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Benício Huck, filho de Luciano Huck e Angélica, foi visto curtindo a vida de solteiro em Balneário Camboriú. Após o fim do namoro com a influenciadora Duda Guerra, de 16 anos, ele foi flagrado aos beijos com uma garota durante uma festa. A psicóloga Larissa Fonseca analisou o assunto.
Apresentador: André Marinho
Comentaristas: Henrique Krigner, Luciana Nepomuceno, Maria de Carli, Sérgio Zagarino
Entrevistada: Larissa Fonseca.

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Transcrição
00:00Eu vou trazer aqui um alvo, talvez, improvável, mas, querendo ou não,
00:04realmente estão roubando manchetes, likes, curtidas e compartilhamentos
00:08por todos os lados, nas redes sociais, ou muitas vezes redes antissociais,
00:12Sérgio Zagarino, até porque fica aqui a pergunta pra quem tá acompanhando essa saga,
00:16será que a fila andou, finalmente, pra essa história que parece que tá...
00:20ou será que essa história parece que tá longe do fim?
00:23Eu me refiro ao romance do filho do Luciano Huck, Benício Huck,
00:27que foi alvo de toda uma polêmica danada envolvendo a namorada dele,
00:32ou ex-namorada, ou agora nova namorada novamente,
00:34que é uma influenciadora adolescente, né?
00:37E que ele teria sido visto aos beijos numa festa em Balneário Camboriú,
00:42e, logo depois de rumores surgirem sobre uma suposta reconciliação entre eles,
00:48com a namorada, a Duda Guerra, né?
00:50Que tá, enfim, sendo a pivô dessa polêmica toda,
00:54que acende essa grande discussão que eu queria estar posto aqui.
00:58Não sei se é uma grande discussão, mas, claro, vamos pegar...
01:00Uma grande fofoca.
01:02Uma grande fofoca.
01:03Tem muita gente do outro lado que tá falando assim,
01:04eu não acredito que a gente vai estar falando sobre o namorico do filho do Luciano Huck,
01:08e dando esse palanque todo.
01:09Porém, eu acho que aqui tem, sim, grandes lições que a gente pode extrair
01:13sobre relações de modo geral.
01:14É por isso que a gente tá propondo aqui no Morning Show, né?
01:16Questão de relações instáveis, cheias de altos e baixos.
01:18Afinal de contas, doutora Lala, será que nós até acabamos buscando essas relações
01:24cheias de ansiedade, instabilidade, incerteza, que fazem o coração até palpitar?
01:29O porquê disso, essa busca pela adrenalina?
01:32Vamos lá, né?
01:33A gente tem um país com 56 milhões de pessoas ansiosas.
01:38E viver...
01:40Exato.
01:40Nós somos o maior país em relação à ansiedade, de acordo com os dados, inclusive, da OMS.
01:46E quando a gente busca relações a partir da nossa ansiedade, a gente tá buscando essa
01:51instabilidade, a gente tá buscando essa insegurança, a gente tá...
01:54E é difícil pra gente, porque a gente lida com as pessoas, né?
01:58Se apegando muito rápido através dos nossos pensamentos, através das expectativas que
02:04a gente mesmo cria se relacionando com a nossa mente.
02:07Então, acaba se tornando um vínculo frágil e uma relação instável, uma relação insegura.
02:12E a gente vive a partir de uma dopamina, de uma sensação, exatamente provocada por
02:18essa insegurança, por essa instabilidade, que traz pra gente essa sensação agradável
02:24numa relação.
02:25Só que o amor romântico, né?
02:27Ele precisa dessa instabilidade e essa continuidade.
02:30Isso ajuda a diminuir os nossos níveis de ansiedade.
02:33Então, a gente tem que tomar muito cuidado como a gente se relaciona com uma outra pessoa
02:36quando estamos num quadro de ansiedade, né?
02:39Uma relação, assim, fugaz, através do próprio Benício, né?
02:43Que a gente pode olhar.
02:45Assim, o quanto que a gente tá precisando tampar uma dor nossa, o quanto que a gente tá
02:48precisando provar pros outros que a gente tá super bem, o quanto que superar, virar
02:52a página de uma forma tão rápida, também não é um comportamento ansioso.
02:56Você não acha que a ansiedade é o mal do nosso século, hein?
03:00E, obviamente, com as redes sociais e a questão da comparação e a necessidade da resposta
03:05imediata, aquilo ali, aquilo lá.
03:07Então, esse quadro, esse número de pessoas, 56 milhões de pessoas que você falou, vão
03:12tender a aumentar e como é que a gente, o que a gente pode fazer pra evitar esse tipo
03:16de relacionamento como esse aí que a gente vê?
03:19Basicamente, um tipo de relacionamento quase que tóxico, né?
03:22Também, imagina ali a dopamina que vai, sobe, desce, instabilidade.
03:26Então, nesse sentido, é como a gente pode combater num cenário em que a ansiedade
03:29é o mal do século e que as relações estão cada vez mais assim, baseadas na dopamina.
03:34Qual é o remédio, a solução pra gente não se envolver nesse tipo de dinâmica?
03:40É, vamos lá. Ótima sua pergunta, Maria.
03:43É o seguinte, a gente, você falou de um aumento há 3, 4 anos atrás, a gente tava em 38 milhões
03:47de brasileiros.
03:48Hoje, a gente já tá com 56.
03:50Então, assim, a gente está aumentando exponencialmente a quantidade de ansiedade e a forma de solucionar
03:56muito mais tá relacionada com a gente mesmo, né?
03:58O quanto que a gente olha pra dentro, o quanto que a gente olha pra gente e a gente busca
04:01relações que sejam satisfatórias, que tenham um retorno da outra pessoa.
04:05O quanto que a gente tá se relacionando com pessoas a partir da nossa própria mente, né?
04:09Criando as expectativas, criando através dessa intensidade da relação, né?
04:15O porquê é intenso não significa que é verdadeiro, não é um vínculo necessariamente
04:19verdadeiro.
04:20Não significa que a outra pessoa também está trazendo isso pra gente.
04:24Eu tenho percebido que as pessoas, elas estão se pautando muito em razão da rede social.
04:29Exatamente.
04:30É isso que eu queria colocar.
04:31Ficamos todos súditos da ditadura do algoritmo, como eu venho dizendo aqui.
04:35Tenho percebido...
04:36Tá deixando todo mundo meio doido, por isso que eu chamo de redes antissociais de vez
04:39em quando.
04:40Porque, enfim, é absolutamente normal, eu diria, Zagarino, quero te ouvir também, que
04:45nessa fase da vida, né?
04:47Especialmente considerando a Duda Guerra e o Benício Huck, eles estão ali com essa
04:51hiperexposição, os holofotes do paparazzi ali na rédea curta, expondo tudo o que eles
04:55conseguirem da relação deles.
04:58O normal nessa fase, que todo mundo já passou pela adolescência com hormônios explodindo,
05:02o normal é você, enfim, pegar uma ou pegar outra e você se entediar rápido e já
05:08querer partir pro próximo.
05:09Difícil mesmo é querer se manter.
05:11Então, isso ainda mais com essa exposição toda.
05:13Mas, você sabe que nessa fase, até o friozinho na barriga, né, Larissa, era gostoso?
05:19Aquela ansiedade, aquela expectativa...
05:22Era ou é?
05:22Não, hoje, depois que a gente fica mais velho, a gente fica mais maduro e as coisas, elas
05:28vão mudando.
05:28Então, eu tô focando aqui realmente no adolescente.
05:30O adolescente, ele tinha aquela ansiedade de sair...
05:33É, o que é isso?
05:34Não, eu tô com 35, gente, é uma carinha.
05:36Mas o adolescente em si, quando ele ia sair, ele ia no shopping, no cinema, ele ficava
05:40com aquela expectativa de não saber o que falar.
05:42Hoje, eu percebo que eles estão ficando praticamente doentes.
05:46Aí, você vai poder falar até com mais propriedade.
05:47Porque tudo tá baseado na rede social, no algoritmo.
05:51Eu vejo as pessoas...
05:52Eu pego o metrô, eu deixo o carro no metrô e venho de metrô aqui pra estação, aqui
05:57pra TV.
05:58E no metrô, eu percebo que as pessoas, elas ficam olhando...
06:00Elas não olham outros histories em rede social.
06:03Elas ficam olhando quem olhou o dela.
06:05O tempo inteiro.
06:06As pessoas, elas ficam o tempo inteiro olhando quem olhou o que ela postou.
06:10Olha isso, que ansiedade nossa, gente.
06:12A gente tá vivendo...
06:13Quem nunca, também?
06:14Não dá dizer que tu nunca fez isso.
06:15Não, tudo bem, mas você faz isso uma vez.
06:17Pode brincadeira aí, velho.
06:18Até pra saber qual é o retorno do outro, né?
06:20E isso traz uma dopamina.
06:22Nós estamos vivendo a era dos amores líquidos e das amizades superficiais.
06:26O que que essa amizade pode trazer de retorno pra gente em relação às redes sociais?
06:29Tem diversas pesquisas já mostrando isso e já aparece uma tendência de que as relações
06:35de amizade, a gente tá buscando likes, a gente tá buscando fotos, a gente tá buscando
06:40mostrar pros outros e quem vê a gente e isso traz uma sensação extremamente agradável
06:44e traz a sensação do adolescente que você mencionou de fugacidade, de apaixonamento,
06:50de se sentir bem.
06:51Só pra antes da gente seguir, a gente tem outro caso aqui que eu quero repercutir, mas
06:54na minha visão, a exceção, o verdadeiro milagre nessa fase da vida que os dois estão,
06:59ainda mais com esse agravante dos holofotes, dos paparazzi em cima, o milagre seria ter
07:04um relacionamento sólido, porque eu acho que o normal, normalmente, é você se apaixonar,
07:08se envolver ao extremo, se entediar mais rapidamente e já partir pro próximo papel.
07:12Eu vou aumentar a discussão aqui, então, posso?
07:14Vou aumentar a discussão.
07:17Deixa eu falar, deixa eu só colocar um elemento aqui.
07:19Não, é rapidinho, é só pra colocar um ingrediente aqui pro debate, que é natural, é como você
07:27falou, quando você tem 16 anos na adolescência, essas vindas e vindas, é natural desse processo
07:34de formação desse indivíduo.
07:37A questão é, ah, quando você é uma pessoa madura e aí você tem realmente essa oscilação,
07:44mas eu acho super natural o que tá acontecendo com esses adolescentes pra idade deles.
07:48A questão é a superexposição decorrente de rede social, de serem pessoas, pelo menos
07:54um filho famoso, e aí tem essa cobrança da sociedade, ah, voltaram, beijou, mas que
08:01pra mim, e você como especialista sabe precisar, é muito natural pra jovens.
08:06Sim, adolescente é natural e adultos estão buscando esse tipo de relação.
08:10Não, aí a gente não pode, a gente não pode deixar...
08:13É, o problema é se é um adulto desfuncionar.
08:15Mas aí a gente aumenta os índices, inclusive de traições.
08:19É, porque o adulto tem buscado essa sensação agradável que a rede social trouxe, ou esse
08:24adoecimento pra gente.
08:25Borboleta no estômago.
08:25Então, é importante, exato, as borboletas no estômago que muitas vezes traz as novas
08:31relações, seja pelos términos e divórcios que aumentaram índices absurdos recentemente,
08:36ou seja pelos índices de traição que começam a cada vez mais surgir e aparecer de uma
08:41forma exponencial.
08:42Então, sim, a ansiedade, a rede social e a borboleta no estômago.
08:47Lembrei daquela frase, né, que muita gente diz, né, que o Brasil não tem um povo, tem
08:50público.
08:51E realmente, se tiver público, vai ter demanda e o pessoal vai ali, vai consumir isso
08:54e vai seguir aplaudindo e recompensando com likes e vira, assim, um ciclo de recompensa.
09:00E claro que vai seguir repercutindo e a gente aqui trazendo os, enfim, as emoções de
09:07Sábado à Noite de Benício Huck e Duda Guerra aqui no Morning Show.
09:10É isso.
09:10Mas lições importantes foram mencionadas aqui, sem dúvida alguma.
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