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  • há 7 meses
No próximo dia 21 de agosto, o Clube Social Assembleia Paraense (AP) recebe mais uma edição da exposição “Amazônia Líquida – Fluidez Artística / Especial COP 30”, da artista plástica e vice-presidente do Grupo Liberal, Rose Maiorana, em conjunto com o fotojornalista e coordenador de Audiovisual e Fotografia do Grupo Liberal, Tarso Sarraf. Esta edição da mostra terá como novidade um desfile de moda com vestidos criados por Felícia Assmar Maia, confeccionados por Bena Furtado e pintados por Rose Maiorana.

Reportagem: Bruna Dias e Gustavo Vilhena
Imagens: Igor Mota

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Transcrição
00:00Bom, na verdade, a gente parte de um tema, né?
00:02Então, o tema é a Amazônia Líquida, em que a Rosa já tinha produzido algumas obras.
00:08E a ideia agora era fazer com que essas roupas, elas se transformassem,
00:13esses quadros, eles se transformassem em roupas, né?
00:16Então, são quadros vestíveis, né?
00:19Então, a gente pesquisou inicialmente o que que tinha nessa coleção de quadros da Amazônia Líquida.
00:26E daí, os croquis, ou seja, pensar roupa, foi o trabalho que eu fiz junto com a Bena.
00:34Então, vamos pensar em roupas que tenham um corte mais reto, poucos detalhes,
00:42para que a pintura possa se sobressair.
00:45Então, a gente pensou em vestidos retos ou em vestido no estilo trapézio,
00:50saias evazês ou saias envelopes e blusas curtas, tipo blusa cropped,
00:58sem muitos detalhes, sem muita manga, sem muito babado.
01:02Na verdade, só tem um vestido de babado, que é o babado que é pintado.
01:06Então, a partir daí, a gente desenha, aí faz a modelagem.
01:11Da modelagem, corta.
01:13Quando as peças, elas estão cortadas, né?
01:16Pelo desenho do croquis, a gente já definiu qual é a parte que vai ser pintada.
01:21Então, essa parte que vai ser pintada, ela vai para a Rose pintar.
01:25Então, aí a Rose vai usar lá as técnicas dela de pintura.
01:29Ela já sabe, a gente já conversa, ela sabe a margem que ela tem que deixar
01:33por causa da costura, para entrar a costura.
01:35Então, ela já sabe disso.
01:37Ela já sabe qual é o sentido que ela tem que pintar,
01:40para que a roupa fique correta, para que a gente possa costurar corretamente.
01:43Porque o corte, ele tem que ser feito no sentido do tecido.
01:47Quando ela termina de pintar, ela manda a parte pintada para a gente.
01:52E aí, a hora da Bena entrar para fazer a montagem.
01:55Então, a Bena vai, junta as peças que estão pintadas com as outras partes dos vestidos
02:00ou das saias ou blusas que não são pintadas.
02:03E faz a montagem da peça, como a gente consegue ver nos manequins já bem adiantadas.
02:10É, ele é um trabalho que ele precisa ser sincronizado.
02:13A gente precisa estar em sintonia.
02:15Ou seja, as três criadoras precisam estar em sintonia.
02:18Então, a gente vai construindo a coleção em grupo.
02:22Cada uma tem uma função específica.
02:24Por exemplo, no meu caso, a função criativa é de criar os croquis.
02:28A Rose é de pintar.
02:30E a Bena, modelar e costurar.
02:34Mas nenhuma pode estar desconectada.
02:36Porque na hora que eu crio o croquis, eu tenho que pensar como ele vai ser pintado e como ele vai ser depois a roupa montada.
02:44A Rose também tem que pensar nisso e a Bena também.
02:47Então, ele é um trabalho que ele exige um tempo.
02:51A gente precisa ter um tempo para poder desenvolver esse processo criativo.
02:55E dar uma sintonia muito forte às três que estão trabalhando.
03:00Eu acho que nós estamos vivendo um momento em que todo mundo fala de Amazônia.
03:05Mas só quem conhece a Amazônia somos nós, amazônidas.
03:09Então, nós temos esse grande trunfo.
03:11Nós vivemos aqui.
03:12Nós conhecemos as nossas identidades.
03:14Então, a Rose, ela pinta com propriedade porque ela é uma mulher da Amazônia.
03:20Ela sabe das nossas cores.
03:22Ela sabe dos nossos elementos.
03:24Ela sabe das nossas identidades.
03:27Então, ela vai colocar as nossas flores.
03:30Ela vai colocar as nossas folhas.
03:33Então, isso é muito importante quando feito com propriedade.
03:37Outra coisa também é escolher o tecido adequado para a nossa condição climática.
03:41Então, nós precisamos de tecidos leves, de base de algodão.
03:46Precisamos também de roupas que permitam o corpo se movimentar.
03:50Estar com uma roupa leve por conta do nosso calor, da nossa condição climática.
03:57Então, o mais importante é a gente mostrar para o mundo que a gente conhece a Amazônia
04:02e a gente valoriza a identidade amazônica.
04:05E também o que é importante é que essa roupa tenha um apelo global.
04:11Ela atenda às tendências de moda que estão pelo mundo, para que ela possa ser usada em qualquer lugar.
04:17Então, ela não é uma roupa folclórica, ela não é uma roupa regional.
04:21Ela é uma roupa que pode ser utilizada e usada em qualquer lugar do mundo.
04:26Só que ela é única, ela é singular, ela é uma obra de arte no corpo.
04:31Nós vamos fazer um evento em que vai haver uma exposição dos quadros e também um desfile.
04:36Então, num dado momento, a gente vai fazer esses quadros caminharem na passarela no corpo de modelos.
04:44Então, serão dez roupas, dez looks entre vestidos, blusas e saias,
04:51que vão ser desfilados ao som de música paraense, em que a gente vai ver a obra em movimento.
04:58É como se fosse uma performance artística.
05:00É mais do que um desfile, é uma performance artística.
05:02É muito bom.
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