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Em entrevista exclusiva, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) revelou detalhes da ida da comitiva brasileira aos EUA, afirmando que a “missão é distensionar a relação”. A comitiva, composta por senadores e representantes da indústria, busca negociar o tarifaço de Donald Trump e evitar impactos sobre as exportações. Os EUA preparam nova base legal para justificar a tarifa, já que a balança comercial é favorável aos americanos, não servindo a justificativa comum para amparar taxas. Trad afirma estar confiante em uma negociação positiva para evitar o cenário de retaliações.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/iMuxUN6htYg

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Transcrição
00:00Vamos falar sobre o tarifaço. O nosso entrevistado agora é o senador Nelsinho Trade, do PSD de Mato Grosso do Sul.
00:06O presidente está na Comissão de Relações Exteriores da Casa e ele está com a Comitiva Brasileira nos Estados Unidos.
00:11O objetivo é tentar diminuir a tensão tarifária e chegar a um acordo.
00:15O senador conversa com a gente. Muito obrigado por nos atender mais uma vez.
00:19Senador, boa noite. Muito bem-vindo.
00:22Boa noite, Tiago. Boa noite a todos os telespectadores, quem também nos acompanha nas redes sociais.
00:27Senador, eu já ouvi uma declaração do senhor dizendo o seguinte, que os senhores estão aí não para confrontar, mas sim para conversar.
00:36E eu começo perguntando, com quem que vocês devem conversar, com quem vocês vão falar?
00:40Alguém do governo dos Estados Unidos ou empresários daí?
00:44Qual que é o cronograma de trabalho que eu acho que a população, os nossos espectadores, todo mundo quer saber o trabalho de vocês aí nos Estados Unidos?
00:52Bom, nós temos, claro, na nossa cabeça, por ser do Legislativo, que nós não temos a prerrogativa de negociar.
01:02Essa prerrogativa é do Executivo.
01:05Mas nós temos o dever de provocar o diálogo.
01:08Isso nós vamos provocar, que é a missão e o intuito principal dela.
01:13Distensionar essa relação, procurar fazê-la ficar mais fluida, mais natural possível e estabelecer, primeiro, com os parlamentares americanos, um canal de diálogo para demonstrar aquilo que a gente já viu.
01:30Essa é uma situação ruim para o Brasil, mas também é muito ruim para os Estados Unidos.
01:36Claro, senador, imagino que com os parlamentares democratas vocês consigam falar com mais facilidade.
01:42E os republicanos, apesar de haver muita divisão dentro do próprio partido em relação a todo esse posicionamento de tarifas do presidente dos Estados Unidos, não é?
01:53É verdade.
01:54O parlamento, ele sempre foi plural.
01:57Ainda bem que é dessa forma.
02:00Aqueles que são mais, assim, de um extremo, eles ficam realmente com uma resistência maior, até para a gente poder sentar e dialogar.
02:11Porém, existem aqueles, sendo republicanos, que são de centro, que são mais, assim, afeitos ao diálogo.
02:19Esses já estão confirmados e nós devemos encontrá-los na terça-feira, além dos parlamentares da oposição daqui, que são os democratas.
02:29O que está em jogo nessa história toda é uma situação que afeta as duas correntes ideológicas.
02:37A economia de um país, são perda de empregos, perda de receita, faz com que o Estado que tem a negócio com o Brasil possa vir a sofrer.
02:48Então, a gente está levando uma farta documentação onde atesta e comprova tudo isso aí.
02:54Senador, eu vou passar a palavra para o nosso comentarista Túlio Nassa, que faz a próxima pergunta. Túlio.
03:01Boa noite, senador. Obrigado por atender a Jovem Pan.
03:05Senador, muito se fala sobre os motivos que levaram os Estados Unidos a esse tarifácio.
03:11E, principalmente, aquilo que os Estados Unidos querem em troca para que essa negociação seja eficaz, seja eficiente.
03:18Pensando que aí está uma comitiva de congressistas, evidentemente que um dos temas citados por Donald Trump é o tema que a gente pode reduzir aí no campo de atuação do Congresso Nacional ao PL da Anistia.
03:34Existe alguma posição dessa comissão em relação a falar sobre o PL da Anistia com os congressistas americanos?
03:42Bom, primeiro, a gente está diante de uma provocação que foi feita pelo presidente Trump através de uma carta.
03:54Nessa carta tem esse componente.
03:57Não se teve, até agora, nenhuma tratativa pessoal de diálogo entre as partes.
04:06E isso nós vamos provocar.
04:09A partir do momento que essa situação vier da parte americana para nós, de forma clara, como veio a carta,
04:18nós vamos, a partir daí, emitir um juízo nesse colegiado da comissão e levar o recado para quem tiver que levar no Brasil.
04:28Mas a gente precisa ouvir deles, porque até agora a gente está numa situação em que não se estabeleceu uma conversa, um diálogo,
04:39a fim de que a gente possa realmente entender o que está envolvendo toda essa situação.
04:46Uma hora fala que é a questão política, outra hora fala que é o posicionamento geopolítico do Brasil,
04:53outra hora fala que é o BRICS, outra hora fala que é a moeda digital para poder fazer frente ao dólar.
05:00Então, são várias interrogações que a gente precisa esclarecer.
05:04E sem conversar, nós não vamos conseguir esclarecer.
05:09Ô senador, um ponto que vem sendo discutido, pelo menos desde ontem,
05:13é de que o governo americano estaria buscando uma nova base legal para impor o talifaço ao Brasil.
05:19porque tem toda essa questão da balança comercial entre os dois países,
05:23ou seja, não se justificaria essa ação do governo americano.
05:27O senhor aí nos Estados Unidos, o que já ouviu falar sobre isso?
05:30Existe a possibilidade de ter uma outra justificativa para que o talifaço entre em vigor
05:36na sexta-feira da semana que vem, senador?
05:41Excelente a sua pergunta.
05:42Esse é um ponto sensível que a gente precisa também colocar na mesa para ter debatido, dialogado,
05:52porque o país brasileiro, o Brasil, assim como outros dois países,
05:57tem no equilíbrio da balança comercial um lado positivo para os Estados Unidos,
06:04que está buscando essa sobretaxa.
06:06Ora, se já tem um lado positivo, por que que se aplica essa sobretaxa
06:13numa balança que já pende positivamente para o lado de quem está sobretaxando?
06:20Daí veio o alerta de alguém que assessora essa questão e que disse,
06:28ó, da forma como está, não existe um caminho, vamos dizer assim, legal para poder aplicar.
06:37Precisa ter algum outro entendimento via decreto, via arrumação legislativa por parte deles,
06:47para que isso possa ser aplicado para quem tem o lado positivo da balança,
06:52conforme os Estados Unidos têm em relação ao Brasil.
06:55essa pergunta também está pairando aqui na nossa cabeça
07:00e a gente está esperando para ver como que ela vai ser esclarecida.
07:07Perfeito. Senador, mais uma pergunta. Túlio Nassa.
07:11Senador, olha, para que realmente essa comitiva seja efetiva,
07:16muito embora é louvável realmente a iniciativa de vocês estarem aí,
07:20procurar baixar o tom, procurar ouvir primeiro, né,
07:23o que quer os Estados Unidos, o que é possível fazer, o que não é possível fazer,
07:27mas para além disso, para que isso seja efetivo,
07:31a gente precisa analisar alguns pontos.
07:32Primeiro, o que o senhor mesmo falou,
07:34não faz sentido apenas a relação da balança comercial Brasil-Estados Unidos,
07:39porque os Estados Unidos é superavitário em relação ao Brasil.
07:42Então, me parece que há mais pontos aí que devem ser objeto desse tarifácio
07:48e que interessa efetivamente os Estados Unidos.
07:50Parece que a tarifa é um mecanismo apenas de pressão que os Estados Unidos se utiliza,
07:56mesmo tendo um certo prejuízo para eles, mas para alcançar outros objetivos.
08:01E aí, após o senhor ouvir dos Estados Unidos o que pode ter, de fato,
08:07nessa solicitação dos Estados Unidos,
08:11vocês estão preparados para tentar negociar sobre outros pontos,
08:15como geopolítica, como eventualmente financiamento,
08:19comprando óleo diesel da Rússia, temas mais sensíveis,
08:22ou os senhores vão ouvir, vão trazer para o governo brasileiro as reivindicações
08:27e, a partir daí, vai se começar uma tentativa de negociação.
08:31Ou seja, os senhores estão aí para negociar efetivamente
08:34ou para ouvir e para voltar com as informações?
08:39Também boa pergunta.
08:41Primeiro que não é prerrogativa nossa estabelecer negociação.
08:46Nós não temos a caneta na mão para poder fazer isso.
08:49Quem tem é o executivo.
08:52Segundo, a gente precisa, de forma clara,
08:55só nessa pergunta você aventou três hipóteses.
08:59A gente precisa ouvir, de forma clara, da parte americana,
09:04o que é que está realmente na linha de fundo dessa história aí.
09:09É uma dessas questões que você levantou na sua pergunta?
09:14A partir do momento que isso vier,
09:16nós vamos estabelecer, no retorno ao Brasil,
09:20a devolutiva do que a gente ouviu,
09:23a comissão tem essa legitimidade,
09:26ela foi aprovada pelo regimento do Senado,
09:29foi constituída de forma plural,
09:33e daí quem tem o poder da negociação,
09:35estabelecendo assim um canal de diálogo,
09:39é o governo brasileiro.
09:40O que não pode é a gente ficar sem saber
09:43e, a partir de primeiro de agosto,
09:46vir essa sobretaxa que vai prejudicar
09:49centenas de milhares de empregos no Brasil
09:52e vai afetar setores que não estavam preparados
09:57para poder receber uma situação como essa.
10:00Ora, todos nós sabemos
10:01que o empresário, ele trabalha com previsibilidade,
10:06ele faz os investimentos dele,
10:07ele tem a garantia jurídica
10:10de que aquilo pode ser feito
10:12para ele poder prosperar,
10:14ou não, dependendo do negócio que ele faz.
10:18Agora, algo que venha externo,
10:20da forma que veio,
10:21sem tempo para ele poder se organizar,
10:24no mínimo, não é razoável essa situação.
10:28Senador, uma última pergunta.
10:29O Congresso Nacional tem também
10:31como objetivo proteger
10:34o Brasil de interesses estrangeiros,
10:37os interesses que talvez não seriam louváveis.
10:40E, justamente nisso,
10:41eu queria perguntar,
10:42esse interesse do governo americano
10:44em relação às terras raras do Brasil,
10:47o senhor acha que isso mexe com a soberania
10:48ou é algo que pode ser discutido
10:51para evitar a taxação de 50%?
10:55É lógico que aquilo que pertence ao Brasil
10:58é soberano do Brasil.
11:00Mexe, sim, com a soberania.
11:02Nós não podemos,
11:03numa situação que já está complexa como essa,
11:07numa queda de braço,
11:09arriar com qualquer,
11:11alguma outra situação que venha a ferir
11:14a nossa propriedade,
11:16a nossa soberania,
11:17a nossa defesa.
11:18Isso faz parte, até,
11:20da nossa Constituição.
11:22Porém,
11:23tudo é interrogação.
11:25Você viu o que você perguntou,
11:27eu não consegui objetivamente te responder.
11:30Por quê?
11:31Porque eu também não sei.
11:32Por isso que eu estou aqui,
11:34formando, é,
11:35junto com os outros sete colegas,
11:37essa comissão.
11:38Para a gente poder ouvir claramente
11:40e passar para nossas autoridades competentes,
11:43para a imprensa,
11:44para a sociedade brasileira,
11:45o que a gente ouviu aqui.
11:47Perfeito.
11:48Senador Nelsinho Tradi,
11:49do PSD,
11:50mais uma vez,
11:51obrigado pela atenção,
11:52pela gentileza.
11:53E voltaremos a nos falar,
11:54aguardando o resultado
11:56dessa comitiva dos senhores.
11:57Muito obrigado.
12:00Eu que agradeço.
12:01Um abraço a vocês dois,
12:02a todos os telespectadores,
12:03quem nos acompanha pelas redes sociais.
12:06Estaremos sempre prontos
12:07para poder dialogar com a Jovem Pão.
12:09Muito obrigado.
12:10Obrigado.
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