- 20/06/2025
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou estar preocupado com o risco de uma terceira guerra mundial, em referência à escalada do conflito entre Israel e Irã. Enquanto a Rússia expressa preocupação, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump se reuniu com seu ex-estrategista, Steve Bannon, que é contra a participação dos EUA no conflito.
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NotíciasTranscrição
00:00Inclusive eu quero falar desses atores que estão envolvidos nessa situação agora e voltar a conversar com o Luca Bassani sobre isso.
00:06Ô Luca, onde você está dessa vez? Conta pra mim.
00:10Eu estou em Moscou, na Rússia.
00:11Ah lá. E como é o posicionamento que tivemos de Vladimir Putin até aqui?
00:18Pois é, Evandro, esse posicionamento pode ser o fiel da balança porque, ao contrário do que muitos pensam, a Rússia tem boas relações com Israel.
00:26Não é uma relação de aliança como tem os Estados Unidos, de maneira alguma, mas ela também tem muitos investimentos em Israel,
00:33além do fato de o russo ser a terceira língua mais falada dentro de Israel por conta dos judeus soviéticos,
00:40que depois de vários expurgos e movimentos migratórios a partir da década de 50 e 60 também se estabeleceram em Israel.
00:47O presidente Putin disse estar preocupado com a terceira guerra mundial e também ele afirmou que esses novos conflitos que vão surgindo,
00:56sobretudo no Oriente Médio, eles têm grande potencial para arrastar os diversos países para algo de escala maior.
01:04Nós sabemos que a Rússia tem uma espécie de aliança circunstancial com o Irã, afinal o Irã produz muitos drones,
01:13os shahids, que são utilizados pelos russos na Ucrânia.
01:16Ambos os países estão lá no Mar Cáspio, ou seja, também tem a fronteira do Mar Cáspio para proteger, para poder dialogar em relação a esse corpo d'água.
01:26E não podemos esquecer que no contexto da guerra Irã-Iraque, como o próprio Piperno trouxe muito bem,
01:32enquanto o Ocidente patrocinava o Saddam Hussein do Iraque, as potências do lado oriental, sobretudo da União Soviética,
01:39naquela década de 80, davam respaldo ao regime dos ayatolás.
01:43Então a aliança dos russos com o Irã também é profunda e longa.
01:47Por isso mesmo, muitos acreditam que caso haja uma espécie de mediação, de negociação,
01:52é fundamental que a Rússia participe deste momento, dialogando e fazendo também as pontes.
02:00O grande problema é que a Rússia, por estar envolvida em um conflito que também é considerado uma quebra do direito internacional,
02:07ela perde a legitimidade para pedir a paz em outro conflito.
02:10É aquilo que o presidente Donald Trump disse essa semana.
02:13Primeiro finalize a sua guerra e depois venha discutir outra guerra.
02:17E esse ponto acaba muitas vezes sendo seguido por outros países que até podiam pensar em convidar a Rússia,
02:24mas acabam deixando-a de lado.
02:25Não podemos esquecer que continua sendo uma grande potência militar e que tem uma grande influência, como eu disse,
02:32em ambos os atores, poderia ser com certeza um desses players fundamentais para encontrar uma saída diplomática
02:39e não uma guerra absoluta, como muitos acreditam que pode acontecer caso os Estados Unidos entrem na guerra.
02:47Valeu, Luca Bassani. Já já eu volto a falar contigo para a gente discutir também Estados Unidos.
02:51Seria um absurdo esperar que Vladimir Putin peça a paz entre Israel e Irã,
02:56diante de tudo que já fez e faz e de todo o conflito que envolve Rússia e Ucrânia.
03:01Mas por que se espera tanto e se fala tanto de Vladimir Putin quando o conflito também não acontece naquele país, hein, Henrique Kriegner?
03:09Eu acho que numa tentativa, Evandro, de trazer um pouco de equilíbrio dos padrinhos.
03:14Se Israel pode ter, talvez, uma proximidade maior com os Estados Unidos,
03:20existe uma certa expectativa de que Rússia faça esse papel com o Irã.
03:24Mas como o Luca trouxe aqui, muito claro, a Rússia não tem uma inimizade com Israel,
03:30não tem uma indisposição natural aí com Israel.
03:34Então eu não sei se ele faria esse padrinho.
03:36Agora, quem seria esse grande padrinho do Irã, ele realmente ficaria sem, né?
03:41A gente não sabe como fazer.
03:43Que seria uma grande ironia, isso sim seria.
03:46Mas também, a Rússia não tem condições militares agora de arcar com dois conflitos.
03:51Um, ainda sendo à distância, realmente não consegue entrar.
03:54O que a gente percebe, Gustavo Segret, é que Rússia e China estão assim,
03:58observando de longe e dizendo, isso é necessário, é preciso chegar a um acordo,
04:03nós não vamos apoiar nenhum tipo de conflito ou escalada,
04:07mas estão ali, do alto da arquibancada, assistindo e atentos e sendo cobrados.
04:13Mas, por enquanto, sem nenhuma atitude.
04:15Evandro, me parece que qualquer participação que possa ter,
04:19tanto da Rússia quanto da China, que ideologicamente poderia estar mais próximo do Irã,
04:24deverá ser, se isso acontece, na parte defensiva.
04:28Ou seja, colaborando com o Irã para que evite, através das suas forças e das suas armas,
04:35que o Irã seja atacado, não para atacar alguém.
04:39É, a Rússia mencionou que ofereceu uma estrutura antiaérea para o Irã,
04:42mas que ele não deu retorno.
04:43Me parece que, se tivesse essa posição, poderia servir como um escudo,
04:51dizendo, ó, eu vou te ajudar a se proteger, mas eu não vou atacar ninguém.
04:56É uma maneira de fazer um equilíbrio na defensiva,
04:59e isso pode diminuir um pouco o conflito.
05:02Como é que se avalia, hein, Zé Maria?
05:05Pois é, tem uma frase que diz o seguinte,
05:07eu não sei como será a Segunda Guerra Mundial, mas a terceira,
05:11aliás, eu não sei como será a terceira guerra mundial,
05:13mas a quarta será de pedra e pau, né?
05:17Porque a terceira guerra arrasaria com todos os países e todas as tecnologias.
05:23Então, assim, uma terceira guerra mundial é um assunto que ninguém quer.
05:27Nenhum país quer a terceira guerra mundial.
05:29E eu não vejo isso aí, tá?
05:31Estão muito falando, tem muita gente falando,
05:33estão até me perguntando isso nas ruas, por exemplo.
05:36Mas o que eu vejo analisando a história,
05:39analisando ali o ambiente de cada guerra,
05:42é que existiam dois grandes blocos, né?
05:46E um bloco que estava tentando dominar o mundo.
05:49Eu não vejo isso.
05:50É claro que é um momento geopolítico diferente,
05:54porque os países estão se fechando, né?
05:57Estão se protegendo economicamente, politicamente, até geograficamente.
06:02Mas não existe nenhuma ameaça para o mundo inteiro,
06:05como existiu durante a Segunda Guerra Mundial,
06:08onde os países se aliaram para destruir o Hitler, né?
06:12E suas ideias, e suas ideologias.
06:14E eu não vejo essa organização bilateral no mundo.
06:19Pelo contrário, há a possibilidade, isso eu sei,
06:22a possibilidade alta de muitos conflitos regionais, né?
06:27Isso é possível, entre outros motivos, pelo barateamento da guerra.
06:32Isso aí está muito evidente, que a guerra ficou mais barata.
06:36Não é mais tão pesada como antigamente, né?
06:39Então, existem ali indicativos claros de que haverá outros conflitos regionais,
06:47mas uma terceira guerra mundial, eu acho muito difícil.
06:51E outra coisa, a característica, é porque há muita intromissão.
06:56Antes, quando um conflito assim era iniciado, os dois países resolviam.
07:01E agora, não.
07:02Os Estados Unidos, Putin, a China, todo mundo entra na história,
07:06entra na conversa e dá um tom muito mais grave a um conflito regional.
07:10A gente tem que entender que é grave, mas esta guerra entre Israel e Irã
07:17não tem conotações mundiais, né?
07:21Fala, Piperno.
07:23Quando...
07:24Eu não sou exatamente um defensor do presidente Trump,
07:29mas quando ele faz essa observação em relação ao Putin,
07:31do tipo, acaba com a sua guerra aí, depois você vem optar...
07:35Depois você conversa com nós.
07:36Ele está correto, é óbvio, né?
07:37Quer dizer, enfim, como Putin não é exatamente um candidato ao Prêmio Nobel da Paz.
07:43Agora, é importante a gente observar, sim, que há um, digamos,
07:48um alinhamento político entre Rússia e Irã,
07:51e isso já acontece há bastante tempo,
07:53embora, do ponto de vista ideológico,
07:55também seja muito difícil a gente estabelecer algum tipo de identidade entre eles,
08:00até porque...
08:02Como é que nós vamos situar ideologicamente o regime do Irã?
08:06Aquilo é uma ditadura, ponto.
08:08Agora, o que mais, né?
08:10Do ponto de vista da economia, como é que o Irã se situa?
08:14Acho que ninguém sabe ao certo, nem mesmo o Irã.
08:16Nem mesmo o Irã tem essa preocupação.
08:18Agora, a Rússia, então, ela tem, sim, de fato, esse alinhamento político com o Irã,
08:25mas tem relações, tinha, pelo menos, até o boicote, até o início da guerra com a Ucrânia,
08:31relações comerciais e diplomáticas normais com Israel,
08:35a ponto, inclusive, isso está naquele belo livro que eu citei por aqui,
08:38o Laboratório Palestina,
08:40de comprar, por exemplo, sistemas de defesa, espionagem e tal,
08:45de Israel, de empresas israelenses.
08:48Então, a Rússia também vai buscar fornecedores em Israel,
08:53como ela faz agora, nesse período de guerra, com o Irã.
08:56O Irã enviou muitos drones lá para a Rússia, que foram usados contra a Ucrânia.
09:02Então, veja, por isso que não é fácil a gente fazer, encarar essa guerra,
09:08enfim, estabelecendo uma simples clivagem ideológica.
09:12Porque, digamos, essas alianças, elas fogem a isso, né?
09:20Elas vão muito além disso.
09:22São outros interesses.
09:23Agora, quando a Rússia se posiciona e faz esse aceno ao Irã,
09:28de mandar, por exemplo, sistemas de defesa para lá,
09:31é também um aviso para o outro lado, do tipo,
09:34bom, vocês estão mandando porta-aviões lá para a região, né?
09:37Então, vocês podem mandar, mas não usa, tá?
09:40Fala, segredo.
09:41Não, perfeito.
09:43Manda.
09:44É a questão de...
09:45Eu te mostro o que eu tenho.
09:47Posso até participar da questão defensiva, mas não me involucro.
09:51Deixo esses dois, Israel e Irã, brigando entre eles.
09:55Eu estou aqui por perto, caso você precise, mas não me involucro.
09:59No respeito a Trump, o comentário do Trump em relação a que,
10:05eu sei aonde o Atola está, mas, por enquanto, não vamos matar.
10:09Já mostra que ele pode participar a qualquer momento.
10:13E eu duvido que ele precise de duas semanas para resolver.
10:17A questão é, está negociando, obviamente, e essas duas semanas é um prazo como para dizer,
10:23ó, se em duas semanas isso aqui não se resolve, eu vou entrar no meio.
10:27E aí pode escalar um pouquinho mais.
10:28Aliás, Donald Trump se encontrou com Steve Bannon, ex-estrategista dele,
10:33depois de uma manifestação de Bannon de que seria contrário à entrada
10:36ou ao envolvimento dos Estados Unidos nesse conflito.
10:39Luca Bassani, o que sabemos sobre essa reunião?
10:43Pois é, Evandro, nós vemos que esse encontro com Steve Bannon,
10:49ele marca essa dicotomia, esse dilema que vive Donald Trump.
10:52De um lado, temos os isolacionistas, aqueles nacionalistas do movimento MAGA,
10:57do Make America Great Again, dizendo que é necessário os Estados Unidos
11:02prestar atenção nos problemas internos relacionados à imigração,
11:05à pauta dos costumes, à questão das universidades,
11:08e não se envolver em um novo conflito no outro lado do mundo.
11:13Ao mesmo tempo, nós temos os republicanos históricos,
11:15na linha do George Bush, pai e filho, que acreditam que os Estados Unidos,
11:20quando tem uma oportunidade como essa, tem que ir e terminar o trabalho, né?
11:23Finish the job, como eles falam em inglês.
11:26A grande dificuldade é que o presidente Donald Trump,
11:28ele se preocupa muito com questões internas,
11:31porque está também no primeiro semestre do seu mandato.
11:34Steve Bannon, que era o ex-estrategista, tanto da campanha de 2016 quanto de 2024,
11:40ele disse, não se esqueça do erro que foi o Iraque,
11:43dizendo que aquilo foi uma mácula para a gestão do George Bush
11:48e fez também com que o sucessor republicano não fosse, então, eleito
11:53por conta do presidente Obama vencer naquele momento de fraqueza
11:57também da política externa norte-americana na eleição de 2008.
12:00Nós vemos que esses pontos históricos estão sendo muito trazidos neste momento,
12:06enquanto que Donald Trump não revelou a sua decisão.
12:09Muitos jornais, muitas publicações, dizem que ele já se decidiu,
12:14mas falta dar a ordem final para que o exército aeronáutico,
12:18os Navy SEALs possam fazer as suas operações.
12:21Outros dizem que, de fato, ele vive esse dilema moral em saber se vai arriscar tudo nessa guerra,
12:29considerando que há sempre um risco.
12:31Por mais que seja favorável para Benjamin Netanyahu a situação até agora,
12:35que ele conseguiu destruir muitas das instalações nucleares do Irã,
12:39conseguiu ter até o domínio aéreo do espaço aéreo iraniano,
12:43nós vemos que a vontade real de Donald Trump seria uma mudança de regime
12:48e não há nenhuma certeza que isso poderá acontecer
12:51e também não há nenhuma certeza que, caso caia o regime,
12:54o próximo será favorável aos Estados Unidos, a Israel será um regime mais democrático.
12:58Então, muitas daquelas histórias do passado, como o Piperno traz aqui,
13:02nós também tentamos trazer, como foi o caso do Iraque, da Líbia, da Síria,
13:06acabam sendo muito importantes para a gente poder ter uma noção
13:10de como os americanos vão prosseguir nesse momento em que estão desprestigiados
13:14dentro do Oriente Médio, tirando Israel, obviamente, de lado.
13:18Muito obrigado pelas informações, Luca Bassani.
13:20Você fala russo também?
13:23Um pouco.
13:24Ó.
13:24Um pouquinho.
13:27Dá para escapar de alguma situação mais complicada aí na Rússia, se for necessário, então?
13:34Dá, dá. O mínimo dá para escapar, mas o russo deixa para os russos,
13:39porque é uma língua com muitos e muitos casos diferentes,
13:43mas uma cultura fascinante, apesar do sistema político.
13:46Muito bom, Luca Bassani. Vai contando mais novidades para a gente aí, meu amigo.
13:49Ótima estadia aí na Rússia. Cada vez ele está num canto.
13:52É sempre bom perguntar para o Luca onde ele está.
13:54Se você vê uma cortina diferente atrás dele, é porque ele está em outro país.
13:59Ô, Fábio Piperno, você acha que existe humor nos Estados Unidos
14:03para acolher mais um conflito?
14:05O Steve Bannon, por incrível que pareça, ele tem talvez o seu grande momento de sensatez, né?
14:15Ele olha para trás, ele busca exemplos na história e fala,
14:21olha o que aconteceu lá.
14:22Quer dizer, nós entramos e olha como foi difícil sair.
14:25E, sobretudo, como custou caro.
14:27E o custa caro em dinheiro, em vários trilhões de dólares.
14:30Não é à toa que, durante a campanha eleitoral do ano passado,
14:35o presidente Trump prometeu encerrar conflitos pelo mundo,
14:40porque esses conflitos são muito caros, atrapalham a economia mundial
14:43e exigem também dos Estados Unidos algum tipo de apoio, participação.
14:48Ou será que alguém acha que ele está, enfim, a fim de continuar, por exemplo,
14:53mandando dinheiro lá para a Ucrânia?
14:55É claro que não.
14:55Então, vejam também, lembrem-se do que aconteceu na atabalhoada saída dos Estados Unidos,
15:03lá do Afeganistão.
15:04O avião lá para sair no aeroporto, um monte de gente se pendurando no avião,
15:08o avião querendo ir embora e gente caindo lá.
15:11Uma imagem grotesca.
15:12Então, é óbvio que uma guerra seria o pior dos cenários para os Estados Unidos agora.
15:19E o Luca tem razão numa coisa, razão em muitas coisas,
15:21mas o fato é que, se, por exemplo, o atual, enfim, o atual mandatário religioso do Irã
15:31cair, se o regime for, enfim, de alguma forma substituído agora,
15:38ninguém sabe quem é que assume aquilo, até porque, entre os opositores,
15:43em algumas eleições passadas, estavam também correntes lideradas por Ayatollahs.
15:49Fala, Segré.
15:51Me chamou a atenção um vídeo que anda circulando nas redes sociais sobre mulheres
15:56que são estudantes universitárias, pedindo a queda do regime,
16:02precisamente por como elas estão sofrendo.
16:04E aí, por isso, trouxe a fala sobre como o regime trata as mulheres
16:09e que grande parte da militância de esquerda, da América Latina, não apenas do Brasil,
16:14defende um regime que é contrário à mulher, que é uma das bandeiras da igualdade social
16:20e que não aplica lá.
16:22Então, pode ter uma mudança se essa movida de mulheres pedindo a igualdade com os homens
16:30num regime que, tradicionalmente, não trata a mulher com igualdade,
16:34pode pressionar internamente que alguma coisa mude no Irã também.
16:38Inclusive, Donald Trump fala neste momento com os jornalistas,
16:41provavelmente antes de embarcar para algum local,
16:44justamente no momento em que há uma cobrança enorme em cima do presidente dos Estados Unidos
16:49sobre uma decisão.
16:50Como nós contamos agora há pouco, ele pediu ali 15 dias para decidir se entraria de fato nesse conflito.
16:57Quando a gente fala de fato, é não só participando do planejamento ou oferecendo apoio estratégico a Israel,
17:03mas sim colocando seus homens, a sua estrutura, seus aviões, as suas bombas diretamente
17:10nesses ataques que estão sendo conduzidos agora de Israel contra o Irã.
17:16Como a gente menciona também, pode ser um recado aí para que as autoridades tentem chegar a um acordo
17:20como um aviso.
17:21Olha, ou vocês cheguem a um resultado, a uma situação, ou os Estados Unidos entrarão.
17:28Já já a gente vai trazer também mais as manifestações de Donald Trump.
17:31Fala, Kriegner.
17:32É verdade, Evandro.
17:34Acho que o que a gente tem falado aqui é justamente isso.
17:36Historicamente, quando os Estados Unidos entram com tudo num conflito no Oriente Médio,
17:41o resultado não tende a ser positivo no longo prazo.
17:45Ali a substituição de regime, a troca de lideranças.
17:48Mas agora, a pergunta é como vai ser essa entrada?
17:52Porque também, os que hoje nos Estados Unidos, dentro do Partido Republicano,
17:57dentro do movimento MAGA, eles dizem que os Estados Unidos não podem entrar,
18:01o que eles não têm falado, e isso absolutamente nenhuma das fontes que eu fui pesquisar,
18:06ninguém tem falado, é o custo de não entrar.
18:08Porque quando você está na posição de liderança, especialmente no cenário internacional,
18:12o líder, ele paga o preço em todos os momentos.
18:15Ele paga o preço por entrar e paga o preço por não entrar.
18:18Não existe isenção de custo, de preço.
18:22Ele vai ter, vai sofrer as consequências.
18:24Então, vamos supor que os Estados Unidos não entrem e que Israel vá gastando as suas armas
18:28e não consiga, então, conter mais os mísseis do Irã e acabe sucumbindo, talvez.
18:33Vamos dizer que Israel perde, no cenário hipotético aqui, que Israel perde.
18:36Qual é o custo, qual é o nível de desequilíbrio ali no Oriente Médio e qual o impacto disso
18:42para as relações com os Estados Unidos?
18:44Em segundo lugar, qual é o custo para os outros aliados?
18:47Uma vez que os Estados Unidos abrem mão de proteger um dos seus aliados,
18:51o que garante que ele vai proteger os outros?
18:53Estou falando de Taiwan, estou falando de outros países que estão também num perigo iminente.
18:58Aí a gente volta até para a questão da OTAN ali e os países que fazem parte em fronteira com a Rússia.
19:04Essas seriam duas perguntas que os que defendem a não intervenção não estão respondendo
19:09e precisariam responder.
19:11Então, a pergunta não é tanto se vai entrar, acho que essa é uma primeira pergunta, sim,
19:15mas tem que ter como vai entrar, porque é possível você promover uma substituição do regime
19:19sem necessariamente assassinar o líder ou ter tropas americanas no Irã.
19:24Fala, Zé Maria Trindade.
19:27É, o presidente dos Estados Unidos, ele, qualquer que seja ele,
19:32ele se transforma em uma autoridade muito importante no mundo, né?
19:36Ele normalmente controla, inclusive, as organizações internacionais que estão fragilizadas,
19:43mas ainda tem a sua força, tem a sua postura e numa disputa ali de imagem,
19:50são organizações muito importantes.
19:52Os Estados Unidos que sustentam essas instituições.
19:56mais do que isso, tem aliados, aliados fortes, e fala, de alguma forma, em nome dele,
20:02sem contar com o poderio bélico que os Estados Unidos detêm há muito tempo,
20:07tem uma cultura de guerra.
20:09Os Estados Unidos fazem guerra em qualquer lugar do mundo e poupa seu território.
20:14Então, assim, é muito importante o que o presidente dos Estados Unidos fala e faz.
20:19Donald Trump, ele se transformou numa figura muito mais importante por sua postura.
20:23Então, assim, numa decisão dessa de guerra, qualquer adversário do Donald Trump sabe que ele virá pesado demais, né?
20:32Porque ele é assim, é a postura dele.
20:36Muitos dizem que faltou isso na administração passada,
20:39o que permitiu o aparecimento de guerras e assim por diante.
20:43Então, o que a decisão dele de entrar ou não na guerra é, sim, uma decisão muito importante.
20:48Porque os Estados Unidos, quando entram numa guerra, entram de uma maneira muito forte.
20:53Tirando o Vietnã, que perderam feio para um país em inferioridade visível, né?
21:02De armamento e tal, e tal de pessoal.
21:05Os Estados Unidos sempre saem por cima numa guerra.
21:08O que foi, Piper?
21:10É que, de fato, o presidente Trump, ele tem uma retórica agressiva, belicosa.
21:16Rompeu acordos, né?
21:18Fechados aí pela administração Obama, tanto com o Irã quanto com o Cuba.
21:22Mas, na verdade, veja, quem pagou para ver também não sofreu as consequências de um ataque,
21:31como, por exemplo, aconteceu com a Coreia do Norte.
21:33Trump chegou a se reunir mais de uma vez com o líder, o maluco lá da Coreia do Norte,
21:38fez uma série de ameaças e o regime norte-coreano não cedeu.
21:45E por que Trump acabou, de certa forma, recuando?
21:48Porque ele sabe, sabia, né, que o custo de qualquer ação militar naquele momento,
21:53ainda mais para um país que faz parte do Clube Atômico, o custo seria desastroso.
21:59Obrigado.
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