcádia
21:29Steve e Anna Bennett
21:30são acordados por gritos
21:32vindos do quarto de sua filha
21:33Em algum momento durante a noite
21:36Whitney Bennett foi espancada
21:38tão violentamente
21:39que ela estava irreconhecível
21:40mas milagrosamente sobreviveu
21:43Agora tínhamos uma vítima sobrevivente
21:48que havia sido espancada com uma barra de ferro
21:51Ela sofreu muitas lacerações
21:53e várias fraturas
21:55no rosto, mandíbula, crânio
21:58e acho que numa costela e num braço
22:02Frank Salerno e Gil Carillo
22:07tinham certeza que isso foi um trabalho do assassino
22:10mas não parecia haver nenhum padrão
22:12que o ligasse ao crime
22:13Até que a criminalista Gisele Lavigne
22:16os procurou
22:17Foi como assistir Dragnet
22:21uma série antiga de detetives
22:24Ela chegou com um coque no cabelo
22:27óculos
22:28um jaleco branco
22:30e disse
22:31Senhores, eu acho que vocês deveriam
22:33vir comigo e ver uma coisa
22:35Nós entramos no quarto
22:40e quando vimos
22:41tinha uma pegada de sangue
22:42bem ali no cobertor
22:44Então nos apressamos
22:48para conseguir
22:50coletar
22:52o máximo de informações
22:54que nós pudéssemos
22:56juntando todos os outros casos
22:58que não estavam conectados
23:00Agora nós íamos conectá-los
23:02e solucioná-los
23:03A força-tarefa
23:07focou sua atenção
23:09em arquivos e relatórios
23:10de outras jurisdições do condado
23:12crimes similares
23:13que podem ter sido examinados
23:15descuidadamente
23:16descrições que possam
23:17bater com o suspeito
23:18Um relatório despertou o interesse
23:21o caso de Carol Kyle
23:22uma enfermeira estuprada
23:24na sua casa em Burbank
23:25no dia 30 de maio
23:26na noite seguinte aos ataques
23:28em Mabel Mel e Nat Lang
23:30Eles analisaram
23:34algumas coisas
23:35que o suspeito disse
23:36Ele fez algumas declarações
23:37como
23:38não olhe para mim
23:40ou
23:41eu já matei antes
23:42certas coisas
23:43que batiam
23:44com nossos outros casos
23:45e nós nos sentimos
23:47confortáveis
23:48ao achar que talvez
23:49isso poderia
23:50de alguma maneira
23:51estar conectado
23:52com os outros casos
23:53Carol Kyle
23:55descreveu
23:56um assaltante
23:57extremamente perverso
23:58um hispânico
23:59de pele clara
24:00com olhos demoníacos
24:01que se vestia de preto
24:02usava algemas
24:03e cheirava couro molhado
24:05A polícia fez outro retrato falado
24:10e o comparou
24:10com a versão
24:11de Maria Hernandes
24:12Era o mesmo homem
24:16e este homem
24:17está prestes
24:18a atacar de novo
24:197 de julho
24:23de 1985
24:24o detetive
24:25do condado
24:26de Los Angeles
24:26Gil Carillo
24:27novamente é chamado
24:28para uma casa
24:29em Monterrey Park
24:30lá dentro
24:31ele encontra o corpo
24:32brutalmente espancado
24:33da avó
24:33Joyce Nelson
24:34de 65 anos
24:36e o conhecido cartão
24:37de visita
24:38do assassino
24:38ele literalmente
24:41pisou na cabeça
24:43dela
24:43dava
24:45para ver
24:46a marca do pé
24:47bem do lado
24:47da cabeça
24:48a metade
24:49de um sapato
24:49marcado
24:50mas
24:50mais importante
24:51é que
24:52na faranda
24:53bem ali na frente
24:55tinha uma outra pegada
24:56cheia de pó
24:57do mesmo
24:58solado
24:59as marcas
25:02de sapato
25:03definitivamente
25:04conectam
25:05o assassino
25:05de Nelson
25:06aos ataques
25:06anteriores
25:07mas a questão
25:08permanece
25:09é apenas um homem
25:10ou possivelmente
25:12dois vestindo
25:12o mesmo sapato
25:13o criminalista
25:16Jerry Burke
25:17voltou de Portland
25:18com a resposta
25:19de acordo
25:20com o fabricante
25:20apenas
25:211.354
25:23sapatos
25:24a via aeróbic
25:24foram distribuídos
25:25em todos
25:26os Estados Unidos
25:27destes
25:29só 6 pares
25:30foram para o estado
25:31da Califórnia
25:32só um par
25:33foi para a cidade
25:34de Los Angeles
25:34então agora falamos
25:36ok pessoal
25:37é isso que estamos
25:37procurando
25:38é
25:39um solado
25:40bem distinto
25:41isso provava
25:43o que Gil Carillo
25:44e Frank Salerno
25:45estavam dizendo
25:46o tempo todo
25:47eles estão procurando
25:50apenas um homem
25:51eles finalmente
25:53concordaram
25:54que era
25:55um assassino
25:56em série
25:57que envolvia
25:57mais do que
25:58assassinatos
25:58na cidade
25:59deles
25:59que envolvia
26:01assassinatos
26:01por todo
26:02o país
26:03fotos do sapato
26:04a via aeróbic
26:05e retratos
26:06falados
26:06do suspeito
26:07foram mandados
26:08para todas
26:08as jurisdições
26:09do condado
26:10agora que os detetives
26:12do condado
26:12de Los Angeles
26:13sabem que estão
26:14caçando apenas
26:14um homem
26:15o desafio é pegá-lo
26:16antes que ele mate
26:17de novo
26:17mas o tempo
26:19já está
26:20acabando
26:20julho
26:23de 1985
26:25por quatro
26:26meses
26:26os detetives
26:27de homicídios
26:27investigaram
26:28uma série
26:29de estupros
26:29e assassinatos
26:30brutais
26:30no condado
26:31de Los Angeles
26:32as evidências
26:33apontam
26:33para um único
26:34suspeito
26:35um perverso
26:36assassino
26:36em série
26:37que escolhe
26:37suas vítimas
26:38ao acaso
26:39em 17 de julho
26:41Mabel Mel
26:42de 83 anos
26:43morreu por causa
26:44dos seus ferimentos
26:45nunca tendo
26:46recuperado a consciência
26:47sua irmã
26:48Nettie
26:49ainda está em coma
26:50o atacante anônimo
26:52recebeu um nome
26:53que combinasse
26:53com suas características
26:55ameaçadoras
26:56retratadas
26:56no retrato falado
26:57da polícia
26:58ele agora é conhecido
26:59como o perseguidor
27:00da noite
27:01um dos editores
27:04assistentes
27:05da cidade
27:05criou esse termo
27:07ele colocou
27:09repórteres
27:10para trabalhar
27:11em várias
27:11dessas
27:13histórias
27:14de crimes
27:14e ele percebeu
27:16várias similaridades
27:17com um programa
27:19de televisão
27:19que passava
27:20a noite
27:21em Los Angeles
27:21com o Darren McGavin
27:23e se chamava
27:24o perseguidor
27:25da noite
27:25então foi daí
27:26que o nome surgiu
27:27o nome apenas
27:30acentuou o medo
27:31que assolava
27:31todo o país
27:32à medida que a quantidade
27:33da venda de armas
27:34sistemas de alarmes
27:35e cães de guarda
27:36subia vertiginosamente
27:37foi como se um filme
27:42de terror
27:42tivesse voltado
27:43para Hollywood
27:44e ficado ali
27:46e estávamos vivendo
27:48ele
27:48ele estava mantendo
27:50o sul da Califórnia
27:51como refém
27:51e isso era
27:53aterrorizante
27:53as pessoas
27:56eram avisadas
27:57pela polícia
27:58e pelos telejornais
27:59ou mesmo
28:00lendo jornais
28:01normalmente
28:02as pessoas
28:02eram instruídas
28:03a não deixar
28:04as portas
28:05e janelas abertas
28:06especialmente
28:06em dias quentes
28:07de verão
28:08eu fiz
28:11meu marido
28:11deixar
28:12as nossas
28:12janelas
28:12fechadas
28:13e a casa
28:14trancada
28:14porque eu estava
28:15com medo
28:16que fôssemos
28:16assassinados
28:17e um monte
28:18de gente
28:18também estava
28:19os cidadãos
28:21do condado
28:22de Los Angeles
28:23tem um bom motivo
28:24para terem medo
28:24apesar das precauções
28:26adicionais
28:26o perseguidor
28:27da noite
28:28é como um vampiro
28:29na escuridão
28:29sedento
28:30por sangue humano
28:31do fim de julho
28:34até o começo
28:35de agosto
28:36ele esteve ligado
28:37a mais quatro
28:37ataques mortais
28:38em quatro diferentes
28:40locais
28:40das comunidades
28:41do condado
28:41de Los Angeles
28:42as evidências
28:43mostram que o assassino
28:44usa ao menos
28:45duas armas diferentes
28:46uma calibre 22
28:47que matou
28:48Dale Okazaki
28:49e Veronica Yu
28:50e também um
28:51revólver
28:51calibre 25
28:52manchetes
28:55espalhavam
28:56a notícia
28:56pelo país
28:57recompensas
28:58excedendo
28:5910 mil dólares
29:00foram oferecidas
29:00para quem desse
29:01uma informação
29:02concreta
29:02para a prisão
29:03do suspeito
29:04os oficiais
29:05torciam
29:05para que alguém
29:06que conhecesse
29:06a identidade
29:07do perseguidor
29:08da noite
29:08aparecesse
29:0918 de agosto
29:11de 1985
29:13em São Francisco
29:14600 quilômetros
29:15ao norte
29:16de Los Angeles
29:16David Penn
29:17de 30 anos
29:18chega na casa
29:19de seus pais
29:19Peter e Barbara
29:21mas não
29:22obtém resposta
29:23quando os detetives
29:31do condado
29:32de Los Angeles
29:32souberam do assassinato
29:33eles ligaram
29:34para suas contrapartes
29:35em São Francisco
29:36eles nos descreveram
29:40um assassinato
29:41que ocorreu lá
29:42onde foi usada
29:44uma pistola
29:45semiautomática
29:46calibre 25
29:49e descreveram
29:51algumas coisas
29:52que estavam
29:53na parede
29:54um pentagrama
29:55que nós já
29:56havíamos visto
29:57antes
29:57e o fato
29:58de que o homem
29:59foi basicamente
30:00executado
30:01na hora
30:02em que o suspeito
30:02entrou na residência
30:04e houve abuso físico
30:06na mulher
30:07nós viajamos
30:08até São Francisco
30:09no mesmo dia
30:10fomos até a cena
30:11do crime
30:12examinamos o lugar
30:14falamos com os investigadores
30:16e depois disso
30:18não havia mais dúvida
30:20de que aquele caso
30:21estava conectado
30:23com os nossos
30:23com notícias
30:26da sua presença
30:27no norte da Califórnia
30:28o perseguidor da noite
30:30agora mantém
30:30um estado inteiro
30:31sitiado
30:32mas em uma semana
30:33uma nova evidência
30:34vai dar aos investigadores
30:35do condado
30:36de Los Angeles
30:37a primeira grande
30:38descoberta do caso
30:39noite de 24 de agosto
30:41de 1985
30:43na cidade de Mission Viejo
30:44no condado de Orange
30:45James Romero
30:46de 13 anos
30:47conserta sua lambreta
30:48na garagem
30:49de seus pais
30:50ele percebe
30:53um Toyota laranja
30:54passando
30:55com os faróis apagados
30:56mais tarde
31:02quando o veículo
31:03retornou
31:03o garoto anotou
31:04a sua placa
31:05enquanto ele passava
31:06na mesma noite
31:10um homem
31:11que se identificou
31:12como o perseguidor
31:12da noite
31:13atirou em Bill Karnes
31:14de 29 anos
31:15especialista em computadores
31:17e estuprou
31:18sua noiva
31:18de 27 anos
31:19Carrie Smith
31:20o casal
31:21foi levado
31:22aonde os cirurgiões
31:23conseguiram retirar
31:24duas balas
31:25calibre 25
31:26do cérebro de Bill
31:27quando as notícias
31:31de que houve
31:32uma tentativa
31:32de assassinato
31:33surgiram na área
31:35e esse
31:36jovem
31:38ligou
31:38para as autoridades
31:39e falou
31:40aqui está o número
31:42da placa
31:42de um cara
31:43o número
31:44dessa placa
31:45era de um veículo
31:45roubado
31:46esse veículo
31:46foi recuperado
31:47no condado
31:47de Los Angeles
31:48e nesse veículo
31:50ele havia ajustado
31:52o retrovisor
31:52e deixou uma impressão
31:53do polegar
31:53na parte de trás
31:54do espelho
31:55foi uma grande
31:58descoberta
31:59e eles estavam
32:00próximos de conseguir
32:01outra
32:01alguém está
32:02querendo divulgar
32:03a identidade
32:04do perseguidor
32:04da noite
32:05pela recompensa
32:05de 80 mil dólares
32:07Jesse Pérez
32:10era um garoto
32:11de programa
32:11que de vez em quando
32:12ficava na rodoviária
32:13de Los Angeles
32:14com um ladrão
32:14profissional
32:15de Al Passo
32:16que tinha dentes ruins
32:17e gostava muito
32:18de satã
32:18e de heavy metal
32:19ele conhecia
32:24o homem apenas
32:24como Rick
32:25Pérez também
32:29falou a eles
32:30o nome do homem
32:30que comprava
32:31os itens roubados
32:32do Rick
32:32um negociante
32:33chamado Felipe Solano
32:35os detetives
32:36do condado
32:37confrontaram Solano
32:38e encontraram
32:38várias coisas roubadas
32:40incluindo itens
32:41de valor retirados
32:42das vítimas
32:42do perseguidor
32:43da noite
32:43mas como Pérez
32:45Solano não sabia
32:46o último nome
32:47do ladrão
32:47de Al Passo
32:48nessa hora
32:52eu sabia
32:53que estávamos
32:53procurando
32:55por alguém
32:56com o nome
32:56de Richard
32:57Rick
32:59ou alguém
33:00com o apelido
33:00de ele despeinado
33:01que quer dizer
33:02ou despenteado
33:03enquanto isso
33:06os investigadores
33:07de São Francisco
33:08estão fazendo
33:08algumas descobertas
33:09próprias
33:10após lançarem
33:11as descrições
33:12das joias roubadas
33:13da residência
33:13do Spen
33:14a polícia
33:15foi contatada
33:15por dois moradores
33:16de São Francisco
33:17que perceberam
33:18que estavam
33:18com a posse
33:19de algumas
33:19dessas peças
33:20um conhecido
33:21pediu
33:21que eles guardassem
33:22essas joias
33:23um ladrão
33:23com dentes manchados
33:24conhecido apenas
33:25pelo seu primeiro nome
33:26Rick
33:27eles falaram
33:30a respeito
33:31com Armando Rodrigues
33:32o amigo
33:33que os apresentou
33:34pela primeira vez
33:35quando a polícia
33:37ameaçou acusá-lo
33:37como cúmplice
33:38de assassinato
33:39Rodrigues
33:40decidiu cooperar
33:41finalmente
33:42a polícia
33:43tinha um nome
33:44e possivelmente
33:44uma identidade
33:45para procurar
33:46agosto de 1985
33:51após cinco meses
33:53de investigação
33:54e inúmeros ataques
33:55brutais
33:55os detetives
33:56do condado
33:57de Los Angeles
33:58têm uma impressão
33:58digital
33:59que eles acreditam
34:00ser do infame
34:00perseguidor da noite
34:02eles também
34:03têm um nome
34:03Richard Ramirez
34:05procurando nos arquivos
34:08de prisões
34:09do condado
34:09de Los Angeles
34:10eles encontraram
34:11uma impressão digital
34:12que batia
34:12com a encontrada
34:13no Toyota
34:14roubado
34:14do condado
34:15de Orange
34:15o arquivo
34:17também
34:17continha
34:17uma foto
34:18agora
34:20nós sabíamos
34:21quem estávamos
34:22procurando
34:23tínhamos uma foto
34:24dele
34:24ele não era mais
34:26um mistério
34:27para nós
34:27criado em
34:31El Passo, Texas
34:32Ramirez
34:32começou a usar
34:33drogas
34:34aos 12 anos
34:35mais ou menos
34:35na mesma época
34:36que seu primo
34:37Mike voltou
34:38do Vietnã
34:38o ex
34:39Buena Verde
34:40trouxe para casa
34:41fotos de estupros
34:42e torturas
34:43que o jovem
34:43Rich achou
34:44fascinantes
34:44seu primeiro
34:47contato com
34:47o assassinato
34:48foi o que ele
34:49mesmo testemunhou
34:50quando seu primo
34:51Mike atirou
34:51em sua própria
34:52esposa
34:52na sua frente
34:53Richard Ramirez
34:55nunca trabalhou
34:56em época
34:58nenhuma
34:58nem nunca
34:59teve um endereço
35:00fixo
35:01ele morava
35:03em pequenos
35:04hotéis
35:04em vários lugares
35:05usava
35:06carros roubados
35:08frequentava
35:09bastante
35:10a rodoviária
35:11Greyhound
35:11ele tinha
35:12um armário
35:12lá
35:13onde ele
35:14guardava
35:14algumas coisas
35:15armas
35:16por exemplo
35:16ele era
35:17basicamente
35:18uma pessoa
35:19da rua
35:19agora
35:22Ramirez
35:22é o objeto
35:23de uma caçada
35:24de uma nação
35:25a decisão
35:28tomada
35:29foi de
35:29divulgarmos
35:30imediatamente
35:31a fotografia
35:32e o nome
35:32do suspeito
35:33para proteger
35:34o público
35:34e isso
35:35foi feito
35:36já na manhã
35:37seguinte
35:38nós achamos
35:40que poderíamos
35:41prendê-lo
35:41em muito pouco
35:42tempo
35:43porque já
35:43sabíamos
35:44bastante dele
35:45amanhã
35:47de sábado
35:4831 de agosto
35:49de 1985
35:50os detetives
35:52Frank Salerno
35:52e Gil Carillo
35:53coordenam
35:54uma emboscada
35:54para o suspeito
35:55de assassinato
35:56Richard Ramirez
35:57numa área
35:57que inclui
35:58a rodoviária
35:58de Los Angeles
35:59nós não
36:02sabíamos
36:02que ele
36:02havia saído
36:03da cidade
36:04ele estava
36:05no Arizona
36:06visitando
36:07um irmão
36:07voltando
36:09para casa
36:09ele não
36:09fazia ideia
36:10dessa descoberta
36:11no caso
36:12estávamos
36:15do lado
36:15de fora
36:15esperando
36:16que ele
36:16entrasse
36:17o que não
36:18esperávamos
36:18que ele
36:18estava
36:19num ônibus
36:19voltando
36:20para Los Angeles
36:20na verdade
36:21ele saiu
36:22do ônibus
36:22pelo caminho
36:23que ele
36:23havia entrado
36:24nós não
36:25vimos
36:25ele entrou
36:27numa loja
36:28de bebidas
36:28a poucos
36:29quarteirões
36:29dali
36:30viu a foto
36:31na primeira
36:31página
36:31de um jornal
36:32e entrou
36:33correndo
36:34num ônibus
36:35e foi
36:36identificado
36:38por um
36:38dos passageiros
36:39o passageiro
36:40saiu
36:40ligou
36:41para a polícia
36:42Richard sabia
36:43que tinha sido
36:44reconhecido
36:45e que a perseguição
36:46ia começar
36:46e parecia
36:49uma cena
36:49de filme
36:50ele estava
36:51no ônibus
36:51e as pessoas
36:52começaram
36:52a olhar
36:53para ele
36:53e apontar
36:54para ele
36:55elas estavam
36:56lendo o jornal
36:57e começaram
36:57a apontar
36:58para ele
36:58dizendo
36:59é ele
36:59é ele
36:59e aí ele
37:00saiu
37:00correndo
37:01do ônibus
37:01atravessou
37:02a autoestrada
37:03e aí começou
37:03uma grande
37:04perseguição
37:05José Burgon
37:07está cuidando
37:08do seu gramado
37:09no leste
37:09de Los Angeles
37:10quando ele
37:11viu o homem
37:11de preto
37:12o meu pai
37:16estava lá
37:16regando
37:18o jardim
37:18e um cara
37:20apareceu
37:21e pulou
37:21a cerca
37:22bem ali
37:22atravessou
37:23a rua
37:23correndo
37:24pulou
37:24essa cerca
37:25foi ali
37:26para trás
37:26e tentou
37:27roubar
37:27um Mustang
37:29e quando ele
37:30não conseguiu
37:31ele pulou
37:31de volta
37:32tentando
37:33atravessar
37:33a rua
37:34tentou
37:34roubar
37:35o outro
37:35carro
37:35de uma
37:36outra
37:36senhora
37:36e aí
37:37o meu pai
37:37saiu
37:38correndo
37:38atrás dele
37:38para tentar
37:39tirar ele
37:40do carro
37:41e depois
37:42ele continuou
37:43correndo
37:44subiu
37:45a rua
37:45ele estava
37:47correndo
37:47ali perto
37:48daquela van
37:48ele estava
37:50mais ou menos
37:50ali olha
37:51onde aquele carro
37:52branco está
37:53e o meu irmão
37:54e eu
37:54aparecemos
37:55e pegamos
37:55ele bem ali
37:56mais ou menos
37:57a um quarteirão
37:58de distância
37:58e foi ali
37:59que a gente
37:59derrubou ele
38:00ele estava
38:01suando
38:02ele parecia
38:02bem cansado
38:03e ele estava
38:04no chão
38:05respirando
38:06com muita
38:06dificuldade
38:07até que a polícia
38:08chegou
38:08naquela época
38:12eu não
38:12fazia
38:13ideia
38:13de que ele
38:14era
38:14o perseguidor
38:16da noite
38:16o Richard Ramirez
38:17notícias
38:19da captura
38:19do perseguidor
38:20da noite
38:20pelas próprias
38:21pessoas
38:22que ele
38:22aterrorizava
38:23apareceu
38:23de certa
38:24forma
38:24apropriado
38:25à medida
38:25que uma
38:26multidão
38:26se juntava
38:27na frente
38:27da delegacia
38:28de polícia
38:28para onde
38:29Ramirez
38:29foi levado
38:30eu acho
38:32que isso
38:32deu uma
38:33sensação
38:33de poder
38:34para as pessoas
38:35de Los Angeles
38:36de que elas
38:37eram capazes
38:37de capturá-lo
38:38e foram
38:39pessoas comuns
38:40que fizeram isso
38:41logo depois
38:44eu soube
38:44que tinha
38:4420, 30
38:45e 40
38:46pessoas diferentes
38:47da televisão
38:48fotógrafos
38:49e gente
38:50do rádio
38:51e todo mundo
38:51não só
38:52da mídia local
38:53mas de todo
38:54o mundo
38:54tinha gente
38:54do Japão
38:55da Austrália
38:56dentro da delegacia
39:01os detetives
39:02Carilo e Salerno
39:03se apresentaram
39:04ao homem
39:04que eles procuravam
39:05havia 4 meses
39:07a resposta dele
39:11foi
39:11eu sei quem vocês são
39:13e eu nunca tive
39:14nenhum suspeito
39:15que me dissesse
39:16isso antes
39:17especialmente
39:18um que nós
39:19estivemos procurando
39:20por tanto tempo
39:21e isso só confirmou
39:22que ele também
39:23acompanhava os casos
39:24lendo os jornais
39:26na hora em que
39:29a polícia
39:29fez os preparativos
39:30para transferir
39:31Ramirez
39:31para a prisão
39:32do condado
39:33a multidão
39:33lá fora
39:34havia aumentado
39:34para quase
39:35mil pessoas
39:36eu nunca tinha
39:38visto isso
39:39antes
39:40parecia uma cena
39:41de velho oeste
39:41onde você
39:42leva o bandido
39:43para a cadeia
39:44e a multidão
39:45quer linchá-lo
39:46havia uma multidão
39:49de oficiais
39:50eles o levaram
39:51pela porta
39:52dos fundos
39:53do prédio
39:53e estavam
39:54vindo em direção
39:55a nós
39:56e tinham
39:57tantos
39:58policiais
39:59em volta dele
40:00que não dava
40:01para ver o rosto
40:02e aí em dois segundos
40:04eu consegui tirar
40:05eu não sei
40:06umas três
40:06quatro
40:07cinco fotos
40:08e foi isso
40:08Richard Ramirez
40:12tinha esse olhar
40:13sombrio
40:13e quando ele olhava
40:15para as pessoas
40:15sabe
40:16com aqueles olhos
40:17eles pareciam
40:20muito sinistros
40:21Ramirez
40:23Ramirez
40:23Ramirez foi acusado
40:24por 68 crimes
40:26incluindo 14 assassinatos
40:28após longos atrasos
40:29envolvendo as audiências
40:30do pré-julgamento
40:32adiamentos e seleção
40:33do júri
40:33seu julgamento
40:34finalmente teve início
40:35em 30 de janeiro
40:37de 1989
40:38o promotor
40:40Phil Halpin
40:41apresentou cerca de 500
40:43evidências circunstanciais
40:44que ligavam Ramirez
40:45aos crimes
40:46incluindo padrões
40:47no seu modus operandi
40:48posse de pertences
40:50das vítimas
40:50e relatórios da balística
40:52envolvendo duas armas
40:53diferentes
40:54uma das armas
40:58foi recuperada
40:59e ligada a Ramirez
41:00através de testemunhos
41:02outra arma
41:03nunca foi encontrada
41:04entretanto
41:05cartuchos das balas
41:07foram encontrados
41:07em um armário
41:08um armário
41:09na rodoviária
41:10que tinha ligação
41:12com ele
41:12uma das evidências
41:13mais constrangedoras
41:15de que era recorrente
41:16foi uma marca incomum
41:17de sapato
41:18e através disso
41:19circunstancialmente
41:21a conexão foi feita
41:22Phil Halpin
41:23pôde argumentar
41:23muito eficazmente
41:25que a pessoa
41:26que calçava
41:27aqueles sapatos
41:28era
41:28usando as palavras
41:29do próprio Phil
41:30calçava as digitais
41:32e elas eram
41:33as digitais
41:33de Richard Ramirez
41:34e esse caso
41:36é sobre isso
41:37sobre conexões
41:38por todos
41:39os sucessivos assassinatos
41:41haviam certas ligações
41:43certas peças
41:44de evidências
41:45que continuavam
41:46a aparecer de novo
41:47e de novo
41:47e de novo
41:48também haviam
41:50testemunhos
41:50de vítimas
41:51sobreviventes
41:52algumas delas
41:53aliviando
41:53seu terrível
41:54sofrimento
41:54em detalhes
41:55arrepiantes
41:56foi o primeiro
42:01julgamento
42:02que eu cobri
42:03e possivelmente
42:04o único
42:04onde eu vi
42:05repórteres
42:06chorando
42:07na sala
42:07de tribunal
42:08porque era
42:10muito triste
42:11ouvir
42:12as vítimas
42:13que sobreviveram
42:15é por isso
42:20que eu não fui
42:21ao julgamento
42:22eu disse que
42:23esse cara
42:23já tinha
42:24feito mal
42:25o suficiente
42:26para minha família
42:26e para mim
42:27e eu não queria
42:28passar por tudo
42:29aquilo de novo
42:30então eu meio
42:32que
42:32eu disse
42:33que ia deixar
42:34para lá
42:34que ia entregar
42:35para Deus
42:36mesmo contudo
42:40Richard Ramirez
42:41parecia prosperar
42:43recebendo a atenção
42:43de um grupo
42:44de tietes
42:45que vieram
42:45mostrar a ele
42:46seu amor
42:46e apoio
42:47Ramirez
42:52estava sentado
42:53no tribunal
42:54usando óculos
42:56escuros
42:56e de vez em quando
42:58porque ele aparentava
42:58gostar de garotas
43:00ele se virava
43:01tirava os óculos
43:02e trocava olhares
43:03com algumas
43:04dessas garotas
43:05ele tinha o sorriso
43:07mais nojento
43:08e pavoroso
43:09que eu já tinha visto
43:10para mim
43:12ele era o tipo
43:13de cara
43:13que radiava
43:14a maldade
43:15eu cobri
43:17o caso
43:17do Charles Manson
43:19eu cobri
43:20vários casos
43:20de assassinato
43:21diferentes
43:22na minha carreira
43:22como repórter
43:23e Richard Ramirez
43:26foi de longe
43:27o réu mais assustador
43:28que eu já vi
43:28no tribunal
43:2920 de setembro
43:33de 1989
43:34Richard Ramirez
43:35é considerado
43:36culpado por
43:3713 assassinatos
43:385 tentativas
43:39de assassinato
43:4011 abusos sexuais
43:41e 14 assaltos
43:43ele foi sentenciado
43:44a morrer
43:45na câmara de gás
43:46da Califórnia
43:47é claro que eu nunca
43:50vou esquecer
43:50as últimas palavras
43:51dele
43:52quando foi levado
43:52do tribunal
43:53eu estou indo
43:55para a Disneylândia
43:56eu não acho
43:57que ele tinha
43:58a menor noção
44:00da gravidade
44:01das coisas
44:02que ele tinha feito
44:03e o que ele teria
44:04que enfrentar
44:05décadas depois
44:08Richard Ramirez
44:09ainda está
44:10no corredor
44:11da morte
44:11aguardando
44:12sua execução
44:13casado
44:15na prisão
44:15em 1996
44:16com uma das mulheres
44:18que acompanhou
44:18seu julgamento
44:19ele provavelmente
44:20vai permanecer
44:21por lá
44:21até o último
44:22dos seus recursos
44:23se esgotar
44:24uma condenação
44:25a pena de morte
44:26na Califórnia
44:27é automaticamente
44:28apelada
44:29para a Suprema Corte
44:30da Califórnia
44:31esse apelo
44:32foi ouvido
44:32em agosto
44:33de 2006
44:34a Suprema Corte
44:35da Califórnia
44:36reafirmou
44:37sua condenação
44:38é um processo
44:41longo e amargo
44:42para aqueles
44:42que tentam
44:43esquecer
44:43os acontecidos
44:44após todos
44:45esses anos
44:46as vítimas
44:48se tornaram
44:48vítimas de novo
44:49mesmo depois
44:50dos assassinatos
44:51terem ocorrido
44:52porque todos
44:53fomos afetados
44:54meus irmãos
44:54minhas irmãs
44:55meus primos
44:56meus parentes
44:57todos fomos
44:58afetados
44:59pelo crime
45:00foi tão
45:03horrível
45:04foi tão
45:05desnecessário
45:06e tão arbitrário
45:07ele fez
45:08coisas sem razão
45:10ele era mesmo
45:11um assassino
45:13muito
45:13insensível
45:15e cruel
45:15ele era um cara
45:20que por sua própria
45:21conta
45:21disse que queria
45:23ser conhecido
45:23como
45:24o maior assassino
45:26em série
45:26da história
45:28e se ele não fosse
45:31pego
45:31simplesmente
45:32continuaria matando
45:33e se ele não fosse
45:37Legenda Adriana Zanotto
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