00:00Vamos lá, vamos falar sobre o Lula, o Lula contra o cidadão, o exército de libertação popular está com todo apoio às novas ocupações do MST, não sei, não concordo, exército de libertação popular, mas eu gosto que você está sempre aqui, vou dizer que você mora no meu coração.
00:17Vamos lá, o Lula então disse aí que o país não pode ser refém do presidente do BC, o presidente voltou a atacar aí o Roberto Campos Neto, a taxa de juros, foi uma entrevista aí a Band News para o nosso querido Reinaldo Azevedo, para quem gosta daquela figura,
00:36e disse que o Banco Central tem que dar explicações para o povo brasileiro sobre a manutenção da taxa básica de juros, afinal de contas, o Lula já disse que não gosta, se não gosta não pode acontecer, imagina,
00:52que tipo de país democrático seria esse que a gente tem que conviver com opiniões diferentes, coisa estranha, esse país não pode ser refém de um único homem,
01:00fico me perguntando se tem que ser refém de vários, é engraçado porque as pessoas dizem que o presidente não pode criticar o presidente do Banco do Brasil,
01:08que é absurdo, claro que eu posso criticar, afirmou o petista, e disse que o Campos Neto tem que pensar em como reduzir os juros e que a economia não está crescendo,
01:19lembrando que o PIB subiu 2,9% no ano passado, viu, presidente, com juros de 13,75% desde, acho que em maio,
01:30não, mas para o fim do ano, no segundo semestre.
01:36Ah, e aí, rapaz, esse negócio do Lula falar isso é até meio cansativo, né, porque é uma...
01:45fica ruminando esse assunto, vai e volta, porque é aquilo, né, só para deixar claro quem é o inimigo, quem é o alvo,
01:54e se está dissatisfeito, está insatisfeito, leva o nome dele para apreciação no Congresso,
02:01vai que o Senado derruba ele, né, porque é isso que acontece, o presidente pode ir lá e falar,
02:06ó, não quero mais esse presidente do Banco Central porque ele não atingiu as metas nos últimos dois anos,
02:10e eu acho que a explicação que ele deu não faz sentido, e o Senado vai avaliar se tira ou não o Roberto Campos Neto.
02:17Fala isso, presidente, vamos trabalhar.
02:21O senhor pode criticar, obviamente, mas assim, né, não está levando ninguém a lugar nenhum,
02:28a não ser um constrangimento nacional com essa discussão boba.
02:31O Roberto Campos Neto, inclusive, não falou mais nada, né, depois daquela entrevista no Roda Viva,
02:37nunca mais falou sobre o assunto, que eu acho que é como a gente deveria tratar isso.
02:41E aí, o que aconteceu? O resto do pessoal está entrando na onda porque tem que agradar o chefe, né,
02:48chefe egoico.
02:52E aí, fala a nossa querida Simone Tebet,
02:55que o governo espera aí um gesto positivo do Copom sobre a redução dos juros.
03:03Ah, ela disse aí que o governo mostrou, ó, tivemos um crescimento acima das expectativas,
03:09nós estamos fazendo o dever de casa.
03:11Lembrando que esse crescimento, olha como são as coisas, né,
03:15o Lula fala que o país não está crescendo e tem que baixar os juros.
03:19A Tebet fala que o país está crescendo acima do esperado e tem que baixar os juros.
03:26Nem lá eles estão se entendendo.
03:28Nós estamos fazendo o dever de casa, consequentemente é possível um gesto,
03:32nós não queremos nenhuma generosidade, mas um gesto positivo a favor do Brasil.
03:37Vocês querem minha opinião sobre esse assunto?
03:40Eu vou dar mesmo que vocês não queiram.
03:42Eu imagino que a saída para o Roberto Campos Neto é na próxima reunião do Copom
03:48colocar na ata que ele vê com muito bons olhos a evolução que está tendo na discussão fiscal do Brasil
03:54e que o Banco Central comece a avaliar o processo de redução da taxa básica de juros.
04:05Pronto, isso já ajudaria, a curva de juros futura já cederia,
04:08o Lula talvez ainda não ficasse feliz, mas talvez ficasse menos descontente
04:13e aí a gente pode tocar o resto das coisas.
04:18E aí dentro dessas coisas do juros, você vê como as coisas vão ficando meio malucas?
04:22O Lindbergh Farias, aquele namorado da Glaze Hoffman,
04:26apresentou um PL que coloca um teto para o juro do cartão de crédito.
04:32Então o cartão de crédito vai ficar limitado a 8% ao mês,
04:37segundo se esse projeto de lei do deputado Lindbergh Farias for aprovado no Congresso Nacional.
04:47E aí na justificativa lá ele fala o seguinte,
04:49em 2019 o Banco Central, através da resolução 4765,
04:53regulamentou a cobrança do juros de cheque especial.
04:56imediatamente os juros que estavam em torno de 300 ao ano
04:58caíram para cerca de 150,
05:01que ainda é extremamente alto em comparação a outros países como Espanha.
05:05Ai, ai, ai.
05:09Espanha, Portugal, Estados Unidos,
05:11países que estão bem no mesmo nível,
05:14e diversos países da América Latina, sem nomes, né, claro.
05:18Não é aceitável que as operadoras de cartão de crédito
05:20continuem cobrando essa taxa abusiva sem qualquer tipo de regulamentação.
05:24A imposição de valor máximo nos juros cobrados pelas instituições financeiras
05:27é prática em diversos países do mundo,
05:30através de leis de usura e também leis específicas
05:33para cada modalidade de crédito.
05:35Olha só.
05:37Óbvio, né?
05:38Muito difícil eu conseguir concordar 100% com o Lindbergh Farias,
05:42mas, ok, vamos colocar um cap, né,
05:47vamos colocar um limite para esses juros.
05:50Mas aí eu acho que tem que conversar direito com os bancos
05:53para saber qual é o limite razoável, né.
05:58Hoje de manhã, lá naquela reunião de caixa,
06:00a gente estava conversando sobre isso,
06:02o PCLiz falou uma coisa que eu vou repetir aqui,
06:04que é o seguinte,
06:05o banco faz uma conta que é
06:07qual a taxa de juros para eu ter uma inadimplência aqui
06:10que a taxa consiga pagar, certo?
06:12Então, se você colocar muito abaixo do razoável,
06:18vai dificultar crédito.
06:19Além disso, você vai quase que inviabilizar
06:23aquela estratégia dessas novas fintechs aí,
06:30Nubank, C6, Inter, Original,
06:37que muitos deles dão o cartão de crédito primeiro
06:39para ir conhecer o cliente,
06:41para depois oferecer outros serviços
06:42e conseguir dinheiro via cartão de crédito, né,
06:47no juros do cartão e em outras conceitas más,
06:50para depois colocar o cliente.
06:53Então, você acaba que você pode estrangular
06:55essas fintechs e aí diminuir ainda mais
06:59a competitividade ou a concorrência, né,
07:02no sistema bancário brasileiro.
07:04De cara, os bancos vão ficar chateados,
07:06obviamente, vão perder receita,
07:08mas, na minha opinião, no médio e longo prazo,
07:10eles acabam sendo até beneficiados, tá bom?
07:14E, óbvio, nossa querida Caixa Econômica Federal
07:17e o Banco do Brasil vão pagar toda essa conta
07:20do crédito das pessoas que não têm capacidade
07:24para pagar o crédito que estão tomando, né.
07:30Então, o Banco Maior, ele vai mudar a qualidade
07:33do empréstimo, no sentido de vai aumentar
07:37as dificuldades para você conseguir o empréstimo,
07:39conseguir o cartão de crédito,
07:41para que ele consiga diminuir a inadimplência aqui.
07:44E, enquanto o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
07:48provavelmente vão ser utilizados
07:49para pegar essas pessoas que não têm capacidade
07:52para pagar e aí pagaremos todos nós.
07:54É sempre assim que funciona.
07:56Legenda Adriana Zanotto
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