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  • há 15 horas
Soninha diz ser a favor da redução da maioridade penal e elenca propostas contra feminicídios

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Transcrição
00:00Candidata, agora seguindo para alguns temas mais específicos,
00:02para a gente conseguir abordar vários assuntos,
00:05falando sobre segurança pública.
00:06Em 2025, o Estado de São Paulo bateu o recorde de feminicídios,
00:10segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
00:13O que falta para esse cenário mudar e no que você vai apostar se eleita?
00:18Falta uma ação lá no início do processo.
00:22Violência doméstica é uma escalada,
00:24não é como uma briga de torcida, uma briga de barque,
00:26numa explosão, uma pessoa se torna assassino.
00:30Vai piorando, então a gente precisa comunicar intensamente
00:34em todas as oportunidades, na televisão, na unidade de saúde,
00:38na escola das crianças, na faculdade,
00:41que começa com pequenos gestos, a humilhação, a ofensa,
00:46onde você vai com essa roupa, está parecendo uma vagabunda,
00:50daqui seu celular, deixa eu ver com quem você está falando,
00:53um apertão no braço, sabe?
00:55Começa assim, as mulheres precisam saber, não menospreze,
01:01essas pequenas violências iniciais, porque elas vão se agravar.
01:07Então, comunicação é fundamental.
01:10A gente sabe disso para falar de vacina, de vários outros assuntos.
01:14Comunicação.
01:16Segundo passo, para onde vai essa mulher?
01:18Ela se deu conta que ela está sofrendo violência,
01:22ela está entrando em perigo.
01:24Você tem de ter centros de referência da mulher em um bom número.
01:29Não estou inventando nada, já tem até tipificação técnica.
01:33Tem assistente social, tem psicóloga, tem advogada,
01:37tem uma sala para atendimento em grupo,
01:39tem salas para atendimento individual e assim por diante.
01:43Qual é o problema?
01:44Tem um custo que é razoavelmente alto.
01:46Então, o governo federal tem de passar recursos para os municípios,
01:51não somente para a implantação, mas para dividir ali o custeio.
01:56Porque às vezes a gente vê até uma matéria, né?
01:58Nossa, olha aqui esse hospital, que lindo, só que não tem nada.
02:02Não tem equipamento, não tem médico.
02:04Claro, o custeio é muito pesado, pagar a conta todo mês.
02:08Então, o governo federal tem de participar disso decisivamente
02:12e não transferir lá, está aqui um milhão e meio para construir,
02:15como acontece muitas vezes em serviços diversos.
02:19Aí você tem o caso da violência ocorrida.
02:23Então, precisa ter a medida protetiva, claro,
02:27antes de chegar no ponto máximo do risco de morte ou da morte.
02:31Mas, no caso da violência ocorrida, violência grave,
02:34que você vai ter que ter uma intervenção,
02:35você vai ter que ter uma medida protetiva.
02:37A medida protetiva, isso também infelizmente já está bem mais claro.
02:41É uma linha imaginária.
02:43Você diz, olha, você não pode chegar perto da mulher,
02:46nem dos filhos, nem do trabalho dela a menos de 200 metros.
02:52Não impede, é claro.
02:54Não impede ninguém chegar perto.
02:55Então, o que você precisa?
02:56De tornozeleira eletrônica,
02:58de uma baita central de monitoramento
03:00e de um aplicativo de emergência.
03:03Porque se ultrapassar essa linha,
03:05ou se a mulher precisar pedir ajuda imediatamente,
03:08cidade de São Paulo tem isso,
03:10estado de São Paulo tem isso,
03:11outros estados também têm.
03:13Também não é novidade.
03:16De novo, precisa ter o recurso,
03:18precisa ter a tecnologia.
03:20Não podemos achar que todas as prefeituras
03:23têm condição de fazer isso,
03:25porque não tem.
03:26A gente tem a Ronda Maria da Penha,
03:28tem um custo elevado.
03:30São muitas viaturas,
03:31são muitas guardas preparadas especialmente para isso,
03:35e assim por diante.
03:36Então, eu creio que esses três momentos,
03:39a percepção inicial,
03:42o acolhimento inicial,
03:44e transformar essa barreira invisível
03:47em uma barreira de fato,
03:48podem ajudar muito.
03:51Candidata, ainda falando um pouco
03:53sobre segurança pública,
03:54uma das pautas bastante levantadas
03:56pelos candidatos ao Senado
03:57é a redução da maioridade penal.
04:00Então, nós queríamos entender
04:01se você é a favor ou contra essa medida,
04:03e se você acha que deveria ser
04:05uma pauta prioritária no Senado.
04:07Olha, pela comoção que isso causa na sociedade,
04:11de gente que é a favor da redução
04:15da maioridade penal,
04:17e até de coisas piores,
04:20que nem constam do nosso Código Penal,
04:23as pessoas estão cansadas,
04:25têm medo, têm revolta.
04:28A gente precisa tratar isso como prioritário, sim,
04:32sem achar que é uma pauta da direita repressora,
04:37que acredita no punitivismo
04:38como forma de resolver os problemas da sociedade,
04:41porque se você andar na quebrada,
04:42tem muito trabalhador de esquerda,
04:46eleitor do Lula,
04:47que também fala que não é possível
04:48um moleque desse tamanho,
04:51a gente dizer que ele não sabe
04:53o que ele está fazendo.
04:54Então, a Constituição diz que até os 18 anos
04:58as pessoas são inimputáveis,
05:00quer dizer que elas não respondem
05:02por eventuais crimes que elas tenham cometido.
05:06Eu tenho opinião firme, assim,
05:10de que com 16 e 17 anos,
05:13um jovem não sabe menos coisa do que com 18
05:17em relação ao que não se pode fazer
05:21em relação a outra pessoa.
05:23Se ele não sabe com 16,
05:25ele não vai saber com 17,
05:26ele não vai saber com 18
05:27que ele não pode estuprar,
05:29que ele não pode praticar latrocínio.
05:33Não é falta de maturidade
05:36do cérebro do jovem.
05:38Eu nem falo mais adolescente.
05:40Não é falta de maturidade
05:42que faz com que ele cometa
05:44atos terríveis, perversos.
05:47Quer dizer que a menina não sabia
05:48que ela não devia envenenar
05:50a namorada do ex.
05:52Ela precisaria ter 18 anos
05:55para saber que não pode fazer isso.
05:57A sociedade entra em colapso
06:00diante de uma coisa dessas.
06:02Então, assim, determinadas coisas.
06:04Crimes contra a pessoa.
06:05Crimes graves contra a pessoa.
06:09Não são atos infracionais.
06:11que vão responder,
06:13que vão...
06:14Cujo autor vai ser aplicada
06:17uma medida
06:21socioeducativa.
06:22A gente desmoraliza, inclusive,
06:25a medida socioeducativa.
06:27Porque tem situações
06:29incríveis
06:30que a medida socioeducativa
06:32faz uma diferença
06:33na vida do adolescente
06:34ou do jovem
06:35de 16, 17 anos,
06:37de verdade.
06:37Vai fazer uma prestação
06:38de serviço comunitário, sabe?
06:40Vai participar
06:41de determinadas atividades.
06:43São incríveis as medidas,
06:45mas se a gente achar
06:45que a medida socioeducativa
06:47vale para um adolescente
06:49que a tirou na senhorinha
06:51porque ela não tirou
06:52a aliança a tempo,
06:54desmoraliza o ECA,
06:56desmoraliza a medida
06:57socioeducativa.
06:58Então, a gente tem que traçar
06:59uma linha.
07:00O que é que um jovem
07:02tem sim condição de saber
07:04e obrigação de saber
07:05e a medida educativa
07:06que a gente vai aplicar
07:07para ele
07:08é a penalidade
07:09correspondente
07:10à gravidade
07:10do que ele fez.
07:12A penalização correta
07:13é educativa
07:15para aquele
07:15que está passando
07:16por isso
07:17e para todos os demais
07:18que acreditariam
07:20numa impunidade
07:21e não é à toa
07:22que acreditariam.
07:37Eu entendo que
07:39você proibir
07:41não protege
07:42nem a mãe
07:44e nem
07:46o
07:48bebê.
07:50Vamos falar bebê,
07:51embora
07:51isso já gere
07:53uma reação
07:54assim.
07:55Você vê que
07:56para mim
07:56não é fácil
07:57falar de aborto
07:59e eu não pretendo
08:01defender o aborto,
08:03defender o direito
08:05ao aborto,
08:06mas a realidade
08:07do aborto.
08:08A gente não pode
08:10acreditar
08:11por causa
08:11da nossa crença
08:13religiosa,
08:15familiar,
08:16que uma mulher,
08:18uma menina,
08:18uma jovem
08:19não vão fazer
08:20um aborto
08:21quando ela tiver
08:22a certeza
08:24de que ela
08:25vai interromper
08:26aquela gestação
08:28de um jeito
08:29ou de outro.
08:31Então,
08:32acredito que
08:33a legalização,
08:35com todas as suas
08:37regras,
08:38pode permitir
08:39que isso aconteça
08:41num ambiente
08:41higiênico,
08:44seguro,
08:45com apoio psicológico,
08:47inclusive
08:48para um planejamento
08:51de vida
08:52dali por diante
08:53para que aquilo
08:55não aconteça
08:56novamente.
08:58A gestação,
09:01lógico,
09:01no caso de estupro,
09:02não é só um atendimento
09:04psicológico
09:04que vai evitar
09:06que aconteça
09:06novamente,
09:07mas vai precisar
09:08muito de um atendimento
09:09psicológico
09:10por causa
09:10do que já
09:11aconteceu.
09:12Então,
09:14a legalização,
09:16na minha opinião,
09:17é isso,
09:17garante que aquilo
09:18que vai ser feito
09:19de um jeito
09:21ou de outro
09:21seja feito
09:23num ambiente
09:25asséptico,
09:26seguro,
09:27com profissionais
09:28responsáveis,
09:31mas
09:32não é simples,
09:34não é simples.
09:36Tem o caso
09:37da interrupção
09:38da gestação
09:38depois de 22 semanas,
09:40por exemplo.
09:41Falou-se
09:42muita coisa
09:44inverídica
09:45a respeito
09:46desse assunto
09:48que há
09:49a sístole,
09:52não lembro,
09:52mas que uma
09:53determinada intervenção
09:54que me parece
09:56bastante
09:58severa
09:59para dizer o mínimo
10:00é o que
10:02a OMS
10:03diz que é
10:03o padrão ouro
10:04para a realização
10:06de aborto
10:06acima de 22 semanas.
10:09Não existe
10:09nada disso.
10:10Eu li todo
10:11o manual técnico
10:12da OMS
10:12sobre interrupção
10:13de gravidez.
10:14Ela é silente
10:15sobre como agir
10:17no caso
10:18de uma gestação
10:19com mais de 22 semanas.
10:21Super delicado isso.
10:23Super, super.
10:25Tão delicado
10:26que
10:27dificilmente
10:28aparece
10:29nas discussões.
10:30Em todo caso,
10:31importantíssimo
10:32lembrar,
10:33uma mulher
10:34que tenha sido
10:34vítima de estupro
10:36tem o direito
10:37garantido
10:38de fazer
10:40um aborto.
10:41A cidade de São Paulo,
10:43não lembro se são
10:44cinco ou seis lugares
10:45que oferecem
10:48essa possibilidade.
10:49um aborto.
10:49tchau, tchau.
10:49Tchau, tchau.
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