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O TJ-SP condenou Deltan Dallagnol a pagar R$135,4 mil a Lula por danos morais no caso do PowerPoint, que ligava o presidente à corrupção. A condenação é definitiva e não cabe mais recurso. A Justiça concluiu que houve "excesso" na denúncia à imprensa, ofendendo a honra de Lula. Dallagnol afirmou que "faria de novo mil vezes" o que fez. Dora Kramer e Nelson Kobayashi questionam o tamanho da punição e os desdobramentos do caso.

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Transcrição
00:00Vamos seguir então pra falar sobre essa questão do PowerPoint.
00:02Ele foi condenado por causa daquela apresentação que todo mundo se lembra,
00:08todo mundo que acompanhou a época, que trouxe vários efeitos, várias ligações.
00:13Esse processo ocorreu e, à época, o Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato,
00:20queria ilustrar a denúncia do Ministério Público Federal sobre o caso do triplex do Guarujá.
00:26Então eu vou chamar aqui o Matheus Dias, que vai trazer as informações pra gente agora.
00:30E me diga uma coisa, Matheus, essa decisão, ela é definitiva ou ainda cabe recurso?
00:39O ex-procurador, Evandro, ele pode apenas contestar o cálculo de valores feitos pelo Tribunal de Justiça,
00:46mas não cabe recurso, ou seja, ele vai ter que pagar o valor definido ao presidente Lula.
00:51Boa noite então pra você, Evandro, a todos que nos acompanham.
00:53Tudo isso, como você bem disse, por conta de uma apresentação coletiva
00:57que o ex-procurador da Justiça e deputado, Deltan Dallagnol,
01:02ele fez na época, ele comandava a Operação Lava Jato e também fazia uma investigação sobre o triplex do Guarujá.
01:07Ele fez em uma apresentação ali um powerpoint, uma espécie de cronograma ali,
01:12um organograma, na verdade, em que tinha o nome do presidente Lula no centro
01:17e várias palavras ao entorno ligadas ao nome de Lula.
01:20Entre essas palavras, a palavra corrupção, a palavra também petrolão e perpetuação criminosa do poder.
01:27Na época então, isso em 2016, Lula abriu um processo contra Deltan Dallagnol,
01:31um processo que era defendido pelo advogado que na época era advogado de Lula,
01:36hoje ministro do STF, Cristiano Zanin.
01:39Lula pedia um milhão de reais por danos morais.
01:42Ele perdeu o processo na primeira e na segunda instância, esse processo então seguiu para o TJ de São Paulo
01:48e em 2022 Lula ganhou a causa na época.
01:51Em 2022 o processo estava estimado em cerca de setenta e cinco mil reais.
01:56Mas até aqui foram novos cálculos feitos por conta da inflação, por conta das alíquotas
02:01e agora esse processo está em cento e trinta e cinco mil reais que deverão ser pagos pelo ex-procurador e ex-deputado ao presidente Lula.
02:09Viu, Evandro?
02:10Muito obrigado pelas informações, Matheus. Um abraço para você.
02:13Quero voltar ao bate-papo aqui com os nossos amigos. Vamos lá.
02:16Nelsinho Kobayashi, eu acredito que essa situação e essa condenação possa revoltar muita gente
02:20que enxergou na Lava Jato a possibilidade de mudar o país ou a possibilidade de se estancar
02:28todo aquele vazamento provocado pela corrupção e vazamento de dinheiro público aos milhões.
02:34Como é que você avalia agora esse revés contra esse que foi um dos principais procuradores dessa operação
02:41que levou tanta gente para a prisão que mirou também o presidente Lula que conseguiu retomar a possibilidade de voltar
02:50a um mandato e que também fez com que muito dinheiro fosse devolvido para os cofres públicos.
02:56A gente não pode esquecer disso.
02:58Sim, Evandro, vamos lá. Primeiro, em relação ao que foi a Lava Jato, no detalhe,
03:03foi uma série de provas, indícios, confissões, delações, devoluções de dinheiro público
03:12que indicam, assim, com vasta margem de sobra, a conclusão de um grande esquema de corrupção.
03:21Grande esquema envolvendo muitas autoridades, muitas pessoas importantes de empreiteiras,
03:27muitas autoridades também das estatais, tesoureiros, diretores, enfim.
03:32Então tinha muito indício de prova de talvez um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil.
03:38E isso estava tudo capitaneado dentro da força-tarefa da Lava Jato.
03:42Acontece que o exagero enfraquece a causa e depois tudo também veio por água abaixo
03:49por uma série de abusos cometidos justamente pelo Ministério Público Federal,
03:54capitaneado na época pelo Deltan Dallagnol.
03:56Por isso que muita coisa se anulou.
03:58A conversa com o juiz Sérgio Moro, acatando, inclusive, sugestões do juiz que ia julgar a causa
04:05e, diante do devido processo legal, o estudo não pode ser admitido no direito.
04:09Por isso que talvez sejam eles os grandes culpados, entre aspas,
04:14da anulação de muitas pessoas que hoje poderiam estar condenadas.
04:18Em relação ao PowerPoint, eu avalio que seja um excesso.
04:22Um procurador de justiça, principalmente procurador da República, no caso,
04:26do Ministério Público Federal, não pode se dar ao estilo de trabalhar com narrativas visuais.
04:35Ele deve falar nos autos, assim como os juízes devem falar nos autos.
04:38Mas daí até ser condenado cento e tantos mil reais de indenização por danos morais,
04:44também outro excesso.
04:45Então a gente vê um excesso se sobrepondo ao outro,
04:48a ponto de agora a gente ver essa condenação a alguém que estava exercendo o seu trabalho
04:52com algum excesso ali na questão do PowerPoint,
04:57mas que não merecia uma condenação de cento e trinta e cinco mil reais.
05:01Dora, como é que se avalia, hein?
05:03Porque é mais uma novela que vai tendo aí muitos reveses
05:07e, neste caso, negativos para quem lá atrás protagonizou
05:10essas prisões, essas apreensões, essa devolução de dinheiro, enfim.
05:15E que lá atrás também foi bastante admirado por isso.
05:19Pois é, eu ouvia durante o processo da Lava Jato,
05:22eu ouvia muito de advogados que o processo,
05:27devido ao processo legal, estava sendo ferido.
05:30E eu sempre dizia.
05:31E quando a roubalheira agraçava, o devido ao processo legal estava sendo observado?
05:37Então aí são dois pontos, né?
05:39Houve exageros? Houve.
05:42Mas tem havido também por parte da justiça,
05:44porque você derrubar aquilo tudo que todo mundo viu que aconteceu,
05:49e quem não se lembra, para quem não se lembra,
05:51eu recomendo o livro da colega Malu Gaspar, chamado A Organização.
05:55Está lá tudo relatado, tim-tim por tim-tim.
05:59Por exemplo, algumas decisões vêm sendo derrubadas,
06:03pessoas vêm sendo liberadas,
06:07baseadas nas provas, sabe de quem?
06:09Aquelas hackeadas pelo tal do hacker de Araraquara,
06:13que está preso em a comparsa da Carla Zambelli.
06:16provas são provas ilegais, evidentemente.
06:21Isso foi dito pelo tribunal, foi dito no tribunal.
06:25E, no entanto, isso é usado.
06:26Então, tem distorção para todo lado.
06:30E a única coisa que não se pode perder de vista
06:32é que a roubalheira na Petrobras aconteceu.
06:35Pessoas foram condenadas, pessoas cumpriram penas,
06:38pessoas devolveram o dinheiro,
06:41pessoas confessaram, está certo?
06:44Não teriam confessado se não tivessem cometido.
06:47São réus confessos.
06:49Então, isso não apaga.
06:51Fica a lição de que é preciso ter cuidado,
06:55realmente concordo com o Coban,
06:57no aspecto, não no exagero da pena.
07:00Não vou entrar nesse caso,
07:01porque não teria expertise para isso.
07:04Mas, realmente, na inapropriedade
07:07de se usar aquele PowerPoint,
07:10aquela coisa marqueteira, entendeu?
07:13Com ilações, inclusive,
07:15ali não havia nem provas consistentes.
07:18Então, eu acho muito triste
07:21essa derrubada da Lava Jato
07:22desta maneira como está sendo,
07:25porque isso leva ao descrédito
07:27da população na Justiça.
07:28Exatamente, Dora.
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