00:00Nós estávamos indo dormir, aí o meu sobrinho chegou batendo na minha porta, aqui embaixo aqui, ele meu irmão, e
00:09avisou, só, tá caído morto lá em cima, no bar expedito, lá perto de casa, aí eu peguei, troquei de
00:15roupa e aí eu cheguei lá em cima, os policiais estavam lá fazendo a ocorrência, né, e tal, e aí
00:21até esperar o Rabecão vir pra levar ele, né, pro Miguel, mas a ficha ainda não tinha nem caído ainda,
00:29A pessoa gritou, assim, falando assim, olha, se você mexer com a mulher, minha mulher, manda os meus filhos, você
00:39sabe que é tiro na testa, né, aí naquilo ali eu fiquei assim, hã? Fiquei já assim, meio cabreira, né,
00:46meio em dúvida, assim, aí falou assim, caramba, será que alguém tá ameaçando, mas ele não reagiu nem nada, daqui
00:52dali ele pegou e desceu no portão e pronto, antes, alguns anos atrás, ele era mais tranquilo,
01:00carinhoso, dentro de casa, obedecia mais ou menos, entendeu, mas ele não era assim não, depois que ele ficou revoltado.
01:06A mãe diz que agora o sentimento é de perda e dor nesse fim de ano.
01:10A família planejava uma coisa que agora acho que nem vai ter, né, alguma coisa assim, de sossego, comemoração com
01:23ele também, não é, hein, agora é o jeito, né, agora é o jeito de esperar, conforto, entendeu, pra todos
01:32nós aqui, que é difícil, hein.
01:35Tchau, tchau, tchau.
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