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  • há 3 semanas
O índice de obesidade entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos cresceu quase 90% em apenas um ano. A pesquisa indica uma série de fatores que podem contribuir para a situação. A psicóloga Satina Pimenta, a nutricionista Bruna Resende e a mãe Cris Pratti conversam sobre os desafios e as saídas para essa situação.

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Transcrição
00:00Tem um assunto que muito nos preocupa, você que é pai, você que é mãe, vovô e vovó também,
00:05precisa ficar atento porque o índice de obesidade entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos
00:12cresceu cerca de 90% em apenas um ano.
00:18Dados de um estudo feito por uma universidade mostram que entre 2022 e 2023
00:24o índice de jovens obesos saltou de 9% para 17,1% no país.
00:33Em números absolutos, são 2,97 milhões de jovens obesos aqui no país, minha gente.
00:40A pesquisa indica uma série de fatores que podem ter contribuído para o quadro,
00:46como o baixo consumo de frutas e verduras, pouca atividade física, pouca prática da atividade física,
00:53o tempo exagerado no uso de telas como celulares, televisão.
00:59E aí a gente se pergunta, né, você aí de casa passa por esse problema com o seu filho, com
01:04o seu neto?
01:05Vamos bater um papo sobre esse assunto aqui no nosso estúdio?
01:08Vem cá, que a gente está com um timaço aqui, viu?
01:10A psicóloga Satina Pimenta, obrigada.
01:13Boa tarde, obrigada pela sua participação.
01:16Bruna Rezende, a famosa nutrié, nutricionista, que vai dar dicas para a gente.
01:21Ó, tudo dica prática, tá bom?
01:23Para a gente fazer para os nossos filhos, coisa fácil, rápida.
01:27E a Cris Prat, obrigada Cris pela sua participação, seja bem-vinda.
01:31Eu te agradeço.
01:31Ela também se enquadra nessa situação aí com o filho adolescente, né Cris?
01:36Conta para a gente.
01:38Então, eu tenho o Davi que tem 15 anos e a gente, na verdade, na nossa genética já tem obesidade.
01:45Então, a gente já tem essa luta já há muito tempo.
01:48Eu, adolescente, também tinha.
01:50Eu sou bariátrica, então, a gente tem essa preocupação.
01:54E ele, na época de prova, ele come igual um leão.
01:58Ele ataca tudo, quer comer, quer comer.
02:00Então, a gente fica sempre controlando, vigiando o tempo todo.
02:04E ele mesmo, depois ele, acho que de tanta gente falar, da gente já ter essa preocupação,
02:10ó, você se controla, ele vai, joga bola, ele tenta também extravasar de outra forma.
02:15Mas a ansiedade, realmente, perturba bastante nessa fase.
02:19Ele usa muito isso daqui, mãe?
02:21Sim, se deixar, o dia inteiro.
02:23Mas aqui, ó, celular, é.
02:25Celular, computador, se deixar, é o dia inteiro.
02:27Mas eu fico vigiando, eu escondo, eu pego, eu tomo.
02:30Porque a gente tem que ser meio que general, né?
02:31Porque senão, não funciona.
02:34A Sátima está ali concordando.
02:37E é interessante a gente associar as três coisas, porque é tudo consequência uma da outra, né?
02:42O sedentarismo, a falta de atividade física, a obesidade, a ansiedade.
02:50Uma coisa vai gerando a outra, Sátima?
02:52Vai sim, vai sim.
02:53É, boa tarde de novo, né?
02:54Boa tarde.
02:55Bom, a gente tem uma lógica que o nosso corpo e a nossa mente, ela não está separada.
03:00Então, se a nossa mente grita, o nosso corpo reverbera.
03:04Então, quando a gente está ansioso, eu, inclusive, eu adoro um doce.
03:09Gente, é uma coisa que você falou dela ali.
03:10Já falou, olhando para mim.
03:13A Dina Nutri.
03:14É, mas eu adoro um doce.
03:16Quando eu estou ansiosa, vou fazer alguma coisa que eu não estou acostumada,
03:19vou fazer uma prova ou vou fazer algo que eu não estou acostumada.
03:23E que me gera ansiedade, eu como.
03:26Eu, literalmente, busco o doce, eu não busco outra coisa.
03:28Então, a nossa cabeça, ela vai se movimentar e vai gerar na gente desejos, vontades que vão ser alimentados pelo
03:38corpo.
03:38E aí, ela vai falar bem melhor do que eu, que com o tempo, o nosso cérebro, pela sua plasticidade,
03:43ela vai acostumar.
03:45Então, todas as vezes que eu estou ansiosa, eu busco o doce.
03:50Eu preciso reformular o meu cérebro, eu preciso...
03:55É como se a gente fosse fazer um reajuste mesmo.
03:58Será que é o doce?
03:59E se eu fosse diabética, o que que ia acontecer?
04:01Ou se eu me tornasse diabética?
04:03Tem uns que vão para o lado do carboidrato.
04:03Como é que eu vou fazer isso?
04:05Tem uns que vão para o doce, outros para o lado do carboidrato.
04:07Cada um compensa de uma forma, Bruna?
04:09É, vai para alimentos palatáveis, né?
04:11Então, você não está ansioso, não vai pegar e comer uma bacia de alface.
04:15Sabe, comer algo que é prazeroso ali, que vai te dar essa sensação de prazer, né?
04:20E aí, que é o momento de procurar outras coisas que vão deixar você também ter essa
04:26sensação de prazer, liberar a serotonina também, né?
04:28Como a atividade física, por exemplo.
04:31É uma válvula de escape para muita gente.
04:33Muita gente fala, nossa, eu uso...
04:35É minha terapia diária, né?
04:36É atividade física também.
04:38Agora, assim como uma coisa está atrelada à outra para causar isso, também para desfazer,
04:44também uma coisa vai ajudando a outra.
04:47E aí, eu me pergunto assim, eu paro para pensar nesse jovem dessa geração do quarto,
04:52que só quer saber de celular, que quase não brinca, que quase não interage, não tem
04:59uma interação social.
05:01Esses dias, gente, eu fiquei assustada.
05:02Eu fui a um aniversário de uma adolescente, tinham cinco adolescentes no celular.
05:09Eles não estavam interagindo entre eles.
05:12Se eles não interagem entre eles, nem naquele momento de festa, quem dirá descer para brincar?
05:16Quem dirá descer para fazer uma atividade física?
05:19Como que os pais, Sátina, como que a gente pode estimular os nossos jovens?
05:25Não me matem, eu vou falar.
05:28A culpa é nossa, Veto.
05:31Não é deles.
05:32Se eu dentro de casa, eu cheguei do meu trabalho, entrei, peguei o celular e sentei na mesa para
05:37jantar e não dei atenção para minha família.
05:40Se eu tenho aquilo como um objeto que é quase uma extensão de mim, por que o dele não vai
05:46ser?
05:46Nós somos espelhos, somos exemplos.
05:49Se a gente dá o exemplo da atividade física, da alimentação correta, do celular, eles também
05:57vão ser exemplos.
05:58Só que a gente teve uma piora muito grande em relação às telas por causa da pandemia.
06:02A pandemia trouxe para a gente uma forma de se relacionar direcionada à tela.
06:08Então, é aqui que a gente vai se relacionar agora.
06:10E ficamos durante muito tempo com isso, tanto nós, adultos, quanto eles, crianças ou adolescentes.
06:16E tirar isso, mudar isso, é um trabalho que tem que ser feito de maneira conjunta.
06:23Entende?
06:24Então, de forma prática.
06:26Primeiro, vamos mudar a gente, né?
06:27Já que a gente é exemplo, vamos mudar a nós.
06:30Chegou dentro de casa, deixa o celular, larga o celular, vamos ver o filme.
06:35Vamos fazer, sei lá, uma comidinha gostosa juntos.
06:41Vamos fazer uma outra coisa que não tenha a ver com esse sedentarismo.
06:46Chegou no final, ah, trabalho muito.
06:48Eu, por exemplo, eu sou professora de faculdade.
06:51Eu chego em casa às 10h40 da noite.
06:54E aí, como é que você arruma gás para...
06:57Durante a semana, tem gás nenhum, não.
06:59Não tem gás?
07:00Não tem durante a semana.
07:01Mas, sinal de semana, eu tenho que trazer isso para dentro da minha relação familiar.
07:06Então, a gente vai para um parque, vai, os parques, um monte de graça.
07:10Vamos fazer um piquenique no parque, vamos passar ali no supermercado, comprar mais frutos.
07:15Vamos fazer uma...
07:16Vamos fazer algo que saia daquele núcleo.
07:20Se os adolescentes de 15 anos, os jovens de 18, 19 anos, se eles querem isso, como que a gente
07:27estimula eles quererem?
07:29Pergunta eles.
07:30É difícil, né, mãe?
07:30Difícil.
07:31Se você oferecer um piquenique para o seu filho, ele vai aceitar?
07:34Ah, só se for algum amigo da mesma idade, assim, ainda é difícil, porque o amigo, eles não têm mais
07:41esse negócio de parque.
07:43É difícil estimular, mas a gente tem que insistir, né?
07:45Tentar.
07:46Mas tem outras atividades que podem ser realizadas.
07:48E é principal, e a gente já conversou um pouco sobre isso aqui, é ouvir.
07:52O que você gostaria de fazer fora daqui?
07:55Você quer que a gente chame algum colega?
07:57Você gostaria de conhecer alguma coisa?
07:59Tem alguma atividade que você acha que está sendo muito legal, que está acontecendo?
08:03Ah, mãe, não tem.
08:04Ah, vamos procurar junto, então, para ver se tem?
08:07Porque, se não, a gente vai acabar sempre trazendo um empecilho para fazer aquilo que é bom para todo mundo.
08:15O adolescente dentro de um quarto, na frente de um computador, gera mais problema do que a gente imagina,
08:21porque a gente não sabe com quem ele está, a gente não sabe com quem ele está falando,
08:25a gente não sabe com quem ele está, o que ele está fazendo.
08:28Daqui a pouco a gente se assusta com a nossa criança, o nosso adolescente, porque vai ser criança sempre, né,
08:32mãe?
08:32Vai ser criança sempre.
08:34De uma forma que a gente não quer.
08:37Pergunta para ele, vamos conversar, gente.
08:39Larga o celular em cima da mesa, quando você chegar de casa, pede para todo mundo na hora do almoço.
08:43Vamos conversar, o que tem de legal?
08:45Vamos lá, vamos pensar juntos.
08:47O que a gente vai fazer esse final de semana?
08:49E aí, quando geralmente fica dentro do quarto, naquela ansiedade, só usando a tela, ou o computador, o celular,
08:57seja lá o que for, então, na televisão, geralmente a comida é o que, Bruna?
09:03Está associada.
09:04Está associada.
09:04Está associada a isso, né?
09:07E o que ela falou, eu sempre falo muito em consultório, dessa questão do, é culpa dos pais.
09:14A alimentação é a mesma coisa.
09:16Quem compra o biscoito recheado para dentro de casa?
09:20Quem compra os chips?
09:21Quem que está comprando?
09:22A criança, o adolescente?
09:24Ele não tem autonomia de ir lá e comprar a sua própria comida.
09:27Então, se ele está comendo algo assim, hiperprocessado e tudo mais, é porque os pais compram.
09:34Então, começa lá na base, né?
09:35Então, é inclusive muito cuidado quando eu levo as crianças, esses jovens também, para o supermercado.
09:39É isso aí.
09:40Então, assim, tem que, começa por aí, começa do supermercado, né?
09:44E aí, ali, falando na questão prática, né?
09:48Trocar os alimentos.
09:50Ao invés de ser um biscoito recheado, coloca um pão com ovo.
09:54Eu sempre falo aqui que o pão com ovo, ele é básico, né?
09:57Pão com ovo, todo mundo tem, todo brasileiro gosta.
09:59Então, não comer o carboidrato puro, porque ele não vai gerar saciedade.
10:04E aí, aquela criança que ele é adolescente, até nós, até os adultos, vai continuar comendo, vai continuar comendo, beliscando.
10:09Quando você coloca algo que vai gerar saciedade, que é esse ovo, um queijo, alguma coisa, já dá uma segurada
10:15melhor, né?
10:16Agora, vamos pensar na mãe que trabalha e chega em casa 8, 9 horas da noite.
10:18Como é que ela faz com o suco?
10:20É, o suco, não tem jeito, gente.
10:23O suco de caixinha é açúcar, né?
10:25É igual um refrigerante, não tem como.
10:27O suco, ele tem que ser um suco natural, de fato.
10:31Aí, dá pra substituir, exemplo, ao invés da criança ficar tomando ali um leite com achocolatado, né?
10:38Toma um iogurte, coloca outra coisa, coloca, ao invés de ficar dando miojo, né?
10:45Dá um pãozinho, dá outros tipos de alimento que são práticos também, porque em 5 minutos a gente faz um
10:52ovo, né?
10:53A gente não pode ter preguiça, que às vezes, é claro que o cansaço está sempre vencendo a gente, mas
10:59a gente está falando da educação dos nossos filhos, a gente precisa ir além de nós também, né?
11:04Isso tem que ser uma prioridade.
11:05A alimentação da casa tem que ser tratada como uma prioridade pra, de fato, ter resultado, né?
11:10Da saúde mesmo.
11:12E Cris, o que você tem feito, já que você identificou que seu filho de vez em quando fica ansioso,
11:17que de vez em quando ele come mais, que de vez em quando ele fica, de vez em sempre, se
11:21deixar, ele fica no celular?
11:23Então, assim, uma estratégia que eu uso, porque ele gosta muito de futebol, inclusive ele faz futebol, ele faz parte
11:30do time de futebol da escola.
11:32Então, como ele gosta muito de futebol, o que eu faço?
11:35Ele chega, eu fiz a rotina dele, ele tem a rotina, o horário que eu chego da escola, o que
11:40ele tem que fazer, inclusive tarefas de casa também eu incluí na rotina dele.
11:45E eu recolho o celular.
11:47Aí ele, tipo assim, ele fica sem, né? Estudou, fez o que tinha que fazer.
11:51Aí eu falo, vai jogar bola então, chama alguém.
11:53Aí ele vai, ele vai pra quadra lá perto de casa.
11:57Às vezes ele nem sabe com quem tá lá, mas ele joga.
12:00É também por limites, né?
12:02É, porque se não, porque se a gente deixar, a gente tem as nossas obrigações, as nossas fazendas, mas é
12:06aquela questão, né?
12:08É a vida dos nossos filhos que estão em jogo.
12:10Então, se eu deixar pra lá, ele vai ficar, ele fica.
12:13A gente já fez até aquele cálculo de horas, ele já ficou até oito horas no celular.
12:18Olha isso.
12:19Olha isso, gente, aqui no nosso Facebook, tá dando o que falar.
12:22Muito obrigada pela participação de vocês.
12:24A Tereza fala, Roberta, boa tarde.
12:27Meu filho Lázaro tem 13 anos, pesa 93 quilos.
12:31Ela quer saber, é normal isso?
12:33Ele não sai do celular só quando vai pra escola, que aí ele não leva.
12:37Olha só que ponto que chega, né?
12:39Também tem um comentário aqui do Joani Roberto, ele fala,
12:42eu sou obeso, trabalho à noite, a ansiedade me faz comer a noite inteira.
12:46Não curto comer doce e não me sinto bem com um alimento com frutas.
12:51O que eu devo fazer pra passar a ansiedade durante um serviço, Bruna?
12:54É, quem trabalha à noite é complicado mesmo, né?
12:58Geralmente tem essa questão da vontade de comer ali à noite.
13:02E aí você tem que levar um lanchinho, né?
13:04Já que é, não, algo doce geralmente é prático, né?
13:07A questão da fruta, do iogurte.
13:09Mas já que você não gosta tanto de um doce, é levar coisas salgadas também.
13:14Ao invés de comer um biscoito puro, leva um biscoitinho com requeijão,
13:20leva um sanduichinho, faz uns sanduíches naturais com patêzinho de frango,
13:25com creme de ricota, algo assim.
13:27Ele estabeleceu o horário pra comer também é importante?
13:30Estabelecer o horário, sim.
13:31Porque ele para de beliscar.
13:33É isso aí, tem que colocar...
13:3510 horas dá pra eu comer aqui no serviço, né?
13:37Vamos dizer.
13:40Para, senta, presta atenção no que tá comendo, faz a refeição com calma,
13:45porque isso é um outro agravante, né?
13:48Nós temos os hábitos, e isso passa pras crianças, de comer mexendo no celular.
13:52Comer sem mastigar, né?
13:54Não presta atenção.
13:55Não tá nem mastigando, já tá engolindo.
13:56E aí você não presta atenção.
13:57Eles não sentem nem mais o gosto das coisas, gente.
13:59E é aí que a gente já não sabe se...
14:02Já misturou tudo, né?
14:04O comportamento da alimentação com a psicologia, a gente já tá ficando ansioso,
14:07a ansiedade tá fazendo comer mais ainda.
14:09E olha, quando a gente come...
14:10Come em pé, come andando...
14:12E como a gente não consegue parar pra pensar naquilo dali que a gente tá fazendo,
14:16é como tá...
14:16É como...
14:17E é desse jeito que me parece que a gente não fez.
14:20É.
14:21Então eu comi.
14:22É todo automático, né?
14:22Eu comi, entendeu?
14:24Minha fome foi, mas eu não me insaciei.
14:25Ah, isso mesmo.
14:26Aí eu vou lá e busco outra coisa, outra coisa.
14:28Aí...
14:28Porque eu não percebo o que eu tô fazendo.
14:30Nesse ciclo, né?
14:31Vai nesse ciclo.
14:32Então assim, sentar, prestar atenção no que tá comendo, sair do celular, da televisão,
14:39mastigar com calma pra de fato ter essa digestão, gerar saciedade.
14:45Quando você também come rápido, isso também faz engordar.
14:50Você engorda com isso.
14:52Então, também auxilia pra emagrecer esse comer devagar, comer com calma.
14:57Prestar atenção no que está comendo.
14:59Focar ali.
15:00Senta todo mundo, né?
15:01A família, junto.
15:02Fazer aquele momento, o almoço, o jantar, mas faz a refeição com calma.
15:05Perfeito, gente.
15:06Se deixar, esse assunto vai render até amanhã.
15:08Mas o nosso tempo acabou.
15:10Um beijo pra vocês.
15:11Sejam bem-vindos.
15:12Obrigada.
15:13Obrigada.

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