Um analista político, um economista, um gênio e alguns comediantes entram em Pânico no estúdio… isso não é começo de piada não, galera! É simplesmente a bancada do programa nesta terça (29)! Diogo Forjaz contou com a ajuda de Alan Ghani para elucidar os motivos que levaram Trump a taxar o Brasil em 50%, mostrando que se os proletários de todos os países irão se unir, os burgueses também farão o mesmo.
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DiversãoTranscrição
00:00Bom, vamos lá, Forjá. Como é que você está vendo toda essa situação do tarifácio?
00:07Qual que é a causa principal para o Brasil ser sancionado em 50%?
00:13Porque tem várias hipóteses na mesa. Na sua visão, qual que é o motivo principal?
00:17Acho que a gente tem que dividir esse assunto em três aspectos diferentes para ele fazer sentido.
00:21A gente tem a questão comercial e aí não tem nada a ver com o saldo da balança comercial,
00:26mas como o Brasil passa a ser utilizado como uma ferramenta econômica de projeção nos Estados Unidos.
00:31Isso nos leva ao segundo aspecto a ser avaliado, que é a influência massiva do Partido Comunista Chinês no Brasil,
00:37em diferentes vertentes, e que torna o Brasil, então, uma proxy econômica da China,
00:41e isso causa impacto ao mercado americano e à zona de projeção dos Estados Unidos
00:44e em outros países com os quais o Brasil faz negócios.
00:47E o terceiro ponto importante são as agendas repressivas que têm um padrão internacional
00:51e que foram fomentadas no Brasil como em um laboratório a ser copiado nos outros países
00:57e que agora, com a mudança de vertente política internacional que o mundo está vivendo,
01:01o Brasil passa a ser aquilo a ser rechaçado e não copiado.
01:05Portanto, desbravar os avanços autoritários no Brasil não versa apenas sobre o Brasil,
01:10mas sobre a possibilidade de desarticular essas mesmas estruturas nos outros países
01:16antes mesmo que elas estejam sólidas.
01:19Então, tem três aspectos importantes e todos eles estão na agenda internacional de Donald Trump,
01:24que vem combatendo a influência do Partido Comunista Chinês no mundo todo,
01:27fez na Groenlândia, fez no Panamá, fez no México, faz no Canadá, fez na Europa, faz no Oriente Médio.
01:32Então, há um padrão na agenda internacional do Trump e isso passa por pressionar o Brasil.
01:38Então, a desculpa, a desculpa, a justificativa original do tarifácio são as arbitrariedades,
01:42e sim, elas fazem sentido, mas existe uma agenda maior.
01:45Inclusive porque o conjunto de tarifas que os Estados Unidos têm apresentado no mundo
01:49criam, no meu entendimento, uma fronteira tarifária que força os países a afastar-se do multilateralismo,
01:55das supranacionais, e passar a debater as relações comerciais de maneira bilateral.
02:00Então, essa bilateralidade tende a fortalecer os mercados internos,
02:04e quanto mais fortes os mercados internos são, mais fraca é a influência da China.
02:07Voltamos à mesma agenda central.
02:08Então, acho que passa por isso em que o Brasil acabou tornando-se um símbolo
02:12desses múltiplos pontos, nessas três camadas aí de avaliação.
02:14Diogo, eu queria te fazer uma pergunta, e aí se o Alan também quiser complementar,
02:19a gente estava conversando anteriormente sobre a Sessão 301.
02:23Onde entra isso? O que é? Só para deixar bem claro aqui para a nossa audiência.
02:28A Sessão 301 é um instrumento de...
02:31Não vou dizer investigação, no nosso caso vai servir como investigação,
02:34mas é um instrumento para mitigar desigualdades ou exploração na relação comercial com os Estados Unidos.
02:41Então, tem múltiplos fatores lá.
02:42No nosso caso especificamente, os pontos que foram escolhidos na Sessão 301,
02:46elas vão nos pilares da participação do modelo de takeover chinês no Brasil.
02:51Então, nós estamos falando aí, vai, de...
02:54Apareceu lá 25 de março, por exemplo, na Sessão 301.
02:58Pô, isso tem a ver com pirataria, isso tem a ver com a destruição do mercado de produção de miudeza,
03:02isso tem a ver com...
03:03Então, quando você para para olhar o panorama geral dos pontos colocados no 301,
03:07todos eles têm um potencial muito grande de atingir justamente essa influência da China, no Brasil.
03:14Um exemplo recente de tarifa, foi até anterior aos 50%,
03:16e que tem muito a ver com esse caso do 301 que você citou.
03:20Eu não lembro agora todos os itens, tá?
03:21Em live eu cheguei a bater um por um e explicar, agora sim de cabeça eu não me lembro.
03:24Mas a gente tem o caso dos mineiros de ferro,
03:27em que o Brasil tem uma qualidade muito grande, tem uma produção muito grande,
03:31e a gente vende o nosso minério inteiro para os Estados Unidos praticamente,
03:35a maior proporção vai para lá,
03:37e a gente compra o de menor qualidade da China.
03:40A gente tem uma relação de quanto a gente pode vender para os Estados Unidos,
03:44e a gente vende o excedente e paga essa tarifa adicional do excedente.
03:48Por que a gente pode fazer isso?
03:49Porque nós estamos comprando o baratinho da China.
03:50Então, na prática, a China está pedalando o minério pelo Brasil dentro do mercado americano.
03:53Isso reduz a capacidade do mercado americano, local, de produção.
03:56Se ele tem que produzir menos, ele vai ter menos estrutura logística,
03:59menos capacidade produtiva, menos independência, por aí vai.
04:02Trambi queixo.
04:03A gente sabe muito bem o que é trambi queixo.
04:04Vai na lavagem de dinheiro, vai na participação direta do mercado chinês, enfim.
04:10E tem o negócio desses bancos de digital também,
04:15que tem o PCC, dinheiro, lavagem de dinheiro, é um monte de rolo.
04:19Puta, bom você ter falado nisso.
04:20É um monte de rolo.
04:22Esse negócio do Pix.
04:22Ah, vai competir.
04:24Agora o 301 vai acabar com o Pix.
04:26Isso é a maior balela da história da humanidade, né?
04:28Porque não vai acabar com o Pix coisa nenhuma.
04:29Claro.
04:30O que ele faz ali, ele faz uma referência ao Pix sobre o risco do controle estatal na transação
04:36e sobre o impacto que o Estado pode ter nas empresas americanas.
04:39É muito claro.
04:39O próprio documento chega a citar praticamente isso.
04:42E voltamos então ao mais um ponto.
04:44O controle, né?
04:45De novo, o ponto do controle.
04:47Enfim.
04:47Essa é uma balela que está lá e que...
04:49Então, os Estados Unidos não querem perder para a China.
04:51Essa que é a grande realidade, né?
04:53Ele não quer perder o negócio e você já perdeu a aposta porque você falou que o Trump não sabia negociar.
04:58O que eu falei é que a China hoje ameaça.
05:20É lógico, é uma ameaça aos Estados Unidos.
05:23Descontro com a Rússia.
05:25É uma ameaça.
05:25Mas o Trump mostrou que negociou com a União Europeia e tal.
05:29Você acha que ele fez bem?
05:30Você acha que ele...
05:32Porque o Trump, ele é um cara que...
05:34Ele é bom para negociar, né?
05:36Ele é danado.
05:36Porque ele sempre dá uma...
05:40Ele sempre deixa uma brecha na negociação, né?
05:43Você pode ver toda a negociação que ele vai fazer, ele dá uma brecha.
05:48Ele joga lá em cima a régua, depois chega num meio termo, né?
05:52Agora, o Emílio, eu acredito que esse mundo mais tarifário que a gente vai viver, né?
05:58Enfim, ele é um mundo que se torna pior, né?
06:02Eu sou um defensor de globalização, inclusive tão defendida pelos Estados Unidos, né?
06:08Uma ordem mundial liberal, neoliberal, que os Estados Unidos fomentaram.
06:14Intensificaram com o Reagan e a Thatcher.
06:17E que trouxe um padrão de vida mundial muito grande.
06:20Que é o que interessa, no final das contas.
06:21Melhorar a vida das pessoas, né?
06:24Então, o livre comércio melhorou a vida das pessoas.
06:27E agora, com mais protecionismo, o que eu vejo?
06:31Você vai ter uma consequência econômica, sim.
06:33Eu vejo como um retrocesso.
06:36Esse é o motivo pelo qual eu fui contra as tarifas aqui da Chen, lembra?
06:41As tarifas da blusinha.
06:43Como eu sou contra também ao protecionismo de Donald Trump.
06:47Apesar de ser de direita, conservador, etc.
06:50Mas o protecionismo não tem nada a ver com direita.
06:55É isso, Diogo.
06:57Posso trazer uma outra perspectiva?
06:59Pode.
07:00Vamos imaginar o seguinte.
07:01Antes desse processo avançar,
07:03e quando nós ainda tínhamos, vamos chamar de fronteiras tarifárias
07:06para ficar mais fácil de entender.
07:07Relação de tarifas entre países.
07:10A gente tinha, por exemplo, o conceito das multinacionais.
07:12Você encontrava uma mesma empresa que tinha fábricas em países diferentes.
07:16Quando uma empresa americana faz uma fábrica no Brasil,
07:18ela gera empregos no Brasil.
07:19Quando ela gera empregos no Brasil,
07:21ela gera capacidade sustentada de consumo.
07:23Não é baseada em crédito, não é baseada em fluxo financeiro.
07:25É a geração de riqueza.
07:26A geração de riqueza amplia a base monetária.
07:29Porque a riqueza compensa o processo inflacionário.
07:32Cria parte da perspectiva de valor da moeda.
07:34Então, quanto mais sórdos são os mercados internos,
07:37mais sórdas são as relações econômicas entre as nações e as suas autonomias.
07:45O que acontece é que esse conceito liberal,
07:47que a princípio parecia realmente muito fantástico,
07:50ele seria, talvez funcionaria bem,
07:52se nós tivéssemos mantido a pluralidade produtiva.
07:55Ou seja, se todos os países continuassem a ter as suas matrizes produtivas
07:59de valor agregado,
08:00em grande medida nos seus próprios países ou entre países.
08:03Mas o problema é que isso serviu a essa remoção das fronteiras tarifárias,
08:08deixou um campo aberto para a China concentrar a produção do mundo.
08:12Então, há um sinocentrismo produtivo,
08:14que é resultado da ausência de tarifas, fronteiras tarifárias,
08:16que tem um campo aberto, livre, para a China entrar.
08:19A China tem as tarifas não financeiras,
08:22as agendas SG, 2030, direitos humanos,
08:25que os outros países são cobrados e têm que cumprir,
08:28mas a China não.
08:29A China vinha sendo um dos países que mais poluíam no mundo,
08:31sem nunca ser cobrada por isso.
08:32Então, há um custo adicional para os demais.
08:34Além disso, a China tem empresas que não são privadas.
08:37É uma mentira que o mundo aceitou,
08:39justamente pela vantagem financeira que você gerou
08:41para pessoas, empresas e governos.
08:44Agora, quem fomentou e quem fez com que a China crescesse muito
08:48foram os próprios americanos.
08:49Foi os Estados Unidos.
08:51Fazendo fábrica lá no Brasil.
08:52Levando fábrica para lá.
08:54E diga-se de passagem, há 10 anos,
08:56a renda per capita norte-americana dobrou.
08:59Então, não é que os Estados Unidos saiu prejudicado dessa história.
09:03A verdade é que a China absorveu todo o impacto inflacionário do mundo.
09:07Existem uma série de indústrias ainda nos Estados Unidos.
09:10E, para mim, o principal dado é o crescimento...
09:13Veja, dobrou a renda per capita norte-americana.
09:16Então, não é que a China...
09:18A gente tem uma visão de que a China acabou piorando o mundo.
09:22Não.
09:23O padrão de vida dos Estados Unidos melhorou.
09:26A renda per capita norte-americana melhorou.
09:29Então, eu vejo que há uma mudança de discurso agora com o Trump,
09:33porque até ontem o liberalismo era altamente defendido no mundo.
09:37Os dois pontos que você colocou são importantes.
09:39Quem cria esse modelo, realmente...
09:41Essa ideia surge nos Estados Unidos em 1973.
09:43Ela começa a ser implementada em 77.
09:46Ela ganha volume a partir dos anos 90 na indústria de miudezas.
09:49E, a partir dos anos 2000, atinge a indústria de complexidade.
09:53Então, sim, surge dos Estados Unidos.
09:54Mas aí a gente tem uma perspectiva política que ampliaria o debate,
09:57que é entrar na questão do deep state americano, do plano globalista,
10:00da participação dos europeus nesse processo.
10:02Então, há uma outra agenda por trás.
10:04Claro que não vai caber aqui uma resposta, uma entrevista.
10:06Mas nós poderíamos entrar em quem Estados Unidos fez isso.
10:11Quem Estados Unidos fez isso.
10:12Com quais propósitos.
10:14E, voltando no ponto de que melhorou a vida, esse é justamente o problema.
10:17Veja, quando eu tenho empresas que não são privadas,
10:20são empresas estatais que fingem ser privadas,
10:22que em joyventures se juntam com as empresas americanas,
10:25oferecem trabalho escravo, na prática,
10:27esse foi o início principalmente do modelo,
10:29e ausência de tributos.
10:30Por que não há tributos?
10:31Porque o governo é sócio.
10:32Depois você tem, com isso, uma produção de custo muito baixo.
10:36E o acúmulo de dólares da produção de custo muito baixo
10:38te dá poder de subsídio.
10:40Ou seja, o seu produto é impossível de se competir com ele
10:43em qualquer mercado.
10:44E aí, o processo natural do interesse econômico
10:46leva essas empresas para lá.
10:48Eu não acho que esse modelo foi sem querer.
10:49Eu acho que ele foi pensado.
10:50Eu concordo com você.
10:52Eu só não acho que seja de interesse dos Estados Unidos.
10:53Por fim, o outro aspecto que você colocou da melhora de vida,
10:57isso é muito relativo.
10:58Vou dizer por quê.
10:59Porque nós estamos olhando...
11:00Não, não, tudo bem.
11:01Mas eu vou qualificar o dado objetivo.
11:02Nós estamos falando de volume de grana, certo?
11:06Por habitante.
11:07Sim.
11:07Só que o mundo inteiro inflacionou nesse processo.
11:09Porque o mundo inteiro perdeu capacidade produtiva.
11:12A pobreza produtiva da Europa é absolutamente lamentável.
11:14A mudança do quadro social em razão desse modelo
11:18é absolutamente lamentável.
11:19As previdências europeias são a vergonha.
11:21Isso é resultado de um processo que passou a ser mais comercial
11:23do que produtivo.
11:24Não, mas ali na Europa você tem um protagonismo do Estado
11:27que é muito grande.
11:28Eu estou falando dos Estados Unidos.
11:29A renda per capita norte-americana melhorou
11:31e o padrão de vida da China melhorou também.
11:34A China era um país absolutamente pobre hoje e continua assim.
11:38Depende de qual chinês você está falando.
11:40Mas melhorou.
11:40Não estou falando que os Estados Unidos...
11:41Gente, eu não estou falando que os Estados Unidos é melhor.
11:44Mas ela melhorou.
11:45Se você pegar de 1980 para hoje, é factual, é objetivo.
11:49A China melhorou.
11:50Roda a China.
11:50O padrão de vida melhorou.
11:52Fora da zona neomercantilista costeira, a conversa é outra.
11:55É, exatamente.
11:56Aliás, a China continua pobre no período da China.
11:59Não é só a Shanghai lá do...
12:00Não, tudo bem.
12:01Eu estou falando a Shanghai.
12:02Você é Shanghai do calcinha.
12:05Você é Shanghai do calcinha.
12:07Eu fui para Shanghai.
12:09O meu avião era pobre.
12:11Eu fui para Shanghai.
12:13Por aí.
12:14Shanghai.
12:14Você é um de fábrica, amigo.
12:15Por aí.
12:16Pelo amor de Deus.
12:17Eu estou falando o seguinte.
12:18Eu não falei que ficou, né?
12:19Os Estados Unidos, nada disso.
12:20Mas que houve uma melhora.
12:21O país inteiro era uma miséria.
12:23E agora você tem, pelo menos, alguns...
12:25O Gani.
12:26O Samy é um cara de dados.
12:28Fala aí, Samy.
12:29Vai, Samy.
12:29Eu sou um cara de dados.
12:30Acordo.
12:30Manda foto.
12:31Tem dado muito.
12:33Não.
12:34Eu acho que a China melhorou, sim.
12:36A questão, acho que fica, para debate é...
12:40Ok.
12:40Eu entendo que tem uma questão política.
12:42Os Estados Unidos não vai colher uma inflação.
12:46Alguns setores já estão reclamando disso.
12:49Assim, o Trump impõe, falando assim, olha, eu estou impondo quem vai pagar essa tarifa
12:55é o Brasil.
12:56Isso não é necessariamente verdade.
12:59É uma meia-verdade.
13:00Porque uma parte também é paga pela sociedade americana.
13:03E não...
13:03E talvez nem todos estejam alinhados nessa agenda.
13:07Eu topo por uma questão ideológica.
13:10Uma questão disso.
13:11Eu queria...
13:12Eu acho que nos Estados Unidos, no caso da tarifa em relação ao Brasil, há um interesse
13:15geopolítico.
13:16Então, de mudar a zona de influência predominante, que hoje é do Partido Comunista Chinês,
13:20era a mesma zona de influência que nós encontramos em outros países, com outras bases operacionais.
13:25É o caso da Venezuela, com as agendas do narco, do mercado negro de petróleo.
13:29É o caso do México, com as agendas do narco.
13:32No caso do Brasil, tem uma matriz de influência produtiva.
13:35A China faz isso.
13:37Ela encosta nos países como parceiro econômico, amplia a percepção de lucro financeiro,
13:43enquanto ela esvazia a capacidade produtiva.
13:45Ela vai empobrecendo esses países por dentro, enquanto os números e os dados concretos
13:50parecem ser positivos.
13:52Mas quando você para para olhar o resultado final dos parceiros mais próximos da China,
13:57é falência.
13:57É quebradeira.
13:58Veja a Argentina.
13:59A Argentina é um caso concreto de uma parceria muito próxima da China, até a chegada do
14:02Milley, para chamar de Argentina, talvez.
14:05Então, quando você fala sobre os Estados Unidos, eu acho que o primeiro ponto é esse.
14:07Acho que o interesse do Trump, um dos principais, e ele tem demonstrado isso ao longo,
14:11ao redor do mundo, é reduzir a influência do Partido Comunista Chinês e a dependência
14:16do sinocentrismo.
14:17Concordo com você.
14:18Eu acho que é exatamente isso que ele está falando.
14:21Aconteceu já isso americano com o europeu, em 1800 e tralala, aconteceu a mesma coisa,
14:25porque ele fala que está muito europeirizada a América.
14:29Os caras...
14:30Porque é o seguinte, o Brasil, se você pegar o Brasil, o Brasil é um país de trouxa.
14:35A gente é trouxa no Brasil, porque você pega Abreu e Lima.
14:37Abreu e Lima, falaram para a gente que custava...
14:39Era 12, 12 e pagamos 100 bi.
14:43Não é isso?
14:44Abreu e Lima não era 12 que a gente ia pagar?
14:46Nós pagamos 100 bi.
14:48Então é um país de tonto.
14:49A gente paga qualquer coisa que eles falarem e a gente vai pagando.
14:53Só que o Brasil é grande.
14:55E o Brasil, o Trump falou, pô, os caras são CRC, mas é um paizão.
15:00E não quer que se aproxime lá dos...
15:03E está se aproximando.
15:05Porque quem é amigo, quem é companheiro?
15:06Exato.
15:07Vai você.
15:08Você que é um liberal.
15:10Quem são os nossos companheiros?
15:12Não, é isso.
15:12Fala quem são os nossos companheiros.
15:15Os nossos companheiros são...
15:15China, Venezuela, Irã...
15:19Irã...
15:19Irã...
15:20Então, para onde está indo?
15:22A grande preocupação do Trump, que eu vejo, é perder...
15:26Isso ele já falou categoricamente.
15:28É perder a hegemonia do dólar.
15:31Mas com o Brasil...
15:33Isso é impossível, velho.
15:33Mas o Brasil...
15:35Pera...
15:35O Brasil é o Brasil se aproximar lá dos companheiros.
15:38Mas é isso que eu estou falando.
15:40Não é o dólar.
15:40Olha só...
15:41Calma aí.
15:41Ele deu uma entrevista...
15:42Pega a carta, pô.
15:43Olha o nosso Brix aí, ó.
15:44Olha a turma.
15:45Está de Brix, hein.
15:46Olha a turma nossa.
15:48Ele deu uma entrevista...
15:49Ele deu uma entrevista, o Trump, na Fox News, em 8 de novembro de 2024, para o Tucker Carlson.
16:02E ele fala o seguinte, olha, a gente pode perder a hegemonia do dólar.
16:07E isso significa se tornar um país de segunda linha.
16:11Se a gente perder...
16:12O Trump falando.
16:13Não é o Alan falando.
16:14Campanha política, bicho.
16:15Não, meu amigo.
16:16Campanha política, velho.
16:16É o Trump falando.
16:17A gente não pode perder a hegemonia do dólar.
16:21Se a gente perder, a gente se torna um país de segunda linha.
16:24Equivale a perder uma guerra mundial.
16:26E a gente está perdendo o Brasil.
16:29Ele fala categoricamente.
16:31Antes da cúpula dos BRICS, no Rio de Janeiro, na cúpula do Cazaquistão,
16:35o Brasil, juntamente com a China, inicia um movimento de criar um sistema de pagamentos
16:42que era para não utilizar o dólar.
16:44Isso foi o Lula que falou, pô.
16:46Não, então, mas...
16:46É o Lula e o Maduro.
16:47Mas é isso que irrita.
16:48Os dois.
16:48Nem o Putin comprou isso aí.
16:50Nem o Putin.
16:51Mas é isso que...
16:52Mas a gente está falando a mesma coisa.
16:53É isso que irrita muito o Trump, entendeu?
16:56Mas o discurso não é ação, pô.
16:56Porque, não, não é só o discurso.
16:59O Brasil encabeçou esse movimento junto com a China de substituição do dólar.
17:03É verdade.
17:04Isso enfurece o Trump, entendeu?
17:06E agora ele está dando um recado.
17:08É isso.
17:09Isso eu concordo contigo, viu, Diogo.
17:11É uma questão geopolítica e ideológica.
17:14Mas, fundamentalmente, no meu entendimento, tem muito a ver com o dólar.
17:17Não, mas eu não acho ideológico, eu acho estratégico, Alan.
17:20Por exemplo, deixa eu acrescentar um ponto aí.
17:22Tem uma diferença entre o discurso que você faz para ganhar apoio popular e a sua agenda real.
17:27Quando a gente olha para essas lideranças e espera como agenda real o seu discurso,
17:31a gente descola da realidade.
17:33Então, por exemplo, para você convencer o americano de que a censura no Brasil é importante,
17:37para você convencer o americano de que o impacto no Brasil é importante,
17:39você precisa atingir alguma coisa que toque no americano, que importe para ele.
17:44Então, a hegemonia do dólar é algo importante para os americanos.
17:47A liberdade de expressão é algo importante para os americanos,
17:51quando promovida ou não por empresas americanas.
17:53Então, ter um inimigo internacional comum que torna o Brasil associado a esse inimigo
17:58torna as causas do Brasil importantes.
18:00Então, eu vejo nesse discurso do Trump uma preparação para o que ele está fazendo agora.
18:04Perfeito.
18:04Eu não vejo como o que ele realmente...
18:07Há uma diferença entre o que uma liderança internacional diz que vai fazer
18:10e o que ela realmente quer fazer.
18:12Exato.
18:12Com relação à hegemonia do dólar, eu acho muito difícil.
18:16Quase impossível.
18:18Porque a própria China tem as suas reservas em títulos americanos.
18:21Exatamente, a China é tomada.
18:22Não, eu também acho.
18:23O organista está muito Bloomberg aqui.
18:25Não, não, mas isso preocupa ele.
18:26Ele falou categoricamente, né?
18:29Ele até hoje...
18:30Com um artifício retórico, esse é o meu ponto.
18:32O que ele fez foi cavar apoio para as ações que estão sendo tomadas,
18:35adotadas depois.
18:37Acho que esse é o ponto...
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