- há 3 semanas
A ideia de que apenas cooperativas de grande porte têm acesso ao mercado internacional já foi desmentida. No Espírito Santo, a exportação de produtos oriundos desse modelo de negócio também não é mais uma novidade
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NotíciasTranscrição
00:01Música
00:10O Espírito Santo é o maior exportador de mamão do Brasil.
00:14São 50 mil toneladas por ano.
00:17E a maior parte dessa produção está no município de Linhares.
00:22Na terra do mamão até o rio é doce.
00:25Criação de tilápia no norte do estado.
00:27Os piscicultores de Linhares têm inovado e investido em tecnologia.
00:33É 10 vezes mais do que um tanque escavado.
00:36Cafeicultores fazem capacitação e aprendem novas soluções para aumentar a produtividade nas lavouras.
00:44Música
00:45Plantar na propriedade para ter mais lucro.
00:51Música
00:52Estamos em Linhares.
00:54A cidade é conhecida pela produção de mamão.
00:57E hoje vamos mostrar para vocês as etapas que essa fruta faz até chegar na sua mesa.
01:03Música
01:05Conhecido como a capital nacional de exportação do mamão,
01:09Linhares é o maior exportador da fruta no país.
01:13E o segundo maior produtor do estado.
01:15Aqui são colhidas por ano 60 mil toneladas, segundo o Incapé.
01:21O que representa quase 17% de toda a produção de mamão capixaba.
01:28Música
01:28Quem passa pelas estradas que cortam o município pode ver os milhares de mamoeiros.
01:35A importância desta cultura para a cidade pode ser comprovada em números.
01:41Linhares tem o segundo produto interno bruto do estado.
01:45Sua agropecuária local contribuiu em 2015 com um PIB de 238,8 milhões.
01:5320% deste total vem da cadeia produtiva do mamão.
01:58A cultura movimenta 45 milhões de reais por ano em Linhares,
02:02de acordo com a Secretaria de Agricultura do município.
02:06Uma cultura que é sustentável, é uma cultura que gera emprego.
02:10E pelo tamanho da diversidade comercial que a gente tem, tanto no mercado interno da exportação,
02:15ela se consolidou, gerando esse grande número de funcionários e aprimorando com profissionais para a cultura.
02:25Cenar junto com a gente, tecnificando essa mão de obra nossa.
02:30E o mamão ele abrindo consórcio com várias culturas.
02:35Por aqui, boa parte do cultivo de mamão é consorciado com o café.
02:40A alternativa traz inúmeras vantagens.
02:43A planta dura dois anos, tempo exato para o crescimento e início da produção do cafeiro.
02:50Isso quer dizer que o solo usado está em constante produção e o dinheiro caindo sempre no caixa do produtor.
02:58O ciclo do mamão, ele tem aí 36 meses de permanência.
03:03Então você forma essa mão de obra para estar conduzindo o mamão.
03:06Quando a área do mamão termina, o café fica já praticamente pronto, com custo bem baixo, né?
03:13Que o mamão absorve grande parte desse custo e já se inicia a safra do café.
03:18Quais são as principais vantagens que esse consórcio traz para o produtor, na parte de rentabilidade especialmente?
03:25O café, ele tem mostrado, as commodities em geral, tem mostrado aí um aumento no seu valor, né?
03:32Se você pegar o histórico de café dos últimos 15 anos, você vai chegar em torno de 95 a 100
03:37dólares.
03:38O café do ano passado para cá, ele bateu aí 150, 160 dólares.
03:42Então eu acredito que você tendo esse produto agora, você está sendo assim, muito agraciado pelo momento comercial.
03:48Isso aí, com certeza, o produtor, ele acaba tendo uma rentabilidade melhor e investido por um sistema de irrigação mais
03:57moderno,
03:58um maquinário mais moderno que o produtor, assim, ele não pensa em ganhar dinheiro e guardar, não.
04:03Ele ganha dinheiro, ele se rentabiliza e aumenta mais a sua estrutura agrícola.
04:10O mamão é uma cultura de alto risco, mas o retorno financeiro incentiva em muito o aumento na produção.
04:18Além da exportação, a fruta, se bem manejada, apresenta colheita semanal.
04:24São cultivados no município mamoeiros tanto do grupo solo, conhecidos comumente como mamã papaya ou havaí,
04:32quanto do grupo formosa com frutos maiores, entre 800 e 1.200 gramas.
04:40A cultura do mamoeiro exige muito conhecimento técnico por parte dos produtores.
04:47Aqui, todas as plantas são cuidadosamente observadas para ter o melhor fruto possível.
04:54E essa planta aqui, ela foi cortada por quê?
04:56Ela está com o virose da melira.
04:58E como é que você identificou isso?
05:01Essa aqui foi identificada de imediato pelo sintoma da necrose apical, que ela dá um aspecto de queimado, entendeu?
05:11E também tem esse fruto, que também está na mesma planta, no qual também está identificado.
05:17Ou seja, um desses dois sintomas identificados já teria que fazer a radicação da planta, entendeu?
05:22Então, tem que cortar para evitar a disseminação para outras plantas.
05:27Se não cortar, o prejuízo vai ser muito maior.
05:29Com certeza, porque acontece que dissemina muito rápido, ocasionando a devastação da lavoura.
05:36Quem fica bem atento ao manejo é o produtor e empresário Rodrigo Martins.
05:41Ele tem uma área plantada de 80 hectares, que produz em média 320 toneladas por mês.
05:49Quase metade vai para o mercado internacional.
05:56Aqui nós trabalhamos cerca de 40% a 50% da fruta que é colhida nos nossos campos e nos
06:02campos dos produtores parceiros, são exportadas.
06:05Nós temos aqui produção não só aqui no Espírito Santo, mas também no Nordeste Brasileiro.
06:10Então, nós praticamente juntamos essa produção toda e exportamos para diversos países do mundo todo.
06:16E hoje, qual é o país que mais tem pedido a vida da fruta?
06:20Então, tradicionalmente, o mercado português é um mercado onde o Brasil exporta mais mamão brasileiro, né?
06:26Seguido de outros mercados que vêm crescendo muito, como Espanha, Inglaterra, Holanda e Estados Unidos.
06:33São os principais mercados e o mercado alemão também que tem crescido bastante nos últimos dois anos.
06:38A empresa, uma das maiores do município, teve início há cerca de 17 anos.
06:44E hoje já tem um faturamento 10 vezes maior do que o inicial.
06:49Aqui, os frutos passam por algumas etapas.
06:52A logística tem que ser precisa.
06:55O mamão, como todas as frutas, é um produto perecível e precisa ser escoado rapidamente.
07:02E assim, evita perdas de qualidade pelas condições inadequadas a que as frutas ficam expostas.
07:09Todas as instruções no campo, a gente procura visar, fazer uma instrução técnica com eles,
07:16desde o plantio até mesmo a questão da colheita.
07:20Na colheita, a gente procura instruir grau de maturação, onde um fruto vai chegar com a certa qualidade de coloração
07:30para ser embalado aqui no nosso packing house.
07:33E existe alguma prática que vocês recomendam para que esse produto chegue com maior qualidade aqui?
07:38Sim, é feita a aplicação de alguns fungicidas visando manter essa qualidade sem a entrada de fungos nessa fruta
07:47e onde que gera uma má qualidade ou até mesmo questões visual mesmo dessa fruta.
07:53Tudo é controlado.
07:55Desde que o mamão sai do campo, ele recebe uma identificação, que vai acompanhá-lo durante todo o processo.
08:03O trabalho no campo é muito importante e ele vai dizer qual vai ser o destino desse produto.
08:09José Eugênio, o que significa cada placa dessa?
08:12A gente faz todo esse controle para quando chegar no packing, a gente tenha exatamente de qual área foi colhida,
08:19de qual produtor, quantas caixas, todas as identificações necessárias para a gente fazer a rastabilidade dentro do packing.
08:26Eu vou mostrar para vocês só um exemplo da rastabilidade que a gente faz aqui hoje,
08:30onde a gente tem o nome do produtor, a gente tem um código interno, a gente tem o romaneio,
08:36que é um número específico para cada lote de colheitas.
08:39Quando o fruto chega no packing, a gente já sabe para qual mercado podemos direcionar,
08:45dependendo das aplicações de defensivos que a gente precisa fazer no campo.
08:50A fruta é descarregada e vai fazer um longo caminho dentro da empresa.
08:55Para manter a qualidade, para que seja exportada, é feito pré-resfriamento e desinfectação.
09:02Esse processo diminui a temperatura da polpa para 4 a 10 graus Celsius e retira restos de vegetais,
09:11como folhas e parte de galho.
09:13Remove também insetos que possam estar presentes.
09:16Hoje a gente tem duas variedades, né?
09:18Formosa, que é o mamão maior, e o papaya, que é o mamão menor.
09:22O papaya, ele segue toda a questão da higienização, na chegada do campo é feita a higienização da fruta,
09:30seleção por tamanho e maturação, e essas frutas seguem para dentro da câmara fria da empresa,
09:36em caixas plásticas devidamente higienizadas.
09:39Na câmara fria, eles ficam, durante 6 horas mais ou menos, as frutas ficam nesse processo de resfriamento.
09:47Após esse processo, a fruta vem para o setor de embalagem, e aqui é embalado para mercado interno,
09:54para exportação, dependendo do calibre da fruta, tamanho e a coloração.
10:00O transporte de toda essa fruta, desde o momento em que entra na descarga de pré-classificação,
10:06até depois de embalado, é realizado com muita atenção.
10:09É preciso reduzir a probabilidade de contaminação biológica e perda por danos evolutivos, como podridões.
10:19Para testar a qualidade, são coletadas amostras aleatórias de frutas por lote, e realizadas as análises.
10:28Todos os lotes que chegam do campo, a gente faz uma amostragem dos frutos, certo?
10:33Para avaliação da qualidade, de calibres das frutas também, das maturações que estão vindo do campo,
10:40para ver se a gente precisa fazer algum ajuste na colheita.
10:43E das frutas que a gente avalia, a gente separa um lote, um número específico de frutas,
10:48para deixar ela amadurecer a temperatura ambiente.
10:51A gente tenta simular essa fruta amadurecendo, chegando ao cliente.
10:55Rosiane trabalha verificando principalmente o Bricks,
10:59que de uma forma simples, pode ser entendido como o grau de doçura de uma fruta.
11:04O ideal é 11, porém esse deu 13.3, que significa que ele fica bem doce.
11:10Nesta etapa do processo, as frutas são separadas e classificadas por qualidade, coloração e calibre, que é o peso.
11:20Toda fruta pré-classificada é separada por lote.
11:24Hoje aqui a gente faz uma amostragem por caminhão de duas caixas de frutas, formosa e papaya.
11:32E é feita a avaliação de dano mecânico, é feita a avaliação de doenças, que já vem no campo,
11:38é a avaliação de maturação, avaliação de tamanho de fruta.
11:42E após a maturação dos frutos que a gente separa, na semana seguinte a gente faz a avaliação do Bricks.
11:48Depois de todo o processo, é hora de embalar.
11:53Uma mão daqui vai para o mundo todo.
11:56A caixa preparada recebe a identificação correspondente ao produto, com detalhes que contam tudo sobre ele.
12:04Aqui a gente faz carimbo às caixas, de acordo com seus lotes e produtores.
12:09Essa leitura a gente faz através do QR Code, ela é feita justamente para o cliente acompanhar como foi feito
12:15o processo e manuseio do fruto.
12:18Então, aonde chegar esse fruto, se ele fizer a leitura do QR Code, ele vai saber de onde veio e
12:23por todas as etapas que passou?
12:25Exatamente.
12:26Aí dá para ver aqui, você vem e faz a coleta, bipa a caixa, aí você tem a rastreadibilidade total
12:33do manejo do fruto.
12:35Então, fica tudo na palma da sua mão?
12:38Tudo na palma da mão.
12:40Estas informações permitem manter a rastreadibilidade dos produtos e fazer com que quem compra tenha mais certeza da origem.
12:48Para subter o selo, além de uma fruta de qualidade, é preciso garantir a sustentabilidade,
12:55preservar o meio ambiente e cuidar da saúde dos profissionais que trabalham no processo.
13:00Quando a gente fala de cadeia produtiva, quando a gente fala de certificação social,
13:06nossa responsabilidade começa tanto no campo, com os nossos trabalhadores,
13:10porque quando você fala de qualidade, toda qualidade começa no campo.
13:15Então, quando você trata de certificação, você envolve tanto a parte agrícola,
13:20quanto os nossos profissionais aqui dentro do PEC.
13:23E quais são as ações que vocês fazem para valorização e também prevenção com os colaboradores?
13:30Fazemos treinamentos, sempre que o trabalhador é admitido, ele passa por treinamentos,
13:36onde a gente explica qual o setor, qual o risco que ele está em cada setor.
13:41E treinamentos constantes.
13:45O caminho do mamão dentro do Packing House está quase chegando ao fim.
13:50O produto já está pronto para ser direcionado para a área de expedição,
13:55onde pode ser imediatamente carregado ou seguir para a câmara de embalados,
14:00onde permanece até a sua comercialização.
14:06O Brasil é o segundo maior produtor e exportador mundial do mamão.
14:11Só fica atrás do México e da Índia.
14:13Dentre os principais consumidores da fruta brasileira, os Estados Unidos.
14:18Para atender este mercado, a empresa tem até especificações próprias do acordo realizado com o país.
14:25Nós nos adequamos porque mamão é uma fruta muito perecível.
14:29Então, nós já estamos vindo há anos já evoluindo na questão de boas práticas agrícolas no campo,
14:36de boas práticas de manipulação aqui nas empresas de embalagem.
14:40Então, assim, as aplicações de produtos de defensivos agrícolas,
14:44a gente vem, gente há ano, diminuindo cada vez mais
14:47e adaptando essas aplicações para produtos biológicos.
14:50Isso faz com que a nossa fruta, além de ser saborosa,
14:54ela se torne ainda mais saudável para o consumo humano.
14:59Entre os principais entraves, a infraestrutura logística,
15:04as barreiras fitossanitárias e legislativas dos países importadores
15:09e a carência de infraestrutura para comercialização.
15:12Nós passamos por tempos difíceis, principalmente na pandemia,
15:16onde nosso principal transporte para exportação sempre foi o transporte aéreo
15:22e nós sabemos que foi um setor muito impactado.
15:26Agora, iniciamos esse ano de 2022 um pouco mais tranquilos,
15:30apesar de outros problemas, outros fatores econômicos
15:33e outros problemas como a guerra também,
15:35vem influenciando um pouco a economia mundial.
15:38Mas no nosso segmento, graças a Deus, a exportação de mamão,
15:41ela tem, assim, a cada ano tem aumentado um pouco mais.
15:46E justamente pela preocupação com a continuidade dessa atividade
15:50que os exportadores viram que era preciso se organizar.
15:54Para isso, criaram aqui a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Mamão Papaya,
16:02Brapex, que hoje é conhecida nacionalmente e ajuda produtores do Brasil inteiro.
16:08Todo setor produtivo organizado consegue responder melhor aos desafios do mercado.
16:14E a Brapex, como a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Mamão,
16:19ela faz justamente esse papel.
16:20Ela tenta agregar as instituições oficiais brasileiras,
16:25com o público-alvo, os nossos produtores, com o seu produto de qualidade.
16:30Lembrando que uma instituição tem um papel importantíssimo, não só de representação política do grupo,
16:38mas principalmente para fomentar tecnologias, pesquisas nas áreas, justamente para que a gente vença esse desafio.
16:46Criada em julho de 2001 por seis empresas brasileiras exportadoras de mamão,
16:52a entidade representa, além de exportadores, os produtores, técnicos e lojistas do setor.
16:59E possibilita também o mercado internacional a conhecer nosso produto
17:04e conseguir benefícios para toda a cadeia produtiva.
17:08Linhares ficou conhecida no mundo inteiro por causa do seu mamão.
17:11Em determinado momento surgiu a frase que na terra do mamão até o rio é doce.
17:17Isso propagou para o mundo inteiro a imagem de Linhares, a imagem do mamão capixaba.
17:23E até hoje nós temos no mundo inteiro a prioridade pelo mamão brasileiro.
17:29Então a gente recebe do mundo inteiro clientes que vêm ao Brasil.
17:34E agora, recentemente, recebemos contatos, por exemplo, do nosso país aqui vizinho na América do Sul, Chile,
17:43interessado em adquirir também o nosso mamão.
17:46E ficaram satisfeitos com o controle que temos, não só de pragas e doenças,
17:51mas todo o processo de produção e pós-colheita do nosso mamão.
17:55Entendendo que é preciso se preocupar com a segurança alimentar
17:59para que se tenha continuidade da atividade no país.
18:03A segurança do alimento é o carro-chefe do mamão.
18:08Por isso ele ganhou o mercado externo.
18:10Lembrando que hoje, principalmente a Europa,
18:14ela tem uma restrição muito forte com relação a resíduos de defensivos químicos no fruto.
18:21E é aí que entra todo esse suporte da Abrapex e com as instituições de pesquisa,
18:26trazendo para o produtor essa tecnologia.
18:28É um processo total dentro das boas práticas agrícolas,
18:32que engloba não apenas segurança do alimento,
18:35mas também engloba preocupação com o meio ambiente,
18:39preocupações sociais.
18:40Hoje, todas as exportadoras possuem essas certificações,
18:44não só de boas práticas agrícolas,
18:46certificações ambientais e certificações sociais,
18:50com a preocupação justamente do homem do campo, a segurança.
18:54Assim, o nosso mamão vai sendo conhecido em todo o mundo,
18:58pela sua qualidade e cuidado durante todo o processo,
19:03desde o plantio até a comercialização do produto.
19:18Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
19:22Muitos produtores têm dúvida de como tornar suas fazendas mais rentáveis.
19:28Ademir, me conta aí, tem algum segredo que o produtor pode aplicar?
19:32Olha, Estefano, primeiramente, o produtor tem que começar a anotar o seu custo de produção.
19:38Eu sei que isso parece bem óbvio, mas a maioria dos produtores, em geral, não tem esse hábito.
19:44Tudo bem que o dia é muito corrido, tem muitas atividades no campo a ser feito,
19:48precisa propriamente do produtor lá.
19:50Mas o produtor pegar o hábito de saber o quanto ele está gastando
19:53para produzir qualquer cultura agrícola,
19:57ele vai saber quais os seus indicadores econômicos,
20:01quanto de margem que ele vai poder trabalhar
20:04quando ele for chegar para comercializar o seu produto.
20:07Então, em cima desses dados,
20:10ele vai poder saber tomar algumas decisões que são importantes no dia a dia.
20:14Um exemplo, uma aquisição de uma benfeitoria,
20:17um implemento, se é rentável, se não vai ser,
20:20dependendo do tamanho da propriedade, da produção.
20:23Ele vai perceber que se é mais rentável,
20:26ele está melhorando a sua produtividade,
20:28para poder minimizar, diluir mais o seu custo.
20:34Então, a partir do momento que ele tem esses dados em mãos,
20:38abre um leque de oportunidade de ele analisar,
20:41para ele tomar as suas decisões no dia a dia.
20:43É assim, muitos produtores, eles se questionam se tem alguma ferramenta,
20:47algum software que vai ajudar eles ali,
20:49então, a solucionar seu problema na parte de gestão.
20:51Existe no mercado hoje em dia?
20:53Olha, existe, existem algumas ferramentas interessantes,
20:57alguns softwares, alguns aplicativos,
20:59mas eu acho assim, primeiramente,
21:01o básico, o produtor, é a caneta calculadora.
21:04E eu fiz essa pergunta, por quê?
21:06Muita gente me faz essa pergunta,
21:07me indica um software, me fala isso, uma ferramenta.
21:10Eu falo, rapaz, se você só adotasse, já estava bom demais,
21:14porque aí a gente vai ter que querer uma solução,
21:17vai querer uma tecnologia muito cara,
21:19mas que de fato não vai ter eficiência.
21:21Porque qualquer tecnologia que você quiser aplicar aí,
21:23seja o aplicativo melhor que tiver no mercado,
21:26mas você não alimentar aquele sistema,
21:29de nada vai adiantar, né, Ademir?
21:31Exatamente, precisa do produtor estar ali compromissado, né,
21:35a estar controlando.
21:37Porque quando você tem mão, você sabe,
21:39você tem que visualizar a sua propriedade como uma empresa.
21:42Então, qualquer empresário, ele precisa saber se a sua empresa está te dando lucratividade,
21:47quanto que está dando,
21:48se o preço hoje que está no mercado está sendo rentável para mim ou não.
21:52Então, assim, isso é interessante, é pegar o hábito mesmo de anotar.
21:55E você, tem alguma dúvida?
21:58Manda para a gente que a gente responde aqui no programa.
22:01Basta enviar para a gente no e-mail
22:03espero a sua dúvida que a gente vai te ajudar a solucionar o seu problema.
22:10Vamos agora às principais notícias da semana.
22:17A carteira de crédito rural do Cicobi Espírito Santo
22:21ultrapassou um bilhão de reais em 2022,
22:25de acordo com o levantamento divulgado essa semana.
22:28A quantia engloba mais de 8 mil operações ativas na instituição.
22:33Apenas nos cinco primeiros meses do ano,
22:35foram liberados cerca de 208 milhões
22:38em operações voltadas para o setor circulação de dinheiro,
22:42que ajuda o produtor e a economia local.
22:46O custo da atividade leiteira aumentou 11,2% no comparativo anual.
22:52A maior demanda por suplementos minerais,
22:55decorrente da chegada da entre safra do capim no país,
22:59fez com que os preços de produtos subissem.
23:02O queijo mussarela, por exemplo,
23:04teve valorização de 8,19% em abril.
23:07Outros produtos também seguiram a alta,
23:10como o parmesão e o doce de leite.
23:13O Brasil, segundo maior exportador de milho do mundo,
23:17está perto de um acordo que vai impulsionar
23:19as vendas do grão para a China.
23:21A assinatura de protocolo fitossanitário entre os países
23:25é mais um passo na direção da abertura do mercado chinês
23:29para o milho nacional.
23:30Segundo a Agriinvest Commodities,
23:33a China precisa de um exportador
23:34com capacidade de pelo menos 10 milhões de toneladas.
23:38E o milho brasileiro hoje é mais barato
23:41em relação aos Estados Unidos.
23:43O mercado físico do boi gordo
23:46voltou a registrar preços mais altos
23:49em importantes praças de produção
23:51e comercialização na última semana.
23:54Segundo Safras e Mercado,
23:56o ambiente de negócios ainda sugere
23:58uma nova queda dos preços em curto prazo,
24:01considerando a frente fria que avança sobre o país
24:04e tende a reduzir a capacidade de retenção do pecuarista.
24:09Maior ponto de encontro dos setores
24:12avícola e sunícola do Espírito Santo,
24:15a Faveso programou seu retorno para junho.
24:17A feira vai contar com palestras,
24:21espaço científico e espaço de gastronomia.
24:24Marca aí na agenda, semana que vem,
24:26entre os dias 8 e 9,
24:28no Centro de Eventos Padre Cleto Calimã,
24:31em Venda Nova do Imigrante.
24:33E para mudar um pouco a agricultura no nosso Estado,
24:36é preciso trazer tecnologia e também inovação.
24:40E foi isso que produtores rurais do Espírito Santo
24:42tiveram através de dias de campo.
24:45Com conhecimento prático e teórico,
24:47foi possível trazer tecnologia para dentro do meio rural.
24:55Agricultura de precisão, celulares modernos,
24:58drones, irrigação localizada, tensiometria.
25:02Tecnologias disponíveis para o campo,
25:05que tornam as atividades mais eficientes e produtivas.
25:09Também evitam desperdício, reduzem custos e tempo.
25:17Evaldo é um exemplo de produtor rural
25:19que viu na tecnologia um aliado.
25:22O pai começou com a agricultura tradicional
25:25e foi assim que o produtor aprendeu a trabalhar.
25:28Os anos foram passando
25:29e ele entendeu que era preciso buscar informação
25:32para complementar o trabalho
25:34e melhorar os resultados da propriedade.
25:37Antes a gente não tinha conhecimento da poda,
25:40do adubo certo, de ser jogado.
25:43Hoje em dia mudou muito, né?
25:45Meu avô, meu pai, não tinha aquele conhecimento
25:47igual hoje, né?
25:48Que hoje tem tecnologia,
25:51tem um sistema também de WhatsApp
25:53para a gente que está aqui no meio do mato,
25:56que não tem tempo de ficar indo para a cidade
25:59buscar informação, ajudou bastante.
26:01É doença, é praga,
26:03todo dia tem um problema, né?
26:07O clima é uma empresa de céu aberto, né?
26:10Para se ter uma ideia de como ainda há muito
26:12que melhorar no campo,
26:14segundo a Embrapa,
26:15de 4,4 milhões de propriedades brasileiras,
26:19somente 500 mil usam tecnologias mais avançadas
26:23para aumentar a produtividade.
26:25Quem se modernizou já colhe frutos.
26:27Entre 1975 e 2015,
26:31avanços tecnológicos foram responsáveis
26:34por 59% do aumento do valor bruto
26:37da produção agrícola.
26:39Assim como Evaldo,
26:41produtores de café conilon do norte do estado
26:43participaram de encontros técnicos
26:46para aprimoramento e atualização
26:48das práticas de plantio
26:49e melhoria da qualidade dos grãos.
26:52O produtor, quanto mais se une,
26:54mais informação troca, né?
26:56Isso é importante.
26:58Muita gente de fora,
27:00querendo ou não,
27:01você pega uma coisa aqui, outra ali,
27:04então você passa também alguma coisa
27:06que você já faz, né?
27:08E para outras pessoas.
27:10E para você, depois do dia de campo,
27:11consegue pensar alguns caminhos para seguir?
27:14Quer aplicar alguma tecnologia?
27:16Pensa algumas coisas para o futuro?
27:18Sim, na tensiometria.
27:21Eu estou querendo implantar aqui na propriedade.
27:23A gente busca tecnologia
27:25para procurar mais produção.
27:28Ações que fazem parte do projeto
27:30Cicobi em Campo.
27:32Nestes encontros,
27:33o Cicobi Leste Capixaba
27:35auxilia o produtor rural
27:36e vai em vários cantos
27:38onde muitas vezes o conhecimento
27:40ainda não chegou.
27:42Novas tecnologias e informações relevantes
27:44são disponibilizadas
27:46para que os produtores
27:47possam buscar os melhores resultados
27:49na produção.
27:52Para conhecer mais sobre essa iniciativa,
27:55fomos até a sede do Cicobi Leste Capixaba
27:57em Linhares.
27:59Em 2021, eles realizaram seis ações
28:02em quatro localidades diferentes,
28:05atendendo a 463 produtores rurais.
28:09A gente veio do agronegócio.
28:10A nossa cooperativa começou
28:11uma cooperativa de crédito rural.
28:13E a gente tem um carinho muito grande
28:14para essa atividade.
28:16E a gente analisando internamente,
28:17nós verificamos algumas situações
28:19que nós podemos contribuir ainda mais
28:20com os nossos associados
28:22e com a região que nós atuamos.
28:24E aí nós idealizamos o dia de campo.
28:26A gente tem percebido,
28:27nesse tempo,
28:28que o produtor tem cada vez mais absorvido
28:31e vendo a necessidade
28:32de compartilhar informação
28:34e buscar informação.
28:36Então, a aceitação foi muito boa.
28:38Desde o primeiro evento que nós fizemos,
28:40a aceitação foi muito boa,
28:42porque hoje o produtor está com a mente aberta
28:44para receber informação.
28:45O projeto desenvolvido tem relação direta
28:49com a Agenda 2030 da ONU,
28:52especificamente,
28:52o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável,
28:56que diz respeito ao consumo
28:57e produção responsáveis.
28:59E é como se fosse uma palestra a céu aberto,
29:03onde o produtor pode tirar dúvidas
29:05e ver na prática o tema abordado.
29:07Além da informação nova
29:09que estava adquirindo através dos palestrantes,
29:12o interessante é que quando os produtores se encontram,
29:14eles começam a trocar informação.
29:15E isso há um crescimento,
29:17há um enriquecimento de informação
29:19tão bom quanto as novas informações dos palestrantes.
29:23Então, essa união de produtores,
29:25às vezes de diversas regiões,
29:27isso faz com que o nível dessas pessoas
29:29se eleve cada vez mais.
29:30Os participantes foram divididos em quatro grupos
29:34para participar das estações espalhadas
29:36dentro da lavoura de café.
29:38Em cada uma, eram compartilhados os conhecimentos
29:42sobre boas práticas na cafeicultura
29:44e inovação a campo.
29:46O modelo que a gente fez,
29:47acho que foi um modelo extremamente interessante,
29:48nós fizemos por estações,
29:50então não ficava muito desgastante,
29:52cada estação passava informação
29:54em torno de 20, 25 minutos,
29:56então você absorvia a informação
29:57e os produtores também tinham um tempo
29:59no deslocamento de estar conversando,
30:01verificando, ver como é que cada um está conduzindo.
30:04Um dos temas abordados foi a aplicação da tensiometria
30:07na irrigação de cafezais.
30:10Através do manejo bem conduzido da irrigação,
30:12o produtor consegue economizar água e energia,
30:16fornecendo às culturas apenas a quantidade de água
30:19necessária em cada ocasião
30:21e não operando sempre o sistema na máxima capacidade.
30:25O produtor de café, de certa forma,
30:27ele é muito tradicional
30:28e tem uma certa resistência a se adaptar
30:31à nova tecnologia,
30:32mas depois que ele percebe a facilidade
30:34e, logicamente, o retorno que ele pode trazer,
30:36principalmente o retorno financeiro,
30:38ele logo se adapta.
30:39A tensiometria, no dia de campo do SICOB,
30:41ficou claro para a gente
30:42que muitos produtores já conheciam a tecnologia,
30:45queriam até aderir à tecnologia,
30:46mas não conheciam o funcionamento do tensiômetro.
30:49Aqui, o tensiômetro indica a tensão em tempo real
30:52em que a água se encontra retida no solo.
30:55Desta forma, bastará ao produtor
30:58fazer a leitura do tensiômetro
30:59para determinar a umidade do solo,
31:02por meio da curva de retenção.
31:04Tudo para facilitar as irrigações
31:06no momento e na quantidade certa.
31:09A maior parte das lavouras cafeiras do Estado do Espírito Santo,
31:12vamos colocar aqui a lavoura de Conilon,
31:14a irrigação, na verdade,
31:16é feita de forma localizada.
31:17E o tensiômetro é um equipamento perfeito
31:19para a gente fazer o manejo de irrigação localizada.
31:22Primeiro, o tensiômetro é um equipamento muito simples
31:25de ser operado,
31:26de ser feito o manejo,
31:27de ser instalado no campo.
31:29Segundo, é um equipamento muito barato,
31:31que pode ser feito com um par desse equipamento,
31:34um manejo de áreas bastante significativo,
31:37ou seja, mais de 10 hectares, por exemplo.
31:39E a gente sabe que o manejo localizado,
31:42o tensiômetro fica localizado na lavoura
31:44e a gente consegue ter uma certeza
31:47que aquela água está chegando na quantidade
31:49e no tempo correto
31:51para a gente não causar estresse nas plantas.
31:56Os drones, muito usados na cidade,
31:58também ajudam no trabalho no campo.
32:01As vantagens de utilização do drone na agricultura
32:03são imensas.
32:04Dentre elas, a homogeneidade na aplicação,
32:07que você tem uma cobertura
32:08desde o primeiro pé até o último pé
32:11com a mesma quantidade.
32:11Por ser uma tecnologia,
32:13uma máquina fazendo uma aplicação,
32:15ele até com uma velocidade do vento
32:17que se comporta durante a aplicação,
32:19ele automaticamente regula
32:22a sua quantidade de gotas
32:23por centímetro quadrado naquela aplicação.
32:25Também temos a redução de água.
32:27O modelo convencional utiliza
32:29de 200 a 500 mil litros de água
32:31por um hectare,
32:32enquanto fizemos caudas com o drone
32:34com 8 litros de cauda por hectare.
32:36Também temos no drone
32:38a vantagem do colaborador
32:40não ter contato com o agroquímico.
32:43Os investimentos nos drones
32:45são muito válidos.
32:46Eles auxiliam bastante
32:48na fiscalização das terras,
32:50permitindo o controle mais rápido
32:52e a localização de pragas.
32:53As imagens também são utilizadas
32:56para cálculo da administração
32:58de fertilizantes e agrotóxicos.
33:01E o mais interessante, Weber,
33:02é que a tecnologia foi se adaptando
33:04ao produtor,
33:04como no caso das gotas,
33:06não é, do drone?
33:06Sem dúvida.
33:07Aqui a gente utiliza discos,
33:09ao contrário de bicos
33:10de alguns modelos convencionais,
33:12onde conseguimos trazer
33:13a quantidade de tamanho de gotas,
33:15de 50 a 550 micras,
33:17trazendo ali uma eficiência
33:18melhor do produto
33:19por não ter a quebra das gotas.
33:21E uma curiosidade também
33:22que muita gente tem é
33:23qual é a capacidade
33:24dessa máquina aqui?
33:26Essa é uma das máquinas utilizadas.
33:29A gente hoje aqui tem um drone
33:30de 20 litros,
33:31onde a gente consegue
33:33fazer a adaptação
33:34com os dois tanques,
33:37tendo dois tipos de caudas
33:39para não parar.
33:39Aqui a gente também tem
33:40um chip de leitura,
33:41que ele consegue ter ali
33:42a densidade e o peso
33:44quando ele vai subir
33:46para ele recalcular
33:47e fazer a faixa de aplicação
33:49na cultura específica
33:50que você solicitar.
33:52Essas mudanças exigem
33:54que se esteja constantemente
33:56atento e atualizado
33:58em relação às novidades.
33:59E por isso,
34:00as ações de capacitação
34:02não irão parar nesse ano.
34:04Como o sucesso é muito grande,
34:06isso, lógico,
34:06o produtor vai falando com o outro,
34:08então outras regiões
34:09foram demandando.
34:10Nós fizemos o ano passado,
34:12em 2021,
34:13específico para o café
34:14e aí vem outros produtores
34:16de outras atividades
34:17que falam assim,
34:18puxa vida,
34:18peraí,
34:18não temos condições
34:19de estar fazendo.
34:20E a intenção nossa
34:21é realmente estar ampliando.
34:22Na verdade,
34:23a intenção nossa
34:23é de fazer entre nove
34:24a dez eventos.
34:25Em 2022,
34:27no ano passado,
34:27nós fizemos seis.
34:28Para isso,
34:29nós estamos contando
34:29com vários outros parceiros
34:31para que possam,
34:32além de ver a necessidade
34:34daquele setor,
34:35possam também contribuir
34:36com a gente
34:37para esse dia de campo.
34:38Fique atento
34:39à agenda de dia de campo.
34:41Já tem nove encontros
34:43marcados para esse ano.
34:44O próximo será dia 14,
34:47em Linhares.
34:47O tema será
34:49a cultura do cacau.
34:50Para fazer a inscrição
34:51nesse e em outros encontros,
34:53basta ir a uma agência
34:55do Cicobi Leste Capixaba.
34:59Conhecimento aprendido
35:01que vale ouro.
35:02Ter acesso à tecnologia
35:04e aplicar as novas técnicas
35:06aumenta a produtividade
35:07e incentiva
35:08que o homem continue no campo.
35:12Quais são as expectativas
35:13para os próximos anos?
35:15Aumentar a produtividade,
35:17buscar mais tecnologia
35:19e implantar na propriedade
35:21para ter mais lucro,
35:23mais lucratividade
35:24e, quem sabe,
35:26arrendar mais áreas,
35:27aumentar mais a produção também,
35:29em geral.
35:35Vamos agora
35:36às cotações da semana.
35:38O café Conilon Tipo 7
35:40abriu a segunda-feira
35:41sendo negociado
35:43a R$ 700
35:43e encerrou a sexta
35:45em R$ 680 a saca.
35:48Uma queda de 2,86%
35:51na semana.
35:52O Conilon Tipo 7
35:54começou a semana
35:55em R$ 695
35:57e encerrou em queda
35:59R$ 675 a saca.
36:03Redução de 2,88%
36:05na semana.
36:06O Conilon Tipo 8
36:07na segunda-feira
36:09foi negociado
36:10a R$ 699
36:11na sexta
36:12R$ 670
36:14queda de 2,90%
36:17na semana.
36:18A Pimenta do Reino
36:19Preta B1
36:20começou a semana
36:22a R$ 15 o quilo.
36:23Na sexta
36:24foi cotada
36:25a R$ 14
36:26uma baixa
36:27de 6,67%
36:30na semana.
36:31No próximo bloco
36:32eu te mostro
36:33o potencial
36:34da piscicultura
36:35de Linhares.
36:36Vamos visitar
36:37piscicultores
36:38e também a indústria
36:39de processamento
36:40do pescado.
36:41Até já!
36:57Estamos em Linhares.
36:59A cidade é conhecida
37:00por ser a maior
37:01produtora de tilápia
37:02do Espírito Santo.
37:03Vamos contar um pouco
37:04sobre a criação
37:05e sobre a indústria
37:06do pescado.
37:10Nossa viagem
37:11por Linhares
37:12continua.
37:13A cidade
37:14conhecida
37:15em todo o estado
37:16por ser a capital
37:17do agronegócio
37:18Capixaba
37:18também se destaca
37:20na piscicultura.
37:22Prova disso
37:22é a posição
37:23ocupada
37:24no ranking estadual.
37:25Linhares
37:26é o maior
37:27produtor de tilápia
37:28do Espírito Santo
37:29com 30,5%
37:31de toda a produção.
37:33Em 2018
37:34segundo dados
37:35IBGE
37:36a produção
37:37foi de mais
37:38de 1.200 toneladas.
37:44Entre as principais
37:45espécies de peixes
37:47cultivadas em água doce
37:48a tilápia
37:49é a mais desenvolvida
37:51no estado.
37:52Um exemplo
37:53dentro da piscicultura
37:55é a família Zanetti
37:56que trabalha
37:57há 20 anos
37:58com a atividade.
38:00Produzem
38:00cerca de 600 toneladas
38:02de tilápia
38:03por ano.
38:04nesses 260 tanques
38:06construídos
38:07na Lagoa das Palmas.
38:09É a lagoa mais profunda
38:11que se tem conhecimento
38:12no Brasil
38:13é a Lagoa das Palmas.
38:15Nós já trabalhamos
38:16mais ou menos
38:16aproximadamente
38:1720 anos.
38:18Aproximadamente.
38:19Nós trabalhamos
38:20um tempo
38:21num outro local
38:22e aqui
38:23eu acredito
38:23que já deve ter
38:24uns 10 anos
38:25pra mais.
38:26E eu vivo
38:27adoro isso aqui
38:28adoro isso aqui
38:29a gente tem que gostar
38:31do que faz
38:31parece que você gosta
38:33do que faz
38:33você acaba fazendo melhor
38:35A piscicultura
38:36é um cultivo
38:37que passa
38:38de gerações
38:39na família
38:40mas tem se modernizado
38:42e ganhado
38:42reforço jovem
38:44Rodrigo viu
38:45que o pai
38:46e os tios
38:46gastavam muito
38:47para transportar
38:48alevinos
38:49que são peixes filhotes
38:50dos locais
38:51onde são comprados
38:53até a fazenda
38:54para reduzir custos
38:56e ter uma atuação
38:57que gere melhor
38:58exploração
38:58de recursos naturais
38:59ele percebeu
39:01que dava para criar
39:02filhotes
39:02do tamanho juvenil
39:04lá mesmo
39:05na propriedade.
39:06Na época do inverno
39:07as temperaturas
39:08foram muito baixas
39:09e os fornecedores
39:10não conseguiam
39:11atender
39:12a nossa necessidade
39:14local
39:14então
39:17pensando nessa
39:18oportunidade de mercado
39:19foquei em produzir
39:20sistema em bioflux
39:22onde os parâmetros
39:24de água
39:24praticamente não se alteram
39:26e a utilização
39:27da estufa
39:28justamente para ter
39:29o alevindo
39:30durante o inverno
39:32para que durante
39:32a semana santa
39:33que é um período
39:34de pico
39:34de preço de tilápia
39:35a gente teria
39:37esse peixe
39:38para a gente conseguir
39:39vender
39:39que tem um valor
39:40agregado maior
39:40no mercado.
39:41Engenheiro químico
39:42Rodrigo aliou
39:43o conhecimento
39:44científico
39:45com a prática
39:46ele começou
39:47a pesquisar
39:48e achou um sistema
39:49chamado de bioflocos
39:51altamente recomendado
39:53e já usado
39:54por muitos criadores.
39:58O bioflocos
39:59nada mais é
40:00do que um recurso
40:01voltado para permitir
40:03que a água
40:03utilizada na piscicultura
40:05dure mais tempo
40:06do que o normal.
40:08Em criações
40:09tradicionais
40:10a troca
40:10precisa ser feita
40:11diariamente
40:12uma vez
40:13que essa água
40:14passa a ter
40:15os resíduos
40:16consequentes
40:17das atividades
40:18das espécies.
40:19Um negócio
40:20sustentável
40:21e também
40:22rentável.
40:23A vantagem do sistema
40:24de bioflocos
40:26primeiramente
40:27é pensar
40:27em sustentabilidade
40:29economia de água
40:30então a cada ciclo
40:32a gente
40:32basicamente
40:33só troca
40:335%
40:34da nossa água.
40:35É um sistema
40:36muito novo ainda
40:37não existe
40:38um protocolo ainda
40:39como os outros sistemas
40:41como o tanque escavado
40:42se já tem
40:42uma densidade adequada.
40:44Um juvenil
40:45que eu vou produzir
40:45um tanque escavado
40:46para chegar
40:47nesse peso
40:48que eu te falei
40:48de 15 a 20 gramas
40:49eu tenho que colocar
40:50100 peixes
40:50por metro cúbico.
40:53Um sistema
40:53como o do bioflocos
40:54aqui
40:54além de me dar
40:55várias vantagens
40:57ele diminui
40:58ele aumenta
40:59meu nível
41:01de sobrevivência
41:02aqui
41:02a gente chega
41:03a alcançar
41:03em média
41:03aqui dentro
41:04cerca de 98
41:05ou 95%
41:06de sobrevivência
41:06em média
41:07aqui dentro
41:08desse sistema
41:08a gente coloca
41:09cerca de mil animais
41:11por metro quadrado
41:12aqui dentro
41:13então é 10 vezes
41:14mais do que
41:15um tanque escavado.
41:16O grande diferencial
41:18desta prática
41:19é a capacidade
41:20de permitir
41:21maior renovação
41:22da água
41:23o que gera
41:24otimização
41:25do manejo.
41:27cuidar da qualidade
41:28da criação
41:29dos peixes
41:29passa diretamente
41:31pelo nível
41:32de conservação
41:33da água
41:33por isso
41:34eles ficam
41:35sempre atentos
41:36para não atingir
41:37o nível
41:38tóxico.
41:39Então basicamente
41:39a gente vai fazer
41:40um teste
41:40de qualidade
41:41de água
41:41são dois parâmetros
41:43importantes
41:44para a gente saber
41:45se a qualidade
41:46da água
41:46está boa
41:47então um teste
41:48de amônia
41:49e de nitrito
41:51vou pingar
41:52as gotas
41:53aqui
41:56do primeiro
41:57reagente
41:59e do segundo
42:00reagente
42:01depois a gente vai ter
42:01que esperar um minutinho
42:02para eles mudarem
42:04de cor
42:08depois de um certo tempo
42:10a gente tem o resultado
42:11dos testes aqui
42:12então a gente pode acompanhar
42:14que deu 0,25
42:15amônia
42:16e é um valor
42:18muito bom
42:19quando a gente compara
42:20com o nível tóxico
42:21que tem aqui na água
42:23então é um valor
42:25muito aceitável
42:26que justamente
42:26garante
42:27uma qualidade
42:29de água
42:30e um conforto
42:32para os peixes
42:32ali na água
42:33a atividade
42:35exige muito
42:37cuidado
42:38manejo
42:39e monitoramento
42:40é preciso
42:41ficar sempre
42:42atento
42:43e observando
42:44o estado
42:45sanitário
42:46dos peixes
42:46pois qualquer problema
42:48pode ocasionar
42:49alta mortalidade
42:51a criação
42:52de peixes
42:52em lagoas
42:53e lagos
42:54sobre domínio
42:55do estado
42:55é permitida
42:57mediante
42:58licenciamento
42:59ambiental
42:59específico
43:01para a atividade
43:01a liberação
43:03é expedida
43:04pelo instituto
43:05estadual
43:06do meio ambiente
43:07e recursos
43:07hídricos
43:08o IEMA
43:09nós temos aqui
43:10em volta
43:11uma natureza
43:14usamos o mínimo
43:15possível
43:16só
43:16de espaço
43:18para o trabalho
43:21necessário
43:22os containers
43:23foram colocados
43:24no meio da mata
43:25para não desmatar
43:29porque a piscicultura
43:30depende disso
43:31aqui
43:31o meio ambiente
43:33depende da natureza
43:34então nós
43:35temos que nos
43:36preocupar
43:37em conservar
43:41a piscicultura
43:43não é tão simples
43:44quanto parece
43:45existem diversos
43:47passos
43:47importantes
43:48para tomar
43:49antes de dar início
43:51ao cultivo
43:52um deles
43:53por exemplo
43:54é a busca
43:55por orientação
43:56técnica
43:57outro ponto
43:58é saber
43:58para onde vai enviar
44:00o peixe produzido
44:01aqui na propriedade
44:03eles vendem
44:04para os frigoríficos
44:05do município
44:06de Jaguaré
44:07no norte
44:07Capixaba
44:08e também
44:09para os estados
44:10da Bahia
44:10e Rio de Janeiro
44:11a nossa produção
44:12o mercado consegue
44:13absorver
44:15apesar que nós
44:16só temos
44:17em viagem
44:17um frigorífico
44:21De olho no mercado
44:24Helder resolveu investir
44:25na compra
44:26de um frigorífico
44:27de abate
44:28de tilápias
44:29que já existia
44:30na região
44:31o piscicultor
44:32e sua irmã
44:33fazem o tratamento
44:35e comercialização
44:36das tilápias
44:37no próprio município
44:38e agregam
44:39valor à atividade
44:41Começamos com esse negócio
44:42há 16 anos atrás
44:43e vimos que
44:45a existência
44:47de um frigorífico
44:48funcionando
44:49como abatedouro
44:50destinando
44:51esse produto
44:52já acabado
44:55e já na fase final
44:57para o cliente
44:58seria uma forma
44:59de afegar valor
45:00ao nosso produto
45:01Nós tivemos
45:02muita dificuldade
45:02aqui
45:03trazendo peixe
45:04de fora do estado
45:05de três moradas
45:07Minas
45:08que fica
45:08a 1.100 km daqui
45:10Isso custa
45:11para nós
45:12muito grande
45:12logística
45:13Aqui são abatidas
45:15120 toneladas
45:16por mês
45:17Além do que
45:18produz os 90 tanques
45:20instalados na propriedade
45:22Helder também
45:23compra tilápia
45:24de outros fornecedores
45:26do Espírito Santo
45:27e estados vizinhos
45:28pois a procura
45:29é alta
45:30Aqui
45:31eles comercializam
45:33filé fresco
45:34congelados
45:35e também
45:35posta de tilápia
45:37A gente está trabalhando
45:38com um abate
45:39de 120 toneladas
45:40de peixe
45:41por mês
45:41com uma capacidade
45:43que pode chegar
45:43a 180 toneladas
45:45e produzindo
45:47com isso
45:48a faixa
45:48de 40 toneladas
45:50de filé
45:51por mês
45:52O processo
45:53que os peixes
45:54passam
45:55é longo
45:55Os caminhões
45:57próprios
45:57do frigorífico
45:58fazem a retirada
46:00da fazenda
46:00e ao chegar
46:02ao frigorífico
46:03é hora
46:03de começar
46:04os procedimentos
46:06de limpeza
46:07Cada peixe
46:08vai virar filé
46:10A primeira etapa
46:13é a do recebimento
46:14O peixe
46:15que chega
46:16já com gelo
46:17passa pelo procedimento
46:19de lavagem
46:20e remoção
46:21das escamas
46:22Pesca na lagoa
46:23ou a gente
46:24traz o produto
46:25Quando
46:26o mesmo dia
46:28a gente passa
46:29pela escamadeira
46:30desce
46:30para fazer o corte
46:31Aí se a gente
46:33pesca
46:33no domingo
46:34um dia antes
46:35aí vai direto
46:36para a câmera
46:37aí a gente
46:38guarda ele
46:39a 18 graus
46:42Depois
46:43desse processo
46:44tudo se torna
46:46manual
46:46e no detalhe
46:47Trabalho
46:48que passa
46:49por várias mãos
46:51Uma delas
46:52é o do Claudir
46:53Ele trabalha
46:54na parte
46:55de filetagem
46:56há mais de 10 anos
46:58O segredo
46:59é você fazer
46:59o melhor aproveitamento
47:01do filé
47:01do peixe
47:02Então você tem
47:03que fazer
47:04todo o preparo
47:05ali para sair
47:05da melhor forma
47:06possível
47:07para sair
47:08um filé
47:08bem feitinho
47:09Mas sabe
47:10uma curiosidade?
47:12Aqui
47:1380%
47:14da mão de obra
47:15é feminina
47:16e são todas
47:17mulheres
47:18da zona rural
47:19A gente tem
47:20menos homens
47:21e trabalha
47:21com mais mulheres
47:22Elas são mais
47:23detalhistas
47:24no que elas fazem
47:27Jéssica
47:28mostra
47:29como o processo
47:30necessita
47:31de habilidade
47:32e é minucioso
47:33Desta vez
47:35eu nem atrevi
47:36a pedir
47:36para ajudar
47:38O processo
47:39aqui
47:39é no detalhe
47:40É preciso
47:41tomar muito cuidado
47:42para melhor
47:43aproveitamento
47:44do peixe
47:44Jéssica
47:45qual é o processo
47:46que você realiza
47:47aqui?
47:48Primeiramente
47:49a gente pega
47:49o peixe
47:50aqui na caixa
47:51coloca na banca
47:54aí realiza
47:55o primeiro corte
47:56aqui
47:56do lado
47:57da cabeça
47:57do peixe
47:58Tem algum segredo
47:59para esse corte?
48:01Primeiramente
48:01está com a faca
48:02bem afiada
48:03e manusear
48:04com cuidado
48:06aproveitar
48:07bem
48:07a carne
48:09do peixe
48:09tirando toda
48:10a carne
48:10do peixe
48:11não deixando
48:11carne na carcaça
48:12e evitando
48:13cortar as vidas
48:14para não haver
48:15contaminação
48:16do filé
48:16dessa forma
48:18aqui
48:20aí o filé
48:21está pronto
48:21daqui
48:22ele vai
48:23para a máquina
48:23retira o couro
48:24e de lá
48:26passa para o toalete
48:27é feito o acabamento
48:28e depois
48:29para ser embalado
48:30para ir até o consumidor
48:31aqui
48:32tudo é rigorosamente
48:34selecionado
48:35para que seja
48:37preservado
48:38a origem
48:39a textura
48:39e o sabor
48:40dos produtos
48:41como vimos
48:43o peixe daqui
48:44vai para longe
48:45e precisa
48:46chegar em excelente
48:48estado
48:48para os clientes
48:50a partir do momento
48:51que ele tira
48:52a pele
48:53ele é definido
48:54se ele é para
48:54resfriado
48:55ou congelado
48:56esse processo
48:58que nós estamos
48:58vendo aqui atrás
48:59é o resfriado
49:00esse pedido
49:01é um pedido
49:02que está sendo finalizado
49:03para ser encaminhado
49:04para o Rio de Janeiro
49:05a partir de agora
49:06quando passa
49:08por essa etapa
49:08que ela está botando
49:09na caixa
49:09nós vamos passar
49:11para encamizar
49:11seria botar o gel
49:13rótulo
49:14e lacrar a caixa
49:15e qual é o outro caminho
49:17que esse peixe pode fazer?
49:18o outro processo
49:19seria o congelado
49:20que a gente embala
49:21congela
49:23tira do congelamento
49:25depois de 24 horas
49:26e passa por um processo
49:28para ser embalado
49:28pesado e embalado
49:33hoje o frigorífico
49:35é o único do estado
49:36que trabalha
49:37com peixes resfriados
49:39o mercado
49:41do Rio de Janeiro
49:42é o principal cliente
49:4485% da produção
49:46vai para lá
49:47os outros 15%
49:49ficam no estado
49:51e são comercializados
49:53para os mercados
49:54e restaurantes
49:55a gente atende
49:56toda a região sudeste
49:58Espírito Santo
49:59Rio
49:59Minas
50:00sul da Bahia
50:02São Paulo
50:03então nós estamos
50:04presentes em todos
50:05esses mercados
50:05com produtos
50:06congelados
50:07mas principalmente
50:08com produtos
50:09resfriados
50:10que é o nosso
50:12grande
50:14produto
50:15é onde a gente
50:15tem uma expertise
50:16muito grande
50:17é onde realmente
50:17a gente tem
50:18uma qualidade excepcional
50:19e brigamos aí
50:21com os maiores
50:22frigoríficos do Brasil
50:26aqui que tudo
50:27é reaproveitado
50:29tem uma ideia
50:30da porcentagem
50:31que é aproveitado
50:32desse peixe
50:34vocês precisam saber
50:36que 30%
50:37vai para filé
50:38e 70%
50:39vai para a fábrica
50:41onde é o fabricado
50:42a farinha
50:43e também o óleo
50:44e foi pensando
50:46nesse mercado
50:47que os empresários
50:48decidiram investir
50:50ainda mais
50:50e expandir
50:51os negócios
50:52o resíduo de peixe
50:54que seria
50:55hoje a gente
50:56transforma
50:57o resíduo do peixe
50:58em farinha e óleo
50:59que são as bases
51:00alimentares
51:01para as rações
51:02de pet
51:03e é uma fonte
51:05alimentar
51:05de extrema
51:06qualidade
51:07para os animais
51:08além de
51:09reverter
51:10para a empresa
51:11uma renda
51:13a partir
51:14dessa transformação
51:16toda a água
51:17que a gente
51:18utiliza
51:18dentro do
51:19frigorífico
51:20no processamento
51:21do peixe
51:22ela é reaproveitada
51:23para poder voltar
51:24para a natureza
51:25então nós tentamos
51:27dessa forma
51:28tanto com o aproveitamento
51:29do resíduo
51:29como o tratamento
51:30da água
51:31minimizar ao máximo
51:33qualquer impacto
51:34que a gente possa gerar
51:35na cadeia produtiva
51:41e a gente não poderia
51:42terminar essa matéria
51:43falando de tilápia
51:44sem fazer uma receita
51:46o que o senhor
51:46vai preparar de gostoso
51:47aí para a gente?
51:48uma tilápia
51:49grelhada
51:50e o que que precisa
51:52para quem está em casa
51:52conseguir preparar
51:53uma tilápia
51:54assim também?
51:55você tem que limpar ela
51:56corta
51:57tira a cabeça
51:58tira o rabo
51:59você não
52:01limpa ela todinha
52:02e tempera
52:03e aí tem algum segredo
52:05assim do que temperar?
52:07não
52:07basicamente
52:09é o que se usa em peixe
52:10é sal, pimenta
52:12limão
52:13limão pode ser a gosto
52:15é
52:15eu particularmente
52:16não uso
52:16aí eu vou virar aqui
52:18e vou temperar
52:19aí eu vou pegar o sal
52:24e aí
52:25na hora
52:26muita gente tem dúvida
52:27né
52:27eu posso deixar o couro
52:29eu preciso colocar
52:30né
52:30papel alumínio
52:32que é tão
52:32só sempre que
52:33com essa dúvida
52:33eu preciso ou não
52:34o couro já faz
52:35esse papel
52:35não, não
52:36o couro
52:37já faz o papel
52:39no papel alumínio
52:40então quem está em casa
52:42só precisa
52:43comprar uma tilápia bonita
52:44né
52:45se preparar
52:46botar o temperinho
52:47aqui
52:47e aí
52:48vai usar a grelha
52:49e pode colocar
52:50na churrasqueira
52:51vai na churrasqueira
52:53e vai controlando
52:55até o ponto
52:56de
52:56ela tá pronta
52:58vamos lá então
52:58pra mostrar pro pessoal
52:59como que é simples
53:12e agora então
53:13chegou a hora
53:14boa né
53:14de provar
53:15essa delícia
53:16que o senhor preparou
53:16pra gente
53:17bora provar?
53:18bora
53:19deixa eu te servir
53:24e aí
53:25antes de provar
53:26essa delícia
53:27queria te convidar
53:28a ir aí também
53:29valorizar né
53:30nossa piscicultura capixaba
53:31tão importante
53:32com certeza
53:33dá tempo ainda
53:34de ir lá
53:35comprar um peixinho
53:36finalizar aí o seu domingo
53:38com um prato maravilhoso
53:39desse daqui
53:40simples de fazer
53:41né
53:42como a gente viu
53:43rápido
53:44eu acho que o mais legal
53:46é a gente conseguir
53:47no nosso programa
53:48mostrar né
53:48o quanto nosso
53:49agro capixaba
53:50ele é diverso
53:51ele é rico
53:52ele é saudável
53:53e ele principalmente
53:54é gostoso né
53:55então pessoal
53:56muito obrigada
53:56por nos acompanhar
53:57até aqui
53:58um excelente domingo
53:59a todos vocês
54:00e até domingo que vem
54:05para saber mais
54:07sobre o mundo agro
54:08confira a coluna
54:09agrobusiness
54:10no folhavitoria.com.br
54:13e no nosso canal
54:14no youtube
54:15instagram
54:15arroba
54:16folhabusiness
54:17e também
54:18no meu instagram
54:19pessoal
54:19stefani.agronomia
54:21eu espero vocês
54:23nas redes sociais
54:24e no nosso canal