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  • há 7 meses
Apesar de o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ter se negado a responder perguntas dos senadores sobre o uso da cloroquina na CPI da Covid, ele alertou para os perigos do uso do medicamento quando era presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Em entrevista ao jornal O Globo, ainda em março do ano passado, Queiroga se manifestou sobre o assunto e disse que a droga “aumenta muito o risco de taquicardias ventriculares”.

Ele disse:

“Por não dispor de tratamento antiviral específico até o momento, a comunidade científica tem corrido para pesquisar drogas com potencial de mudar a história natural da doença. Tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina têm efeito direto na replicação do Sars-Cov-2 em estudos experimentais, reduzindo a eficiência da ligação do vírus com a ECA2 (enzima conversora de angiotensina-2) e aumentando o pH lisossômico, impedindo o processo de fusão vírus-célula. Embora os perfis de segurança da cloroquina/hidroxicloroquina e azitromicina sejam adequados para uso isolado em doenças crônicas, ambas as medicações têm efeito potencial de prolongar o intervalo QT (medida feita em um eletrocardiograma para avaliar algumas das propriedades elétricas do coração), o que aumenta muito o risco de taquicardias ventriculares (principalmente Torsades des Pointes), bradicardia e de morte súbita, especialmente em cenários de inflamação sistêmica causada pelas viroses respiratórias epidêmicas.”

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Transcrição
00:00O uso da hidroxicloroquina, sabemos que isso prolonga o QT,
00:08e a medida tem que ser feita em relação ao QT-C, como sabemos,
00:13e ao prolongar o QT-C, o indivíduo fica mais susceptível a arritmias complexas,
00:21podendo haver até tachicardias ventriculares graves.
00:24Isso é um receio que nós, os cardiologistas, temos,
00:28apesar de saber que essa droga, no contexto onde ela é muito utilizada,
00:33e são pacientes que têm malária, naqueles pacientes que têm doenças como artrite,
00:40como lupus, esse perfil de doente, há uma segurança para usar essa medicação.
00:45Será que assim, em doentes graves, que estão hospitalizados em UTI,
00:52vítima da COVID-19, nós saberemos quando isso for efetivamente
00:57testado, né, o doutor Paulo, que conhece muito bem o rico da pesquisa científica,
01:04sabe que essas recomendações, elas estão sendo feitas com base em pequenas
01:09amortes de estudos observacionais, e não criam uma recomendação
01:15como a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem feito,
01:20de maneira reiterada, em relação a alguns tratamentos.
01:25São cenários que requerem dos profissionais que estão nas unidades de terapia intensiva
01:31um cuidado com esses pacientes.
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