Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Os comentaristas Mano Ferreira e Jess Peixoto analisam delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e discutem se as declarações comprovam a tentativa de golpe de Bolsonaro em 2022.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/bdJK3cuEACA

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ

Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

#JovemPan
#MorningShow

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Durante essa última parte da sustentação oral ali do ministro, do relator, nós vemos que ele cita por nomes, né, cada um dos envolvidos.
00:10Isso pra sustentar também de que houve sim uma tratativa de plano de golpe, né, Mano? Você faz também essa interpretação?
00:17Exatamente. Agora o ministro Moraes se dedica a demonstrar a existência das reuniões envolvendo a cúpula das forças armadas,
00:28trazendo à tona os depoimentos dos comandantes das forças que corroboram que havia uma tentativa do então presidente Jair Bolsonaro
00:38de convencê-los a aderir ao plano golpista. Esse é um aspecto muito importante da denúncia, porque afinal de contas a tese da defesa
00:49de que Bolsonaro, como presidente, estaria debatendo questões de soluções constitucionais para a situação do país,
01:00não se sustenta, né, porque a discussão sobre a constitucionalidade de atos da presidência da república
01:09não é feita com chefes de forças armadas, né, é feita com assessoria jurídica.
01:14E afinal de contas qual seria o problema a ser resolvido nessa questão?
01:19O resultado eleitoral que não agradou o então presidente da república.
01:25Então essa é uma reunião que a simples existência dessa reunião é bastante complicada para a situação jurídica
01:34do presidente Jair Bolsonaro. Afinal de contas ele está tendo contra ele o depoimento de chefes das forças armadas
01:42indicados por ele mesmo e portanto insuspeitos de comunismo ou de qualquer tipo de comprometimento de credibilidade.
01:51Estamos falando dos chefes das forças armadas que portanto têm fé pública na sua declaração
01:59e ainda por cima fizeram isso em juízo.
02:02Jess?
02:04É, eu acho que aqui o personagem Mauro Cid mais uma vez é ilustrado, é rememorado
02:09em várias das ilações em relação à figura de Bolsonaro e atos de Bolsonaro
02:16e onde estaria e em tantas outras coisas.
02:18Tal como outras figuras, como ele acabou de citar aí o advogado da AGU, né, Advocacia Geral da União
02:26que teria sido consultado em relação a algo que poderia ser feito nesse cerne aí da situação de manutenção
02:33manutenção no poder. Só que o que eu queria rememorar também, o voto, a argumentação do ministro relator
02:39que caminha para a condenação, ele segue duas lógicas. Uma da própria PGR, da Procuradoria Geral da República.
02:48Então há vários pontos em que ele está ilustrando mais do que o Guanê fez, mas que está ilustrando.
02:55E nós também precisamos notar que ele tenta em vários momentos durante o voto
03:00engajar e até mesmo desconstruir determinadas falas das defesas que foram colocadas ali.
03:08Dois momentos me chamam a atenção. Uma em relação à produção de prova por parte do juiz
03:13que ele usa até como fonte em relação a isso o ministro Barroso, que não está na primeira turma.
03:19Isso diretamente em relação ao advogado do general Heleno, que ele coloca isso do juiz que participa da prova.
03:28Ele até advoga que é um benefício para o réu. E o outro momento é agora em relação à própria lógica de Mauro Cid.
03:37Por quê? Em vários momentos, várias partes e aí as defesas no geral, ela contestou, as defesas contestaram
03:45Mauro Cid e a figura de Mauro Cid, porque ao longo de todo esse período, ele mudou as versões diversas e diversas e diversas vezes.
03:54Moraes, ele em dado momento, reitera a colaboração de Mauro Cid. O que isso quer dizer?
04:01A defesa, ela quer passar a ideia e essa ideia faz sentido? Se você confiaria ali, teve até essa frase em alguém que mente
04:10para vocês reinteradas vezes. E no final das contas, eles atacam a credibilidade desta delação.
04:17Pela leitura do voto, nós vemos que a credibilidade da delação para o ministro Alexandre de Moraes,
04:25embora todos os momentos em que Mauro Cid de fato divergiu, mentiu ou mudou a sua história, permanece intacta.
04:33A argumentação do ministro também é que os atos, ou seja, o conjunto probatório,
04:39corrobora a versão final da delação de Mauro Cid.
04:44Então, ele busca sustentar o seu voto, não exclusivamente no que delatou Mauro Cid,
04:51mas nas provas que assessoram a narrativa construída pela denúncia, pela colaboração premiada.
04:59E para trazer também o aspecto de isenção, ele utiliza dizendo, olha, eles tramaram a morte
05:06tanto do ministro Alexandre de Moraes, dele mesmo, como também do presidente Lula,
05:12do vice-geral do Alckmin, mas eles iam atentar contra o Estado e não especificamente contra pessoas.
05:19Ou seja, ele está julgando de maneira isenta. Pelo menos ele quis trazer esse aspecto durante a sustentação oral.
05:23Entendo este aspecto, mas vamos ser sinceros, caso o plano seguisse, caso viesse aí uma situação muito lamentável
05:31de assassinato possível do ministro Alexandre de Moraes ou das outras partes, o presidente Lula,
05:38o vice-geral do Alckmin, as famílias que sofreriam seriam as deles, os corpos nos caixões seriam os deles.
05:45Então, é impossível que uma figura se distancie de uma tentativa de assassinato.
05:51Mas um aspecto que o ministro adiciona à argumentação é que, segundo o almirante Batista Júnior,
06:00houve também nessas reuniões a discussão sobre a eventual prisão dos demais ministros da Suprema Corte.
06:07Ele até faz a conta.
06:08A partir desse tipo de evidência, se fôssemos levar esse argumento até as últimas consequências,
06:16nenhum ministro da Suprema Corte poderia participar do julgamento.
06:20O que torna o argumento insustentável, porque, como estávamos discutindo na nossa rodada anterior,
06:29se a gente, do ponto de vista institucional, aqui deixando de lado as paixões políticas,
06:34se a gente concede a um réu a possibilidade de excluir um juiz da possibilidade da competência de julgá-lo
06:43em função de uma ameaça, estamos dando um caminho das pedras para a impunidade de qualquer grupo criminoso.
06:50Acho que tem uma... Mais uma vez eu reforço aquela mesma diferença, isso é anterior,
06:55então boa parte do que está sendo tido aqui como uma crítica ou como um ataque é anterior,
07:02até o próprio 7 de setembro, que o presidente Bolsonaro, Jair Bolsonaro, foi e falou e proferiu várias palavras
07:08sobre Alexandre de Moraes, que ele inclusive hoje leu.
07:10Essa situação da prisão, aí nós estamos falando não de Bolsonaro, mas nós estamos falando de membros que estão,
07:18réus que estão sendo julgados hoje e que também estão nessa lógica, mas que não é nada pessoalizado.
07:25Agora os ataques como o canalha, o plano do próprio assassinato, tudo isso é muito pessoalizado.
07:30E eu vou até além. Mano, você falou uma coisa que eu também acho que a gente precisa notar,
07:34que boa parte da lógica probatória está se baseando na declaração de outros.
07:39Então muitos testemunhos e depoimentos aparecem aqui em relação a essas menções,
07:46tanto como advogada GU, militares que também seriam ali testemunhas desse processo.
07:52Então não é só a declaração de Mauro Cid, mas é o quão a gente está se pautando em relação a vários testemunhos,
08:00a vários depoimentos de terceiros.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado