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Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador profissional de basquete, foi preso em flagrante após agredir sua namorada, Juliana Garcia dos Santos, com mais de 60 socos no rosto dentro de um elevador em Natal (RN). A prisão foi convertida em preventiva enquanto a Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio. Para falar sobre o assunto, o Morning Show entrevista o psicólogo Yuri Busin.
Apresentador: André Marinho
Reportagem: Liciane Viana
Entrevistado: Yuri Busin
Comentaristas: David de Tarso, Gustavo Mesquita, Mano Ferreira e Priscila Silveira
Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/TFn3qKBgFZw
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NotíciasTranscrição
00:00E olha só, pessoal, vale a pena a gente destacar aqui que o jornalismo da Jovem Pan segue acompanhando em cima do lance esse caso
00:05do ex-jogador de basquete que espancou a sua namorada com mais de 60 socos,
00:11o caso que vem roubando as manchetes e acendendo um baita de um debate, né?
00:14Afinal, o agressor deve responder por tentativa de feminicídio.
00:18Proponho que a gente vá agora direto para o Rio Grande do Norte,
00:20rumo à terra Potiguar, com a Liciane Viana,
00:23pra acompanhar o caso e trazer todos os detalhes.
00:27Liciane, palavra é sua.
00:28Olá, bom dia a todos, prazer estar aqui, infelizmente, pra falar de um assunto que não é nada bom, né?
00:34Agressão contra a mulher, um assunto que gerou muita comoção aqui no Estado, a nível nacional.
00:40Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos.
00:43Esse é o nome do agressor, ele tá preso no centro de triagem de Parnamirim,
00:49região metropolitana aqui de Natal, tá numa cela isolada,
00:53mantendo apenas contato com seu advogado de defesa.
00:56Ontem, ele passou por uma nova audiência de custódia.
01:00A justiça manteve a sua prisão preventiva, ele que tá sendo acusado por tentativa de feminicídio.
01:07No depoimento na delegacia, o Igor, ele alegou que tem síndrome do espectro autista,
01:14que no momento em que ele deu 60 socos, mais de 60 socos, na vítima Juliana Soares,
01:20ele teve um surto claustrofóbico.
01:24Esse foi o motivo que o Igor usou pra ter agredido a sua namorada, né?
01:31Como você falou, ele é jogador de basquete, já chegou a jogar profissionalmente,
01:36mas, segundo informações que nós apuramos, ele possui histórico de agressões.
01:41A vítima, Juliana Soares, teve seus primeiros atendimentos no maior hospital do Estado,
01:46do Hospital Valfredo Gugel, nesta terça-feira, devido ao excesso de...
01:53...depoimento sobre o assunto, ainda foi escrito à mão, por ela não conseguir falar.
02:00Nós conseguimos contato com o responsável pela cirurgia da Juliana,
02:05o cirurgião bucomaxilofacial.
02:07Ele nos confirmou que ela tá fora de perigo, tá estável, tá em casa com uma dieta líquida,
02:13vai precisar de uma reconstrução de diversas partes da face dela,
02:18como a reconstrução da mandíbula, especialmente do lado direito,
02:22que foi onde ela levou os mais de 60 socos.
02:25A cirurgia ainda não tem uma data específica pra acontecer,
02:28porque, de acordo com os cirurgiões, a área tá com tanto hematoma,
02:32com tanto edema, que eles precisam que diminua pra que seja feita uma nova avaliação do caso.
02:39Mas que tudo pode acontecer na próxima sexta-feita,
02:42vai ser realizado num hospital particular, aqui em Natal,
02:45que presta serviços para o SUS.
02:47Juliana tá em casa, rodeado de amigos, tá estável, como falei,
02:51a família dela iniciou uma vaquinha nas redes sociais
02:54pra tentar bancar os custos do tratamento dela, né?
02:58Esse caso tá sendo acompanhado pelas autoridades de proteção à mulher do Estado.
03:03A gente segue acompanhando esse assunto triste, de muita indignação,
03:07e volta a qualquer momento com mais informações pra vocês.
03:11Eu vou te contar um negócio, Luciane.
03:13Desde que eu tô nessa posição apresentando esse programa,
03:16a gente já repercutiu muita tragédia, casos verdadeiramente macabros.
03:19Mas, ainda assim, mesmo tentando colocar ali um filtro
03:22pra obscurecer um pouco ali a imagem,
03:25o pessoal é de revirar o estômago aqui, ver a brutalidade que esse verme
03:30verdadeiramente acabou engajando ali com alguém que ele supostamente tinha afeto, né?
03:35É de uma insanidade, assim, indescritível.
03:37Obrigado pela presença, a gente vai repercutir com a bancada.
03:41É difícil, assim, acho que só com alguém que tenha conhecimento de causa e propriedade aqui
03:44pra talvez tentar fazer com que a gente acesse,
03:47pelo menos tentar fazer um esforço aqui pra entender o que pode ter passado
03:50na cabeça desse animal.
03:5211 horas e 41 minutos, estamos de volta aqui pra todo mundo que tá nos ouvindo
03:55pela rede Jovem Pan de Rádio também.
03:56Pessoal, aqui um verdadeiro caso de revirar o estômago macabro.
04:00Realmente, as imagens são inacreditáveis, com I maiúsculo,
04:03de um ex-jogador ali no Rio Grande do Norte,
04:05respondendo por tentativa de feminicídio,
04:07desferindo soco atrás de soco,
04:09realmente marteladas no rosto,
04:11e o que ficou absolutamente desfigurado
04:13é da namorada dele num elevador de condomínio.
04:16As imagens do circuito interno acabaram gravando
04:18e sendo necessárias pra poder, enfim,
04:21colocar esse sujeito, essa fuça desse quadrúpede
04:26que a gente tá adiante aqui nesse momento
04:27e que merece, e que vai acender a próxima discussão aqui
04:30no debate aqui do palco do Morning Show, pessoal,
04:33que eu vou acionar aqui o psicólogo Yuri Buzin.
04:36Afinal, meu querido, obrigado pela presença aqui
04:37já do time de colunistas aqui do Morning Show,
04:39entende tudo e mais um pouco sobre a mente humana.
04:41Esse é um daqueles casos difíceis da gente dar qualquer
04:43mínimo esforço pra tentar entender o outro lado.
04:46Mas o que leva, afinal de contas, alguém a fazer algo tão violento,
04:49tão macabro, tão avassaladoramente brutal
04:52com alguém que ele diz amar?
04:54Isso foge da compreensão de qualquer um que tiver o mínimo de decência,
04:59porém, tudo bem que essa cena aqui chocou,
05:01mas é muito mais recorrente do que a gente imagina
05:04cenas como essa, né, doutor?
05:05Sem sombra de dúvida, eu acho que é um tema
05:07muito importante a gente falar.
05:10É um tema muito drástico, sem sombra de dúvida,
05:12e a gente tem que sim lutar muito com tudo
05:14com relação a todo esse processo,
05:17porque apesar de a gente tentar entender,
05:20não quer dizer que a gente vai justificar atos desse jeito.
05:23A justificativa, ela não vai levar a gente a ter uma correção.
05:28De qualquer forma, eu acho que a gente tem que entender o seguinte,
05:31o amor, ele não é posse.
05:33Ele não é uma posse sobre o outro.
05:35Não dá direito em nada sobre o outro.
05:37E a gente confunde muito o amor com posse.
05:39A gente confunde muito as nossas emoções
05:42com as emoções do nosso parceiro,
05:45do nosso amiguinho ali,
05:46de outras pessoas ao nosso redor.
05:48Isso não é uma justificativa de forma alguma
05:51a qualquer violência.
05:53Isso deve ser, sim, muito bem corrigido
05:55pelas autoridades,
05:57e não pelas nossas próprias mãos.
05:58E isso também é um detalhe muito importante,
06:00porque a partir do momento que a gente vê isso,
06:02as nossas raivas também aparecem.
06:04As nossas nuances também aparecem.
06:06Então, sem sombra de dúvida,
06:07este ponto que estamos vendo agora,
06:09neste vídeo,
06:10que é extremamente drástico,
06:11extremamente triste,
06:12sem sombra de dúvida,
06:13tem que ser corrigido.
06:14A pessoa da qual passou por isso
06:17vai precisar de muito tratamento, sim.
06:19Toda essa parte que a família está fazendo
06:20de uma vaquinha,
06:22que é uma vaquinha para a reconstrução facial dela,
06:24eu iria muito mais além,
06:26que é de pagar outros tratamentos,
06:28apoio psicológico,
06:29todo esse processo,
06:30e até eu me coloco à disposição da família,
06:32se a família quiser,
06:33eu e minha equipe,
06:34para que a gente dê para ela
06:35todo esse suporte no pós-trauma que aconteceu,
06:38sem sombra de dúvida,
06:39vai precisar de muito amparo e acolhimento.
06:42É, e naturalmente aí,
06:43houve já uma grande comoção nas redes sociais
06:46e buscando, de alguma forma,
06:48enfim, pensar como que se estava
06:49dentro de um elevador,
06:51num condomínio,
06:51como que não houve ali uma tentativa
06:52dos, não sei,
06:53dos seguranças ali
06:54que estavam de prontidão
06:55para tentar intervir de alguma maneira.
06:57Talvez até o pessoal ali
06:58na busca de tentar culpar alguém,
06:59até, de alguma forma,
07:00tentando depositar essa culpa,
07:03essa cobrança em vizinhos
07:04que teriam sido cúmplices
07:05ou omissos de alguma forma,
07:07eu acho que tem que ficar
07:07tão somente no lombo
07:09e por muito tempo
07:11desse verdadeiro animal
07:13que a gente está tendo o desprazer
07:14de mostrar aqui, pessoal.
07:15E não há nenhum exagero.
07:16Eu nunca vi a maior casa
07:17de selvageria explícita
07:18e o enquadramento da justiça
07:20está corretíssimo, né, mano?
07:21É uma tentativa de feminicídio, sim.
07:22Claro, e precisa ser punido
07:24no máximo rigor da lei.
07:27Agora, eu queria fazer
07:28uma pergunta para o Yuri,
07:29porque ele diz ter
07:31síndrome do espectro autista
07:33e claustrofobia.
07:35O que é que isso tem
07:36de relação com esse comportamento?
07:39Vamos lá.
07:40Primeiro, vamos entender
07:41o que é claustrofobia.
07:42É um medo muito intenso
07:43de ficar aprisionado em algum lugar.
07:46Pode ser no elevador,
07:47pode ser no avião,
07:48pode ser em outras coisas.
07:49São fobias que a gente tem
07:50em vários momentos da vida
07:51e tem algumas pessoas que têm mais,
07:53tem outras que têm menos,
07:53e assim por diante,
07:54como de aranha, por exemplo.
07:55Muita gente tem fobias de aranha.
07:57Isso não justifica o ato
07:59agressivo, tá?
08:01É um medo.
08:02Fobias são medos, ponto.
08:04A reação ao medo
08:05já é uma integridade dele,
08:07da personalidade dele.
08:09Porque muitas pessoas têm medo
08:11e geralmente na claustrofobia
08:12a pessoa fica mais acoada,
08:14ela fica mais chorosa, né?
08:16Fica com medo,
08:17mas em posição mais fetal,
08:19vamos dizer assim, né?
08:20Porque ela não sabe como reagir.
08:22Agora, o espectro autista
08:23já é uma outra coisa
08:25onde não tem nada a ver
08:27com as fobias,
08:28mas pode sim ser comitante ali,
08:31pode ter essa composição
08:33de ter um espectro autista,
08:34ter ansiedade e assim por diante.
08:36O que quer dizer o quê?
08:37Que existe uma dificuldade empática
08:39se ele realmente for autista,
08:42que eu não faço realmente
08:44a mínima ideia,
08:44mas vamos tomar como uma hipótese
08:46que sim,
08:47tenha ali um grau de autismo,
08:48que vai precisar ser atestado,
08:49vai precisar ser retestado,
08:51vai precisar ter um monte
08:51de investigação sobre isso.
08:53Existe uma dificuldade empática
08:55onde não tem uma interação social
08:56muito boa,
08:57tem dificuldades muito maiores
08:59em vários quesitos
09:00e muitos autistas mais graves
09:02sim são agressivos, tá?
09:05Mas a claustrofobia em tese
09:06devia levá-lo a uma conduta
09:09muito mais restritiva, né?
09:11E não agressiva.
09:13Geralmente sim, tá?
09:14Com relação ao autismo, tá?
09:16Isso é bem importante.
09:17Existem pessoas que têm
09:19autismo grau 1, 2,
09:21mais leves, mais moderados,
09:22mais graves,
09:23e assim por diante.
09:24Quando tem um grau
09:25muito leve de autismo,
09:26não tem, geralmente,
09:28essa capacidade agressiva
09:29desse gênero, tá?
09:30Mas quando tem
09:31um grau muito elevado
09:33de autismo,
09:34onde é como se fosse, tá?
09:35É uma analogia simplista,
09:36mas é um homem
09:37das cavernas ali, sabe?
09:39Então ele não tem
09:39essa sabedoria,
09:40ele não consegue compreender,
09:41não tem
09:41condição emocional
09:45de controle, tá?
09:46E geralmente a gente vê isso
09:47muito com criancinhas, né?
09:48Quando elas são mais autistas ali,
09:50a gente vai vendo que
09:52elas acabam batendo nos pais,
09:54mas elas não batem nos pais
09:55porque elas querem agredir os pais, né?
09:57Porque não tem ali
09:58um comportamento ali
09:59de controle,
10:00não consegue compreender
10:01e assim por diante.
10:02Quer dizer que aquilo ali
10:03é aceitável?
10:04Não, não quer dizer
10:05que é aceitável.
10:06A gente compreende
10:06pela dinâmica do autismo.
10:08Mas no caso dele ali,
10:09acredito até pelo histórico
10:10que vocês estão,
10:11que tá todo mundo comentando,
10:12que poxa, era um atleta,
10:13ele tinha outras habilidades.
10:14Exatamente.
10:15Bom, um autista vai jogar
10:16em vários clubes do Nordeste,
10:17basquete?
10:18Quer enganar quem, meu parceiro?
10:19Você tá louco?
10:20Você tá louco de acreditar
10:21numa ladainha desse?
10:22Sinceramente.
10:23Não há pra ter nenhuma piedade
10:24com um sujeito
10:25que faz uma selvageria dessa, doutor.
10:27E ela também,
10:27no relato que ela fez por escrito,
10:29ela cita episódios anteriores,
10:31né?
10:31De agressividade.
10:31Que é geralmente recompensa.
10:33E um ponto que chama atenção, Yuri,
10:35é que ela coloca no depoimento, né?
10:37Que ele ficou com ciúme
10:39de um teor,
10:41de uma mensagem
10:42que nem era romântica.
10:44Jogou o celular dela
10:45e foi pro elevador
10:47esperar lá no bloco, né?
10:48Então, afasta um pouco,
10:49claro, a defesa dele
10:50que vai trazer as tratativas de tese,
10:53enfim, até porque
10:53se ele tiver o espectro autista,
10:55o direito penal
10:56pode eventualmente
10:57isentá-lo de pena
10:58e determinar ali
10:59uma internação, enfim.
11:00Mas eu acho que
11:01precisa também pegar
11:02essa seara do ciúme
11:03como você
11:04bem dizia há pouco, né?
11:05com relação a essa possessividade,
11:07essa questão de posse, né?
11:08Homem de verdade
11:09não bate em mulher,
11:10ponto final.
11:10Homem de verdade
11:11não bate em mulher.
11:12Isso é sintomático também
11:13de uma autoestima fragilizada
11:14para homens verdadeiramente
11:16fracos, inseguros.
11:18Recentemente,
11:18a gente repercutiu isso, né, Marinho?
11:19Outro caso também
11:20de um homem que agrediu
11:21uma mulher.
11:22Sim, sim.
11:23E pode ser, sim,
11:24que tem a ver muito
11:25com essa fragilidade
11:26do ego dele.
11:27Porque o ciúmes,
11:28ele é uma grande insegurança.
11:30Ele é uma forma
11:30de você achar
11:31que você vai ser trocado,
11:33traído, enfim.
11:34E você tem um campo
11:35fantasioso em cima
11:36dos ciúmes, né?
11:37Onde há apenas
11:38uma informação,
11:39muitas vezes você vai
11:40transitar em cima daquilo
11:41e você vai dar
11:43diversas conotações
11:44e assim por diante
11:44sobre aquilo ali.
11:45O ponto é,
11:46a partir do momento
11:47que houve aquele
11:48roupante ali,
11:49aquele ruído
11:50ou alguma coisa do gênero,
11:51não houve um controle,
11:52houve um descontrole.
11:54O que não justifica
11:55de forma alguma
11:56nenhuma agressividade.
11:59Sim, isso é
12:00abominável,
12:01pra usar uma palavra
12:02bem concreta.
12:04O ciúmes,
12:04ele é uma posse
12:05muitas vezes
12:05que a pessoa tem
12:06aonde confunde-se
12:08o amor,
12:09porque o amor
12:09é a liberdade,
12:10é você optar
12:11por estar com alguém,
12:12é você desejar
12:13estar com aquela pessoa.
12:14Então o amor,
12:14ele tem essa condição.
12:16E o ciúmes,
12:16ele é uma fragilidade
12:17interna do indivíduo.
12:19Não quer dizer
12:20que o outro
12:20esteja causando ciúmes,
12:21não quer dizer
12:22que o outro
12:22vai fazer alguma coisa
12:23nem nada disso.
12:24Mas quer dizer
12:24que existe uma fragilidade
12:26no meu eu
12:27que interpreta aquilo ali
12:28e obviamente
12:29é um sofrimento
12:30de ambos os lados.
12:31E o eu é tão frágil
12:31que ele ainda vem
12:32com desculpinha
12:33pra depois tentar
12:34explicar ou inaceitar.
12:36O único tratamento
12:37possível
12:38é cadeia, né?
12:40É, e aí vamos ver
12:41se ele vai ser
12:42claustrofóbico,
12:45claustrofóbico, sim.
12:45Dentro da cadeia,
12:46vai estar preso lá
12:47e com outros marmanjos,
12:48né?
12:48Vamos ver se ele vai representar.
12:49E também tem uma mania
12:50de culpabilizar a vítima, né?
12:52Ah, mas porque ela
12:53estava escrevendo.
12:54A culpa nunca é da vítima,
12:56a culpa nunca é da vítima,
12:57né?
12:57Digamos assim.
12:58Agradecer a presença
12:59do doutor Yuri Buzin
13:00desses temas aqui.
13:01Realmente,
13:02esse foi definitivamente
13:03bem difícil aqui
13:04de repercutir
13:05sem expressar
13:07um mínimo de indignação.
13:08O nome da menina
13:10da vítima
13:10a gente vai estar
13:11trazendo aqui
13:12só porque faz a questão
13:13aqui de mandar
13:13um abraço apertado
13:14e nossos mais sinceros
13:15votos
13:16pra Juliana
13:17poder se recuperar
13:18o quanto antes
13:18a dignidade dela
13:19e eu tenho certeza
13:20que ela vai.
13:21Porque ela é forte
13:22e muito mais forte
13:22que esse fraco
13:24escondido atrás
13:25dessa montanha de músculos
13:26tem um sujeito
13:27absolutamente destruído
13:28e um ser miserável
13:29que há de apodrecer
13:30na cadeia.
13:30Essa é a nossa expectativa.