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  • há 1 dia
Transcrição
00:00E outro caso, aliás, ainda mais alarmante.
00:03Uma IA, utilizada por militares dos Estados Unidos, apresentou informações equivocadas
00:10e quase provocou um confronto no Oriente Médio.
00:15Vamos saber mais na reportagem.
00:20Um relatório de inteligência do governo dos Estados Unidos,
00:24produzido com a ajuda de inteligência artificial,
00:27indicou falsamente que um navio chinês no Oriente Médio
00:31transportava componentes de um programa de armas nucleares.
00:35Segundo fontes ouvidas pela CNN Internacional,
00:38a Casa Branca chegou a preparar uma operação para interceptar a embarcação.
00:43A informação havia sido produzida por um analista do Comando de Operações Especiais,
00:47que recorreu a um chatbot para analisar relatórios de inteligência
00:51sobre o manifesto de carga do navio.
00:54A ferramenta combinou informações de fontes abertas com dados secretos do governo
00:59e identificou a carga de maneira incorreta.
01:02O erro só foi descoberto momentos antes da operação,
01:06quando autoridades analisaram o relatório com maior atenção.
01:09O documento foi considerado totalmente falso por uma das fontes ouvidas pela reportagem,
01:15que afirmou que o episódio quase provocou uma guerra.
01:19Não há informações sobre qual era a carga real da embarcação chinesa.
01:23O episódio chama a atenção para os riscos do uso de IA na inteligência militar,
01:28especialmente na seleção de alvos.
01:30Analistas já temiam que informações fracas ou corrompidas
01:33pudessem levar a erros de cálculo com consequências graves.
01:37Entre os problemas apontados estão a possibilidade de decisões militares
01:41baseadas em informações incorretas, o que quase ocorreu nesse caso específico.
01:46Especialistas ainda alertam que é preciso criar um conjunto único de normas
01:50para verificar informações geradas por IA.
01:52O episódio veio à tona dias após pesquisadores dos Estados Unidos e da China
01:57discutirem limites para a inteligência artificial militar
02:01com foco em armas nucleares, ataques cibernéticos e controle humano.
02:06Mas nenhum dos dois governos endossou publicamente as propostas
02:09apresentadas pelos especialistas até agora.
02:17O cometa Halley é um dos corpos celestes mais famosos do mundo.
02:24Mas suas características orbitais dificultam acompanhar a trajetória dele de perto.
02:31Agora, uma nova missão quer acompanhá-lo durante toda a sua aproximação ao Sol
02:37usando uma rota que passa por Júpiter e Saturno.
02:42Vamos conferir.
02:46O cometa Halley não passa perto da Terra com frequência.
02:51Sua próxima visita ao Sistema Solar está prevista apenas para 2061
02:55e uma proposta de missão quer aproveitar a ocasião para fazer algo
02:59que as sondas que o visitaram em 1986 não conseguiram.
03:04Acompanhar o cometa durante um período prolongado.
03:07Mas isso está longe de ser uma tarefa simples.
03:10A órbita do cometa é retrógrada, ou seja, ele viaja pelo Sistema Solar
03:14em sentido contrário ao movimento da maioria dos planetas.
03:18Além disso, possui uma inclinação de cerca de 162 graus,
03:22o que torna muito difícil fazer uma espaçonave chegar à mesma trajetória
03:27e velocidade do objeto.
03:28Quando Halley foi observado de perto, em 1986,
03:32diferentes espaçonaves conseguiram realizar sobrevoos.
03:36Entre elas, estava um agioto da Agência Espacial Europeia e as sondas soviéticas Vega.
03:41Mas como as trajetórias das sondas não permitiam acompanhar o cometa,
03:45as observações foram de poucas horas.
03:48A nova proposta, apresentada por pesquisadores da Califa University,
03:52nos Emirados Árabes Unidos, parte justamente dessa limitação.
03:55O objetivo não seria apenas cruzar o caminho do Halley,
03:59mas chegar até ele com uma trajetória que permita permanecer próximo
04:03enquanto o objeto se aproxima do Sol.
04:05Isso é importante porque a atividade de um cometa muda conforme ele recebe mais calor.
04:10Dessa forma, uma missão que permaneça próxima durante essa fase
04:13poderia acompanhar essas transformações.
04:16Para conseguir chegar ao Halley,
04:18os pesquisadores propõem que a espaçonave não siga diretamente até o cometa.
04:22A ideia é usar a gravidade de dois planetas
04:24para ajudar a mudar sua trajetória ao longo da viagem.
04:28Além disso, a nave usaria um tipo de propulsor chamado Efeito Hall.
04:32Ele não dá um grande impulso de uma vez,
04:34mas acelera a espaçonave aos poucos durante um longo período.
04:38O primeiro planeta importante no caminho seria Júpiter.
04:41Ao passar perto dele, a espaçonave aproveitaria a força da gravidade do planeta
04:45para ganhar velocidade e ser direcionada para Saturno.
04:48Lá, aconteceria uma mudança ainda mais importante.
04:52A gravidade do planeta ajudaria a inclinar a trajetória da nave,
04:55deixando seu caminho mais parecido com o do Halley.
04:58Em outras palavras, Júpiter ajudaria a espaçonave a ganhar velocidade,
05:03enquanto Saturno ajudaria a mudar a direção de sua trajetória.
05:06Com essas duas manobras e a aceleração contínua do propulsor,
05:10a proposta prevê que a nave consiga alcançar o Halley em 2060,
05:14cerca de um ano antes de o cometa chegar ao ponto mais próximo do Sol.
05:18Por enquanto, essa é apenas uma proposta.
05:20Caso a missão seja aprovada,
05:22ela teria duas possíveis janelas de lançamento
05:24em agosto de 2036 e setembro de 2037.
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