Pular para o playerIr para o conteúdo principalPular para o rodapé
  • 25/06/2025
A disputa eleitoral no Espírito Santo para os cargos legislativos já está aquecida. Deputados estaduais em exercício e potenciais candidatos antecipam a corrida eleitoral, buscando apoio e definindo estratégias de campanha.

A movimentação nos bastidores envolve figuras como Marcelo Santos (União Brasil), de olho na Câmara Federal, e Sérgio Meneghelli (Republicanos), com ambições ao Senado, enfrentando desafios para garantir legenda e apoio partidário. O governador Renato Casagrande (PSB) também surge como potencial candidato à câmara alta.

A frustrada federação entre Podemos e PSDB expõe a dificuldade do tradicional partido tucano em se reerguer, buscando alternativas como uma possível união com Republicanos e MDB, o que poderia reconfigurar o cenário político no Espírito Santo para as próximas eleições.
--------------------------------------
🎙️ Assista aos nossos podcasts em
http://tribunaonline.com.br/podcasts

📰 Assine A Tribuna aqui
https://atribunadigital.com.br/assinatura/

💻 Fique bem informado com as notícias do Brasil e do Mundo aqui
https://tribunaonline.com.br

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00A disputa pelos cargos majoritários costuma monopolizar a atenção nos períodos pré-eleitorais.
00:10Presidência da República, governador de Estado, prefeitos.
00:13Mas existe uma disputa que segue a todo vapor para os cargos de deputado estadual, deputado federal.
00:20Eduardo, como é que está essa disputa, essa movimentação no momento?
00:25É, Luciano, Tomás, primeiro contexto, a gente deve falar do que está acontecendo no momento.
00:30O que está acontecendo no momento, a gente tem falado em várias edições do Tribuna Política,
00:35é que a eleição está sendo, a corrida eleitoral está sendo antecipada por diversos atores políticos.
00:41E isso não é diferente para os deputados estaduais, que já estão exercendo o mandato.
00:46A gente pega um recorte dos 30 deputados, a maioria já está em município do interior,
00:51rodando a grande vitória, colados com prefeitos.
00:54Para dar um exemplo claro aqui, a gente pode usar o próprio presidente da Assembleia, Marcelo Santos,
00:59que, como a gente destacou na coluna plenário, não larga a mão de Ricardo Ferraz.
01:03Em todo o compromisso de Ricardo, Marcelo Santos é um dos primeiros a se prontificar e acompanhar.
01:09É claro, ele já declarou apoio aberto a Ricardo para o ano que vem,
01:14só que, naturalmente, ele também está construindo a sua própria candidatura.
01:17Marcelo Santos, como já disse aqui no estúdio Tribuna Online, é candidato a deputado federal.
01:23Então, enquanto os possíveis candidatos ao governo se antecipam para buscar apoio eleitoral,
01:30os deputados estaduais têm feito a mesma coisa.
01:33Acreditam que vai ser uma eleição muito complicada, a régua de voto tem crescido cada vez mais,
01:39algumas chapas já estão pré-formadas, então são nomes muito competitivos.
01:43Por exemplo, a gente pode citar aqui o ex-prefeito da Serra, o Díufas Barcelos,
01:47que é um possível nome para disputar pelo PP, pelo Progressistas.
01:51É uma pessoa que já teve três mandatos na Serra, então, assim, tem uma força política muito grande.
01:57Então, todos eles já se movimentam nesse sentido, já antevendo essa antecipação do processo eleitoral,
02:03fazem o mesmo e querem votar à Assembleia.
02:05E também tem aqueles nomes, né, Tomás, que já querem alçar voos maiores,
02:09que é o caso do Marcelo Santos,
02:10e outros deputados que querem aí uma Câmara Federal até o Senado,
02:14como é o caso do Calegário, do PL, que já se movimenta,
02:17sobretudo no sul, na região de Cachoeira e Itapemirim,
02:20buscando aí uma possibilidade para disputar o Senado.
02:23Tomás Tomás, cientista político,
02:25explica para o nosso ouvinte aqui, dentro de uma democracia,
02:30como é que você enxerga, você explica a importância dessas eleições para os cargos não majoritários?
02:36Luciano, vivemos no Brasil uma democracia representativa, tá?
02:42Boa parte do mundo ocidental, como a gente classifica no internacionalismo,
02:47vive esse tipo de democracia,
02:49onde o cidadão escolhe quem são as pessoas que vão nos representar no parlamento,
02:57nas esferas públicas, tá?
02:59Se eu pudesse dar um conselho para quem está nos assistindo hoje,
03:03quando for votar, tenha muita atenção e empenhe em tempo ao escolher os seus candidatos para o parlamento,
03:12seja para o Senado, seja para a Assembleia Legislativa,
03:17para o Congresso Nacional, como um todo, a Câmara Federal,
03:20para as câmaras municipais.
03:22A democracia representativa se faz muito ativa no parlamento,
03:28é o lugar onde, efetivamente, ali é a casa do povo,
03:32onde a gente tem uma representação direta.
03:35E não por algo diferente, mas sim por uma questão de sistema político,
03:42o parlamento brasileiro, excetuando-se o caso do Senado,
03:48ela é composta por uma eleição feita de voto proporcional,
03:53ou seja, nem sempre aquele que é mais votado tem assento garantido,
03:58mas uma proporcionalidade dos partidos, ou seja, das ideologias,
04:04vai ter lugar no parlamento, sejam minorias ou maiorias, né?
04:09Então, assim, a eleição para o parlamento é importantíssima.
04:13O Senado é um caso diferente porque o Senado é uma eleição majoritária,
04:17cada estado tem representação paritária, três por estado,
04:21no ano que vem nós teremos duas cadeiras dispostas para senador.
04:26Na outra eleição a gente tem o que a gente chama,
04:29chamava antigamente de senador biônico, que é um senador,
04:34ela é uma paridade de representatividade dos estados.
04:38Já o Congresso, a Câmara Federal, ela é a representação popular,
04:43representa efetivamente o povo.
04:45E a atenção que o eleitor tem que ter, Luciano,
04:48é no seu voto para, por exemplo, nessa eleição para deputado estadual e deputado federal.
04:53Por quê?
04:54Porque o eleitor tem acesso a muita informação ligada aos candidatos majoritários,
04:59até mesmo para os senadores, governadores e vice-presidentes da República,
05:04os vice-governadores e vice-presidentes.
05:06Todos nós temos acesso a muitas informações relacionadas
05:10a todos os candidatos que vão disputar um cargo majoritário.
05:13Agora, para o parlamento, muitas vezes a gente não tem acesso.
05:18E é a grande representação popular.
05:21É aquele candidato, aquele político que vai assumir uma cadeira
05:26e que ele faz a verdadeira conexão com o povo e com suas bases.
05:31E eu diria que se a gente for pensar bem sobre grau de importância,
05:37o vereador, o Eduardo, é um cargo importantíssimo,
05:42porque é ele que faz a conexão direta com o povo.
05:46Se a gente pensar que as pessoas moram nas cidades e as cidades,
05:49elas impactam diretamente na nossa qualidade de vida,
05:54no dia a dia nosso vivendo, na nossa família,
05:58no como vai ser a nossa vida,
06:00a gente vai perceber que a atuação do vereador é fundamental.
06:03Então, com o olhar de cientista político,
06:06eu digo que a eleição para o parlamento
06:08é a eleição mais importante no sistema político brasileiro.
06:12Eduardo, e a gente percebe que existe uma luta contínua,
06:17uma movimentação que muitas vezes é bem aguerrida nesse período
06:24em que os políticos buscam se cacifar
06:27ou buscam espaços nas legendas, nas siglas,
06:31para as eleições.
06:32Você cita na sua coluna, por exemplo,
06:33o caso do ex-prefeito de Colatina, Sérgio Meneghelli,
06:36que vai se movimentando em busca de uma candidatura
06:39para as próximas eleições, em busca de espaço.
06:41Explica para o nosso ouvinte como é essa disputa.
06:43Isso. São vários fatores, Luciano,
06:45que envolvem essa disputa interna.
06:48Por exemplo, o Meneghelli se coloca como candidato ao Senado,
06:52mas não depende só dele.
06:53Ele precisa ter uma legenda,
06:55ele precisa ter apoio de um grupo,
06:57então é preciso que haja uma costura em todo esse sentido.
07:01Meneghelli é ex-prefeito de Colatina,
07:03ele tem relação direta com o atual prefeito,
07:05que é Renzo Vasconcelos, presidente do PSD,
07:07e nos bastidores houve um acordo
07:09em que o Meneghelli não disputava,
07:11não disputasse a eleição passada de 2024
07:14à prefeitura de Colatina,
07:15e que apoiasse o Renzo.
07:17Isso aconteceu.
07:18O Meneghelli não disputou,
07:19ele recuou de uma possível disputa
07:21e apoiou o Renzo Vasconcelos.
07:23Em troca, ele teria apoio do Renzo para o Senado
07:26e teria a legenda, ou seja, o PSD,
07:29garantido para recebê-lo e para ele disputar o Senado.
07:33Só que nos bastidores isso até o momento não se confirmou.
07:36Renzo não confirmou que ele vai ter o PSD,
07:39Renzo costuma falar que o Meneghelli vai ter espaço onde ele quiser,
07:43mas o Meneghelli hoje é afiliado a Republicanos.
07:47Então, a gente vê na prática que ele não tem,
07:49hoje, ele não tem a legenda.
07:51Então, ele corre atrás desse espaço
07:53para realmente se lançar ao Senado.
07:54Ele já disse algumas vezes,
07:55inclusive aí para a coluna,
07:57que se ele não se lançar candidato,
07:59ele vai se recolher em Colatina.
08:00O que isso representa?
08:02Representa que nem reeleição a deputado estadual,
08:04a gente pode lembrar que ele é o deputado estadual,
08:07porque ele foi o deputado estadual mais votado da história,
08:10então nem isso ele quer fazer.
08:13E nem questão de ser convencido
08:16para cair para uma chapa para a Câmara Federal,
08:19ele também não aceita,
08:21ele fala,
08:21Eduardo, vai ser o Senado ou não vai ser nada.
08:24E nos bastidores tem um pouco dessa desconfiança
08:29com o Renzo,
08:30se eles estão realmente alinhados,
08:33se eles vão caminhar juntos no futuro,
08:35isso só o tempo vai dizer.
08:36Só fazer um complemento,
08:38a eleição, como houve a sua pergunta,
08:41vou conectar com isso que o Eduardo falou.
08:43A eleição para o Senado é uma eleição majoritária,
08:46assim como uma eleição para governador.
08:49Eu sempre falo que a eleição,
08:54não é política,
08:55porque muita gente gosta de usar,
08:57por que eu gosto de frisar isso?
08:59As pessoas gostam de dizer assim,
09:01na política do ano de 1984,
09:04aconteceu tal coisa.
09:06Não, não é na política,
09:07é na eleição do ano tal.
09:09A eleição é parte do processo democrático.
09:12Dentro desse processo democrático,
09:14existe a eleição majoritária,
09:16para presidente, governador, prefeito e para o senador,
09:20que é um assento no parlamento,
09:23mas ele é efetivamente uma eleição majoritária.
09:28Para uma eleição majoritária,
09:29aí existe um outro contexto que vai além do processo eleitoral.
09:33O processo eleitoral proporcional é muito matemático.
09:37Os partidos precisam de ter força,
09:39número de votos,
09:41para poder eleger as suas principais cadeiras e lideranças.
09:45Para o Senado,
09:46é necessário você ter uma articulação política.
09:48Não é que a eleição é política 100%,
09:54mas ela tem um contexto de sustentação política.
09:58Por quê?
09:59Porque você precisa de ter um partido forte,
10:02por dois motivos.
10:04No Espírito Santo,
10:05todos os especialistas entendem dessa forma ainda,
10:08tá, Luciano?
10:09É fundamental que o candidato à majoritária tenha tempo de televisão.
10:15Por exemplo,
10:15a gente está falando de uma eleição regional,
10:19que ela pega 78 municípios.
10:22Essa necessidade de televisão,
10:24de penetração nas outras cidades,
10:27se faz muito importante,
10:29porque os candidatos precisam de chegar até o eleitor.
10:32Para além disso,
10:34com a nova formatação de financiamento das campanhas,
10:38você tem o fundo eleitoral.
10:40Ou seja,
10:41o partido em Brasília destina recurso
10:44para aquele determinado candidato.
10:47Sérgio Meneghelli vem performando muito bem nas pesquisas.
10:52Como o Eduardo disse,
10:53teve uma votação estrondosa para deputado estadual.
10:57É um personagem minimamente que a gente pode classificar
11:01como extremamente autêntico.
11:04Uma pessoa que tem a capacidade de se comunicar bem com o povo.
11:09Fala muito bem o que o cidadão quer escutar.
11:12E ele é um candidato que,
11:14se for disputar uma eleição ao Senado,
11:17tem grande chance de ser eleito
11:18ou de disputar muito próximo
11:21uma dessas duas vagas que estarão disponíveis no ano que vem.
11:25Mas é importante entender
11:27se o PSD, partido de Renzo Vasconcelos,
11:32ele hoje, Sérgio Meneghelli, está no Republicanos.
11:34Ele na janela partidária pode fazer uma transição
11:37para o PSD, por exemplo.
11:39Ou seja,
11:40qual é o espectro que ele pode estar gravitando?
11:42Ou Republicanos ou PSD?
11:44Se esses dois partidos têm interesse
11:46que ele seja candidato.
11:48E aí a gente tem que observar
11:49se esse interesse vem, por exemplo, de Brasília.
11:52porque tanto Republicanos como PSD,
11:56quando olham um personagem como Sérgio Meneghelli,
11:59se interessam muito por ter ele
12:01como candidato a deputado federal.
12:03Porque puxa os votos.
12:04Exatamente.
12:05Já que o que define tempo de televisão,
12:09o que define esses dois aspectos que eu trouxe aqui,
12:12tempo de televisão e fundo eleitoral,
12:14é o número de cadeiras que você tem na Câmara Federal.
12:19E nós temos uma movimentação para o Senado,
12:22ainda é uma janela aberta, né Eduardo?
12:24Nós temos uma variedade de nomes,
12:27e será até uma pergunta que eu queria fazer,
12:28o que cacifa,
12:30o que coloca um político em condições
12:33de disputar um cargo ao Senado,
12:35e o Tomás já nos deu uma bela introdução,
12:38mas ao mesmo tempo,
12:40existe uma variedade de nomes com esse potencial.
12:43É isso?
12:44Perfeito.
12:44O Meneghelli é só um dos nomes,
12:46e ele até cita que tem várias décadas
12:49que não há um representante
12:50no Congresso Nacional como um todo
12:53da região norte do Espírito Santo.
12:55Ele até cita a questão do Senado,
12:57de que desde a década de 70 não há um representante.
13:00Ele é um dos nomes,
13:01mas o Renato Casagrande, governador,
13:03é o que mais performa nas pesquisas, né Tomás?
13:06Ele já apareceu recentemente com mais de 49%.
13:09Então, para o mês que a gente está,
13:12que é junho de 2025,
13:13as eleições acontecem em outubro de 2026,
13:15é algo para ser considerado,
13:18é um fator muito, muito importante,
13:22é um percentual muito alto.
13:23Então, temos Renato Casagrande,
13:25temos Josias da Vitória,
13:26que também se coloca como possibilidade,
13:28dentre outros participantes.
13:30O próprio prefeito de Vitória,
13:31Lourenço Pasolini,
13:32ele está rodando o Espírito Santo,
13:34buscando uma possibilidade de disputar o governo do Estado,
13:37mas caso o partido entenda,
13:40e os partidos que estão com ele entendam,
13:42que seria interessante tê-lo no Senado,
13:44a possibilidade de lançar Lourenço Pasolini
13:46no Senado é real também.
13:48Existe um momento do convencimento, então,
13:50do partido em relação ao político, Tomás?
13:52É um momento em que há uma negociação,
13:54olha, você quer isso...
13:55O que a gente pensava antigamente,
13:57eu me lembro de Gerson Camata,
13:58ele falava assim,
13:58poucos candidatos,
14:00poucos políticos,
14:02seguiram toda a trajetória,
14:04vereador, deputado estadual,
14:05deputado federal, deputado senador,
14:06e depois uma disputa para o governo do Estado,
14:09por exemplo.
14:10Mas muitas vezes o político enxerga
14:12que tem uma condição de ultrapassar essa marcha.
14:15Chega um momento da negociação
14:16em que o partido tenta impor ao candidato essa visão?
14:19Sem dúvida nenhuma, Luciano,
14:21existe esse momento,
14:23sobretudo quando você tem que fazer construções
14:25nas chapas proporcionais, tá?
14:28Os partidos buscam uma construção
14:32e que cada ano fica muito difícil,
14:35você tem uma redução dos partidos,
14:36o que fique claro,
14:38fique claro para quem está nos assistindo,
14:40é extremamente salutar
14:41para o nosso processo democrático,
14:44então você tem a construção
14:45da chapa de deputado estadual
14:46e a chapa de deputado federal,
14:48essa sim que impacta efetivamente
14:51na cesta que o partido necessita,
14:55que é tempo de televisão
14:56e recurso federal
14:57para o processo eleitoral.
15:00O Eduardo trouxe as perspectivas
15:02do governador Renato Casagrande.
15:04Eu quero fazer um destaque de maneira linear
15:08e apartidária, muito simples aqui.
15:11Renato Casagrande é um mandatário
15:13que chega no final do seu governo
15:15muito bem avaliado.
15:16A gente já falou disso em outro podcast.
15:19Renato Casagrande está chegando
15:21no ciclo dele de governador
15:23muito bem avaliado.
15:26Ele talvez seja o personagem político,
15:29o ator político,
15:30que esteja mais bem posicionado
15:33nesse processo
15:34para uma cadeira de senador.
15:36Por quê?
15:37Porque Renato Casagrande
15:38está com o seu capital político em alta
15:40e para o alto e avante,
15:41vamos fazer essa brincadeira aqui,
15:43mas ele tem a sua questão partidária
15:46muito bem resolvida.
15:49Para além disso,
15:50Renato Casagrande tem um arco de apoio.
15:52Todo mundo que está disputando
15:55outros cargos,
15:57até para governador,
15:58diz assim,
15:59olha,
15:59eu quero a posição de fulano de tal,
16:04mas o meu candidato a senador
16:06é Renato Casagrande.
16:07Então, assim,
16:08uma eleição majoritária para senador,
16:10como o nosso governador
16:13quer disputar a eleição,
16:14ela fica muito bem encaminhada para ele
16:17em todos os sentidos,
16:18na articulação política,
16:20nas questões partidárias
16:22e também junto ao eleitor.
16:23E o governador tem se movimentado,
16:25embora ele ainda não admita
16:26100% que é candidato,
16:28ele fala que vai resolver isso
16:29só o ano que vem,
16:30a gente pode perceber
16:32nas últimas 3, 4 semanas
16:33a quantidade de entrevistas
16:35que Renato Casagrande
16:36tem concedido a veículos nacionais,
16:38inclusive a Rede Bandeirantes,
16:39que ele fez um talk show
16:40de mais de uma hora
16:41falando um pouco da situação
16:42financeira, política,
16:44do Espírito Santo.
16:45Então, já são movimentos
16:46do Renato Casagrande
16:47visando essa eleição ao Senado.
16:50Perfeito.
16:50Sem falar da famosa
16:51barrinha de cereal dele,
16:53que deve conferir
16:54um super poder energético ali,
16:56e esperamos que o Botafogo,
16:57ele deve estar esperando
16:58que o Botafogo,
16:59o time dele,
16:59também tenha essa energia toda
17:01na próxima fase
17:02da Copa Mundial,
17:03Copa do Mundo de Clubes.
17:05Agora, tem um outro assunto
17:06importante
17:07que nós não chegamos
17:08a destrinchar
17:10aqui na nossa conversa,
17:11que foi uma informação exclusiva
17:13que Eduardo Maia
17:14deu na coluna plenária,
17:15que era a federação
17:16entre o Podemos e o PSDB.
17:18não deu certo, não é, Eduardo?
17:20Não deu certo.
17:21Os tucanos fugiram da jaula,
17:23conseguiram escapar,
17:24não serão extintos.
17:25Pelo menos não nesse momento.
17:27As informações de bastidores
17:29dão conta de que
17:29Aécio Neves,
17:30grande liderança do PSDB,
17:32principalmente da região
17:33ali de Minas Gerais,
17:34queria um revezamento
17:36de presidência ali
17:37com a Renata Abreu,
17:38que é presidente do Podemos,
17:40que as pessoas avaliam
17:42que Aécio,
17:43que o pessoal do PSDB,
17:44estava pedindo alto demais
17:46para o que o PSDB oferece hoje.
17:49Tirando aí a situação
17:50de que o PSDB é
17:51um partido tradicionalíssimo,
17:53mas o Podemos hoje,
17:55em nível de congresso,
17:56até que os partidos são iguais,
17:57mas em nível municipais,
17:59estaduais,
17:59o Podemos já é um partido maior
18:01que o PSDB.
18:02Renata Abreu não aceitou isso.
18:04Então, o processo de fusão
18:07azedou aí nesse momento.
18:09O PSDB até autorizou,
18:12juntamente com o próprio PSDB,
18:14uma reunião interna,
18:16eles aprovaram,
18:17mas a Renata Abreu,
18:18presidente do Podemos,
18:19falou que dessa maneira
18:20não seria possível,
18:21que só seria possível
18:22se o Podemos presidisse
18:24a federação nos quatro anos
18:26que ela...
18:26Ela queria ficar mais quatro anos.
18:27Ela queria ficar mais quatro anos
18:28e a Aécio não aceitou
18:30essas condições.
18:32Agora, como é que fica,
18:33por exemplo,
18:33vamos tentar entender aqui.
18:35Se eu não me engano,
18:37nós falamos aqui mais de uma vez
18:39que o PSDB era um partido
18:41em desidratação.
18:43se essa federação não deu certo,
18:47para onde vai o PSDB, Tomás?
18:49Pois é,
18:50essa é a grande dúvida.
18:51Qual vai ser o caminho
18:52que o PSDB vai trilhar, né?
18:54A avaliação que eu faço
18:56é que o PSDB chegou
18:57nesse momento de desidratação
18:59como você trouxe,
19:01muito por conta
19:01de ter se afastado
19:02das bases e das ruas.
19:05Dentro do lema do PSDB,
19:06eu acho que eu já citei
19:07em outro momento,
19:08não vou lembrar certinho
19:09como é o lema do PSDB,
19:11mas dentro do lema do PSDB está
19:13nunca deixar de escutar
19:15a voz da rua.
19:17E eu acho que o PSDB,
19:18as suas lideranças nacionais,
19:19sobretudo,
19:20perderam esse contato
19:22com a população,
19:23com as necessidades do povo.
19:26Isso aconteceu com outros
19:27partidos tradicionais,
19:28a gente também já discutiu
19:29isso aqui,
19:31mas o PSDB,
19:33ele precisa de se reconectar.
19:36E não ter deixado de existir
19:40que pode ser algo
19:41que tenha uma luz
19:43no fim do túnel
19:44como a perspectiva
19:45do partido tentar
19:46se refortalecer.
19:48O caminho de uma federação,
19:49Eduardo,
19:49me parece ser um caminho
19:51interessante,
19:52porque o partido
19:53pode voltar a reconstruir,
19:55manter a legenda,
19:57lembrando que a federação,
19:58a gente já explicou aqui também,
20:00ela é algo parecido
20:01com o que tínhamos antes
20:02relacionado às coligações,
20:05mas que na verdade
20:07gera um casamento
20:08de quatro anos,
20:09ou seja,
20:10os partidos têm que
20:11caminhar juntos
20:12por dois processos eleitorais
20:14no mínimo.
20:16Então o PSDB
20:17não deixando de existir,
20:20ou seja,
20:20o tucanato
20:21saindo do processo
20:23de extinção,
20:25pode ser a oportunidade
20:26de um resgate histórico
20:27de um partido importante,
20:29orgânico,
20:30que já esteve
20:31à frente
20:32do governo federal
20:33com o Fernando Henrique Cardoso,
20:34teve grandes senadores,
20:37grandes governadores
20:37e grandes lideranças
20:39importantes
20:39para a democracia brasileira
20:41e se o partido
20:42efetivamente conseguir
20:44ressurgir das cinzas,
20:46isso vai ser importante.
20:47Agora,
20:48vale dizer que,
20:48por exemplo,
20:48uma liderança
20:49em ascensão
20:50que prometia ser alguém
20:54que poderia carregar
20:55essa bandeira
20:56de renovação,
20:57Eduardo Leite,
20:57governador do Rio Grande do Sul,
20:59foi o PSD.
21:01Então,
21:01nesse processo
21:02de possível fusão,
21:06já houve a morte
21:07de um tucano.
21:08Em contrapartida,
21:09quem está prometendo
21:09integrar os quadros
21:10do PSDB
21:11é Ciro Gomes,
21:12do PDT.
21:13A gente sai
21:16de um personagem
21:18que representa
21:19a renovação
21:19para o personagem
21:20que acho que vai
21:21ao encontro
21:22dessa ideia.
21:24E só para complementar
21:24o Tomás,
21:26por uma possibilidade
21:27de federação,
21:28já tem conversas
21:29de que o PSDB
21:29pode integrar
21:31a federação
21:31com republicanos
21:32em MDB.
21:33Particularmente
21:34pelas minhas apurações,
21:35hoje eu acho improvável,
21:37mas que eles vão tentar,
21:38eles vão tentar.
21:39Avaliam que sozinhos
21:40vai ser muito difícil
21:42formar chapas competitivas
21:44ano que vem.
21:45E eu falo
21:46do Espírito Santo.
21:47As conversas
21:48são de que
21:48Vandinho Leite,
21:49deputado estadual,
21:50presidente estadual
21:51do PSDB,
21:52ele vai preferir
21:53focar na montagem
21:54de chapas
21:55a deputado
21:56estadual
21:59e deixar
22:00deputado federal
22:01de lado,
22:02justamente pela
22:02dificuldade que vai ser.
22:04E ainda há quem diga
22:05que o próprio Vandinho,
22:06que o Mazinho,
22:07também Mazinho dos Anjos
22:08do PSDB,
22:09que os dois
22:10possam até deixar
22:11o PSDB
22:12rumo ao MDB,
22:14que vai ter uma chapa
22:15formadinha,
22:16fechadinha,
22:17por ser o partido
22:17do vice-governador
22:18Ricardo Ferraz,
22:19e aí Deus sabe
22:20o que vai acontecer
22:21com o PSDB
22:22no Espírito Santo.
22:23É, mas tudo isso
22:24se resolve
22:24se houver federação.
22:26Se a gente fizer
22:26um exercício
22:27de futurologia...
22:29Mas depende
22:30com qual partido.
22:30Não, exatamente,
22:31mas só uma brincadeira
22:33aqui de futurologia,
22:34tentar adivinhar
22:35alguma coisa
22:36sem nenhuma
22:38base científica,
22:39só chutando,
22:40uma federação
22:41republicana,
22:42os MDB
22:42e PSDB,
22:44sobretudo no Espírito Santo,
22:45seria bombástica.
22:46Então,
22:47por exemplo,
22:49Vandinho e Mazinho
22:50não precisariam
22:50de trocar.
22:51Não precisariam.
22:52Dois personagens
22:53da Assembleia
22:53importantes.
22:54Messias Donato
22:55não precisaria
22:56sair do Republicanos
22:57se houvesse uma,
22:59se houver uma federação
23:00com o MDB.
23:01E aí,
23:02há sinergia, né?
23:03Porque Republicanos
23:05e MDB
23:06vão constituir
23:07chapa de deputado federal
23:08e já que o PSDB
23:10não tem
23:10essa ambição
23:12no Espírito Santo,
23:14ou se alguém,
23:15algum personagem
23:16quiser
23:17alçar um voo
23:18como Tucano
23:19no PSDB
23:20para a Câmara Federal,
23:22tem chance
23:22numa federação
23:23como essa
23:24de ser legítima.
23:24Eduardo Maia,
23:25colunista
23:26do Jornal da Tribuna,
23:28do Portal Tribuna Online,
23:31Tomás Tomás
23:33e cientista político
23:34e eu,
23:34Luciano Rangel.
23:35E vocês puderam aqui
23:36ter uma ampla visão
23:38sobre o momento
23:39político
23:40no Espírito Santo.
23:41Obrigado pela sua audiência.
23:42e aí
23:47e aí
23:47e aí
23:50e aí
23:52e aí
23:53e aí
23:54Tchau.

Recomendado