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00:00O que parecia ser a salvação pronto se convierte em uma pesadinha ainda maior, pois Marta
00:27a convence de ocultar o crime e deshacerse do corpo. Mientras tanto, a saúde dos trabalhadores
00:34empeora e a passividade de Don Pedro provoca que Luz e Begoña convoquem uma junta extraordinária
00:39para destapar o escândalo. Em paralelo, Pelayo descobre a verdade e esconde
00:46a navaja ensangrentada com as huellas de Fina. O que planea fazer com ela? Um capítulo cargado
00:53de morte, secretos e decisões ao limite que cambiarão o destino de todos em sueños
00:58de liberdade. O sol de agosto caía a plomo sobre Toledo, um calor denso e pegajoso que
01:05parecia ralentizar o tempo mesmo. Em o despacho principal de perfumerias de
01:11da reina, sem embargo, o ar era gélido. Damián de la reina sostenía o auricular do teléfono
01:19com uma força desmedida, seus nudinhos blancos como o mármol.
01:24Ao outro lado da mesa, seu sobrinho Pelayo observava a inquietude dibujada em cada linha
01:30de seu rosto. O silencio se prolongou um instante mais, um abismo suspendido no tempo, antes
01:37de que a voz de Damián, ronca e quebrada, o rompiera. Como que se ha fugado? Su voz era
01:45um susurro cargado de incredulidade e pavor. Como demonios é possível que um preso obtenha
01:50um permiso e simplesmente desapareça? A voz ao outro lado da linha, a do sargento da guardia
01:58civil, era um murmúio metálico e impersonal, explicando a burocracia da tragedia. Um permiso
02:05extraordinario para asistir ao funeral de sua abuela, uma ventana de oportunidade, um
02:10momento de descuido.
02:13Detalles inútiles que não cambiaban o hecho aterrador. Santiago Jaramillo estava livre.
02:19Quando Damián colgou, o telefone parecia pesar uma tonelada. Mirou a Pelayo, e nos olhos
02:24de seu tio, o jovem político viu um medo que rara vez havia presenciado.
02:31O medo de um patriarca que sente que ha fallado em proteger a sua família. Santiago
02:35ha escapado. Dijo Damián, cada palavra um golpe sordo.
02:41Consiguiu um permiso, não há volta. Pelayo se levantou de um salto, o coração martilleando
02:46ele no peito como um tambor de guerra. O nome de Santiago resonava com ecos de violência,
02:54de obsesão, de um peligro que creia em contenido atrás dos muros de uma prisão.
03:01E agora, esse peligro voltou a cernir sobre elas. Sobre Fina, sobre Marta, temos que avisá-las.
03:07Agora mesmo, dijo Pelayo, sua mente já na remota casa dos montes, um lugar que de repente
03:15se sentia peligrosamente isolado. Damián asintiu, já marcando o número de
03:21a casa com dedos temblorosos. O timbre sonou, uma e outra vez, um sonido agudo e persistente
03:27que se perdia no vazio. Nadie respondia, o tentaram de novo, e outra vez, a mesma resposta.
03:35Um silencio ominoso, cargado de terribles posibilidades.
03:40Não o cogen, mascou Damián, a frustração tiñendo su medo de ira. Não podemos esperar,
03:47tío.
03:49Vou para allá, decidiu Pelayo, cogendo as laves de seu coche. Não era uma pergunta,
03:56senão uma declaração de intenções.
03:59A imagem de Marta, sua sonrisa, a calidez de sua presença, se clavou em sua mente.
04:06Junto a la de Fina, cuya valentía não merecia enfrentarse de novo a aquel monstro.
04:12Ten cuidado, por o amor de Deus, Pelayo. Lama a a guardia civil por o caminho.
04:19Diles que sospechas que pode haver ido allí. Que vayan também, o farei.
04:23Tu tenta localizar a a patrulla mais cercana a a finca.
04:26Não podemos perder ni um segundo. Mientras Pelayo salía quase correndo do despacho,
04:33Damián se quedou solo, o peso do mundo sobre seus hombros.
04:36E olhou por a ventana, hacia a fábrica que havia construído com tanto esforço,
04:43um imperio que agora parecia frágil e indefenso ante a loucura de um só homem.
04:47E rezou, com uma fé que não sabia que ainda possuía, para que seu sobrinho não chegasse demasiado tarde.
04:55O aire na pequena cabaña de os montes era irrespirável.
05:01Uma mezcla sofocante de polvo, madera vieja e o olor agrio do medo.
05:08A luz do sol se filtraba através das mugrientas ventanas enaces dorados
05:12que só servían para iluminar as partículas de polvo que danzaban na macabra celebración.
05:16Para Fina e Marta, atadas a sendasillas de madera,
05:22esa luz era uma burla, um recordatorio de um mundo exterior que já não lhes pertenecía.
05:29Santiago Jaramillo se movia frente a elas como uma bestia enjaulada.
05:33Sus olhos, antes cheios de uma devoção enfermiza,
05:36agora ardiam com o fogo de uma venganza largamente rumiada em sua soledade.
05:43Já não era o homem patético e suplicante.
05:45A prisão o havia despojado de qualquer máscara,
05:48deixando ao descuberto o monstro que sempre havia anidado no seu interior.
05:54Você queria que os livrariais de mim tão facilmente?
05:57Su voz era um siseo, áspera por o desuso e o ódio.
06:02Você pensava que uns muros de pedra poderiam contener o que sinto por ti, Fina?
06:06O amor não se encerra.
06:10E a traição, a traição exige um pago.
06:12Fina o mirava com uma mistura de terror e desafio.
06:18As cuerdas lhe mordiam as muñecas, mas sua espírito se negava a doblegarse.
06:23A sua lado, Marta, sempre a estratega, a empresaria,
06:27tentava encontrar uma salida lógica a uma situação que desafiava toda lógica.
06:31Santiago, escúchame, dijo Marta, su voz sorprendentemente firme, tratando de proyectar uma autoridade que não sentia.
06:40Isto não tem por que acabar assim.
06:45Entendo a tua dor, a tua rabia.
06:47Tu?
06:47Se burlou ele, detenendose para clavar uma mirada cheia de veneno.
06:53Tu não entende nada.
06:54Eres uma da reina.
06:56O que você tem tudo desde a cuna.
06:57Que sabes tu do dolor de um homem ao que lhe arrebatam o único que dá sentido a sua vida?
07:01Sei de dinheiro, Santiago, e sei que o dinheiro pode comprar muitas coisas, uma nova vida, por exemplo.
07:12Lejos de aqui, um lugar onde ninguém te conhece, onde podes começar de cero.
07:17O rostro de Santiago se contrajo em uma mueca de desprecio.
07:22Intentas comprarme, como se fosse um dos seus empleados?
07:25Crees que o seu dinheiro pode pagar o preço da minha humilhação?
07:28Não é sucio dinheiro, é uma oportunidade.
07:34Insistiu Marta, desesperada.
07:36Te daré o que pedas.
07:39100 mil pesetas, 200 mil, o que seja.
07:42Só tens que soltarnos, tomar o dinheiro e desaparecer.
07:47Não voltaremos a saber de ti, nem tu de nós.
07:50Piensa nisso, Santiago.
07:52Uma vida de riqueza em lugar de uma vida huindo da justiça.
07:55Por um momento, uma vacilação parecia cruzar os olhos do homem.
08:01A cifra era astronômica.
08:04Mas foi só um espejismo.
08:06A loucura que o consumia era mais forte que qualquer coitinha.
08:11Se echou a reir, uma risa hueca e desquiciada que rebotou nas paredes de madeira.
08:15Vosso dinheiro não me serve de nada em inferno.
08:21E aí é onde vamos ir os três.
08:24Mas primeiro, vai ver como ela paga por sua traição.
08:28Vai ver como sofre.
08:29Esse será meu pago.
08:32Mientras Marta mantenia a atenção de Santiago, Fina trabalhava em silencio.
08:36Com a eima de seus dedos, entumecidos e doloridos, havia estado rozando, tirando, retorciendo o áspero cañamo que la aprisionaba.
08:46O nudo, feito com a prisa de la furia, tinha um ponto débil.
08:51Um minúsculo resquicio de esperança.
08:55Centímetro a centímetro, com um dolor agudo recorriendo as muñecas despellejadas, sentia como a cuerda cedia.
09:01Não se atreveu a respirar, concentrada em essa tarea minúscula e monumental.
09:09Su vida, e a de Marta, dependiam de ela.
09:14Santiago se acercou a Fina, sua sombra cubriendo-la por completo.
09:18Le acaricou a mejilla com o dorso de uma mão sucia, e ela se estremeceu de repulsão.
09:25Tu e eu tínhamos um futuro, Fina, uma vida juntos, mas preferiste a esta.
09:30Fina, lançou uma mirada de asco a Marta.
09:34Preferiste o vicio e a perversão.
09:36Me o quitaste todo.
09:38Tu nunca tiviste nada, Santiago.
09:40Replicou Fina, sua voz temblando pero firme.
09:45O amor não se posee.
09:46E tu nunca me amaste.
09:48Só te amabas a ti mesmo.
09:50A bofetada foi tão rápida e brutal que Fina apenas a viu vir.
09:53Su cabeça se estrelou contra o respaldo da silla, e o sabor metálico de a sangue llenou
10:00sua boca.
10:02Marta gritou seu nome, um sonido ahogado por a impotência.
10:06Esse foi o instante.
10:07Mientras Santiago se regodeava em seu acto de violência, Fina deu um último tirão.
10:14Su mão direita quedou livre.
10:16O movimento foi torpe, quase imperceptível.
10:18Santiago, cegado por seu monólogo de odio, não se deu conta.
10:24A seu alcance, sobre uma pequena mesa auxiliar, havia uma botella de vinho vazia, cuberta de
10:30polvo.
10:33Com um grito que era uma mistura de rabia e pânico, Fina se impulsou com todas suas
10:37forças.
10:40O mundo parecia moverse a câmera lenta.
10:42O sonido da silla ao caer, o grito de sorpresa de Santiago, o arco perfecto que describiu a
10:48botella no ar.
10:51E depois, o impacto, um sonido sordo e úmido, seguido do estallido do cristal.
10:58Santiago se tambaleou, levando-se uma mão na cabeça.
11:01Sangre escura e espesa começou a manar entre seus dedos.
11:06Por um segundo, Fina creu ter conseguido.
11:09Mas o homem não caiu.
11:10O golpe, em lugar de noquearlo, parecia desatar a a bestia primordial que levava dentro.
11:15Se girou hacia ela, seus olhos inyectados em sangue, a razão completamente eclipsada
11:23por uma furia asesina.
11:26Se abalanzou sobre ela, que ecia no suelo entre os restos da silla.
11:31Suas mãos grandes e callosas se cerraron ao redor de seu cuello.
11:34Maldita zorra, rugiu, su aliento fétido en la cara de Fina.
11:40Te mataré, te mataré con mis propias manos.
11:44Fina luchaba por aire, sus pulmones ardiendo.
11:47O mundo se estrechaba, os colores se desvanecían en un túnel oscuro.
11:53Veía o rostro de Marta, desfigurado por o horror, gritando su nome.
11:58Sentía a vida escapándose de seu corpo.
12:02Sus manos arañaban inútilmente os braços de Santiago, buscando algo a lo que aferrarse.
12:09Fue entonces cuando sus dedos tropezaron con algo frío y duro en el cinturón de él.
12:15La navaja, la misma que él había usado para cortar las cuerdas de un fardo en un rincón.
12:20Con la fuerza que le daba la adrenalina de la muerte inminente, la agarró.
12:26La hoja se desplegó con un chasquido siniestro.
12:31Santiago, en su furia ciega, no se percató.
12:34Aumentó la presión, deleitándose en el poder de extinguir su vida.
12:40Fina, con el último aliento de conciencia, levantó la navaja,
12:44sosteniéndola de forma torpe, casi como un escudo.
12:47Y entonces, el cuerpo de Santiago se convulsionó con acento agudo.
12:53Él la empujó hacia abajo con todo su peso para terminar el trabajo.
12:59El impacto fue brutal, y en ese movimiento, en ese último acto de violencia, su propio impulso lo condenó.
13:07Un sonido gutural escapó de su garganta.
13:10Un sonido que no era de rabia, sino de sorpresa y un dolor insondable.
13:13Aflojó la presión sobre el cuello de Fina.
13:18Ella tomó una bocanada de aire desesperada, tosiendo y farfullando.
13:24Santiago la miró, la confusión nublando sus ojos.
13:27Luego bajó la vista.
13:29La empuñadura de su propia navaja sobresalía de su abdomen.
13:33Su peso, su propia fuerza, había hundido el arma hasta la guarda.
13:37La hoja había encontrado un camino mortal.
13:39Se desplomó sobre ella, un peso muerto y repentino.
13:44El olor de su sangre, caliente y cobrizo, lo invadió todo.
13:50Fina gritó, un chillido primario de horror y liberación, empujándolo a un lado con una fuerza que no sabía que poseía.
13:56El cuerpo de Santiago rodó y quedó boca arriba, con los ojos vidriosos fijos en el techo.
14:06Un hilo de sangre brotó de sus labios.
14:08Y luego, el silencio.
14:10Un silencio absoluto, pesado, denso, roto solo por los jadeos de Fina y los sollozos ahogados de Marta, que aún estaba atada a su silla.
14:18Estaban libres, estaban a salvo, pero el horror no había hecho más que empezar.
14:25En el suelo de la cabaña yacía un hombre muerto.
14:29Y en la mano temblorosa de Fina, aún empapada de sangre, estaba el arma que lo había matado.
14:36Mientras el drama de vida o muerte se desarrollaba en la Casa de los Montes, la vida en la fábrica seguía su curso, ajena a la tragedia.
14:43Sin embargo, un tipo diferente de crisis se estaba gestando en el dispensario.
14:51Una crisis silenciosa, insidiosa, que se manifestaba en forma de tos seca, dificultad para respirar y una fatiga abrumadora que afectaba a los trabajadores de la línea de saponificación.
15:04Luz Borrell observaba la creciente cola de empleados con el ceño fruncido.
15:08Begoña, a su lado, tomaba la temperatura a un joven pálido y sudoroso.
15:13Es el quinto esta mañana.
15:17Luz, murmuró Begoña, su voz cargada de preocupación.
15:21Y todos con los mismos síntomas.
15:25Todos de la misma sección.
15:27Esto no es una coincidencia.
15:28Lo sé.
15:29Respondió Luz, su mente trabajando a toda velocidad.
15:34Y don Pedro sigue sin hacer nada.
15:36Le entregué el informe preliminar hace dos días.
15:38Le advertí de que podría ser una intoxicación por los químicos.
15:43¿Y qué me dijo?
15:44No creemos alarmas innecesarias, doctora.
15:49La frustración de Luz era palpable.
15:51Se sentía como una Casandra moderna, advirtiendo de un desastre que nadie quería ver.
15:56La salud de los trabajadores estaba en juego.
16:01Y la inacción de la dirección era, en su opinión, criminal.
16:06No podemos seguir esperando a que don Pedro decida actuar.
16:09Dijo Begoña con determinación.
16:11Si él no protege a sus trabajadores, tendremos que pasar por encima de él.
16:17¿Y qué propones?
16:19Preguntó Luz, aunque ya intuía la respuesta.
16:23Convocar una junta extraordinaria.
16:25Inmediatamente, hay que presentar los hechos al resto de los socios.
16:30A Damián, a Andrés, a María, a todos, no pueden seguir ignorando esto si se lo exponemos claramente.
16:36Es nuestra obligación, Luz asintió, una chispa de esperanza combativa en sus ojos.
16:45Tienes razón, que se enteren todos de la negligencia de don Pedro.
16:49Prepara los informes, Begoña.
16:53Vamos a la guerra.
16:54De vuelta en la cabaña, el silencio se había transformado en un zumbido ensordecedor en los oídos de Fina.
17:00Se había acurrucado en un rincón, temblando incontrolablemente, incapaz de apartar la vista del cuerpo de Santiago.
17:11La realidad de lo que había sucedido la golpeaba en oleadas de náusea y pánico.
17:15Había matado a un hombre.
17:19Marta, una vez liberada de sus ataduras gracias a que Fina cortó las cuerdas con la misma navaja ensangrentada,
17:25se había recompuesto con una velocidad asombrosa.
17:30El shock inicial había dado paso a un instinto de supervivencia frío y calculador.
17:36Su mente, entrenada para resolver crisis empresariales, ahora se enfrentaba a la mayor crisis de sus vidas.
17:44Fina, mírame.
17:46Dijo, arrodillándose frente a ella.
17:48Cogió sus manos temblorosas entre las suyas.
17:52Escúchame con atención, estamos bien, estamos vivas, eso es lo único que importa.
17:57E, le he matado, Marta.
18:01Susurró Fina, sus ojos desorbitados.
18:05Tienen que, tenemos que llamar a la guardia civil.
18:09No, la palabra de Marta fue tajante, un muro de acero.
18:13No podemos.
18:14Fina la miró, confundida.
18:16¿Por qué?
18:19Ha sido en defensa propia.
18:20Él iba a matarme, tú lo viste.
18:22Claro que lo vi.
18:25Y yo te creo.
18:26Pero, ¿crees que ellos nos creerán?
18:28Marta apretó sus manos con más fuerza.
18:30Piensa, Fina, un hombre que te acosó, al que denunciaste, se escapa de la cárcel y aparece
18:38muerto, apuñalado con su propia navaja, que ahora tiene tus huellas por todas partes.
18:44¿Qué crees que va a pensar un juez?
18:47Pensarán que le atrajiste aquí, que fue una emboscada.
18:50Una venganza, eso no es verdad, lo sé, pero no importa lo que es verdad, sino lo que se
18:58puede probar.
19:01Eres una mujer, estabas sola con él, y para colmo, nuestra relación, usarán eso en tu
19:06contra.
19:09Dirán que eres una desviada, una mujer inmoral capaz de cualquier cosa.
19:14Te destrozarán, Fina.
19:17Te meterán en la cárcel y tirarán la llave.
19:19No voy a permitirlo.
19:21El pánico de Fina comenzó a ser reemplazado por el terror helado de la lógica de Marta.
19:27Cada palabra era un clavo en el atout de su inocencia.
19:30Entonces, ¿qué hacemos?
19:32Susurró, la pregunta cargada de un pavor existencial.
19:37Marta miró el cuerpo de Santiago, luego a la puerta, y después de nuevo a Fina.
19:42Su decisión estaba tomada.
19:45Hacemos que desaparezca.
19:46Él se fugó de la cárcel.
19:48Nadie sabe que ha estado aquí, excepto nosotras.
19:52Si su cuerpo no aparece nunca, simplemente será un fugitivo para el resto de la historia.
19:58Nosotras nunca lo vimos, estuvimos aquí, solas, todo el día.
20:04¿Entendido?
20:05Fina la miró, horrorizada.
20:09La idea era monstruosa, impensable.
20:12Deshacerse de un cuerpo, enterrar un secreto tan oscuro.
20:15Marta, no sé si puedo, sí que puedes, la interrumpió Marta, su voz ahora suave pero inquebrantable.
20:23Puedes porque nos estamos salvando la una a la otra.
20:29Yo te protegeré, Fina, siempre.
20:33Pero tienes que confiar en mí.
20:35Tenemos que hacer esto, juntas.
20:37Fina miró los ojos de Marta, y en ellos vio no solo miedo y determinación, sino un amor tan feroz que era capaz de desafiar al mundo entero.
20:45Y en ese momento, supo que haría cualquier cosa que le pidiera.
20:51Asintió lentamente, una lágrima silenciosa rodando por su mejilla.
20:57La pregunta flotaba en el aire, pesada y terrible.
21:00¿Qué podría salir mal?
21:02En la casa de los Merino, el ambiente era mucho más tranquilo, aunque no exento de sus propias tensiones.
21:07Digna había pasado a visitar a su hijo Joaquín y a ver cómo estaba su nieto después del último incidente con Teo, el matón del colegio.
21:18Le he traído unos bizcochos, dijo Digna, dejando el paquete sobre la mesa de la cocina.
21:26Gracias, madre, respondió Joaquín, aunque su mente estaba en otra parte.
21:31El chico está mejor, pero sigue asustado.
21:34No quiere volver al colegio.
21:38Digna suspiró, su expresión endureciéndose.
21:41Pues no tendrá que preocuparse más por ese sinvergüenza de Teo.
21:46Joaquín la miró con curiosidad.
21:48¿A qué te refieres?
21:49Hablé con una amiga que conoce a la mujer de un concejal.
21:53Y resulta que don Pedro también tenía algunos contactos en el ayuntamiento.
21:58Le pedí un favor.
21:59Uno pequeño, un empujón en la dirección correcta.
22:04Madre, ¿qué has hecho?
22:06He conseguido que expulsen a Teo del colegio.
22:09Anunció Digna con una satisfacción gélida.
22:12Y no solo eso, su padre, que es un pez gordo en el sector de la construcción,
22:18de repente ha encontrado algunos problemas con sus licencias de obra.
22:21Le he dado a esa familia una lección que no olvidarán.
22:26Nadie se mete con mi nieto.
22:29Joaquín se quedó boquiabierto.
22:31Su madre, la discreta y devota Digna, moviendo los hilos del poder en la sombra,
22:36usando las mismas tácticas turbias de los de la reina que tanto despreciaba.
22:39La revelación lo dejó profundamente sorprendido y, en el fondo, un poco inquieto.
22:48Mientras tanto, en la fábrica, Carmen buscaba a Tasio.
22:51Lo encontró en el almacén, revisando un albarán con el ceño fruncido,
22:56la camisa manchada de grasa y el cansancio grabado en su rostro.
22:59—¡Hola, guapo! —dijo ella suavemente, acercándose por detrás y dándole un beso en el cuello.
23:08Él se sobresaltó, pero al verla, una pequeña sonrisa cansada se dibujó en sus labios.
23:16—Carmen, ¿qué haces aquí? Vine a ver cómo estaba mi futuro marido.
23:20—Pareces agotado.
23:22—Lo estoy —admitió, dejando caer los papeles sobre una caja.
23:27—Andrés se fue a casa temprano. Dice que tiene que estar con María y la niña.
23:34—Damián me pide que me encargue de un problema en la caldera,
23:37que en realidad es responsabilidad de mi hermano.
23:41—Siento que estoy haciendo el trabajo de tres personas,
23:44y nadie parece darse cuenta, y mucho menos agradecerlo.
23:49El resentimiento en su voz era evidente.
23:51Se sentía atrapado, infravalorado por la familia que lo había acogido.
23:57—Carmen le tomó la mano.
23:58—Lo sé, y no es justo, pero no dejes que te consuman.
24:02—Eres más que tu trabajo, Tassio.
24:06—Eres más que un de la reina adoptivo.
24:08—A veces se me olvida —confesó él.
24:10—Pues yo estoy aquí para recordártelo.
24:15—¿Qué te parece si esta noche nos escapamos?
24:17—Cenamos en esa taberna cerca del río,
24:20donde ponen la música que te gusta.
24:21—Y nos olvidamos de los de la reina, de la fábrica y de todo lo demás.
24:28—Sólo tú y yo.
24:31La oferta era como un bálsamo para su alma fatigada.
24:34Miró a Carmen, su ancla en medio de la tormenta,
24:37y sintió una oleada de gratitud.
24:41—Me encantaría.
24:42El rugido del motor del coche de Pelayo
24:44era el único sonido que rompía el silencio del camino rural
24:47que llevaba a la casa de los montes.
24:49Cada curva aumentaba su angustia.
24:53Había llamado a la Guardia Civil,
24:55pero le habían dado una respuesta vaga
24:57sobre enviar una patrulla cuando estuviera disponible.
25:02Estaba solo en esto.
25:03Cuando finalmente vio la cabaña,
25:05un escalofrío le recorrió la espalda.
25:09No había luces encendidas,
25:10a pesar de que el sol ya comenzaba a descender.
25:13El coche de Marta estaba aparcado fuera.
25:15Todo parecía demasiado quieto, demasiado silencioso.
25:20Aparcó y se acercó a la puerta con el corazón en un puño.
25:26Estaba ligeramente entornada.
25:28¿Marta?
25:28¿Fina?
25:29Llamó, su voz sonando extrañamente fuerte en el silencio.
25:35No hubo respuesta.
25:36Empujó la puerta y entró.
25:38El olor a sangre y a miedo lo golpeó al instante.
25:40Y entonces las vio.
25:43Estaban en la penumbra, junto a la pared del fondo,
25:46dos siluetas paralizadas por su llegada.
25:50Y entre ellas, en el suelo,
25:53un bulto cubierto con una manta.
25:55Dios mío.
25:56Susurró Pelayo,
25:57su mirada yendo del bulto a sus rostros pálidos y aterrorizados.
26:03Marta se interpuso entre él y el cuerpo,
26:05como una leona protegiendo a su cachorro.
26:07Pelayo,
26:11vete de aquí.
26:12Por favor,
26:12no deberías estar aquí.
26:14¿Qué ha pasado?
26:15¿Estáis bien?
26:16Se acercó,
26:17su mirada fija en la mancha oscura que se extendía por el suelo de madera.
26:23Fue fin a quien habló,
26:24su voz un hilo roto.
26:26Es Santiago.
26:27Pelayo sintió que el suelo se abría bajo sus pies.
26:32Miró el bulto y comprendió.
26:34Está.
26:34Muerto.
26:35Marta asintió,
26:37sin apartar la mirada de él.
26:40Hubo un forcejeo,
26:41un accidente.
26:42Yo lo hice,
26:43Pelayo.
26:44Él iba a hacerle daño a Fina,
26:45y yo,
26:46yo lo maté.
26:49Pero Pelayo vio la verdad en los ojos de Fina,
26:51en sus manos ensangrentadas
26:53y en el temblor que sacudía todo su cuerpo.
26:57Sabía que Marta estaba mintiendo para protegerla.
26:59No, dijo Fina,
27:01dando un paso al frente.
27:04No fue ella,
27:06fui yo,
27:07me estaba asfixiando.
27:08Y cogí su navaja,
27:10se cayó sobre ella,
27:11fue un accidente,
27:12Pelayo,
27:13te lo juro.
27:15La historia se derramó entre sollozos,
27:17una confesión desesperada y fragmentada
27:19que pintaba un cuadro de terror y supervivencia.
27:24Pelayo escuchó,
27:25su mente política analizando cada ángulo,
27:27cada consecuencia.
27:29La conclusión fue la misma a la que había llegado Marta.
27:33La justicia no sería justa con Fina.
27:36Cuando terminaron,
27:37el silencio volvió a caer,
27:39más pesado que antes.
27:43Pelayo miró a las dos mujeres que amaba,
27:45a su hermana y a la mujer que le había enseñado a amar de verdad.
27:50Y tomó una decisión,
27:52no por política,
27:53no por estrategia,
27:55sino por amor.
27:55Tenéis razón,
27:57dijo finalmente,
27:58su voz firme y resoluta.
28:02Nadie puede saber esto,
28:03yo os ayudaré.
28:05La noche había caído por completo
28:06cuando encontraron un lugar adecuado,
28:08un claro en el bosque,
28:10no muy lejos de la cabaña,
28:11oculto por un grupo de robles centenarios.
28:15La tarea era macabra,
28:17Pelayo y Marta acababan por turnos
28:19con una vieja pala que encontraron en el cobertizo,
28:21mientras fina se mantenía apartada,
28:24un espectro silencioso en la oscuridad.
28:27El sonido de la pala golpeando la tierra
28:30era como el latido de un corazón culpable.
28:34Arrastraron el cuerpo,
28:35envuelto en la manta,
28:37hasta el borde de la fosa.
28:38Era un peso muerto,
28:40una carga física y espiritual
28:41que los marcaría para siempre.
28:43Mientras se preparaban para dejarlo caer,
28:47el pie de Pelayo tropezó
28:48con algo en la tierra removida.
28:52Se agachó,
28:53intrigado,
28:54el débil resplandor de la luna
28:55se reflejó en algo metálico.
28:59Era la navaja,
29:00debió de caerse mientras cavaban.
29:02La recogió con cuidado,
29:03la hoja aún estaba manchada
29:05de sangre seca.
29:07Y sabía,
29:09con una certeza helada,
29:10que estaba cubierta
29:11de las huellas de fina.
29:13Miró a su alrededor.
29:16Marta y fina estaban de espaldas,
29:18forcejeando con el cuerpo.
29:20Sin pensarlo dos veces,
29:21se metió la navaja en el bolsillo.
29:25Un seguro,
29:26un secreto dentro de otro secreto.
29:28¿Qué planeaba hacer con ella?
29:29Ni él mismo lo sabía.
29:33Quizás solo era el instinto
29:34de un hombre que sabía
29:35que en el juego del poder
29:36y la supervivencia,
29:38cada pieza cuenta.
29:41Enterraron a Santiago Jaramillo
29:42bajo dos metros de tierra toledana.
29:45Y con él,
29:46enterraron una parte de sus almas.
29:49Al alisar la tierra
29:51y cubrirla de hojas,
29:52los tres se miraron.
29:54Eran cómplices,
29:55unidos por un secreto terrible
29:56que los ataría o los destruiría.
30:00En el dispensario,
30:01Gabriel encontró a Begoña
30:02ordenando unos archivos,
30:04su rostro reflejando
30:05el cansancio de un día tenso.
30:07¿Mal día?
30:10Preguntó él suavemente.
30:11Ella levantó la vista
30:12y le dedicó una sonrisa cansada.
30:17Largo,
30:18hemos convocado una junta de urgencia
30:19por los casos de intoxicación.
30:21Haces bien.
30:22Alguien tiene que plantar cara
30:25a mi tío Pedro.
30:26Por cierto,
30:27tengo noticias.
30:28Hablé con Andrés.
30:31Begoña se tensó,
30:32y bien,
30:33está,
30:33sorprendentemente comprensivo,
30:35ha aceptado nuestra relación.
30:39Dijo que solo quiere tu felicidad.
30:41Gabriel observó su reacción cuidadosamente.
30:44Begoña sintió una punzada
30:45de algo que no supo identificar.
30:47Alivio,
30:49culpa,
30:50la generosidad de Andrés,
30:52real o fingida,
30:53solo hacía las cosas más complicadas.
30:56También tengo noticias del juicio.
30:59Continuó Gabriel.
31:00Ya ha salido la sentencia
31:01para el padre de Sandra Diosdado.
31:04El hombre que te atacó.
31:06Y,
31:07bastante favorable,
31:08dentro de lo que cabe.
31:10Unos pocos años de cárcel.
31:13Consideraron su estado mental
31:14como atenuante.
31:15Begoña bajó la mirada.
31:17Pobre hombre.
31:20Al final,
31:21también es una víctima de su propia mente.
31:23Me da pena que tenga que ir a la cárcel.
31:26La compasión de Begoña
31:28era algo que Gabriel admiraba y,
31:30a la vez,
31:31no comprendía del todo.
31:33Pero su mención de la cárcel
31:35le dio una idea,
31:36hablando de secretos y crímenes.
31:39Dijo ella,
31:40bajando la voz.
31:41Hay algo que sé sobre los de la reina.
31:43Algo que Jesús me contó una vez,
31:46borracho.
31:48Sobre un envío de mercancía defectuosa hace años.
31:51Algo que taparon y que le costó mucho dinero
31:53a un competidor que acabó en la ruina.
31:57Quizás,
31:58quizás te sirva para tu venganza.
32:00Le dio un nombre.
32:01Una fecha.
32:02Un detalle.
32:03Una pieza más para el complejo puzle
32:07que Gabriel estaba construyendo
32:08para derribar a la familia
32:09que le había arrebatado todo.
32:13Begoña,
32:14en su deseo de justicia
32:15y quizás de castigar a Andrés
32:16por su sufrimiento,
32:18acababa de entregarle
32:19un arma muy poderosa.
32:22En la casa grande,
32:23la mansión de los de la reina,
32:25Andrés intentaba ser el marido
32:26que le había prometido a María que sería.
32:28Jugaba en el suelo con la pequeña Julia,
32:33construyendo una torre de bloques de madera.
32:38María los observaba desde el sofá,
32:40una sonrisa genuina en su rostro
32:42por primera vez en mucho tiempo.
32:46Hacía tiempo que no te veía tan relajado,
32:48dijo ella.
32:49Julia tiene ese efecto.
32:51Me hace olvidar todo lo demás,
32:53respondió Andrés,
32:54sin levantar la vista de la torre.
32:56Sé que estás sufriendo, Andrés,
33:00por lo de Begoña y Gabriel.
33:02Él suspiró y finalmente la miró.
33:06Como le dije a Gabriel,
33:07solo deseo que sea feliz.
33:09Si él puede dárselo,
33:10lo aceptaré.
33:13Mi lugar está aquí,
33:14con vosotras,
33:15y te juro,
33:16María,
33:17que seré un marido ejemplar para ti
33:18y el mejor padre para Julia.
33:22Sus palabras eran sinceras,
33:24o al menos,
33:24él quería que lo fueran.
33:26Se levantó y se sentó a su lado,
33:28tomando su mano.
33:31Julia,
33:32al verlos juntos,
33:33se acercó y se acurrucó entre los dos.
33:35Por un instante,
33:37fueron la imagen de una familia perfecta.
33:40Un frágil momento de cercanía y complicidad
33:43en medio de un mar de mentiras y corazones rotos.
33:46No muy lejos de allí,
33:49en el laboratorio de la fábrica,
33:51don Pedro intentaba su propia maniobra de manipulación.
33:56Encontró a su sobrina Cristina revisando unas muestras.
33:59Querida sobrina,
34:01comenzó con su tono más untuoso.
34:02He oído que Damián ha estado hablando contigo sobre lo ocurrido con José.
34:09Cristina lo miró con frialdad.
34:13Así es.
34:14Solo quiero que sepas que hay dos versiones para cada historia.
34:17Damián tiende a ser muy...
34:19dramático.
34:20José era un buen hombre,
34:23pero tenía sus demonios.
34:25Yo solo intenté ayudarlo.
34:27Tío, aprecio tu preocupación.
34:29Lo cortó Cristina,
34:30su voz cortante.
34:34Pero, al igual que Irene,
34:36tiendo a dar más credibilidad a la versión de Damián.
34:39Ahora, si me disculpas,
34:41tengo mucho trabajo.
34:43La joven no se dejó embaucar.
34:46La coraza de cinismo y desconfianza
34:48que había construido a su alrededor
34:49era demasiado gruesa para las falsas palabras de su tío.
34:55Pedro se retiró,
34:56frustrado pero no derrotado.
34:58Aún le quedaban cartas por jugar.
35:00La noche había cerrado sobre Toledo
35:02cuando la junta directiva de perfumerías de la reina
35:04se reunió en la sala de juntas.
35:07El ambiente era tenso.
35:09Damián presidía la mesa,
35:11con Andrés a un lado y don Pedro al otro.
35:16María, como socia,
35:18también estaba presente.
35:19Begoña y Luz esperaban en un extremo,
35:22listas para presentar su caso.
35:25Luz fue clara,
35:26concisa y devastadora.
35:28Expuso los datos.
35:29El número creciente de trabajadores enfermos,
35:32la similitud de los síntomas,
35:34su concentración en la sección de saponificación.
35:36Habló de los posibles compuestos químicos responsables,
35:42de los riesgos a largo plazo,
35:43de la obligación moral y legal de la empresa.
35:46Propongo el cierre inmediato y temporal de la línea de saponificación
35:51hasta que un informe externo e independiente confirme la causa del problema
35:55y podamos garantizar la seguridad de los trabajadores.
35:59Concluyó, su voz resonando en el silencio de la sala.
36:01Don Pedro fue el primero en saltar, cerrar la línea,
36:07¿sabe usted las pérdidas que eso supondría?
36:09Es una locura, son solo unos catarros de verano, por el amor de Dios.
36:13Una histeria colectiva.
36:18No son catarros, Don Pedro.
36:20Es una enfermedad respiratoria grave y progresiva.
36:23Replicó Luz, indignada.
36:26El debate fue agrio.
36:28Damián, preocupado por la seguridad pero también por el negocio,
36:32se mostraba cauto.
36:35Andrés, distraído por sus propios demonios,
36:38parecía apoyar la opción menos disruptiva.
36:41Se procedió a una votación.
36:44Damián votó a favor de esperar a tener más datos,
36:47pero implementando medidas de protección adicionales.
36:51Don Pedro, obviamente, votó en contra del cierre.
36:54Andrés, tras un momento de vacilación, se alineó con ellos.
37:00Luz, como asesora médica, no tenía voto,
37:03pero su postura era clara.
37:05El voto decisivo recaía, inesperadamente, en María.
37:11Todos los ojos se volvieron hacia ella.
37:13María sintió el peso de la responsabilidad.
37:16La salud de docenas de personas frente a la estabilidad financiera de la empresa familiar.
37:23Recordó las palabras de Andrés, su promesa de ser un buen marido,
37:27de centrarse en la familia.
37:28Un cierre de la línea traería más estrés, más problemas, más tensión a su ya frágil matrimonio.
37:35Quizás Pedro tenía razón, quizás era una alarma innecesaria.
37:42Yo, comenzó, su voz apenas un susurro.
37:47Yo voto con mi marido y con Don Pedro.
37:49Esperemos al informe que confirme la causa.
37:51No podemos tomar una decisión tan drástica basándonos en sospechas.
37:57La decisión estaba tomada.
38:00La mayoría prefería seguir como hasta ahora.
38:04Luz sintió una oleada de furia impotente.
38:08Miró a Begoña, cuyo rostro era un reflejo de su propia decepción.
38:12Habían perdido.
38:14Y mientras los socios se levantaban, dando por concluida la reunión,
38:19la doctora sólo podía pensar en los trabajadores que al día siguiente volverían a entrar en esa sala,
38:24a respirar ese aire envenenado,
38:26sin saber que sus destinos habían sido sellados en una votación basada en el miedo,
38:30la codicia y la conveniencia.
38:33El desastre, sintió con una certeza aterradora, era sólo cuestión de...
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