- há 4 semanas
Viver de bem com o corpo e a mente ajuda na longevidade
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NotíciasTranscrição
00:00Tem um assunto aí que tá bombando nas redes sociais, em todos os sites, que é o quê?
00:04É a vida amorosa da atriz Zezé Mota.
00:08Aos 79 anos, a Zezé assumiu um namoro e tá aí, ó, feliz da vida.
00:15Nas redes sociais, a atriz publicou um texto refletindo sobre o etarismo.
00:20Zezé disse o seguinte, abre aspas,
00:23Outro dia eu li que estou próxima de ficar octogenária.
00:27Na hora eu parei, levei um susto, eu sou de um tempo em que não tinha esse lance de terceira
00:33idade.
00:33A pessoa ficava idosa e esquecida mesmo.
00:37Não imaginei que estaria nessa idade tão presente em cena, tão viva.
00:42Tem gente que fica assim, nossa, você tem namorado?
00:46Eu falo, lógico, eu não tô morta.
00:48Eu faço ginástica com personal, caminho, me cuido e tá tudo tranquilo, fecha aspas.
00:55A Zezé, tá mais que certa.
00:59Namorar na terceira idade, qualquer idade, faz bem pra saúde.
01:03É isso, é comprovado.
01:05Vamos bater um papo então?
01:06É o seu caso, conhece alguém?
01:08Participa com a gente aqui do nosso estúdio.
01:10Eu recebo a geriatra, a doutora Yara Nipes.
01:13Muito obrigada, boa tarde, doutora.
01:15Gente, a gente também recebe aqui a dona filhinha.
01:18Beijo, filhinha, seja bem-vinda.
01:21E a dona Rose, maravilhosa, que inclusive é DJ, tá sempre na pista.
01:26Tá na pista, Rose?
01:27Tá na pista solteira?
01:29Sim.
01:31Sou divorciada há 35 anos.
01:3335 anos.
01:35E você, filhinha, também tá na pista?
01:37Divorciada há mais de 40 anos.
01:39Tô na pista.
01:39Tá na pista.
01:41E vem cá, se rolar um flerte, um romance...
01:46Tudo de bom.
01:47Tudo de bom.
01:47Ó, já respondeu tudo.
01:49Tudo de bom.
01:50Que sentimento que isso te traz?
01:52Assim, quais são as boas sensações que quando você tá ali, iniciando um romance com uma pessoa,
01:58o que que isso traz de benefício pra sua vida?
02:00Muito bom.
02:01Bom pra cabeça, coração, pra tudo, sabe?
02:04Eu se sinto mais jovem.
02:06Eu tenho 82 anos e um papo firme aí com alguém e vai, ó...
02:13É?
02:14Teve algum namorado recente?
02:16Já tive, já tive.
02:16É, teve?
02:17Durou quanto tempo?
02:18Namorado?
02:19Dois anos.
02:19Dois anos.
02:20E sempre eu que termino.
02:21Eles querem fazer hora, aí começam a fazer hora, né?
02:25A gente tem que mandar andar, gente.
02:26Olha isso, decidida ainda, viu?
02:28Sim, meu casamento também foi assim.
02:30Também.
02:31Decidi, eu que decidi.
02:32Você não brinca em cena, né?
02:33Não, não, não.
02:34E pra você, Rose, qual é a sensação de arrumar um romance, de estar se envolvendo
02:41com alguém na terceira idade?
02:43Sim, pra mim, eu acho legal, né?
02:46Mesmo porque a pessoa é muito sozinha, né?
02:49Muito chato.
02:50Mas também tem o lado da liberdade, né?
02:54Eu não me vejo, assim, em casa, cuidando de marido, cuidando de faz isso, faz aquilo.
03:02Eu não me vejo essa mulher de novo.
03:04Porque eu fiquei 24 anos casada, né?
03:07Então, tive meus filhos, criei, tenho meus netos.
03:11Faço festa?
03:12Faço.
03:13Mas eu me vejo, assim, eu quero viajar?
03:15Não tem ninguém que me impede.
03:17Vamos pra discussão?
03:18Vamos passar o carnaval?
03:19Vamos, entendeu?
03:20Vamos passar o carnaval?
03:22Sim, eu viajo, o Réveillon eu viajo, o Carnaval eu viajo, Natal eu fico em família, né?
03:30Mas eu sempre viajei muito.
03:31Agora eu parei um pouquinho porque eu me tornei uma DJ e eu tenho muito, assim, convite pra
03:37tocar, né?
03:38Tá sendo disputada também os eventos, né?
03:43Sim.
03:43Então, faz o seguinte, guarda o abraço pro finalzinho, que a gente vai sim abrir o espaço
03:46pro abraço.
03:47Deixa eu só dar uma boa tarde também aqui pra doutora Yara e pedir pra ela explicar pra
03:52gente que não tem idade pra amar e, independentemente da fase da vida, amar é muito bom, doutora?
04:00Boa tarde.
04:01Boa tarde, com certeza.
04:03O que a gente prega, né, na geriatria, o que a gente prega pros nossos idosos é que
04:10eles tenham independência e autonomia.
04:13Independência pra tudo, autonomia pra tudo, pra decidir qual é o melhor momento, por exemplo,
04:19de se relacionar com uma outra pessoa, qual é o melhor momento de amar novamente, né?
04:25E isso é um tema que, por vezes, é tratado com muito tabu.
04:30E acaba que a gente cai num problema que a gente chama de etarismo, que a Zezé Mota,
04:37ela tenta super, assim, combater, que é aquele preconceito à pessoa idosa, como se ela
04:42não tivesse mais a possibilidade de algumas coisas, sendo que ela tem a total possibilidade
04:49de ser DJ, de amar novamente, de ir pra festa, encontrar uma pessoa pra conversar, né?
04:57De ir pro carnaval, pro revê.
04:58De ir pro carnaval, lógico.
05:00De ir pro forró.
05:00Gosta do forró também?
05:02Qual é o seu ritmo preferido?
05:04É mais...
05:05É mais o quê?
05:06Chegadinha.
05:07É mais chegadinha?
05:08Qual é o ritmo?
05:09É valsa.
05:09A valsa?
05:10É.
05:11Até tango também, dependendo da pessoa.
05:13Mexe com a dona filhinha.
05:15Muito bom.
05:16Agora, quais são os benefícios do amor, se tratando aí da terceira idade?
05:24Eu penso assim, que a gente também prega muito que a pessoa idosa, ela tem que ter propósitos.
05:30Propósitos pra vida, né?
05:31E um amor é um propósito.
05:34É um motivo ao acordar.
05:37A pessoa que ama, ela tem a vontade de sair, de se divertir, de estabelecer vínculos,
05:41que é outra coisa que a gente prega pro idoso.
05:44Tenha vínculos.
05:46É a possibilidade de sair, de conhecer novas pessoas, conhecer ambientes.
05:51Vai pra festa e acaba fazendo uma atividade física, né?
05:55Então, ter bons sentimentos, né?
05:58Ter vontade de se cuidar mais, de cuidar mais das suas doenças, por exemplo.
06:03A companhia também.
06:03A companhia.
06:04Só existe benefício.
06:06Agora, você disse uma palavra muito forte, doutora.
06:09Existe o tabu.
06:10E a gente sabe que é verdade e, às vezes, esse tabu até mesmo acontece dentro da família.
06:15Por exemplo, você, a senhora, você ou senhora, doutora filhinha?
06:18Você.
06:19Você, tá?
06:20Eu também me sinto nessa liberdade.
06:22Você, quando teve um namorado, a família se comportou de que forma?
06:27Apoiou?
06:28Minha família?
06:28É.
06:29Apoiou ou achou ruim?
06:31Apoiaram.
06:32Apoiaram.
06:32Não acharam ruim, não, né?
06:33Mamãe, que homem é esse?
06:34Não, não.
06:35Não teve essa história, não?
06:36Não, não.
06:36Não?
06:37Não, não.
06:37Mas e a vizinhança, os amigos?
06:40Qual foi o comportamento?
06:41Ouço não as pessoas, não, sabe?
06:42Ouço mais eu.
06:44Gostei dela.
06:45A dona filhinha é decidida de personalidade.
06:47E você, Rose, quando arruma uma namorada?
06:49Eu vou pela voz do coração, né?
06:52Eu sei o que é bom pra mim e eu sei o que não é.
06:55Às vezes até me simpatizo com a pessoa, tento manter, mas aí logo em seguida eu vejo que
07:02eu sou muito observadora.
07:04Eu observo, sabe?
07:06Você sabe quando a pessoa tá se aproximando por interesse, oportunidade e quando realmente
07:14ela está gostando de você.
07:15Você já percebeu isso?
07:16Você já identificou algum relacionamento que a pessoa tava interessada em outras pessoas?
07:21Parece um raio-x na minha cabeça, eu vejo na hora.
07:25Você acredita que a maturidade, a experiência te deu esse filtro a mais, mas com um olhar
07:33mais crítico sobre esse assunto?
07:36Foi também, sabe o que acontece, Roberta?
07:41As pessoas que eu tive, o relacionamento, depois do divórcio, que me mostrou isso.
07:47No início é tudo mil flores, maravilha.
07:51Daqui a pouco a pessoa tá querendo ser dona de mim.
07:55Mas não é mesmo.
07:56É assim, dona filhinha?
07:58É assim que eles...
07:58É, eu tive um namorado...
08:00Uma ciumeira, uma ciumeira da nada.
08:03Eu tive um namorado de três anos.
08:06Inclusive, ele é DJ, ele que me incentivou.
08:10Quando eu fiquei no auge, ele queria dar contra.
08:16Falei, não, não, eu vou seguir.
08:20Vou, o meu sonho era sempre ser uma pessoa assim, tocar, eu ficava assim, observando tudo.
08:27Mas um dia, sempre eu falei, um dia, eu não vou mexer nesse tocadisco.
08:31E em relação ao tabu com a família, com os amigos?
08:36Não, meus filhos são muito...
08:37Você enfrentou algum preconceito?
08:39Não.
08:39Não teve isso?
08:40Não, meus filhos, eles não...
08:42Não teve aquela pergunta, mamãe, quem é esse nome?
08:45Não, observam bem.
08:49Tá afim mesmo?
08:51Tá apaixonada, hein?
08:53Porque eu sou a Ariana, né?
08:56Ariana se entrega de corpo e alma, né?
08:59Aí eu já fico logo, não vai se apaixonar não, hein?
09:02Só namora.
09:04Ele lá e você cá.
09:05A família querendo controlar um pouquinho.
09:07Tá vendo, doutora?
09:09Porque às vezes...
09:10Mas eu nunca deixei eles interferir no meu relacionamento.
09:13A gente sabe que existe o preconceito em relação à idade, né?
09:17Ainda mais quando tem uma diferença de idade.
09:20Existe o preconceito da família de saber quem é essa pessoa estranha,
09:23tá querendo tomar o lugar do papai, será?
09:26Ou da mamãe, né?
09:28Tem sempre esse comentário.
09:30Como que se deve comportar diante dessas situações?
09:33Eu imagino, né?
09:35E o que eu converso com meus pacientes é que a dinâmica familiar vai fazer toda a diferença.
09:40Qual o perfil de dinâmica familiar?
09:42Qual o perfil de conversa que existe nessa casa?
09:45O perfil de diálogo que existe nessa casa?
09:48Porque isso é extremamente importante.
09:50Às vezes é uma casa muito aberta a diálogo.
09:53E aí é o momento da pessoa falar, conheci alguém, é uma pessoa que eu gosto.
09:59E quando eu olho pelo lado do familiar, talvez o que ele tenha é um cuidado em excesso.
10:07É uma necessidade de garantir que meu pai, minha mãe, que seja, está em segurança, né?
10:13E é isso que eu acho que a gente precisa de colocar no meio dessa conversa, desse diálogo, né?
10:20Os limites.
10:22Até que momento é proteção e até que momento eles estão invadindo?
10:25Exatamente.
10:26É proteção, é cuidado, é segurança.
10:29Até onde vai o seu limite, até onde vai o limite da família, né?
10:33Você sempre se impôs nesses anúncios, olha, estou conhecendo uma pessoa bacana, estou namorando.
10:40E aí se a família fala, quem é, mamãe, você se impõe, Rose?
10:44Às vezes até eu fico caladinha, sabe?
10:47Fico meio espaqueradinha por fora.
10:50Não falo não.
10:51Fica só em você.
10:51Aí quando eu vejo que está ficando séria, eu falo, ai, estou gostando de uma pessoa.
10:56Ai, quem é?
10:57Aí eu falo.
10:59Mas nunca mesmo assim eles não...
11:02A minha filha mais velha, ela é muito assim...
11:06Ela tem um cuidado comigo.
11:09Protetora.
11:09Adriana, é.
11:11Aquele cuidado assim, ela fica...
11:13Falei, menina, deixa eu viver minha vida, eu sei.
11:17Eu já sou adulta o suficiente para me defender.
11:21Seus filhos também agem dessa forma?
11:23Eles não moram comigo, moram fora.
11:25Mas liga e querem saber, fica tentando monitorar a sua vida ou não?
11:28Não, não se preocupa não.
11:28Deixa livre.
11:29Não, eles sabem como eu sou, então eles deixam comigo a conta.
11:35E aí quando você, por um acaso, se frustra com o amor, com alguém que você estava se envolvendo,
11:41com o que você desabafa?
11:43Comigo mesmo.
11:43É?
11:44Não, na filhinha, é sensacional.
11:47Tô diferente.
11:47Ela é sensacional.
11:49É suficiente.
11:51Agora, o que a gente percebe das duas, Yara, é que a maturidade, a experiência da vida,
11:59faz com que elas não aceitem qualquer situação e estejam bem decididas se tá afim ou se não tá afim.
12:05E isso é importante também nessa fase da vida, né?
12:08Com certeza.
12:09É a preservação da autonomia.
12:13Uma coisa que eu só queria falar pra todo mundo que tá ouvindo, o manter o vínculo, o estabelecer a
12:20sexualidade do idoso,
12:22entenda a sexualidade com todo tipo de envolvimento entre pessoas, de relacionamento, de afeto, carinho, ternura, enfim.
12:31Ele é extremamente importante, necessário.
12:34A gente prega o vínculo, a gente prega o propósito, mas ele também tem que ser seguro.
12:40Assim como a gente orienta todas as idades, os relacionamentos também devem ser seguros.
12:49Recentemente, saiu algo a respeito de que na população idosa, a quantidade de pessoas vivendo com HIV dobrou nos últimos
12:5810 anos.
13:00Porque a gente esquece dessa parte segura dos relacionamentos, né?
13:04É verdade.
13:05Então, vamos chamar atenção, passar uma caneta marca texto aí, né?
13:08Então, a gente precisa de passar uma caneta marca texto sobre a necessidade de segurança, inclusive na terceira idade.
13:14A necessidade dos profissionais de saúde conversarem a respeito disso, em pensarem sobre isso, né?
13:23Com seus pacientes.
13:24Obrigada.
13:25Para que seja seguro, né?
13:27E saudável.
13:28Saudável, feliz.
13:29Tá certo.
13:30Obrigada, doutora Yara.
13:31Um beijo para a sua equipe.
13:33Então, Rose, fala beijo, equipe!
13:34Mandar um abraço aqui para a equipe Batidão do Vinil, que eu sou integrante dessa equipe.
13:40Jeffs, Luziene.
13:42Arrasou!
13:42Um abraço para a equipe Vinil Fest, Nenenzinho e a Pop Mickey, Flávio Nunes.
13:49Arrasou!
13:50E quero falar também, galera, o Baile dos Sonhos vai agora dia 18 de novembro, com 11 artistas internacionais na
13:58Matrix.
14:00Vocês irem lá comprar o ingresso.
14:01Tá, Jô.
14:02E a Ana vai correndo que tá acabando os ingressos.
14:05Obrigada, minha filha.
14:05Flávio Nunes, um beijo, um abraço a você e Paula Pinto.
14:08Eu amo carnaval.
14:09Aí, ó, amo carnaval, é da festa também.
14:12Eu sou da festa.
14:12Bate aqui, então.
14:13Então, desfilei, o ano passado, seis escolas de Baiana, esse ano, cinco escolas aqui em Vitória e uma em Guriri,
14:20onde a minha irmã mora.
14:21Isso é vida, isso é vida, gente!
14:23Já fiz aqui, participei agora da Mini.
14:25Eu também desfilei na Moodle.
14:26Mini, o carnaval que teve agora.
14:27Sei que teve agora, semana passada.
14:29Então, tava lá na Piedade.
14:30Isso é vitalidade.
14:31Ó, e a gente vai seguir o programa agora com esse clima.
14:34Obrigada.