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O CEO Christian Gebara diz que a diversificação nos serviços é o que tem garantido a sustentabilidade da Vivo. Presente em 30 milhões de lares brasileiros, a companhia não atua apenas no ramo de telecomunicações. A empresa oferece tecnologia, banda larga de ultravelocidade, cibersegurança, entre outros.


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Transcrição
00:01Olá, boa noite. Está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:08E no programa de hoje vamos receber Christian Gebara, presidente da Vivo, companhia presente há 26 anos no Brasil
00:17e que tem se transformado em uma robusta plataforma de tecnologia, sobretudo conectividade no país,
00:26com rede móvel, fibra, para além de uma operadora de celular.
00:32Eu sou Bruno Meyer e seja muito bem-vindo ao Show Business, que começa em instantes.
00:38Ele é formado em administração de empresas pela FGV e comanda a Vivo, companhia líder no mercado de telecomunicações no Brasil,
01:00com mais de 115 milhões de acessos e 33 mil funcionários.
01:08Eu converso nesta edição do Show Business com Christian Gebara, presidente da Vivo.
01:15Christian, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
01:19Começo essa pergunta, vocês estão há 26 anos no Brasil
01:27e aquela companhia que começou como uma operadora de celular virou, se expandiu.
01:34Vocês têm serviços, vocês têm produtos e serviços nos mais variados setores.
01:41Como é que a gente pode definir a Vivo hoje?
01:44Ela é uma empresa de telecomunicações? Ela é uma empresa de tecnologia?
01:49Bom Bruno, primeiro obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui no Show Business.
01:53Exatamente como você comentou, há 26 anos a Telefônica, que é dona da Vivo, Telefônica é uma empresa espanhola, controla 76% da Vivo,
02:02chegou ao Brasil com a concessão da telefonia fixa no estado de São Paulo.
02:07Naquela época, aquele tempo onde ter um telefone fixo em casa era um ativo, a gente até declarava imposto de renda,
02:16era como um grande presente de dar para uma pessoa, era uma linha de telefone, tinha fila para conseguir o acesso a um telefone fixo em casa
02:24e a Telefônica entrou nessa privatização que ocorreu há 26 anos,
02:29transformando a Telesp em Telefônica e mais tarde transformando a Telefônica em Vivo como marca comercial.
02:35Para você ter uma ideia, nessa mudança, nessa evolução, o que foi origem da empresa no Brasil,
02:41hoje representa 5% do nosso resultado.
02:44Então a voz fixa, que é a origem da companhia, é só...
02:48Virou uma coisa de 5%.
02:505% e com uma evolução decrescente em receitas anuais.
02:56Por quê? Porque o mundo mudou, a evolução tecnológica ocorreu
03:00e a Telefônica e a Vivo, nesse caso, acompanhou toda essa evolução ao longo desses 26 anos no Brasil,
03:06investindo de maneira robusta, são mais de 500 bilhões de reais investidos em infraestrutura,
03:12em outras companhias que foram adquiridas.
03:15Esses 500 bilhões de reais que você fala foi no período que ela está no Brasil, há 26 anos.
03:21Isso.
03:22E esses mais de 500 bilhões de reais, o foco foi o quê? Infraestrutura?
03:26Infraestrutura, primeiro foi a construção da rede móvel, depois mais tarde a Telefônica também adquiriu a totalidade da Vivo,
03:34que era uma operadora móvel, que foi uma junção de várias operadoras móveis no Brasil,
03:38que em 2003 lança a marca Vivo com uma marca única, uma marca nacional.
03:43Então, parte desse dinheiro também foi na compra dessa companhia e na construção da rede móvel da Vivo.
03:50Comprou uma GVT, que era uma outra empresa de banda larga fixa que atuava fora do estado de São Paulo,
03:56onde naquele momento a Vivo atuava exclusivamente com banda larga fixa em São Paulo.
04:01A gente comprou também todas as frequências, 3G, 4G, 5G, que foi a mais recente.
04:07Compramos ativos da Oi Móvel nesse período e construímos, que é importante destacar, a maior rede de fibra da América Latina.
04:15Então, a tecnologia de banda larga que começou com o cobre, hoje ela é substituída pela melhor tecnologia que é a fibra,
04:23que a Vivo tem 30 milhões de domicílios cobertos em todo o Brasil,
04:27onde são mais de 500 cidades que a gente oferece, com essa tecnologia que é a banda larga de ultra velocidade.
04:35Pois é, com toda essa explanação da trajetória mesmo da Vivo, ela é o quê?
04:41Ela é uma empresa de tecnologia? Você define a Vivo como o quê hoje?
04:45Hoje eu defino a Vivo como uma empresa de tecnologia.
04:47Não abrimos mão de ser uma empresa de telecomunicações também, mas a gente vai além do que seriam só as telecomunicações.
04:52Por que isso, Bruno? Porque a gente acredita que a conexão, que hoje é o principal vetor de crescimento da empresa,
05:00você está conectado com o seu celular, com a internet, você está conectado na sua casa, no seu escritório,
05:05através de uma banda larga, seja móvel, seja fixa, com o mundo digital, isso te abre a oportunidade de fazer várias coisas.
05:14Então, a Vivo quer ser uma empresa que traz essa conexão, mas também essas várias coisas com que dentro do nosso propósito de empresa,
05:21digitalizar para aproximar, a gente digitaliza a sua vida para te aproximar a um mundo de serviços que são vários.
05:30Serviços financeiros, serviços de educação, serviços de cloud para uma empresa, serviços de cyber, serviços de inteligência, internet das coisas.
05:38Então, a Vivo não quer ser só a conexão, ela quer ser a conexão e também ter participação nesses serviços que a gente é o habilitador
05:47e por isso que eu acredito que hoje a gente é uma empresa de tecnologia.
05:50Para você ter uma ideia, a gente é o principal parceiro de vários OTTs de vídeo.
05:56Os OTTs de vídeo, que hoje é a maneira de ver televisão ou de ver quantidade de filmes ou de séries,
06:01seja ele através do Netflix, da Amazon, da HBO, qual seja a sua plataforma de OTT,
06:07a Vivo é hoje o principal parceiro dessas empresas no Brasil.
06:10Nós temos mais de 3 milhões de clientes que compram esses serviços através de um pacote da Vivo.
06:15Mas hoje qual é o maior negócio de vocês?
06:17O maior negócio é o móvel, é o celular, 70% da receita.
06:2070% e na sequência o que?
06:23Depois vem a parte de fixa, que a gente tem mais ou menos uns outros 20%
06:28e os últimos 10% são esses novos serviços, que aí inclui todos esses serviços que eu escrevi para você.
06:34Quer dizer, diversificar é uma excelente saída para uma empresa.
06:38No nosso caso é necessário para a sustentabilidade da empresa.
06:42A gente se diversifica por duas razões.
06:44Primeiro, porque você vê valor nos serviços.
06:46E dois, porque quando você diversifica para o mesmo cliente, você oferecer mais serviços,
06:52você fideliza esse cliente com você por mais tempo.
06:55Para ter uma ideia, você falou aqui no começo, a Vivo tem mais de 115 milhões de acessos.
07:00São mais de 60 milhões de clientes.
07:03Esses clientes estão conectados com a nossa empresa todo dia,
07:07porque você está conectado com o seu celular, está conectado com a bandalada da sua casa.
07:10Essa relação de recorrência, ela precisa ter novidades.
07:16A gente precisa constantemente trazer novas propostas de valor para esse cliente que já é fiel à nossa empresa.
07:22E essa fidelidade ou essa conexão com a Vivo, você consegue incrementar,
07:28além de oferecer o melhor serviço, você oferecendo novos produtos.
07:33E por isso que a gente acredita que é essencial para a sustentabilidade do negócio,
07:37a sua capacidade de oferecer mais serviços para a base de clientes que você já tem.
07:42Você falou que vocês oferecem, por exemplo, serviços de cibersegurança,
07:47que tem tudo a ver com um assunto que eu quero entrar agora,
07:51que é essa explosão que existe de tráfego de dados no mundo.
07:57A gente está falando, sobretudo, com a AI, com a inteligência artificial,
08:01que é o principal, que tem demandado muito,
08:04tanto que o advento das construções de data centers, dos centros de dados,
08:09tem tudo a ver com esse uso frenético de AI.
08:12Mas a gente está falando de gente usando rede social o tempo todo,
08:15usando streaming, como você citou aqui.
08:18Como é que esse excesso do tráfego de dados, de internet no mundo todo,
08:24tem impactado nos negócios, nas operadoras de telecomunicações como vocês?
08:29O impacto é diretamente.
08:31Se tem uma ideia, Bruno, as seis grandes big techs do mundo
08:35são responsáveis por mais de 65%, 70% do tráfego nas nossas redes.
08:41Então, nossas redes, com certeza...
08:42É muito relevante.
08:43É muito relevante, porque as pessoas, principalmente no Brasil,
08:46nós temos uma população que, em média, é nove horas conectada
08:50e está conectada em redes sociais ou em serviços de streaming.
08:53Então, essas grandes empresas big techs que eu me refiro,
08:56elas são as grandes empresas responsáveis por essas grandes plataformas
08:59ou de streaming ou de redes sociais.
09:01E são plataformas de rede social, são plataformas de vídeo.
09:04Então, muitos delas nasceram como uma troca de mensagem,
09:08evoluíram para uma troca de imagens e hoje são trocas de vídeo.
09:13Essas trocas de vídeo, elas consumem muito mais as nossas redes.
09:17Inclusive, tem uma discussão muito grande sobre
09:19quem deveria ser responsável por esse investimento,
09:23como nós, ou deveria ser compartilhado com as empresas que geram tanto tráfego?
09:28É um debate mundial.
09:30E quem deveria, Gerbara?
09:31Acho que deveria ter uma distribuição.
09:33Uma divisão?
09:34Uma divisão.
09:35Uma divisão.
09:36Hoje é a...
09:37Nós.
09:38Vocês que bancam...
09:39A gente constrói toda a infraestrutura e é 100% responsabilidade das empresas
09:43que são as responsáveis pela infraestrutura.
09:46O que a gente tem conseguido ao longo desses últimos meses
09:51ou anos dessa discussão,
09:53é que existe uma responsabilidade do gerador de conteúdo
09:56de comprimir dados na medida do possível.
09:58Que eu não posso deixar que eles lancem dados
10:01sem ter uma responsabilidade sobre o uso excessivo das nossas redes.
10:05E por que no Brasil esse debate é importante, Bruno?
10:09Se o CAPEX da Vivo, o investimento da Vivo anual,
10:12no último ano foi algo mais de 9 bilhões de reais.
10:16É uma das empresas que mais investe no Brasil
10:19de capital internacional, entre as três maiores,
10:22que investe no Brasil.
10:24E esse investimento se repetiu ao longo desses 26 anos.
10:27Se eu tenho que investir em aumento de capacidade,
10:29eu não consigo aumentar a cobertura.
10:31O Brasil é um país ainda que precisa de cobertura de internet,
10:35de mandar larga fixa, de fibra.
10:37Eu te falei que eu tenho 30 milhões de domicílios com fibra.
10:39Eu gostaria de ter mais do que 30 milhões de domicílios.
10:42Eu gostaria de ter maior cobertura 5G do que eu tenho.
10:45Hoje eu tenho 62% da população coberta.
10:47Mas se muitos dos meus recursos eu estou usando
10:50nos mesmos lugares onde eu já tenho presença
10:52para aumentar a capacidade, porque o tráfego aumenta,
10:54eu não consigo distribuir mais investimentos
10:58para o aumento da cobertura,
11:00que ainda é essencial em um país continental como o nosso.
11:03Você deu dados extremamente relevantes.
11:07Nós navegamos, nós brasileiros navegamos
11:119 horas por dia na internet.
11:13Somos a quinta maior população online do mundo.
11:17Mas eu acho que eu tenho uma informação
11:19que eu acho que veio de vocês, inclusive.
11:21Que tem uma parte considerável da população brasileira
11:25que não sabe coisas básicas digitais,
11:29como incluir um arquivo no e-mail.
11:35Uma coisa que pode ser básica para você,
11:37uma boa parte, parcela da população, não sabe fazer.
11:41Como que uma empresa ou como nós, como país,
11:46podemos incluir a população para os benefícios do digital?
11:53Então, é um ponto importante.
11:55A digitalização depende basicamente de três fatores.
11:58Ter a cobertura, que o Brasil é um país com grande cobertura,
12:02entre as grandes operadoras desse país a gente cobre.
12:04A cobertura da Vivo, por exemplo, no 4G é mais de 97% da população.
12:09Então, 97% da população tem uma cobertura 4G.
12:12O 5G já chegamos a 63%.
12:15Que é bom, porque a penetração de smartphone
12:17também não é tão alta ainda de 5G.
12:19Na nossa base, por exemplo, nós estamos falando
12:21que menos de 25% dos nossos clientes tem um aparelho 5G.
12:24Então, vai para o segundo fator. O primeiro é a cobertura.
12:26O segundo é disponibilidade do dispositivo.
12:30As pessoas precisam ter um smartphone.
12:32As pessoas precisam ter um computador.
12:34Então, o poder aquisitivo das pessoas para um aparelho
12:39que muitas vezes tem parte dos seus componentes em dólar.
12:42Hoje, o mais barato é um aparelho 5G que custa R$ 1.050.
12:46Então, o poder... E por quê? Também tem muito tributo.
12:49Então, vamos falar também disso.
12:50E o próprio serviço nosso também é muito tributado.
12:54Um serviço hoje nosso tem, em média, mais de 30% de tributos direto
12:58sobre o valor de face que o cliente compra.
13:01A média dos grandes países no mundo é 11%.
13:05Então, a gente tributa muito mais que outros países.
13:07Então, enquanto a gente não tiver cobertura,
13:09acesso ao dispositivo e o terceiro, o letramento digital.
13:13As pessoas no Brasil têm um paradoxo digital.
13:15A gente fala muito do tempo que dedica à internet,
13:18mas é basicamente redes sociais e streaming.
13:21Quando tem que mandar um e-mail com um arquivo,
13:24quase metade da população não sabe fazer.
13:26Faltam habilidades digitais.
13:28Então, a gente só vai conseguir dar esse salto
13:30se a gente juntar esses três elementos.
13:33A cobertura, na minha opinião,
13:35é o que melhor coberto estamos nesse momento
13:37enquanto ao cumprimento de metas.
13:39Temos um cumprimento de metas de grande cobertura
13:42e o 5G nós estamos cobrindo muito mais
13:44do que o próprio edital do leilão exigia da gente.
13:47Para aumentar esse número aí que você deu dos 62% do 5G,
13:52o que falta?
13:53Olha lá, nós estamos investindo.
13:54O tema aqui, Bruno, é que eu não adianto investir
13:57onde não tem smartphone 5G.
13:59A Vivo hoje é líder do 5G do Brasil.
14:01Mais de 40% dos clientes 5G do Brasil são da Vivo.
14:04A gente tem, como eu te falei, o Babase,
14:07onde a presença do smartphone 5G é, em média,
14:10menos de 25%.
14:12Claro que se eu vou no alto valor,
14:14a presença do smartphone 5G é muito maior.
14:17Mas se eu entro num cliente pré-pago,
14:19nós estamos falando de uma penetração de smartphone 5G
14:21mais próxima a 10%.
14:23Então, nós precisamos disponibilizar o dispositivo.
14:25O dispositivo deveria ser menos tributado,
14:27o dispositivo deveria ser mais acessível
14:29para que mais pessoas...
14:31Se chegar a penetração de 5G um número muito maior,
14:34com certeza a minha cobertura vai acompanhar essa penetração.
14:37Eu falei de cibersegurança,
14:39a gente está falando de dados, dados, dados.
14:42Que dados são a matéria-prima da inteligência artificial?
14:47Como é que a inteligência artificial chegou na Vivo?
14:51Porque eu nem pergunto se ela chegou.
14:53Ela chegou, né?
14:54Ela chegou faz tempo.
14:55Nós estamos hoje discutindo a inteligência artificial generativa,
14:58que talvez seja um salto ainda maior
15:00da inteligência artificial anterior.
15:02A Vivo vem há muitos anos trabalhando.
15:04E como você bem falou, o principal é ter dados.
15:07E uma empresa com 116 milhões de acessos,
15:09que estão constantemente usando o nosso serviço.
15:12Nós temos 1.800 lojas no Brasil.
15:14Nós temos 29 milhões de usuários únicos no nosso app.
15:18Você pode imaginar.
15:19Vocês sabem de tudo.
15:20A quantidade de dados...
15:21De uma parcela da população brasileira.
15:23E respeitando a propriedade e a privacidade do dado,
15:26a gente tem, sim, muita relação com esse cliente.
15:28Muitas vezes o cliente quer uma personalização de uma oferta,
15:31personalização do relacionamento que eu posso dar para ele.
15:34Então, a gente vem trabalhando em dados há muito tempo
15:36e no uso da inteligência artificial antes da generativa.
15:39Para você ter uma ideia,
15:40nós temos hoje mais quase 30 milhões de interações por WhatsApp
15:46com a nossa base de clientes,
15:47que são respondidas pela inteligência artificial no mês.
15:50Então, já é uma raridade.
15:52Quando chegou a generativa, o salto é muito maior,
15:55porque a generativa te permite personalizar muito mais
15:59esse relacionamento ou a precisão do uso desses dados
16:03para ter um contato muito mais assertivo
16:07com qualquer um dos nossos clientes.
16:09Então, nós estamos usando ela agora
16:10para melhorar o que a gente já tinha feito.
16:12Agora, tem outras áreas que nós estamos usando.
16:15Por exemplo, tem uma no suporte de nossos próprios atendentes,
16:18nossos próprios atendentes de call center ou de lojas.
16:21Muitas vezes, a dificuldade que eles têm de navegar
16:23pelos números de produtos que nós temos,
16:24pela informação do cliente, pelo número de sistemas que nós temos,
16:27nós temos o que nós chamamos o Vivo e a ajuda,
16:31que é um copiloto,
16:32que ajuda o atendente, enquanto ele está com você no telefone,
16:35a navegar pela sua vida na Vivo, pelos sistemas da Vivo
16:40e conseguir segmentar e te oferecer a melhor oferta.
16:44Isso tudo usando a inteligência artificial.
16:45Você tem uma ideia, Bruno?
16:46A gente começou usando isso.
16:48São 23 mil atendentes,
16:49entre atendentes de call center e de loja,
16:51que já usam esse suporte do IA ajuda.
16:54E a gente reduziu no call center em 10% o tempo de uma ligação,
16:58começando agora a usar isso,
16:59porque a gente está dando muito mais informação para o atendente.
17:03Então, tem licitações públicas
17:05que nós temos que ler contratos enormes
17:07para entender o que está sendo licitado.
17:09Hoje, a inteligência artificial está nos ajudando a ler contratos.
17:13Na sua avaliação de executivo,
17:17a AI mudará o mundo como conhecemos?
17:20Sim, vai mudar.
17:22Eu acho que nós estamos entrando agora, inclusive, nessa fase do agente AI,
17:25que são agentes que vão substituir o humano em tarefas rotineiras, repetitivas,
17:32talvez que o humano hoje, eu e você, não gostaríamos nem de fazer,
17:36mas ela vai ter um impacto, sim, enorme.
17:38E nós vamos ter que repensar muito também a questão do trabalho.
17:41E outra vez, num país onde o letramento digital é tão baixo,
17:45se a gente não fizer isso de uma maneira consciente,
17:48a gente pode criar um gap ainda maior
17:51entre aqueles que estão conectados e aqueles que estão desconectados.
17:55É bom você falar isso, porque realmente existe uma previsão
17:59de uma enorme falta de mão de obra,
18:01e quando eu falo mão de obra, é capacitada para trabalhar,
18:05sobretudo, com tecnologia, especialmente em dados.
18:09Hoje dizem que esse gap já são de 500 mil vagas.
18:14500 mil, exatamente.
18:15A gente já tratou, inclusive, desse dado aqui no Show Business.
18:18Essa falta de gente capacitada no Brasil para essas vagas de tecnologia,
18:24ou seja, você tem vaga no mercado, mas não tem gente capacitada para ocupá-la.
18:28Ela é uma das preocupações, por exemplo, de vocês mesmos?
18:32Sim, nós temos uma fundação, que é a Fundação Telefônica Vivo,
18:35que investe 50 milhões de reais por ano no Brasil.
18:37O foco é na digitalização de professores e de alunos.
18:41Então, nós mesmos estamos trabalhando de maneira muito próxima
18:46ao governo federal, estadual e municipal,
18:49em formação de professores e de alunos para essa nova realidade.
18:53Qual é a grande vantagem desse novo mundo digital?
18:56Eu enxergo ainda na empregabilidade das pessoas.
18:59Muitas vezes, essas profissões novas que você tem descrito,
19:03que nós temos um gap importante no Brasil,
19:05elas têm um aprendizado muito mais rápido
19:07do que a formação das profissões que a gente conhecia do passado.
19:10As faculdades tradicionais.
19:11As faculdades tradicionais.
19:12Então, por exemplo, nesse momento, nós estamos trabalhando
19:14diretamente nessa flexibilização do ensino médio,
19:17que permite trilhas alternativas e complementares do currículo,
19:20ensinar ciência de dados.
19:22Então, é um programa que nós fizemos, nós desenhamos
19:25e nós estamos implementando em várias escolas estaduais,
19:29nos estados que estão conosco nesse processo de implementar.
19:33Qual é o grande desafio de ensinar matérias de programação
19:37ou de ciência de dados numa escola estadual?
19:39É formar professores que possam dar essas aulas.
19:42Então, nós estamos trabalhando muito na formação dos professores
19:44e já tem as primeiras turmas sendo formadas.
19:46O que eu quero dizer com isso, Bruno, não é que não deveria
19:49ou deveria sim seguir o ensino superior,
19:51mas que muitos desses jovens, terminando o ensino médio
19:53com uma formação adequada, podem ser empregados
19:56diretamente como um cientista de dados, como um programador
20:01ou como uma das outras mil novas funções que vão existir.
20:04A vivo mesmo, a gente naquele modelo tradicional, talvez,
20:08de que exigiria o ensino superior, a gente já não exige ensino superior
20:11para muitas das vagas que nós temos disponíveis hoje na empresa.
20:14Desses 33 mil profissionais que trabalham com vocês,
20:18eles estão a maior parte na área de tecnologia?
20:21Não, nós temos muita gente ainda, nós temos de tudo.
20:23Nós temos muitas áreas comerciais, nós temos muitos vendedores,
20:26B2B é uma área importante do nosso resultado,
20:29quase praticamente 25% do nosso resultado é B2B,
20:32nós temos muitos vendedores, nós temos muitos colaboradores
20:34trabalhando em lojas, mais de 5 mil pessoas trabalham em nossas lojas,
20:37como eu te comentei, temos muitas lojas pelo Brasil inteiro,
20:40e temos pessoas em tecnologia, temos pessoas em rede,
20:42temos muitos técnicos de campo também, que são a nossa equipe
20:45que leva a fibra, a instalação, ou instala as antenas,
20:48então está muito distribuído, e pelo Brasil inteiro.
20:51Isso é um grande privilégio de trabalhar em uma empresa nacional,
20:54você tem equipes em todas as cidades do país.
20:57E todos os estados brasileiros.
20:58Todos os estados, certamente.
21:00Você falou de professor, formação do professor,
21:03eles estão abertos a receber novas ideias, uma formação nova mesmo?
21:09Acho que como tudo, as mudanças estão ocorrendo
21:13em uma rapidez enorme.
21:14Eu acho que todo mundo tem essa primeira reação,
21:17que é uma reação um pouco de surpresa,
21:19e a mudança é uma mudança radical.
21:21Você mesmo questionava a escola que trata os próprios filhos,
21:24será que estão aprendendo o que vai ser necessário para o futuro?
21:27Então essa questão é uma questão que pegou todos nós,
21:31não de surpresa, mas com uma velocidade talvez que não fosse esperada.
21:35Então existe resistência, mas existe abertura, existe de tudo.
21:39Então é vencer um pouco os obstáculos.
21:43Agora, na sua pergunta anterior, isso vai ocorrer,
21:45isso já está ocorrendo.
21:47E como o Brasil, o que o Brasil na verdade precisa fazer
21:51para aproveitar esse bonde, esse frenesi
21:55da inteligência artificial?
21:57E quando a gente fala em inteligência artificial,
21:59a gente está falando dos centros de dados,
22:01de construção de centros de dados aqui.
22:04Nós estamos preparados?
22:06Eu acho que não tem ninguém ainda preparado para isso,
22:08nenhum país, não é só o Brasil.
22:09Mas o Brasil tem grandes vantagens
22:11para aproveitar essa onda da inteligência artificial
22:15que talvez não seja replicável em todos os países.
22:17Primeiro que nós somos um país que tem recursos energéticos e hídricos,
22:23ambos são fundamentais.
22:25Você precisa de muita energia
22:27para rodar os modelos de inteligência artificial.
22:30É muita energia.
22:32Os tamanhos dos data centers e a capacidade,
22:34o consumo energético dos data centers
22:36que estão sendo construídos
22:38não tem nada que ver com os data centers
22:40que nós conhecemos anteriormente.
22:41Nós estamos falando do consumo energético
22:43que é 100 vezes maior que os data centers tradicionais.
22:46E o Brasil tem essa grande vantagem.
22:47Nós temos muita energia limpa
22:49para conseguir dar vazão a esse consumo grande energético.
22:53Água, porque esses servidores
22:55que esses modelos estão rodando,
22:57eles vão ter refrigeração.
22:59Eles vão desfriar.
23:00Nós temos também a vantagem de ter água para fazer.
23:03Nós temos uma infraestrutura de rede.
23:05Acabamos falando que a Vivo é a líder no Brasil.
23:07Rede de fibra e rede 5G.
23:09Precisa conectar esses data centers.
23:11Precisa estar conectadas na rede
23:12para usufruir também dos benefícios da inteligência artificial.
23:15Regulamentação.
23:16Nós estamos discutindo a regulamentação.
23:18Eu acho que nós estamos discutindo ela.
23:20Que a regulamentação você tem que ter um equilíbrio
23:23entre a proteção,
23:25que eu acho que é a proteção de cada um de nós,
23:27do cidadão, do dado de cada um de nós,
23:29porque tem muito valor nos nossos dados,
23:31mas também não podemos tolir a inovação.
23:34Então você tem que buscar esse meio do caminho.
23:36Eu acho que o debate no Brasil está aberto
23:38para que cheguemos a um equilíbrio na regulamentação.
23:41Talvez o que nos falte é o que nós falamos antes,
23:44o letramento digital.
23:46Que a gente tenha profissionais preparados
23:48para trabalhar na inteligência artificial
23:50e usufruir dos benefícios da inteligência artificial
23:53para não criar essa divisão entre os conectados
23:56e os que usam os benefícios da inteligência artificial
23:59e os não conectados,
24:00os que estão fora desse novo mundo.
24:02Deixa eu falar da carreira do Christian Gebara
24:05porque você tem 19 anos de grupo telefônica.
24:09É isso.
24:11Pode falar, pode falar.
24:12Não, vamos lá.
24:13Sabe por quê?
24:14Eu acho interessante destacar isso
24:16porque tem muitos executivos que passam pelo programa
24:19que têm carreira longeva na mesma empresa.
24:24Mas você está falando muito de geração nova,
24:26dos jovens,
24:28e o que a gente mais tem visto,
24:30confirmado pelos entrevistados aqui do Show Business,
24:33é que o jovem muitas vezes não tem mais o sonho
24:37de ficar muitas vezes na mesma empresa
24:40por três anos, quatro,
24:42não estou falando nem de décadas.
24:45Quais as vantagens de trabalhar tanto tempo em uma empresa?
24:48É verdade.
24:49Hoje o dia os currículos das pessoas
24:51e as pessoas mais jovens realmente mudam de empresas
24:53e talvez seja um tema geracional
24:55que a gente tem que saber lidar com ele
24:57e trazer desafios.
24:59Eu estou 19 anos no grupo telefônico,
25:02como você falou,
25:03mas eu tive muitas mudanças ao longo desse período.
25:05Eu comecei a minha carreira no grupo telefônico na Espanha,
25:08então já é diferente se trabalhar em outro país.
25:11Você já começou na Espanha?
25:12Eu comecei na Espanha.
25:13Na verdade eu já estava morando,
25:14eu trabalhei na McKinsey antes também como consultor,
25:16eu estava trabalhando na McKinsey na Espanha
25:18e de lá eu passei a trabalhar
25:20no principal cliente que eu tinha lá que era a telefônica.
25:23Então eu trabalhei na telefônica da Espanha,
25:25na operadora da Espanha.
25:26Depois eu trabalhei na América Latina,
25:28no Red Quarters,
25:29que era em Madri da telefônica da América Latina.
25:31Depois eu vim ao Brasil,
25:33quando tivemos a fusão da fixa com a móvel,
25:35depois a gente fez conta.
25:37Eu fui no marketing,
25:38eu fui para a estratégia,
25:39eu fui mudando de várias áreas,
25:41eu me transformei em COO.
25:43Foi dinâmico a sua?
25:45Foi uma jornada dinâmica.
25:47Eu nunca tive mais do que 2, 3 anos
25:51onde eu não me deparasse com os novos desafios,
25:53mesmo dentro de uma carreira no mesmo grupo.
25:55Agora, não é regra, né Bruno?
25:57Tem muita gente que muda de empresa
26:00e também tem carreiras de enorme sucesso.
26:02Isso depende das oportunidades que vão surgindo para cada um
26:05e do estilo de cada um.
26:07A empresa foi crescendo muito ao longo desse período
26:10então, para mim, eu sempre tive novos desafios
26:12que me estimularam a ficar.
26:14E o que foi determinante na sua avaliação
26:17para a sua ascensão?
26:19Para você chegar a esse cargo de presidente,
26:22de uma líder no setor?
26:25Com certeza, conhecer a empresa com tanta profundidade,
26:28por ter passado por tantas áreas,
26:30mesmo dentro da Vivo,
26:32como você comentou no começo,
26:34há 6 anos que eu sou o presidente da empresa,
26:37mas eu tinha muitos outros anos antes de ser presidente,
26:40onde eu passei por várias vice-presidentes
26:43ou diretorias dentro da companhia.
26:45Então, eu acho que conhecer em profundidade o negócio
26:48foi, sem dúvida nenhuma, um atributo.
26:51Também ter conseguido formar uma equipe
26:55que, junto comigo, conseguiu fazer a empresa crescer
26:58ao longo desse período
27:00também deu muita credibilidade
27:02para que um projeto maior também pudesse ser liderado por mim.
27:05Então, acho que foram a combinação de conhecimento
27:09e de trabalhar perto de uma equipe
27:11que me ajudou no crescimento da companhia.
27:13Ojebara, qual é o seu estilo de gestão?
27:15Você é aquele mais centralizador?
27:17Você delega muitas tarefas para os seus executivos?
27:22Acho que é uma evolução.
27:24Ao longo da carreira,
27:26a gente tem que aprender a deixar de ser centralizador
27:28para conseguir delegar mais.
27:30E eu estou constantemente nessa jornada de delegar mais.
27:35Mas, como característica,
27:38no início da carreira,
27:41outra vez nos anos anteriores,
27:43a posição atual era mais centralizador,
27:45de olhar mais o detalhe.
27:47E acho que olhar o detalhe
27:49continua acreditando que, em alguns momentos,
27:52cria uma cultura de excelência.
27:54E essa cultura de excelência
27:56você transmite para todo mundo
27:58e ela começa a permear toda a organização
28:00e acho que é fundamental.
28:02A Vivo tem uma grande virtude.
28:04Eu acho que tem uma cultura muito forte.
28:06E o INPS,
28:08que é esse índice de satisfação
28:10em recomendar a Vivo como lugar para trabalhar,
28:12é dos mais altos do mercado, 85.
28:14Eu faço essa pergunta para poucos executivos.
28:18Eu gosto, inclusive, de fazer essa pergunta
28:20para os executivos que trabalham
28:22em grandes empresas,
28:24até mesmo nas gigantes de tecnologia,
28:26pelos executivos que passaram por aqui.
28:28Você falou de cultura.
28:30A empresa tem uma cultura forte.
28:32Qual que é a cultura de vocês?
28:34Nossa cultura é uma cultura baseada
28:36no que a gente chama de alguns elementos.
28:38É uma cultura que a gente
28:40autodenomina paixão púrpura.
28:42Paixão púrpura.
28:44Que é a cor da Vivo.
28:46A Vivo é cor púrpura.
28:48Então a paixão é púrpura.
28:50E ela é baseada em alguns elementos
28:52que fazem dessa paixão
28:54ser a que une
28:56todos os 33 mil colaboradores
28:58que trabalham com essa marca todos os dias.
29:00A excelência para um cliente
29:02é essa preocupação.
29:04A gente tem falhas.
29:06São muitos clientes que estão usando
29:08o nosso serviço 24 horas ao dia,
29:10mas sim existe essa orientação.
29:12A curiosidade é algo da nossa cultura,
29:14da gente conseguir trazer...
29:16Todo mundo ser curioso.
29:18Tentar fazer com que todo mundo seja curioso
29:20num mundo que muda tão rapidamente
29:22que a gente tem essa necessidade
29:24de aprender mais do que a gente
29:26necessita.
29:28Não nosso trabalho, mas pensar um pouco
29:30no futuro da empresa.
29:32Tem todo esse tema de criatividade,
29:34e num momento onde a máquina pode nos substituir
29:36a gente tem que buscar a criatividade e a inovação.
29:38E a inovação e a criatividade
29:40e esse espírito de coordenação
29:42tão essencial.
29:44A gente trabalhando muito nisso.
29:46E eu queria destacar dois elementos
29:48que são muito importantes.
29:50Primeiramente, no bem-estar.
29:52Cuidando muito de corpo,
29:54mente e ambiente para criar
29:56essa cultura que eu descrevi
29:58pra você que é tão forte.
30:00Que é a saúde mental dos funcionários.
30:02Mental, a física e também criar ambientes
30:04onde as pessoas tenham vontade de trabalhar.
30:06Mesmo tendo um modelo híbrido,
30:08nós também temos a presencial.
30:10A gente tem dois dias em casa
30:12e três dias presencial.
30:14Quando é o presencial, é importante criar
30:16entornos onde a inovação
30:18possa florescer.
30:20E eu acho que o ambiente tem uma influência muito grande
30:22nessa capacidade de inovar.
30:24E o outro elemento
30:26que a gente apostou com muita força
30:28é a diversidade.
30:30A Viva apostou a pauta de diversidade
30:32como algo fundamental
30:34dessa cultura e é reconhecida por todos.
30:36Então, pra você ter uma ideia,
30:38a gente escolheu gênero, raça,
30:40pessoas com deficiência,
30:42LGBTQI+, e pessoas com mais de 50 anos.
30:44Numa empresa onde a média é 38,
30:46é importante a gente também dar um olhar
30:48pras pessoas de mais de 50 anos que hoje
30:50formam mais de 11% do grupo
30:52de 33 mil que você descreveu.
30:54A gente fez muita evolução em todos eles.
30:56As mulheres têm uma representatividade muito maior,
30:58são 45% dos 33 mil,
31:00mas o mais importante é ter mulheres em liderança.
31:02Hoje nós temos 34% das diretores
31:04e vice-presidentes são mulheres,
31:0633% do nosso conselho
31:08são formados por conselheiras mulheres.
31:10E no racial, só pra descrever mais um,
31:12a gente em 2019 tinha
31:1424% dos 33 mil
31:16eram negros.
31:18Hoje, 44%.
31:20E os mais 50? É importante você falar disso
31:22porque a gente
31:24fala muito com todos os executivos
31:26semanalmente
31:28e não é frequente isso que você acabou
31:30de falar, dessa valorização
31:32dos profissionais com mais
31:34de 50, 60 anos.
31:36A gente valoriza porque a Vivo tem
31:38muitos clientes de mais de 50, 60 anos,
31:40então a gente precisa refletir
31:42a sociedade que a gente vive dentro
31:44da empresa que a gente é.
31:46Então, te dou um exemplo, a gente começou a contratar
31:48profissionais de mais de 50 anos, ou inclusive
31:50de mais de 60 anos pra nossas lojas.
31:52Nossas lojas são compostas
31:54de profissionais bem jovens
31:56e a gente percebeu que a presença de
31:58pessoas mais velhas trouxe, primeiro pra equipe,
32:00um sentimento
32:02quase de bentoria de ter uma pessoa mais
32:04e principalmente pros clientes
32:06mais velhos,
32:08que são nossos clientes também, nós temos uma penetração
32:10muito grande em clientes
32:12de mais de 50, 60 anos, de se sentir
32:14muito mais cômodo
32:16em talvez falar das suas dúvidas digitais
32:18pra uma pessoa mais da sua faixa etária
32:20do que pra um jovem de 20 anos.
32:22Você falou também de inovação,
32:24desse interesse de levar
32:26a inovação aos profissionais
32:28e o presencial é fundamental
32:30pra isso. Você tá num setor
32:32que já é
32:34um setor que usa muito o digital
32:36e que é um setor considerado
32:38de inovação. Num setor
32:40desse, é mais
32:42difícil ou é mais fácil
32:44inovar? E como inovar
32:46num ambiente que já é digital?
32:48Não, eu acho que tem a necessidade
32:50de inovar também. Como a gente falou antes, quando você tem
32:52uma empresa que o teu core business
32:54representa praticamente
32:5690% do teu resultado, você
32:58ter abertura
33:00para inovar em negócios que não
33:02são os teus tradicionais, requer
33:04não só uma mudança cultural, mas
33:06uma aposta, uma dedicação de tempo
33:08a negócios que no princípio
33:10talvez não te resultem
33:12tão benéficos em resultado,
33:14mas que com certeza no futuro
33:16vão ser os essenciais pra manter
33:18a sustentabilidade do nosso negócio. A gente faz de várias
33:20formas, Bruno. A gente tem a inovação
33:22interna, através de trazer profissionais
33:24também com uma outra visão,
33:26estimular as equipes a fazerem inovação,
33:28mas se conectar também ao mundo da inovação aberta.
33:30A Viva é muito aberta
33:32pra empreendedorismo de toda
33:34natureza. Pra você ter uma ideia,
33:36além de a gente estar constantemente
33:38se envolvendo com esses novos empreendedores,
33:40esses novos setores, seja em serviços financeiros,
33:42em educação, em saúde,
33:44que a gente tá muito aberto a conversar com essas
33:46empresas, a gente criou um
33:48Venture Capital Fund, um Corporate Venture
33:50Capital, que é o nosso fundo mesmo,
33:52pra investir em empresas. A gente já tinha
33:54o AIRA, que é um fundo que investia
33:56em empresas no início da jornada,
33:58empreendedores no começo da companhia,
34:00a gente investia em média 1,5 milhão
34:02de reais por empresa,
34:04e a gente entrou agora no CVC, no Vivo Ventures,
34:06que a gente investe entre 20
34:08a 30 milhões de reais
34:10em empresas que já estão no estágio
34:12mais de crescimento.
34:14São empresas brasileiras? São brasileiras, 100%,
34:16o que a Viva faz nesse momento, nós já investimos
34:18em 9 empresas,
34:20empresas na área do fintech,
34:22a gente investiu na Clave, que é uma empresa de
34:24Open Banking, a gente investiu na Clube, que é uma
34:26empresa de consórcio, a gente investiu
34:28na Agroland, a gente investiu na CRM
34:30que é uma empresa de Loyal, a gente investiu
34:32na Conexa, que é uma empresa de
34:34telemedicina, então são várias áreas
34:36de empresas brasileiras em ascensão,
34:38e o mais importante, além do investimento,
34:40a gente conecta essas empresas no ecossistema
34:42da Viva. Com esses números superlativos
34:44de vocês. Isso, e acho que
34:46atrai muito empreendedor a estar conosco,
34:48além do dinheiro investido, é a conexão
34:50com a nossa plataforma. A faixa, então,
34:52é 20 a 30 milhões? Isso,
34:54e a gente acaba ficando com a participação
34:56entre 5 a 10% da empresa.
34:58Geralmente nós entramos numa série
35:00BC, assim, onde o valuation dessas empresas
35:02já está nessa, né, de 200,
35:04300 ou 400 milhões, e a gente entra com
35:06uma participação. Então, são bons
35:08investimentos, nós temos 9, nesse momento
35:10vamos anunciar o décimo. E vem mais
35:12pela frente? Mais pela frente, nós temos 320
35:14milhões para investir, e já investimos
35:16nesse momento 160, então investimos
35:18a metade, ainda temos outra metade para investir.
35:20O Brasil é muito inovador? É muito
35:22empreendedor? O Brasil é muito empreendedor.
35:24Comparando, inclusive, com outros países,
35:26nosso próprio grupo brasileiro, sim.
35:28É importante
35:30ver muitas pesquisas, né, ou inclusive
35:32com essa nova geração, que elas são muito
35:34mais voltadas em ter o próprio negócio
35:36do que trabalhar numa empresa
35:38há 19 anos, como eu, como você acaba
35:40de comentar. Mas mesmo
35:42se você faz uma análise
35:44da periferia brasileira, né,
35:46se você entra nas comunidades,
35:48o perfil é
35:50ou de empreendedor, ou
35:52de pessoas que sonham em ser empreendedoras.
35:54E a digitalização, mais uma vez,
35:56é o vetor que
35:58possibilita essas pessoas
36:00a serem empreendedoras. É através de uma
36:02página no Instagram, é através
36:04da comunicação do WhatsApp, é através
36:06do pagamento, é através do Pix, tudo isso
36:08se permite através
36:10da digitalização. Por isso que a gente acredita
36:12que o nosso papel ainda está no
36:14começo de uma jornada de transformação
36:16de um país que precisa criar
36:18renda, né, e criar empregos, ou criar
36:20oportunidades. E a digitalização é um
36:22vetor que talvez, no meio presencial,
36:24a gente não conseguiria
36:26suprir as carências que o país tem.
36:28Eu percebo isso
36:30com muita frequência. Até os
36:32programas que a gente faz de negócios,
36:34você tem um interesse
36:36cada vez maior em empreendedorismo.
36:38Eu acho que até se a gente
36:40analisar 10, 20 anos atrás, tinha uma
36:42massa de brasileiros que queria
36:44passar em concurso público.
36:46Hoje você já mudou isso, né?
36:48Você tem uma massa de brasileiros
36:50querendo empreender, querendo
36:52inovar, querendo montar
36:54negócios. A gente está falando de inovação,
36:56mas eu queria que você definisse. O que é
36:58inovação, afinal, Gebara?
37:00Existe inovação sobre o teu próprio negócio,
37:02do core. Acho que inovação não é só o que é totalmente
37:04radicalmente diferente do que você
37:06faz. Inovar é você acrescentar
37:08uma camada de diferenciação
37:10a, talvez, a tua proposta
37:12de valor de maneira recorrente.
37:14Então, um plano de pós-pago
37:16hoje pode ser um plano de pós-pago, mas um plano de pós-pago
37:18que inclui outros serviços é um plano
37:20inovador. Um plano de pós-pago
37:22que inclui os membros da tua família
37:24quando a gente lançou o plano família é uma inovação.
37:26Porque um plano tem que ser
37:28individual e não pode ser familiar.
37:30Porque uma família não pode também
37:32contar com o teu pet e amanhã, amanhã
37:34também você tem a coleirinha dele
37:36conectada no mesmo plano. Então, a inovação
37:38é você sempre se instigar
37:40ou se provocar, buscar uma
37:42diferenciação. E claro também que a inovação
37:44tem você olhar fora da caixa.
37:46Fica Vivo não pode ser uma empresa que tem o número
37:48de clientes que nós temos, o número de canais que nós temos
37:50o número de informações que nós temos
37:52a força da marca que nós temos
37:54que é uma das marcas mais reconhecidas e admiradas
37:56no Brasil. Por que que nós não podemos ser uma empresa
37:58de saúde, por exemplo?
38:00Isso é inovação. E vocês, é, mas vocês já estão
38:02caminhando. Estão caminhando pra isso, mas é assim
38:04quando a gente criou essa ideia, é uma ideia de inovação
38:06você realmente pensar fora da caixa
38:08porque não, eu não posso também
38:10me aventurar em educação
38:12ou me aventurar em serviços
38:14financeiros ou me aventurar em outras áreas
38:16que vão além. E finalmente
38:18mesmo na casa do nosso Corp, né
38:20na Fibra, por exemplo, por que que a Vivo não pode
38:22ser uma empresa de casa inteligente? Hoje em dia
38:24as pessoas não querem só ter uma fibra e estar conectada
38:26elas querem ter uma câmera conectada
38:28um sensor conectado, uma fechadura
38:30conectada. Então inovar é pensar
38:32no que você pode
38:34fazer diferente ou a mais
38:36do que você faz hoje. Você falou
38:38de serviços financeiros, eu sei que
38:40vocês têm serviços financeiros
38:42incluindo você
38:44nesses investimentos milionários
38:46em startups brasileiras, você
38:48destacou o setor financeiro
38:50como um interesse de
38:52vocês, porque a entrada
38:54é uma prioridade?
38:56É um dos serviços que nós temos. É um dos serviços
38:58Tem muitos investimentos em
39:00empresas de serviços financeiros porque a metade
39:02do empreendedorismo brasileiro
39:04hoje está no mundo de fintech
39:06nas empreendedorismo digital
39:08então você, se eu sou parte da
39:10empreendedor, por exemplo, você vai lá e a maioria
39:12das empresas, metade das empresas são
39:14no mundo de serviços financeiros
39:16então é natural. O segundo
39:18aqui Bruno, assim, nós vimos a oportunidade
39:20de uma empresa com todos os ativos
39:22que nós temos, talvez
39:24dar crédito a pessoas
39:26que muitas vezes os bancos não têm conhecimento
39:28ou não enxergam elas como um
39:30potencial cliente
39:32de um empréstimo bancário
39:34como a Vivo tem clientes que estão
39:36constantemente em contato
39:38conosco, pagam suas contas todos os meses
39:40com um cliente controle, que é um plano de entrada
39:42nosso num pós-pago
39:44em torno de 60 reais. Ele paga todos
39:46os meses e eu posso me arriscar
39:48pelo conhecimento que eu tenho a dar
39:50um crédito pra ele. Então a gente já
39:52emprestou ao longo desses últimos quatro anos
39:54um bilhão de reais
39:56um bilhão de reais
39:58nossos empréstimos
40:00vão de média 3 mil reais
40:02os clientes
40:04acreditam na Vivo, então é uma empresa
40:06que passa essa credibilidade
40:08e a gente tem esse conhecimento e esse relacionamento
40:10com o cliente. Vendemos muito seguro
40:12que é parte dessa plataforma de serviço financeiro
40:14que a gente chama de VivoPay
40:16os clientes compram o smartphone
40:18quem é melhor que a Vivo pra oferecer um seguro pra esse smartphone
40:20então 30% das vendas
40:22de smartphone em nossas lojas saem com
40:24o seguro da Vivo. Lançamos seguro
40:26residencial, estamos lançando Pix
40:28parcelado, então tem uma variedade
40:30de serviços que estão muito
40:32atrelados com o nosso cor
40:34por que não? Eu vendo o smartphone, eu vendo com o seguro
40:36eu vendo o smartphone, por que eu não
40:38financio no Pix parcelado
40:40então eu vendo uma nova fibra pra tua nova casa
40:42por que não? Te dá um seguro residencial também
40:44incluído nessa proposta de valor
40:46e aí volta o tema da inovação, inovar
40:48criando mais elementos
40:50numa proposta de valor diferenciada
40:52Muito bem, o que que é
40:54a operação que você comanda aqui no Brasil
40:56a operação brasileira, Gebara
40:58pode
41:00não é ensinar, mas pode
41:02servir de inspiração pra sede
41:04pra Espanha, a gente está falando de
41:06outros continentes, outros países
41:08mas pro mundo mesmo
41:10A gente contribui muito
41:12entrando basicamente dentro do grupo
41:14com esse espírito
41:16empreendedor e inovador do brasileiro
41:18então com certeza isso
41:20nos destaca, nos destaca muito
41:22também o trabalho que a gente faz de marca
41:24a Vivo tem um trabalho espetacular
41:26de uma marca que
41:28passa uma mensagem que vai além
41:30da venda comercial, nesse momento
41:32até agora, Bruno, nós estamos com uma grande campanha
41:34estimulando as pessoas a não usar
41:36o celular com tanta frequência
41:38Olha só! Então a marca que vende isso
41:40dizendo que as pessoas elas tem que
41:42controlar o tempo que elas
41:44dedicam ao seu celular
41:46tem uma campanha agora inclusive
41:48dizendo que o tempo é exagerado
41:50que o celular se transforma num relacionamento tóxico
41:52então nós estamos aí, inclusive estamos lançando
41:54hoje uma webséries com a Denise Fraga falando também
41:56sobre isso, então a marca tem
41:58um posicionamento muito forte
42:00então primeiro é o nosso caráter
42:02empreendedor e inovação, o dois trabalho
42:04de marca, que é uma marca que fala pra fora
42:06mas fala pra dentro, o tema de cultura
42:08que a gente
42:10falou anteriormente também
42:12isso tudo constrói essa
42:14diferenciação e o foco no cliente
42:16a Vivo
42:18com todo o
42:20expertise que a gente tem de canal de lojas
42:22dos nossos vendedores B2B
42:24a Vivo tem muito a aportar para uma empresa que tem
42:26talvez um dos maiores
42:28canais omnichannel
42:30com a força do digital também do nosso app
42:32e a presencial que tem muito
42:34a ensinar várias empresas no mundo
42:36Você tem uma missão como CEO da Vivo?
42:38Bom, a nossa proposta
42:40é digitalizar para aproximar, levar
42:42a digitalização a mais pessoas no Brasil
42:44Essa é a sua missão?
42:46E como é que você acha que a Vivo vai
42:48estar daqui a 10, 20 anos?
42:50Uma empresa que vai estar acompanhando
42:52as evoluções, a gente começou falando que
42:54em 26 anos o nosso negócio de origem
42:56hoje é 5% do nosso resultado
42:58Mas hoje em dia a coisa muda muito rápido
43:00cresceu muito na digitalização
43:02esses novos serviços, serviços digitais
43:04que hoje representam 10% do meu resultado
43:06com certeza vão representar muito mais
43:08nós vamos expandir
43:10todo o tema de digitalização da fibra
43:12e do 5G e a internet
43:14das coisas que mal começou a ser
43:16uma realidade no Brasil vai ser
43:18certamente uma parte importante
43:20dessa Vivo nos próximos 5, 10 anos
43:22que é a casa inteligente
43:24A casa inteligente é o carro autônomo
43:26é a indústria
43:28Você acha que o carro autônomo no Brasil
43:30tem chances de funcionar?
43:32Porque tem muita gente que fala assim
43:34imagina em São Paulo um carro autônomo
43:36com as ruas
43:38você vai receber executivos que falaram
43:40não, vai chegar antes que você imagina
43:42Talvez ele não seja no começo 100% autônomo
43:44a gente esteja lá por lá, mas com certeza
43:46ele vai ser muito mais autônomo do que ele é hoje
43:48como outras coisas vão estar
43:50muito mais autônomas do que são hoje
43:52então eu acho que a revolução
43:54da internet das coisas junto com a
43:56inteligência artificial
43:58essa conexão que hoje o 5G dá
44:00a latência não tem, a resposta é imediata
44:02ao comando, isso vai ser uma revolução
44:04com certeza, nós não estamos falando de um outro mundo
44:06em 10 anos aqui, com certeza
44:08assunto pra caramba, vocês são
44:10um universo
44:12nós estamos conversando nesta edição
44:14do Show Business com o presidente
44:16da Vivo
44:18Christian Gebara
44:20o Show Business vai dar uma breve pausa e volta em instantes
44:28e a gente volta com o
44:30Show Business nessa edição
44:32com o presidente da Vivo
44:34Christian Gebara
44:36eu abri a edição falando
44:38da sua formação, que a gente gosta de
44:40destacar de todos os nossos convidados
44:42você é formado
44:44em administração de empresas pela FGV
44:46e você tem uma
44:48MBA em Stanford
44:50focada em Business?
44:52Focada, exatamente
44:54um Master em Business em Stanford
44:56você hoje é
44:58fascinado pelo que? Por tecnologia
45:00por gestão
45:02a tecnologia
45:04é essencial hoje no pensamento
45:06de gestão de qualquer
45:08executivo nesse momento
45:10mas a gestão é o
45:12que mais realmente fascina, e a gestão
45:14numa empresa como a Vivo
45:16que a Vivo tem uma
45:18grande característica, é uma empresa
45:20que você pode usar a tecnologia
45:22em tudo que você faz
45:24é uma empresa de varejo
45:26são 1.800 lojas, são 5.000
45:28vendedores
45:305.000 vendedores? Só no B2B
45:32nós temos mais, não sei, 5.000
45:34no porta-a-porta, então é uma empresa de muito
45:36de muita gente, comercial
45:38é uma empresa B2C e B2B
45:40que também é uma grande característica
45:42você poder trabalhar também com esse consumidor final
45:44é uma das maiores empresas de marca
45:46e marketing no Brasil, com grandes investidores
45:48fazendo não só
45:50publicidade tradicional, mas grandes eventos
45:52no todo o Brasil, é uma empresa de 33.000 colaboradores
45:54diretos, mas mais 100.000 indiretos
45:56então você também pode fazer
45:58exercício de todo esse tema de gestão de pessoas
46:00então a riqueza
46:02do dia-a-dia que uma empresa como a
46:04Vivo nos oferece pra nós ter uma chance de trabalhar
46:06lá, é única, né? Então a tecnologia
46:08é um elemento mais, né?
46:10Você falou dos 5.000 vendedores
46:12mas você também é um bom vendedor
46:14você é um bom comunicador
46:16porque só nessa resposta você já
46:18elencou todo o universo
46:20que você preside, né?
46:22Eu vendo todos os dias também, Bruno
46:24Você se considera um vendedor? Claro que sim
46:26A gente vende presencialmente em todos
46:28os momentos que nós estamos, a gente vende a empresa
46:30vende serviços da empresa
46:32inclusive em redes sociais, sou sempre abordado
46:34e desde uma reclamação se transforma
46:36muitas vezes numa venda também
46:38você responde às vezes? Eu respondo
46:40é você mesmo, não é sua equipe
46:42não é o Leandro nada
46:44não, não, é eu mesmo que respondo
46:46Olha só, no primeiro bloco a gente falou
46:48sobre educação
46:50vocês têm alguns programas e um
46:52programa que eu acho notável
46:54que a gente tem que valorizar, empresa
46:56que investe em educação
46:58básica
47:00e no caso de vocês é
47:02ensino médio específico, né?
47:04formação de professor, formação de
47:06de aluno
47:08agora eu queria falar de saúde, a gente não falou de saúde
47:10vocês investiram
47:12recentemente numa
47:14startup de saúde que é a Conexa
47:16que inclusive eu já tive
47:18em contato com o Guilherme que é o
47:20fundador e CEO da empresa
47:22e eu lembro da conversa com o Guilherme
47:24que ele falou muito de um assunto
47:26que você tocou aqui, a preocupação
47:28das empresas em relação
47:30à saúde mental dos
47:32profissionais, que é uma
47:34questão acrescente, funcionário
47:36que é afastado por
47:38ansiedade, funcionário
47:40que é afastado, enfim, por
47:42vários motivos
47:44qual que é
47:46em primeiro lugar, quais são os negócios de
47:48vocês em saúde? É só com a Conexa ou não?
47:50Não, a Conexa é um
47:52grande parceiro, eu chego pra te comentar
47:54mais da Conexa, a Vivo apostou
47:56pela saúde, porque o Brasil é um
47:58país que nós temos
48:0025% da população
48:02que tem um plano de saúde
48:04privado, os demais
48:06dependem do serviço público
48:08que tem a sua excelência
48:10mas também tem as suas carências
48:12então a gente
48:14decidiu criar uma plataforma de saúde
48:16não é um plano de saúde, é uma plataforma de saúde
48:18que permite que através
48:20de uma mensalidade você tenha acesso a
48:22descontos em clínicas, em
48:24consultas médicas, em
48:26farmácias, porque existe um
48:28estoque excedente de consultas
48:30médicas, que deu mesmo num momento
48:32de vale do médico, ele poderia
48:34oferecer uma consulta a um preço mais barato
48:36um exame através de um laboratório
48:38que naquele momento não tenha
48:40a demanda suficiente, a gente consegue
48:42comprar esses serviços, conectar esses
48:44serviços a um preço com descontos
48:46para os clientes que utilizam
48:48essa nossa plataforma que se chamava Vale Saúde
48:50então a Vivo entrou, hoje nós
48:52temos 430 mil
48:54clientes conectados nessa
48:56plataforma, a gente gerou de receita
48:58nos últimos 12 meses 60 milhões de reais
49:00e algo que cresce a mais
49:02150% se eu comparo
49:04um ano com outro, porque a demanda por
49:06esse tipo de serviço é muito grande
49:08a gente tem telemedicina também incluído
49:10dentro dessa plataforma
49:12e aí que entra o investimento que nós fizemos
49:14através do nosso Vivo Ventures na Conexa
49:16que trouxe esse expertise
49:18por ser a melhor empresa de telemedicina
49:20do Brasil e conjuntamente
49:22também a Conexa tinha feito
49:24uma fusão com a Zen Club
49:26que é uma empresa de bem-estar
49:28mental, como você falou, que faz
49:30psicologia
49:32virtual através do
49:34contato digital, então com isso complementou
49:36a nossa proposta de valorar
49:38adicionalmente, a Vivo tem
49:40um dos maiores e melhores
49:42aplicativos de meditação
49:44que é chamado Atma, que também tem
49:46foco no
49:48saúde mental, também cresce, então
49:50essa plataforma que o Vale Saúde
49:52Conexa, Zen Club e Atma
49:54é que faz
49:56essa nossa jornada na saúde.
49:57Ô Gebara, voltando ao fundo
49:59que vocês têm, nos próximos
50:01tempos são quantos milhões de reais?
50:03A gente fez um fundo de 320 milhões
50:05e já investimos 160
50:07então nós temos mais 160
50:09para investir que a gente deve investir
50:11nos próximos dois anos.
50:12Como é que vocês selecionam essas startups?
50:14O que que...
50:16Primeiro responde, que eu tenho uma outra
50:18pergunta, como é que vocês selecionam essas startups?
50:20Primeiro a gente escolheu algumas áreas que a gente está atuando
50:22a gente escolheu a área de educação
50:24de serviço financeiro, de saúde
50:26como a gente falou, tudo que tem
50:28de relacionamento com o cliente nos interessa
50:30agora a AI entrou como
50:32inteligência artificial como nova vertente, então
50:34a gente procura
50:36dentro dos verticais que tem maior
50:38aderência com o nosso serviço
50:40tem uma equipe do Vivo Venture
50:42que está muito conectada nesse mundo de
50:44empreendedorismo, eu pessoalmente como
50:46eu te comentei antes, eu estou no Endeavor também, então
50:48isso me abre muitas portas de conhecer
50:50o empreendedor, participamos das diferentes feiras
50:52acabamos de vir da South Summit alguns meses atrás
50:54então a gente está muito aberto e assim
50:56e estando num programa como o teu
50:58isso também gera aí uma
51:00visibilidade para esse empreendedor
51:02que procura uma empresa
51:04e nós temos também relação com outros fundos
51:06que muitas vezes a gente faz investimentos conjuntos
51:08nessas empresas que a gente acredita que tem valor
51:10e aportação para o negócio da Vivo
51:12e que a Vivo pode aportar, quem não quer
51:14uma startup ou uma empresa
51:16conectada a 116 milhões
51:18de acessos, com 1.800 lojas
51:20e um canal digital com 29 milhões
51:22de usuários únicos ao mês. Tem um setor
51:24que nós estamos, nós brasileiros
51:26estamos mais avançados
51:28em termos de inovação?
51:30Acho que Fintech a gente é muito inovador
51:32Fintech é uma coisa impressora
51:34na verdade o Brasil virou uma fábrica de
51:36Fintechs, tem muito. O Brasil
51:38depois do PIC se tornou
51:40o segundo país
51:42em volume de pagamento instantâneo
51:44acho que depois da Índia o Brasil se destaca
51:46talvez por ter vivido
51:48em um mundo inflacionário por muito
51:50tempo, nós brasileiros
51:52temos uma habilidade maior
51:54na compreensão
51:56desses serviços e os bancos
51:58por muito tempo investiram
52:00muito em tecnologia para criar
52:02também produtos
52:04que tivessem essa tecnologia
52:06embarcada desde o início, então por isso que
52:08Fintech com certeza... Então Fintech número um
52:10mas os outros a gente está bem também
52:12a gente tem que avançar em muitas áreas
52:14em todas as áreas nós temos que avançar
52:16porque o presencial
52:18como eu falei para você, não vai suprir as necessidades
52:20e as carências que nós temos, mas outra vez
52:22aqui Bruno, vai nas pessoas
52:24que muitas vezes não tem as habilidades
52:26digitais para usufruir desses novos
52:28serviços, então para você entrar
52:30na nossa plataforma Vale Saúde por exemplo
52:32requer que você tenha o mínimo conhecimento
52:34de como baixar um app
52:36entrar num app, conseguir navegar
52:38num app, então a gente precisa
52:40e a gente faz muito esforço também de sempre
52:42trazer essa formação
52:44para que as pessoas possam usar os nossos serviços
52:46da melhor maneira possível, nosso app
52:48nós temos um cuidado muito grande
52:50para que ele seja acessível
52:52para qualquer tipo de público
52:54incluindo mais pessoas nesse mundo digital
52:56Você falou muito sobre
52:58as startups investidas
53:00você vai adiantar o nosso programa
53:02os próximos passos e planos
53:04da Vivo nos próximos tempos
53:06pode falar desse ano, pode falar
53:08de 2026... Estamos olhando, estamos muito interessados
53:10Nós estamos a metade do ano
53:12Estamos interessados em empresas que tenham
53:14como core o uso da inteligência
53:16artificial. Inteligência artificial
53:18Nós estamos olhando muito o tema de inteligência artificial
53:20em educação
53:22em criação de conteúdo
53:24a inteligência artificial na criação de agentes
53:26que são os representantes agora
53:28que vão fazer muitas das nossas funções, são os agentes de AI
53:30então o nosso foco está muito
53:32relacionado a essas áreas nesse momento
53:34Você acha que vai ter muita perda de emprego
53:36com a inteligência artificial? Com certeza vai existir
53:38uma substituição de tarefas
53:40e muitas pessoas às vezes
53:42executam tarefas que podem ser muito
53:44substituídas pela inteligência artificial
53:46Sim, acredito que algumas funções
53:48ou algumas tarefas, mais do que
53:50emprego em si, vão ser substituídas pela
53:52inteligência artificial, mas também nos pode dar
53:54oportunidades de desenvolver
53:56coisas, talvez, não sei, é como
53:58te comparar
54:00a calculadora. A calculadora não excluiu
54:02os engenheiros ou não excluiu as pessoas
54:04mas conseguiu dar maior produtividade
54:06ao trabalho deles. Talvez a inteligência
54:08artificial seja muito mais
54:10revolucionária do que a própria calculadora
54:12mas vamos encontrar uma forma
54:14de conviver e usufruir da inteligência
54:16artificial. E falando de mão
54:18de obra humana
54:20você que lidera um timaço
54:22de 33 mil
54:24profissionais
54:26o que você valoriza
54:28num profissional?
54:30Assim, o profissional de hoje
54:32tem alguns aspectos que
54:34a gente tem valorizado muito
54:36a curiosidade, aquela pessoa que
54:38procura o conhecimento, a empatia
54:40porque a empatia de poder
54:42liderar equipes, a empatia que você tem
54:44com o cliente, a empatia que você
54:46tem com o fornecedor, são fundamentais
54:48e a criatividade
54:50e eu pessoalmente sempre adiciono
54:52a disciplina, mesmo com
54:54esse mundo das novas gerações que talvez
54:56tenha uma visão do trabalho, como a gente comentou antes
54:58diferente, ainda acredito que
55:00a disciplina é essencial pra gente conseguir
55:02fazer as coisas de maneira ágil
55:04certas e com excelência.
55:06E essa nova geração que está chegando, você
55:08vê com bons olhos? Eu vejo com bons olhos
55:10eles trazem também um vigor
55:12e um olhar, talvez
55:14muito mais equilibrado
55:16do mundo, que talvez
55:18ajude a gente a aprender também
55:20a olhar as coisas no 360
55:22talvez que antes a gente tivesse muito focado
55:24em alguns elementos
55:26e não olhasse o todo como eles olham
55:28então tem sempre uma vantagem em conviver
55:30e ter essas pessoas na nossa equipe.
55:32Muito bem, eu vou fazer
55:34agora uma pergunta que eu faço
55:36pra todos os convidados
55:38essa todos respondem
55:40Cristian Gebara
55:42quem são as suas referências
55:44no mundo dos negócios
55:46e também na vida?
55:48Burundi, assim, dificilmente
55:50eu me guiei
55:52por referências, tá?
55:54essa pessoa, eu sempre me guiei
55:56por pessoas que
55:58juntassem
56:00o propósito
56:02do trabalho delas com o propósito de vida
56:04eu acho que quando você consegue
56:06levar pro teu trabalho
56:08um propósito maior do que simplesmente
56:10ter uma carreira profissional e que isso também
56:12consiga refletir o que você espera
56:14pra sua própria vida pessoal
56:16pra mim isso é uma característica fundamental
56:18pessoas também que tiveram coragem
56:20de tomar decisões
56:22e pessoas que usaram a criatividade
56:24e outra vez a disciplina como
56:26elementos fundamentais
56:28do seu sucesso
56:30não tenho pessoas, mas talvez
56:32a história da Microsoft
56:34entre o próprio Bill Gates e hoje o Satya Nadella
56:36eu acho que são líderes que conseguiram
56:38e o Bill Gates principalmente
56:40trouxe muito do propósito pessoal
56:42dele pro propósito da empresa
56:44e no momento que a empresa já não correspondia
56:46ao seu propósito pessoal ele procurou
56:48outras coisas pra fazer, então acho que são bons exemplos
56:50e o Satya acho que vai no mesmo caminho
56:52Tirei dois bons nomes
56:54Tirei dois excelentes nomes
56:56Bill Gates e Satya Nadella
56:58A gente conversou
57:00nesta edição do Show Business
57:02com o presidente
57:04da Vivo, Cristian Gebara
57:06Gebara obrigado pela presença
57:08aqui em nosso estúdio, por nos atualizar
57:10desse universo que como a gente
57:12abriu o programa falando, não é só um universo
57:14de telecomunicações
57:16é uma, vou chamar aqui
57:18uma robusta plataforma
57:20de serviços, vocês estão em todos
57:22todos não, né
57:24mas em boa parte dos setores
57:26da economia brasileira
57:28Muito obrigado Bruno, obrigado você
57:30E olha, o Show Business vai ficando por aqui
57:32e antes de encerrar eu tenho um
57:34convite pra você, se você quiser ter
57:36conteúdos exclusivos aqui
57:38da Jovem Pan, faça a sua
57:40assinatura, tá aqui no vídeo
57:42www.jovempan.com.br
57:44www.jovempan.com.br
57:46e assine, muito obrigado
57:48pela sua audiência, pela sua confiança
57:50a gente volta na semana que vem
57:52até lá, tchau!
57:54Música
57:56Música
57:58Música
58:00Música
58:02Música
58:04Música
58:06Música
58:08A opinião dos nossos comentaristas
58:10não reflete necessariamente
58:12a opinião do Grupo Jovem Pan
58:14de comunicação
58:16Música
58:18Realização
58:20Jovem Pan News
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