00:03É a segunda matéria, é quase como se fosse carnaval.
00:06Põe na tela aí, Freitas, por favor, a matéria da Vanessa
00:09sobre a resistência no exílio de Jair Bolsonaro.
00:16Põe na tela aí a matéria, por favor.
00:19Está na mão?
00:25Boa, vamos lá.
00:26Olha aí, resistência no exílio.
00:28Ele, distante do debate político que acontece no país,
00:32o ex-presidente dá palestras,
00:33encontra-se com grupos conservadores em igrejas e restaurantes
00:36e pode até seguir para outros países.
00:39Ele, um dia desse, disse, acho que foi para o Wall Street Journal,
00:43que voltaria depois do carnaval.
00:47Aí a Michelle já falou, pode ficar por aí.
00:51Não volta agora, não.
00:52Não quer não, não quer não, fica aí.
00:56Fica aí, fica aí.
00:58Não volta, não.
01:02Joyce, ele disse que vai voltar para liderar a oposição.
01:10Vou deixar reticências aqui.
01:14Olha, vamos começar que esse exílio dele são férias muito bem pagas com dinheiro público.
01:20O gasto do cartão dele, essas férias do Bolsonaro fora do Brasil, já chegaram aí a quase um milhão de reais.
01:30Então, isso pago de novo com o dinheiro público.
01:35Ele está buscando um espaço dentro dessa oposição mais radical, mas, de novo, eu não vejo para onde mais crescer.
01:45Eu só vejo para onde diminuir.
01:48Lembre-se que quando o Bolsonaro foi eleito, ele surfou em algumas ondas, né?
01:53A onda lavajatista, a onda de combate à corrupção.
01:57Ele foi abraçando muitas pessoas e muitas bandeiras e colocando debaixo da asa como se fossem bandeiras dele.
02:05E aquilo passou, né?
02:07A sociedade engoliu o tanto que ele foi eleito e muito bem votado.
02:11Ponto.
02:13De lá para cá, ele foi perdendo nichos.
02:16A Lava Jato já não é a mesma coisa que era.
02:18Teve esses problemas envolvendo a questão de o juiz ser parcial ou não ser parcial.
02:25Sérgio Moro.
02:26Eu continuo apostando na veracidade da Lava Jato e no quanto ela fez bem ao país, mas essa é uma outra história.
02:33A bandeira do combate à corrupção caiu por terra.
02:36E muitas bandeiras que o Bolsonaro defendia caíram por terra.
02:40Então, ele volta como líder da oposição ou ele volta como líder de um bando de fanáticos.
02:46Aí ele vem para comandar o PL.
02:48Desculpa, o PL é fisiológico, o PP é fisiológico.
02:52São dois partidos que querem saber de governo, é dinheiro, é emenda caindo lá, é emenda de relator.
02:57É isso que eles querem.
02:58Eles não estão nem aí para a ideologia, eles estão aí para a fisiologia do processo.
03:02Então, e o Bolsonaro, que foi do PP durante 20 e tantos anos, acho que 28 anos, ele foi do PP, ele sabe disso, ele estava lá dentro.
03:15Então, é muita farinha, sabe?
03:17É muito farelo para pouca coisa.
03:20Então, ele pode até voltar a dialogar, a falar com esse grupo, mas vai ser o mesmo grupo de malucos fanáticos que tiveram a indecência de invadir Brasília, por exemplo.
03:32Não vejo ele ganhando mais espaço, não vejo ele ganhando mais terreno.
03:36Eu vejo ele só perdendo o terreno.
03:39E há muitas apostas no meio jurídico de que ele ficaria inelegível e não seria preso.
03:45Eu ainda tenho as minhas dúvidas.
03:47Tem muita investigação para rolar aí pela frente.
03:49Eu posso dizer, porque fui líder do governo Bolsonaro no primeiro ano, ele tem um medo danado.
03:55Ele se pela de medo de ser preso, porque sabe que isso pode acontecer em momento ALB.
04:00Isso não é algo simples prender um ex-presidente da República, mas a gente viu o que aconteceu.
04:05Lula foi preso.
04:07Obviamente que por crimes diferentes, mas ainda há uma série de investigações envolvendo Bolsonaro.
04:12Então ele está, por enquanto, muito tranquilo nos Estados Unidos.
04:16Está com vista de turista, ainda tem tempo para ficar lá.
04:19E não está com essa bola toda para sair liderando a oposição.
04:22Menos, bem menos para o Bolsonaro.
04:25Joyce, eu queria te fazer uma pergunta.
04:27Como que você enxerga agora tantos ex-ministros do Bolsonaro no Congresso?
04:33Como você acha que eles vão se movimentar ali dentro?
04:37Você acha que eles vão se manter à extrema direita?
04:39Ou você acha que eles vão acabar sendo minados, talvez, até por esse próprio movimento do Centrão?
04:46De querer, por exemplo, agora no governo.
04:49O Arthur Lira já fez a grande base aliada da direita à esquerda para conseguir compor comissões
04:59e dar cargos para todo mundo, cargos importantes.
05:01Então, como você vê que esses ex-ministros podem se portar agora nessa legislatura?
05:07Olha, eu acho que, tirando um ou outro caso muito específico, vão entrar no balaio de gato do Congresso Nacional.
05:15O balaio de gato que eu digo é o balaio do Centrão ali.
05:17Porque o Congresso é bem dividido.
05:21Tem um grupo ali, que é um grupo mais à esquerda, um pouco mais fechado,
05:25que até dialoga com as frentes de centro e de direita,
05:31mas prefere ter um posicionamento mais restrito, até mesmo do ponto de vista de relacionamento pessoal.
05:40Então, você vê o grupo do PCdoB, por exemplo, que é um grupo pequeno de deputados,
05:44quando a gente tinha muitos jantares pós-sessões na Câmara,
05:48porque as sessões iam até de madrugada muitas vezes.
05:50Então, fazia rodízio, cada dia na casa de um deputado,
05:54ainda mais na época da pandemia, que não tinha nada aberto.
05:57E a gente vê que alguns grupos eram muito ou fechados ou escanteados.
06:02Então, o grupo dessa esquerda, um pouquinho considerado mais radical,
06:06se bem que o PCdoB está longe de ser radical, o PT é mais radical em algumas coisas.
06:10Mas, por definição, é um grupo mais fechado.
06:13Já o grupo da extrema-direita, aqueles generais, aqueles coronéis,
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