- há 4 semanas
Como chegar na terceira idade com muita vitalidade
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NotíciasTranscrição
00:00Aqui no nosso estúdio, olha só, eu recebo a geriatra, a doutora Yara Nipes, muito obrigada pela sua participação.
00:07E duas maravilhosas, olha só, a dona Bernadette, beijo, obrigada pelo seu carinho com a gente sempre, tem 70 anos.
00:14E também a dona Maricilda, outra telespectadora que fica sempre ligadinha aqui no Fala Espírito Santo, também 70 anos, não
00:21é isso?
00:22Vamos lá, me conta qual é o seu segredo, dona Maricilda.
00:26Boa tarde.
00:27Olha, Roberta, tá ligada.
00:28Tá ligada.
00:29Olha, Roberta, o meu segredo é a felicidade total, é estar perto dos netos, é estar de bem com a
00:38vida, é estar alegre.
00:40E igual a senhorinha falou, firme em Deus, em busca de Deus perfeito.
00:47Isso é felicidade, muita felicidade, é o que eu sinto, entendeu?
00:52O cardiologista falou pra mim, quando eu enfartei, olha, você é muito alegre.
00:59Você tá conseguindo ainda viver que eu fiz também o mesmo procedimento do falção.
01:05A geoplastia, né?
01:05É, a geoplastia.
01:07E ele falou, a sua alegria te mantém viva.
01:10Eu sou alegre, Roberta.
01:11E fez toda a diferença, faz toda a diferença, a sua alegria.
01:15Faz muita diferença.
01:15E alimentação, né?
01:17O exercício, tudo em conjunto.
01:19Daqui a pouquinho você vai contar então pra gente como que é a sua alimentação e também
01:23suas atividades.
01:24Tá.
01:24Mas antes, deixa eu saber também com a dona Bernadette, me conta qual que é o seu segredo.
01:29É tudo que ela falou, é ter família, ser feliz, viajar, eu tenho uma filha maravilhosa
01:36que sempre me leva pra viajar, e passear, e fé em Deus, né?
01:40Deus é tudo, né?
01:42Sem Deus a gente não é nada.
01:43É, entregar os nossos caminhos ao Senhor e Ele conduz e a vida.
01:48E graças a Deus também ter um marido, né, que te entende, te compreende, né?
01:55É, parceiro, né?
01:57Tudo isso faz a gente ser feliz.
01:59Eu sou muito feliz, não tenho nada que reclamar da minha vida.
02:01É, a gente sente essa alegria de vocês direto.
02:03Elas participam nas transmissões ao vivo no Fala Espírito Santo.
02:08E a gente recebe esse carinho, essa energia, até mesmo nas redes sociais.
02:12Imagina, então, conviver com essas duas maravilhosas.
02:15Estou esperando ela me levar pra ver meu filho que mora fora do Brasil.
02:19Ah, tá aí, ó, tá cobrando da filha levar pra visitar o filho que mora fora.
02:23Agora, doutor Iara, como que a gente pode se preparar pra chegar muito bem nessa idade
02:30e evitar se preocupar com aquilo que já passou, que a gente precisa agora focar mesmo
02:35na nossa qualidade de vida?
02:37Eu acho que a gente, observando essas três idosas,
02:40a gente consegue entender o que fazer, né?
02:43Assim, a partir de agora.
02:45Eu e você, quem tá ouvindo, quem tá assistindo a gente, né?
02:49Como se preparar, como ter reserva pra poder chegar onde elas chegaram, né?
02:54E assim, mais, né?
02:56Mais pra frente.
02:57A alimentação é fundamental.
02:59A alimentação é equilibrada, sem excessos.
03:02Rica em folhas, rica em vegetais, né?
03:06Grãos.
03:06A atividade física, se eu pudesse, assim, enumerar o item principal pra gente chegar ao 100.
03:12Atividade física.
03:13Doutora, quando você fala atividade física, quer dizer o quê?
03:17Tem muita gente que pensa assim, ah, será que só a caminhada já é o suficiente?
03:22Aí eu vou falar assim, como eu falo pros meus pacientes.
03:25Toda atividade física vai ser importante.
03:28Desde que você faça.
03:29Porque de nada eu adianto falar, vá para a academia se o idoso não gosta da academia.
03:34Então, a inicial, o que a gente vai começar a fazer?
03:37Posso fazer uma caminhada de 10 minutos?
03:39Então, a gente vai começar por ela.
03:41Mas o que é o ideal?
03:42O que é o indicado?
03:44Atividade física resistida.
03:46Então, é pezinho.
03:48Então, a gente vai orientar com o passar do tempo, a partir do momento que você já gostou da sua
03:52caminhada.
03:53Aí a gente vai começar a fazer atividades com pezinho, com alongamento, com flexibilidade.
03:59Então, academia é legal, pilates é legal.
04:02Mas tem gente que vai falar assim agora, ah, mas eu não gosto, como que eu vou encontrar felicidade nesse
04:06ambiente se eu não me identifico, por exemplo, na atividade física?
04:11É, tem gente que não gosta, por exemplo, da academia.
04:13E aí, como é que ela vai me fazer feliz?
04:15Mas existem locais onde tem uma menor quantidade de pessoas, tem ambientes onde estão pessoas da mesma idade, onde podem,
04:23por exemplo, as amigas ao mesmo tempo, para um pouquinho e conversa.
04:27Então, acho que a gente precisa, assim, de saber o que é que precisa.
04:31E aí a gente vai se moldando.
04:33A gente aprende que o idoso longevo é aquele que viveu bem, né, assim, se alimentou, fez atividade física, mas
04:42teve muita resiliência com a vida.
04:44Então, ele aprendeu a encontrar meios de viver bem frente às adversidades.
04:49Se a academia é uma adversidade, a gente tem que encontrar meios para que faça, mas que faça com prazer,
04:56porque isso também de nada adianta.
04:57É isso aí, tem que encontrar meios.
04:58De repente, juntar a turminha e todo mundo junto.
05:01Você talvez não gostou da academia, mas e do pilates?
05:04Será que você gosta mais?
05:05Vamos saber com a dona Maricilda o que mais a agradou nessa procura.
05:11Roberta, eu não faço atividade física nesse sentido, por causa do problema que eu tive e tenho, que é o
05:19sangramento no jejum, não pode fazer esforço.
05:22Certo.
05:23Faço uma caminhadinha leve, mas é isso que eu ia perguntar para ela, né?
05:27E quem não pode fazer, como é que faz?
05:29Você até então já falou que faz a caminhada leve.
05:33É isso que o cardiologista, amigo, até, né?
05:35Já tá ótimo.
05:37Porque eu faço transfusão de sangue, né?
05:40E agora já tá de 45 dias, eu comecei de 15, quer dizer, já é um passo que eu tô
05:46caminhando, né?
05:47Lógico, aí todas as vezes que a gente...
05:48Então, mas eu tenho vontade, no meu condomínio tem academia.
05:52Não, mas aí todas as vezes.
05:53Eu digo assim, tem piscina, tem academia, que eu poderia estar devagarzinho fazendo...
05:58Eu fazia antes, mas depois do infarto já complicou um pouco.
06:03O que é orientado na nossa atividade física?
06:05Ela vai ser sempre baseada em quem é o nosso paciente.
06:08Então, até que ponto ele consegue fazer, até que ponto vai ser benéfico para ele,
06:13ou não vai começar a trazer mais dificuldade na realização e acaba que ele não adere,
06:19se começa a ficar mais complicado.
06:20Então, todo idoso, ele vai pegar, a gente vai pegar todas as doenças que ele tem,
06:26tudo que ele trata, e aí a gente consegue organizar devagar,
06:30às vezes duas, três vezes na semana,
06:32algum deles podem fazer mais vezes por semana, e aí a gente vai organizando.
06:36Porque eu tô correndo atrás disso, porque no processo de médico, né, de exames,
06:42aí eu fiz agora os outros exames de cardiologista,
06:46vou levar o resultado pra ele, vai me indicar.
06:49Mas olha que interessante, a dona Bernadette tá contando tudo isso,
06:53e o que tá por trás desse comportamento?
06:55Ela está cuidando da saúde dela.
06:57Maricilda.
06:58Perdão, dona Maricilda.
07:00Então, tá cuidando da saúde dela, o que é muito importante.
07:04E você, dona Bernadette?
07:05Eu não tenho problema de saúde quase nenhum.
07:08Eu só tomo remédio de pressão, e tenho algumas hernias de disco, algumas.
07:14Consegue fazer alguma atividade?
07:16Consigo, caminho muito, faço muita caminhada.
07:20Fiz hidroginástica há um tempo, agora não tô fazendo.
07:22Mas faço caminhada, me sinto muito bem, faço alongamento.
07:26Isso que eu ia perguntar, qual é a sensação que isso trouxe pra sua vida,
07:30quando você passou, com certa frequência, a fazer atividade física?
07:34A caminhada, por exemplo, me faz muito bem.
07:36Eu gosto muito, eu caminho muito.
07:40Alguém caminha com a senhora?
07:42Mais amigas?
07:43Não, eu vou sozinha.
07:44Sozinha?
07:44Sozinha.
07:45Não gosto muito de...
07:46De ficar falando.
07:47Não, nem em lugar.
07:48Na hora da atividade física?
07:50Né?
07:51Em lugar assim que tem muita gente, na hidroginástica sempre tem mais gente,
07:54que agora eu não tô fazendo.
07:55Mas a maioria eu vou sozinha, levando cedinho, ó.
07:59Agora, doutor Iara, a reportagem da Tainara Ferreira trouxe pra gente um detalhe muito importante
08:04com a dona Dadinha.
08:05Ela não usa medicamento nenhum.
08:08É possível, né?
08:09Ter uma vida longeva assim, sem nenhum medicamento?
08:13Possível, é possível.
08:15E ela falou...
08:16Eu entendi que ela tem ainda vários irmãos, né?
08:18Ela tem muitos irmãos.
08:19Então, ela vem de uma família longeva, ela vem de uma genética,
08:23onde se permitiu ter todo mundo de forma longeva, né?
08:28Então, às vezes, isso é um ponto pra ela.
08:30Mas eu acho que pensando daqui pra frente,
08:33se a gente consegue organizar muito bem a nossa vida,
08:37e não só na saúde, na alimentação, na saúde física, né?
08:41Na alimentação, na atividade física, enfim.
08:43Mas a saúde mental também.
08:45Acho que a gente consegue chegar por muito tempo sem tomar medicação,
08:49se desde já a gente entende a importância de se cuidar, né?
08:55Em todos os domínios, né?
08:56Mas a importância de se cuidar e de prevenir doenças.
08:59De ter uma regularidade com avaliação médica, né?
09:03Avaliação de exames com uma forma regular,
09:05que assim a gente consegue detectar doenças antes de que elas já façam algum tipo de complicação.
09:10Prevenir que complicações por conta da idade cheguem.
09:14Acho que é um entendimento da necessidade de promover saúde,
09:19prevenir doenças desde nós jovens, adultas jovens.
09:24Desde já, né?
09:25Desde já, exatamente.
09:27Olha só, vou ler aqui alguns comentários agora.
09:29Olha aqui, Gilberto Marcelino fala,
09:31Dona Maricilda Borges está estável, exercendo um bom convívio de melhores atividades físicas.
09:37Tá aqui falando.
09:38Letícia Pimenta também participa.
09:39Ela diz que é uma virtude, gente, ver esses idosos com tanta vida.
09:45Ela tira pela avó dela, né?
09:47Que já teve câncer, já perdeu dois filhos no intervalo de mais ou menos quatro meses.
09:51E o quanto a avó dela é forte, tá?
09:55A Tereza Loureiro também fala,
09:56o importante é você se amar e querer se ver bem.
10:00Faço academia desde os meus 20 anos e continuo até hoje.
10:05Movimentar o corpo e a mente é vida.
10:07Tenho 70 anos.
10:09Olha que bacana.
10:10Agora, a doutora falou de uma palavrinha para tudo que você está fazendo em casa.
10:14Escuta essa palavra de novo.
10:17Prevenção.
10:17Aí, às vezes, os filhos, o marido ou a esposa querem falar assim,
10:21vamos marcar um exame, amor.
10:22Vamos lá ver como é que está.
10:24E aí, às vezes, ó, vai só fugindo, só fugindo.
10:27Como é que vocês se comportam?
10:29É assim também?
10:30Mas quem foge é você ou é o maridão?
10:32É o maridão.
10:33O maridão que foge.
10:34E você quer marcar o acompanhamento, a prevenção.
10:36Eu falo com ele, é vista, é o coração, é tudo.
10:40Só porque não toma remédio não tem problema.
10:43Acho que não precisa, precisa.
10:44Tem uma dorzinha aqui, uma coisa, né?
10:47Mas não tem jeito, não.
10:49E você, dona Bernadette?
10:50Não vai, não vai, não vai, não vai.
10:53Eu marco, ele desmarca, ele inventa que vai trabalhar, mas ele não vai.
10:58Ah, e fica difícil, né?
11:00Eu gosto do médico, gosto de fazer essa prevenção.
11:02Prevenção, tô me cuidando mais agora com sal, açúcar, o que eu vou comer agora é o meu.
11:11Tô, pondera.
11:13Como que a família pode, pra gente finalizar esse assunto, como que a família pode se ajudar
11:19nesse processo de convencimento ao pai, a mãe, o avô, a avó, aí fazer essa prevenção?
11:23Bom, eu acho que é uma cultura da família, talvez, né?
11:28De ter filhos que às vezes vão e falam, olha, fui no médico, já tô começando a fazer tal atividade,
11:35ouvi na reportagem isso e isso, conversar sobre saúde, conversar sobre promoção e prevenção.
11:43E sobre os benefícios, porque por vezes a gente, aí a gente pode falar assim, lembra de fulano e tal,
11:50poxa, a vida não se cuidou tão bem, agora não tá muito bem, dá alguns exemplos positivos e negativos, né?
11:57Da não prevenção ou da prevenção.
11:59Acho que conversa dentro de casa é extremamente importante, extremamente necessário.
12:04E para o paciente idoso também, o conviver dentro de casa, o que conversar, o que viver no dia a
12:12dia é fundamental.
12:13Perfeito, obrigada, doutora.
12:14Última coisa, você percebeu que as três são extremamente com bom humor?
12:19Total.
12:19Tenho um super bom humor?
12:20Total.
12:21Então é de fundamental importância para a gente chegar ao 100, muito bom humor.
12:26Meu pai morreu com 93.
12:27É isso aí, alegria, alegria então, viu minha gente?
12:29Obrigada, doutora Yara.
12:31Tchau, um prazer.
12:31Obrigada, dona Bernadette.
12:32Obrigada você.
12:32Continua com essa alegria também.
12:34E dona Maricilda Borges também, ó.
12:35Um beijo na família, viu?
12:38Que vem os 100 anos, hein?
12:39Que vem os 100 anos.
12:40Obrigada.
12:40Obrigada.