Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 1 ano
ASSINE O ANTAGONISTA+ COM DESCONTO: https://urless.in/6M3jH
--
Assim como tantas outras promessas de campanha de Jair Bolsonaro, a de ter um gabinete de ministros ocupado por técnicos e notáveis foi definitivamente abandonada em 2020. Quem não aderiu ao sabujismo desembarcou ou foi chutado pelo próprio presidente.
--
Cadastre-se para receber nossa newsletter:
https://bit.ly/2Gl9AdL

Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com

Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista
https://www.twitter.com/o_antagonista
https://www.instagram.com/o_antagonista

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Assim como tantas outras promessas de campanha de Jair Bolsonaro, a de ter um gabinete de ministros
00:15ocupado por técnicos inotáveis foi definitivamente abandonada em 2020. Quem não aderiu ao sabugismo
00:23desembarcou ou foi chutado pelo próprio presidente. Ainda no primeiro ano do governo, quatro ministros
00:30caíram. Um dos mais fiéis, Gustavo Bebiano, foi demitido logo no início do governo após atritos
00:36com Carluxo, vindo a falecer em março deste ano de infarto. Também caíram Santos Cruz, Ricardo Vélez
00:44e Floriano Peixoto. Em abril deste ano, a baixa mais importante. Depois de ser fritado ao longo de vários
00:51meses e diante da tentativa de interferência de Bolsonaro na PF, Sérgio Moro entregou o Ministério
00:58da Justiça e Segurança Pública. Para o seu lugar, Bolsonaro nomeou André Mendonça, o homem que
01:04escreveu um livro em homenagem a Dias Toffoli. A PF saiu das mãos de Maurício Valeixo e quase foi
01:11entregue a Alexandre Ramagem, sendo a nomeação impedida pelo STF. Assumiu então outro Alexandre,
01:18Rolando, que vem fazendo o dever de casa na expectativa de ganhar um posto no exterior no
01:24início de 2021, quando Bolsonaro deve voltar à carga com seu plano de terramagem, controlando
01:30delegados e agentes federais. Ainda em fevereiro, Bolsonaro também promoveu mudanças no Ministério
01:36do Desenvolvimento Regional. Para atender o Centrão, trocou Gustavo Canuto por Rogério Marinho,
01:43até então secretário especial de Previdência. Marinho, fortalecido, voltou-se contra seu ex-chefe,
01:50o ministro Paulo Guedes, e passou a liderar na Esplanada um movimento de perfil nacional
01:55desenvolvimentista, apoiado na velha fórmula, assistencialismo mais obras públicas e responsabilidade
02:03fiscal. Guedes reagiu, mas com o passar dos meses acabaria se rendendo ao populismo barato para não
02:10perder o posto. No Palácio do Planalto, Bolsonaro também dispensou o porta-voz, general Rego Barros,
02:17que passou a ser mal visto internamente ao praticar o que ele classificou como discordância leal.
02:24Ao sair, escreveu artigo acusando o presidente de se deixar inebriar pelo poder e abandonar os
02:30aliados, cercando-se apenas de seguidores subservientes. Um exemplo? Jorge Oliveira, o Jorginho,
02:38amigo da família Bolsonaro, que assumiu a secretaria-geral acumulando o poder da assessoria
02:43jurídica da presidência. Teve seu nome cogitado para o Supremo e acabou ganhando uma vaga vitalícia
02:49de ministro do Tribunal de Contas da União. Ou Onyx Lorezoni, que mesmo enfraquecido, foi
02:56deslocado da Casa Civil para o Ministério da Cidadania, num lugar de Osmar Terra, passando
03:02a cuidar do principal programa de resgate da popularidade de Bolsonaro, o Corona Voucher.
03:09No lugar de Onyx, assumiu o general Braga Neto, que passou a homem forte do governo abrindo
03:14a esplanada para outros generais, como Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. A pasta da
03:21saúde, aliás, virou chapa quente neste ano de pandemia. Luiz Henrique Mandetta foi demitido
03:26com o aprofundamento da pandemia e das contradições de um governo que nega a ciência. Em seu
03:33lugar, assumiu Nelson Teich, que um mês depois entregou o cargo a Pazuello. Apesar de se revelar
03:39o fracasso total no enfrentamento da Covid, o general se mantém no posto por se comportar
03:46como um verdadeiro soldado, um cumpridor de ordens de Bolsonaro. O Ministério da Educação,
03:51que já havia passado de comando em 2019, sofreu nova mudança. O proto-bolsonarista,
03:58Abraham Weintraub, não caiu por falta de vassalagem, mas por atacar o STF e ofender
04:04seus ministros, criando um constrangimento insuperável para o próprio Bolsonaro.
04:09A saída foi a indicação de Weintraub para uma diretoria no Banco Mundial, nos Estados
04:20Unidos, para onde o ex-ministro escapou na surdina. Meses depois, foi acompanhado pelo
04:26irmão Arthur, que trocou a assessoria especial do presidente por uma vaga na OEA. Para substituir
04:33Weintraub no MEC, Bolsonaro chegou a escolher Carlos Alberto Decotelli, cujo currículo foi
04:39desmascarado antes que pudesse assumir. Deu lugar ao pastor evangélico Milton Ribeiro,
04:45ligado à Universidade Presbiteriana Mackenzie. Outro bolsonarista que tropeçou no próprio
04:51fascismo foi Roberto Alvim, obrigado a deixar a Secretaria Especial da Cultura depois de gravar
04:57um vídeo parafraseando o discurso do ministro da propaganda da Alemanha nazista, Josef Gables.
05:04Para o lugar de Alvim, e apesar das pressões da bancada evangélica, Bolsonaro convidou
05:10Regina Duarte, que deixou a Globo e se converteu em neo-bolsonarista, relativizando as mortes
05:17da Covid e entoando o hino da ditadura Pra Frente Brasil.
05:21Tem que olhar pra frente, tem que ser construtivo, tem que amar o país. Coisas que aconteceram
05:27nos anos 60, 70, 80, gente, vambora, né? Vambora pra frente.
05:34Pra frente Brasil, salve a seleção. De repente é aquela corrente pra frente.
05:42Manietada pela quarentena e pela ala olavista, Regina conseguiu apenas dar algumas entrevistas
05:49constrangedoras e gravar vídeos constrangedores ao lado do presidente, sendo substituída finalmente
05:57por Mário Frias, o ex-ator de Malhação, que resolveu sair do ostracismo, empunhando
06:03a bandeira bolsonarista, endossando o discurso de uma arte nacionalista e fazendo aulas de tiro
06:09com Eduardo Bananinha. Além de abandonar o critério técnico, Bolsonaro também descumpriu
06:15a promessa de enxugar a esplanada. Em junho, cedeu mais uma vez ao Centrão e recriou o Ministério
06:23das Comunicações para entregá-lo ao deputado Fábio Faria, do PSD de Gilberto Kassab.
06:30Também perto do fim de 2022, Marcelo Álvaro Antônio caiu do Ministério do Turismo depois
06:36de acusar o general Luiz Eduardo Ramos de sabotá-lo por interesse do Centrão. No lugar
06:42de Álvaro Antônio, assumiu o até então presidente da Embratur, o sanfoneiro, dono de pousada e amigo
06:49de pescaria de Bolsonaro, Gilson Machado Neto. O início de 2021 promete mais mudanças, sob pressão
06:58de vários partidos por espaço na esplanada e a resistência dos militares.
07:03Música
07:05Música
07:33Música
Comentários

Recomendado