Para evitar o desconto, os servidores precisam manifestar formalmente sua discordância através da entrega da carta dentro do prazo estipulado. A expressiva fila demonstra o descontentamento da categoria com a obrigatoriedade da taxa e a busca pelo direito de decidir sobre a contribuição sindical. A situação levanta debates sobre a liberdade de associação e a autonomia dos trabalhadores em relação às entidades sindicais. -------------------------------------- 🎙️ Assista aos nossos podcasts em http://tribunaonline.com.br/podcasts
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00:00Vai ao vivo agora até o centro de Vitória, onde trabalhadores da área da saúde estão tendo que enfrentar a maior fila para se livrar de uma taxa sindical.
00:10Gente, isso é um absurdo. Eles precisam entregar uma carta à mão, entregar na sede do sindicato.
00:17Júlia Cássia acompanha a saga dos servidores. Júlia, numa situação que a gente está agora, de uma evolução tecnológica,
00:25os trabalhadores precisam fazer uma carta à mão e entregar para o sindicato. Boa tarde para você.
00:33Pois é, Jorge. Chama muita atenção, né? Boa tarde. Igual você falou, parece que está indo contra essa evolução e o resultado é isso aqui.
00:42Olha só, uma fila quilométrica aqui na Cidade Alta. Essa fila a gente está dando várias e várias curvas.
00:48O fim dela está dando perto do Palácio Anchieta e aqui onde a gente está não está nem perto da sede do sindicato, tá?
00:55E é isso aí. Hoje é o último dia para poder entregar essa carta escrita à mão.
01:00E o resultado é esse, né? As pessoas aqui correndo contra o tempo para justamente conseguir evitar esse desconto.
01:07Entre elas, olha só, a Fabiola vai conversar aqui com a gente.
01:11A Fabiola, ela trouxe até uma cadeira de praia porque ela já imaginou que ia ficar horas e horas a fio nessa fila, né?
01:17Fabiola, boa tarde para você, se é que eu posso desejar uma boa tarde, né?
01:20Deixa eu abaixar aqui para falar com você. Você está aqui desde que horas hoje?
01:24Boa tarde. Estou aqui desde as 10, que foi a empresa, liberou, né? Estou aqui desde as 10 da manhã.
01:31Mas ontem eu estava aqui também, no mesmo horário, e fiquei 5 horas na fila.
01:37Peguei aquela chuva, que aqui em Vitória choveu, e mesmo assim não consegui o atendimento.
01:43Encerraram as 4 e foi por isso.
01:46Foi bem curto. Você falou que o atendimento começou que horas? Meio dia?
01:49Falaram que começaram meio dia, só que percebemos que ficou na lentidão, né?
01:57Aí acabou que não deu pra... Esse horário não dá pra atender todo mundo.
02:02Realmente é muita gente, né?
02:04Agora essa situação, você falou que ela acontece de 2 em 2 anos, é isso?
02:07Isso. De 2 em 2 anos, temos que ter a carta de oposição, só que infelizmente não avisam.
02:18A nossa empresa também avisou no dia 6, então não dá tempo.
02:22Creio também que todas as empresas das pessoas que estão aqui avisaram em cima da hora e aí dá essa muvuca, né?
02:30Aí o jeito é aguardar perdendo um dia inteiro praticamente. E ontem também, né?
02:34É, na verdade, eu tô perdendo 2 dias, né? Aqui na fila é muito lapidante pra nós, né?
02:41Tá certo.
02:42Fabíola, a gente espera que consiga se resolver da melhor forma possível, mais rápido, mas pelo visto não vai ser, né?
02:48Muita gente, mas obrigada por falar com a gente, viu?
02:51Jorge, então olha, a situação é essa. Vamos andar mais um pouquinho aqui.
02:54A gente tá aqui na Cidade Alta, né? Mostrar a proporção dessa fila, tomar cuidado aqui com os carros, mas mostrar que realmente ela tá virando a esquina.
03:04E olha só, a Fabíola, né? Uma das trabalhadoras, falou bem assim que foi avisado muito em cima da hora.
03:10O sindicato diz que entregou essas cartas de oposição, a entrega, ela começou no dia 2 de maio e que o prazo final pra hoje foi definido por assembleia.
03:21Mas o que os trabalhadores estão falando aqui é que esse comunicado chegou até a empresa muito em cima da hora e o resultado é esse.
03:29O sindicato é o Sintra Sades, né? E a gente deixa aí essa indignação do trabalhador por esse meio tão arcaico de resolver uma cobrança. Volto com você.
03:39Nossa, isso é indigno pros trabalhadores que já precisam passar por uma situação de trabalho todos os dias,
03:45enfrentar ônibus lotado pra chegar no serviço, sair horas antes, esperar várias horas pra chegar no trabalho,
03:52ainda que quando não querem pagar uma taxa pelo direito, tem que passar por isso, escrever uma carta.
03:58Fica muito claro aqui pra gente que isso aí parece uma tentativa de que realmente eles continuem pagando se passar do prazo.
04:06Porque é muito fácil você fazer um esquema eletrônico num site e quando você quer fazer, você faz isso pra facilitar a vida,
04:14principalmente se fosse uma compra, é só você clicar lá, aceito, não aceito, dá ok e vai.
04:20Por que que o trabalhador tem que entregar uma carta, gente? Uma carta escrita à mão.
04:25Você imagina o trabalho ainda que vai ter depois pra esse sindicato contabilizar tudo isso.
04:31Então isso daí é uma crueldade contra esses trabalhadores, né?
04:35É algo que a gente já... Não é novo isso.
04:37Essa ação que a gente tá vendo aí no centro de Vitória não é novo.
04:41E isso precisa ser mudado.
04:43Precisa ser mudado porque se todo mundo quisesse estar ali registrado,
04:47não teria feito essa fila inteira pra não pagar essa taxa, né?
04:50Tem direito quem quiser que continue, quem não quiser tem que ter a facilidade pra sair
04:54e não entregar uma carta e deixar o trabalhador desse jeito, do jeito que tá aí.
04:58É revoltante no mínimo, Júlio, o que a gente tá vendo aí
05:01é que esses trabalhadores da área da saúde têm que passar.
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