O professor Manuel Furriela analisa o agravamento da tensão no Oriente Médio após o Irã lançar ataques contra Israel. A ofensiva aumenta o risco de uma guerra de maiores proporções na região, com impactos geopolíticos e econômicos. Furriela detalha os desdobramentos e possíveis consequências.
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NotíciasTranscrição
00:00para falar sobre a guerra no Oriente Médio, com análises e também avaliações sobre o futuro desse novo conflito
00:09que nós estamos acompanhando. Lembrando que o Irã lançou um contra-ataque a Israel já madrugada no Oriente Médio
00:15e, de qualquer forma, a Jovem Pan vai continuar acompanhando, nesse fim de semana, todos os desdobramentos.
00:22E nós temos já um convidado aqui com a gente, mais uma vez, gentilmente nos atendendo,
00:26professor Manuel Furriella, de Direito Internacional e também professor de Relações Internacionais.
00:33Como sempre, professor, uma honra te receber aqui na programação da Jovem Pan.
00:37Muito obrigado por aceitar novamente nosso convite. Boa noite. Bem-vindo, professor.
00:42Boa noite. Eu que agradeço o convite e parabenizo pelo jornal.
00:46Muito obrigado, professor. Professor, primeiro a questão que nós estamos discutindo aqui.
00:51Esse conflito se escala ou é um novo conflito no Oriente Médio ou é um conflito que sempre existiu,
00:58mas agora ganha outros contornos. Como é que é possível colocar esse conflito na relação internacional,
01:05na diplomacia e na discussão que a gente vem tendo, principalmente desde o ataque do Hamas,
01:11há exatamente dois anos, professor?
01:14Bom, na verdade, esse conflito tem uma escala muito superior aos anteriores.
01:18E se a gente pegar brevemente um histórico aqui, para a gente não se prolongar muito,
01:23desde 1979, as relações entre Israel e o Irã se azedaram com a Revolução Islâmica,
01:30com a ascensão do Ayatollah Khomeini e com o novo papel do governo iraniano em hostilidade,
01:37hostilizando não só os Estados Unidos, mas também Israel.
01:40Então, desde 79.
01:41A partir daquele momento, os conflitos entre Irã e Israel foram sempre indiretos,
01:48alimentados por forças adicionais.
01:51Nós tivemos a guerra Irã-Iraque, nós tivemos os conflitos entre Israel e o Hezbollah
01:58e os outros grupos tantos, terroristas ou para-estatais, que contra Israel combatiam,
02:04sempre alimentados pelo Irã, sempre recebendo financiamentos do Irã, armados pelo Irã.
02:12Então, isso era o cenário que nós tínhamos aí nos últimos anos.
02:15A partir do ataque terrorista dentro do território israelense, o de outubro de 2023,
02:22Israel começou a rescalonar isso e partiu para ataques diretos dentro do território iraniano.
02:29Algo inédito nesses anos todos.
02:31E o Irã também revidando.
02:33Só que o que a gente tinha até agora, e estamos com chance de ter algo diferente a partir deste momento,
02:41é que esses ataques, eles eram respondidos tanto pelo um lado quanto pelo outro,
02:45com certa moderação, somente para que houvesse uma resposta.
02:50Então, era esse cenário que nós tínhamos.
02:52Ataques também sérios, mas de menor dimensão do que o que a gente está observando agora.
02:57Mas, a partir desse ataque de Israel, que já foi de grandes dimensões,
03:03vitimando as principais lideranças militares do país,
03:08atingindo instalações nucleares, atingindo instalações militares,
03:14e até mesmo cientistas envolvidos no projeto nuclear,
03:18é algo diferente de tudo que a gente teve anteriormente.
03:21Tanto é que a resposta do Irã também foi muito superior ao que vimos anteriormente,
03:29inclusive com mísseis balísticos, atingindo o centro da capital e das principais cidades israelenses.
03:37Então, agora a gente tem outro nível de conflito.
03:40O que nós não sabemos ainda é se isso vai escalar para uma guerra geral,
03:46uma guerra em grandes proporções.
03:48Ninguém deseja isso, mas, mais do que nunca,
03:53desde 1979, a partir de agora, o risco é muito alto
03:58da gente chegar num conflito desse tamanho.
04:00Que é um marco da Revolução Islâmica.
04:05E, um pouco mais cedo, a gente estava lembrando aqui, na programação da Jovem Pan,
04:09falando sobre os Estados Unidos,
04:10que a relação americana com o Irã sempre foi uma relação muito complicada.
04:13O senhor se lembra, claro, muito bem, ainda, naquela década de 1980,
04:21no governo Reagan, a discussão sobre o fornecimento de armas
04:25para os inimigos do regime do Irã, da ditadura do Irã.
04:31De que maneira, professor, a relação hoje, claro, é totalmente diferente,
04:35a geopolítica é diferente, mas até que ponto os Estados Unidos
04:38teriam interesse de entrar realmente num conflito como esse,
04:42por mais que estejam mandando lá uma infraestrutura,
04:46mas talvez não tenhamos um conflito, talvez, mais amplo
04:50por causa da falta de interesse dos Estados Unidos,
04:52ou não necessariamente, professor?
04:53Na verdade, ninguém tem interesse em que esse conflito,
04:58ele torne outra escala, ele se torne uma grande guerra.
05:03O que acontece, essa relação, como você mencionou,
05:05dos Estados Unidos com o Irã, desde a Revolução Islâmica,
05:10ela foi uma relação sempre muito tensa.
05:13Aqui, lembrando, além do episódio que você mencionou,
05:16onde os Estados Unidos armavam inimigos do Irã para atacá-lo,
05:20inclusive os Estados Unidos arquitetaram a guerra Irã-Iraque,
05:25para que o Irã tivesse um conflito internacional ali na região,
05:30para enfrentar, para ter uma questão militar relevante,
05:35para lhe trazer prejuízos e desgastes,
05:37além disso, você teve o sequestro dos diplomatas americanos
05:43quando teve a ascensão do Ealtolá-Komeini.
05:46Então, você teve, por meses, diplomatas americanos presos
05:52mediante uma invasão da embaixada americana de Teherantes,
05:57cumprindo todos os preceitos e tratados internacionais,
06:01que ali, realmente, também nós tivemos um grande desgaste.
06:04Então, uma relação totalmente negligenciada
06:08a segundo plano pelos Estados Unidos após isso,
06:12mas também sempre muito tensa.
06:14E também, lembrando aqui, que antes de 79,
06:18a relação era totalmente o oposto.
06:21Havia uma monarquia no Irã,
06:23não Ayatolau, mas o Shah Rezapar Levy,
06:27era o governante do país,
06:29totalmente para o Ocidente,
06:31ligado diretamente aos Estados Unidos,
06:33e com interesses em Israel.
06:35Então, o cenário mudou completamente de 79 para cá.
06:39Agora, falando um pouco dos interesses
06:41que os Estados Unidos teriam.
06:43Os Estados Unidos, neste momento,
06:46por incrível até que pareça,
06:47retomaram as negociações diplomáticas
06:50diretamente com o Irã.
06:52Então, nós tivemos um momento,
06:53na gestão Barack Obama,
06:55onde houve o estabelecimento de um acordo.
06:59Um acordo que envolveria a suspensão
07:03do desenvolvimento de tecnologia nuclear bélica
07:06por parte do Irã.
07:08Esse acordo era mediado principalmente
07:10pela União Europeia,
07:11mas também com o envolvimento da ONU,
07:13onde os Estados Unidos participaram.
07:16Quando houve o primeiro governo de Trump,
07:19esse acordo foi cancelado.
07:21E, a partir de lá,
07:23de lá para cá,
07:25nada havia em relação a uma negociação substancial,
07:28mesmo na gestão Biden.
07:30Mas os Estados Unidos,
07:31surpreendentemente e positivamente,
07:33acho que isso é algo importante,
07:36retomou as negociações
07:37e está no momento de conversas
07:40e de diálogo novamente com o Irã.
07:43Isso porque uma guerra,
07:46um conflito direto
07:47que envolva Israel e o Irã,
07:50não interessa nem aos próprios
07:52que eu mencionei,
07:53nem às partes diretamente envolvidas,
07:55a gente pode retomar esse ponto,
07:57mas muito menos aos Estados Unidos.
07:59Algo custoso,
08:01não só financeiramente,
08:03mas também em relação
08:05à utilização em larga escala
08:07dos seus militares.
08:09Israel, apesar de ser a potência
08:11daquela região do Oriente Médio,
08:13a mais tecnológica em termos militares,
08:17a que tem maior orçamento,
08:19maiores recursos,
08:20Israel tem um problema
08:21de contingente militar
08:23em relação a entrar
08:25num conflito de grandes dimensões
08:28contra o Irã.
08:29Então, os Estados Unidos
08:31correm o risco
08:32de ter que entrar diretamente
08:35no conflito ao lado de Israel,
08:37não somente com apoio em recursos,
08:40o que já seria muito custoso,
08:42como eu mencionei,
08:42mas corre o risco
08:44de ter que enviar tropas,
08:46corre o risco de ter que enviar
08:47equipamentos militares
08:49e, junto com Israel,
08:51combater o Irã.
08:52O que seria extremamente indesejável
08:54para qualquer um dos lados,
08:57neste caso específico
08:58os Estados Unidos.
08:59Professor Manuel Furrela,
09:01de Direito Internacional,
09:02e aqui nós estamos recebendo também
09:04o professor José Niemeyer,
09:06professor de Relações Internacionais
09:08do IBMEC do Rio de Janeiro.
09:10Aqui o Cristiano Villela
09:11continua com a gente,
09:12e vou passar a palavra para você,
09:13Villela,
09:14para fazer a primeira pergunta
09:15para o professor Niemeyer,
09:16nessa nossa discussão importante,
09:18para que o nosso ouvinte,
09:19o nosso telespectador,
09:21para que todos nós possamos entender
09:22e projetar esse conflito,
09:24se há realmente a chance
09:26de uma escalada,
09:27como o professor Furrela falou,
09:28sem precedentes,
09:29a partir desse momento.
09:30Villela,
09:31pergunta para o professor José Niemeyer,
09:32também já agradecendo
09:33o professor Niemeyer,
09:34que mais cedo esteve com a gente
09:35aqui na nossa programação.
09:36Villela.
09:37Primeiramente,
09:39boa noite,
09:39professor Furrela,
09:40professor Niemeyer,
09:41sempre bom conversar
09:43com os senhores
09:43aqui na Jovem Pan,
09:44esclarecer,
09:46especialmente nesse dia
09:47de tantos questionamentos,
09:49e para muitos deles ainda
09:50não temos claramente
09:51as respostas,
09:52mas com a ajuda de vocês
09:53a gente vai passando
09:55as informações necessárias
09:56ao nosso público.
09:57Professor Niemeyer,
09:59nesse contexto,
10:00quando a gente analisa Israel,
10:03a gente sempre olha
10:05de um lado dos Estados Unidos
10:06como o grande apoiador,
10:08como o grande parceiro,
10:10como o grande guardião de Israel
10:13em todos os pontos
10:14onde Israel esteja envolvido
10:15em todos os conflitos
10:16de uma forma geral.
10:17No caso do Irã,
10:19de que forma a gente pode imaginar
10:21quais seriam os países
10:22que eventualmente dariam apoio
10:24e em que medida
10:26seria dado esse apoio
10:27em relação a uma eventual escalada
10:30nesse conflito com Israel?
10:33Olá, Villela.
10:34Olá, Thiago.
10:34Professor Furiela,
10:35é um prazer estar com vocês aqui,
10:36um abraço assinante da Jovem Pan.
10:39O professor Furiela
10:40ia acabar tratando disso
10:42na resposta de caráter histórico
10:45e conjuntural que ele deu,
10:47que se tudo caminhar
10:48para os Estados Unidos,
10:50ter que ajudar Israel
10:52nesse conflito com o Irã,
10:54vai ficar claro para a Rússia
10:55e para a China
10:56para onde elas devem ir.
10:58Que é aí que é o gráfico
10:59que o professor Furiela
11:00eu acho que ia concluir,
11:02imagino.
11:02porque parece
11:04a reunião no Conselho de Segurança
11:06hoje foi muito ruim,
11:07viu?
11:08Ficou claro a divisão
11:10Rússia e China de um lado
11:12favorável ao Irã
11:14e Estados Unidos
11:15favorável a Israel.
11:17Quer dizer,
11:17do ponto de vista diplomático
11:19há um racha
11:20muito grave
11:21e as Nações Unidas
11:22estão preocupadas,
11:23inclusive a presidência
11:24do Conselho de Segurança,
11:26os assessores
11:26estão preocupados
11:27com esse racha.
11:28porque parece
11:29uma informação
11:29que a gente pegou agora
11:30que houve discussões
11:32acaloradas
11:33com relação
11:33ao caráter
11:35não legítimo
11:36da ação de Israel
11:37China e Rússia
11:38defender essa ideia
11:39e Estados Unidos
11:40ao contrário.
11:41Olha,
11:42e a pergunta do Vilela
11:43eu acho que
11:44é para a gente tentar
11:45pensar no cenário,
11:47mas seria um cenário
11:48de mais médio prazo.
11:50Se está configurando
11:52no sistema internacional
11:53com tudo
11:54que a gente está vendo,
11:55principalmente
11:55desde o fim
11:56da Guerra Fria,
11:57um mundo
11:59onde você vai ter
12:01dois centros de poder
12:02que vão começar
12:03a ter uma postura
12:04mais no hardware,
12:07no software,
12:08mais na área de comércio
12:09do que na área,
12:11mais na área militar
12:13do que na área de comércio,
12:14que mundo seria esse?
12:15O mundo,
12:16o bloco seria a China,
12:18Rússia
12:18e países aliados,
12:19até pode considerar,
12:20por exemplo,
12:21a Venezuela
12:21que tem a ver
12:22com a posição geopolítica
12:23do Brasil nesse grupo,
12:25você pode colocar
12:25Nicarágua nesse grupo,
12:27você pode colocar
12:28Irã nesse grupo
12:29e Estados Unidos,
12:30União Europeia,
12:32aí preciso ver
12:33onde eu vou colocar
12:34o Brasil, né,
12:34Vilhela?
12:35Imagino que o Brasil
12:36fique neste grupo também,
12:38com os Estados Unidos,
12:39União Europeia,
12:40imagino.
12:42Por isso que essa é
12:42uma questão,
12:43uma discussão muito sensível
12:44que acaba envolvendo
12:45política interna,
12:47política doméstica
12:48dos países.
12:49A questão
12:49é que para ter
12:50esses dois centros
12:51de poder,
12:53é muito importante
12:54que os Estados Unidos
12:54se posicionem
12:55novamente com relação
12:57aos interesses estratégicos
12:59do mundo ocidental.
13:00E parece que Trump,
13:02que tem três agendas
13:03muito distintas
13:04no campo do poder,
13:05uma agenda de combate,
13:06inclusive exagerado,
13:07na minha opinião,
13:08combate à imigração,
13:10uma agenda
13:10muito,
13:12muito alternativa
13:14de economia,
13:15ele quer transformar
13:15os Estados Unidos
13:16em uma altaquia
13:17do ponto de vista
13:17de produção de recursos
13:18e bens,
13:19todos que os Estados Unidos
13:20necessitarem,
13:20vai conseguir,
13:21vai gerar inflação,
13:22vai gerar aumento
13:23de déficit público
13:23e a agenda de segurança.
13:25Só que na agenda de segurança,
13:26o que Trump tem mostrado,
13:27às vezes,
13:28é uma aproximação maior
13:29com o Putin
13:30do que com a União Europeia.
13:31Por isso que esses dois blocos
13:33ainda não estão tão claros.
13:34De repente,
13:36é uma estratégia
13:37do governo Trump
13:38e dos seus assessores
13:39de segurança nacional
13:40de confundir mesmo
13:42esse jogo.
13:43Talvez o Pentágono
13:44tenha chegado
13:45à conclusão,
13:46que talvez seja
13:47a conclusão do Vilela
13:48e talvez do professor Furriella,
13:49de que nós estávamos
13:51caminhando para um mundo
13:52dividido novamente.
13:54E que os Estados Unidos,
13:55não necessariamente
13:57mantendo as suas alianças
13:58tradicionais,
13:59ficaria como a terceira
14:01variável do sistema
14:02e isso impediria
14:04que se construísse
14:06um sistema internacional,
14:07um novo sistema internacional,
14:09uma nova Guerra Fria,
14:10vamos chamar de 5.G,
14:12em função da tecnologia
14:13presente,
14:14cada vez mais
14:14no campo do poder.
14:16E aí os Estados Unidos
14:17impediria
14:17que se consumasse
14:19um sistema internacional
14:21dividido
14:21como foi a época
14:22da Guerra Fria.
14:23Eu estou aqui
14:24fazendo uma relação,
14:25porque o que me parece
14:27mais estranho
14:28dos últimos meses
14:29é a postura norte-americana
14:30de desprezar
14:32aliados europeus,
14:33de se aproximar
14:35muitas vezes
14:35de Putin
14:36numa conversa
14:37de alto nível
14:37uns dois,
14:38de questionar
14:40muitas vezes
14:40a guerra na Ucrânia
14:41e muitas vezes
14:43favorável
14:43à posição russa.
14:45Então me parece
14:46que pode ser isso,
14:47pode ser que o governo
14:48Trump e seus estrategistas
14:49não queiram
14:50que o sistema internacional
14:51caia novamente
14:52numa armadilha
14:54de um tipo
14:55de guerra fria
14:56entre dois blocos
14:57definidos
14:58e quer manter
14:59os Estados Unidos
15:00fora disso,
15:01quase uma variável
15:02à parte
15:04e por isso
15:05que ele quer
15:05inclusive
15:06recuperar a economia
15:07no discurso,
15:09quer transformar,
15:10quer aproximar
15:12todo o setor
15:12de tecnologia
15:15ao setor
15:17bélico militar
15:17norte-americano,
15:18principalmente também
15:19a inteligência artificial,
15:21logo logo
15:21nós vamos perceber
15:22que as armas
15:23dos Estados Unidos,
15:24quem vai apertar
15:25o botão
15:26serão só
15:26e somente
15:27só computadores,
15:28não serão mais lideranças.
15:29Então é tudo
15:31muito grave,
15:31mas pode ser isso,
15:33né, Vilela?
15:33Pode ser que
15:34o governo Trump
15:35esteja aguardando
15:37para perceber
15:38até onde a Rússia vai
15:40e principalmente
15:41até onde a China vai.
15:42Só que essa semana,
15:43eu acho que o professor
15:44Fiela teve essa informação
15:45também,
15:46o Serviço Secreto Alemão
15:47soltou uma informação
15:49que parece que tem
15:50grande chance
15:51de ser confirmada,
15:53que daqui a pouco
15:54talvez a Rússia
15:56comece a projetar
15:58poder contra países
15:59tipo Letônia,
16:01Estônia,
16:01quer dizer,
16:02projetando um poder
16:03um pouco mais acima
16:04que vai desequilibrar
16:05muito as relações
16:07dentro da Europa,
16:08inclusive os países
16:09escandinavos vão sentir
16:10e os países escandinavos
16:11estão com uma postura
16:12de cooperação
16:13na área da Força Aérea,
16:15né,
16:15então eu tenho a impressão
16:16que nós,
16:18por incrível que pareça,
16:19em pleno século XXI,
16:21nós não conseguimos
16:22nem definir bem
16:23quem são aliados
16:24e inimigos.
16:26Precisa até definir
16:27isso melhor,
16:27porque isso não está claro.
16:28que isso não está claro.
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