- há 11 horas
Eles agridem as vítimas mesmo sem elas reagirem
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NotíciasTranscrição
00:00Eu recebo o professor e especialista em segurança pública, Rusley Medeiros.
00:05Obrigada pela sua participação.
00:07Aline Hessel, psicóloga, a gente também agradece a sua presença.
00:11Obrigada.
00:11E Patrícia Silva, gente.
00:13A Patrícia passou há um tempo atrás por um episódio também, aconteceu.
00:17Ela sofreu um assalto junto com a família e ela vai explicar pra gente o que aconteceu na hora.
00:22Patrícia, boa tarde, sejam todos bem-vindos.
00:24Boa tarde, Roberta.
00:25É, então, a gente tá vindo na feira, né, de manhã cedo e aí assim que a gente chegou na
00:30feira, eu desci com a minha filha e meu esposo saiu do carro.
00:35Assim que ele tava saindo, chegou e foi assaltado.
00:38Eram quantos? Era mais de um?
00:41Quando ele chegou, primeiro apareceu um, depois apareceram três, foram quatro caras.
00:48Qual foi a reação de vocês na hora, Patrícia?
00:50Eu olhei assim pra trás e vi, né, aquela cena, o cara armado, né, perto do meu esposo, eu peguei
00:57na mão da minha filha e saí andando e pedindo a Deus pra guardar a vida dele.
01:02E aí...
01:03Você tava um pouco mais à frente...
01:04Sim, um pouco mais à frente.
01:06Com a sua filha.
01:06Isso.
01:06E o seu marido atrás no carro.
01:07Tava fechando o carro, aham.
01:09Quando eu olho pra trás, os caras assaltando.
01:12E o seu esposo, qual foi também a reação dele na hora, já que ele ficou sozinho ali naquele momento?
01:17Ele chegou a reagir?
01:18Eles, não, reagiu não.
01:20Passa a chave, passa a chave, entregou, calma, calma, calma, entregou e afastou e aí pegaram e foram embora.
01:27Agora você contou que a sua filha viu toda a cena.
01:31A idade dela?
01:32Oito anos.
01:33Qual foi também a reação da sua filha diante daquele momento ali, um assalto em família?
01:39Levando o carro do pai e ele ainda por cima com uma arma apontada, né?
01:43Ela começou a chorar e eu, calma, filha, calma, filha, vai dar tudo certo.
01:47Ela, meu pai, meu pai.
01:49E aí, graças a Deus, Deus é maravilhoso que no final deu tudo certo, né?
01:55E saíram.
01:55Levaram o carro?
01:57O que mais?
01:58Algum outro pertence também além do veículo?
01:59O celular dele, os pertence da gente que estava dentro do carro.
02:03Celular, carro.
02:04Vocês chegaram a mensurar o tamanho desse prejuízo?
02:07É, 20 mil.
02:09Imagina só, que desespero, né?
02:11Tem todo um lado financeiro, mas o emocional, naquela hora ali, fala muito mais alto.
02:17Agora, o pior ainda, Rusla, é que a gente viu casos, a gente mostrou agora, casos em
02:22que, se não bastasse levar os nossos pertences, a gente soa, trabalha, compra com dificuldade,
02:29ainda são agressivos, cada vez mais violentos.
02:32O que justifica essa ação dos criminosos?
02:35Boa tarde, Roberta.
02:36Boa tarde a todos que nos acompanham no Fala Espírito Santo.
02:38É verdade.
02:39A gente tem verificado, Roberta, que os crimes violentos, principalmente esses crimes patrimoniais,
02:46os agentes criminosos, eles estão cada vez mais utilizando-se da força, utilizando-se
02:52realmente de tudo aquilo que eles podem para amedrontar as vítimas.
02:57Essa é a palavra que a gente tem conseguido captar de tudo aquilo que eles estão fazendo.
03:02Por quê?
03:03Porque o objetivo central deles é pegar aquele bem, obviamente, mas eles agora, além
03:08de pegar o bem, eles querem demonstrar força, eles querem demonstrar poder, eles querem demonstrar
03:14aqueles que dominam ali aquela situação.
03:16E é justamente por isso, Roberta, que quando a gente vai conversando, vai verificando, caso
03:22a caso, a gente tem entendido, sim, que os crimes que estão acontecendo, eles estão cada
03:28vez mais violentos.
03:30Claro que existe uma série de situações que envolvem, né?
03:33Primeira situação é justamente o discurso de ódio que a gente vem analisando, que na
03:38nossa sociedade vem crescendo.
03:40Então, quanto mais a gente fala de pagar a violência com violência, eles vão absorvendo
03:45isso também.
03:46O segundo situação é de que estes agentes, eles estão inseridos num contexto social em
03:52que a violência faz parte do cotidiano deles.
03:55E por fazer parte do cotidiano deles, eles acabam demonstrando isso nas suas ações.
04:02E por terceira, é justamente a ideia de demonstrar força, Roberta.
04:06Esses indivíduos, quando eles vão, e geralmente são crimes, quando há essa violência ainda
04:13mais exacerbada, é porque eles estão em grupos, né?
04:16Geralmente, quando é uma pessoa só que está cometendo o crime, eles não são tão violentos,
04:21mesmo porque eles estão ali, geralmente, um a um, e aí eles sabem que tem um risco maior.
04:27Agora, quando tem mais pessoas com eles, tem mais comparsas, eles são mais violentos.
04:32Por quê?
04:32Porque eles sabem da superioridade numérica deles e acaba um querendo demonstrar que domina
04:38mais ali a situação e a vítima acaba, além de perder o seu bem, também é agredida,
04:44também sofre aí com essa violência que a gente vem verificando que está aumentando
04:48no nosso contexto social.
04:49Então, quer dizer, rola até uma briga de ego entre eles ali naquele momento.
04:53Com toda certeza, né?
04:54A gente tem verificado que os grupos criminosos, eles são estabelecidos assim.
04:57E aí, quando um domina, eles começam a demonstrar, olha, se eu tenho aqui, tenho mais força,
05:02eu domino a situação, eu vou começar a controlar os próximos eventos.
05:06É claro que aqui nós estamos falando de uma organização, de um grupo que comete de
05:10forma reiterada os crimes.
05:12Agora, existem também aquelas situações ali particulares, né?
05:16De que é crime de oportunidade e aí está mais ligado ao contexto social em que eles
05:21estão inseridos do que essa briga, do que essa necessidade de demonstrar poder.
05:25E, Aline, não interessa, né?
05:27Se tem criança, como o caso da Patrícia, se tem um bebê, se é um idoso, eles partem
05:30com violência mesmo, não tem dó de ninguém.
05:34O objetivo deles ali é adquirir o que quer que seja que está na mente deles, né?
05:40No objetivo deles.
05:41Então, independente do que esteja ali à frente deles, eles vão passar por cima daquilo.
05:46Então, você estar com uma criança, você ser grávida, você ser um idoso, na verdade,
05:51são situações onde você se demonstra mais vulnerável, o que facilita a ação deles
05:57e o sucesso em adquirir o objeto que eles querem e acaba se tornando, sim, pessoas mais
06:02expostas a esse risco.
06:04Absurdo, né?
06:05Olha, a gente vai conversar agora com o Michael de Souza.
06:08Há um ano, presta atenção, a esposa e o filho dele, que na época ele tinha dois
06:13aninhos, estava liberando aos três aninhos, de dois para três aninhos.
06:16A mãe, a esposa e o filho viveram momentos de terror nas mãos dos bandidos.
06:21Eles foram sequestrados em Jacaraípe, na Serra.
06:24Não foi isso, Michael?
06:25Boa tarde, obrigada pela sua participação com a gente.
06:29Boa tarde, é um prazer estar aqui, obrigado pelo convite.
06:33Isso mesmo, assim, foram momentos terríveis, né?
06:36Que a gente não deseja para ninguém, nem mesmo para os bandidos, né?
06:40Que fazem isso.
06:42Eles, como vocês já vêm falando aí, eles estão num nível de violência, né?
06:48De demonstração de poder, de ameaça que é absurdo, assim.
06:52Quer dizer, um ano depois do meu filho, que era um bebê, de vez em quando lembra.
06:57Tem algum gatinho que acontece no nosso dia a dia, ou às vezes ele vê um carro de polícia
07:02passando e ele lembra da situação.
07:04Quer dizer, mesmo um ano depois, ele lembra, né?
07:08De tão terrível que foi.
07:10Exatamente sobre isso, o trauma que fica.
07:12À medida que você foi falando, é a Patrícia que está aqui com a gente no estúdio,
07:15que ela também já viveu uma cena parecida com a filha e com o marido.
07:19Falou exatamente essa palavra, né, Patrícia?
07:21Isso, a gente fica com um trauma muito grande.
07:24A gente demorou passar esse trauma.
07:26Fica com medo, tudo fica assustado, com medo de sair à noite.
07:30Eu e Beatriz, a gente ficamos bem assim mesmo.
07:33Por exemplo, na hora de estacionar o veículo...
07:35Hoje em dia a gente sai do carro rápido, entra dentro do carro rápido, porque a gente não
07:40sabe, está muito perigoso.
07:41E o que você explicou para a sua filha?
07:44Embora ela tenha já entendimento, né, 8 para 9 anos ali, como que você tentou amenizar
07:51essa situação para ela?
07:53Ah, eu fui conversando com ela, tentando distrair ela enquanto estava naquela situação, né,
07:59e ela tremia toda.
08:02Eu falando com ela, filha, é um assalto, mas vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo.
08:07A gente, o seu pai, você viu que o seu pai não reagiu.
08:10O mais importante é não reagir, né?
08:13Olha, é não reagir e ainda assim, aceitar o que eles fazem na oração.
08:20Isso, a gente se vê completamente refém, Rusley.
08:24Como que nesse momento, embora a gente fala não reaja, mas como que a gente consegue demonstrar
08:30através de sinais de que, tipo, não vou reagir mesmo?
08:34É, a gente se sente impotente, né, Roberta?
08:36A gente começa a sugerir que as pessoas, quando se submetem a uma situação dessa, não tentem
08:43conversar com eles, tá?
08:44Eles não estão dispostos a ouvir, eles nem estão ali para ouvir.
08:48Então, geralmente, nessas situações, o que acontece?
08:51A vítima fica muito nervosa e aí, para tentar, né, proteger o filho, proteger ali a esposa,
08:58eles começam a falar, a gesticular.
09:01Nesses momentos, o que nós aconselhamos, obviamente, além de não reagir, é de justamente
09:06não esboce nenhum tipo de reação mais agressiva, como gesticular, como falar, ficar reforçando.
09:13Não, a gente não vai fazer nada, a gente não vai fazer nada.
09:15A ideia é, fique em silêncio, deixe que eles façam o que eles querem fazer, né,
09:20mas, Roberta, nós precisamos ser sinceros, né?
09:24A gente sabe também que, quando envolve a nossa família, quando envolve os nossos filhos,
09:29as nossas reações nem sempre, elas são dentro desse sentido que, não, a gente não vai fazer nada.
09:35A gente tem a ideia, né, de proteger aquelas pessoas que nós amamos.
09:38E se, isso é importante que a gente pense, né, então, conversar, né, tentar verificar,
09:45olha, se acontecer isso comigo, como eu vou reagir?
09:48E tentar criar na sua memória essa ideia, né, a gente chama de memória muscular nos treinamentos,
09:54tentar pensar, olha, se acontecer isso comigo, a minha reação tem que ser essa,
09:58a minha reação tem que ser essa.
10:00E aí, você vai conseguindo, né, construir na sua memória essa ideia,
10:04pra que, eventualmente, acontecendo essa fatalidade, você consiga estar mais calmo e lidar com este momento,
10:11que a gente sabe que é um momento traumático, não só para a vítima, mas pra toda a comunidade que
10:16está ali em volta.
10:16É possível, Aline, fazer esses exercícios na nossa mente, pra se caso a gente venha sofrer um assalto,
10:23a gente tentar realmente não reagir, colocar isso na nossa cabeça?
10:27Sim, é possível, mas não que seja fácil.
10:29Mas, a partir do momento que a gente faz uma série de repetições no nosso cérebro,
10:36visualizando a imagem, por mais difícil que seja, por pior que seja,
10:39esse não é o ideal, o ideal era não ter.
10:41Mas, uma vez que a nossa realidade nos expõe a essa possibilidade,
10:46a gente buscar, dentro da nossa mente, pensar nessa situação e já planejar a nossa reação,
10:52que seja ficar em silêncio, ficar passivo, não reagir.
10:56A gente precisa repetir isso diversas vezes, pros filhos, a gente pode repetir isso diversas vezes, né?
11:02Os adolescentes que já começam a sair sozinhos.
11:04Então, é importante essa repetição, se o filho fala, para de falar, já falou, pode falar.
11:08Fala de novo, fala de novo, tanto pra você, como pras pessoas que você gosta,
11:12que sim, é uma forma do seu cérebro criar esse caminho e aumentar as chances de ter esse comportamento na
11:18hora do assalto.
11:19Eu cresci com o papai falando lá em casa, vão-se os anéis e ficam os dedos.
11:22Se você for rendida, entrega tudo.
11:25E olha só aqui no nosso Facebook, Edmar Simões diz,
11:29Boa tarde, Roberta, eu fui assaltada, eu não tive reação em nenhum momento e mesmo assim, tomei sete facadas.
11:38Olha isso, gente.
11:40E por isso eu tomo remédio para dormir até hoje.
11:43Isso aconteceu em 2008, aqui na Serra.
11:46Olha só quanto tempo se passou.
11:48Também tem aqui o comentário da Creuza Alves.
11:51Boa tarde, Roberta, eu já fui assaltada dentro do ônibus, eu estava em pé e minha filha sentada com o
11:57celular na mão.
11:58E eu pensei em reagir.
12:01Ele estava com a faca e o comparsa atrás.
12:05Ainda bem que ela não reagiu, né?
12:07Imagina se o pior poderia ter acontecido, gente.
12:11Luiz Nascimento fala, estes marginais assaltam até com o dedo,
12:14pois sabem que a população está desarmada e ninguém vai pagar para ver.
12:19A gente vai ver agora o relato do Marcos.
12:21Ele é motorista por aplicativo e foi esfaqueado durante um assalto.
12:26Vamos ver.
12:27Eu passei por aquela situação muito difícil, né?
12:30Fui sequestrado, fui esfaqueado, tomei nove facadas de três menores.
12:37E tive forças, graças a Deus, para levantar, buscar ajuda.
12:42E os menores pegaram o meu carro, acabaram batendo com o carro, o deles foi preso.
12:47E acabou que não resultou em nada, né?
12:49Roubaram o carro à toa, me esfaquearam à toa, não pegaram dinheiro, não conseguiram ter nenhum tipo de benefício.
12:56Ou seja, o crime não compensa.
12:58Então, estou passando por agradecer o pessoal da TV Vitória, pela força que deram também.
13:03Em breve, eu vou fazer uma vaquinha nova aí nas redes sociais, para tentar, de repente, recuperar esse valor do
13:09carro.
13:10O meu carro não tinha seguro, aí estou sem trabalhar, entendeu?
13:14Mas, pelo menos aí, eu estou firme, com saúde.
13:18E a gente vai tocando a vida, com muita fé em Deus.
13:22Obrigada, Marcos, pela sua participação.
13:23Ele falou que, inclusive, está tendo esse movimento nas redes sociais.
13:26Era o meio de trabalho dele.
13:28E aí, a gente se pergunta, Rusley, a troco de quê?
13:32Por que fizeram isso com ele, se não conseguiram levar nada depois?
13:35Não há essa perspectiva de pensar as consequências dos atos, né?
13:40Geralmente, esses crimes são crimes de oportunidade.
13:43Então, eles se inserem nesse processo.
13:45Eles não estão pensando ali, ah, se eu conseguir, fazendo o que a gente chama de equação do crime, né?
13:51Eles vão, né?
13:52E, olha, e muitas das vezes, Roberta, a gente fez uma investigação, entrevistando alguns criminosos,
13:58e nós conseguimos verificar, de forma preliminar, de que a maioria deles, quando estão fazendo esses tipos de crime,
14:05geralmente é apenas para satisfação própria, né?
14:10Às vezes, não estão realmente precisando, não é para conseguir pagar uma...
14:15Colocar o pão na mesa da casa, né?
14:16É isso, geralmente é pela adrenalina, é para demonstrar poder na sua comunidade,
14:22para demonstrar força naquele ambiente em que eles estão inseridos,
14:25e, principalmente, para conseguir pegar alguma coisa para que eles possam ter esse poder.
14:32E muitos estão sob o efeito também de entorpeções?
14:34Sim, Roberta, a grande maioria, é claro que a gente não consegue mensurar isso com um estudo científico detalhado,
14:41mas a gente tem percebido de que a maioria dos criminosos, de fato, estão ali sob efeito de entorpecentes, né?
14:47Sejam de drogas, né, ilícitas, e seja também do próprio álcool, né?
14:52Tem alguns que cometem um crime também, né, sob o efeito do álcool.
14:57E isso acaba potencializando ali as ações que eles vão cometer, a depender da droga em que eles estão utilizando,
15:04né?
15:04Então, infelizmente, a gente tem essa realidade.
15:07Existem alguns mecanismos para a gente se proteger, Roberta.
15:10Então, como são crimes de oportunidade, a gente precisa ir, por exemplo, estar chegando em casa,
15:15olhar ao redor, né, dentro do ônibus, perceber quem está ali dentro do ônibus.
15:20Quando entra alguém, né, você consegue minimamente ali se organizar,
15:24como a psicóloga bem disse, né, quando você começar a criar na sua memória,
15:29olha, entrou aqui dentro do ônibus, o que eu vou fazer, né?
15:33Entrou na minha casa, a gente tem visto, né, aqui, inclusive, a gente acompanhou o caso lá de Jacaraípe, aqui.
15:40Todas essas situações, você tem como tentar minimizar e evitar, né?
15:46A gente teve aquele caso dos turistas que estavam, acho que em Guarapari, né,
15:51de que entraram lá também na residência.
15:54Então, são situações que a gente consegue minimamente se proteger,
15:58mas, infelizmente, a gente não consegue prevenir 100% desses acontecimentos.
16:03E a gente sabe que, assim como o caso do Edmar, o caso do Marcos, que a gente mostrou agora,
16:08ainda tem essas consequências dos traumas, né, Aline?
16:12Que ficam marcas no corpo e marcas também psicológicas.
16:16Sim, o trauma, a definição de trauma é quando a pessoa passa por uma experiência onde há risco de morte.
16:21E o assalto nada mais é do que essa própria experiência.
16:25A pessoa passa, pode passar, a partir dessa experiência, ter uma série de comprometimentos com a sua saúde mental,
16:31sendo o caso o uso de medicação e até mesmo alguns diagnósticos.
16:34podem ser gatilhos a partir dessa experiência.
16:38Tá certo, gente.
16:39Agradeço muito a participação de vocês.
16:41Patrícia, atenção redobrada, né?
16:44É.
16:44Você é bio-maridona, pelo amor de Deus, né?