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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, prorrogou o inquérito que apura a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA.

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Transcrição
00:00O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ele prorrogou por mais 60 dias o inquérito que apura a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
00:12O ministro afirma que essa medida é necessária por conta de diligências pendentes que ainda precisam ser feitas.
00:19A prorrogação da apuração foi solicitada na semana passada à Polícia Federal.
00:24Eduardo Bolsonaro é alvo de um inquérito para apurar uma suposta obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
00:38Vou chamar os nossos comentaristas. O Luiz Felipe Dávila está com a gente? Deixa eu ver se o Dávila já está ok.
00:43Bom, daqui a pouco então o Dávila aparece e a gente pede para ele a reflexão e a avaliação dele a respeito dessa notícia.
00:51Então, começo essa com o Roberto Mota. Mota Supremo prorrogando a investigação por mais 60 dias contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
01:03Segundo as informações, a medida seria necessária por conta de diligências que ainda devem ser realizadas.
01:10É um caso muito nebuloso aos olhos de muitas pessoas porque há quem entenda que essa investigação nem deveria estar acontecendo, né?
01:21Muita gente pensa assim, Caniato. O exílio de Eduardo Bolsonaro e o inquérito contra ele formam mais um episódio muito complicado de se entender.
01:32Ninguém vai para o exílio por prazer. Principalmente uma pessoa que tem grandes possibilidades políticas.
01:42Mas a história está cheia de políticos que são forçados a se exilar e que depois retornam ao seu país de forma triunfal.
01:52Há vários caminhos abertos para Eduardo Bolsonaro. Ele pode se candidatar ao Senado, ele pode ser vice em alguma chapa ou pode até ser candidato à presidência da República.
02:06Eduardo Bolsonaro se transformou em um estadista com importantes contatos internacionais.
02:13Na conferência conservadora CEPAC, os Estados Unidos, no ano passado, ele foi citado nominalmente por Donald Trump no meio de um evento.
02:29Esse é fruto de um trabalho de muitos anos de disseminação das ideias certas.
02:36O trabalho de Eduardo Bolsonaro se destaca em um cenário político marcado pela mediocridade e pela venalidade.
02:48Chama o Cristiano Peraldo.
02:50Eu acho que o Dávila está preparado. Já conseguimos reconectar com o Luiz Felipe Dávila.
02:55Você, Dávila, a gente também quer escutar o que você pensa a respeito dessa prorrogação da investigação
03:01contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
03:04E aí a justificativa da justiça, da Suprema Corte, trata da necessidade de novas diligências.
03:12Agora, o que muita gente tem conectado é que essa determinação da Suprema Corte
03:19acontece um dia depois das manifestações de Donald Trump,
03:23que muitos entendem que poderia antecipar alguma medida que viria a ser tomada pelas autoridades americanas
03:33contra autoridades brasileiras.
03:35Primeiro, o que achou dessa prorrogação da investigação, determinação feita pelo Supremo
03:40e essa possibilidade de ter a ver com o que nós vimos ontem, aquelas manifestações de Donald Trump?
03:46É complicada. É sempre uma história complicada.
03:53Porque, no fundo, é um inquérito, de novo, por tempo indeterminado,
03:59que é um inquérito para se fazer pressão política em nome de uma vestigem de investigação.
04:09Por outro lado, você tem o presidente da República só fazendo desaforo aos Estados Unidos
04:15e as democracias avançadas e se aliando cada vez mais aos BRICS e às ditaduras,
04:21o que pode resultar em mais retaliação tarifária contra o Brasil.
04:26Ou seja, são vários assuntos misturados.
04:30O fato é que não se pode manter inquérito aberto por tempo indeterminado.
04:37Não se pode ter inquérito sigiloso.
04:40O Brasil precisa voltar à normalidade do Estado Democrático de Direito,
04:46devido ao processo legal, da presunção da inocência,
04:51porque senão não tem Estado Democrático de Direito.
04:53O que nós temos é decisões voluntárias, voluntariosas, subjetivas,
05:00que acabam aumentando a insegurança jurídica, a credibilidade das leis.
05:08E isso é apimentado por esse embate, hoje, de Donald Trump com o Brasil.
05:14Portanto, nada disso contribui para fortalecimento das instituições,
05:20para a credibilidade das leis, para a estabilidade do jogo político.
05:24Tudo o que o Brasil precisa fazer é voltar à normalidade.
05:27e, nesse sentido, o Supremo não coopera em nada.
05:32O Cristiano Beral também vai trazer as percepções dele a respeito dessa informação.
05:37O inquérito prorrogado por mais 60 dias contra Eduardo Bolsonaro.
05:42A justificativa que nós trouxemos há pouco é que novas diligências seriam realizadas.
05:47Algumas não foram feitas, diligências pendentes.
05:50Mas há quem conecte com a mensagem de ontem de Donald Trump, que há essa ideia.
05:57A tese defende que Eduardo estaria nos Estados Unidos tramando, articulando contra a República.
06:07E também há quem entenda que a prorrogação tem a ver também com a possibilidade
06:12de expirar o prazo dessa licença de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
06:19Enfim, são muitas reflexões a respeito desse episódio que envolve o deputado Eduardo Bolsonaro,
06:26filho de Eduardo Bolsonaro, que é apontado como uma pessoa, uma figura muito próxima
06:30a Donald Trump, também as pessoas mais próximas ao presidente americano.
06:36Deixa eu só receber as pessoas que nos acompanham pelas emissoras de rádio espalhadas por
06:40todo o Brasil.
06:41Cristiano Beraldo fará a análise a respeito da notícia que saiu há pouco.
06:46Suprema Corte Brasileira prorroga a investigação, o inquérito contra Eduardo Bolsonaro.
06:53A informação que temos é que novas diligências serão realizadas.
06:57Você, Beraldo.
06:59Renato, bom, temos dois aspectos dessa notícia.
07:03Primeiro, é esse Supremo Tribunal Federal que afasta-se do rito constitucional e vai
07:12atuando sempre com essas segundas intenções, as influências políticas.
07:18É o mesmo Supremo Tribunal Federal que vai fazer uma conciliação entre executivo e o legislativo
07:28sobre a questão do IOF e assim ele vai atuando com esses inquéritos que nunca acabam.
07:33Então, hoje, está tudo absolutamente desfigurado nesse funcionamento do judiciário brasileiro.
07:41E, neste caso, por que não, convenientemente, estender esta investigação e deixar este personagem
07:50que Eduardo Bolsonaro, que sai, se afasta do seu mandato, vai para os Estados Unidos
07:58com o declarado propósito de pedir ajuda ao governo norte-americano
08:06para pressionar o judiciário e, especialmente, a Suprema Corte Brasileira,
08:10então, o jogo se tornou político e o Supremo não se fez derrogado, entrou na disputa política
08:19sem a menor cerimônia.
08:21Então, esse é um aspecto.
08:23Entretanto, a gente tem a situação do próprio Eduardo Bolsonaro, que é importante a gente lembrar
08:29que Eduardo Bolsonaro, ele não está exilado.
08:33O exílio, na sua definição clássica, é quando a pessoa expulsa do seu país,
08:41ela é impedida de voltar ao seu país.
08:44Ele está auto-exilado, ele resolveu ir embora, ele resolveu deixar o Brasil
08:51e essa justificativa de que a situação para ele estava insustentável, isso não é verdadeiro.
08:58A gente verifica que o pai dele, que tem uma situação muito mais grave em relação à justiça,
09:06segue no Brasil, está aí enfrentando o seu processo, porque é assim que tem que ser.
09:10Por mais difícil que seja, por mais injusto que seja, é preciso se enfrentar às situações
09:17de cabeça erguida e responder pelos seus atos, sobretudo num processo, num julgamento
09:23que tem sido mantido público e as pessoas estão vendo tudo o que está acontecendo.
09:28Então, a situação dele ter ido para os Estados Unidos, porque acredita que nos Estados Unidos
09:34a sua esposa, suas filhas terão uma vida melhor, terão mais segurança, terão mais perspectivas
09:40para o futuro, que ele está correto em fazer essa leitura.
09:45Enfim, ele é um pai de família, tem que zelar pela sua família.
09:48Então, ele tomou a atitude que tomou.
09:51E aí, vamos ver qual será o próximo passo desse processo.
09:55Se vai voltar ao Brasil para ser candidato, se vai, mas isso não deveria importar para
10:01a questão judicial.
10:03Entretanto, hoje, como sabemos e falamos aqui todos os dias, tanto o ambiente político
10:08quanto o ambiente judicial estão completamente misturados e este é um problema gravíssimo
10:14para o Brasil.
10:15Pois é, são muitas informações, alguns episódios que se conectam a dúvidas a respeito de algumas
10:24decisões que são tomadas, qual seria a motivação.
10:27Deixa eu passar mais uma vez para o Luiz Felipe Dávila, porque Dávila tem uma informação
10:33que foi divulgada por um portal de notícias e Eduardo Bolsonaro teria participado de uma
10:38reunião com integrantes do governo norte-americano, especialmente pessoas do gabinete de Donald Trump.
10:44E aí, havia uma orientação para que Eduardo Bolsonaro evitasse de dar entrevistas ou confidenciasse
10:53informações que seriam confidenciais, especialmente em relação a possíveis sanções.
11:00É uma informação de bastidor.
11:02A gente não sabe exatamente se há um fundo de verdade ou não.
11:05Mas eu queria que você trouxesse a sua percepção sobre instrumentos legais para utilizar contra
11:16algumas figuras que não seriam de um grupo político, utilizar o aparato estatal para
11:21pressionar algumas figuras.
11:24Há esse receio que talvez o Eduardo Bolsonaro nem volte, talvez não participe do processo
11:28eleitoral.
11:28Muitas pessoas levantam essa possibilidade.
11:31Queria que você trouxesse um pouco o seu diagnóstico em relação a essa situação nebulosa, que
11:37envolve algumas figuras da nossa política, inclusive o receio de retornarem ao Brasil.
11:44Caniato, existe uma diferença gigantesca entre um país no qual as instituições funcionam
11:53de acordo com a lei, com a Constituição e um país no qual as leis dependem muito mais
12:03da interpretação pessoal, da subjetividade e até mesmo da arbitrariedade dos donos do
12:10poder.
12:11Essa é a grande diferença entre as democracias maduras e as democracias falhas, como é o
12:19caso da nossa.
12:19Então, quando se vê Eduardo Bolsonaro se movimentando nos Estados Unidos, conversando
12:26com autoridades, ele pode conversar com autoridade que bem entender, mas qualquer decisão não
12:32é baseada em relações pessoais, é baseada no respeito às regras e às instituições,
12:39instituições de Estado que não são manipuladas pela política e pelos agentes políticos.
12:47Então, um pouco deste teatro que lá o deputado consegue conversar, influenciar, não, política
12:56de Estado é política de Estado, não tem nada a ver com esse personalismo no Brasil.
13:01Isso é algo típico de democracias débeis ou democracias falhas, como é a nossa.
13:07Aqui sim, a autoridade tem o poder praticamente monocrático de decidir o que bem quiser, soltar
13:14corrupto, acabar com o lava jato, abrir inquérito por tempo indeterminado, desrespeitar todo
13:21o trâmite do direito à ampla defesa.
13:25Isso existe em democracias falhas, não existe em democracia madura.
13:28Portanto, é preciso dividir bem esse jogo.
13:31O problema não é Eduardo Bolsonaro tentando fazer com que as instituições republicanas
13:39dos Estados Unidos atuem contra determinadas figuras da política brasileira, do judiciário.
13:45Isso não tem o menor cabimento.
13:47Isso é fantasia na cabeça de qualquer um.
13:51Agora, o problema é Eduardo Bolsonaro retornar ao Brasil com esta subjetividade, este voluntarismo,
14:02essa história de inquérito aberto por tempo indeterminado e quanto isso pode lhe causar
14:06danos pessoais, inclusive impedir que ele dispute eleição ou amanhã ter um processo contra
14:12ele que acabe criando problema na sua carreira política.
14:16Então, esta arbitrariedade corre sim o risco de continuar pautando o jogo político, principalmente
14:24em relação a Eduardo Bolsonaro.
14:27Agora, quanto à utilização das instituições republicanas americanas para perseguir pessoas
14:34na política brasileira, isso é fantasia política.
14:38Isso não existe no Estado democrático, em democracias avançadas.
14:43Esse ponto é super importante porque vai na contramão do que a gente tem escutado,
14:49né, Dávila?
14:49Eu quero até escutar um Mota a respeito disso.
14:52O Dávila sublinha e destaca que os Estados Unidos são pautados pelo respeito, as regras
14:59e também as instituições.
15:00Mota, só que há uma tentativa intensa aqui na política brasileira, promovida por algumas
15:09figuras, Mota, de defender que Eduardo Bolsonaro estaria se utilizando do seu conhecimento,
15:18da sua amizade com figuras do governo norte-americano para influenciar Donald Trump, influenciar instituições
15:26norte-americanas a ajudarem o pai dele e prejudicarem figuras, autoridades brasileiras, né,
15:35defendendo a imposição de sanções contra autoridades brasileiras.
15:40Mota, em algum momento faz sentido para você, a depender do cenário, que uma instituição
15:47norte-americana iria se curvar a alguém por conta da amizade para tomar uma decisão
15:54como essa?
15:54Vamos separar essa questão em duas partes.
16:00Eu sou um simples engenheiro, eu não sou jurista, mas eu não conheço nenhuma lei brasileira
16:07que impeça um cidadão brasileiro de ir para um outro país, pedir ajuda a esse outro país
16:15para mudar a situação política aqui no Brasil.
16:17Na verdade, durante a minha vida, eu já vi várias vezes isso acontecer, por coincidência,
16:25quase sempre com políticos ou pessoas ativistas de esquerda, saem do Brasil, vão para outro
16:32país pedir ajuda para acabar com a tirania no Brasil, para prender determinado político,
16:40para julgar, mas já vi isso inúmeras vezes.
16:42Eu não me lembro de nenhuma dessas pessoas ter sido investigada ou ter sofrido qualquer
16:49tipo de repressão.
16:51Se não me falha a memória, vocês, por favor, me ajudem, porque a minha memória às vezes
16:57falha.
16:58Mas eu me lembro de uma declaração de uma autoridade há pouco tempo, dizendo que tinha
17:02pedido ajuda aos Estados Unidos para impedir que o Brasil caísse na ditadura em 2022.
17:09Não foi mais ou menos assim?
17:11Uma autoridade brasileira deu uma declaração assim?
17:14Então, eu não sei que ilegalidade estaria sendo cometida por um cidadão brasileiro,
17:22seja ele quem for, que sai do Brasil e vai para outro país e diz, vai, me ajuda aqui,
17:28pessoal.
17:29Me ajuda a restaurar a liberdade e os direitos fundamentais no Brasil.
17:34Me ajuda a restaurar a justiça.
17:36Qual é a lei que diz que isso é crime?
17:41Onde é que está escrito isso?
17:42Bom, a gente sabe mais ou menos a resposta, né?
17:46Hoje em dia tem uma conduta que é alguma coisa do tipo atentado ao Estado Democrático
17:52de Direito que vale para qualquer coisa.
17:54Por exemplo, eu posso dizer, o Beraldo agora tomou esse café aí de uma forma que é um
18:01atentado ao Estado Democrático de Direito, eu posso dizer isso, e cola, dependendo de
18:07quem é o Beraldo, essa conduta pode ser classificada como uma coisa perigosa, nunca foi antes na
18:14história do Brasil.
18:16Essa é a primeira parte.
18:18A segunda parte é que os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo.
18:23Eu pergunto a vocês, vocês sabem onde o elefante dorme?
18:27Resposta.
18:28Ele dorme onde ele quiser.
18:31Então os Estados Unidos conduzem a política externa deles da forma que lhes é mais conveniente,
18:39de acordo com a sua própria vontade.
18:41Era isso que acontecia durante o governo Biden.
18:45Foi isso que aconteceu durante o governo Obama.
18:48Durante todos os outros governos é isso que está acontecendo agora.
18:51Os Estados Unidos não precisa que ninguém vá lá contar a eles o que está acontecendo
19:00aqui no Brasil.
19:01Os Estados Unidos têm os melhores serviços de informação do mundo.
19:05E não é que as coisas que aconteceram aqui no Brasil foram feitas exatamente com
19:10descrição, sobre sigilo absoluto.
19:15Elas foram publicadas nas redes sociais, gente.
19:17O mundo inteiro ficou sabendo o que estava acontecendo aqui em tempo real.
19:23Então eu acho que eu posso ser perdoado se eu enxergar nisso mais uma ramificação da
19:32tentativa de tirar Jair Bolsonaro e todo mundo que é parente dele ou ligado a ele de uma
19:38ou outra forma no jogo político.
19:40Eu não vejo porquê Eduardo Bolsonaro vai ser punido por uma conduta que inúmeros outros
19:50brasileiros, inclusive autoridades, já fizeram.
19:54Sair do Brasil e falar mal do Brasil lá fora ou pedir ajuda do estrangeiro para mudar a
20:02situação aqui não é crime.
20:05Pelo menos nunca foi até agora.
20:08Pois é, e você, Beraldo?
20:10O governo norte-americano e as instituições dos Estados Unidos não tomariam decisões
20:17com base em amizade, né?
20:20Há muitos ingredientes para serem avaliados para tomar determinada decisão, não?
20:26Sem dúvida, Caniato.
20:27E é interessante, pegando o gancho no que o Mota falou, a gente vê essa incoerência,
20:34essa hipocrisia, a cara de pau de porta-vozes da esquerda brasileira que transformam a narrativa
20:43e o assunto conforme a conveniência.
20:45Eles não têm absolutamente a menor preocupação com a coerência.
20:50Aliás, me vem à cabeça um episódio durante um debate entre Kim Kataguiri e Tabata Amaral,
20:56num grande podcast brasileiro.
20:59Kim Kataguiri disse que o nazismo era algo tão repugnante que a própria população alemã
21:09deveria rechaçá-lo de forma absoluta a ponto de não ser necessário nenhuma medida legal para isso.
21:16Quer dizer, o ser humano deveria rechaçar o que aconteceu durante o nazismo.
21:22Pois bem, ele próprio, depois desta fala, foi taxado pelos defensores de Tabata Amaral,
21:28pela esquerda brasileira, como nazista.
21:31E teve que dar um milhão de explicações, enfim, até hoje responde sobre isso.
21:36Mas vejam que esta mesma esquerda brasileira, passados aí dois anos,
21:43ela defende o que os palestinos da faixa de Gaza fizeram contra os israelenses,
21:52entraram nas casas, mataram crianças, idosos, mulheres,
21:57e são defendidos pela esquerda brasileira.
22:01Então eles não têm absolutamente a menor preocupação com coerência.
22:06Eles sequer sabem o que é isso.
22:09A ex-presidente Dilma Rousseff foi a Nova York,
22:14usou a tribuna da ONU para dizer ainda à presidente,
22:19às vésperas do julgamento do seu processo de impeachment,
22:23para dizer que ela estava sendo vítima de golpe.
22:26Nos Estados Unidos, meus amigos e minhas amigas,
22:29estava lá a dona Dilma Rousseff acusando a política brasileira
22:33de aplicar um golpe contra ela.
22:36O que fez os Estados Unidos?
22:39Será que naquela época o governo americano olhou para esse discurso?
22:44Oh, companheira Dilma, isso é inaceitável.
22:48Somos defensores da democracia.
22:50Vamos mandar os nossos porta-aviões.
22:52Vamos invadir Brasília e impedir que você sofra um impeachment injusto?
22:58Ou será que o governo norte-americano passou a mão no telefone,
23:02ligou para o seu embaixador no Brasil, em Brasília,
23:08e disse que me faça um relato do que está acontecendo?
23:11E o que foi que eles ouviram do embaixador norte-americano?
23:15Certamente, há lei do impeachment, houve uma votação no Congresso,
23:22o que está programado é um julgamento presidido pelo presidente
23:25do Supremo Tribunal Federal, e não há absolutamente nada de legal no processo,
23:29que eventualmente, naquele momento, poderia levar Dilma Rousseff ao impeachment.
23:33Mas isso não a impediu de lá fazer o seu discurso.
23:37Agora, quando Eduardo Bolsonaro, ou tantos outros que estão nos Estados Unidos,
23:42e têm relações com o Partido Republicano e com o governo de Donald Trump,
23:47vão chamando a atenção para o que está acontecendo no Brasil,
23:51que na visão que nós temos, e que eles estão ali divulgando,
23:55há um excesso, há uma falta de controle na atuação do judiciário brasileiro.
24:02O governo americano não tomará medidas simplesmente porque alguém foi lá fofocar no pé do ouvido.
24:08O governo norte-americano, como disse o Mota aqui,
24:10tem o melhor sistema de informação do mundo, tem uma estrutura no Brasil
24:16que é de dar inveja ao próprio governo brasileiro,
24:19tem informação de absolutamente tudo o que acontece.
24:23Não é porque faz espionagem, não, porque são competentes,
24:25sabem o que estão fazendo, mandam pessoas competentes ao Brasil,
24:29tem diversos consulados pelas cidades brasileiras
24:33que estão observando o que está acontecendo.
24:35Então não há dúvida, nem equívoco e nem chance de alguma medida institucional
24:39do governo norte-americano ser tomada porque alguém foi lá choramingar
24:44aos pés de Donald Trump.
24:45Então é uma grande, a grande fantasia que a esquerda brasileira tenta vender.
24:51Pois é, Dávila, queria também te ouvir a respeito desse duplo padrão
24:54ou falta de critério porque algumas figuras que hoje fazem parte da base governista
25:00também já pediram ajuda a instituições e governos e figuras no exterior
25:07para reclamar e pelo menos apontar coisas que estariam fora da ordem aqui no Brasil
25:14em outros tempos.
25:15E aí, naturalmente, que a internet me ajuda aqui.
25:19Em 2017, o então advogado Cristiano Zanin foi à Inglaterra e à Itália
25:27justamente para denunciar a tese do judiciário, à época,
25:33que não estaria garantindo os direitos constitucionais ao atual presidente da República
25:37e defender que ele estaria sendo alvo de uma perseguição política.
25:42Para você ver, né, Dávila, a depender do lado do balcão que você estiver,
25:48você elogia ou critica, né?
25:52Mas, Canhato, essas reações são típicas do Brasil
25:57que acham que fazendo esse holofote fora do país,
26:03que vão ali tirar uma fotografia com uma autoridade
26:06e mostrar que estão denunciando abusos no Brasil
26:10e que essas autoridades ou essas entidades internacionais vão reagir contra o Brasil.
26:16Só que isso não funciona no Estado Democrático e Direito de verdade.
26:21Em democracia avançada, como eu disse,
26:23as instituições funcionam a despeito desse tipo de encenação, né?
26:29É o que eu estou dizendo aqui.
26:31O Eduardo Bolsonaro com a família Bolsonaro tem ótimas ligações com o presidente Donald Trump.
26:36O máximo que pode sair é um Twitter.
26:39Mas punição, ir para cima, tem muito mais chance dos Estados Unidos retalhar o Brasil
26:46e a Suprema Corte brasileira em relação aos desaforos,
26:51decisões desaforadas que atrapalharam a vida de empresas americanas no Brasil,
26:56do que a influência do deputado Eduardo Bolsonaro, entendeu?
27:00A gente tem que entender que numa instituição de Estado
27:04as coisas não andam sobre pressão, ligações pessoais ou amizades pessoais.
27:12Isso não vira política pública.
27:13Isso é coisa de país subdesenvolvido.
27:16Isso é coisa do Brasil.
27:17Se você é amigo lá do presidente do Supremo,
27:20ah, pode mudar a regra, tem influência,
27:21é amigo do presidente da República, as coisas mudam.
27:23Isso é coisa de país de quinta categoria.
27:27Não é coisa de primeiro mundo.
27:29Então, assim, essa ideia que você vai pegar um avião, vai para o exterior,
27:33e como bem lembrou o Motto e o Beraldo aqui,
27:37dessa turma da esquerda que ia lá reclamar,
27:39achando que aquilo estava fazendo um grande efeito na política interna brasileira,
27:43é zero o impacto, porque lá as instituições funcionam.
27:45Então, novamente, os Estados Unidos, como nação, as suas instituições,
27:53reagirão ao Brasil, possivelmente por causa de decisões abusivas
27:58em relação a cidadãos e empresas americanas.
28:02Não tem nada a ver com a família Bolsonaro.
28:05Isso aqui não é realeza.
28:07Antigamente era assim, dinastia funcionava assim.
28:09Uma família real casava com outro membro da família real,
28:12aí o Estado funcionava em defesa dos interesses dinásticos.
28:16Isso não existe no mundo da democracia plena.
28:19Então, a gente precisa saber, colocar os pingos nos isos.
28:23O que é mesmo a encenação e o que é uma atuação de Estado
28:27que pode prejudicar uma decisão de um país?
28:30O que nós temos que fazer é,
28:32qualquer manifestação de políticos em democracias maduras,
28:36é a encenação.
28:37Qualquer decisão tomada num país de democracia madura contra outro país
28:42é porque cidadãos ou interesses empresariais
28:47ou os de cidadãos americanos daquele país
28:50foram afetadas por decisões arbitrárias em demais países.
28:54O resto é conversa.
28:55O pessoal da nossa audiência também lembrou que em 2018,
29:01Glaze Hoffman concedeu várias entrevistas a emissoras internacionais,
29:05inclusive a Al Jazeera,
29:08denunciando que ela chamou de uma prisão política contra o atual presidente.
29:13E aí a pessoa questiona.
29:14Bom, naquela época ela não foi indiciada e investigada
29:18nem pela Polícia Federal, nem por nenhuma corte da Justiça.
29:22Agora, Mota, só para a gente encerrar esse assunto,
29:26eu vejo que tem muitas pessoas aqui que se manifestam
29:28imputando aos Estados Unidos uma responsabilidade e um poder
29:33que talvez o país não tenha em relação às coisas que acontecem aqui.
29:38Talvez a depender de uma manifestação, como disse o Davi,
29:41muitas vezes um post numa rede social pode fazer muita diferença,
29:46mas queria que você também se dirigisse a essas pessoas
29:49que entendem que, sei lá, em duas, três semanas,
29:51os Estados Unidos vão resolver todos os problemas do mundo.
29:54Você até certa vez falou,
29:56gente, é preciso ter calma,
29:57Donald Trump não vai colocar uma capa de super-herói
30:00e resolver todos os problemas.
30:01Queria que você trouxesse um pouco algumas pessoas também para a realidade.
30:05O que a gente pode esperar dos Estados Unidos?
30:10Defesa dos interesses americanos.
30:13É isso que a gente pode esperar dos Estados Unidos.
30:16Eu sei que tem muita gente que está amarga, desesperançada,
30:23e aí vê essas notícias,
30:25lê aquele post que Donald Trump fez e se anima.
30:31Acha que não.
30:32Agora vai ter algum tipo de ação americana
30:35que mude o rumo dos acontecimentos aqui no Brasil.
30:39Isso não vai acontecer.
30:41Eu acho que o que vai acontecer são ações pontuais,
30:47o que pode acontecer.
30:49Deixa eu mudar as minhas palavras.
30:51Eu não acho que isso vai acontecer.
30:55Até porque eu sempre penso,
30:58inúmeras vezes nós já ficamos nessa expectativa
31:01e não aconteceu absolutamente nada.
31:04O Donald Trump está num momento muito complicado,
31:06ele tem inúmeros desafios.
31:09Esse não deve ser o vigésimo, nem o trigésimo, nem o quadragésimo.
31:14Esse deve estar lá no fim da fila,
31:16esperando o momento em que ele tem algum tempo livre.
31:20Eu vou ali tomar um café,
31:21vou dar uma tacada de golfe
31:23e vou retomar aquela decisão do Brasil,
31:26na hora que me der vontade.
31:27Quem vai resolver a situação do Brasil são os brasileiros.
31:32Não existe nenhuma chance
31:34da gente sair do beco sem saída,
31:37onde o Brasil voluntariamente se colocou.
31:41E quando eu digo Brasil, eu quero dizer o Estado brasileiro,
31:44não o povo brasileiro.
31:46O povo brasileiro não tem nada a ver com essa confusão.
31:49Mas o Estado brasileiro se colocou num beco sem saída.
31:52Agora, alguém aqui vai ter que ter bom senso,
31:58uma visão do que está acontecendo,
32:01para sair do beco sem saída.
32:03Não vai ser o Donald Trump que vai retirar a gente.
32:06Então, eu acho que a gente tem que ter muito cuidado
32:10com essa expectativa inflada.
32:15O que a gente pode esperar é isso dos Estados Unidos.
32:17É uma defesa dos interesses americanos,
32:21que em determinados aspectos
32:25pode significar sim
32:28uma defesa dos interesses do povo brasileiro.
32:31Como, por exemplo, quando a gente vê
32:32esse festival de absurdos
32:37que agora estão empacotados
32:39sobre esse nome dos BRICS,
32:40que o BRICS parece que quer virar um G20 do mal.
32:44Então, talvez um despertador que toque
32:47e acorde algumas dessas pessoas
32:50que elas não podem dizer o que elas querem
32:53do jeito que elas querem
32:54e achar que vão criar uma nova ordem mundial.
32:58Não é assim que a banda toca, companheiro.
33:01Nesse momento, sim, eu acho que
33:02uma intervenção dos Estados Unidos
33:05pode ser muito benéfica para o Brasil.
33:07mas não, jamais, intervenção dentro do Brasil.
33:14Isso, meus amigos, meu caro espectador,
33:17meu caro ouvinte,
33:19isso é tarefa dos brasileiros.
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