- há 3 semanas
Segundo a OMS, estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade que custam à economia global quase um trilhão de dólares.
Nossos especialistas Dra Andrea Camargo e Dra Amanda Andrade, estudiosas de Neurociências e CEO da 4U, darão dicas de como mudar este cenário e melhorar nossa saúde mental no trabalho.
Nossos especialistas Dra Andrea Camargo e Dra Amanda Andrade, estudiosas de Neurociências e CEO da 4U, darão dicas de como mudar este cenário e melhorar nossa saúde mental no trabalho.
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NotíciasTranscrição
00:08Olá, sejam bem-vindos ao Checkup Saúde. Eu sou Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com os
00:14maiores especialistas em saúde do Espírito Santo. Gente, hoje a gente vai falar sobre um tema que eu
00:21tenho certeza faz parte do dia a dia de quase todo mundo, é a saúde mental no trabalho. Mesmo quem
00:27trabalha dentro de casa tem que prestar atenção na sua saúde mental durante a sua rotina. Estima-se
00:33pela OMS que mais de 12 bilhões de dias do ano são perdidos no trabalho devido à depressão e
00:40ansiedade. Então a gente precisa conhecer sobre esse tema e a gente vai tirar todas as nossas dúvidas
00:46com duas grandes especialistas. Sejam bem-vindas, doutora Amanda Andrade. Tudo bem, Alice? Um prazer
00:53estar aqui falando com você sobre esse tema tão relevante. É um prazer. E doutora Andréia Camargo?
01:00Alice, é uma honra muito grande. Esperamos tirar dúvidas dos seus telespectadores. É um assunto que a gente
01:07ama muito falar. Sim, vocês estudam bastante a neurociência e são o CEO da 4U, que é uma startup de
01:13saúde mental, não é isso? Sim, com certeza. A 4U inclusive nasceu dessa necessidade, né? Nós duas e as nossas
01:21duas
01:21outras sócias sabemos das dores do ambiente corporativo e de quão cruel pode ser e a partir desse propósito
01:28de levar um maior entendimento, um maior autocuidado e bem-estar para as pessoas a 4U nasceu.
01:35Perfeito, doutora Amanda. Vamos começar entendendo um pouquinho então o que é saúde mental e o que
01:40que seria saúde mental do trabalho, né? Porque a gente quer alcançar isso, mas a gente tem que entender o
01:44que
01:45que é esse tema. Então, Alice, a OMS ela define saúde mental como sendo um estado global
01:51de bem-estar, onde o indivíduo consegue desenvolver as próprias habilidades, lidar com o estresse
01:57rotineiro, ser produtivo e interagir com a comunidade. Então, veja que interessante, por mais complexo que possa ser,
02:08saúde mental, ela não é só a ausência de adoecimento, ela é um conceito muito mais abrangente.
02:15E como é que isso repercute no trabalho? Considerando que a grande maioria das pessoas passa a
02:21maior parte do tempo em ambientes corporativos do que nas próprias casas, é imprescindível que as empresas
02:28comecem a olhar com mais carinho e cuidado para esse tema, promovendo ações que possam melhorar o clima
02:36organizacional, trazendo mais bem-estar para os colaboradores.
02:39Ó, puxão de orelha em quem tá aí em casa, hein? Você tá deixando pra ser feliz só no final
02:44de semana?
02:45Como é que anda a sua saúde mental no seu dia-a-dia, no seu trabalho? Nos lugares que a
02:50gente passa a maior parte
02:51das nossas horas, como é que será que tá a saúde no seu ambiente de trabalho? O que que a
02:55gente tem que observar,
02:56doutora Amanda? O que que é um ambiente organizacional saudável? O que que é uma organização, um trabalho, um ambiente
03:03que tá, ó, nota 10 e o que que não tá legal?
03:06Então, o conceito, assim, de ambiente organizacional saudável, ele envolve diversas características.
03:12Eu vou citar aqui algumas que eu acho relevantes, né? E a primeira delas é a segurança psicológica.
03:17O que que é um ambiente com alto índice de segurança psicológica?
03:20São ambientes onde o colaborador, ele tem a liberdade de expor as suas opiniões, trocar experiências, sem aquele medo, né?
03:27Do julgamento, da rejeição.
03:29De ser mandado embora.
03:31De ser mandado embora, né? Infelizmente, a gente vive numa sociedade que foi ensinada que o erro é errado,
03:38que errar é errado, né? E muitas vezes o erro é o principal caminho pra aprendizado.
03:43E veja bem, eu não tô aqui negligenciando o erro, não, todo mundo pode errar.
03:48Eu acho que tem uma, em ambientes onde existe essa segurança psicológica, é aí que tá o pulo do gato.
03:53As pessoas sabem olhar pra isso de uma outra forma, inclusive tirando o maior proveito dessa atitude errada, né?
04:00Mas vamos, por exemplo, prático, né?
04:03Alguém errou, a menina tá lá na padaria, deu o troco errado, no final foi fechar o caixa, o caixa
04:08não bateu,
04:10vamos contar do salário dela.
04:12Isso estaria errado, como é que a gente pode lidar com isso, como é que se faz,
04:16como que na prática a gente aplica essa teoria?
04:18Então, na verdade é o seguinte, empresas com esse olhar, elas já agem diferente.
04:24Ao invés de simplesmente punir, esse erro vai ser utilizado perante uma reunião
04:29sobre a utilização de diversas ferramentas e mudança de mindset mesmo.
04:32Mostrar pra pessoa que ela precisa sim assumir responsabilidade sobre aquela ação,
04:37precisa sim, eventualmente, procurar formas de reparar,
04:41mas principalmente tem que demonstrar o que foi que ela aprendeu.
04:44Então, você veja que é uma diferença muito grande você simplesmente punir.
04:49E isso repercute.
04:49Que traz só o medo, né?
04:50Só o medo.
04:51Você trabalha com medo, com tensão, até nem se você errar mais ainda.
04:55E a Elissa é impressionante como isso promove aprendizado, promove o ambiente de inovação.
05:00As empresas só têm a ganhar, mas é o que eu falei, é uma mudança completa de cultura, de mindset.
05:06Outra característica muito interessante de ambientes organizacionais saudáveis
05:10são ambientes com maiores índices de empatia, né?
05:13O que é empatia?
05:15Essa palavra tá na moda.
05:16Tá na moda.
05:17Na verdade, são ambientes onde aquela competitividade muito própria do mercado de trabalho não te esmagam.
05:25São ambientes onde você sente que ali você pode contar como um time, realmente,
05:29que tá ali alinhado num propósito em comum.
05:32Isso, assim, em relação a clima, em relação a bem-estar do colaborador, é muito importante.
05:38E outra coisa que eu acho, assim, fundamental falar é aquele colaborador estar alinhado com a cultura da empresa.
05:44E o que isso quer dizer?
05:45É ele saber o que ele tá fazendo ali.
05:47É ele ter a consciência do valor da função que ele exerce.
05:51Muitas vezes, nenhum deles tem.
05:53Bate o ponto pra entrar, bate o ponto pra sair, nem sei o que eu tô fazendo aqui dentro.
05:57Alguém me mandou fazer alguma coisa, eu tenho que cumprir e metodicamente fazer tudo.
06:01Tem que pagar meus boletos e é isso, gente.
06:03Pagar boleto é muito importante, mas você viver com um propósito é sensacional.
06:08Até porque, às vezes, dia 5 o dinheiro já acabou, né, gente?
06:11Vamos ser sinceras, já pagou todos os boletos, tem mais aí 25 dias pela frente do mês.
06:16A gente tem que ter um propósito, então, doutora, pra poder conseguir levantar da cama,
06:20buscar aquele ânimo, seria isso?
06:22Claro, sem dúvida nenhuma, pesquisas já mostram isso, assim, recorrentemente.
06:26E tudo isso que eu tô te dizendo aqui tem nome e sobrenome.
06:29Isso é um conceito chamado Employ Experience, ou experiência do colaborador,
06:33que muitas empresas já estão investindo pesado, que são o quê?
06:37São ferramentas que promovem, justamente, esse clima organizacional de maior bem-estar.
06:43E aí, com isso, você gera o quê?
06:44Você vai gerar, além da prevenção do passivo de adoecimento, colaboradores muito mais produtivos e engajados.
06:52Então, ó, empresa que ainda não acordou pra isso, tá na hora de acordar.
06:55Perfeito, porque eu fico imaginando que isso também deva começar lá nas escolas, né?
06:59Porque a gente já é punido desde a época da escola.
07:03Então, eu acho que o primeiro lugar onde deveria se mudar, né, essa forma de pensar é,
07:08eu vou punir ou eu vou fazer o aluno entender o porquê que ele não atingiu aquele objetivo?
07:13E isso depois ser colocado em prática no mercado de trabalho também, né?
07:16Com certeza. E algumas escolas também, a gente já vê implementando essas práticas, né,
07:21de inteligência emocional, que a gente vai falar mais um pouquinho aqui depois.
07:24Eu acho que tudo tem caminhado pra isso, sabe?
07:27E esse é um movimento muito interessante que tá crescendo bastante.
07:31Doutora Andréia, eu vou falar um pouquinho de números,
07:33que a gente aqui também adora saber o tamanho do problema, né?
07:36Fala pra gente os números da saúde mental, do que que mais se adoece no trabalho?
07:41Então, Alice, os números são infelizmente alarmantes.
07:45Eles pioraram depois da pandemia.
07:47O Brasil, foi feito uma pesquisa em 11 países, com os Estados Unidos, China, Índia, Espanha, Turquia.
07:56E o Brasil, infelizmente, ficou com a maior taxa de ansiedade e de depressão.
08:02Então, se falarmos de auxílio-doença, excetuando o auxílio-acidente,
08:09o maior número de doenças mentais vem pelos episódios depressivos ou ansiedades em geral,
08:17como síndrome do pânico, por exemplo.
08:19Aí as pessoas deixam de trabalhar ou são afastadas do trabalho por essa causa,
08:23em grande número no país?
08:25Sim, por essa causa.
08:26E seguidos desses transtornos de episódios depressivos,
08:31estão os outros transtornos, em 18%.
08:36Então, tem 30%, depois 18%.
08:38Isso significa que grande parte das doenças no trabalho advém das doenças mentais.
08:45Então, esse número tem que ser olhado, é um número preocupante e só tem aumentado.
08:50De 2007 a 2018, foi feita uma pesquisa e o Ministério da Saúde apontou mais de 10 mil chamados
08:58por transtornos mentais no trabalho.
09:00Então, a gente tem que olhar realmente porque...
09:03É, é um custo para o trabalhador, é um custo para o empregador, é um custo para o PIB brasileiro,
09:08é um custo tanto econômico quanto de saúde, né?
09:11É muito grande.
09:13E como é que a gente pode mudar esse cenário, né?
09:15Porque os números são alarmantes, a gente quer diminuir esse número.
09:18Qual o nosso olhar para esses dados?
09:20O que poderia ser feito?
09:22Como você falou, dando exemplo da escola,
09:24eu acredito que sempre a educação vai ser o melhor caminho.
09:27A Amanda falou sobre o Employer Experience.
09:31No ambiente corporativo, né?
09:34Depois a gente pode aplicar também no setor público isso,
09:37mas no setor privado existem ferramentas que as empresas podem comprar programas
09:42que estimulem essa inteligência emocional.
09:45Então, através desses programas, vai ser dada a oportunidade
09:49de entregar ferramenta para o colaborador.
09:52Então, ele vai ter o conhecimento para poder mudar um hábito mental ruim que ele tenha
09:57ou um hábito físico, porque graças a Deus ali, esse nosso cérebro, ele pode ser treinado.
10:04Então, a gente tem esperança.
10:07Existe uma prevenção desses distúrbios mentais.
10:10É porque eu fiquei pensando, né?
10:12Parece coisa de empresa grande, só vou conseguir implementar isso se eu for um grande empresário,
10:16se eu tiver muitos funcionários.
10:18Eu ali no exemplo que eu dei da padaria, né?
10:20Tem uma pequena padaria, tem oito funcionários, tem uma loja.
10:25Isso pode ser implementado e eu posso ter resultado em pequenos ambientes corporativos também?
10:31Isso é coisa de grande empresa, valor, toda essa parte de saúde mental.
10:36Então, geralmente, as grandes empresas já têm essa cultura que a Amanda falou.
10:41Já tem a oportunidade, né?
10:43Já foram despertados para esse conhecimento de investir nessa cultura do trabalhador.
10:48Mas seus telespectadores agora já tendo esse conhecimento, podem sim buscar a partir de um funcionário,
10:55já ter essa visão de entregar para ele essas habilidades.
10:58Tem muita ferramenta disponível para pequenas, médias, grandes empresas.
11:02Eu acho que o principal é mudar realmente a cultura em relação a esse olhar, entendeu?
11:08Por que a maioria das grandes empresas já tem?
11:10Porque elas já perceberam que é investimento fazer isso.
11:14Felizmente, as pequenas, às vezes, médias e pequenas empresas ainda acham que isso é custo,
11:19que isso é gasto e não investimento.
11:22E como a gente já viu aqui, é retorno certo, ainda mais na conjuntura atual,
11:27onde a saúde mental é um tema extremamente importante e que tem afastado diversos trabalhadores.
11:33Adoece-se cada vez mais. Eu acho que o home office colaborou também com isso, doutora?
11:38Eu acho que tudo, né? O contexto geral foi muito pandêmico, afastamento das pessoas.
11:45Tudo isso contribuiu demais, mas são dados que já existiam.
11:47Só vieram a piorar e aí despertar realmente a necessidade de se olhar melhor para tudo isso que está acontecendo.
11:54A era da internet também, Alice, trouxe um acesso muito grande às informações, né?
12:00Nós somos diariamente submetidos, bombardeados a várias informações.
12:05Então, tudo isso aumenta a pressão, aumenta a autocobrança.
12:09Então, aumenta ainda mais.
12:10E existe alguma vantagem para as empresas que aderem a esses programas de capacitação de seus colaboradores,
12:17baseados em saúde mental?
12:19Então, a OMS já fez uma pesquisa e eles viram que a cada um dólar investido em saúde mental do
12:27trabalhador,
12:28há um retorno de quatro dólares.
12:31Então, isso é realmente um retorno que a empresa tem de saber que o dinheiro que ela investir vai ser
12:41retornado em benefícios.
12:43E quais seriam esses benefícios?
12:44Por exemplo, já teve uma pesquisa pelo Instituto do Trabalho dos Estados Unidos,
12:49onde eles pesquisaram que em 2018 foram gastos 600 bilhões de dólares em turnover, né?
12:58Que é chamada rotatividade.
12:59Rotatividade é a empresa treina todo mundo e depois a pessoa não tem propósito para ficar ali,
13:05como a doutora Amanda falou, e sai.
13:07Então, esse gasto com a rotatividade, as empresas que investem em programas como a cultura do empregado,
13:15fazem com que essa rotatividade diminui pela metade.
13:18Então, existe também esse benefício indiretamente, onde há esse retorno.
13:23Você consegue reter mais as pessoas na sua empresa.
13:26E tem retenção de talento, diminuição do absenteísmo.
13:30E aí, eu acho que é um outro retorno que muitas vezes é implícito,
13:34mas que é totalmente perceptível para aquelas empresas que já investem nisso,
13:39é o fato dos trabalhadores estarem 100% mais engajados e mais comprometidos.
13:45Isso é resultado, gente.
13:47Isso tem a ver com aquelas empresas que colocam puf, salão de beleza,
13:53tem empresa que põe jogo de sinuca.
13:55Isso aí, a gente está pensando num nível máximo do Employee Experience.
14:00Olhar ali para o Google.
14:01É, isso aí você está pensando em hubs de inovação, são todos muito assim.
14:08Agora, a gente não pode ficar só com essa mentalidade.
14:11Employee Experience é para todo mundo.
14:12Não é só do espaço, não é oferecer só uma mesa de sinuca para todo mundo.
14:17E como a gente falou no início, qualquer um tem acesso hoje.
14:21Hoje, as ferramentas de Employee Experience estão aí.
14:23Basta você mudar o seu mindset e querer realmente investir nisso, porque é um investimento.
14:28Agora, eu fico pensando, né?
14:29Às vezes as empresas vão investir, mas precisa do colaborador querer participar.
14:35Vamos falar um pouquinho sobre isso, sobre a importância da adesão
14:38e como que a gente consegue isso na empresa?
14:40A adesão do colaborador, ela é importante?
14:43É, a gente tem que deixar claro que a empresa pode e deve sim investir nessas ferramentas.
14:48Mas o protagonismo é sempre do colaborador.
14:50É sempre do indivíduo, porque você aumentar níveis de bem-estar e níveis de maior satisfação com a vida,
14:58sempre vai depender de você.
15:00E isso requer o quê?
15:00Muitas vezes um comprometimento.
15:02Um comprometimento que envolve mudança de hábito, que envolve renúncia.
15:08E vamos combinar que nem todo mundo quer.
15:11Então, não adianta também colocar esse cargo, essa carga somente nas empresas.
15:16Por quê?
15:16Porque o colaborador precisa também estar comprometido nesse propósito.
15:22Doutora Andréia, a senhora também é advogada, né?
15:25A senhora tinha falado um pouco sobre essa questão do absenteísmo.
15:29Faltar ao trabalho por questão de saúde mental.
15:32Acordei hoje não me sentindo bem.
15:34A gente falou que esses números são muito altos.
15:36A pessoa que está se sentindo deprimida, que está se sentindo estressada,
15:41ela pode faltar ao trabalho?
15:43Então, a falta ao trabalho é um direito de qualquer trabalhador.
15:48Agora, ele vai ter o desconto no seu salário?
15:52Ele vai ter o desconto no salário se ele não apresentar um atestado médico.
15:56Então, ele procurando um médico, um pronto-socorro, qualquer hospital, né?
16:02Às vezes a empresa tem plano, ele pode conseguir o atestado e então não ter o seu salário descontado.
16:09Então, a falta pela doença mental ou qualquer episódio depressivo pode ser, sim, abonada.
16:17E a questão do afastamento definitivo, como que ela acontece, né?
16:21A gente viu, a senhora trouxe esses números de muitos afastamentos do mercado de trabalho
16:27por problemas de saúde mental, depressão entre eles, ansiedade também.
16:32Como que acontece esse afastamento definitivo?
16:35É a empresa que arca com isso?
16:37O funcionário deve acessar quem?
16:39Ele deve ter passado por um médico?
16:41Conta um pouquinho dessa trilha pra gente.
16:43Então, o funcionário, se ele faltar durante 15 dias, será o empregador quem irá arcar com esse pagamento.
16:52A partir do 16º dia, ele fica afastado pelo INSS.
16:57Então, o empregador não passa mais custear essa ausência dele e ele vai fazer o tratamento,
17:03ele vai buscar o médico, vai fazer perícia pelo INSS e fica afastado um ano, dois anos,
17:08enquanto o INSS achar, né, que exige as perícias que ele tem que sempre voltar e constatar a doença dele,
17:16achar necessário.
17:17Na volta, né, quando ele estiver apto ao trabalho, ele passa pelo médico do trabalho da empresa,
17:24estando tudo ok, ele volta ao trabalho normal.
17:27Doutora Amanda, independente do trabalho, vamos dar dicas aí pra quem tá nos assistindo,
17:33como que a gente pode melhorar a nossa saúde mental de uma maneira global?
17:37Sem separar agora trabalho de casa, de final de semana, como que, que ferramentas a gente pode utilizar
17:43pra tentar melhorar a nossa saúde mental?
17:45Quem tá aí em casa se identificando, se sentindo deprimido, se sentindo cansado.
17:50Gente, eu já acho que nasce mãe e nasce cansaço, eu acho que os pais estão nesse também,
17:54o trabalhador junto, dá algumas dicas aí pra todo mundo.
17:58Então, Alícia, eu acho que a gente tem que começar do começo, né?
18:00Quem ainda não entendeu que implementar uma rotina de atividade física é só ter ganhos,
18:07ainda não entendeu nada.
18:09Então, vamos começar pelo básico.
18:11Tem que se exercitar.
18:12Tem que se exercitar, gente.
18:13Toda semana é isso aqui, gente, no Checar Saúde.
18:15Não tem escapatória, tá?
18:17Não adianta.
18:18A atividade física, ela promove uma série de liberação de neurotransmissores, a gente
18:24libera a serotonina, que tá diretamente ligada ao humor, nosso sistema dopaminérgico,
18:30que é ligado à recompensa, prazer, também é ativado.
18:33Enfim, gente, a atividade física já é um grande passo.
18:37Exatamente.
18:37Você se olhar no espelho e se sentir saudável, se sentir bonita, gente, tudo isso contribui
18:42pra nossa saúde mental de forma, assim, simples, simples, porque é simples, não tem desculpa.
18:48Atividade física sempre, essencial.
18:51E aí a gente parte pra um outro ponto também que eu acho importante, que é gerenciamento
18:55de emoções.
18:56A gente precisa gerenciar emoções.
18:59Emoções não foram feitas para serem suprimidas.
19:02Dá pra aprender isso?
19:03Dá.
19:04E aí é que vem a parte boa.
19:06Emoções foram feitas pra serem gerenciadas e tem como gerenciar emoções, desenvolvendo
19:10inteligência emocional.
19:12Como?
19:12Olha, primeiro se autoconhecendo.
19:15Você precisa se autoconhecer, gente.
19:16A gente precisa se perceber por que eu sinto, como eu sinto, que gatilho é esse que me dispara
19:21essa reação.
19:23Isso é autogerenciamento de emoção e isso é treinável.
19:26Você consegue desenvolver inteligência emocional através de ferramentas que a gente pode
19:32dizer terapia, né?
19:34Existem vários cursos que desenvolvem isso por aí.
19:38Meditação.
19:39Outra coisa que a gente precisa desmistificar.
19:40Gente, presta atenção.
19:42Meditação não é só para os monges do Tibete, não.
19:44Não!
19:45Todo mundo pode aprender a meditar.
19:47Todo mundo.
19:48Meditação é pra todo mundo.
19:50Tem os memes aí, né?
19:51Eu meditando.
19:52Dois, dois, dois, dois, dois, dois.
19:53Mas é prática.
19:55É uma prática e como toda habilidade tem que ser praticada.
19:59Então assim, meditação precisa também ser desmistificada.
20:02Meditação já está provada.
20:04Ela mexe com a estrutura do cérebro.
20:06Ela fortalece o córtex pré-frontal, que é essa parte responsável pela nossa tomada
20:10de decisões.
20:12Diminui a reatividade das amígdalas, que fazem parte do sistema límbico, onde eles processam
20:15as emoções.
20:16Enfim, gente.
20:17Meditação é vida.
20:18E está aí, disponível para todo mundo, tá?
20:20A internet está cheia.
20:22Aplicativo.
20:23Não tem desculpa também.
20:25Doutora André, e rapidamente, porque estamos quase chegando ao final, explica mais um pouquinho
20:29sobre inteligência emocional, que muita gente ainda não consegue entender esse termo.
20:33Inteligência emocional também tem uma boa notícia, que também dá para aumentar.
20:38Então quem acha que não tem um que é muito alto, é só praticar o treinamento, como
20:43a Amanda falou, que pode aumentar sim.
20:46Como?
20:47Nessa autoconsciência que ela falou, entendendo seus sentimentos, detectando.
20:51Ela falou do gatilho, por que eu fiquei com raiva?
20:55Se é uma mãe que grita nele, se é uma esposa mais compreensiva, se é um marido que é
21:00mais compreensivo.
21:01Tudo isso é treinável.
21:02Porque o conflito sempre está na gente, não está no outro.
21:05Então a gente vai reagir àquilo que a gente não gosta da gente.
21:07Então quando a gente tem essa autoconsciência, a gente consegue enxergar e falar, peraí,
21:12não está lá, está aqui.
21:13Então deixa eu sentir, vou aprender.
21:16Então o autoconhecimento é essencial.
21:18Depois nós passamos para o autocontrole, que não adianta você conhecer sem controlar.
21:23Então você começa a respirar, existem vários exercícios também.
21:27Depois a consciência coletiva, que é essa empatia.
21:31Você se colocar no lugar do outro.
21:33Por que o outro agiria desse jeito?
21:36E se fosse eu?
21:37E em último lugar, a gestão dos relacionamentos.
21:40Quando você consegue dominar tudo isso, você melhora com a sua família, no seu trabalho.
21:45Então é tudo possível de ser treinado.
21:47Nosso cérebro é treinável.
21:50Gente, e saúde mental no trabalho também é um problema para os trabalhadores da área da saúde.
21:56Eu garanto que muitos médicos, dentistas, profissionais, que tem que inclusive,
22:00além de atender os pacientes, gerenciar o seu próprio negócio, passam por alguns perrengues aí.
22:06O Sebrae agora está ao lado dos profissionais da saúde do Espírito Santo mais do que nunca
22:10e lançou um programa acelera.
22:12A gente esteve lá, cobriu tudo e vou mostrar agora para vocês um pouquinho do que o Sebrae
22:16está trazendo e transformando para os profissionais de saúde, para as pequenas e médias empresas
22:22aqui no Espírito Santo.
22:23Confira comigo.
22:25É chegada a hora de conhecer o Acelera, programa do Sebrae de aceleração dos negócios no Espírito Santo.
22:31E o setor da saúde está incluído nessa.
22:34Vamos conhecer.
22:38O Sebrae chega para atender essa área da saúde.
22:43É uma expectativa que nós tínhamos de construir um bom produto para que a gente pudesse colaborar
22:47com o desenvolvimento de todas as empresas, micro e pequenas empresas da área da saúde.
22:51E hoje estamos aqui lançando esse produto da área da saúde junto com todo o programa Acelera,
22:57que é uma experiência importante do Sebrae de desenvolver de fato boas técnicas, bons produtos,
23:05boas consultorias para ajudar todos os segmentos que precisam do apoio do Sebrae no seu desenvolvimento.
23:10Então, a área da saúde, para a nossa felicidade, está nesse programa pela primeira vez no Sebrae
23:15de uma forma organizada, robusta e nós queremos entregar valores para o setor.
23:19Jéssica, explica para a gente como é que vai ser o apoio do Sebrae ao segmento da área da saúde.
23:26Doutora Alice, a gente está lançando a trilha da saúde voltada para profissionais da área de saúde.
23:32São eles médicos, dentistas, fisioterapeutas, empresários de clínicas no geral voltadas para o setor de saúde.
23:40A gente vai ter uma consultoria voltada para monitoramento de indicadores, né?
23:45Que é fundamental para que os empresários tenham resultados, tenham mensuração,
23:51tenham entendimento sobre os dados da sua empresa, né?
23:54E a partir disso, melhor gestão.
23:56Também vamos oferecer nessa trilha um curso chamado Gestão para Profissionais de Saúde,
24:01que vai ser ofertado de maneira online por uma empresa especialista em saúde com foco em gestão.
24:07Então vai haver módulo de transformação digital na saúde, clientes, finanças, planejamento e muito mais.
24:18A medicina também é uma empresa, né?
24:22E a gente precisa saber lidar com isso, né?
24:24Como marcar as consultas dos pacientes, como cobrar.
24:27Médico não sabe fazer isso.
24:29Então acho que vai ser fundamental e de grande valida.
24:32Essa informação a gente não sabe nada sobre gestão de consultório,
24:35sobre atendimento ao cliente, sobre marketing.
24:36Se a gente não contar com as parcerias como a do Sebrae,
24:39para ensinar a gente um pouquinho mais sobre isso,
24:41sobre gestão, sobre captação, sobre marketing,
24:43sobre bom atendimento, a gente vai ficar para trás.
24:46É isso, assim, uma alegria imensa, né?
24:48De ter propiciado, oferecido aos empreendedores do Espírito Santo, né?
24:54Porque a gente transmitiu isso para as nossas regionais todas,
24:57aí espalhadas pelo Espírito Santo afora.
25:01Esse, mais que um evento, né?
25:03Esse encontro de trabalho,
25:05aonde a gente ofertou aqui para os nossos empreendedores
25:08o programa Acelera, para acelerar os negócios,
25:10os pequenos negócios do Espírito Santo, né?
25:12E a palestra do Ale Costa também fechou com chave de ouro, né?
25:16Ele contando a história dele, mostrando as dificuldades que ele enfrentou,
25:19a maneira como enfrentou as dificuldades,
25:22porque não é fácil ser empreendedor no Brasil,
25:23mas você, com a estrutura do Sebrae, com apoio, com metodologia,
25:28com bom planejamento, mas com uma boa fazeção, né?
25:32Como o Ale nos ensinou aqui, né?
25:35A chance de acertar é muito maior, né?
25:37Então, o Sebrae está muito feliz de poder ofertar isso
25:41aos empreendedores do Espírito Santo.
25:42O CEO e fundador da Cacau Show, Ale Costa,
25:45veio a convite do Sebrae, palestrou para uma plateia
25:48de micro e pequenos empreendedores do Espírito Santo.
25:50Tenho muito respeito pelos profissionais de saúde.
25:54Aliás, o meu melhor amigo é o médico,
25:56porque é uma profissão que realmente a diferença
25:59entre ser bem ou não bem-sucedido
26:02é realmente viver para, viver para o paciente,
26:06viver realmente para fazer o bem para a humanidade.
26:09Então, é muito legal saber que tem profissionais
26:13que, assim como nós, estão dispostos a qualquer coisa
26:16para ajudar o outro.
26:17E para isso tem que se entregar, né?
26:19Se entregar e se integrar com as pessoas, né?
26:23Por isso que eu acho muito importante
26:24e fico muito feliz de saber
26:26que o Sebrae está colaborando agora também
26:28com a área de saúde
26:30para que as pessoas possam ser bem-sucedidas
26:32ajudando os outros, vivendo para isso.
26:35Se você quiser mais informações sobre o programa Acelera,
26:39acesse os canais de comunicação do Sebrae Espírito Santo.
26:44Chegamos ao final do nosso Check-Up Saúde
26:47de Saúde Mental no Trabalho.
26:48Eu quero agradecer muito, doutora Amanda Andrade.
26:51Obrigada.
26:52Eu que agradeço, Alice. Obrigada.
26:54Obrigada, doutora Andréia Camargo.
26:56Agradeço o convite, Alice. Foi um prazer.
26:58Esse foi o Check-Up Saúde de hoje.
27:00Te espero na semana que vem.
27:02Até a próxima.