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O influenciador Buzeira, nome artístico de Bruno Alexssander Souza Silva, virou assunto nas redes após sua luxuosa festa de casamento com Hillary Yamashiro, no último sábado (12). Durante o evento, a tradicional brincadeira da gravata ganhou uma versão inusitada: sem dinheiro vivo nem maquininha, os convidados doaram joias, relógios e correntes de ouro. A arrecadação teria ultrapassado os R$ 10 milhões, segundo relatos. O psicólogo Yuri Busin analisou o assunto.
Apresentador: David de Tarso
Comentaristas: Cinthya Nunes, Elias Tavares, Mano Ferreira e Sergio Zagarino
Entrevistado: Yuri Busin

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Transcrição
00:00A gente vai tratar agora, tem a relação com a ética, porque o influenciador buzeira, né,
00:04tá bombando na internet, ele que ganhou destaque nas redes sociais ao promover sorteio de carros
00:10e artigos de luxo, ele celebrou o casamento no último sábado após a passagem da gravata,
00:17foi o que chamou a atenção, porque em vez das pessoas contribuírem com dinheiro,
00:22foram artigos de luxo, colares de ouro, anéis, até mesmo relógios luxuosos,
00:28todos ali avaliados em 100, 200, até realmente 400 mil reais.
00:37A treta se deu após um dos convidados, o também influenciador Ítalo Santos,
00:41que se sentiu incomodado pela forma que foi abordado e também por pedirem os itens pessoais
00:48nas condições ali que estavam no casamento.
00:51E alguns convidados então se assustaram, e o Ítalo foi pra rede social dizendo
00:55olha, eu fiz, mas me arrependi, tive até uma crise de ansiedade por conta disso.
01:01Na minha época, o constrangimento que você tinha quando passava a gravata
01:04era se você não contribuísse, era o grito, né, da galera ali,
01:09pão duro, pão duro.
01:11Mas a pessoa contribuir com relógio, com cordão de ouro, realmente chama atenção, né?
01:18Chama muito atenção e eu acho que um dos pontos principais que a gente pode notar nesse sentido
01:22é a pressão do grupo, ou como o grupo ele acaba determinando muitas vezes o nosso comportamento,
01:27fazendo com que a gente faça alguma coisa da qual a gente não deseja.
01:31Isso é um efeito manada, pode também trazer algumas consequências como, por exemplo, ansiedade,
01:35e uma dificuldade de se posicionar, falando assim sim e não.
01:38E até fazendo um paralelo com essa questão do grupo e da pressão do grupo,
01:41é a mesma coisa quando a gente ouvia quando a gente era pequenininho,
01:43olha, não se envolva com alguém que usa drogas, porque dependendo do seu grupo,
01:47você dificilmente conseguirá dizer não, porque a pressão é muito alta.
01:51E dizer esse não é quase semelhante muitas vezes a você se colocar para fora do grupo.
01:57E você estar para fora do grupo, essa exclusão pode gerar bastante sensação negativa,
02:02que paralelamente a gente pode comparar ali com às vezes um tapa no rosto, mais ou menos,
02:07porque é a sensação da exclusão que dá dentro de um grupo.
02:09Então é bem interessante essa situação, para que a gente avalie individualidade,
02:13como a gente está vivendo uma sociedade atual vinculada somente a esse estético,
02:19a essa riqueza e assim por diante, e não mais a contribuição de alguma coisa cultural,
02:23que é, por exemplo, puxa, nós estamos aqui numa festa, vamos todo mundo ajudar e assim por diante,
02:28e acaba se tornando mais uma ostentação e uma forma muito grandiosa de aparecer novamente.
02:32Yuri, essa necessidade de pertencimento, de onde vem?
02:36Como é possível dar conta disso sem aderir ao grupo,
02:41quando o grupo quer algo que você rejeita?
02:43Nós somos seres sociais, isso já está dentro da nossa natureza,
02:47então a partir do momento que a gente existe, a gente quer o social.
02:50A gente vai querer, de alguma maneira, pertencer a alguma coisa,
02:52porque faz com que a gente sinta-se seguro e aceito, por isso que a gente tem o grupo.
02:57Se a gente for lembrar lá dos primórdios, a gente tinha o grupo para sobrevivência,
03:01a gente precisava daquilo para sobrevivência.
03:03A sociedade foi crescendo e aí, naturalmente, os grupos foram se otimizando, vamos dizer assim, né?
03:09Não é mais por uma sobrevivência mesmo de físico, mas sim por uma sobrevivência psicológica,
03:14aonde a gente sente pertencente a um grupo que vai fazer aquilo ali.
03:17A gente vai conseguir ter um posicionamento melhor a partir do momento que a gente tem uma identidade muito clara para nós.
03:23Então, quais são os nossos valores?
03:26Que dizer não não quer dizer que a gente está desagradando o outro, que o outro vai deixar de nos amar,
03:30que é uma coisa muito cultural aqui do Brasil, principalmente, aqui em São Paulo, por exemplo,
03:35a gente sempre encontra alguém e fala, a gente vai tomar um café, mas nunca toma, né?
03:40Porque, basicamente, a gente tem dificuldade de falar assim, não, eu não vou na sua festa.
03:44Porque é como aqui a gente estivesse falando que eu não quero a sua presença.
03:48Mas não é essa a realidade, a gente só está preservando, muitas vezes, uma individualidade,
03:51que naquele momento eu não posso, não quero, e está tudo bem com aquilo ali.
03:55Não quer dizer que esse ato tem a ver com o amor que eu tenho por você,
03:58ou com o respeito que eu tenho por você, mas a gente acaba confundindo isso.
04:02A nossa diretora Linaide soprou aqui no meu ouvido que, nessa brincadeira toda,
04:07ele arrecadou cerca de 10 milhões nesses itens que foram gravadas.
04:10Gente, casamento que valeu a pena, meu Deus do céu!
04:13É um investimento!
04:15Ô Yuri, você não acredita que, nesse caso, não existe amor, não existe sequer respeito,
04:19existe a necessidade apenas de aparecer na rede social?
04:23Porque, nessa condição, ele é um influenciador, quem estava na festa eram outros influenciadores,
04:27e talvez tenha criado esse sentimento de que quem dá mais?
04:29Quem dá o melhor presente para chegar em 10 milhões?
04:32Sim, também, que é a ideia de eu tenho que ser o melhor, né?
04:35Então, dentro de, obviamente, esse contexto, existe aí também a influência das redes sociais,
04:39de como que eu vou fazer para que eu apareça mais, de alguma maneira.
04:43Mas essa é uma pressão natural que existe ali dentro.
04:45É natural, tá? Que a gente envolva muito esses burburinhos com ostentação e etc.,
04:50que foi como ele cresceu, basicamente.
04:52Ele envolveu muito a ostentação, o desejo.
04:54Então, eu quero aquilo.
04:55Então, ele foi envolvendo cada vez mais o desejo,
04:58e outras pessoas ali foram comprando o desejo que ele tem para ter aquilo que ele tem.
05:03Mas não necessariamente aquilo que a pessoa quer, literalmente, né?
05:05Agora, só um adendo aqui.
05:07Ler influenciador me dói até o coração aqui, porque meu influenciador era Ayrton Senna, né?
05:14Foi em outras épocas aí, pelo amor de Deus.
05:16Muito debate.
05:17Se a gente for analisar os influenciadores, olha, vou te falar,
05:20sobram poucos aí para a gente realmente falar que influenciou de alguma forma.
05:25Mas na minha época de gravata, né?
05:27Faz tempo que eu não vou no casamento, inclusive.
05:28Se alguém quiser me convidar, aberto aqui.
05:30Estava 50 reais, estava bom, não era?
05:3250 anos.
05:33É, mas hoje em dia, também, com o Pix e tudo,
05:35eu faz anos que eu não saco dinheiro no caixa eletrônico.
05:38Como é que fica essa questão, né?
05:39Será que era no Pix mesmo? O pessoal adaptou?
05:41Adaptou, Ana.
05:41Tinha esse constrangimento, né?
05:43Da galera gritando pão durso.
05:45Tivemos um casamento que eu fiquei apertado,
05:46porque estava com a carteira.
05:48Eu falei, nossa, gravata.
05:50Eu falei, meu, vou ter que sair no caixa eletrônico.
05:52Procurei em 24 horas.
05:54Me usei a inteira festa para justamente nesse momento
05:57não ser pego desprevenido.
05:59Não tinha Pix ainda.
06:00É, com um real.
06:01Não, não tinha Pix na época.
06:02Por isso que eu falo, faz tempo que eu não vou no casamento.
06:05Pô, engraçado que faz tempo que eu também não vou no casamento.
06:08Será que as pessoas estão casando menos?
06:09É verdade, faz tempo que eu não vou no casamento.
06:11Automaticamente, né?
06:12Eu fiquei pensando, quanto tempo faz?
06:15Não, mas acho que eu fui faz pouco, mas ninguém passou mais nada.
06:17Até porque eu me recordo que a pessoa disse,
06:19ah, eu acho isso meio brega, assim.
06:22Não sei, até a expressão brega já é vintage.
06:24Mas acabaram dizendo, ah, não, não vamos fazer isso,
06:27porque é constrangedor, né?
06:29E me parece até que nesse caso,
06:31foi uma coisa meio coercitiva mesmo.
06:34A pessoa se sentiu, alguém disse lá
06:35que se sentiu obrigado a dar uma pulseira de 250 mil.
06:38Eu não tinha problema, eu nem tenho uma pulseira de 250 mil,
06:42então tá tudo certo.
06:43Mas é esse sentido que o grupo vai fazer de pressão mesmo,
06:47onde você vai ter bastante dificuldade de se posicionar,
06:50muitas vezes, para que você seja aceito naquele ambiente.
06:53Então, muitas vezes, as pessoas vão fazer milhares de movimentações,
06:56das quais não vão dizer um não.
06:59E aí, muitas vezes, o que aconteceu depois com esse influenciador,
07:02que ele teve uma crise de ansiedade,
07:03onde ele percebeu que ele fez um ato,
07:06se arrependeu daquilo,
07:07porque houve uma pressão maior.
07:09Então, ele teve uma crise ansiosa ali,
07:11ou seja, ele ficou um pouco mais agitado,
07:13pensando em certas situações,
07:15onde ele pode ter sentido que cruzaram o limite dele,
07:18e ele não conseguiu se posicionar,
07:19que é algo muito, muito drástico, muitas vezes,
07:22que, a partir de uma coerção,
07:24a partir de um pedido, a partir de uma pressão,
07:25a gente acaba cedendo, sendo coisas que a gente não pode
07:29e que a gente não quer.
07:30Então, é importantíssimo as pessoas entenderem os próprios limites.
07:33Olha, nesse caso, só uma coisa,
07:35é um ato jurídico anulável, viu?
07:36Porque é cometido com a ação.
07:39Então, de repente, olha, ainda dá para reverter isso aí.
07:43Bom, a gente vai continuar com o debate aqui,
07:45mas, para o pessoal da rádio,
07:47a gente encerra o Morning Show de hoje.
07:48Amanhã, a gente está de volta a partir das 10 horas da manhã.
07:51Tchau.
07:52Agora, o curioso é que a gente está falando desse sentimento
07:55que, no fundo, a pessoa praticou um ato
07:57que ela não queria para se sentir parte do grupo,
08:00mas esse sentimento é um sinal de que ela não se sente parte, né?
08:03Então, não resolveu.
08:06E tem gente que tem esse problema quase crônico, né?
08:09Nunca se sente parte do grupo.
08:11Tem um problema de sentir pertencimento.
08:13Tem, tem.
08:14Inclusive, uma das coisas que a gente tem que diferenciar para a vida
08:16é o que é sozinho e o que é se sentir solitário.
08:20O sozinho é quando a gente está num ambiente
08:21e a gente está sem ninguém, sem nenhuma interferência.
08:23Solitário é quando eu estou ao redor de muitas pessoas
08:27e não estou me sentindo pertencente àquele ambiente,
08:30àquele grupo e assim por diante.
08:32Então, mesmo que a gente esteja numa festa
08:34ou num show dentro do trabalho,
08:35a gente pode ter esse sentimento de solidão
08:38aonde a gente é incompreendido,
08:40aonde a gente tem valores diferentes,
08:42aonde a gente sente que a gente não pode dar a nossa opinião,
08:45que a gente não é acolhido.
08:46E esse sentimento é um sentimento muito dolorido
08:49e muitas vezes está atrelado a outros transtornos,
08:52como, por exemplo, a depressão,
08:53aonde você não se sente pertencente àquele local.
08:56Então, é legal a gente diferenciar isso,
08:58até porque as pessoas busquem, muitas vezes, tratamento
09:00e entendam que não necessariamente esse sentimento
09:02é algo que ela precisa lidar sozinha,
09:05mas que ela pode se ter ajuda sobre tudo isso.
09:08E também nessa questão da formação da identidade,
09:11da formação do, olha, eu não quero dar o que é meu,
09:13nesse sentido, eu não vou ceder a essa pressão
09:16e está tudo bem, porque não é uma obrigação.
09:17Rola um pouco também do efeito manada?
09:19Eu pergunto isso porque, recentemente,
09:21eu fiz um negócio que, assim, completamente condenável,
09:24depois até me deu uma ansiedade.
09:26O carro da frente passou no sinal vermelho,
09:27eu, sem perceber, passei também,
09:29e outro veio atrás passando.
09:30Então, assim, rola um pouco desse efeito manada também?
09:33Rola.
09:33O efeito manada é quando você pega o grupo
09:35e você se apoia na atitude do grupo
09:37para fazer aquilo ali com um sentimento
09:39que, talvez, se você não fizer, você vai estar perdendo.
09:41É, e está errado, né?
09:43Parece que você está errado.
09:43E está errado, por mais que você esteja errado.
09:45Então, você acaba indo nesse grupo
09:46porque você está se apoiando em, talvez,
09:49perder uma oportunidade que vai te beneficiar
09:51de alguma maneira, né?
09:52No caso ali de passar no farol vermelho,
09:55até são pequenas transgressões ali nesse sentido,
09:57mas, ainda assim, são até coisas maiores, né?
10:00A gente vê muito esse efeito manada
10:02com relação à bolsa de valores, por exemplo,
10:05onde todo mundo começa a vender,
10:06você nem sabe por quê, mas você está vendendo também, né?
10:08Se todo mundo está fazendo, eu vou fazer.
10:10Eu vou fazer, eu não sei de alguma informação, né?
10:12Então, você acaba seguindo ali a manada
10:14com um medo muito intenso
10:17de, talvez, perder alguma coisa.
10:19Uma das desculpas que podem ter acontecido
10:21nesse casamento não foi o efeito manada,
10:23foi o efeito cachaça,
10:24porque o cara tirar do relógio de 250 mil
10:27e dar para alguém,
10:29o cara normal, em condições normais,
10:31não estava, não.
10:33É, e agora tem um monte de arrependidos na internet, né?
10:36O dia, o dia posterior a uma cachaçada
10:40realmente tem os efeitos adversos.
10:42A pior ressaca é a moral, né?
10:44Exatamente.
10:45Financeira nesse caso, né?
10:47Financeira.
10:48Gente, a gente vai fechando por aqui
10:50o Morning Show de hoje, inclusive.
10:52Então, fica aberto aqui o espaço
10:53para que se você quiser me chamar
10:55para o casamento,
10:56eu estarei convidado,
10:58mas não vou fornecer relógios e tudo mais.
11:00Inclusive, o Sérgio Zagarino,
11:01que está solteirão,
11:03pode casar e me chamar,
11:04mas aí não tem pulseira,
11:05não tem relógio,
11:06não tem cordão de ouro, tá?
11:07Olha, eu vou entrar para a estatística
11:08do casamento distante, viu?
11:10Não sei se eu vou casar tão cedo novamente, né?
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