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O advogado de Renê Júnior, acusado de matar o gari Wanderson em Nova Lima, revelou detalhes da defesa. Ele descreveu o réu como arrependido e emocionado, disse que não contestará a autoria e afirmou que buscará uma pena justa, com base na confissão e colaboração.

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#CasoRené #JustiçaMG #GariMorto

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Transcrição
00:00Eu gostaria que o senhor falasse em quais circunstâncias o senhor foi contratado para defender o René.
00:08Bom, eu tenho um amigo que é amigo dele, mas eu nunca vi o René, nunca tinha conhecido o René.
00:17E aí ele pediu que se eu pudesse ir no presídio conversar com ele.
00:20Eu fui na terça-feira, não levei procuração e no presídio a gente tem que ter procuração
00:26para a gente poder conversar com os rapazes tão presos.
00:29Não levei a procuração e o policial penal perguntou para ele se ele poderia me atender.
00:36E ele aceitou, falou que sim, nós fomos para o parlatório, perto do parlatório, e começamos a conversar.
00:44Depois de uma conversa e outra, a gente começou a entrar no processo, no caso,
00:50porque eu precisava que ele me falasse para eu ver se eu poderia trabalhar para ele,
00:55e ele me conhecer, porque ele não me conhecia, para ver se ele aceitaria eu trabalhar para ele.
01:01E aí a gente foi uma conversa, o tempo lá é muito curto, né?
01:05Aí eu, terminou, eu falei, você quer que eu volte amanhã?
01:09Ele falou que sim, eu voltei na quarta-feira, continuamos a conversa aí sobre o fato, né?
01:14E aí também encerrou o prazo, né?
01:17Porque lá tem um prazo para a gente conversar com os meninos.
01:21E aí eu voltei na quinta-feira.
01:23Aí ele chegou e falou, senhor doutor, eu estou gostando muito do senhor,
01:28o modo do senhor falar, porque uma coisa a gente fala, outra coisa é plenário, né?
01:33Então muda bastante o ambiente.
01:35E ele falou assim, eu quero assinar a procuração.
01:38Eu falei assim, olha, se você quer assinar a procuração,
01:41eu vou pegar ali no carro, porque eu não trouxe, está dentro do meu carro,
01:45e a gente pode conversar profissionalmente sobre os honorários e tudo.
01:49Conversamos tudo.
01:51E aí eu falei, senhor, o Renê, eu acho muito difícil o seu caso, que eu não minto.
01:57Como você assumiu, se sumiu, foi muito bom para você.
02:02Porque agora nós podemos trabalhar na verdade do processo.
02:07Porque uma coisa, quando há negativa, a promotor tem que produzir provas, tá?
02:13Como ele já assumiu, é que ele quer resolver.
02:16É o que ele falou para mim, doutor, eu quero resolver.
02:19Nessa quinta-feira, ele chorou bastante, sabe?
02:22Ele pediu desculpa, queria que eu entrasse em contato com a família do rapaz.
02:28Eu falei assim, isso eu não faço.
02:29Porque isso vai ter tempo, isso aí vai ter modos para a gente chegar, mas não agora.
02:36Agora é, se você quer realmente que eu trabalhe, assina a procuração,
02:40eu vou entrar no processo, vou juntar no processo a procuração,
02:46e aí nós vamos começar a trabalhar.
02:48A verdade que eu quero que você fale é essa aí.
02:51Esse é o, o senhor é o segundo advogado dele, nesse caso.
02:58O que pode ter levado a defesa anterior, ter deixado,
03:02o caso são advogados conhecidos também,
03:05mas o fato de terem aparecidas imagens dele dirigindo o carro,
03:09mais provas, isso pode ter forçado, pode ter favorecido um cenário de desistência?
03:15O relacionamento advogado e cliente, ele tem que ser muito, muito sincero com o outro.
03:23Os advogados estavam representando o René, antes da renúncia, que bateu a renúncia.
03:29São excelentes profissionais aqui.
03:31Eu os conheço, sei da potencialidade do gabarito, desde a honestidade deles,
03:36e eu sei como eles trabalham.
03:39Então isso aí é muito bom.
03:40O René tinha até de continuar com eles,
03:43porque são profissionais sensacionais.
03:48Porém, alguma coisa quebrou.
03:51É um cristal.
03:52Quando acaba, quando quebra, a gente não consegue mais colar.
03:56Pode ser que o René, na intenção de se defender, ele mentiu.
04:02E essa mentira proporcionou isso tudo, esse âmbito, essa proporção imensa da opinião pública,
04:13ajudada pelos outros.
04:15Assistente de acusação, promotorito.
04:18Então isso aí prejudicou bastante.
04:21E é uma defesa onde que expõe muito o advogado.
04:25E isso é comum acontecer no ambiente criminal,
04:31quando há dúvidas sobre a procedência dos fatos e do que é dito,
04:38divergência entre uma coisa e outra.
04:40Os advogados costumam mesmo abandonar, ou pelo menos pedir para desistir do caso.
04:48Eu também faria igual eles.
04:50Por exemplo, o que eu fiz com o René?
04:53A gente conversou um dia, conversamos no segundo dia.
04:56No terceiro dia eu falei, René, eu tenho a intenção de trabalhar para você.
05:01Meus honorários, eu te falei.
05:04Eu gostaria muito de você, daqui para frente, fosse eu a sua voz.
05:10Porque até então ele estava calado.
05:12E até então não tem como ele falar.
05:15Agora, tudo que se passou naquele exato momento, eu preciso saber.
05:22Porque se eu não souber, como é que eu vou fazer a sua defesa em cima da mentira?
05:26Se for mentira, contrate outro.
05:30Se você confiar em mim, nós vamos ser parceiro,
05:33porque essa verdade é que eu preciso trabalhar.
05:36E como que você encontrou ele lá na cadeia?
05:38Como que ele estava assim?
05:39Cara, eu encontrei com ele até, sabe, um cara acabado.
05:47Um cara acabado.
05:48Eu vejo as reportagens, eu vejo as fotos dele aqui fora,
05:53entre os muros aqui, do lado de fora do muro.
05:58Uma pessoa conversadora, uma pessoa trabalhadora, uma pessoa...
06:02Ele lá, ele está muito cabisbaixo.
06:05Ele chorou bastante comigo.
06:07Ele pediu desculpas, muita desculpa.
06:10Ele falou, doutor, eu acho que eu fiz a pior burrice da minha vida.
06:14Foi um ato que...
06:15Foi uma briga de trânsito, que se a gente vinha ter passado um pelo outro...
06:21Mas eu estourei quando a moça me xingou.
06:25E eu perdi o controle.
06:27Quando eu vi que eles iam quebrar meu carro, eu desesperei.
06:30Eu não sei se eles iam quebrar, se não ia.
06:34O problema foi que eu não quis atirar no rapaz.
06:37Eu atirei para cima e pegou nele.
06:39A gente vai entrar na dinâmica, mas eu queria saber se ela tem alguma pergunta.
06:43Ele chegou, teve até um episódio no Cerespe Gamileira, né?
06:46Que ele disse que passou por constrangimentos.
06:49Ele chegou a citar novamente para o senhor novos constrangimentos?
06:53Se ele chegou a ser ameaçado no presídio de Caeté?
06:55Não, olha, o Cerespe Gamileira é a porta de entrada, tá?
07:00Todos os crimes que tem, entra por ali.
07:03Aí o Estado, passou 90 dias, a pessoa vai para um presídio, outro vai para outro presídio.
07:10Ali ele não poderia ficar, porque a repercussão negativa do crime foi muito grande.
07:16E o que acontece na repercussão?
07:18Muitas pessoas querem fazer justiça.
07:22Só que a justiça tem que ser aqui, no computador, essa moça.
07:27Tem que ser balanceada, tem que ter como acusação o Ministério Público fazer o trabalho,
07:32que realmente está fazendo um excelente trabalho.
07:34Aproveita e fala que a polícia civil, a polícia investigativa, está fazendo o papel deles excelente.
07:41Então, deixa a polícia produzir a prova, deixa a polícia investigar o caso, fazer as perícias,
07:49manda para o Ministério Público, que eles têm mais 10 dias, que conseguiu hoje, né?
07:53Mais 10 dias de prolatação de prazo, que a doutora deu para eles, para acabar a investigação.
08:00E aí a gente vai discutir na justiça se é certo, se é errado, se ele agiu de má fé, se ele não agiu de má fé.
08:06Porque a opinião pública é muito forte.
08:10E uma pessoa falar uma coisa, 10 outras vão escutar diferente.
08:14Essas outras 10 vão passar para 100 mais diferente.
08:18Então, a gente precisa não agir de cabeça impensada.
08:23E dentro do sistema prisional, nós temos pessoas que queriam fazer justiça.
08:31Mas a justiça não é o modo que eles pensaram.
08:34Graças a Deus, o Estado reconheceu, mandou ele para Caeté, que é um presídio pequeno.
08:40Ele está na cela com outro rapaz.
08:43Mais presídio de cidade, não que eu estou falando, Caeté é pequeno.
08:49Mas é um presídio pequeno.
08:52E não são pessoas que estão ali para pagar a pena deles.
08:56Esse é o objetivo deles.
08:58E o René entrou ali.
09:02E o que ele está sofrendo hoje é da cabeça dele.
09:06Ele está na cela com o Mateus?
09:10Ele falou alguma coisa de convivência dele?
09:13Ele relatou alguma coisa?
09:14Não.
09:15Ele está muito aquado.
09:17Ele está se sentindo...
09:20Quando bate o arremorso, quando bate o medo, tudo o que ele vivia acabou.
09:31E ele está renascendo dentro de um cubículo.
09:35Ele sai uma hora para tomar banho de sol.
09:38Então, a vida que era relativamente boa, ele está renascendo agora dentro de um sistema prisional.
09:44Então, ele ainda está calado, ele está oprimido, ele está se sentindo culpado, ele está arrependido demais da conta.
09:55E isso me levou a acreditar nele.
09:58Isso me levou a pegar o caso.
10:00Ele chegou a citar se teve contato após a prisão com a esposa?
10:06Ainda não.
10:08Ainda não.
10:09Por quê?
10:11A doutora não tem nada a ver com esse caso.
10:15A justiça fala, a justiça é clara.
10:17O crime, quem tem que responder, quem proporcionou o crime, a gente não pode estender o crime.
10:22Mas como teve outras pessoas querendo indenizações e tiveram de fazer uma pressão,
10:30Então, usaram do cargo, usaram do nome para tentar fazer alguma pressão.
10:37Isso aí não é legal.
10:38A doutora não tem nada a ver com esse caso.
10:41A doutora, pelo contrário, ela é reconhecida.
10:45É uma profissional no meio dela.
10:48E isso é do René.
10:52E ele vai pagar por isso.
10:53Porque a defesa não vai pedir a absorção dela.
10:56A defesa vai pedir, sim, a condenação dentro do que ele fez.
11:02Não pode ser uma pena igual todo mundo está querendo.
11:06Tem que ser dentro da justiça.
11:08Isso eu acredito muito nas pessoas que vão acusá-lo e na pessoa que vai sentenciá-lo.
11:15A defesa da família da vítima, do Laudemir, entrou com um pedido de um bloqueio de bens.
11:28Só que foi negado pela justiça.
11:30E eu queria saber, você ainda não era um advogado?
11:33Nós estávamos conversando.
11:35Mas você já estava prevendo que isso poderia acontecer?
11:39Eu ia pedir.
11:39E nesse caso, como que você iria reagir em relação a esse pedido?
11:44Vamos colocar uma coisa bem pontual.
11:48Para ter indenização, precisa ter, não nessa fase do inquérito policial.
11:54Também não é no desenrolado processo.
11:58O processo é uma das fases.
12:00A indenização criminal é quando o juiz dá a sentença.
12:05Então, ele fez o erro.
12:08Ele tem que indenizar quem morreu.
12:10Perfeito.
12:11Não é antes.
12:13Primeiro, tinha de saber, desculpa, se ele realmente era o culpado.
12:20E quais circunstâncias levou ele a isso.
12:23E uma indenização criminal não é em torno de 3 milhões.
12:29Eu gosto dos advogados que entraram à justiça.
12:34Mesmo tirou eles, tá?
12:36Eram seis, dois sindicatos.
12:38Uma prefeitura de Belo Horizonte.
12:40Um da família.
12:42Um que era um amigo dele.
12:44Um amigo da vítima que contratou um outro advogado.
12:47Quer dizer, não é assim que funciona a justiça.
12:50Nós temos que seguir sim o parâmetro.
12:53Se ele for condenado, primeiro vamos trabalhar na pena dele.
12:56Depois eles podem sim, aí sim, entrar para pedir mais pena para ele, tacar de todo jeito e eu vou estar lá para defender.
13:08Agora, se foi condenado, aí sim, entra como pedido.
13:11Se ele for condenado, lá na mesma hora, o advogado fala, doutor, peço uma parte.
13:18Por gentileza, faça uma indenização para a família da rapaz que faleceu.
13:23O juiz, nesse exato momento, prolatando a sentença, ele pode dar o valor.
13:28A gente pode falar agora da dinâmica?
13:31Não, você quer falar sobre alguma coisa?
13:33Não, eu tenho uma questão sobre o segundo deprimido dele, né?
13:37Que quando ele confessa, ele disse que faz tratamento para bipolaridade.
13:42Ele falou isso com o senhor, aí nisso duas coisas.
13:46Ele estaria em surto no momento do crime?
13:50E se ele está recebendo todos os remédios, os medicamentos na penitenciária?
13:55Vamos lá.
13:55Realmente, ele me falou que ele tem essa bipolaridade.
13:59Eu não vou usar isso, tá?
14:01E o que eu vou usar?
14:05Gente, olha, a gente vive centrado demais hoje nesse mundo.
14:10Muitas coisas acontecem ao redor da gente.
14:13E muita coisa, às vezes, você se estoura por qualquer motivo.
14:18E quando você estoura, é muito difícil você controlar.
14:23E o Matheus tem o problema de controlar exatamente pela falta do medicamento.
14:27Tanto que ele está sofrendo hoje porque os medicamentos não são manuseados, manipulados a ele no horário certo, na quantidade certa.
14:40Então, isso aí agrava um pouco ele.
14:43Ele está tentando se controlar, tentando viver com pouco medicamento que ele recebe.
14:48Não é culpa do sistema prisional.
14:51É exatamente outros fatores que impede.
14:53Agora, ele estava tranquilo quando saiu de casa, foi trabalhar tranquilo.
15:00Houve essa discussão, houve esse fato.
15:03E daí ele não percebeu o que tinha acontecido.
15:06Foi trabalhar.
15:07Do trabalho ele voltou para casa.
15:09Quando ele chegou na academia, que ele me falou que os policiais estavam lá e falaram com ele o que tinha acontecido.
15:16Ele falou assim, não, está aqui meu celular, minha senha.
15:19Está aqui minha...
15:21Eu libero o computador do BYD para vocês fazerem o que for necessário.
15:29Então, como o Jack entrou aí já no dia da crime, ele alega que ele saiu de casa no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, e seguia para Betim.
15:39Betim.
15:39O GPS do carro, ou do sistema que estava emparelhado à tela do veículo, é o que levou ele até o Vista Alegre, ou ele estava procurando um atalho?
15:53Esse é o meu BYD.
15:54A diferença do meu por dele, é que o meu é azul.
15:57O dele é cinza.
15:58Prata, né?
15:59Cinza.
16:01Quando a gente pega e fala de manhã, que você não coloca.
16:05Você fala, hi, BYD.
16:06Eu sei.
16:07É, então eu falo, eu estou indo para o escritório, aí ele traça ali uma coisa.
16:13Esse sistema do Waze, ele é muito falho.
16:17Ele, além dele dar volta...
16:19E o Waze não usou o nativo da BYD.
16:21Exatamente.
16:22O nativo trabalha junto com o Waze.
16:25Por isso que a gente fica estressado, tá?
16:27Porque vem uma voz feminina e fala assim, vira a direita.
16:31Aí o outro passa dois minutos e vira uma voz masculina e vira a esquerda.
16:37Aí você, sabe?
16:38Os dois trabalham em conjunto.
16:40Eu queria tirar o Waze.
16:43Ficar só com o da BYD.
16:44Mas ele é mais falho do que...
16:48Eu estou falando assim, nem entendo.
16:49Não, sim, tudo bem.
16:50Tá?
16:51Mas eu acho ele mais falho do que o Waze mesmo.
16:53Agora o Waze manda a gente fazer uns trajetos que não dá para entender.
16:57Então, ou o Waze ou o GPS nativo do BYD pode ter colocado ele naquela rota.
17:05Primeiro que ele passou a primeira vez, né?
17:09E ele viu a dificuldade que foi passar ali.
17:12E depois ele falou comigo que ele ficou com medo, que ele é do Rio de Janeiro, está há pouco tempo aqui.
17:17Ele não conhecia aquele caminho.
17:19Tanto que ele passou ali assustado.
17:23Que quando o veículo parou, ele era o quinto de uma fila de quatro.
17:28Os garês colocaram o lixo na caçamba.
17:30E que quando passaram quatro, a moça do caminhão que estava dirigindo, entrou na frente do carro dele.
17:38Ali, ele atrasado, cheio de problema, porque não conhecia o caminho que seja.
17:43Ele resolveu xingar a moça.
17:45A moça xingou ele, houve uma discussão.
17:48E aí...
17:49Já falou com a arma no corpo, já.
17:51Segundo, ele falou duas versões, tá?
17:53Uma, que ele falou que ele pegou a arma, botou debaixo do banco.
17:57Não, debaixo da perna, tá?
17:59E a outra, ele virou para mim e falou assim, foi depois que eu vi um gari vindo com um pedaço de alguma coisa de pau.
18:07Eu não vi o que que era.
18:09E eu dei um tiro para cima para poder afastar os outros.
18:14E foi na hora que esse garoto passou e aconteceu a fatalidade.
18:18Ah, nesse momento, ele já tinha passado da traseira do caminhão com o carro, certo?
18:24Ele tinha oportunidade...
18:25Sim.
18:25Ele poderia ter ido embora.
18:26A mesma oportunidade que ele tinha de ir embora, a oportunidade do caminhão com a mulher dirigindo subir o morro, subir a rua.
18:33Mas você sabe o que que acontece com o ser humano hoje?
18:37Eles preferem não evitar, eles preferem atacar.
18:41Eu sou cansado de vir pela Tereza Cristiano Machado naquelas obras ali.
18:47E aí você está vindo naquela obra, se você não tiver paciência, ali você não passa, o cara joga em cima de você e ali você vai.
18:55Você tem que ter o controle.
18:57Aí ele estava sentindo a quadra, ele estava com medo de estar passando por ali, qualquer motivo levou esse desencargo das coisas.
19:07Agora, talvez, se não existe nessa situação, mas se tivesse ele seguido e ela subindo, o caminhão dela para lá, talvez não teria acontecido isso.
19:19Nesse momento, ele fala que sacou a arma para cima, para assustar, para mostrar um pouco de poder ou ele queria...
19:28Porque nessa dinâmica, há um pouco... dá para a gente entrar em dúvidas, causa dúvidas na gente, a questão dele estar se defendendo, mas se ele poderia ter ido embora com o carro.
19:43Ele não estava acuado ali, né? O que que ele fala desse tiro?
19:49Ele é acidental, ele falou para mim.
19:52A intenção que ele tinha era de puxar a arma e dar um tiro para cima.
19:57Ele estava entre o caminhão e ele.
20:00Ele falou assim, doutor, a minha intenção era de dar um tiro para o cara não encostar em mim, nem tentar nada, porque eu estava com o vidro aberto.
20:08E do outro que vinha também.
20:10De repente, eu fui dar o tiro para cima e o rapaz apareceu.
20:14E veio lá de fora do carro?
20:16É, tanto que eu vou esperar a perícia, tá?
20:18O tiro, o modo que o tiro entrar é que eu vou saber quem está falando a verdade.
20:23E dali ele seguiu para o trabalho?
20:25Seguiu para o trabalho.
20:27E ele fala quanto tempo ele estava nessa empresa?
20:32Era pouco tempo.
20:33Pouco tempo.
20:34Era o segundo dia dele presencial?
20:36Não, não.
20:37Ele estava lá mais de 15 dias.
20:39Tinha mais de 15 dias.
20:40Ele tinha feito uma viagem anterior ao Rio de Janeiro para conhecer as instalações da empresa lá.
20:45E você sabe me dizer, nessa dinâmica toda, se ele chegou a relatar como é que foi a contratação dele por essa empresa?
20:58Ele veio para Minas para isso?
21:00Ou ele falou alguma coisa em relação ao profissional dele?
21:04Qual a experiência perversa dele?
21:07O Matheus é um menino muito inteligente.
21:09Ele é estudioso.
21:12O que ele quer é que eu leve para ele lá um livro, para ele ler.
21:16Porque lá não tem, né?
21:19Ele quer ficar à parte...
21:22Desculpa, Matheus.
21:23Eu falei errado.
21:24É o Renê, tá?
21:26O Renê é um menino muito inteligente.
21:29Então, ele conversa tranquilamente com a gente, tá?
21:36E ele falou, doutor, eu preciso de um livro para ler, tá?
21:40E eu sinto falta de ler.
21:43E eu falei assim, deixa eu te falar, como é que você entrou nesse trabalho?
21:48Era carteira assinada?
21:50Era contrata?
21:50Eu disse, doutor, eu mandei vários currículos, eu passei no teste, eu fui indicado por outras pessoas.
21:57E ali eu comecei a trabalhar, todo mundo gostava, gosta muito de mim lá, acredito que ainda goste.
22:03Eu falei assim, aí eu brinquei com ele, eu posso pegar testemunhas lá, papai, aí ele falou assim, pode, doutor, pode.
22:10E ele conhecia, já era de família dele?
22:13Não, não.
22:14Essa é uma empresa de exportação de carnes, né?
22:18Que é perrela.
22:19Agora não é mais que perrela, vendeu, foi segundo, e ele foi trabalhar lá.
22:23Voltando um pouco no crime, eu queria aqui entender uma questão.
22:29Se ele já teria passado por essa rota em outro momento, que ele foi trabalhar presencial,
22:35e por isso ele teria pegado a arma?
22:38Olha, o que pode ser colocado, eu não tenho como te falar agora.
22:45Mas a situação que envolveu a passagem dele ali foi para o do ex, e ele levou a arma com ele exatamente porque ele já tinha se perdido pelaquela região.
22:58Entendi.
22:59Foi colocado que ele foi comprar droga?
23:01Não foi, tá?
23:02Isso aí eu posso, não posso garantir, porque eu não estava dentro do carro com ele.
23:07Mas a sinceridade que ele me passou essa informação, e ele se propôs a fazer os exames que eu vou pedir, tá?
23:14Para constar que ele não tem, ele tem anabolizante de fisioterapeuta, fisiotoculturista, mas drogas assim não tem.
23:24Então, essa arma, ele pegou em que situação?
23:28Ele, como ele é do Rio de Janeiro, é que ele falou assim, doutor, no Rio, se a gente errar, passar por dentro de um aglomerado, ele usou outro nome.
23:37Passar dentro do aglomerado, é arriscado, receber até tiro de fuzil.
23:42E aqui em Belo Horizonte, eu passei a primeira vez num desses aglomerados, e eu me sentia coado ali.
23:49Eu poderia, eu achei que eu poderia ser um alvo fácil ali.
23:54Por causa do carro, por causa de mim e tal.
23:58E aí eu fiquei assustado, eu fiquei acuado.
24:01Do jeito que ele falou pra mim, ele ficou muito nervoso, que o BYD tem um alerta quando os carros passam perto, ficou aquela pipipipipipi.
24:09E isso aí, mas a gritaria com a moça e tudo, ele ficou meio desorientado.
24:15Aí vem a mão de Deus, né?
24:17Vai embora, eu te dou oportunidade.
24:20Moça do caminhão, eu te dou oportunidade.
24:22E nenhum dos dois aceitaram.
24:23Porque o crime de trânsito hoje, o crime, não estou falando que eu vou bater nessa técnica.
24:27Mas o crime, quando é de trânsito, é um crime sem pé, sem cabeça.
24:33Nesse dia, quando ele foi trabalhar, foi pra academia e foi pra casa, passei com os cachorros, foi pra academia.
24:42Ele tinha em mente que ele não tinha matado ninguém?
24:46Não, ele achou que não tinha atingido ninguém.
24:49Pra ele o tiro não tinha, porque quando ele falou que ele puxou a arma e apontou pra cima que a bala disparou, ele não viu nada.
24:58Então ele achou pra mim, eu tava seguindo, fiquei nervoso, fiquei trêmulo, fiquei agitado.
25:04Mas no meio do caminho, eu fui me controlando, porque eu tinha certeza, tentou escutar com a rádio aqui de Minas, viu que não tinha acontecido.
25:13Então ele falou assim, graças a Deus, não deu nada.
25:17Aí ele procurou na mídia pra ver se o crime tinha acontecido.
25:20Sim, é o que ele falou, se eu soubesse, se eu visse alguém gemendo, porque o rapaz quando tomou o tiro, ele continuou subindo na rua e virou a esquina.
25:29Ele falou, se eu visse o rapaz caindo, se eu visse que atingiu ele, qualquer mancha de sangue, qualquer indício que eu tinha atingido ele, eu tinha parado de socorrer dele.
25:41Quer dizer, ele não tava com medo dos garis, de uma ameaça ali?
25:46Olha, todo mundo é muito bravo, todo mundo agride a gente no trânsito, mas quando você tira alguma coisa, ou basta você descer do carro e abrir seu porta-malo, a pessoa já vai embora.
25:59Foi isso que aconteceu.
26:01E crime de trânsito é isso. Eu não tô falando que é essa a tese que eu vou fazer, que talvez nem seja essa.
26:08Mas eu vou estudar sábado e domingo, e na segunda-feira nós já vamos ter a decisão do que a gente vai tomar, e a gente vai esperar o inquérito policial chegar.
26:18Então o senhor ainda não decidiu qual que vai ser a linha de defesa?
26:21Ainda não.
26:22Mas tem já em mente o que pode ser?
26:24Sim, tem.
26:25Tem.
26:25E você pode falar alguma coisa a respeito disso?
26:29Não, porque eu preciso da perícia, eu preciso do inquérito policial.
26:32Porque eu, como não pode ter advogado habilitado para acusar, eu também não tenho acesso, porque isso corre mais ou menos em segredo de justiça.
26:44E eu não quero, eu quero que quando chegar no fórum, que eles virarem e o promotor denunciar, aí eu pego o processo para a gente analisar.
26:54Porque senão eu vou fazer isso.
26:56Aí eu vou lá na delegacia e está a investigação nisso, aí não pode ver o outro.
27:00Aí depois vem nisso.
27:01Não.
27:01É melhor você saber tudo para você fazer, global fazer tudo.
27:05Sobre o uso da arma, ele não tinha autorização à arma dele?
27:08Não, não tinha.
27:09Não tinha.
27:10E era costume ele sair com a arma da esposa dele?
27:12Ele falou comigo que foi a primeira vez que ele saiu.
27:15Foi a primeira vez.
27:16Acredite ou não com o que ele falou para mim.
27:18E ele tinha experiência com a arma da esposa dele?
27:20Não.
27:21Tanto que quando ele foi dar o tiro para cima, o pente caiu no chão.
27:28E duas, dois cartuchos, acho, tá?
27:30Eu estou falando sem saber.
27:32Eu sei que um era.
27:33Caiu no chão.
27:34Ele pegou o pente, botou na arma e foi embora.
27:41Esse tempo todo na mídia surgiu as informações de onde ele estudou.
27:45Não sei se ele dividiu isso com você.
27:48Dividiu.
27:48E ele realmente passou por essas instituições, Bimec, SMB, Rava, USP, ou...
27:58Porque algumas até desmentiram.
28:00Vocês conversaram sobre isso?
28:02Eu posso te falar o que eu sei, tá?
28:07Vamos colocar que quando a gente está coado no canto, nervoso e coisa, a gente reza até
28:12porque nem tem religião, começa a rezar, tá?
28:16O caso que ele falou, ele pode ter mentido, mas ali tem um fundo de verdade.
28:21Eu ainda não vi, não analisei tudo, tá?
28:25Eu vou mandar pedir para ver se ele é maçom lá no Rio mesmo, que apesar de ser nacional,
28:30mas é dividido, tá?
28:32Vou ver se ele é.
28:33Vou pedir comunicado a Harvard para ver se realmente ele tem.
28:37Agora ele fala bem o inglês, tá?
28:39A posição, o porte dele.
28:44Pode ser que sim ou não.
28:45Eu sem estudo nenhum.
28:47Eu já fiz aí pelo computador, tá?
28:49Pela Harvard eu nunca fui.
28:51Mas, repetindo, mentira, já fui.
28:54Mas eu fiz pelo computador.
28:56Tem certificado e tudo.
28:57Mas ele fala que fez os escuros?
29:00Sim, ele fala.
29:01Agora a gente tem que provar que ele fez.
29:03Se não, é a situação.
29:05Quando você está apontado, aquado, até o leão vira gatinho.
29:10Sim, sobre os medicamentos, né?
29:13Que ela até falou que ele está usando lá dentro do sistema prisional, o pessoal está
29:19passando para ele.
29:20Você falou que não no mesmo horário, na mesma frequência que ele precisa, mas é
29:25dentro das possibilidades e do que é frequente para o sistema prisional.
29:30Porque lá não toma conta só de um, né?
29:32Sim.
29:33Acho que nós estamos com oitenta e poucos presos lá.
29:35Dá um pouco acima.
29:36Acima, sim.
29:37Embora ele seja dividido...
29:38Qualquer presídio aqui está acima da capacidade.
29:41Embora a indivídua só, até a cela só com mais uma pessoa.
29:44Sim.
29:45Agora, esses que são obrigatórios e são prescritos por um médico, estão sendo entregues, né?
29:52Você disse que ele faz uso de anabolizante.
29:55Não, fez, né?
29:56Fez.
29:57Eu não vi ele usando, nem agora eu vou poder usar mais.
29:59Não.
30:00Mas ele falou para mim, doutor, o senhor pode pedir o exame.
30:03Bateu no braço.
30:04Aqui não entrou nada de droga.
30:06Nem fumo droga.
30:08Nada.
30:08O senhor pode pedir, por favor, o senhor peça.
30:11O único que já entrou, porque eu precisei, para poder musculação crescer.
30:17E sobre a...
30:19Agora eu estou falando isso aí também, sem saber se é verdade, tá?
30:22Ah, não.
30:22É o que ele te falou.
30:23É o que?
30:23E sobre a vida para a igreja, né?
30:27Do histórico criminal que acabou...
30:30Ele não tem, pão.
30:31Porque o Ministério Público divulgou que ele tem um caso de homicídio culposo.
30:35Não, não tem.
30:36Por isso é que a gente tem que esperar.
30:39Nós precisamos esperar.
30:41Ele tem um processo de violência doméstica, que eu sei, tem.
30:45Mas aí também tem que ver, porque lá eu já pedi a certidão do processo, exatamente
30:51para ver qual que está o pé da situação.
30:53Ele nunca foi condenado por nada?
30:55Não, não.
30:56Ele é primário.
30:57Ele é primário?
30:58Ele é primário.
30:59Primário.
30:59Sim, mas o problema é o seguinte, olha, para eu virar advogado, eu passei muitos anos
31:09estudando.
31:10Aí ninguém lembra que eu estudei.
31:14A gente, para virar profissional da gente, a gente ainda tem que começar a engatinhar
31:18para depois virar profissional.
31:20É a mesma coisa com ele.
31:21A gente tem que esperar os resultados para vir.
31:24Eu não posso virar para ele e falar assim, não, coitado do rapaz, fez isso, fez aquilo.
31:29Vamos esperar, porque tudo o que foi colocado tem um fundo de verdade, um fundo que é mentira.
31:36Aí a gente pode analisar.
31:38Não adianta eu falar, defender ele agora, porque eu fui habilitado hoje.
31:44Então eu não posso falar sem poder falar a verdade, porque é muito fácil eu falar aqui,
31:49mas muita gente me escuta, muita gente vai me ver.
31:52Se eu mentir aqui, eu vou estar me condenando.
31:55Por isso eu prefiro falar com certidão de nada consta dele lá no Rio, desculpa, em São Paulo,
32:04entendeu?
32:05Porque muitas vezes você pode fazer.
32:08O senhor chegou a questioná-lo sobre isso?
32:10Ele falou alguma coisa sobre isso?
32:11Sim, sim.
32:12Ele me falou que não tem nada da violência, né?
32:15O que tem lá, a medida foi a favor dele, por causa que a moça falou algumas coisas que não eram, tá?
32:24E ele falou sobre o acidente do carro do atropelamento, tá?
32:28Mas isso aí eu não tenho como falar para vocês agora, tá?
32:33Queria até muito falar, porque foi acusado de tanta coisa, sabe?
32:40E o que eu contesto no que aconteceu com ele é que crucificaram ele muito, até eu falei isso, crucificaram no...
32:50E a pessoa falou assim, cara, você está querendo matar seu cliente?
32:53Não.
32:53Crucificaram ele muito, bateram muito nele, nesse sentido, ah, você é isso, você é aquilo, você é aquilo outro.
33:00Mas se tudo que ele fez de bom, será que ele nunca fez?
33:05Será que ele chegou aqui em Belo Horizonte, pegou um emprego do nível que pegou?
33:10Ele não tinha capacidade para ser.
33:13Quando a pessoa contrata um profissional, eles olham tudo.
33:16Então eu acho que deixa ele sobreviver, deixa ele mostrar se é verdade o que ele falou, deixa ele desmentir muita coisa que aconteceu.
33:27Porque às vezes não é 100% mentira, pode ter alguma verdade e a gente precisa descer com ele.
33:33Nos dois primeiros depoimentos ele negou?
33:36O primeiro ele estava totalmente assustado, nunca tinha passado em nada, né?
33:41Ele nunca foi preso, porque uma coisa é a gente conversar aqui, a outra coisa é você ir na delegacia, outra coisa é você ir como réu, é mais ruim ainda.
33:52Então nunca passou.
33:54Então ali o modo dele se defender é negar tudo, entendeu?
33:59Mas depois ele viu que tinha de fazer o que é verdade.
34:03Eu, por exemplo, eu vou trabalhar na pena dele, tá?
34:07Eu quero que a família do Gari e o Ministério Público que é a condenação dele.
34:13Eu também quero.
34:15Porque ele tem que pagar pelo erro dele.
34:18Agora não adianta o Ministério Público vir pedir 40, 50 anos, 30 anos, uma pessoa que é primária poderia não ter feito se a outra também tivesse cumprido a parte dela.
34:31Então a gente tem que entender que ele tem que pagar sim.
34:34A justiça fala, você errou, você paga.
34:37Então você vai pagar, mas não como eles querem.
34:41Vai pagar dentro do que a justiça pode.
34:44Porque se a lei fala que a Gina sim proporcionou um crime de 12 anos, eu vou lutar pelos 12 anos.
34:51A melhor hipótese para vocês, o que você espera de condenação?
34:56O que pode ser?
34:57Não o que o senhor espere, mas o que pode ser na melhor das hipóteses?
35:00Considerando que é o primário, considerando a possibilidade das duas pessoas terem se afastado.
35:07Essa pergunta vai ser difícil eu responder agora.
35:10Apenas que eu já li o processo tudo, tá?
35:13O que tem, né?
35:15Eu li.
35:15Mas eu preciso conversar com o pessoal que trabalha comigo, para a gente poder ver com outros olhos, tá?
35:23Porque eu conto uma história, o outro conto, então as histórias às vezes não batem, né?
35:30A gente precisa saber desses o que pode ser batido, o que pode ser colocado.
35:35Porque eu, para ser honesto com você, uma vez eu estava dirigindo um carro, e aí eu estava dirigindo com a minha sogra dentro do carro, com a minha esposa,
35:48e aí um cara me fechou, eu fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei, me fechei.
35:51Aí minha sogra falou assim, para o carro que eu vou descer.
35:54Eu falei assim, pô, por que, pá?
35:56Aí ela falou assim, deixa eu te falar, se o cara tiver armado lá, ele vai te matar.
35:59E o tiro pode pegar em mim.
36:01Você não sabe o que foi o dia dele.
36:04Então, para.
36:06Isso, isso, hoje é perigoso por causa disso.
36:11A gente não sabe a reação do outro.
36:15Porque está, ele se passou com o carro, ele podia ter ido embora, ele...
36:19Sim.
36:21Mas por que então que a moça não parou o caminhão para deixar ele passar?
36:27Por que então, se ele se passou, por que ela não continuou subindo?
36:32Só Deus vai saber.
36:35Mas então, a gente tem que ver o que aconteceu, qual foi o motivo que levou ele a atirar, qual foi o motivo que se ele estava pressionado ou não, se é mentira dele, se não é.
36:45Se a moça falou no televisão, que eu vi o depoimento da moça, se foi só aquilo.
36:49Ninguém tira uma arma para ninguém, se a pessoa não for agredida verbalmente.
36:56E olhe lá.
36:58Então, vamos ver.
37:00Vamos pontuar o I.
37:02Vamos pegar o código penal que está ali e vamos falar assim, opa, aqui aconteceu isso.
37:08Então, vamos analisar.
37:09É por isso que eu perguntei na melhor das hipóteses, né?
37:13É a melhor para ele.
37:14Eu vou trabalhar na pena.
37:15O que é trabalhar na pena?
37:17Ele não pode tomar muitos anos.
37:20O Gari era gente boa, sensacional.
37:25Eu mesmo pesquisei a VD e não achei nada, tá?
37:29Porque é meu trabalho.
37:30Agora, o fato que aconteceu era aquilo.
37:34Eu não vou trabalhar no crime.
37:37Eu vou trabalhar no direito.
37:39Porque se eu trabalhar no crime, eu vou estar fazendo o que os outros estão fazendo contra ele até agora.
37:45Mentindo, omitindo, exagerando, não exagerando.
37:49Eu vou trabalhar no direito.
37:51O que o direito dá para ele, eu vou pedir.
37:53E se pedir, ele não toma do jeito que eles estão pedindo 30, 40 anos.
37:58Hoje, o direito dá quanto?
38:02Hoje, se for as duas qualificadoras e o homicídio dele, pode ser...
38:09Eu não posso falar para você, mas é mais ou menos um oito.
38:17Dezoito.
38:19Se for dezoito, está dentro do que você esperava?
38:23Não, não é que eu espero, não.
38:24É que a justiça espera.
38:26A gente não pode falar que eu quero.
38:30Se fosse isso, eu estava há 12 anos.
38:34Eu vou trabalhar para ele ter a pena justa.
38:38A barriga, a barriga.
38:39O que é o senhor?
38:41Do senhor?
38:42Eu vou trabalhar na pena justa.
38:45Se o Código Penal fala que é duas qualificadoras, eu vou trabalhar.
38:50Qual for o motivo torpe e se dificultou a defesa da vítima?
38:56Uma coisa é a minha visão.
38:57Se eu tiro o óculos, eu sou cego.
39:00Mas se eu boto o óculos, eu enxergo.
39:03Eu faço isso.
39:05Você, sem óculos, vai fazer a sua visão.
39:08E essa é a visão que eu quero.
39:09É a visão da justiça.
39:11E a visão não é porque ele matou que ele tem que ser o demônio, como esse ou um outro.
39:19Ele falou que eu sou um demônio, que eu sou isso.
39:21Não, gente.
39:22Eu não sou demônio.
39:25Bom, bom dia aqui.
39:27Muito obrigado por receber a gente.
39:29Posso só falar um negócio para o pessoal?
39:31Com certeza.
39:31Com vontade.
39:33Desculpa, mas eu tenho que falar.
39:35Eu vou saber.
39:36Eu queria falar para vocês que estão me ouvindo, para vocês que vão ler, dizer que não se preocupe.
39:45Vamos esperar tudo resolver.
39:49O rapaz faleceu, o outro rapaz está preso.
39:53Vamos deixar a justiça trabalhar.
39:54Não vamos acreditar em falsas coisas, ou se é verdade ou não.
40:01Vamos deixar acontecer.
40:02Vamos esperar ver o resultado.
40:05Ele condenado, se for condenado, dentro da pena que ele possa pagar, porque hoje é ele.
40:12Amanhã pode ser outras pessoas.
40:15Vamos entender isso.
40:17Nós lutamos muito.
40:19O Brasil está lutando muito.
40:20E nós lutamos muito, todos os dias, para a gente vencer.
40:25Vamos dar a chance do direito de defesa.
40:28Muito obrigado.
40:29Bom, só para finalizar, o senhor comentou que quando todos ficaram sabendo que o senhor assumiu o caso,
40:36qual foi a reação?
40:37O que o senhor já recebeu de mensagens aí?
40:42Recebi muita mensagem boa.
40:45Recebi muito elogio bom.
40:47Hoje o meu telefone tocou desde as oito horas da manhã.
40:53Até agora vocês veem que ele não está parando.
40:58Mas eu recebi muita ameaça também.
41:00É mesmo?
41:01Sim.
41:02Sim.
41:03E uma coisa é o seguinte, por isso que eu falei que eu não sou advogado de água.
41:06Eu sou advogado da lei.
41:10Da lei.
41:11Eu defendo o meu direito, como eu defendo o direito de quem me contrata.
41:16Gente, a gente não pode fazer, vamos condenar ele.
41:21Vamos condenar ele, eu estou pedindo a condenação dele, dentro do que ele fez.
41:28Não pelas coisas que estão falando.
41:31Uma indenização é o juiz que vai decidir no final do processo.
41:35Depois podem entrar na vara cível.
41:37A pessoa tem que entender que a família nunca vai receber três milhões de reais.
41:42E há uma data, que a gente vive até uma data, isso vai ser calculado.
41:48A gente não pode iludir as outras pessoas.
41:51Eu não estou aqui para tirar a indenização de ninguém.
41:55Estou aqui para tirar a indenização de ninguém.
41:57O que eu estou aqui tentando, pedindo à população, pedindo às pessoas, que venham de enrolar.
42:07Porque se não eu vou estar andando na rua, eu não vou poder mais andar.
42:11Não é só...
42:13Não é só...
42:15É pessoas que eu sei que não é ligada à família.
42:18Então, são ameaças de populares.
42:20É populares que acham que, por causa de tudo que foi colocado e que não foi provado,
42:27a situação que ele se envolveu, que é a situação que o menino faleceu,
42:33é disso que a gente tem que tomar cuidado.
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