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  • há 5 meses
ID -CRIME QUASE PERFEITO - INVESTIGAÇÃO DISCOVERY-360P

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Transcrição
00:00Primavera de 1985. Alguns ataques isolados no sul da Califórnia podem não ter sido tão ao acaso como pareceram a princípio.
00:13Só pelas evidências das armas de fogo, sabíamos que eles estavam conectados de alguma forma.
00:20No verão, comunidades estavam aterrorizadas com um monstro de sangue frio que mata por prazer.
00:25As pessoas estavam com medo, as pessoas estavam comprando armas.
00:30Eles finalmente admitiram que havia um assassino em série e que envolvia mais do que assassinatos na cidade deles.
00:36Envolvia assassinatos por todo o país.
00:40Junto com a polícia, existem aqueles que registram a investigação de perto, em vídeo, em notas e em fitas.
00:48Eles são as primeiras testemunhas do público. Através de suas lentes, eles capturam nossos capítulos mais sombrios do crime.
00:55Se inscreva no canal.
01:25Às vezes chamada de uma centena de subúrbios à procura de uma cidade, o Condado de Los Angeles é o maior do seu tipo no país.
01:37Em março de 1985, o escritório de polícia do Condado de Los Angeles tinha 64 comunidades sob sua jurisdição.
01:47Havia muitos assassinatos, muitos homicídios, muitos assaltos, muitos ataques.
01:53Mas naquela época, eu acredito que havia por volta de 10 milhões de pessoas na cidade, era um lugar bem movimentado.
02:04Maria Hernandes, de 21 anos, havia acabado de chegar de Monterrey Park depois de jantar com o namorado.
02:10Ela morava próximo ao subúrbio de Rosemead, num apartamento que dividia com a colega de quarto Dale Okazaki, que faria 35 anos em duas semanas.
02:17Enquanto Maria estacionava seu carro, ela não sabia que alguém a havia seguido até em casa.
02:27Uma hora depois, o detetive Gil Carillo chega ao apartamento.
02:31Aos 34 anos, ele é o detetive mais jovem do departamento de homicídios, já tendo investigado mais de 300 casos de assassinatos.
02:38Era uma noite de domingo.
02:43Eu estava em casa, como estaria em qualquer outra hora que eu tivesse um atendimento e recebi uma chamada.
02:49Para me encaminhar a um local na cidade de Rosemead.
02:52Um indivíduo havia ferido uma mulher e outro havia sido assassinado.
03:01Gil Carillo começou a explorar a cena do crime.
03:03No chão da garagem, ele percebeu um boné de beisebol de cor azul escura e chaves de carro manchadas de sangue.
03:14O corpo de Dale Okazaki estava na cozinha.
03:18O buraco em sua testa parecia de um revólver de calibre pequeno, provavelmente um .22.
03:24Não haviam impressões digitais no apartamento ou na garagem, além das pertencentes às duas colegas de quarto.
03:30Maria Hernandes disse a Carillo que ela havia acabado de abrir a porta do apartamento quando ouviu um barulho atrás dela.
03:40Um homem desconhecido se esgueirou para dentro da garagem antes que ela fechasse a porta.
03:46Ele se aproximou dela, apontando a arma na posição cujas duas mãos ficam para frente.
03:51Ele tinha um olhar frio.
03:53Ela levantou as mãos na frente do rosto e disse, por favor, não atire.
03:58E ele atirou.
04:01E ela caiu.
04:04O suspeito, na época, tirou o corpo dela do caminho e foi nessa hora que ele entrou no apartamento.
04:13O que houve de fato foi que a bala acertou a chave do carro, entrou na mão dela e nunca saiu.
04:19Então ela levantou, apertou o botão para abrir a porta da garagem e saiu correndo.
04:26Ela saiu da garagem e começou a correr procurando um lugar seguro.
04:31E então ela ouviu um disparo.
04:35Maria correu para a frente do apartamento ao mesmo tempo que o suspeito saía.
04:40Ela se escondeu atrás de um carro enquanto ele tentava acertar outro tiro.
04:43E finalmente ela levantou as mãos, olhou direto nos olhos dele e disse, você já me acertou uma vez?
04:51Por favor, não atire de novo.
04:53Naquele momento, o suspeito abaixou a arma e ele foi embora.
05:00Maria entrou no apartamento e descobriu que sua colega de quarto havia sido atingida e ela estava morta na cozinha.
05:08Maria contou a Carillo que o homem era um completo desconhecido, um metro e setenta, magro, com cabelo preto e olhos assustadores.
05:20Um desenhista da polícia fez um retrato falado com base na descrição.
05:25Eu mostrei o retrato falado para alguns detetives e tinha um outro delegado trabalhando na área de impressão.
05:34E ele veio falar comigo e avisou que ele tinha visto alguém que parecia muito com ele e que era alguém que tentou sequestrar uma criança.
05:47Uma autópsia confirmou que Dale Okazaki foi morta por uma bala de calibre .22.
05:53E logo, outra peça do confuso quebra-cabeça chegou a Gil Carillo.
05:56Na mesma noite em que Dale Okazaki foi morta, os policiais de Monterrey Parque foram chamados para investigar uma mulher deitada na rua com pulso fraco.
06:10Testemunhas descreveram um homem em roupas escuras que tentou entrar à força no carro da vítima.
06:16Momentos depois, ela desmaiou na rua enquanto o assaltante correu para seu próprio carro e foi embora.
06:22A mulher não conseguia responder as perguntas.
06:24Sua respiração estava difícil.
06:28Ela foi levada a um hospital, mas foi declarada morta assim que chegou.
06:33Ela foi identificada como Verônica Yu, de 30 anos.
06:39Conversando com a polícia de Monterrey Parque, eles confirmaram que Verônica também foi atingida por uma calibre .22 na região lombar.
06:46A bala que foi retirada de Dale Okazaki estava muito danificada para que uma comparação definitiva fosse feita, mas Carillo sente que os incidentes estão conectados.
06:59O sargento detetive Frank Salerno também acha isso.
07:02O detetive Frank Salerno, da polícia de Los Angeles, na época já estava no departamento há provavelmente 20 anos.
07:10Ele era um detetive de homicídios heterano.
07:13Trabalhou em casos de alto nível.
07:15Como o caso do estrangulador de Hillside, que foi um dos casos que mais atormentou a cidade.
07:20Isso foi na década de 70.
07:21Naquele ponto, tínhamos dois assassinatos que ocorreram na mesma noite.
07:28E estávamos certos de que havia conexão entre eles por conta das evidências das armas de fogo.
07:35Os detetives precisam de mais evidências para conectar os casos.
07:39Infelizmente, isso vai custar um preço muito alto.
07:44Avenida Strong.
07:4627 de março de 1985.
07:49Na comunidade de Whittier, a leste de Los Angeles, o gerente de restaurante Bruno Polo chega na casa de seu chefe amigo Vincent Zazara e sua esposa Maxine.
08:01Meu pai tinha umas duas pizzarias na época e ele as estava curtindo bastante.
08:06Ele era um contador público aposentado e também um excelente pai.
08:12E ela saiu de uma pobreza extrema e veio para a Califórnia para casar com o meu pai e se tornar uma contadora e advogada.
08:27Bruno percebe que a porta da frente ainda está entreaberta, exatamente como estava quando ele foi deixar as contas do restaurante na noite anterior.
08:35As contas ainda estavam na caixa do correio, lacradas.
08:38Lá dentro ele encontra Vincent Zazara, morto no sofá, com sangue coagulado em sua orelha.
08:50O que ele encontra no quarto é muito pior.
08:56Cordão de isolamento na ultrapasse.
08:58Quando Peter, o filho de Vincent, chega, os delegados já haviam isolado a cena do crime.
09:04Foi muito difícil.
09:07Eu queria entrar lá, mas eles não me deixaram entrar.
09:13Eu estava pronto para derrubar eles e entrar lá, mas me disseram que isso só ia me deixar mais chateado do que eu já estava.
09:22O que tínhamos era um homem adulto dormindo no sofá.
09:28Ele foi alvejado, tinha ferimento na cabeça, o que o matou.
09:32Com a senhora Zazara, houve mutilação.
09:36Ela também foi alvejada, mas houve mutilação no corpo.
09:39Havia ferimentos de faca no tronco dela, que nós não sabíamos se ele tinha tentado deixar uma mensagem,
09:50ou se tentou gravar as iniciais do corpo dela, ou sei lá.
09:56Isso nos mostrou um lado desse assassino.
10:00Um lado que nós não tínhamos visto antes.
10:05Investigadores encontraram várias marcas de pegadas no quintal.
10:09Uma delas estava em um balde, usado para subir na janela.
10:16E essa janela foi o ponto de entrada para o assalto.
10:20Havia outras pegadas na sujeira, perto do canteiro de flores,
10:24que o assassino deixou enquanto caminhava e rondava a propriedade.
10:30Ele as deixou no canteiro de flores.
10:33As pegadas que estavam em cima de um balde de metal, ou um balde de plástico,
10:37foram coletadas como se fossem impressões digitais.
10:41E elas foram retiradas da área onde estavam com uma fita,
10:45e depois essa fita foi colocada num cartão.
10:49Uma autópsia mostrou que Vincent Zazara morreu com um único tiro na cabeça,
10:54enquanto Maxine foi atingida três vezes na cabeça e no pescoço.
10:58Múltiplos ferimentos de facas e cortes em seu corpo foram infligidos após a sua morte.
11:05Não foi um simples assassinato, não foi mesmo.
11:08Isso nos afetou mais profundamente do que teria nos afetado se alguém simplesmente chegasse e atirasse, sabe?
11:17Passar por tudo isso, toda...
11:19Toda essa mutilação faz com que a coisa toda seja muito pior.
11:25Ambas as vítimas foram mortas por uma arma calibre .22,
11:29mas as balas não puderam ser equiparadas conclusivamente com aquelas dos primeiros dois assassinatos.
11:36Entretanto, existe uma ligação.
11:38Um suspeito descrito em três casos de abuso sexual é semelhante ao homem descrito por Maria Hernandes,
11:44inclusive o seu cheiro desagradável.
11:46Uma pegada encontrada em cimento fresco no local de um dos ataques
11:50batia com aquela encontrada no quintal de Zazara.
11:54Sem nenhuma prova absoluta, Carillo e Salerno têm um forte pressentimento
11:58de que o assassinato dos Zazaras foi o mais recente de uma série de crimes brutais
12:02perpetrados pelo mesmo homem.
12:05Se tivéssemos uma arma, poderíamos sentar e dizer sim.
12:08Ou se tivesse algo mais, estávamos vendo três assassinatos diferentes.
12:13Mas nada suficiente para conectar nenhum deles.
12:17Mas nós quase acertamos ao presumir que a mesma arma de fogo
12:23fora usada nos dois primeiros casos.
12:26Então, em duas semanas, sabíamos que havia um assassino em série à solta.
12:33Só não sabíamos o que ele queria.
12:35Abril de 1985, no escritório de polícia do Condado de Los Angeles,
12:42os detetives de homicídios prepararam uma força-tarefa informal
12:46para coletar pistas dos três disparos, que podem ter sido o trabalho do mesmo suspeito.
12:50E eles não conseguiram identificar a distintiva pegada retirada do quintal das vítimas assassinadas,
12:58Vincent e Maxine Zazara.
13:00Mas ela bate com uma pegada similar encontrada na cena de uma recente tentativa de sequestro em Los Angeles.
13:07Detetives de Monterrey Park ainda estão caçando o homem que atirou em Veronica Yu no seu carro.
13:12No começo, a cidade de Monterrey Park sentiu que era uma disputa de casal.
13:21Eles não acreditavam que tinha relação com qualquer coisa que estivéssemos fazendo na área do condado.
13:2813 de abril de 1985, em Monterrey Park, Bill Doyle, de 66 anos, ajuda sua esposa Lillian a se aprontar para dormir.
13:38Um derrame há dois anos atrás o confinou numa cadeira de rodas.
13:4214 de abril, de manhã bem cedo.
13:46Um caminhão de bombeiro para em frente à casa dos Doyle.
13:50Um homem quase sem conseguir falar havia chamado à emergência.
13:55Os bombeiros encontraram Lillian Doyle com o rosto inchado, uma ogema de dedo em sua mão esquerda.
14:01Seu marido, Bill, estava inconsciente.
14:06O senhor Doyle estava dormindo sozinho num quarto.
14:10A senhora Doyle, em outro quarto.
14:12E, nesse caso em particular, ele entrou, atirou no homem.
14:18E parecia que ele estava tentando eliminar o obstáculo que o impedia de chegar a seu objetivo de luxúria, que era a mulher.
14:26Então ele foi, abusou sexualmente da mulher e abandonou o local.
14:32Os técnicos criminais de Monterrey Park fizeram uma réplica em gesso da pegada encontrada debaixo de uma janela do quintal.
14:41Lillian falou sobre um homem vestido de preto com uma arma e dentes ruins.
14:45Entretanto, os detetives estão frustrados pela falta de evidências conclusivas que poderiam provar que isso foi obra do mesmo homem que cometeu os assassinatos anteriores.
14:57Seus modos operandi eram muito variados, feitos a esmo, incluindo a seleção das próprias vítimas.
15:03Geralmente, um assassino em série vai escolher uma vítima.
15:10Ele mantém a mesma variação de idade, o tipo de vítima, a cor do cabelo, entre outras coisas.
15:19Mas, neste caso, o suspeito não fez isso.
15:24Primeiro de junho de 1985, próximo à cidade de Monrovia, o faz-tudo Carlos Venezuela chega à isolada residência da velha Mabel Bell, de 83 anos, e de sua irmã doente de 83 anos, Nat Lang.
15:39Ele percebeu que os jornais não haviam sido recolhidos havia dois dias.
15:4211h50 da manhã, a polícia de Monrovia respondeu um frenético chamado da Casa de Bell.
15:51Eles encontraram as irmãs em seus quartos, severamente espancadas e quase mortas.
15:56Nat Lang havia sido estuprada, e na parede acima dela, alguém havia rabiscado um pentagrama, o símbolo universal do demônio.
16:04Havia mais dois no quarto de Mabel, um na parede e o outro na parte de trás de sua coxa.
16:09O caso não foi imediatamente ligado aos crimes anteriores, até que peças-chave de evidências vieram à tona, incluindo uma chave de algema e uma pegada pela metade.
16:22Havia uma atrás do relógio, que tinha sido puxado da parede.
16:26E parece que o suspeito pisou no relógio e puxou o cordão para usar como corda para amarrar uma das vítimas.
16:35Frank Salerno mandou o relógio, junto com as pegadas encontradas nas cenas do crime de Zazara e Doy, para o criminalista sênior Jerry Burke.
16:46Ele queria que eu examinasse cada uma das pegadas e o relógio, as marcas deixadas nele, e um determinar se elas foram feitas pelo mesmo sapato.
16:59E se você examinar a sola do sapato, encontrará círculos concêntricos na parte da frente do pé.
17:08E eu concluí que os círculos concêntricos correspondiam em tamanho e em diâmetro com os círculos concêntricos deixados nas pegadas feitas nos outros dois assassinatos.
17:19Mesmo com essa descoberta, apenas alguns detetives estão convencidos de que apenas um homem é responsável.
17:28A investigação continua, enquanto o verão esquentou e chegou a ser um dos mais quentes da história.
17:33Mas o caso começou a esfriar.
17:35Bens imobiliários, aluguel de casas...
17:37Não tinha evidências suficientes para indicar que era um assassino em série, ou que não era um, era tudo muito circunstancial e era meramente uma teoria.
17:50Está prestes a se tornar mais do que apenas uma teoria.
17:552 de julho.
17:57Moradores perceberam uma janela quebrada no jardim de Mary Cannon, sua vizinha de 75 anos.
18:03Quando ela não atendeu as suas ligações, eles resolveram entrar.
18:07Detetives foram até a cena do crime.
18:10Encontraram Mary Cannon brutalmente espancada e com a garganta cortada.
18:16Parecia que o carpete havia acabado de ser aspirado.
18:22E dava para ver pegadas do carpete, dava para ver depressões, que eram pegadas entrando e pegadas saindo do quarto.
18:32Então o que fizemos foi cortar um pedaço do carpete.
18:35Colocamos num compensado de madeira, levamos para a viatura e levamos a pegada imediatamente para o laboratório criminal, o mais rápido possível, antes que o carpete voltar ao seu normal.
18:47E tiramos algumas fotos com luz oblíqua.
18:50As fotografias mostraram uma imagem limpa que batia com o tamanho e o padrão daquelas encontradas nas outras cenas dos crimes.
19:02Então isso nos leva de volta aos primeiros casos onde havia marcas de sapatos.
19:07Ficou claro que as pegadas eram as mesmas e os detetives ainda não sabiam a marca do sapato ou quantos perpetradores diferentes calçam um desses.
19:17Os investigadores foram às lojas de sapatos para tentar descobrir que marca de sapato estava fazendo aquelas pegadas.
19:27E ao mesmo tempo nós tínhamos uma estudante da Universidade Estadual do Colorado que estava fazendo um estágio.
19:33E ela jogava vôlei no time do Colorado Estates e por acaso ela olhou para uma das fotos e disse, esse é um avião.
19:43Em 1985 o sapato, a Via Aerobic, era um produto novo produzido em Portland, Oregon.
19:51Assim que descobrimos eu fui a Portland, Oregon, para falar com os fabricantes do sapato para tentar conseguir o máximo de informações que eu pudesse.
20:00Enquanto a lista de semelhanças crescia, as evidências ainda eram circunstanciais.
20:08Não havia absolutamente nada conectado entre eles.
20:11Nós não tínhamos marcas de pegadas em todas as cenas dos crimes.
20:15Não tínhamos a arma do crime.
20:17Tínhamos várias armas.
20:19Se perguntar a especialistas em perfil e ao FBI, vão dizer que existem dois tipos de assassinos em série.
20:25Os organizados e os desorganizados.
20:27O suspeito que procurávamos superou os limites.
20:31Ele conseguia ser as duas coisas.
20:33Fazia de tudo.
20:35Os detetives sabiam que se fosse um assassinato em série, não demoraria muito até ele agir novamente.
20:41Julho de 1985, com a possibilidade crescente de que uma onda de ataques mortais seja trabalho de apenas um homem,
20:54o Departamento de Homicídios do Condado de Los Angeles expande a investigação,
20:58criando uma força-tarefa sob o comando do sargento detetive Frank Salerno.
21:02Nós sabíamos que tinha alguma coisa acontecendo.
21:09E nós recebemos carta branca.
21:13Aí trouxemos mais gente para o caso.
21:15O intruso do vale.
21:16As histórias das vítimas.
21:18Até agora a mídia não conseguiu conectar os crimes, mas isso está prestes a mudar.
21:235 de julho de 1985.
21:28Nos arredores de Arcádia, Steve e Anna Bennett são acordados por gritos vindos do quarto de sua filha.
21:35Em algum momento durante a noite, Whitney Bennett foi espancada tão violentamente
21:39que ela estava irreconhecível, mas milagrosamente sobreviveu.
21:46Agora tínhamos uma vítima sobrevivente, que havia sido espancada com uma barra de ferro.
21:51Ela sofreu muitas lacerações e várias fraturas.
21:55No rosto, mandíbula, crânio e acho que numa costela e num braço.
22:05Frank Salerno e Gil Carillo tinham certeza que isso foi um trabalho do assassino,
22:10mas não parecia haver nenhum padrão que o ligasse ao crime.
22:14Até que a criminalista Gisele Lavigne os procurou.
22:17Foi como assistir Dragnet, uma série antiga de detetives.
22:24Ela chegou com um coque no cabelo, óculos, um jaleco branco e disse
22:31Senhores, eu acho que vocês deveriam vir comigo e ver uma coisa.
22:39Nós entramos no quarto e quando vimos tinha uma pegada de sangue, bem ali no cobertor.
22:44Então nos apressamos para conseguir coletar o máximo de informações que nós pudéssemos.
22:57Juntando todos os outros casos que não estavam conectados, agora nós íamos conectá-los e solucioná-los.
23:03A Força-Tarefa focou sua atenção em arquivos e relatórios de outras jurisdições do condado.
23:12Crimes similares que podem ter sido examinados descuidadamente.
23:16Descrições que possam bater com o suspeito.
23:19Um relatório despertou o interesse.
23:21O caso de Carol Kyle, uma enfermeira estuprada na sua casa em Burbank no dia 30 de maio,
23:26na noite seguinte aos ataques em Mevelmel e Nettland.
23:30Eles analisaram algumas coisas que o suspeito disse.
23:36Ele fez algumas declarações como
23:38Não olhe para mim
23:40Ou
23:41Eu já matei antes
23:42Certas coisas que batiam com nossos outros casos
23:45E nós nos sentimos confortáveis ao achar que talvez isso poderia de alguma maneira estar conectado com os outros casos.
23:54Carol Kyle descreveu um assaltante extremamente perverso.
23:58Um hispânico de pele clara com olhos demoníacos que se vestia de preto, usava algemas e cheirava couro molhado.
24:05A polícia fez outro retrato falado e o comparou com a versão de Maria Hernandes.
24:12Era o mesmo homem.
24:17E este homem está prestes a atacar de novo.
24:197 de julho de 1985, o detetive do condado de Los Angeles, Gil Carillo, novamente é chamado para uma casa em Monterrey Park.
24:30Lá dentro ele encontra o corpo brutalmente espancado da avó, Joyce Nelson, de 65 anos, e o conhecido cartão de visita do assassino.
24:38Ele literalmente pisou na cabeça dela.
24:44Dava para ver a marca do pé bem do lado da cabeça.
24:48A metade de um sapato marcado.
24:50Mas o mais importante é que na faranda, bem ali na frente, tinha uma outra pegada cheia de pó.
24:58Do mesmo solado.
24:59As marcas de sapato definitivamente conectam o assassino de Nelson aos ataques anteriores.
25:07Mas a questão permanece.
25:09É apenas um homem ou possivelmente dois vestindo o mesmo sapato?
25:14O criminalista Jerry Burke voltou de Portland com a resposta.
25:19De acordo com o fabricante, apenas 1.354 sapatos à via aeróbic foram distribuídos em todos os Estados Unidos.
25:27Destes, só seis pares foram para o estado da Califórnia.
25:32Só um par foi para a cidade de Los Angeles.
25:35Então agora falamos, ok pessoal, é isso que estamos procurando.
25:39É um solado bem distinto.
25:42Isso provava o que Gil Carillo e Frank Salerno estavam dizendo o tempo todo.
25:48Eles estão procurando apenas um homem.
25:51Eles finalmente concordaram que era um assassino em série que envolvia mais do que assassinatos na cidade deles.
26:00Que envolvia assassinatos por todo o país.
26:03Fotos do sapato à via aeróbic e retratos falados do suspeito foram mandados para todas as jurisdições do condado.
26:10Agora que os detetives do condado de Los Angeles sabem que estão caçando apenas um homem,
26:15o desafio é pegá-lo antes que ele mate de novo.
26:18Mas o tempo já está acabando.
26:22Julho de 1985.
26:25Por quatro meses, os detetives de homicídios investigaram uma série de estupros e assassinatos brutais no condado de Los Angeles.
26:32As evidências apontam para um único suspeito.
26:35Um perverso assassino em série que escolhe suas vítimas ao acaso.
26:39Em 17 de julho, Mabel Mel, de 83 anos, morreu por causa dos seus ferimentos, nunca tendo recuperado a consciência.
26:48Sua irmã, Nettie, ainda está em coma.
26:51O atacante anônimo recebeu um nome que combinasse com suas características ameaçadoras retratadas no retrato falado da polícia.
26:58Ele agora é conhecido como o perseguidor da noite.
27:02Um dos editores assistentes da cidade criou esse termo.
27:07Ele colocou repórteres para trabalhar em várias dessas histórias de crimes.
27:15E ele percebeu várias similaridades com um programa de televisão que passava à noite em Los Angeles,
27:22com o Darren McGavin, e se chamava o perseguidor da noite.
27:26Então foi daí que o nome surgiu.
27:27O nome apenas acentuou o medo que assolava todo o país, à medida que a quantidade da venda de armas, sistemas de alarmes e cães de guarda subia vertiginosamente.
27:38Foi como se um filme de terror tivesse voltado para Hollywood e ficado ali.
27:47E estávamos vivendo ele.
27:49Ele estava mantendo o sul da Califórnia como refém.
27:52E isso era aterrorizante.
27:53As pessoas eram avisadas pela polícia e pelos telejornais, ou mesmo lendo jornais.
28:01Normalmente as pessoas eram instruídas a não deixar as portas e janelas abertas, especialmente em dias quentes de verão.
28:08Eu fiz meu marido deixar as nossas janelas fechadas e a casa trancada, porque eu estava com medo que fôssemos assassinados.
28:17E um monte de gente também estava.
28:20Os cidadãos do condado de Los Angeles têm um bom motivo para terem medo.
28:25Apesar das precauções adicionais, o perseguidor da noite é como um vampiro na escuridão, sedento por sangue humano.
28:31Do fim de julho até o começo de agosto, ele esteve ligado a mais quatro ataques mortais em quatro diferentes locais das comunidades do condado de Los Angeles.
28:42As evidências mostram que o assassino usa ao menos duas armas diferentes.
28:46Uma calibre .22, que matou Dale Okazaki e Veronica Yu, e também um revólver calibre .25.
28:55Manchetes espalhavam a notícia pelo país.
28:57Recompensas excedendo 10 mil dólares foram oferecidas para quem desse uma informação concreta para a prisão do suspeito.
29:04Os oficiais torciam para que alguém que conhecesse a identidade do perseguidor da noite aparecesse.
29:1018 de agosto de 1985, em São Francisco, 600 quilômetros ao norte de Los Angeles,
29:17David Penn, de 30 anos, chega na casa de seus pais Peter e Barbara, mas não obtém resposta.
29:27Quando os detetives do condado de Los Angeles souberam do assassinato, eles ligaram para suas contrapartes em São Francisco.
29:38Eles nos descreveram um assassinato que ocorreu lá, onde foi usada uma pistola semiautomática calibre .25.
29:49E descreveram algumas coisas que estavam na parede, um pentagrama, que nós já havíamos visto antes.
29:57E o fato de que o homem foi basicamente executado na hora em que o suspeito entrou na residência, e houve abuso físico na mulher.
30:07Nós viajamos até São Francisco no mesmo dia, fomos até a cena do crime, examinamos o lugar, falamos com os investigadores,
30:17e depois disso não havia mais dúvida de que aquele caso estava conectado com os nossos.
30:23Com notícias da sua presença no norte da Califórnia, o perseguidor da noite agora mantém um estado inteiro sitiado.
30:32Mas em uma semana, uma nova evidência vai dar aos investigadores do condado de Los Angeles a primeira grande descoberta do caso.
30:39Noite de 24 de agosto de 1985, na cidade de Mission Viejo, no condado de Orange,
30:46James Romero, de 13 anos, conserta sua lambreta na garagem de seus pais.
30:49Ele percebe um Toyota laranja passando com os faróis apagados.
31:01Mais tarde, quando o veículo retornou, o garoto anotou a sua placa enquanto ele passava.
31:09Na mesma noite, um homem que se identificou como o perseguidor da noite atirou em Bill Carnes, de 29 anos, especialista em computadores,
31:17e estuprou sua noiva de 27 anos, Carrie Smith.
31:21O casal foi levado aonde os cirurgiões conseguiram retirar duas balas calibre .25 do cérebro de Bill.
31:27Quando as notícias de que houve uma tentativa de assassinato surgiram na área,
31:36e esse jovem ligou para as autoridades e falou,
31:41aqui está o número da placa de um cara.
31:44O número dessa placa era de um veículo roubado.
31:46Esse veículo foi recuperado no condado de Los Angeles.
31:49E nesse veículo, ele havia ajustado o retrovisor e deixou uma impressão do polegar na parte de trás do espelho.
31:57Foi uma grande descoberta, e eles estavam próximos de conseguir outra.
32:01Alguém está querendo divulgar a identidade do perseguidor da noite pela recompensa de 80 mil dólares.
32:09Jesse Pérez era um garoto de programa que de vez em quando ficava na rodoviária de Los Angeles
32:14com um ladrão profissional de Al Passo que tinha dentes ruins e gostava muito de satã e de heavy metal.
32:19Ele conhecia o homem apenas como Rick.
32:28Pérez também falou a eles o nome do homem que comprava os itens roubados do Rick,
32:33um negociante chamado Felipe Solano.
32:35Os detetives do condado confrontaram Solano e encontraram várias coisas roubadas,
32:40incluindo itens de valor retirados das vítimas do perseguidor da noite.
32:43Mas como Pérez, Solano não sabia o último nome do ladrão de Al Passo.
32:51Nessa hora, eu sabia que estávamos procurando por alguém com o nome de Richard.
32:58Rick, ou alguém com o apelido de ele despeinado, que quer dizer ou despenteado.
33:03Enquanto isso, os investigadores de São Francisco estão fazendo algumas descobertas próprias.
33:10Após lançarem as descrições das joias roubadas da residência do Spen,
33:14a polícia foi contatada por dois moradores de São Francisco
33:17que perceberam que estavam com a posse de algumas dessas peças.
33:20Um conhecido pediu que eles guardassem essas joias.
33:23Um ladrão com dentes manchados conhecido apenas pelo seu primeiro nome, Rick.
33:27Eles falaram a respeito com Armando Rodrigues, o amigo que os apresentou pela primeira vez.
33:36Quando a polícia ameaçou acusá-lo como cúmplice de assassinato, Rodrigues decidiu cooperar.
33:42Finalmente, a polícia tinha um nome e possivelmente uma identidade para procurar.
33:46Agosto de 1985, após cinco meses de investigação e inúmeros ataques brutais,
33:56os detetives do Condado de Los Angeles têm uma impressão digital
33:59que eles acreditam ser do infame perseguidor da noite.
34:02Eles também têm um nome, Richard Ramirez.
34:07Procurando nos arquivos de prisões do Condado de Los Angeles,
34:10eles encontraram uma impressão digital que batia com a encontrada no Toyota roubado do Condado de Orange.
34:16O arquivo também continha uma foto.
34:20Agora nós sabíamos quem estávamos procurando.
34:23Tínhamos uma foto dele.
34:25Ele não era mais um mistério para nós.
34:30Criado em El Passo, Texas, Ramirez começou a usar drogas aos 12 anos,
34:35mais ou menos na mesma época que seu primo Mike voltou do Vietnã.
34:39O ex-buena verde trouxe para casa fotos de estupros e torturas que o jovem Rich achou fascinantes.
34:44Seu primeiro contato com o assassinato foi o que ele mesmo testemunhou
34:50quando seu primo Mike atirou em sua própria esposa na sua frente.
34:54Richard Ramirez nunca trabalhou.
34:57Em época nenhuma.
34:59Nem nunca teve um endereço fixo.
35:02Ele morava em pequenos hotéis em vários lugares.
35:06Usava carros roubados.
35:08Frequentava bastante a rodoviária Greyhound.
35:11Ele tinha um armário lá onde ele guardava algumas coisas, armas, por exemplo.
35:17Ele era basicamente uma pessoa da rua.
35:21Agora Ramirez é o objeto de uma caçada de uma nação.
35:25A decisão tomada foi de divulgarmos imediatamente a fotografia e o nome do suspeito para proteger o público.
35:35E isso foi feito já na manhã seguinte.
35:39Nós achamos que poderíamos prendê-lo em muito pouco tempo porque já sabíamos bastante dele.
35:45Amanhã de sábado, 31 de agosto de 1985, os detetives Frank Salerno e Gil Carillo coordenam uma emboscada
35:54para o suspeito de assassinato Richard Ramirez, numa área que inclui a rodoviária de Los Angeles.
36:01Nós não sabíamos que ele havia saído da cidade.
36:05Ele estava no Arizona visitando um irmão.
36:08Voltando para casa, ele não fazia ideia dessa descoberta no caso.
36:12Estávamos do lado de fora esperando que ele entrasse.
36:17O que não esperávamos é que ele estava num ônibus voltando para Los Angeles.
36:21Na verdade, ele saiu do ônibus pelo caminho que ele havia entrado.
36:24Nós não o vimos.
36:27Ele entrou numa loja de bebidas, há poucos quarteirões dali.
36:30Viu a foto na primeira página de um jornal e entrou correndo num ônibus.
36:35E foi identificado por um dos passageiros.
36:39O passageiro saiu, ligou para a polícia.
36:43Richard sabia que ele tinha sido reconhecido e que a perseguição ia começar.
36:48Reparecia uma cena de filme.
36:50Ele estava no ônibus e as pessoas começaram a olhar para ele e apontar para ele.
36:55Elas estavam lendo o jornal e começaram a apontar para ele, dizendo a ele, a ele.
36:59E aí ele saiu correndo do ônibus, atravessou a autoestrada e aí começou uma grande perseguição.
37:07O C. Burgoyne está cuidando do seu gramado no leste de Los Angeles quando ele viu o homem de preto.
37:15O meu pai estava lá, regando o jardim.
37:18E um cara apareceu e pulou a cerca bem ali, atravessou a rua correndo, pulou essa cerca, foi ali para trás e tentou roubar um Mustang.
37:30E quando ele não conseguiu, ele pulou de volta tentando atravessar a rua, tentou roubar o outro carro de uma outra senhora.
37:37E aí o meu pai saiu correndo atrás dele para tentar tirar ele do carro.
37:41E depois ele continuou correndo, subiu a rua.
37:46Ele estava correndo ali perto daquela van.
37:50Ele estava mais ou menos ali, olha.
37:52Onde aquele carro branco está e o meu irmão e eu aparecemos e pegamos ele bem ali, mais ou menos a um quarteirão de distância.
37:59E foi ali que a gente derrubou ele.
38:01Ele estava suando, ele parecia bem cansado.
38:04E ele estava no chão, respirando com muita dificuldade até que a polícia chegou.
38:11Naquela época eu não fazia ideia de que ele era o perseguidor da noite, o Richard Ramirez.
38:18Notícias da captura do perseguidor da noite pelas próprias pessoas que ele aterrorizava pareceu de certa forma apropriado,
38:25à medida que uma multidão se juntava na frente da delegacia de polícia para onde Ramirez foi levado.
38:31Eu acho que isso deu uma sensação de poder para as pessoas de Los Angeles de que elas eram capazes de capturá-lo.
38:38E foram pessoas comuns que fizeram isso.
38:43Logo depois eu soube que tinha 20, 30 e 40 pessoas diferentes da televisão, fotógrafos e gente do rádio e todo mundo.
38:51Não só da mídia local, mas de todo o mundo.
38:54Tinha gente do Japão, da Austrália.
38:56Dentro da delegacia, os detetives Carilo e Salerno se apresentaram ao homem que eles procuravam havia quatro meses.
39:07A resposta dele foi, eu sei quem vocês são.
39:13E eu nunca tive nenhum suspeito que me dissesse isso antes, especialmente um que nós estivemos procurando por tanto tempo.
39:21E isso só confirmou que ele também acompanhava os casos lendo os jornais.
39:26Na hora em que a polícia fez os preparativos para transferir Ramirez para a prisão do condado, a multidão lá fora havia aumentado para quase mil pessoas.
39:37Eu nunca tinha visto isso antes.
39:40Parecia uma cena de Velho Oeste, onde você leva o bandido para a cadeia e a multidão quer linchá-lo.
39:45Havia uma multidão de oficiais.
39:50Eles o levaram pela porta dos fundos do prédio e estavam vindo em direção a nós.
39:56E tinham tantos policiais em volta dele que não dava para ver o rosto.
40:03E aí em dois segundos eu consegui tirar, eu não sei, umas três, quatro, cinco fotos e foi isso.
40:11Richard Ramirez tinha esse olhar sombrio.
40:13E quando ele olhava para as pessoas, sabe, com aqueles olhos, eles pareciam muito sinistros.
40:23Ramirez foi acusado por 68 crimes, incluindo 14 assassinatos.
40:28Após longos atrasos envolvendo as audiências do pré-julgamento, adiamentos e seleção do júri,
40:34seu julgamento finalmente teve início em 30 de janeiro de 1989.
40:37O promotor Phil Halpin apresentou cerca de 500 evidências circunstanciais que ligavam Ramirez aos crimes,
40:46incluindo padrões no seu modus operandi, posse de pertences das vítimas e relatórios da balística envolvendo duas armas diferentes.
40:54Uma das armas foi recuperada e ligada a Ramirez através de testemunhos.
41:02Outra arma nunca foi encontrada.
41:04Entretanto, cartuchos das balas foram encontrados em um armário.
41:09Um armário na rodoviária que tinha ligação com ele.
41:13Uma das evidências mais constrangedoras de que era recorrente foi uma marca incomum de sapato.
41:18E através disso, circunstancialmente, a conexão foi feita.
41:22Phil Halpin pôde argumentar muito eficazmente.
41:25Que a pessoa que calçava aqueles sapatos era, usando as palavras do próprio Phil, calçava as digitais.
41:32E elas eram as digitais de Richard Ramirez.
41:36E esse caso é sobre isso, sobre conexões.
41:38Por todos os sucessivos assassinatos, haviam certas ligações, certas peças de evidências que continuavam a aparecer de novo, e de novo, e de novo.
41:49Também haviam testemunhos de vítimas sobreviventes, algumas delas aliviando seu terrível sofrimento em detalhes arrepiantes.
41:56Foi o primeiro julgamento que eu cobri, e possivelmente o único, onde eu vi repórteres chorando na sala de tribunal.
42:08Porque era muito triste ouvir as vítimas que sobreviveram.
42:15É por isso que eu não fui ao julgamento.
42:22Eu disse que esse cara já tinha feito mal o suficiente para a minha família e para mim, e eu não queria passar por tudo aquilo de novo.
42:31Então eu meio que... eu disse que ia deixar para lá, que ia entregar para Deus.
42:36Mesmo contudo, Richard Ramirez parecia prosperar, recebendo a atenção de um grupo de tietes que vieram mostrar a ele seu amor e apoio.
42:52Ramirez estava sentado no tribunal, usando óculos escuros.
42:56E de vez em quando, porque ele aparentava gostar de garotas, ele se virava, tirava os óculos e trocava olhares com algumas dessas garotas.
43:06Ele tinha o sorriso mais nojento e pavoroso que eu já tinha visto.
43:11Para mim, ele era o tipo de cara que irradiava a maldade.
43:16Eu cobri o caso do Charles Manson.
43:19Eu cobri vários casos de assassinato diferentes na minha carreira como repórter.
43:24E Richard Ramirez foi de longe o réu mais assustador que eu já vi no tribunal.
43:3220 de setembro de 1989.
43:34Richard Ramirez é considerado culpado por 13 assassinatos, 5 tentativas de assassinato, 11 abusos sexuais e 14 assaltos.
43:43Ele foi sentenciado a morrer na Câmara de Gás da Califórnia.
43:49É claro que eu nunca vou esquecer as últimas palavras dele quando foi levado do tribunal.
43:54Eu estou indo para a Disneylândia.
43:56Eu não acho que ele tinha a menor noção da gravidade das coisas que ele tinha feito e o que ele teria que enfrentar.
44:05Décadas depois, Richard Ramirez ainda está no corredor da morte, aguardando sua execução.
44:13Casado na prisão em 1996 com uma das mulheres que acompanhou o seu julgamento,
44:19ele provavelmente vai permanecer por lá até o último dos seus recursos se esgotar.
44:24Uma condenação à pena de morte na Califórnia é automaticamente apelada para a Suprema Corte da Califórnia.
44:31Esse apelo foi ouvido.
44:33Em agosto de 2006, a Suprema Corte da Califórnia reafirmou sua condenação.
44:37É um processo longo e amargo para aqueles que tentam esquecer os acontecidos após todos esses anos.
44:47As vítimas se tornaram vítimas de novo, mesmo depois dos assassinatos terem ocorrido.
44:52Porque todos fomos afetados, meus irmãos, minhas irmãs, meus primos, meus parentes.
44:58Todos fomos afetados pelo crime.
45:02Foi tão horrível, foi tão desnecessário e tão arbitrário.
45:07Ele fez coisas sem razão.
45:10Ele era mesmo um assassino muito insensível e cruel.
45:18Ele era um cara que, por sua própria conta, disse que queria ser conhecido como o maior assassino em série da história.
45:29E se ele não fosse pego, simplesmente continuaria matando.
45:37E se ele não fosse pego, simplesmente continuaria matando.
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