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  • 21/06/2025
O ex-procurador do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Virgílio Antônio Filho e os empresários Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes - conhecido como "Careca do INSS" - pediram à Justiça Federal em Brasília a anulação da investigação sobre fraudes em descontos na Previdência Social de aposentados.

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Transcrição
00:00O ex-procurador do Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, Virgílio Antônio Filho,
00:06e os empresários Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS,
00:13pediram à Justiça Federal em Brasília a anulação da investigação sobre as fraudes em desconto na Previdência Social de Aposentados.
00:21Os três são acusados de envolvimento no esquema de desvios da instituição
00:25e questionam o compartilhamento de relatórios do COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras,
00:31juntamente com a Polícia Federal.
00:33Eles baseiam seu pedido em um entendimento recente do STJ, o Superior Tribunal de Justiça,
00:38segundo o qual a Polícia Federal não poderia solicitar diretamente à COAF
00:42a produção de relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs,
00:47sem ter havido uma autorização prévia do juiz do caso.
00:50As solicitações estão sob sigilo e foram apresentadas à 15ª Vara Federal em Brasília,
00:57onde tramita o principal inquérito sobre as fraudes do INSS.
01:00Na meira dessa investigação, estão ex-dirigentes do órgão.
01:04A investigação utilizou relatórios do COAF para mapear as transações financeiras entre os suspeitos,
01:10informações que também embasaram pendidos para mandados de busca e de quebra de sigilo contra os investigados.
01:16As defesas argumentam que todas as provas produzidas a partir desses relatórios
01:21deveriam ser invalidadas, pois, segundo elas, o compartilhamento dos RIFs ocorreu sem autorização judicial,
01:29o que, na visão dos advogados, permitiria anular todos os atos da investigação.
01:34Os pedidos aguardam a análise da 15ª Vara Federal.
01:37Além dos relatórios da COAF, a Polícia Federal usa no inquérito as auditorias da CGU,
01:42a Controladoria Geral da União, e do TCU, Tribunal de Contas da União, que apontaram as suspeitas de fraude.
01:48Esse entendimento já foi usado para anular relatórios do COAF em inquérito que tramita em São Paulo.
01:54No dia 6 de junho, o juiz da 4ª Vara Federal em São Paulo, Massimo Palazzolo,
01:58acatou argumentos apresentados pela AMBEC, uma das entidades investigadas, e acabou anulando os relatórios.
02:05No entanto, ele manteve o inquérito em andamento,
02:08entendendo que existem outros elementos que justifiquem a investigação.
02:12Posteriormente, o STF derrubou a decisão do juiz de primeira instância.
02:17A Procuradoria Geral da República questionou a decisão,
02:20e o ministro Flávio Dino, relator do recurso no STF,
02:23reafirmou que o Supremo já determinou que o COAF pode, sim,
02:27compartilhar informações com as autoridades policiais.
02:31O STF considera constitucional o compartilhamento direto de relatórios do COAF
02:36e da Receita Federal com a polícia,
02:37seja de forma espontânea ou a pedido dos policiais para embasar investigações,
02:43independentemente de autorização judicial.
02:46Em maio, porém, o STJ contrariou esse entendimento.
02:51Em julgamento na segunda instância, foi apontado que o STF não tinha deixado claro
02:55que seria legal o compartilhamento de relatórios a pedido da Polícia Federal
02:59sem a autorização do juiz do caso.
03:02A Procuradoria Geral já apresentou recurso ao STF contra essa decisão do STJ,
03:08que está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes e ainda não foi julgado.
03:13Em novembro de 2023, o ministro Cristiano Zanin, do STF,
03:17derrubou outra decisão semelhante do STJ,
03:20alegando que ela contrariava o entendimento do Supremo.
03:23Quanto às movimentações financeiras,
03:25a Polícia Federal aponta que o ex-procurador do INSS teria recebido propina.
03:30Ao cruzar dados do COAF com mapeamento de empresas e entidades ligadas
03:35aos suspeitos de envolvimento no esquema,
03:37os investigadores identificaram que pessoas físicas e jurídicas relacionadas a Virgílio
03:42receberam 12 milhões das entidades investigadas desde o início de 2023.
03:48Cerca de 7,5 milhões foram repassados à empresa da mulher de Virgílio,
03:53Thaisa Hoffman-Jonasson, por uma firma de Antunes,
03:56em transferências realizadas entre fevereiro e junho de 2024.
04:00A operação Sem Desconto teve como objetivo atingir dirigentes do INSS
04:05e várias entidades suspeitas simultaneamente.
04:09A Polícia Federal desejava realizar buscas contra os empresários
04:13suspeitos desde pelo menos julho de 2024,
04:16mas a ação foi adiada para abril de 2025
04:19para permitir uma estratégia conjunta com o Ministério Público.
04:23A Polícia Federal desejava realizar buscas contra os empresários e junho de 2024.
04:29A Polícia Federal desejava realizar buscas contra os empresários e junho de 2024.

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