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  • há 6 meses
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Uma pesquisa divulgada pelo Atlas Político indica que o presidente Jair Bolsonaro seria derrotado por vários possíveis candidatos em um eventual segundo turno em 2022. No Papo Antagonista, Felipe Moura Brasil entrevistou o CEO do instituto, Andrei Roman, que detalhou os números.
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Transcrição
00:00Essa pesquisa do Atlas Político, divulgada hoje, revelou que o presidente Jair Bolsonaro
00:05seria derrotado em um eventual segundo turno em 2022 por Sérgio Moro, Luiz Henrique Mandetta,
00:11Ciro Gomes, Fernando Haddad e até Lula.
00:14Bolsonaro só ganharia de João Doria, Luciano Huck, Marina Silva e Joaquim Barbosa.
00:20E o senhor Andrei Romã disse que os cenários de segundo turno ainda subestimam a verdadeira
00:26rejeição de Jair Bolsonaro, assim como ocorreu com Lula em 2018.
00:31Houve essa informação?
00:33Queria ouvir do senhor aqui ao vivo o que exatamente isso significa, que a rejeição ainda está subestimada.
00:41Olha, é atraente você sempre olhar os dados de uma pesquisa de um jeito que você gosta,
00:50você consegue, a partir de uma polarização tão grande que a gente enfrenta hoje,
00:55você vê a mídia de direita sempre repercutindo os resultados dos candidatos de direita
01:03e vice-versa com a esquerda.
01:06Então, eu diria que a nossa pesquisa é, de fato, tão ruim para o presidente Bolsonaro.
01:11Se você for considerar, por exemplo, que ele tem uma reprovação de 60% nesse momento,
01:18ou seja, o saldo dele em termos de reprovação seria algo de 20 pontos negativos,
01:25ele só perde, no pior caso dos cenários de segundo turno, por 4 pontos.
01:31Então, o desempenho dele, de fato, na pesquisa eleitoral é um desempenho muito bom
01:36para um presidente que tem uma aprovação tão baixa nesse momento.
01:40E isso aponta para a fraqueza dos adversários dele, ou seja, o principal ator
01:46favorecendo o Bolsonaro neste momento, nessa corrida de 2022,
01:51é a impopularidade dos seus adversários.
01:55O presidente Lula, por exemplo, que é um dos votados a talvez concorrer,
02:03dependendo da decisão do judiciário,
02:05que na nossa pesquisa apareceu um pouquinho na frente do Bolsonaro,
02:10mesmo que dentro da margem de erro,
02:12continua tendo uma rejeição de aproximadamente 60%.
02:15Nada mudou com a rejeição do Lula.
02:17O que mudou de verdade foi essa onda de escândalos,
02:24de conflitos afetando o governo Bolsonaro,
02:27uma má gestão da pandemia,
02:29uma má gestão governamental em vários planos,
02:33e isso derrubou a aprovação do presidente.
02:35Dado esse cenário bem conturbado que o Brasil está passando hoje,
02:42eu diria que é uma performance ele ainda conseguir empatar
02:47todos os adversários da oposição no segundo turno hoje.
02:51Agora, voltando para a questão da possível subestimação
02:59de alguns dos adversários, eu acho que isso é verdade.
03:02Por exemplo, se você for olhar quais que são os candidatos
03:05que mais conseguem tirar votos do Bolsonaro na nossa pesquisa,
03:09não só aqueles que são, que aparecem em cima,
03:12os candidatos de esquerda,
03:13são, no caso, o Sérgio Moro e o Joaquim Barbosa.
03:18Com o Sérgio Moro, o Bolsonaro tem somente 33,6% na nossa pesquisa,
03:23ou seja, o Moro conseguiu tirar aproximadamente 10% dos votos
03:31que o Bolsonaro teria no cenário contra o Lula.
03:34O problema do Moro nessa pesquisa é que a figura dele também é muito rejeitada,
03:39neste caso, pela esquerda, e por conta disso,
03:43ele tem uma margem, uma vantagem em relação ao Bolsonaro
03:47um pouco menor que o Haddad, o Lula ou o Ciro Gomes.
03:52Mas uma coisa que a gente deveria pensar é que
03:54é uma coisa você rejeitar em tese
03:57os dois candidatos no cenário de segundo turno numa pesquisa,
04:02e é outra coisa você fazer essa opção pela isenção na vida real
04:07quando você entra na cabine de votação.
04:09Ou seja, eu duvido muito que todos os respondentes da pesquisa
04:17que saíram de esquerda e que disseram rejeitar os dois,
04:22que declaram voto nulo, branco, ou se declaram indecisos
04:25entre Moro e o Bolsonaro na nossa pesquisa,
04:28que eles farão mesmo isso quando a gente chegar mais próximo da eleição
04:34e realmente no momento quando eles forem votar.
04:36Por isso, como há toda essa taxa muito grande ainda de indecisão,
04:43tem que ter bastante cautela com a análise dos números,
04:47com conclusões tipo o candidato mais forte é tal,
04:50a vez de tal, porque são fenômenos que podem variar bastante,
04:56e como falei, o principal fator hoje em dia afetando essa dinâmica
05:01nem sequer é a figura do presidente Bolsonaro,
05:03mas é a reprovação, a falta de popularidade dos líderes da oposição.
05:08Maravilha, estou conversando com o CEO do Atlas Político, Andrei Romã,
05:14que está detalhando aí os resultados divulgados hoje no Antagonista
05:17sobre a projeção de segundo turno para 2022.
05:20Eu preciso marcar o break aqui da nossa transmissão na Rádio Educadora
05:23em Uberlândia, Minas Gerais, produção pode marcar e eu volto já.
05:27Muito bem, já podemos continuar aqui a conversa.
05:31Eu sou Felipe Moura Brasil, conversando com o CEO do Atlas Político, Andrei Romã,
05:35e quem estava ouvindo no rádio não estava vendo os resultados numéricos
05:41que a gente estava mostrando para vocês que acompanham esse programa no YouTube.
05:45Então, lendo aqui rapidamente, no segundo turno entre Sérgio Moro e Bolsonaro,
05:49o ex-ministro Moro teria 34% dos votos e o presidente 33,6%.
05:56Portanto, uma diferença de apenas 0,4 pontos, como comentou o Andrei Romã,
06:02mostrando que a diferença do Moro para o Bolsonaro nesse momento seria pequena,
06:06mas ele está com a vantagem e um alto índice de brancos e nulos,
06:10porque chegaria a 32,4%, obviamente uma rejeição por parte da esquerda.
06:16O antagonista, evidentemente, de acordo com a avaliação que a gente faz,
06:20comentou que existe uma dúvida entre aquele juiz que prendeu quadrilheiros
06:26e o Bolsonaro colocado como um troglodita que atentou contra a vida
06:31da população brasileira nessa conduta desastrosa da pandemia.
06:34Mas isso são as análises nossas, obviamente não tem nada a ver com o Instituto.
06:38Agora, o Haddad venceria o Bolsonaro por uma margem ainda maior,
06:42de 42% a 38%, e o Lula venceria por 40,9% a 37,8%.
06:50Então, só para encerrar, Andrei, como o senhor colocou,
06:55muita gente hoje diz uma coisa, mas essas pessoas ainda serão influenciadas
07:01por uma campanha, inclusive do oposicionista,
07:04porque quem agora está com os olfotes sobre si é o presidente da República.
07:08num momento que tem pessoas, inclusive, que nem confirmaram se serão ou não
07:13candidatas, como o próprio Sérgio Moro, Joaquim Barbosa e outros.
07:18No momento em que surge uma campanha, surge toda uma argumentação,
07:22uso de televisão, de rádio, essas coisas mudam, né?
07:26Claro, essas coisas mudam, mas a pesquisa aponta para alguns desafios estruturais,
07:32principalmente para os candidatos de centro.
07:34Se você for, por exemplo, pegar os resultados de primeiro turno,
07:37que também são muito importantes,
07:40for olhar o percentual do Bolsonaro, que é de 35%,
07:44estimar uma votação da esquerda de em torno de um terço do eleitorado,
07:49que é menos do que ela teve na eleição passada,
07:51essa passada foram 30 pontos para o Haddad,
07:56e mais uns 12, se não me engano, para o Ciro,
08:00você já chega a mais de 65% do eleitorado,
08:03que já tem uma escolha bastante firme.
08:06Um grande desafio para esses candidatos da centro-direita, então,
08:10será, em primeiro lugar, reduzir a fragmentação do campo,
08:13alguns deles terão que sair,
08:15e depois os outros terão que realmente terão uma campanha extremamente forte
08:21para agregar um terceiro polo político,
08:26um segundo polo oposicionista,
08:28que tenha alguma chance de chegar no segundo turno em 2022.
08:33Não será nada fácil conseguir isso, na minha opinião.
08:37Acho que isso também impacta bastante todo o debate
08:43em relação à eleição do presidente da Câmara.
08:48A parte mais programática da centro-direita,
08:52acho que já se dá conta, com plena clareza,
08:56de que, chegando mais próximo a 2022,
09:00terão uma chance extremamente difícil,
09:04extremamente pequena de conseguir amplacar um candidato
09:08no segundo turno da eleição.
09:10Então, o processo de impeachment seria algo bastante útil,
09:15ou porque poderiam simplesmente tirar o Bolsonaro da corrida,
09:19ou porque poderiam reduzir a popularidade dele.
09:22Isso não está nada alinhado com as prioridades do Centrão.
09:25O Centrão sempre aproveitou as circunstâncias
09:29de presidentes fracos e impopulares,
09:31então estarão bem contentes a ficarem mais dois anos aí
09:36conseguindo extrair, extorquir benefícios do governo Bolsonaro.
09:41Igual, o Centrão será muito feliz
09:43depois da eleição de 2022,
09:46ou com o Bolsonaro reeleito,
09:47ou com o candidato,
09:50ou com o presidente de esquerda,
09:51nos dois casos com uma base
09:53bastante desidratada no Congresso Nacional.
10:01Legenda Adriana Zanotto
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