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O CEO da Retize, Vitor Marini, explica como a Copa Mundial de Clubes e a Copa do Mundo impulsionam o futebol nos EUA, atraindo marcas, patrocinadores e fãs. Entenda a estratégia de marketing por trás dessa aposta bilionária.

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Transcrição
00:00Estamos de volta para te provar que esporte e negócios tem tudo a ver.
00:05Vamos começar com a parte do esporte.
00:07O ranking de seleções da FIFA foi atualizado e a seleção brasileira segue na quinta posição.
00:15A divulgação da lista aumenta a atenção dos fãs do esporte para a finalíssima do Mundial de Clubes, que acontece neste sábado.
00:25A FIFA divulgou a mais recente atualização do ranking de seleções.
00:30A atual campeã do mundo, a Argentina, segue liderando a lista.
00:34O Brasil também não mudou de posição.
00:36A seleção do técnico Carlo Ancelotti aparece em quinto lugar.
00:40A segunda colocada é a Espanha, campeã da Eurocopa em 2024 e vice da Liga das Nações da UEFA este ano,
00:48perdendo a final para Portugal, que vem logo depois do Brasil, em sexto lugar.
00:52A terceira colocada no ranking é a França, finalista da Copa do Mundo de 2022.
00:58Seguida pela Inglaterra, finalista das duas últimas edições da Euro.
01:03Completam o top 10 do ranking.
01:05Holanda em sétimo, Bélgica em oitavo, Alemanha em nono e Croácia em décimo lugar.
01:11A maior ascensão em relação à última lista foi da Costa Rica,
01:15que pulou de 54ª para a 40ª posição.
01:19Já a maior queda foi da Jamaica, do posto 63 para o 70º lugar.
01:26Estou tão ansioso para essa final que estou até antecipando.
01:30Falei que acontece no sábado.
01:32Não, ela acontece no domingo nos Estados Unidos.
01:35A gente já falou do esporte, vamos falar dos negócios?
01:38E para comentar essas oportunidades que tem os patrocinadores, por exemplo,
01:43por trás do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA e a Copa do Mundo,
01:47que acontece em 2026 também nos Estados Unidos,
01:49Eu converso com o Vitor Marim, profissional de marketing e CEO da Retise.
01:56Obrigado pela presença aqui, Vitor.
01:58Eu queria começar, primeiro eu vou trocar de tela aqui para voltar,
02:03lembrando dessa final que acontece domingo,
02:06tem o PSG da França, o Chelsea da Inglaterra.
02:11Agora, Vitor, pode parecer uma contradição
02:14todo esse fervor acontecer nos Estados Unidos,
02:18que a gente sabe, cujo futebol, o soccer para eles,
02:22não está entre os esportes que mais agradam o público,
02:27que não atrai tanto o interesse do telespectador e daquele torcedor.
02:32Os estados estão lotados, mas dos estrangeiros que moram lá,
02:37dos descendentes latinos, que são muitos nos Estados Unidos,
02:40começo com essa primeira pergunta,
02:42o que está por trás de um interesse da FIFA
02:45em fazer um campeonato que vai atrair tantos fãs do futebol,
02:50mundo afora, onde o esporte, o futebol, não é tão difundido assim?
02:56Onde que isso faz sentido?
02:57Boa noite, Favali, tudo bem?
03:00Primeiro, prazer falar contigo e com a tua audiência na CNBC.
03:04Essa é uma realidade que tem mudado, né?
03:07Historicamente, o soccer, o futebol, como a gente conhece,
03:11não tem uma tradição gigantesca nos Estados Unidos,
03:16mas existe um projeto por trás da popularização do soccer via MLS,
03:21que é a Liga, que já data de mais de uma década
03:25e culminou principalmente agora com a chegada do Messi,
03:28um dos principais jogadores da história,
03:31dos jogadores mais vitoriosos que a gente tem acompanhado na história recente,
03:37participando da Liga pelo Inter Miami.
03:39Então, existe um grande crescimento e um aquecimento desse mercado nos Estados Unidos
03:45e cada vez mais tem atingido principalmente as populações mais jovens.
03:48ainda não tem o mesmo impacto e o mesmo volume de audiência
03:54das principais ligas que são acompanhadas por lá,
03:56que é a NFL, do futebol americano e da NBA principalmente,
04:01mas tem crescido por trás de um projeto.
04:04Então, o que a gente tem visto na Copa do Mundo de Clubes
04:07é consequência de um projeto que vai ajudar a alavancar ainda mais o esporte
04:12nacionalmente nos Estados Unidos, acredito.
04:15Agora, Vitor, não é a primeira vez que esse fenômeno acontece
04:18nos Estados Unidos, né?
04:20Se a gente voltar no tempo, na década de 70,
04:23o Pelé foi jogar no extinto Cosmos.
04:26Depois, em 94, teve a Copa do Mundo,
04:31o Brasil se consagrou campeão nos Estados Unidos.
04:34Então, a gente tem um esforço no final da década de 70,
04:37nos anos 90.
04:38Agora, passados 30 anos, de novo, na década de 20 do século XXI.
04:44O que está diferente desses outros períodos?
04:49A comunicação em massa, claro, ela é muito mais penetrante.
04:53Talvez seja aí uma facilitação maior desses outros episódios.
04:58Eu não vou dizer que eles foram frustrados,
05:00mas não se consolidou o sóccer como é, como você falou,
05:04o futebol americano, o basquete, o beisebol,
05:07os esportes a motor que os americanos tanto gostam.
05:09Perfeito. Fala, Vale.
05:12Tem algumas congruências de momento, realmente, né?
05:16Quando a gente fala do que tem acontecido hoje com o NFL,
05:20com o NBA, com a própria MLB,
05:22é um reflexo de um trabalho que começou a ser muito intensificado,
05:27principalmente a partir da década de 80,
05:29para transformar o espetáculo que é hoje essas ligas americanas,
05:34não só para o próprio consumo interno, mas para todo mundo.
05:37Eles aprenderam muito nesse período,
05:40coincidiu um pouco com a Copa na década de 90 também,
05:44a transformar o esporte em espetáculo, em entretenimento,
05:48e eles são, de fato, os melhores do mundo para fazer isso.
05:51O que tem de diferente agora é um esforço muito grande
05:54dentro da própria liga da MLS,
05:57que tem investido cada vez mais forte.
05:59Para você ter uma ideia, a MLS, no começo dos anos 2000,
06:03tinha apenas 10 franquias, nesse ano a gente já chegou ao número de 30 franquias
06:09disputando o campeonato.
06:11A taxa de franquia, de entrada para uma franquia,
06:14que era na casa de 10 milhões de dólares, lá no começo dos anos 2000,
06:18já passou para 300 milhões, mostrando o quanto que o mercado se fortaleceu
06:22para o consumo interno e também para o consumo externo.
06:26E recentemente, junto com a chegada do Messi,
06:29a Apple fez um grande contrato de direitos de transmissão,
06:32um contrato de 2,5 bilhões de dólares por 10 anos.
06:37Então, existe uma estruturação de dentro para fora
06:40para também fortalecer o soccer como uma liga vencedora nos Estados Unidos.
06:47Eu acredito que esse momento da Copa do Mundo,
06:50e já começou com a Copa América em 2024,
06:53tem a Copa do Mundo de Clubs,
06:55a Copa do Mundo Masculina em 2026,
06:57e ainda tem os Jogos Olímpicos em 2028,
07:00uma sequência de grandes eventos de grande impacto
07:03que vão ajudar a fortalecer ainda mais
07:05e consolidar esse trabalho de estruturação
07:08que foi feito com o soccer nos Estados Unidos.
07:10Vitor, obviamente que a conexão é óbvia.
07:13A gente tem esse Mundial da FIFA,
07:17que para o torcedor latino-americano é importantíssimo.
07:21O torcedor brasileiro tem os times que tem,
07:25o Mundial tem esse orgulho,
07:27o time que não tem é debochado pelos outros torcedores.
07:31Mas eu estou fazendo uma associação lógica
07:33desse Mundial de Clubs que acontece nos Estados Unidos,
07:36e o ano que vem a Copa,
07:38que acontece em três países,
07:40Estados Unidos, Canadá e México,
07:42e claro, a maior estrutura está dentro dos Estados Unidos.
07:45Certamente isso aqui já é um aquecimento.
07:48falando para a parte do marketing esportivo,
07:51que é a tua expertise,
07:52o patrocinador.
07:53Se a gente pegar essa imagem que nós fizemos aqui,
07:55nosso departamento de arte fez essa imagem,
07:57a gente vê no uniforme do PSG
07:59o símbolo da Nike,
08:01o patrocinador esportivo dos franceses.
08:04E é o mesmo que aparece na camisa do Chelsea,
08:09e é uma marca que dispensa apresentação nos Estados Unidos.
08:12Se a gente puxar da memória,
08:14os principais patrocinadores,
08:16quando a gente fala de futebol internacional,
08:19olhando para a UEFA,
08:21tem marcas de cartão de crédito,
08:23tem cervejarias,
08:24material esportivo,
08:26videogame,
08:27que já são marcas consolidadas
08:29dentro do consumidor americano,
08:32dentro da massa de consumo dos Estados Unidos.
08:34Mas tem marcas novas,
08:36que são comuns na América do Sul,
08:38na Europa,
08:38e menos comum nos Estados Unidos.
08:40Esta pode ser uma porta de entrada para essas marcas?
08:45Ou seja, eu estou vindo com um esporte novo,
08:47relativamente novo para o público americano.
08:50Vou me associar com esse movimento.
08:53O ano que vem, Copa do Mundo,
08:55vai ser na casa deles.
08:56Por mais que não seja o esporte preferido,
08:58fomenta uma curiosidade do telespectador,
09:02daquele que gosta do esporte de um modo geral,
09:04do público médico.
09:05Então, pode ser uma estratégia de entrada
09:07de uma nova marca
09:08no maior mercado consumidor do mundo?
09:12Sem dúvida, Favalli.
09:14Quando a gente para para analisar o futebol,
09:17o esporte como um todo,
09:18mas principalmente o futebol,
09:20ele é um negócio muito mais B2B do que B2C.
09:23O que isso significa?
09:24Significa que quem gera realmente faturamento
09:28e receita para as ligas,
09:30para os clubes,
09:32para quem detém os direitos de transmissão,
09:34é o relacionamento das marcas.
09:36Justamente porque é um momento de ápice de visibilidade.
09:40Hoje, dificilmente a gente tem
09:42qualquer tipo de evento ao vivo
09:44que tenha tanta gente acompanhando ao mesmo tempo,
09:46quanto transmissões esportivas,
09:48e principalmente o futebol e a Copa do Mundo
09:50é o esporte, é o evento ao vivo mais assistido do mundo,
09:55superando até os Jogos Olímpicos.
09:58Então, esse é um negócio gigantesco
09:59para o posicionamento das marcas,
10:01não só as que estão intrinsecamente ligadas ao esporte,
10:04como os patrocinadores de uniforme e de materiais,
10:09mas para marcas de diversos segmentos,
10:10como você trouxe.
10:12Se posicionar em um mercado tão estratégico
10:14quanto o mercado norte-americano para as marcas,
10:17e utilizar tanto a liga, essa preparação da MLS
10:21antes dos grandes eventos,
10:24mas principalmente chegar no grande evento
10:26e estar posicionado durante a transmissão,
10:29nos uniformes, nas placas publicitárias,
10:31é um negócio de um valor imensurável
10:34que traz um retorno muito maior
10:35que o investimento para a marca, com certeza.
10:38E quando a gente reúne isso
10:40a um dos maiores mercados consumidores do mundo,
10:42o maior mercado consumidor do mundo,
10:44que é os Estados Unidos,
10:45isso simplifica a enésima potência.
10:48E esse é um dos motivos também
10:49que a própria FIFA tem tanto interesse
10:52em levar o evento para os Estados Unidos,
10:54tanto a Copa do Mundo de clubes,
10:56quanto a Copa do Mundo também de seleções.
10:59Queria agradecer a conversa que eu tive
11:00com o Vitor Marini,
11:03que é profissional de marketing
11:04e CEO da Retise.
11:07Obrigado pelos esclarecimentos,
11:09espero que tenha sido a primeira
11:10de muitas oportunidades.
11:12Vitor, bom restinho de sexta,
11:14ótimo final de semana.
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