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  • há 7 meses
O economista argentino Roberto Luis Troster fala, no Latitude, sobre os sistemas econômicos.

Assista à íntegra da conversa: https://youtu.be/cx4rEmpwUAc

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Transcrição
00:00A gente teve um período no Brasil de políticas econômicas liberais, com o Paulo Guedes e tal.
00:07Eu não sei se eu concordo com você, mas depois eu falo.
00:12E a gente volta agora com o Lula com essa ideia do Estado indutor da economia.
00:19Essas ideias antigas de estatistas, protecionistas, são o que impedem a gente e a Argentina de crescer como a China, como você falou?
00:28Por partes. Eu não sei se foi liberal, o liberalismo, bem entendido, mercados bem regulados.
00:38Não o anarco-liberalismo, o anarco-capitalismo. Não vale tudo que é liberalismo.
00:44Entender o papel, pôr os limites para o mercado.
00:47Adam Smith mesmo, que o texto seminal do liberalismo sobre a mão invisível, falava em tabelar juros,
00:58falava numa série de coisas. Mercados funcionam bem quando são eficientes.
01:04Não é vale tudo. Vale tudo se chama lei do mais forte.
01:08Isso não funciona nunca.
01:10Quer dizer, você aumenta a concentração de renda e você diminui o potencial de crescimento do país.
01:15Só lembrando, os países mais ricos, por exemplo, os países com renda per capita mais alta,
01:21são os que têm melhor distribuição de renda.
01:23O Brasil tem uma distribuição de renda ruim.
01:25Quer dizer, alguns ganham muito e você esquece de fazer a base crescer, aumentar a produtividade da base.
01:32Outro lado, gastar mais também não resolve.
01:35O que acontece? Você gasta mais agora, mas quem vai pagar a conta amanhã?
01:39Se você quer ajudar os mais fracos, você tem que olhar no longo prazo.
01:45Eu acho que a melhor política econômica é a que protege mais os mais fracos.
01:52O que é proteger os mais fracos?
01:54É garantir inflação baixa, é garantir crescimento, é garantir capacidade de aumentar a produtividade dos menores.
02:04Então, essa ideia de estado indutor, conversa para o boi dormir, sabe?
02:11Você faz obras, por exemplo, as obras como indutoras de emprego.
02:16É mentira.
02:17Hoje é tudo máquinas pesadas.
02:19Quer dizer, você vai acabar dando emprego na China, nos fabricantes.
02:25Isso se chama setor intensivo em oferta de emprego?
02:28Não é isso?
02:28Não é tão...
02:29Não é mais.
02:29Antes, quando iam os caras com a pazinha cavar o canal, era ótimo.
02:36Você fazia infraestrutura, você dava emprego, você induzia todo aquele monte de atividades acessórias.
02:46Precisava dar comida para eles, precisava hospedar, roupa, tudo.
02:51Isso funcionava como as garrafas de quentes.
02:54Não é mais assim.
02:56A realidade mudou.
02:57É interessante que você falou de políticas para ajudar os mais pobres e a primeira coisa que você citou foi a inflação.
03:04E se você quer ter uma inflação baixa, então você precisa ter responsabilidade fiscal.
03:09E aí, no Brasil, a gente tem esse debate de o que tem antes, se é responsabilidade social ou responsabilidade fiscal.
03:15Mas a Argentina, a hora que pensa em ajudar os pobres, muitas vezes cai num populismo peronista, que é do tipo, olha, a carne está muito cara.
03:30Então, como é que a gente baixa o preço da carne?
03:32Não proíbe a exportação de carne, porque aí sobra mais carne no país e aí baixa o preço da carne.
03:38É tudo muito na...
03:40Enfim, é tudo uma política econômica muito heterodoxa, né?
03:46Não, e de remendos, né?
03:47Eu não sei que heterodoxo, eu diria ruim mesmo.
03:49Eu não seria tão generoso, né?
03:51Aparecem remendos sucessivos, né?
03:53É, miopia, sabe?
03:55Como é que a gente chega até a semana que vem, em vez de começar a olhar mais longe, tentar melhorar a produtividade?
04:02Eu não acho que existe esse dilema entre responsabilidade social e responsabilidade fiscal.
04:08Quer dizer, agora está se discutindo aqueles últimos reais que é para o auxílio emergencial, que é 2% do PIB.
04:16Pera, e os outros 40?
04:19Sabe, você fica olhando isso, né?
04:21Então, a gente, por exemplo, está importando jatos na Suécia, né?
04:26Quando tem fábricas de jatos aqui no Brasil, o Brasil exporta jatos, caças, né?
04:31E importam caças da Suécia.
04:35Aqueles caças supersônicos, eu acho bonito de ver.
04:38Mas, assim, será que o...
04:41Eu estou pensando, né?
04:43Se a Guiânia está querendo atacar o Brasil, né?
04:46Por isso precisa ter caças.
04:48Ou a Bolívia vai invadir o Brasil.
04:50O Solano Rolopes vai de volta.
04:53Quer dizer, não faz sentido se tem uma série de gastos e coisas que não fazem sentido, né?
04:59Esses gastos, tanto nos caças da gripe, quanto no submarino e tal, eram exorbitantes.
05:06E, na época do governo petista, isso vinha com uma historinha do tipo de transferência de tecnologia e tal.
05:12Mas, enfim, gastou-se bilhões de reais.
05:14É um negócio que eu concordo com você.
05:16A gente não está esperando ser invadido por ninguém aí, né?
05:21A Guiana vai precisar da nossa ajuda quando for invadida.
05:25Mas também não vai ser invadida pela Venezuela, né?
05:28Na América Latina não é esse o problema, né?
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