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  • há 6 meses

Amazon seeks to enter the global rare earths market
Rare earths. At first, the term suggests materials that are difficult to find in nature. But in reality, they’re not that rare: they are minerals from a group of 17 different chemical elements that are relatively abundant in nature, but whose extraction — through separation from other ores — is complex. In addition to this exploration challenge, which few countries have mastered, these elements are currently highly important to the tech industry: they are used in the manufacture of various electronic devices, wind turbines, batteries, powerful electromagnets, and many other technologies. This makes rare earths — and the ability to extract them — key issues in global geopolitics. Brazil, considered to have the second-largest rare earth reserve in the world — behind only China, the top extractor of these elements — is seeking to insert itself into this global scenario. The Amazon is part of that effort: known reserves already exist in the state of Amazonas and in other areas under exploration. The country is expected to hold around 21 million tons of extractable reserves. Despite this enormous potential, rare earth extraction in Brazil is still at an early stage.



LIBERAL AMAZON

Amazônia busca se inserir no mercado global de terras raras
Terras raras. A princípio, o termo dá a ideia de materiais dificilmente encontrados na natureza. Mas na realidade eles não são tão raros assim: tratam-se de minerais de um grupo de 17 elementos químicos diferentes que são relativamente abundantes na natureza, mas cuja extração, por meio da separação de outros minérios, é difícil. Além desse desafio na exploração, que poucos países dominam, os materiais são, na atualidade, importantíssimos para a indústria tecnológica: são utilizados na fabricação de diversos equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas, baterias, eletroímãs potentes e muitos outros aparelhos. Isso torna as terras raras - e sua capacidade de exploração - questões chaves na geopolítica mundial. O Brasil, considerado a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, o maior explorador dos elementos, busca se inserir nesse cenário global. E a Amazônia também faz parte disso: já há reservas conhecidas no Estado do Amazonas e outros locais em exploração. A expectativa é que o País detenha cerca de 21 milhões de toneladas a serem exploradas. Contudo, apesar do enorme potencial, a exploração no Brasil ainda é incipiente.

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Transcrição
00:00Para além da questão da COP30, a Amazônia tem um papel central hoje no Brasil.
00:05E nesse sentido, a gente precisa de alguma forma entender que há um elemento importante aqui,
00:11é o elemento ambiental de um bioma frágil.
00:14Então a gente tem sim minério de ferro, a gente tem petróleo, a gente tem terras raras da Amazônia,
00:20mas a gente não pode sair explorando isso de forma irresponsável.
00:24As questões ambientais vêm em primeiro lugar, e isso se coloca claramente como um grande desafio para o Brasil.
00:29Como explorar, como desenvolver toda essa riqueza, garantindo a sustentabilidade de um bioma muito frágil,
00:37que é o nosso da Amazônia.
00:39E isso passa necessariamente por três coisas.
00:42Primeiro, parcerias internacionais que tenham projetos de investimento com respeito à sustentabilidade.
00:48Segundo, valorização dos centros de pesquisa daqui da região.
00:53São pessoas que conhecem a região, que não trazem tecnologias importadas,
00:57mas desenvolvem esses saberes aqui na nossa região.
01:00E terceiro, envolver nessa questão as comunidades tradicionais,
01:04porque quem mais sabe de Amazônia é quem está na Amazônia.
01:07E são mais, aqueles que são mais atingidos por essas pesquisas.
01:10Então tem que conjugar desenvolvimento, sustentabilidade e proteção ambiental.
01:15Com isso, nós conseguiremos garantir riqueza sem piorar as questões ambientais.
01:20Quando a gente fala em terras raras, nós não estamos falando efetivamente em terras difíceis de encontrar,
01:27como sugere o tema.
01:29Na verdade, são minerais, são elementos químicos que estão na natureza, misturados com outros elementos químicos.
01:35Eles são chamados de raros, exatamente porque a dificuldade é da extração e depois da concentração.
01:42Exige uma tecnologia própria.
01:43Mas eles são super estratégicos, porque esses minerais estão na base de toda a produção de equipamentos eletrônicos
01:51e especialmente de questões de armas, a questão bélica.
01:55Então nós temos um problema muito sério com relação às terras raras,
01:58porque é um interesse internacional muito grande.
02:00Terras raras, portanto, são elementos estratégicos de disputa de poder no mundo.
02:05E isso tem sido muito claro quando você tem países pobres que tenham esses elementos nos seus territórios.
02:12Porque há uma disputa internacional, inclusive, em função de guerras.
02:16Por exemplo, a guerra no Congo.
02:18A guerra no Congo, Congo e Ruanda, se por um momento foi dito que era apenas uma disputa entre dois países,
02:25hoje nós sabemos que é por causa dessas terras raras.
02:28Ruanda ataca Congo com os interesses da União Europeia, especialmente do Reino Unido.
02:33Outro lugar onde há disputa de poder no que se refere às terras raras é na Ucrânia.
02:38Os Estados Unidos têm dito claramente que ajudará a Ucrânia desde que ele tenha acesso a essas terras raras.
02:45A mesma coisa acontece, por exemplo, na Bolívia, onde Estados Unidos e China disputam esses minerais raros que estão na Bolívia.
02:52E nesse sentido, podemos dizer por isso que os grandes países têm interesse.
02:57E os pequenos países têm que se defender exatamente nessas condições de não ser apenas um projeto de subserviência deles com relação aos grandes países.
03:05E o Brasil é estratégico também nisso, porque precisa se preparar para essa guerra.
03:10O Brasil é estratégico nessa disputa por terras raras no mundo.
03:15Na verdade, o Brasil é líder em presença desses minerais.
03:19Eu estou falando de nióbio, eu estou falando de minério de ferro, eu estou falando de bauxita, eu estou falando de petróleo.
03:26Portanto, o Brasil é alvo também de interesses internacionais.
03:29E o Brasil precisa ter um plano estratégico por dois motivos.
03:33Primeiro, para proteger na sua soberania esses minerais.
03:37E por outro lado, também, produzir tecnologia suficiente capaz efetivamente de extrair esses minerais raros.
03:44E ao mesmo tempo, condensá-los a ponto de ser utilizado na sua indústria nacional.
03:49O Brasil precisa de duas formas proteger-se.
03:52Proteger-se dos Estados Unidos, porque somos zonas de influência dos Estados Unidos.
03:56E ao mesmo tempo, garantir investimento necessário para que possa desenvolver-se valorizando a sua economia.
04:03E tem uma coisa que eu acho interessante destacar aqui.
04:06É preciso que o Brasil invista em instituições de ensino superior e centros tecnológicos
04:11para que possa produzir riqueza a partir dessa extração, sem efetivamente criar problemas ambientais.
04:18E eu acredito que esse planejamento possa garantir, não só essa soberania desses minerais raros,
04:26mas garantir uma sustentabilidade na sua economia.
04:48E aí
04:56Obrigado.
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