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Entrevista com Vitor de Angelo
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NotíciasTranscrição
00:00Começa agora, começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:07Olá, seja muito bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:14sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:18E nosso tema, mais uma vez, é educação, na esteira de resultados, no mínimo, muito promissores,
00:25do último IDEB, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
00:30No Estado, a gente fala de como é possível projetar o futuro com a formação no presente.
00:37Para se ter ideia, o Espírito Santo alcançou o primeiro lugar entre as redes estaduais de ensino do Brasil,
00:43no ensino médio, com nota 4,8.
00:46Dos anos iniciais da educação básica, ficou em quinto lugar, com 6,3.
00:51E nos anos finais do ensino fundamental, em terceiro lugar, com a nota 5,3.
00:57A melhora dos resultados a cada ano é atribuída principalmente ao foco que o Estado tem dado à educação de
01:04tempo integral.
01:06A rede de escolas dessa modalidade está em 184 unidades.
01:11A informação do governo é de que, desde o ano passado,
01:15todos os municípios capixabas têm, pelo menos, uma escola de tempo integral.
01:19E as metas são ampliar ainda mais esses números.
01:23E quem fala sobre os rumos da educação do Estado, com a gente agora,
01:28é o secretário de Estado de Educação, Vitor DeAngelo.
01:30Tudo bom, secretário? Seja bem-vindo ao Programa Valores.
01:33Eu que agradeço o convite.
01:34Legal. Está tudo certo? As informações estão todas certas aí?
01:37Todas certinhas.
01:37Legal.
01:38Bom, o Vitor DeAngelo assumiu o cargo de secretário de Estado de Educação
01:42no início da gestão Casa Grande, em 2019.
01:45Ganhou a eleição em 2018, assumiu em 2019.
01:48Na época, era o mais novo secretário estadual de Educação do país.
01:5336 anos.
01:54O secretário é formado na UFES, fez doutorado e pós-doutorado na França.
02:00Pegou uma pandemia pela frente, que não é coisa fácil.
02:03É um desafio do ensino à distância.
02:05E agora, no segundo mandato de gestão, tem a chance de colocar
02:08a política de Estado de Educação, de fato, em prática.
02:14Secretário, em linhas gerais, qual é a política do Espírito Santo para a educação?
02:19Acho que não tem uma, porque tem várias coisas que vão se complementando.
02:23Você me perguntava se as informações estão corretas.
02:26Estão, mas elas não são exaustivas.
02:29Eu, enquanto te ouvia, lembrava de uma série de outras coisas que a gente faz.
02:34Por exemplo, a oferta de ensino em tempo integral integrada à educação profissional e técnica.
02:41É uma outra estratégia.
02:43Mas, certamente, se eu pudesse resumir em uma palavra, a política de educação do Espírito Santo
02:48é uma política que, de forma intencional, busca elevar a qualidade do nosso ensino
02:54através de estratégias para as quais nós temos evidências robustas.
03:00Então, não é, vamos seguir por aqui porque parece que é um bom caminho
03:04ou alguém me diz que por ali vai dar certo.
03:07Então, a gente se baseia em experiências que, em outros estados, deram certo,
03:12que aqui deram certo, que no exterior deram certo.
03:16E, por exemplo, o tempo integral é uma dessas experiências.
03:20Basicamente, a ideia é que a gente possa ter uma ampliação da jornada.
03:26Então, tem mais horas para expor o estudante a uma situação de aprendizagem.
03:32Muitos países do mundo usam esse tempo de exposição, como o senhor está falando, secretário,
03:38à educação como uma referência.
03:40Por exemplo, a Coreia do Sul é o país no mundo onde o estudante fica mais tempo
03:45em contato com a educação, de alguma forma, 10 horas, 8 horas, 10 horas, 12 horas por dia.
03:52A China também caminha para esses números, para alcançar esses números.
03:59Tem esse objetivo aqui no Estado?
04:01Eu diria, e isso não vai acontecer na minha gestão,
04:03porque é uma coisa que vai demorar um pouquinho mais de tempo, a meu ver.
04:07Espero que não tanto, mas vai demorar mais do que dois anos,
04:09que é o que a gente tem para encerrar este mandato do governador Casagrande.
04:13Mas a gente não deve ter na escola de tempo integral um programa.
04:17Na verdade, a escola precisa ser assim.
04:20Eu estive num outro país no ano passado, junto com alguns secretários,
04:23um colega levantou a mão e fez uma pergunta sobre escola em tempo integral.
04:27O representante do Ministério da Educação daquele país nem entendeu a pergunta.
04:31Por quê? Porque não existe escola em tempo integral.
04:33Assim é a escola daquele lugar.
04:36As crianças, os jovens, os adolescentes, entram às 8, saem às 3,
04:40são 7 horas, alimenta-se 2, 3 vezes e é isso.
04:46Aqui, a escola em tempo integral tem o status de um programa,
04:50é uma política específica.
04:52Eu acho que a gente precisa avançar, não só para a universalização da oferta,
04:58que é uma coisa que a gente está caminhando para fazer.
05:00Neste governo, já fizemos no nível dos municípios,
05:02como você disse, em cada município já tem uma escola.
05:06depois avançar para que em todo lugar do Espírito Santo,
05:09quem quiser se matricular em uma escola em tempo integral,
05:12possa fazê-lo, mas ainda aguardando a oferta em tempo parcial.
05:16E em algum momento mais adiante,
05:18que as pessoas entendam que não faz sentido a oferta em tempo parcial.
05:22Não faz sentido passar menos horas na escola.
05:25Não faz sentido a gente lutar para ter uma jornada menor
05:28para os nossos filhos, para os nossos netos.
05:31Que, na verdade, a escola precisa ter 7 horas e isso é uma escola.
05:33Então, esses números do IDEB que saíram recente,
05:37que a gente citou aqui no começo,
05:39o que eles dizem hoje sobre o profissional que vai estar no mercado
05:44daqui a 5, 10 anos?
05:46Esse que foi avaliado pelo IDEB,
05:49que teve uma nota um pouco maior,
05:52como é que eles vão chegar no mercado daqui a 5, 10, 15 anos?
05:57A gente está falando de educação pública
05:58e a educação pública tem as contradições que existem na sociedade
06:02refletidas ali, porque a nossa escola não tem filtro.
06:04Ela é aberta a todas as pessoas,
06:07dependente do seu nível de proficiência.
06:09E essa proficiência, muitas vezes, é carregada já desde a formação inicial,
06:14que não foi no governo do Estado.
06:16Então, a gente está olhando aqui já para o finalzinho dessa trajetória.
06:20Tem fragilidades, naturalmente,
06:22e a gente tem procurado, como governo estadual,
06:24corrigi-las, nem tanto na nossa rede,
06:27mas apoiando os municípios para que eles possam fazê-lo.
06:30A gente tem feito um investimento muito grande aqui,
06:33talvez haja tempo de falar sobre isso.
06:35No caso do ensino médico, já é mais a porta de saída,
06:38a gente tem procurado desenvolver no tempo que nós temos,
06:41que é bastante curto, né?
06:42É a etapa do ensino básico, da educação básica,
06:45mais curta, são 3 anos só.
06:46Mas desenvolver as competências que esse estudante vai encontrar
06:51numa vida laboral, que se já não começou,
06:53porque ele já está em idade laboral,
06:55vai começar logo na sequência.
06:57Então, a educação profissional e técnica é uma estratégia, por exemplo,
07:01mas eu acho que também desenvolver o ensino da matemática
07:04para desenvolver o pensamento matemático,
07:07o raciocínio lógico,
07:09que acaba sendo uma fragilidade nacional,
07:11inclusive nas escolas particulares,
07:13e é base para tantos outros conhecimentos,
07:16essa tem sido uma meta da secretaria,
07:19a gente tem sido exitosos nisso,
07:20porque o Espírito Santo é o Estado com melhor proficiência
07:24em matemática e já não é a primeira vez.
07:26Tivemos esse resultado agora e também no último IDEB,
07:29a gente foi o Estado com o maior percentual de estudantes
07:33proficientes no nível avançado em matemática.
07:36Falando disso, qual é o papel da gestão pública
07:39no desenvolvimento de diretrizes para formar cada vez melhor o aluno?
07:44Você falou assim, tem que partir lá dos municípios,
07:46a gente está trabalhando isso e está fazendo investimento.
07:49Vamos ter tempo para falar desse investimento.
07:51Pode ficar à vontade para falar.
07:53Qual o papel do Estado em determinar essas diretrizes?
07:56Porque é um norte, né?
07:57O Estado tem que dar esse norte?
08:00Estado, em termos de administração pública nacional,
08:03eu acho que tem aqui um papel compartilhado,
08:05porque muitas dessas diretrizes vêm da União,
08:08outras vêm dos Estados,
08:10algumas já muito mais reduzidas dos municípios.
08:13Mas naturalmente, entendendo que a sua pergunta é para o governo do Estado,
08:15eu acho que tem muita coisa a ser feita.
08:17A gente tem a maior parte das matrículas.
08:19A maioria das matrículas no Brasil está na rede pública,
08:22portanto, o papel dos governos,
08:24sejam eles federal, estaduais e municipais,
08:28é muito importante.
08:29Daí, voltando, talvez, à minha primeira fala,
08:33basear essas diretrizes em evidências robustas
08:37que já foram testadas
08:38ou que a gente consegue fundamentar
08:41de maneira menos subjetiva e mais objetiva,
08:46eu acho que é um caminho
08:47para nós estabelecermos diretrizes
08:50que produzam resultados.
08:51Afinal, a gente está falando de uma área
08:53que não só o resultado vem a longo prazo,
08:54como uma área que nós não podemos perder tempo.
08:57Então, não dá para estabelecer uma diretriz
08:59e, 12 anos depois que esse estudante
09:02entrou na educação básica,
09:03descobrir que a diretriz estava equivocada
09:04ou sair corrigindo as coisas no meio do caminho.
09:06Então, é preciso ter uma clareza
09:08das políticas públicas.
09:10Naturalmente, elas sempre estão abertas
09:11a serem corrigidas, mesmo no meio do caminho,
09:14mas defini-las de uma maneira científica, objetiva,
09:19dialogando com o setor produtivo, por exemplo,
09:22que é um pouco aqui do que a gente está falando,
09:24olhando para o ensino médio,
09:25quais são as demandas desse setor
09:27para pensar as diretrizes de formação
09:29dessa mesma mão de obra
09:30que daqui a pouco vai empreender
09:31ou atuar no mercado de trabalho.
09:33Falando disso, o IDEB pode ser um ponto referencial
09:36e a Secretaria de Educação vai perseguir
09:39notas melhores no IDEB.
09:40Como é que o Estado, o governo do Estado
09:43trabalha essa possibilidade?
09:45O IDEB é um indicador sintético,
09:48vale a pena aqui rapidamente usar esse espaço
09:50para a gente falar sobre isso,
09:52que é resultado da multiplicação de dois,
09:55é um índice sintético,
09:56resultado da multiplicação de dois indicadores.
09:59Um deles tem a ver com proficiência.
10:01Então, com foco em língua portuguesa e matemática,
10:03o estudante faz uma prova,
10:04é dali que vem uma nota, de 0 a 10.
10:07Nessa nota, nós estamos com 4,9.
10:10É uma nota insuficiente ainda.
10:12É enganoso a gente achar que haverá um 10,
10:16porque haver um 10 significa que em toda a rede,
10:19em todas as escolas, todos tiraram 10.
10:22E isso não existe nem nos países mais avançados.
10:24Para você ter uma ideia,
10:26a meta do IDEB para 2021 no Brasil era 6,
10:29tomando como referência a nota da OCDE.
10:326, numa escala de 0 a 10.
10:34Então, esse 10 é só uma escala,
10:36mas ninguém chega lá efetivamente,
10:39porque há uma multiplicidade de estudantes.
10:41O outro indicador é o que a gente chama de rendimento,
10:44de fluxo.
10:45A ideia é que o estudante tenha uma trajetória de sucesso
10:48em que ele faça um ano letivo,
10:50uma série, em um ano.
10:52Então, a ideia é que ele não reprove,
10:54que ele não gaste três anos para fazer o sexto ano do ensino fundamental.
10:58Então, aqui é de 0 a 1.
11:01Por exemplo, quando a gente tem uma nota 0,95,
11:04significa que naquele ano, 95% dos estudantes foram aprovados.
11:09Então, você multiplica isso.
11:10Multiplica isso pelo SAEB, que é a nossa prova,
11:13que traz a proficiência.
11:14A gente tem o IDEB.
11:15Então, claro, a melhoria do IDEB é o objetivo de toda a rede.
11:19E isso passa por melhorar tanto a proficiência quanto o fluxo.
11:24Permitir que os alunos passem de ano,
11:26mas efetivamente aprendendo.
11:28O aluno pode reprovar quando ele não aprende.
11:31Então, a gente não tem nota.
11:32Você vai lembrar disso na escola.
11:33Não teve nota, reprova.
11:35Por isso que um indicador controla o outro,
11:38porque você tem que aprender para passar de ano.
11:41Mas a gente também pode reprovar por falta.
11:44E na rede pública, mais do que na rede particular,
11:47por razões diversas,
11:49Muitas vezes nós temos o abandono da escola.
11:51Aqui os governos têm um papel fundamental
11:54em fazer uma busca ativa escolar.
11:57Evitando que aqueles que estão na escola saiam
11:59e trazendo os que estão fora para dentro do sistema educacional.
12:03Porque fora dele, não vai aprender nada.
12:05E dentro do sistema, aprender com mais qualidade.
12:08Aí a gente tem esses dois indicadores.
12:09Então, esse é o esforço de qualquer governo.
12:12Vamos para o primeiro quadro do programa.
12:15Vamos para o quadro Dica de Valor.
12:20Dica de Valor
12:24Secretário, qual o ativo do Estado hoje tende a dar um bom retorno?
12:29Eu acho que, em termos educacionais,
12:32o regime de colaboração tende a dar um grande retorno.
12:36O que significa isso?
12:37O regime de colaboração está na Constituição.
12:39Lá diz no artigo 210, 211,
12:41que União, Distrito Federal, Estados e Municípios
12:44devem atuar em regime de colaboração.
12:46Eles devem cooperar entre si.
12:48Então, foi alguma coisa que nós já falamos aqui há poucos minutos.
12:52O governo do Estado tem aportado recursos,
12:56às vezes financeiros, às vezes técnicos,
12:58para apoiar os municípios a formar melhor estudantes
13:02que daqui a alguns anos vão chegar no ensino médio estadual.
13:05Então, a gente não está parado esperando esse estudante chegar na nossa escola,
13:10porque teremos, inclusive, pouco tempo para corrigir qualquer lacuna que ele vier a ter.
13:14Então, desde o início, ele pode ter uma formação mais sólida
13:18em municípios que hoje têm dificuldade de fazer isso sozinho.
13:22Por isso, a gente apoia.
13:23O regime de colaboração aqui tem um nome,
13:26é o PAES, é o Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo.
13:28E eu acho que ele é um ativo pelo retorno que ele pode dar no futuro no nosso ensino médio,
13:33mas que ele já está dando hoje, por exemplo, nos indicadores de alfabetização,
13:37onde a gente conquistou, nesse ano, o terceiro lugar no Brasil.
13:40Legal. E por falar de retorno, o estudante capixaba,
13:43ele é formado ou pode ser formado de acordo com a necessidade de mão de obra do mercado,
13:49falando dele chegando no ensino médio e saindo do ensino médio,
13:53de repente, para o mercado de trabalho.
13:54Sem dúvida, sem dúvida.
13:55Eu acho que quando a gente pensa no mundo do trabalho,
13:57nós temos desde os empregos que já existem,
14:00ou outros que existirão, mas é o profissional que vai buscar o emprego.
14:05E tem o universo do mundo do trabalho que está aberto também ao empreendedorismo.
14:10Talvez abrindo uma empresa que vai gerar emprego para outros.
14:14Então a gente prepara esse estudante para o mundo do trabalho.
14:17Mas, claro, como tem uma oferta grande e uma procura grande das empresas e pelas empresas,
14:23por empregos que não encontram profissionais qualificados.
14:27Então, sim, a gente tem, desse ponto de vista, também pensado, já hoje, não é nem para o futuro,
14:32numa formação, sobretudo por meio da oferta de ensino profissional e técnico,
14:38cujos cursos, muitas vezes, são discutidos, apresentados e pensados junto com as empresas,
14:45junto com o setor produtivo, olhando para os arranjos produtivos locais que a gente tem no Espírito Santo,
14:50que são muito distintos, apesar de o Estado ser pequeno, territorialmente,
14:54e procurando, nas escolas, nos territórios específicos, ofertar cursos que são condizentes com aquele contexto.
15:01Secretário, você falou uma coisa interessante, que é incentivar o empreendedorismo.
15:05A gente vê, no mercado de trabalho, hoje, que isso é uma tendência, a gente vive essa tendência,
15:12mas, ao mesmo tempo, eu, particularmente, percebo que o Estado, e aí eu falo Estado enquanto governos,
15:19o Estado, ele não favorece o empreendedor.
15:25O empreendedor, ele é favorecido quando tem o MEI, por exemplo, vai lá, vira MEI, microempreendedor individual,
15:32quando ele começa a crescer um pouquinho, ele vai passar do MEI para um microempreendedor,
15:37ou para um pequeno empreendedor, ele já vai ter um monte de taxa, um monte de carga.
15:43Então, parece que o Estado, de forma geral, não favorece, não faz com que esse microempreendedor individual
15:51queira crescer, queira se desenvolver, queira virar uma grande empresa.
15:55Você percebe isso? É possível corrigir isso com educação?
16:00Com certeza, você tem parte de razão aqui no diagnóstico, né?
16:05A gente sempre escuta empresários, independente do tamanho dos seus empreendimentos,
16:11reclamando dos impostos, reclamando, muitas vezes, da burocracia.
16:15Não é a área pela qual eu respondo, mas, como parte de um governo,
16:19eu posso testemunhar o esforço do governador Casagrande
16:22em destravar uma série desses processos aqui no Espírito Santo.
16:25Nem tudo, claro, é competência também do governo estadual, como você bem disse,
16:30são os governos, e muitas vezes a gente destrava pelo Estado
16:33e fica travado pelo nacional, fica travado pelo município onde está o empreendimento.
16:39Pela educação, eu acho que o que nós temos talvez seja um duplo papel aqui, né?
16:44Estou pensando o provocado pela sua questão.
16:46Primeiro, um senso crítico a respeito dessa realidade.
16:50Então, é importante a gente ter pessoas que possam,
16:53a partir de provocações como essa que você trouxe,
16:55refletir sobre, por exemplo, o ambiente econômico, né?
16:58E acho que isso é um grande papel que a educação pode ter,
17:02ela faz isso na política, ela faz isso na sociedade,
17:04ela pode fazer isso para um pensamento e uma reflexão econômica.
17:08E outra coisa é para que você possa empreender.
17:11O empreendimento, eu fiz menção a isso há pouco,
17:15talvez sugerindo mais no sentido de abrir um negócio,
17:18mas a gente pode ser um empreendedor no negócio dos outros, né?
17:21Então, é possível ter uma postura empreendedora,
17:24mesmo sendo funcionário de uma empresa,
17:27porque disso também, o empreendedorismo,
17:30parte resiliência, coragem, né?
17:32Espírito mesmo de desbravar o desconhecido,
17:35mas antes de mais nada, um olhar crítico, né?
17:38Um olhar crítico sobre um mercado que não tem um produto,
17:40eu vou lá e empreendo,
17:41ou um olhar crítico sobre um processo,
17:43que é o processo que eu executo na empresa de um terceiro,
17:46que é meu empregador,
17:48mas eu vou lá e aprimoro aquele processo.
17:50Então, eu acho que assim,
17:51a educação tem um papel muito importante, sim.
17:54É, porque você pensa,
17:55eu vou formar empreendedores,
17:56mas quando ele chega no mercado,
17:57ele dá com a porta na cara da burocracia,
18:01da falta de incentivo,
18:02da carga tributária,
18:04do peso dos impostos, né?
18:07Olha, fica o desafio, né?
18:08De a gente trabalhar constantemente
18:10para diminuir esse estado de coisas que você traz.
18:13E falando em economia,
18:14como é que um momento econômico do Estado,
18:16que a gente, todo mundo fala que é pujante,
18:18que é o Estado anota A,
18:20que o Estado está saneado,
18:21como é que esse momento se reflete na sala de aula?
18:25Eu acho que quando pensamos no ensino médio,
18:28se reflete positivamente,
18:30porque você tem aqui,
18:32pensando no estudante que está
18:34ou querendo trabalhar,
18:36ou podendo trabalhar,
18:37ou mesmo na iminência
18:38de buscar um trabalho,
18:39ou de empreender...
18:40Ou precisando trabalhar, muitas vezes.
18:42Ou precisando, né?
18:42Bem lembrado,
18:44ele encontra um contexto muito favorável.
18:47Muitas vezes,
18:48a gente já falou sobre isso aqui,
18:49um pouco tangencialmente,
18:51ele não tem a formação necessária.
18:54Ele não tem as competências
18:56que o mercado está procurando.
18:58Daí o nosso esforço,
18:59como gestor de uma rede
19:01de quase 400 escolas,
19:03em procurar alinhar
19:04aquilo que a gente está ofertando
19:05como educação e formação, portanto,
19:08com as demandas do mercado.
19:09Agora, o momento econômico
19:11também favorece muito
19:12para os investimentos
19:13nas escolas,
19:14na rede como um todo,
19:15e mesmo na rede municipal,
19:17como eu falei aqui
19:17no nosso regime de colaboração.
19:19Porque o Estado mais organizado,
19:21um Estado que tem
19:23uma condição fiscal
19:24e orçamentária positiva,
19:26ele é um Estado
19:27que consegue fazer entregas,
19:29ele consegue fazer
19:29uma política pública,
19:30que no caso da educação,
19:32lá na ponta,
19:33se concretiza na forma
19:34de uma escola reformada,
19:36de uma escola construída,
19:38de uma escola moderna,
19:38de um aumento
19:39de remuneração
19:41para professor,
19:41valorizando um profissional
19:42que é essencial
19:43nesse processo todo
19:44que a gente está discutindo.
19:46Então, eu acho que nós,
19:46como educação,
19:47não apenas essa área,
19:48mas nós, como educação,
19:49temos nos beneficiado
19:50muito nos últimos anos
19:52pelas boas condições econômicas
19:54do Estado do Espírito Santo.
19:55E falando em investimento,
19:56como é que o Estado
19:57trabalha a tecnologia
19:58na sala de aula?
19:59Faz parte de uma diretriz
20:01da educação
20:02equipar mais as escolas?
20:04Tem recurso para isso?
20:06Tem.
20:06Como eu falei,
20:07a gente tem se beneficiado
20:08nos últimos anos
20:09dessa condição financeira
20:11para fazer investimentos
20:13importantes.
20:13Está chegando na sala de aula?
20:14Está chegando.
20:15E aí eu vou citar um projeto,
20:17poderia citar diversas coisas,
20:19mas vou citar esse
20:19que é um bom exemplo,
20:21a meu ver,
20:22que é o projeto
20:23Escola do Futuro.
20:25Nós estamos,
20:26temos o compromisso,
20:27fizemos esse compromisso
20:28na campanha em 22,
20:29de certificar 25%
20:31das nossas escolas
20:32como escolas do futuro.
20:33Então, não são escolas novas,
20:36são as escolas que a gente tem,
20:37mas que serão certificadas
20:39porque elas vão ser convertidas
20:40num modelo de escola
20:41dedicado a trabalhar
20:43os processos com inovação
20:45e fomenta a cultura digital.
20:47Claro, a inovação,
20:48ela não precisa necessariamente
20:49ter tecnologia,
20:50mas quando a gente fala
20:51de cultura digital,
20:52a gente está falando
20:52de inovação com tecnologia.
20:54E aí isso envolve
20:55tanto os equipamentos,
20:56a que você fez referência,
20:58que são comprados,
21:00entregues,
21:00disponibilizados
21:01nessas escolas,
21:03óculos 3D,
21:04óculos VR,
21:05impressora 3D,
21:07telas interativas
21:08que nós já temos
21:08em algumas escolas,
21:09estamos num processo
21:10de discussão a esse respeito,
21:13computadores móveis
21:14disponibilizados
21:14a todos os estudantes,
21:15inclusive pessoais
21:17que eles podem levar
21:17para casa.
21:18Então, tem muita coisa
21:19em termos de equipamento.
21:20Mas tem também
21:22o próprio pensamento
21:25computacional.
21:26Então, tem toda a inovação
21:27que precisa
21:28desses equipamentos,
21:29mas para fomentar,
21:31não o seu uso meramente,
21:32mas todo um pensamento
21:34que vai,
21:35já falamos disso,
21:35pensamento racional,
21:36pensamento matemático,
21:38pensamento lógico,
21:38que vai se espraiar
21:40para os outros
21:41componentes curriculares,
21:42mesmo os da área
21:43de humanas e ciências,
21:45que tem nesse pensamento
21:47um fundamento
21:49tão importante
21:50para muito
21:50do que é discutido ali.
21:51O Estado trabalha
21:52com escolas
21:54de referência,
21:56tem uma escola aqui
21:57que é uma referência
21:58para mim,
21:59eu vou seguir,
21:59o Estado vai seguir
22:00como essa escola faz.
22:02Ou não,
22:03ou é o modelo determinado,
22:05vamos adequar
22:06todas as escolas
22:06da mesma forma
22:08no mesmo momento.
22:10Como é que é isso?
22:11Eu penso que
22:12não é conveniente
22:14a educação pública
22:15ter ilhas de excelência.
22:17Agora,
22:18a gente precisa ter
22:19projetos pilotos,
22:20até em escala
22:21um pouco maior,
22:22naturalmente,
22:23a escola do futuro
22:23é um exemplo.
22:25Hoje,
22:26a gente está ainda
22:27pilotando esse projeto,
22:28estamos agora
22:28no segundo ano,
22:30não dá para falar
22:30que 25% das escolas
22:32é um piloto,
22:32isso já tem
22:33uma escala importante,
22:34mas não dá para tratar
22:36essa escola
22:37com uma excelência
22:38quase que se esquecendo
22:39das outras.
22:39Mas acho que
22:40para as outras
22:41é importante
22:41que a gente faça
22:44experimentos,
22:44inovações,
22:45que tenhamos
22:46modelos de referência
22:48como você traz,
22:49para que possa iluminar
22:50inclusive o caminho
22:51para o restante da rede.
22:52Então,
22:52acho que tem aqui
22:53um ponto de equilíbrio
22:54entre não cair
22:55numa situação
22:56que a gente já vivenciou
22:57em tempos anteriores
22:58de ter ilhas de excelência
23:00em detrimento
23:00do restante da rede,
23:01as ilhas têm muito investimento,
23:03o resto da rede
23:03está comendo areia aqui.
23:06E nem também
23:07fazer uma política
23:09nivelada
23:09que a pretexto
23:10de estabelecer
23:11uma equidade
23:12entre as escolas
23:13na verdade não inova,
23:14não pensa
23:14alguns experimentos,
23:16não tem nada disruptivo,
23:17enfim,
23:18você não acaba
23:18não se mexendo,
23:19porque aí pensar
23:21o próximo passo
23:21da evolução
23:22dessa rede
23:22fica muito difícil assim.
23:24Quando é que isso tudo
23:24vai dar resultado, secretário?
23:26Já está dando resultado.
23:27Mas assim,
23:28para a gente ver
23:28que o aluno
23:29tem o pensamento
23:30matemático aguçado,
23:32ele é diferente,
23:33quando ele vai competir
23:34numa,
23:35quando ele está
23:35numa prova
23:37competindo com alunos
23:38de outros estados,
23:39ele vai ser diferente.
23:40Quando é que a gente
23:40vai ver esse resultado?
23:41A gente está vendo agora
23:43o começo de um resultado, né?
23:44É um começo de investimento.
23:46A gente falou
23:46que investimento em educação
23:47é um investimento
23:48de longo prazo.
23:49Quando é que a gente
23:50vai ver de fato
23:51esses resultados
23:51do que está sendo feito agora?
23:53Eu insisto,
23:54eu acho que já está dando resultado,
23:56talvez não é esse ainda,
23:58mas por que eu insisto nisso?
24:00Porque a educação,
24:01o ensino médio brasileiro,
24:02ele foi universalizado
24:03nos anos 90,
24:04tem 20 e poucos anos só.
24:05Isso,
24:06para mim,
24:06que tenho 42,
24:07foi ontem.
24:09Eu tinha 20 anos
24:10quando nem todo o Brasil
24:13tinha vaga no ensino médio.
24:14Então nós estamos falando
24:15de um país
24:16que tem avançado muito,
24:19só que os nossos avanços
24:20ainda não são qualitativos,
24:22que é um pouco isso
24:22que você está trazendo, né?
24:23Que acho que esse é o incômodo.
24:25O que demonstra
24:26um certo atraso nosso
24:28como país.
24:29Eu acho que, então,
24:31lógico,
24:31a gente tem que ter isso em mente
24:32para pensar
24:33por que não avançamos qualitativamente
24:35num patamar
24:36que a gente gostaria,
24:37mas também não estou trazendo isso
24:39para ter aqui
24:42uma desculpa.
24:42é só para a gente botar em perspectiva
24:44e ver que os avanços
24:45são notáveis,
24:46mas que eles ainda
24:47estavam ligados
24:48há até pouquíssimo tempo
24:50ao acesso,
24:52à permanência.
24:53E a gente demorou
24:55para chegar
24:55no que está sendo
24:57trabalhado dentro da escola,
24:58no ensino,
24:59propriamente dito.
25:00Eu acho que aí
25:01nos últimos anos,
25:02então,
25:02bem mais recente,
25:04como país
25:04e como Estado,
25:06a gente tem conseguido
25:07pensar isso
25:08e fico feliz
25:09de dizer
25:10que tem conseguido
25:11avançar nisso.
25:13acho que a gente
25:14já tem,
25:14tem várias evidências,
25:17alunos ganhando competições,
25:18alunos se notabilizando,
25:20mas também é importante
25:21ter clareza
25:21que essa é uma política
25:24incremental,
25:25então, assim,
25:25a qualidade,
25:25ela vem,
25:26pouco a pouco,
25:27pouco a pouco não,
25:28mas ela vem somando-se
25:30ano a ano,
25:31não é algo que você
25:32vira uma chave,
25:33inclusive porque
25:34esses estudantes
25:35não são tábulas rasas
25:37em que a gente,
25:38por exemplo,
25:38chega com o melhor professor,
25:40bate ali e ele aprende.
25:41Então,
25:41como eu disse também
25:42no início da entrevista,
25:43a educação pública,
25:45ela tem um público
25:46com todas as contradições
25:48que ele carrega
25:50desde fora da escola,
25:52né,
25:53então,
25:53a pobreza,
25:54a desigualdade,
25:55problemas de alimentação,
25:56desestrutura familiar,
25:57então,
25:57esse estudante chega
25:58numa escola
25:59condicionado por isso
26:00e a educação
26:02não consegue transformar
26:03tudo isso
26:03só por ela.
26:05Então,
26:05acho que a gente tem,
26:06acho que a gente venceu
26:08boa parte dos nossos
26:09maiores problemas estruturais,
26:11demos largos passos
26:13do ponto de vista
26:14qualitativo,
26:15ainda temos muitas
26:17condicionantes
26:18de outras áreas
26:19que influenciam
26:19na educação,
26:20mas a despeito disso,
26:22a gente também,
26:23como educação,
26:24não tem se furtado
26:25a fazer o nosso papel,
26:27nem agarrar-se a isso
26:29como uma razão
26:29para não buscar saltos
26:31ainda maiores,
26:32daí porque a gente mira
26:33sempre numa melhoria,
26:34por exemplo,
26:34do IDEB.
26:35Legal,
26:36vamos ao próximo
26:37quadro do programa,
26:38quadro Valores
26:40Inegociáveis.
26:42Valores
26:44Inegociáveis
26:46Secretário,
26:47quais são os valores
26:47que um executivo
26:48precisa ter
26:49e sustentar
26:50independente do momento?
26:52E aí eu trato
26:53o secretário
26:53como um executivo.
26:55É um executivo
26:56do setor público,
26:57é verdade,
26:57mas é um executivo.
26:58Se você pensar
26:59na secretaria,
27:00a gente gera ali
27:01um orçamento
27:01de 4 bilhões de reais,
27:03tem mais de 20 mil
27:05funcionários,
27:06servidores,
27:06é uma grande empresa.
27:08Exatamente.
27:08É uma grande empresa.
27:09Eu acho que coerência
27:12é uma coisa,
27:14a meu ver,
27:14importante,
27:15muito importante.
27:17A gente precisa
27:19ser coerente
27:20no que fala
27:21e no que faz
27:22porque é isso
27:22que traz também
27:23a credibilidade
27:25para mobilizar pessoas
27:27em torno
27:28do que você está
27:29liderando,
27:30junto naturalmente
27:31aqui com o governador,
27:32como pauta
27:33para a educação.
27:33Agora,
27:34como gestor público,
27:36eu diria que
27:37a qualidade
27:38combinada
27:39com a equidade
27:40é algo
27:41para mim
27:42muito importante.
27:43Qualidade
27:44para poucos,
27:45na verdade,
27:46é uma gestão
27:47que reproduz
27:49uma das maiores
27:50chagas do Brasil
27:51que é a desigualdade
27:52e a exclusão.
27:52Então,
27:53para fazer isso,
27:55eu acho que não vale a pena.
27:56E é mais fácil,
27:57inclusive,
27:58fazer,
27:58porque é só fazer
27:59a roda girar
28:00como ela já gira,
28:01desde 1500,
28:03talvez.
28:03difícil
28:04é você
28:05alcançar
28:06os ganhos
28:06qualitativos
28:07que você me
28:08perguntava antes
28:09e distribuir
28:10isso para todos
28:11numa rede
28:12que é tão heterogênea
28:13pelas razões
28:14que eu falei.
28:15Então,
28:16esse é o desafio
28:17da gestão
28:17pública
28:18e da gestão
28:19educacional
28:20na rede pública.
28:21Legal,
28:21secretário,
28:22vamos a um pequeno
28:23intervalo rapidinho,
28:24daqui a pouco
28:24a gente volta
28:25com o programa Valores.
28:27Valores,
28:28volta já!
28:29Volta já!
28:38Estamos de volta
28:39com o programa Valores,
28:40que hoje recebe
28:41o secretário de Estado
28:43da Educação,
28:43Vitor de Ângelo.
28:44Secretário,
28:45como é que é a relação,
28:46a gente estava falando
28:46um pouco disso mais cedo,
28:48como é que é a relação
28:48das escolas estaduais
28:50com as federais
28:51e as municipais?
28:53Como é que o Estado
28:54trabalha?
28:54A gente tem pouca,
28:56nós temos poucas
28:56escolas federais,
28:57aqui no Espírito Santo
28:58até que tem mais,
28:59porque tem muitas unidades
29:01do IFES.
29:02Isso.
29:03Não estou certo agora
29:04de memória,
29:04mas eu...
29:05Tem um monte,
29:05secretário,
29:06de norte a sul tem um monte.
29:07Eu estimo quase metade
29:08dos municípios capixabas,
29:10talvez tenha,
29:11um pouco menos,
29:11mas assim,
29:12é muito expressivo,
29:13eu circulo bastante
29:14Brasil afora
29:15vendo outras redes,
29:16é diferente de outras
29:18redes federais
29:19de outros estados brasileiros.
29:21Temos uma relação
29:22muito positiva,
29:23mas com o IFES
29:24é muito mais,
29:24inclusive,
29:25com o Instituto
29:26como ensino superior.
29:27Com o ensino médio,
29:29nós não temos
29:30uma relação,
29:30se não,
29:31mais circunstancial,
29:32até porque não tem
29:33uma hierarquia,
29:34nenhum regime
29:35de colaboração.
29:36Mas você acha
29:37que tem que ter
29:38um alinhamento
29:38e tem esse alinhamento?
29:40Algum alinhamento
29:41sempre vai ter,
29:42porque as bases
29:44da educação básica,
29:45elas são comuns,
29:46independente se é
29:47rede federal
29:48ou rede estadual.
29:49Então,
29:49o que se faz ali,
29:51em termos de fundamento,
29:52é o mesmo,
29:52mas a realidade
29:53do Instituto Federal
29:54é muito particular,
29:56não é um modelo
29:57que a gente consegue
29:57replicar,
29:58porque ali você tem
29:59um professor dedicado,
30:01vivendo quase uma vida
30:01universitária,
30:02porém dedicado
30:03à educação básica.
30:04É diferente
30:05das redes de educação
30:06básica estaduais
30:07ou mesmo municipais
30:08que oferecem
30:09o ensino médio,
30:10que aí é o foco
30:11do IFES.
30:11Aqui no estado,
30:12a gente não tem
30:12nenhum município
30:13que oferece ensino médio,
30:14mas existem municípios
30:15que oferecem,
30:16a lei permite.
30:17Nossa relação
30:17é muito grande,
30:19muito próxima,
30:19muito forte
30:20com os municípios.
30:21Aí sim.
30:23Porque,
30:23embora também não exista
30:25relação de hierarquia,
30:27o governo do estado,
30:28naturalmente,
30:28pela sua visão
30:29territorial regional,
30:32ele lidera
30:33o pacto
30:34pela aprendizagem
30:34no Espírito Santo,
30:35o nosso regime
30:36de colaboração.
30:37Os municípios
30:38são colaboradores
30:39nossos nesse processo,
30:40então eles fazem
30:41coisas em colaboração
30:44ao estado,
30:45mas nós fazemos
30:46e do ponto de vista
30:47financeiro,
30:48aí a direção
30:49é basicamente essa,
30:50muito também
30:51em colaboração
30:51ao esforço
30:52dos municípios.
30:54E aqui,
30:55vale a pena dizer,
30:55não é colaborar
30:56com transporte,
30:59com coisas assim,
31:00um pouco de infraestrutura
31:01e de logística,
31:02é colaboração
31:03para a aprendizagem.
31:04Essa visão
31:04é muito recente.
31:06É interessar-se
31:08pelo aluno
31:09da rede municipal
31:10como se ele fosse
31:11nosso.
31:12ele não é hoje,
31:14mas ele vai ser um dia.
31:15Então,
31:16olhar para os estudantes
31:18do território capixaba
31:19como um estudante
31:20do Espírito Santo
31:22que precisa
31:22de uma trajetória
31:23de sucesso
31:24que hoje começa
31:25no município
31:26e depois termina
31:27no estado,
31:28essa é uma perspectiva
31:29do governo estadual
31:30daí porque a gente
31:31apoia tanto os municípios.
31:32Já dá para perceber
31:33um resultado
31:34dessa preocupação?
31:36Porque a gente está falando
31:37de um curtíssimo prazo,
31:38né?
31:39E aí a gente estava falando
31:40de como é que vai pensar
31:41lá na frente,
31:42mas já dá para perceber
31:43o resultado
31:44dessa ação
31:45hoje?
31:45Tá,
31:46demais.
31:47A gente,
31:48o regime de colaboração
31:49foi criado em 2017
31:50mas em 18,
31:5117 e 18
31:52ele existiu
31:54praticamente assim
31:55na letra da lei.
31:57Foi com a nossa chegada
31:58no governo
31:58e na Secretaria de Educação
32:00que de fato
32:00as ações mais concretas
32:02foram impulsionadas.
32:03A gente deu muito azar
32:03nesse sentido
32:04porque logo veio a pandemia.
32:06e essa fase
32:07que é a fase
32:08dos pequenininhos
32:09que é onde está
32:09a maior parte
32:10da oferta
32:11dos municípios
32:11foi a mais atingida.
32:13A gente teve uma perda
32:15gigantesca
32:15na alfabetização
32:17naqueles anos.
32:18Não foi só
32:18no Espírito Santo.
32:19Então nós tivemos
32:20um aumento
32:22do analfabetismo
32:23no segundo ano
32:24do ensino médio
32:24quando as crianças
32:25estão ali com 7 anos
32:26que é quando a gente fala
32:27que é a idade correta
32:29para se alfabetizar.
32:30Ela pode alfabetizar
32:31depois
32:31mas ali é o
32:33sabe
32:33é o objetivo principal.
32:35Passou da lista
32:35tem que correr um pouco
32:36atrás do prejuízo
32:37e fica mais difícil.
32:39Para você ter ideia
32:40em 21
32:41a gente estava
32:42em oitavo lugar
32:44na alfabetização
32:44no Brasil
32:45esse ano
32:46a partir justamente
32:47das políticas
32:48que nós empreendemos
32:48chegamos a terceiro
32:50junto com
32:50Paraná e Ceará.
32:52Ceará é um estado
32:52já bastante conhecido
32:53pelas suas políticas
32:54nessa faixa etária.
32:55Mas aí a gente está falando
32:56dos números do IDEB mesmo
32:58foram todos divulgados
32:59juntos
32:59não é isso?
33:00Não, não.
33:01O IDEB
33:01ele se refere
33:02ao último ano
33:04de cada etapa
33:05então é o quinto ano
33:06que é o último ano
33:07do Fundamental 1
33:08o nono
33:09que é o último
33:09do Fundamental 2
33:10e a terceira série
33:12do Ensino Médio.
33:13Aqui é o segundo aninho
33:15do Fundamental 1
33:16é uma outra prova
33:18que é fora do IDEB
33:19o IDEB não contempla
33:20essa série
33:22esse ano
33:23e aí tem um outro indicador
33:24que é esse que eu estou
33:25falando aqui
33:26que a gente passou
33:27de oitavo para terceiro
33:28uma excelente posição
33:29nesse esforço
33:29em colaboração
33:30com os municípios
33:31para alfabetizar as crianças
33:32na idade certa
33:33falando de mercado
33:34quais são os direcionamentos
33:35que o estudante deve ter
33:37quais são as áreas
33:39com maior potencial
33:40hoje no Estado
33:41e aí eu pergunto
33:42para o gestor de educação
33:43o que ele vê de Estado
33:45de uma forma geral
33:46para onde que é preciso
33:48direcionar o aluno
33:50hoje que vai ser o profissional
33:51amanhã?
33:53Ah, nós temos
33:53desde as competências técnicas
33:55as competências comportamentais
33:58não sei se você já ouviu
33:59alguma coisa assim
34:00mas disse que a pessoa
34:01é contratada pelo currículo
34:02e depois ela sai
34:04pelo comportamento
34:05dentro da empresa
34:06e a gente sabe
34:07é verdade
34:08a gente já viu isso
34:09se não já experimentou
34:11talvez
34:11então a gente sabe
34:12que é assim
34:12então tem algo
34:13na educação
34:14que é a educação integral
34:16não é educação
34:17em tempo integral
34:18vale diferenciar
34:19educação em tempo integral
34:20é mais horas na escola
34:22educação integral
34:23é olhar o sujeito
34:24como um todo
34:24e ele tem uma parte
34:26que é de conhecimento
34:27é matemática
34:28é biologia
34:29são as disciplinas
34:30mas tem toda uma série
34:32de outras competências
34:35de natureza mais relacional
34:36que a legislação federal
34:38já estabelece
34:39como obrigação nossa
34:40para trabalhar
34:40para desenvolver
34:41e aí fazendo uma conexão
34:43com sua pergunta
34:43e essa questão
34:44ou seja
34:45do que ele precisa
34:46para o mercado
34:48com certeza
34:49além de conhecimento técnico
34:50ter competências
34:53comportamentais
34:53muito bem desenvolvidas
34:55agora
34:56precisa ter competência técnica
34:57porque sem isso também
34:58você pode ser
34:59o melhor
35:00relações públicas
35:01não vai ficar um dia
35:03na empresa
35:03e aí são as áreas
35:05e as formações
35:06dirigidas a áreas específicas
35:08a gente tem áreas
35:09comércio exterior
35:11logística
35:12toda a parte
35:13de infraestrutura
35:14então são algumas
35:15bem
35:16recursos humanos
35:18tem muito ainda
35:19demanda
35:20turismo
35:20turismo
35:21mas essas
35:23as três principais
35:24eu diria
35:25comércio exterior
35:26comércio exterior
35:27e logística
35:28há uma altíssima demanda
35:30ainda
35:31por esses cursos
35:32por essas áreas
35:33de um modo geral
35:34quando a gente vai entrando
35:35nas regiões
35:36e nos arranjos locais
35:37aí você encontra
35:38coisas específicas
35:39sei lá
35:39um setor moveleiro
35:41um setor de extração mineral
35:43então são coisas específicas
35:45para as quais
35:46a gente vem procurando
35:48preparar os nossos estudantes
35:49não só com aquela base comum
35:50preparar todos
35:52mas também
35:53aqui eu estou pensando
35:53muito na formação técnica
35:55profissional
35:55com cursos específicos
35:57dirigidos e focados
35:59segundo esses contextos locais
36:01nessas demandas do mercado
36:02o estado tem algumas
36:03escolas técnicas
36:04hoje né
36:05as escolas técnicas
36:06já foram um dia da SEDU
36:08hoje elas estão com
36:09já tem alguns anos
36:11inclusive com a secretaria
36:12de ciência e tecnologia
36:13então por exemplo
36:14o Talgo
36:15e o João Neiva
36:16o Vasco Coutinho
36:17são escolas que já foram
36:19da secretaria de educação
36:20elas ficam com a secretaria
36:22de ciência e tecnologia
36:23a SECT
36:24o que nós temos na SEDU
36:26não são escolas técnicas
36:27ou seja
36:28vocacionadas para isso
36:29são escolas com ensino médio
36:31integrados
36:33com oferta de ensino médio
36:34integrada ao ensino técnico
36:36e aí tem pensamento
36:37em oferecer
36:38e investir nessas áreas
36:40logística
36:41comércio exterior
36:42recursos humanos
36:44turismo
36:44a gente já investe
36:46em todas essas
36:46em diversas outras
36:49mas inclusive
36:50pela necessidade
36:51de diversificar
36:52e de encontrar
36:54também
36:55parceiros
36:55que tenham
36:56um know-how
36:57é preciso reconhecer
36:58maiores do que
36:59a secretaria de educação
37:00que por exemplo
37:01não faz um concurso
37:02para esse tipo
37:03de profissional
37:04para atuação
37:04na educação profissional
37:06e técnica
37:06a gente por exemplo
37:07tem parceria
37:09com o IFES
37:10você me perguntava
37:10há pouco
37:11mas aí é o ensino superior
37:12nós temos parceria
37:14com a Fundação Telefônica Vivo
37:16nós temos parceria
37:17com o Governo Federal
37:18por meio do Pronatec
37:19e temos uma grande parceria
37:21com o Sistema S
37:22então com o Senai
37:24com o Senac
37:26com o Senat
37:28oferecendo cursos
37:30que tenham esse alinhamento
37:33com as demandas de mercado
37:34com atores e instituições
37:38que já tem reconhecidamente
37:39um grande know-how
37:40só para você ter uma ideia
37:41hoje
37:41um terço dos nossos estudantes
37:43do ensino médio
37:44já fazem
37:46integrado
37:46curso técnico profissional
37:48então é um
37:48é um dos principais estados
37:50no Brasil
37:50nessa oferta já
37:51legal
37:52vamos ao próximo
37:53quadro do programa
37:54vamos para o quadro
37:55busca de valores
37:56busca de valores
38:00secretário
38:01na sua opinião
38:01o que é dinâmica
38:02atual do mercado
38:03exige
38:04de profissionais
38:05bem sucedidos
38:08versatilidade
38:10não sei se é só isso
38:12mas isso é o que me ocorre
38:13eu vejo muito
38:14profissionais que conseguem
38:16claro
38:17espírito crítico
38:18tem uma cabeça aberta
38:20para inovação
38:21tem diversas coisas
38:22mas
38:22tudo isso
38:24no final das contas
38:25exige
38:26um sujeito
38:28pouco resistente
38:30resistente
38:30resistente à mudança
38:31resistente às novidades
38:32resistente ao outro
38:33resistente ao novo
38:35então ser versátil
38:37nesse sentido
38:37eu acho que é um grande ativo
38:39como é que as lideranças
38:41da área de educação
38:42podem fazer a diferença
38:43no estado
38:45eu acho que quando a gente
38:47está
38:47bom
38:47quem está em posição
38:48de liderança
38:49tem poder
38:51tem um processo decisório
38:53no qual
38:53esta liderança
38:54tem poder
38:55para influenciar
38:56portanto
38:58olhar
38:58para tudo isso
39:00que eu disse aqui
39:00pensar no quanto
39:01eu como gestor público
39:03e todos os outros colegas
39:04gestores públicos
39:05municipais
39:06e aqueles que estão
39:07na gestão privada
39:08educacional
39:08porém privada
39:09podem influenciar
39:11para a gente ter
39:11esse sujeito mais crítico
39:14versátil
39:15preparado para o mercado
39:16de trabalho
39:16bem preparado
39:18bem formado
39:19sólido na sua formação
39:21que permita
39:22ao estado
39:23que aí não é só
39:23rede pública
39:24ter o IDEB
39:25que nós queremos
39:26na qualidade
39:28sempre aumentando
39:29e portanto
39:30num patamar
39:31de qualidade
39:31que a gente quer
39:32eu acho que a gente tem
39:33poder para tomar decisões
39:35orientadas por isso
39:36a política
39:37deve fazer parte
39:38do ensino
39:39deve ter política
39:40no ensino
39:41eu acho que sim
39:42bom
39:42eu sou cientista político
39:44então para mim
39:44falar de política
39:45é a coisa mais natural
39:46do mundo
39:47mas eu acho que sim
39:48porque na medida
39:49em que
39:50é uma dimensão
39:51da vida
39:51eu não só
39:53não tenho como
39:54isolá-la
39:54porque todo sujeito
39:56é um sujeito político
39:57como ela merece
39:59ser espaço de debate
40:00eu não estou falando
40:00de proselitismo
40:02assim como eu também
40:03não estou falando
40:05de uma discussão
40:06de pouca qualificação
40:09quando eu estou falando
40:09de economia
40:10de cultura
40:11de sociedade
40:11estou falando
40:12de debater
40:12uma dimensão
40:13da vida
40:14que nós não temos
40:15como nos descolar dela
40:16porque ela faz parte
40:17da gente
40:17eu acho que a escola
40:18como um espaço
40:19de discussão
40:19de crítica
40:20de debate
40:21durante muitos anos
40:22inclusive
40:22é um espaço
40:23super apropriado
40:24para a gente fazer
40:25esse debate
40:26e sim
40:26deve ter espaço
40:27secretário
40:28você falou mais cedo
40:29da formação
40:30da importância
40:30da formação
40:31de professores
40:31o que fazer
40:33em relação
40:33a formação
40:34de professores
40:35e líderes
40:36do setor
40:36de educação
40:37como é que o estado
40:38encara esse desafio
40:39a formação
40:41de professor
40:42para o seu público
40:43também ter bastante
40:44clareza disso
40:45ela se divide
40:45em dois momentos
40:46tem uma formação
40:47inicial
40:47que é a faculdade
40:49e a formação
40:49continuada
40:50em serviço
40:51porque
40:52imagine um professor
40:54que faz um concurso
40:55vai ficar 30 anos
40:55conosco
40:56poxa ele estuda
40:574 anos
40:5920 anos depois
41:00a educação
41:00é outra
41:01e onde é que ele
41:02vai ter
41:05esses inputs
41:06sobre as mudanças
41:07da educação
41:07então é o seu
41:08empregador
41:09é a escola
41:09é o gestor
41:10da rede
41:11é a secretaria
41:12de educação
41:12que tem que fazer isso
41:13então tem uma tarefa
41:15aqui que eu acho
41:15que nós estamos devendo
41:17como país
41:17que é melhorar
41:18a nossa formação
41:19inicial
41:21atualizá-la
41:22segundo os normativos
41:23atuais
41:24existem lacunas
41:25aqui
41:26uma formação
41:27presencial
41:28mais sólida
41:29é preciso olhar
41:30para isso
41:30com cuidado
41:31e ao mesmo tempo
41:32pensar a formação
41:33como um todo
41:34olhando para essa educação
41:35que a gente está discutindo aqui
41:36eu acho que a formação
41:37inicial
41:37ela ainda
41:38com todo o respeito
41:40a todos aqueles
41:40que são educadores
41:41na formação
41:42de novos educadores
41:43na formação inicial
41:44ela ainda está desejando
41:45muito a desejar
41:46para trazer
41:48para o mercado
41:48esse profissional
41:49que seja
41:50que tenha essas competências
41:51que a gente está discutindo aqui
41:52que precisarão ser desenvolvidas
41:53no nosso estudante
41:54agora
41:54quando ele chega
41:55numa rede
41:56ou numa escola
41:57aí cabe a nós gestores
41:59e eu volto
41:59aquilo que você me perguntava
42:01há pouco
42:01qual é o papel
42:02de uma liderança
42:02educacional
42:03ora
42:04fazer isso ser verdade
42:05para o estudante
42:06e fazer isso ser verdade
42:07para esse servidor
42:09para esse funcionário
42:10que está ali
42:11na condição de professor
42:12sendo uma peça
42:14um elemento essencial
42:15para conectar
42:17conhecimento
42:18e estudante
42:18demanda aluno
42:20você acha que o professor
42:21deve ser um servidor
42:22ou um funcionário?
42:23eu estou falando
42:24essas duas expressões
42:25porque é como a gente chama
42:26mas eu aproveitei
42:27para já colocar
42:28essa pergunta
42:29deve ser um servidor
42:30ou um funcionário
42:31deve ser
42:31um servidor de carreira
42:34concursado
42:35aquele que vai lá
42:36e faz o concurso
42:37ou deve ser um funcionário
42:38aquele que trabalha
42:39por metas
42:40que se ele não tiver metas
42:41ele é mandado embora
42:43para ser substituído
42:44como é que deve ser?
42:45não
42:45eu fiz referência
42:46a funcionário e servidor
42:47porque servidor
42:49é como a gente chama
42:49no serviço público
42:50que seria o funcionário
42:51e funcionário
42:51é como a gente chama
42:52na iniciativa privada
42:53mas dentro disso
42:54que você perguntou
42:55minha opinião pessoal
42:56é que a gente ainda
42:57não tem uma cultura política
42:59amadurecida
43:00a ponto de a gente
43:01acabar por exemplo
43:02com a estabilidade
43:03numa carreira
43:04como a docença
43:05eu sou a favor
43:06de a gente ter
43:09servidores estáveis
43:10na carreira
43:11de professor
43:11eu considero essa ainda
43:12uma carreira de estado
43:14o que não significa
43:15que a gente não deva
43:17pensar a carreira
43:19inclusive em termos
43:20de resultados
43:22naturalmente
43:23porque afinal de contas
43:24é um servidor
43:25de uma categoria
43:26numerosa
43:28estratégica
43:28e que como
43:29todas as outras
43:30não só essa
43:31essa não é uma exceção
43:32nem para a gente
43:33cobrar dela
43:33e não das outras
43:34e nem para cobrar
43:35das outras
43:36e deixar essa de fora
43:36ela precisa dar resultado
43:38claro
43:39e me parece
43:41estar falando
43:41até uma coisa óbvia
43:42que se eu sou
43:43um profissional
43:44da educação
43:45eu vou dar um resultado
43:46e esse resultado
43:47é um resultado
43:48de aprendizagem
43:48no meu estudante
43:49e tem que se adaptar
43:50a novas tecnologias
43:51a mudança da educação
43:52como a gente falou aqui
43:53não é o profissional
43:55formado há 20
43:5625 anos
43:57não é a mesma educação
43:58que a gente tem hoje
43:58claro
43:59por isso que eu fiz questão
44:00de falar
44:01o que me faz pensar
44:03minha opinião particular
44:04que a estabilidade
44:05ainda é necessária
44:06não é para que ela
44:08seja um escudo
44:09contra essas
44:11atualizações
44:12contra um estudo
44:13ao longo da vida
44:14absolutamente necessário
44:15a todo profissional
44:16que entra hoje
44:17vai sair daqui a 30 anos
44:18numa trajetória
44:19que muda muito
44:19estou falando ligado
44:21à cultura política
44:22de um país
44:22que eu acho
44:23que ainda não está
44:24suficientemente
44:25amadurecido
44:25a ponto de ter
44:26servidores que
44:27não sei
44:28como nos Estados Unidos
44:30podem ser mandados
44:31mandados embora
44:32com a troca
44:33de um governo
44:33só que eu acho
44:35que isso talvez
44:35fosse acontecer aqui
44:36mais do que acontece lá
44:38vamos ao próximo
44:39quadro do programa
44:40quadro valores
44:41do futuro
44:47secretário qual investimento
44:48realizado agora
44:49vai dar resultado real
44:51daqui a 25 anos
44:52moleza para um secretário
44:54de educação
44:55essa pergunta né
44:56porque eu vi
44:56mostrava hoje
44:57esse vídeo
44:58para alguém
44:58um vídeo do Bill Gates
44:59lá em 95
45:00dando uma entrevista
45:01para o Jô Soares
45:02falando
45:03que ele dá por vídeo
45:04não é isso
45:05impressionante né
45:06e impressionante
45:07impressionante
45:08eu falava para a pessoa
45:11para quem eu mostrava
45:11esse vídeo
45:12olha que gênio né
45:14porque você vê
45:15antes né
45:16e com a precisão
45:17com que ele estava vendo
45:18o que hoje a gente sabe
45:19que é o nosso smartphone né
45:20o Jô perguntava para ele
45:21de um tal de computador
45:22de mão
45:23de mão né
45:24quer dizer a gente nem sabia
45:25o nome
45:25então assim
45:26eu tenho
45:27e eu falava com a pessoa
45:28hoje algumas coisas
45:29que eu imagino
45:29que nós vamos ter
45:30daqui a 20 anos né
45:31eu acho que a gente vai ter
45:32algumas coisas
45:33muito diferentes
45:34mas a cultura digital
45:36nós estamos investindo
45:37aqui hoje
45:38esse pensamento computacional
45:39essa dimensão ligada
45:40mais à inovação
45:41eu acho que vai
45:43vai ter um lugar
45:46muito importante
45:46e esse investimento
45:47eu me referi a estudantes
45:48falando da escola do futuro
45:49mas ele é também
45:50na formação continuada
45:51de professores
45:51por exemplo
45:52na última formação
45:53a gente estava falando
45:53sobre o uso de IA
45:55para professores
45:56para que eles naturalmente
45:57usem com os estudantes
45:58eu acho que isso vai ter
45:59um espaço muito grande
46:00daqui a 20 anos
46:01eu acho que o ambiente
46:02da sala de aula
46:03vai ser bem diferente
46:05os recursos que a gente vai usar
46:06serão bem diferentes
46:08o potencial que a gente vai ter
46:10para usar esse recurso
46:10vai ser bem distinto
46:12e habituar-se a isso
46:14desde agora
46:15de alguma maneira
46:15me parece um passo importante
46:17para chegar nesse futuro
46:18sabe
46:18com mais consistência
46:19O que tem do Vitor
46:21na condução da Secretaria
46:22de Estado da Educação?
46:25Ah, tem muita coisa
46:26mas eu acho que
46:28uma certa racionalidade
46:30do trabalho
46:30de perseguir objetivos
46:33que são objetivos
46:35estabelecidos pelo governo
46:36e pela figura do governador
46:38eu compartilhava com alguém
46:40outro dia
46:40a gente quando trabalha
46:42para alguém
46:43você tem as encomendas
46:44do chefe
46:44então o governador
46:46tem suas encomendas
46:47que são plataformas
46:48que ele apresentou na campanha
46:49são coisas em que ele acredita
46:51e eu naturalmente
46:51trabalho em sua equipe
46:53porque acredito também
46:54mas isso é parte
46:56da encomenda dele
46:56tem um olhar nosso
46:58como gestor
46:59às vezes coisas que descem
47:00num nível que
47:01já não estão mais
47:02na alçada de um governador
47:03porque entram no dia a dia
47:04da secretaria
47:05é um valor meu
47:06e tem a forma
47:07como a gente enfrenta também
47:09os problemas cotidianos
47:11que vão aparecendo
47:12eu acho que tem
47:13uma postura de diálogo
47:18para procurar soluções conjuntas
47:21mobilizando as pessoas
47:22em torno de problemas
47:24que são comuns
47:25de forma muito franca
47:27muito honesta
47:27muito racional
47:30olhando para a alocação
47:32mais ótima
47:33do recurso público
47:34evitando desperdício
47:36evitando políticas
47:37que sejam diversionistas
47:39às vezes
47:39perde-se
47:40eu não estou falando
47:41nem daqui
47:41o Brasil às vezes
47:42perde tempo
47:43com políticas
47:44que não produzem resultado
47:46olhando para o essencial
47:48porque é a partir daí
47:49que a gente vai dar
47:50esse salto
47:50que a gente está querendo
47:52qual marca
47:53que você quer deixar
47:54à frente
47:54da secretaria
47:55de estado de educação
47:56qual é o legado
47:57do Vitor de Ângelo
47:57eu acho que é uma secretaria
48:00muito mais profissional
48:02com pessoas que são realmente
48:06profissionais da educação
48:08isso obviamente não é apenas um mérito meu
48:11da minha gestão
48:12mas é algo em que este profissional
48:14atuando numa secretaria
48:16também profissionalizada
48:19pode se desenvolver
48:20enquanto um profissional da educação
48:22então eu acho que
48:23as pessoas têm uma clareza
48:25dos nossos objetivos
48:26das nossas metas
48:27de onde queremos chegar
48:29de por que vamos chegar
48:30e por que não chegamos
48:31eventualmente
48:31e se colocam
48:33como profissionais da educação
48:34em busca desses objetivos
48:36acho que essa
48:36não é a única
48:37mas certamente
48:39do ponto de vista
48:39da gestão
48:40é uma marca
48:40legal
48:41vamos ao último quadro
48:42do programa
48:43quadro Valor Pessoal
48:45Valor
48:46Valor
48:46Pessoal
49:09Pessoal
49:10eu inclusive respeito muito
49:12as férias de todos
49:13da minha equipe
49:14e ligo só
49:14quando é absolutamente necessário
49:16porque
49:17não só isso demonstra
49:19que a gente não se acha
49:19imprescindível
49:20como também mostra
49:21que a equipe tem qualidade
49:22você sai
49:23as coisas seguem
49:24mas nesse aspecto
49:26que a gente está falando aqui
49:27mostra
49:27uma busca por equilíbrio
49:30a profissão
49:31a vida profissional
49:32é uma dimensão da vida
49:33por mais importante
49:35que ela seja
49:36eu acho que a gente
49:36está mais bem preparado
49:37para ela
49:38quando a gente sai de casa
49:40com esse equilíbrio
49:41então o descanso
49:42e aí pode ser
49:43desde hobby
49:44lazer
49:45família
49:45mas o equilíbrio
49:48eu acho que
49:48para mim
49:49é essencial
49:50você pode imaginar
49:51numa secretaria
49:51tão desafiadora
49:52passando por desafios
49:54tão grandes
49:54como a gente passou
49:55me lembro sempre
49:56da pandemia
49:56essa serenidade
49:58com que
49:59o governador
50:00eu procurei
50:01o governador
50:02conseguiu fazer
50:03tantos outros fizeram
50:04eu acho que a gente
50:05só consegue com equilíbrio
50:06legal
50:07secretário Vitor De Angelo
50:08muito obrigado
50:09pela entrevista
50:10aqui ao programa Valores
50:11eu que agradeço
50:12pelo espaço
50:12valeu
50:13e para você que acompanhou
50:14a gente até agora
50:15muito obrigado
50:15pela sua companhia
50:16até a próxima
50:18tchau
50:18você ouviu
50:21Valores
50:21Valores
50:22com Edu Copernic
50:23até o próximo
50:24o próximo
50:25tchau
50:25tchau
50:26tchau
50:27tchau