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  • há 2 dias
Transcrição
00:00Lançado em 1988, um satélite de inteligência do governo dos Estados Unidos
00:08simplesmente se desintegrou na órbita da Terra.
00:13O motivo da explosão do equipamento ainda é desconhecido.
00:18Vamos saber mais.
00:23Um antigo satélite espião dos Estados Unidos, que orbitava cerca de 775 quilômetros de altitude,
00:30se desintegrou inesperadamente.
00:33Segundo aviso publicado no Spacetrack, plataforma oficial do governo norte-americano
00:38que reúne dados de rastreamento e catalogação de objetos espaciais,
00:43o evento foi confirmado, mas a causa da fragmentação ainda não foi determinada.
00:48A desintegração aconteceu no último domingo, por volta das 18 horas e 13 minutos pelo horário de Brasília.
00:54O anúncio, no entanto, só ocorreu agora.
00:56O satélite em questão é o USA-32.
01:00Registros públicos indicam que ele foi lançado em 5 de setembro de 1988,
01:05a bordo de um foguete Titan II,
01:08e integrava uma missão ultra-secreta para monitorar radares soviéticos em órbita.
01:13O equipamento era usado para atividades de inteligência eletrônica e de sinais.
01:17Quando um satélite se fragmenta, sua estrutura se divide em vários pedaços
01:21que passam a seguir trajetórias próprias.
01:24Esses fragmentos podem incluir partes grandes o suficiente para serem detectadas e catalogadas,
01:30além de componentes menores que podem permanecer temporariamente fora do alcance dos sistemas de rastreamento.
01:37Até o momento, não foi divulgada uma quantidade de fragmentos gerados pelo evento.
01:41A Força Espacial dos Estados Unidos se limitou a informar que os detritos rastreados estão sendo incorporados
01:48às análises rotineiras de possíveis aproximações com outros objetos espaciais.
01:53O episódio é relevante porque o USA-32 estava em uma órbita relativamente alta.
01:59Nessa região, fragmentos podem permanecer por bastante tempo ao redor da Terra
02:03antes de perderem altitude e reentrarem na atmosfera.
02:07Além disso, ele estava a poucos quilômetros de distância de cerca de 200 satélites ativos.
02:12Mas segundo o aviso do Space Track, nenhuma ameaça imediata foi identificada.
02:17As informações disponíveis ainda são insuficientes para determinar o que provocou
02:22a destruição do satélite espião dos Estados Unidos.
02:25Pode ter sido um meteorito, uma colisão ou até mesmo um teste de sistemas antissatélites.
02:30A identificação dos fragmentos e novas análises orbitais poderão ajudar a esclarecer o que de fato aconteceu.
02:42O cometa Halley é um dos corpos celestes mais famosos do mundo.
02:49Mas suas características orbitais dificultam acompanhar a trajetória dele de perto.
02:55Agora, uma nova missão quer acompanhá-lo durante toda a sua aproximação ao Sol,
03:02usando uma rota que passa por Júpiter e Saturno.
03:07Vamos conferir.
03:11O cometa Halley não passa perto da Terra com frequência.
03:15Sua próxima visita ao Sistema Solar está prevista apenas para 2061.
03:20E uma proposta de missão quer aproveitar a ocasião para fazer algo que as sondas que o visitaram em 1986
03:27não conseguiram.
03:29Acompanhar o cometa durante um período prolongado.
03:32Mas isso está longe de ser uma tarefa simples.
03:35A órbita do cometa é retrógrada, ou seja, ele viaja pelo Sistema Solar em sentido contrário ao movimento da maioria
03:42dos planetas.
03:43Além disso, possui uma inclinação de cerca de 162 graus, o que torna muito difícil fazer uma espaçonave chegar à
03:50mesma trajetória e velocidade do objeto.
03:53Quando o Halley foi observado de perto, em 1986, diferentes espaçonaves conseguiram realizar sobrevoos.
04:01Entre elas, estavam a Joto, da Agência Espacial Europeia, e a sonda soviética Vega.
04:06Mas como as trajetórias das sondas não permitiam acompanhar o cometa, as observações foram de poucas horas.
04:13A nova proposta, apresentada por pesquisadores da Califa University, nos Emirados Árabes Unidos, parte justamente dessa limitação.
04:20O objetivo não seria apenas cruzar o caminho do Halley, mas chegar até ele com uma trajetória que permita permanecer
04:27próximo enquanto o objeto se aproxima do Sol.
04:30Isso é importante porque a atividade de um cometa muda conforme ele recebe mais calor.
04:34Dessa forma, uma missão que permaneça próxima durante essa fase poderia acompanhar essas transformações.
04:40Para conseguir chegar ao Halley, os pesquisadores propõem que a espaçonave não siga diretamente até o cometa.
04:46A ideia é usar a gravidade de dois planetas para ajudar a mudar sua trajetória ao longo da viagem.
04:53Além disso, a nave usaria um tipo de propulsor chamado efeito Hall.
04:57Ele não dá um grande impulso de uma vez, mas acelera a espaçonave aos poucos durante um longo período.
05:02O primeiro planeta importante no caminho seria Júpiter.
05:06Ao passar perto dele, a espaçonave aproveitaria a força da gravidade do planeta para ganhar velocidade e ser direcionada para
05:12Saturno.
05:13Lá, aconteceria uma mudança ainda mais importante.
05:16A gravidade do planeta ajudaria a inclinar a trajetória da nave, deixando seu caminho mais parecido com o do Halley.
05:23Em outras palavras, Júpiter ajudaria a espaçonave a ganhar velocidade, enquanto Saturno ajudaria a mudar a direção de sua trajetória.
05:31Com essas duas manobras e a aceleração contínua do propulsor, a proposta prevê que a nave consiga alcançar o Halley
05:37em 2060,
05:39cerca de um ano antes de o cometa chegar ao ponto mais próximo do Sol.
05:43Por enquanto, essa é apenas uma proposta.
05:45Caso a missão seja aprovada, ela teria duas possíveis janelas de lançamento em agosto de 2036 e setembro de 2037.
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