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  • há 19 minutos
A questão do aluguel tem sido um grande desafio para os brasileiros, sendo a conta que mais pesa no bolso da população. Com o atual contexto econômico, é importante rever nossos planos e custos. Para falar sobre isso, no estúdio conversamos com o economista Vaner Correa, a Priscila e a Evelyn, que também passam por essa situação.

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00:00E olha só, quem mora de aluguel, presta atenção pra essa notícia de agora.
00:04Depois de um ano com reajustes bem acima da inflação, alguns inquilinos podem comemorar.
00:11É que dependendo aí do contrato de locação, o valor do aluguel, gente, deve ficar mais barato agora em 2024.
00:20No ano passado, o Simon estava à procura de um apartamento com um terraço maior pra alugar.
00:25Ele encontrou este daqui, depois de uma busca que o deixou assustado pelos valores das locações.
00:31Muito mais alto, apartamento menor e o preço mais alto, então assustou um pouco.
00:38O cantor e fonoaudiólogo mora no centro de São Paulo há anos, só que o encarecimento do aluguel o fez
00:44pensar em se mudar de região.
00:46Os valores não são tão diferentes.
00:49Às vezes um pouco mais baixos e maiores até os imóveis.
00:55Mas por conta da distância isso atrapalharia.
00:58Mas considerei mudar, sim.
01:01Assim como o Simon, quem procurou um contrato novo de aluguel no ano passado se surpreendeu com os valores.
01:07Eles subiram em média 16%, mais que o triplo da inflação.
01:11Uma conta que ainda vem da pandemia, quando os proprietários sofreram perdas.
01:16Somado a isso, teve o aumento da procura por novas locações.
01:20Com a melhora do emprego e da renda, onde nós tivemos inúmeros recordes com taxas de desocupação abaixo de dois
01:28dígitos, algo que a gente não via desde 2015,
01:31eles puderam fazer essa recomposição dos preços e repassar isso para os imóveis disponíveis para alugar.
01:39Aluguel é uma conta cara e qualquer variação reflete no bolso de pelo menos dois em cada dez brasileiros, que
01:47é a média de pessoas que pagam para morar no imóvel.
01:50E se 2023 foi um ano de contratos com preços mais altos, a boa notícia é que para 2024 essa
01:58tendência é de queda dos valores.
02:01Isso porque a maioria dos contratos são reajustados pelo IGPM, índice que depois de uma série de altas, fechou o
02:09ano com queda de 3%.
02:11As famílias que têm esses contratos de locação com reajuste no IGPM vão ter ali uma variação negativa, vão ter
02:18como se fosse um desconto de 3%.
02:20Por exemplo, se tiver esse contrato, que hoje tem um valor hipotético de mil reais, com reajuste em janeiro, olhando
02:28os últimos 12 meses,
02:29a gente teria ali um aluguel a partir de 24 de 970 reais, um aluguel mais barato.
02:36Mas como nem todo contrato é vinculado ao IGPM, o desconto não deve chegar para todo mundo.
02:43Tem contrato que utiliza o IPCA, que é um índice de inflação também do governo, e o IPCA em 2023
02:51fechou positivo.
02:53Então, nesse caso, para esses contratos, a gente não teria essa variação negativa, esse desconto.
02:59Ao contrário, a gente teria um aumento.
03:01Ainda falta muito tempo para o Simon ter o reajuste anual do aluguel, mas a notícia o deixa animado.
03:07Um pouco de alívio nessa conta pesada que a família tem.
03:11É a conta mais cara da casa, o aluguel.
03:15Seria um sonho maravilhoso.
03:18Seria maravilhoso se fosse mais baixo.
03:21Gente, se por um lado o aluguel deve ajudar aí o bolso do brasileiro,
03:27a gente não pode dizer o mesmo de outras despesas.
03:30Pelas previsões dos economistas, olha aí, presta atenção, a energia elétrica,
03:35planos de saúde, mensalidades escolares,
03:38deverão sofrer reajustes acima da inflação em 2024.
03:43O maior aumento deve vir dos planos de saúde empresariais,
03:48que devem subir em média 20%.
03:51E a conta de luz, como é que vai ficar, Robertinha?
03:54Também deve ficar 7%.
03:56Mas, cara, a gente tem que se planejar, né?
03:58Esse é o momento de quê?
03:59Rever os planos, os custos, ver o que de fato é ou não necessário
04:06para a gente não passar, para a gente não viver aquele aperto o ano todo, né?
04:11Vamos bater um papo sobre esse assunto?
04:13Vem cá, eu recebo aqui o economista Wanner Correia.
04:16Muito obrigada, Wanner, pela sua participação.
04:18Boa tarde, viu?
04:19Boa tarde, Roberta.
04:20Boa tarde ao seu público.
04:23De fato, essa conta de aluguel é uma conta pesada, né?
04:27E quem vive aqui, ó, essa realidade, ó, a Priscila e a Evelyn.
04:31A gente estava conversando aqui, né, nos bastidores.
04:35É a principal conta da casa?
04:37É o que mais pesa?
04:38É assim no seu orçamento?
04:40É o que mais pesa.
04:41É?
04:41É o que mais pesa.
04:42E na sua casa, Evelyn?
04:44Eu acho que o que mais pesa, mas tem as outras despesas também, né?
04:50Além do aluguel, né?
04:51O que, por exemplo?
04:53A comida, eu acho que ultrapassa do aluguel.
04:56Na sua casa, então, gasta mais com comida do que com o aluguel?
04:59É, a balança, entendeu?
05:02É complicado.
05:03Que é o contrário de mim.
05:05Na minha casa, eu gasto mais com aluguel do que com as compras, no caso.
05:11Aí a gente viu uma reportagem dessa daí, que há essa previsão, dependendo do modelo
05:15de contrato, né, de reduzir o valor do aluguel.
05:17Qual é a sensação que isso te dá?
05:20Oba!
05:21É?
05:21Será que vai sobrar uma graninha?
05:22Já até respirei um pouquinho aliviada.
05:24Eu espero que isso chegue a mim, né?
05:27A nós, né?
05:29A nós é representando todos aqueles que moram de aluguel, no caso.
05:34Qualquer redução no valor do aluguel já ajuda, já é bem-vinda, Evelyn?
05:38Sim, sim.
05:40Porque aí tem as outras coisas e você vai encaixando uma coisa com a outra.
05:46Fala aí pra gente, Ana.
05:47Então, as contas de energia que estão cada vez mais absurdas e as contas de água também,
05:54né?
05:55Então, qualquer valor que diminuir já ajuda.
05:58Vocês têm o hábito de colocar na ponta do lápis, anotar mesmo no papel as despesas de vocês
06:07ao longo do ano?
06:08Não.
06:09Nunca fez isso?
06:10Nunca.
06:10Nunca nem tentou, nunca teve essa experiência?
06:12Nunca nem pensei em fazer isso.
06:13E você, Evelyn?
06:14Não, eu coloco no caderno, mas depois vai dando aquele desano que você vai ver que as
06:21coisas vai só, não tem?
06:24Aí você, esses dias eu fui na farmácia, farmacêutica falou que ele estava dentro do
06:28ônibus, quando ele começou, ah, eu tenho esse dinheiro que vai dar, quando ele, água
06:34de luz, água, plano de saúde, não, ele não paga aluguel, ele contando.
06:42Ele falou assim, começou a tremer, ele falou, isso é, começou a tremer e tomou aquele remédio.
06:48Pra dar uma acalmada, né?
06:48Isso aí, porque, mas é mesmo, é desesperado, tá, Roberta?
06:52Ô, Vânia, a gente fala tanto, né, de fazer um planejamento, aí por onde começa?
06:57É, todo mundo foge na hora de planejar, por quê?
07:01Né, sendo que é o primeiro passo pra gente se organizar, ver até que ponto a gente pode
07:05gastar ou não, mas as pessoas não têm esse hábito, né?
07:08Foi até feita uma pesquisa que 62% dos brasileiros não fazem a conta, pra saber se vai fechar ou
07:15não no final do mês.
07:17É típico do brasileiro, né?
07:19Nós somos sempre descontrolados em tudo, e não é diferente no orçamento doméstico ou no orçamento individual.
07:29O controle é fundamental.
07:31Obviamente, a gente tem um limite do salário do mês, né?
07:37O salário mínimo não é alto, mas, de qualquer sorte, o controle permite isso que você está falando aí,
07:43da gente ter um horizonte melhor.
07:45Você não pode dar um passo maior do que você tem.
07:49Não pode.
07:49Você vai complicar a sua vida financeira, familiar ou individual.
07:57Então, é hiperimportante que a gente compreenda que todo agente econômico tem uma propensão
08:04a consumir e uma propensão a poupar.
08:06Imagina que alguém sempre consuma 90% de sua renda e poupe 10%.
08:13Então, esses 90%, é o que você falou há pouco, ele tem que estar no rígido controle,
08:19ele tem que estar na ponta do lápis, né?
08:21Até aquelas despesas de final de semana, a pizza, essas coisas todas, tem que estar no controle
08:28até o momento da gente se livrar, ou seja, vir um momento mais de bonança,
08:33ou você controlando as despesas e depois arrumando um jeito de, na ponta da receita,
08:39arrumar um bico ou uma tarefa que dê rendimento.
08:43De qualquer sorte, o controle é fundamental para que as famílias tenham um ano bom e também
08:50não entrem no que a gente chama de atoleiro, atoleiro do cartão de crédito.
08:54O atoleiro, por exemplo, ela está falando aqui, a conta do aluguel é uma conta pesadíssima.
09:00Aluguel não vai baixar.
09:01Aluguel tem o IGP-M, agora foi, os contatos são IGP-M, normalmente negativo, teria que baixar,
09:06mas o aluguel sofre outras duas...
09:08É muita especulação imobiliária em cima do aluguel e também as forças de oferta e demanda.
09:15Ou seja, às vezes tem muita gente procurando e poucas unidades.
09:20O que acontece?
09:21Quem é dono daquilo ali sempre eleva o preço acima do IGP-M.
09:25Então, essa conta tem que ser uma conta que seja bem observada e controlada
09:31para que a gente não passe aperto.
09:33Priscila, como é que você faz para tentar fazer esse orçamento fechar?
09:40Quando você tem ali que pagar o aluguel, já que você disse que é bem alto, né?
09:43Corresponde ali a maior parte da despesa da sua casa, não é isso?
09:47E aí você tem as outras despesas, você técnica de enfermagem,
09:51como é que você faz para fazer essa conta dar certo no final do mês?
09:54Então, Roberta, eu tenho que trabalhar e trabalhar, né?
09:59Trabalhar tanto nos meus plantões como conseguir plantões extra.
10:04Senão a conta não fecha.
10:06Tem que fazer um trabalho extra.
10:08Tem que fazer um trabalho extra.
10:09E aí você já abre mão de momentos de lazer, abre mão do que na sua vida
10:15para pensar nessa renda extra?
10:19No caso, o que eu mais abro mão quando eu estou trabalhando em outros plantões
10:26é de ficar em casa, descansar, né?
10:30Ter um momento de qualidade de vida, né?
10:32Ter um momento com filhos, com família.
10:35E você, Evelyn?
10:36O que você já precisou abrir mão, né?
10:39Quando você vai pensar numa renda extra, o que você busca fazer?
10:43Então, eu saí do meu trabalho, né?
10:46Porque eu fiquei dois anos e eu faço faxina.
10:51E também, o dia que minha filha não está em casa, eu deixo ele com a pessoa
10:55e eu não ganho muito na faxina.
10:58Aí tem que dividir para inteirar o que eu estou devendo.
11:02Roberta, eu não vivo por vista, eu vivo pela fé.
11:05Nós vivemos.
11:06Porque está demais, está difícil.
11:09Tudo é dinheiro, tudo é dinheiro.
11:11Então, assim, não é fácil.
11:14Vani, como é que a gente começa analisando tudo aquilo que a gente, primeiro de tudo,
11:19deve colocar no papel, né?
11:20Que a gente já falou bem, que é o planejamento.
11:22Colocar mesmo, escrever todos os seus custos.
11:25Mas sempre tem algo que a gente pode enxugar?
11:29Só que, às vezes, a gente tem um padrão de vida que a gente não quer também reduzir,
11:33nem que seja por pouco tempo, aquele padrão de vida.
11:37Justo.
11:38O modo de produção que a gente vive, o chamado capitalismo,
11:41ele leva sempre ao consumo, a muito consumo.
11:46Então, vira e mexe, a gente vê aí famílias naufragando,
11:52se afundando, indo até a pré-falência.
11:56Só não vão de vez, porque os familiares ajudam e tudo.
12:00Então, o que nós temos que fazer, primeiro, é, dentro da possibilidade nossa do salário,
12:07é construir grupos de despesas fundamentais.
12:12E essas despesas, por exemplo, dinheiro de aluguel nunca pode ser descartado, para nada.
12:18Ele tem que sempre, senão pode lançar mão de aluguel para outra coisa.
12:23Dinheiro de alimentação também bem controlado, na medida que você, hoje, nós temos muito
12:30submercado, você tem que pechinchar, você que tem que gastar sola de sapato.
12:35É assim que a minha mãe fazia, é assim que a minha esposa faz, e aí eu estou aqui no
12:39meio
12:40de um monte de mulheres, e é isso que nós temos que fazer, não tem jeito.
12:45Classifica as despesas em grandes grupos, e depois em pequenos grupos.
12:50E a gente vai ver ali o que a gente tem que cortar, por exemplo.
12:53Tem algumas coisas, às vezes, de compra de internet, que a gente deve abrir mão.
12:58Eu recebi, no meu escutório de perícia, certa vez, uma moça muito elegante, muito
13:04bonita, com o esposo dela, e bem empregada, e ela estava com o cartão de crédito, estava
13:11com uma despesa de R$ 36 mil, e eu fui analisar aquele cartão de crédito, o esposo dela
13:18comprava coisas pequenas de R$ 2, mas muitas coisas, e eles, pizza, todo dia, pizza, no
13:23almoço, na janta, não sei o quê.
13:25Eu até perguntei, você não faz uma comida em casa, não?
13:28Então, ela foi se enrolando por não ter controle, então a falta de controle não é típico
13:34de quem ganha pouco ou médio, é tipo daquele que não quer fazer com que o ano dele seja
13:42um ano no planejamento.
13:45Então, assim, eu penso que a gente deve classificar grandes grupos de despesa e não fugir disto,
13:53e procurar sempre, se puder, poupar.
13:56Olha, esse mês eu vou botar R$ 40,00 em uma caderneta de poupança.
14:00Era antiga, era antiga solução dos mais antigos e que dá certo ainda, porque não é
14:09o fato de poupar pouco, é o fato de você estar controlando as despesas, o grupo de despesas,
14:15algumas coisas você não pode abrir mão.
14:17Plano de saúde, também ir para o mercado, e se não der, saber usar o SUS.
14:22Eu mesmo, em uma parte da minha vida, usei o SUS, eu ia para o SUS e tem grandes médicos,
14:29grandes pessoas que atendem a gente.
14:31Então, nesse momento de dificuldade, para todos, não é só para aquele que está
14:37num tipo de renda, no caso dela aqui, ela falou, olha, a conta mais forte, além disso,
14:42ela está com um problema com o filhinho dela e tudo.
14:45Então, de fato, ela tem que, sabe, reduzir esses passos dela e começar a ter na palma
14:52da mão o controle orçamentário, para que ela tenha um futuro melhor.
14:55Só assim, lamentavelmente, frente a esse consumismo que o modo de produção impõe para a gente,
15:03sobretudo para vocês, porque as mulheres se exigem que se ande cada vez mais bonita,
15:08cada vez mais na moda e não sei o quê.
15:10Isso é um escape danado de recurso, então a gente tem que ser ponderado nisso.
15:16Vocês são consumistas, você se reconhece nessa fala, Priscila?
15:21Olha, eu vou falar para você, eu tenho meus segredinhos, vou ficar um pouquinho envergonhada
15:29de contar, mas eu vou te contar.
15:31Eu frequento alguns brechós que são chiques e que têm um preço, eu tenho até...
15:38Não tem que ter que se envergonhar, não, né?
15:40São alternativas, né, para quem?
15:42Eu uso umas roupas de marca que são a preço de custo mesmo, um preço que você consegue
15:50menos que um saco de arroz.
15:52Mas só que aí nessa história, por ser mais em conta, você acaba comprando, né, nessa
15:58empolgação mais do que poderia?
16:01Não.
16:02Não?
16:02Você é bem controlada em relação a isso?
16:04É bem controlada, igual em relação a sites de compra.
16:10Vamos supor uma calça que seria 200 reais numa loja, nesses sites eu consigo comprar
16:15por 50 reais.
16:17Então, assim, eu gosto de me arrumar, gosto de me vestir bem, mas eu encontro os caminhos
16:22para conseguir me vestir bem e não passar, assim, não deixar de fazer compra dentro
16:30de casa, outras coisas, outras contas para poder andar arrumada.
16:36E você, Evelyn, como é que você faz nessas alternativas aí, quando a gente quer, fala
16:40assim, poxa, mas eu queria tanto comprar um vestido novo, um vestido bonito igual esse
16:43que você está aqui agora também?
16:45Então, eu abro muito mão no negócio de sair, eu não sou de sair, lanches, não, também
16:51não sou, mas uma roupa, um negócio, comprar uma sandália, um vestido, mas só que você
16:58abre mão aqui, mas aperta ali, você está entendendo?
17:02É, não é fácil não, entendeu?
17:05Você é um pouco pão dura para a roupa?
17:07Eu sou pão dura, as pessoas falam assim, ai, mas Priscila anda muito arrumadinho, mas
17:11eu sou pão dura, eu sou de difícil, assim, de abrir mão para comprar roupa, a não ser
17:17que seja naquele jeito que eu te falei, Roberto, vai num brechózinho chique, encontra lá uma
17:22pecinha que você gosta e compra.
17:24Olha só, tem aqui algumas participações no nosso Facebook, a Anabel fala, Roberto,
17:30eu morro de inveja do meu marido, ele anota tudo que gasta.
17:34O Edson participa também com a gente, um abraço, o Edson, ele diz, por que não pega
17:39no banco o empréstimo para comprar sua casa própria?
17:42Seria o mesmo que está pagando todo mês aí 700 a mil reais, né, o financiamento aí
17:50com o banco, né, falando aí no caso de um empréstimo para ter a casa própria.
17:54Dá para pensar nessa conta dessa forma?
17:57Claro que sim, e é de morrer de inveja mesmo, porque eu também faço isso, eu controlo as
18:03minhas, as minhas despesas.
18:05Fala mais pertinho, Ivan, né?
18:06E é fundamental.
18:07Mas o valor que a gente gasta, que a pessoa gasta com o aluguel, dá para pensar nessa conta
18:12de que aquele valor poderia estar sendo ali na parcela de uma casa própria, na prática,
18:19isso é assim?
18:20Ou tem outras contas por trás que às vezes as construtoras não divulgam ali na hora
18:26da propaganda e que a gente vai de um jeito e depois tem, por exemplo, as intermediárias
18:30que são maiores?
18:33É possível pensar assim, se a gente pensar no financiamento no âmbito do SFH, sistema
18:39financiacional de longo prazo, mas não com construtora por conta disso aí, que tem
18:44aquelas mensais, mas tem aquelas intermediárias que são fortíssimas.
18:48Então, não é pelo fato de você estar pagando aluguel de, sei lá, 1.200, como ela está
18:53pagando aqui, significa que isso aí daria para ela comprar um apartamento.
18:57Daria, no máximo, para ela fazer um financiamento de longo prazo para comprar um apartamento,
19:02mas ela teria que pagar 1.200 durante aí 300 meses.
19:06Então, assim, a coisa não é tão simples assim.
19:10O modelo para você levar a pessoa a comprar um bem imóvel, financiar, não é tão simples
19:16assim, não.
19:17Então, primeiro, ela tem que, a inveja aí da moça, do esposo dela, a inveja é bacana.
19:24Ela tem que aprender com o esposo dela, botar primeiro controlar, depois aprender a poupar
19:30e pensar no futuro.
19:32Sempre assim, até hoje, eu não faço certas coisas na vida, algumas viagens, porque eu penso
19:39no meu orçamento doméstico, com minha esposa, em ajudar os filhos, em ajudar outras pessoas.
19:44Então, assim, eu acho que o controle é fundamental.
19:48Mesmo para quem não ganha muito, tem que controlar.
19:53Ela deu uma chave hermenêutica aqui do consumo, do brechó.
19:57Obviamente, no caso dela aí, ela está com a blusa aí, salvingando uma blusa de moda.
20:05Sim.
20:05Da cor do verão, inclusive.
20:06E ela comprou, e ela comprou no lugar, sabe, ela economizou.
20:10Isso, sim, tem que se fazer.
20:12Porque se exige muito da mulher, para a mulher trabalhar tem que estar bacana, não sei o
20:17que, não sei o que.
20:18Então, ela está fazendo o correto.
20:20Não pode sair disso.
20:21Não pode sair disso.
20:23Tem um comentário aqui da Márcia Salles, ela fala abrir mão dos lanches na rua, porque
20:28senão também a conta não fecha, né?
20:31Também teve um comentário aqui da Bela Lúcia, falou que fez muita economia na vida.
20:37E teve outro comentário também que eu achei interessante.
20:39A própria Bela Lúcia, ela diz, eu não comprava um frango assado para não gastar.
20:43Pelo que eu entendi, ela falou que ela mesmo assava, né?
20:46Então, a gente precisa aprender a fazer escolhas, a abrir mão, né?
20:52Mas nem sempre é fácil, né?
20:54Mas a gente precisa acordar para essa realidade, né?
20:56Sim, às vezes a gente fala assim, trocar um lanche por uma comidinha de casa.
21:01É muito mais saudável e econômico também.
21:04Fez muito isso?
21:05Eu faço isso.
21:07E dá diferença no final do mês?
21:09Quando você percebe assim, nossa, de fato, que antes eu comprava na rua, se eu levar
21:13agora, economizei já tantos reais com isso.
21:16Muita diferença, com certeza.
21:19E isso te deixa mais tranquila depois do final do mês?
21:21Me deixa, porque me deixa bem mais confortável.
21:27E pensando também na saúde também, né?
21:31Além da economia.
21:32Tá certo.
21:33Gente, obrigada pela participação de vocês.
21:35Obrigada pelas dicas, Vânia.
21:36Precisa.

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