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O EM Minas, programa da TV Alterosa em parceria com o Portal Uai e o jornal Estado de Minas, recebe neste sábado (19) o deputado federal Rogério Correia (PT).

Imagens: TV Alterosa
Apresentação: Carolina Saraiva
Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

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Transcrição
00:15Olá, sejam muito bem-vindos a mais um programa em Minas.
00:19O nosso convidado de hoje, o deputado federal Rogério Correia.
00:23Deputado, seja muito bem-vindo ao programa em Minas.
00:25Obrigado, Carol. Agradeço muito a oportunidade de estar de Minas
00:28para a gente ter uma conversa de mineiro aqui nas dependências do Estado de Minas.
00:33Muito obrigado.
00:33Já começo te perguntando, depois de tantos anos de trajetória política,
00:37o que ainda motiva Rogério Correia a continuar na política?
00:43Eu vou citar duas questões. Uma é o presidente Lula.
00:46Ele quer ter um quarto mandato para fazer mais.
00:49E eu acho que isso é o que nos motiva também a continuar na vida política.
00:53Nós não poderíamos abandonar esse momento, que é de muita importância na disputa política que vamos ter.
00:59É uma disputa de projetos e não de interesses pessoais.
01:03E a segunda é que eu acho que eu tenho muito a contribuir ainda.
01:06Deixamos algumas coisas preparadas que eu quero dar continuidade.
01:10Vou citar o Plano Nacional de Educação, que é a minha pauta.
01:14Educação é a causa da minha vida.
01:16Comecei a vida como professor, a vida política, inclusive, e tenho na educação uma principalidade muito grande.
01:23E o Plano Nacional de Educação coloca metas muito interessantes para o Brasil de futuro, daqui a 10 anos.
01:29Nenhuma criança, por exemplo, fora da creche no prazo de 10 anos de tempo integral.
01:35Nenhum estudante de ensino médio sem receber o pé de meia e o ensino também integral e, portanto, com o
01:43dia inteiro na escola.
01:44E uma meta, que eu diria espetacular, que vai colocar o Brasil à frente na educação pública mundial,
01:50que é sair de 5,8% de investimento do PIB para 10% do PIB do PIB brasileiro.
01:57Eu quero ver isso sendo implementado agora, esse novo Plano Nacional de Educação, a partir do próximo andado.
02:03O senhor, como deputado federal, e olhando para Minas Gerais, pegando o gancho na educação,
02:09o que o senhor acha da educação atualmente em Minas e o que precisa ou que pode ser melhorado com
02:15foco no avanço na educação?
02:17Aqui eu acho que foi um retrocesso.
02:20O governo de Minas esqueceu daquilo que é essencial, os professores e os trabalhadores da educação.
02:25Então eles se sentem desprestigiados, além de salários muito pequenos, um plano de carreira que nem um entusiasmo.
02:33Então eles se sentem no abandono. Nós precisamos resgatar isso, que os professores se sintam, portanto, agentes da educação e
02:41construam a educação.
02:42Sem isso, não adianta falar em melhorias.
02:45Então nós vamos ter que a autoestima dos professores ser recolocada.
02:49E para isso eles precisam de um piso salarial condizente, e o de Minas Gerais é um dos menores do
02:55Brasil.
02:55Nós conseguimos agora aprovar também no Congresso Nacional que o reajuste do piso salarial foi um projeto do presidente Lula
03:04e eu acompanhei passo a passo.
03:06Ele é um reajuste agora anual, que é um reajuste acima da inflação, com um crescimento de 50% do
03:14Fundeb.
03:15Então isso dará ao professor um melhor piso salarial.
03:18Mas é preciso também punir aqueles que não cumprem.
03:20É outra coisa que me entusiasma a ser candidato.
03:24Eu quero ver aprovada ainda a lei da improbidade administrativa para quem não acata a lei do piso nacional da
03:30educação.
03:31Sejam eles prefeitos, governadores, mas que esse piso se torne realidade.
03:36Eu acho que isso é fundamental para que a gente resgate em Minas Gerais esta paixão que o professor tem
03:42por dar aulas.
03:43Então é preciso isso, além, é claro, de melhorar também as condições do próprio aluno de receber essas aulas,
03:50de ter ele também a condição de estar contribuindo com a educação pública mineira.
03:55Para o eleitor, para o mineiro que está nos assistindo agora e que vê um deputado federal,
03:59às vezes como algo tão distante, está lá em Brasília, está longe de Minas Gerais,
04:03o que de fato um deputado federal pode fazer pelos mineiros, assim, na prática?
04:09Eu vou citar agora o caso, eu conversava com você antes, eu fui deputado federal no primeiro mandato de oposição.
04:17Importante, porque ali eu fiz muita fiscalização, muita denúncia do que foi o governo Jair Bolsonaro,
04:22foi a época da pandemia, nós fizemos denúncias sobre aquela questão da cloroquina,
04:26que ele queria substituir em vez de dar vacina, foi muita oposição que nós fizemos,
04:31e eu acho que precisava de ser feita, porque foi um governo que, no meu entender,
04:35trabalhou para que a democracia fosse ferida de golpe e tentou depois dar um golpe.
04:40Agora, como membro do governo e vice-líder do presidente Lula,
04:45eu vou citar também dois exemplos importantes que nós fizemos.
04:49Primeiro foi o acompanhamento do Propag.
04:51Propag é uma nova renegociação da dívida.
04:54O governador Zema aplicava aqui o regime de recuperação fiscal.
04:58Isso era draconiano para o Estado de Minas Gerais, nós precisávamos de uma outra política.
05:02E foi a partir, inclusive, de uma iniciativa do senador Rodrigo Pacheco,
05:07que eu na Câmara absorvi e ajudei a aprovar posteriormente, que nós fizemos o Propag.
05:12É possível melhorar? Sim.
05:15Já falei isso, inclusive, com o nosso também, meu amigo deputado federal Patruza Nanis,
05:20que agora é candidato ao governo, que nós vamos ter que rever algumas coisas do Propag
05:24para melhorar mais ainda para Minas Gerais.
05:26Mas foi uma experiência que eu tive muito quando fui deputado estadual
05:30e discutia a questão da dívida do ponto de vista de deputado estadual em Minas Gerais.
05:34Eu acho que isso aí é um sintoma do que nós podemos fazer.
05:38Uma renegociação mais dívida da dívida.
05:41Isso ajusta as contas de Minas.
05:43A outra é que eu acompanhei as políticas públicas do presidente Lula aqui.
05:47Eu acompanhei, por exemplo, a malha rodoviária aqui.
05:51Nós avançamos muito.
05:52Hoje não existe malha rodoviária em Minas que não teve ou não tenha uma obra do presidente Lula.
05:58A 381, nós vamos duplicar até Valadares.
06:01A 381 da Fernão Dias, com melhorias também para o nosso sul do estado.
06:06Aqui vai para o Triângulo Mineiro.
06:08A do Jequitinhonha, 367, que a gente quer ligar até Bahia.
06:11Então eu acompanhei também e pude ajudar na formatação da mudança da malha rodoviária.
06:17E assim, várias políticas públicas que nós implantamos em Minas Gerais.
06:21Muitas vezes não com a vontade do governador Zema.
06:25Que às vezes fazia descaso dessas políticas.
06:28Mas nós implantamos assim mesmo.
06:29Não posso deixar de perguntar, porque nós estamos aí às vésperas de uma eleição, de uma nova eleição.
06:35O senhor, com tanta experiência, chegou a ser cogitado como candidato ao governo de Minas.
06:41O senhor não tem esse sonho? Por que o senhor não foi aí desta vez um candidato ao governo do
06:47estado?
06:48Claro que tem esse sonho.
06:49Se pudesse governar Minas, como tentei também governar Belo Horizonte através da prefeitura.
06:55Não que eu tenha desistido do sonho.
06:57Eu acho que esse sonho, ele continua calentado.
07:00Mas eu acho que nesta ocasião, agora, nós precisávamos de um candidato com um perfil
07:04que já soubesse no executivo e tivesse dado o exemplo do que fez no executivo.
07:09E o nome do Patruz Ananias é especial para isso.
07:12Patruz foi o melhor prefeito de Belo Horizonte.
07:14Eu falo de cadeira.
07:16Eu fui vereador junto com o Patruz, nós dois vereadores.
07:20Na época o prefeito era ainda Pimenta da Veiga, Eduardo Azeredo.
07:24Depois eu fui vereador com o Patruz, prefeito, e acompanhei toda essa trajetória.
07:28E foi o melhor prefeito de Belo Horizonte.
07:30E o Patruz foi também um dos melhores ministros do Lula, que ajudou a implantar a Bolsa Família.
07:35Então, esse perfil do Patruz, governante, eu acho que ele estava próprio para o momento.
07:40Até para se contrapor às atrapalhadas que eu acho que fez o governo do Zema.
07:45Então, eu acho que o Patruz veio a calhar o nome com muita experiência política.
07:49E nós, então, achamos conjuntamente que o nome dele estava mais propício para a ocasião.
07:54Agora, o senhor acha que o mineiro está meio ressabiado com a situação do PT no Estado?
08:01Eu acho que isso passou.
08:02Ele fala muito referente à questão do próprio Fernando Pimentel.
08:06Pimentel pegou um governo do Estado, ele foi um ótimo prefeito também, é bom dizer isso.
08:11Mas pegou um governo do Estado com muitas dificuldades e um momento crítico.
08:14Foi um momento que teve o impeachment da Dilma.
08:16E Minas Gerais tinha essa dívida, que era uma dívida completamente impagável,
08:21que agora nós ajustamos com o Propag.
08:23Mas que na época o governo Temer, depois o governo Bolsonaro,
08:26não tinha a menor aquecência de diminuir e de fazer com que Minas Gerais tivesse melhor condição de pagamento.
08:33Sufocou.
08:34Então, muita gente lembra que o Pimentel atrasava pagamento de funcionário,
08:38às vezes atrasava repasse de verba da saúde, o que é verdade.
08:42Porém, isso aconteceu porque nós tínhamos uma dívida que era paga para a União
08:47e não havia nenhuma possibilidade de não fazer o pagamento.
08:51Aquilo era confiscado, vamos dizer assim, do próprio orçamento do Estado.
08:57Quando o Pimentel estava no final do governo, ele conseguiu, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais
09:02e no Supremo Tribunal Federal, uma anistia para que essa dívida não fosse paga.
09:05O governador Zema passou todo o seu governo sem pagar a dívida.
09:09Então, quando ele fala, paguei em dia os servidores públicos,
09:13pagou com aquilo que o Pimentel não lhe permitiram fazer, que era deixar de pagar a dívida.
09:18Então, foi um momento difícil. Eu acho que isso é explicável para a população,
09:23um momento também de transição de governos, com nós muito na expectativa de governar com a Dilma.
09:29Mas acho que o PT também deu exemplos de governar, por exemplo, Belo Horizonte,
09:34com muitos governos que são considerados dos melhores que nós tivemos.
09:38Eu citei o Patruz, teve o próprio Pimentel e, antes dele, Célio de Castro.
09:43São três prefeitos excelentes que nós tivemos.
09:45Eu acho que o povo mineiro, de lembrar, e nós vamos fazer que ele lembre,
09:50deste PT. E é com ele que o Patruz vai governar.
09:53Nós vamos continuar essa conversa já já.
09:55A gente vai para um rápido intervalo na volta.
09:57A gente segue a entrevista com o Rogério Corrêa, deputado federal.
10:00Vamos falar de polarização, de eleição, direita e esquerda, já já.
10:04Não saia daí.
10:21Estamos de volta com o programa em Minas.
10:24O nosso entrevistado de hoje, Rogério Corrêa, deputado federal.
10:27A gente estava falando ali atrás sobre a situação do mineiro e a confiança do mineiro no PT,
10:33o senhor há muitos anos, na legenda.
10:36Agora eu quero te perguntar, essa eleição está novamente polarizada?
10:40O senhor acha que essa eleição está mais polarizada, a situação está mais complicada que as outras?
10:45Direita e esquerda, Bolsonaro, Lula.
10:47Como é que o senhor vê esse cenário eleitoral no âmbito nacional atualmente no Brasil?
10:52É polarizado porque as diferenças são gritantes.
10:56É enorme a diferença entre um projeto e outro.
10:59Eu participei de duas CPMI neste mandato.
11:02A CPMI do golpe.
11:03Essa nós demonstramos cabalmente que houve uma tentativa de golpe no Brasil realmente.
11:10E foi por pouco que nós não tivemos a abolição do sistema democrático e da votação no Brasil.
11:15O governo Bolsonaro e ele próprio questionaram as urnas eletrônicas o tempo inteiro.
11:20Eles diziam que ela não era confiável e que, portanto, o resultado das eleições só valeria se ele ganhasse.
11:27Era um recado de quem queria dar um golpe.
11:29Eu não vou até aqui dizer todas as etapas que nós vimos na CPMI, mas era um golpe, inclusive, violento,
11:36que até possibilidade de assassinato de presidente da República, presidente do Supremo, vice-presidente da República, teve.
11:42Ou seja, queriam aplicar o chamado artigo 142 da Constituição para fazer um estado de sítio e governar sobre o
11:50estado de sítio.
11:51O Bolsonaro procurou isso o tempo inteiro até o fatídico dia 8 de janeiro, onde, na quebradeira, ocuparam os três
11:58poderes.
11:59Então, um pilar que é muito diferente é o pilar da democracia.
12:03O bolsonarismo não defende a democracia.
12:05Na minha ideia, na minha proposição, eles caminham para um governo autoritário, caso isso acontecesse.
12:12Segundo, é a questão da soberania.
12:14A diferença é enorme.
12:16Quando a gente vê agora a aproximação de Flávio Bolsonaro, do próprio Jair Bolsonaro, com o Trump,
12:21a gente vê que eles podem e querem entregar tudo, incluindo as terras raras, o petróleo.
12:26Então, o conceito de soberania é muito diferente.
12:28A postura do presidente Lula é a postura de quem defende o país enquanto nação.
12:33Isso significa soberania alimentar, soberania de petróleo, soberania de minérios, soberania cultural.
12:39É outra diferença grande.
12:41E a terceira, que é a questão dos direitos.
12:43Nós estamos ampliando agora uma jornada que seja de cinco dias de trabalho, dois descansam, bolinas seis por um.
12:50Eles propõem trabalhar por hora como o patrão queira que se trabalhe.
12:54Olha a diferença.
12:55Então, eles sinalizam como uma perda de direitos muito grande.
12:59Então, quando o conceito de qual democracia, soberania e direitos são tão antagônicos,
13:04a eleição tem que ser polarizada.
13:06Eu acho que essa é a polarização e eu vi isso na CPMI.
13:10Participei depois na CPMI do INSS.
13:12A mesma coisa, uma relação promíscua deles com o Banco Master, que nós descobrimos lá,
13:18que leva hoje a mentiras e mais mentiras do Flávio Bolsonaro,
13:22tentando esconder algo que, no nosso entendimento, precisava vir a público.
13:27Qual foi a relação do governo Bolsonaro com o Banco Master e do Banco Master do financiamento da campanha da
13:34extrema direita no Brasil.
13:35É polarização porque as ideias são diferentes.
13:39Agora, a gente percebe o mineiro, vou falar os brasileiros, mas, de fato, em Minas Gerais,
13:44os mineiros ainda incomodados, por exemplo, com supermercado, preço de supermercado.
13:49O que o senhor acredita, vendo um governo de situação, igual a gente estava conversando,
13:54que, de fato, mudou ou melhorou na vida do cidadão?
13:57O senhor consegue pontuar isso?
13:58Ou ainda há problemas que precisam ser geridos politicamente para que a população sinta melhoras,
14:06inclusive na qualidade de vida financeira?
14:08Claro que precisa melhorar.
14:10O presidente Lula mesmo diz o seguinte, eu quero ser presidente para fazer mais.
14:14Ainda bem, né?
14:15Ou seja, o que foi feito até agora, muito bom, ótimo, mas ele quer ser presidente para fazer mais.
14:21O dia que nós definimos a candidatura nossa do Patrusco ao governo, ele falou isso, inclusive.
14:25E, para fazer mais, a gente precisa avançar em alguns pontos, incluindo a economia.
14:31Eu cito os juros.
14:33Os juros têm que baixar.
14:34Enquanto o juros estiver tão alto, a gente realmente não consegue fazer um preço que ele se estabilize,
14:41porque isso pesa no bolso das pessoas.
14:44A renda tem aumentado, é verdade.
14:46O salário mínimo tem aumentado e aumenta acima da inflação.
14:49Mas, muitas vezes, o sentimento da renda aumentando não vem no bolso.
14:54Se você está com os juros muito altos e a família se endivida.
14:57O presidente fez o desenrola, mas ele foi ainda insuficiente.
15:01Então, eu acho que um ponto fundamental que o presidente tem acenado para isso é a gente baixar a taxa
15:07de juros.
15:07É uma pena que no Brasil tenha esse negócio de autonomia do Banco Central.
15:12A autonomia do Banco Central leva que o Banco Central sempre tenha uma posição mais favorável aos banqueiros.
15:17E nós precisávamos que o Banco Central tivesse uma posição mais favorável aos brasileiros.
15:22Esse é um ponto que eu acho que o presidente Lula, com certeza, vai melhorar.
15:26Mas, eu repito, a economia brasileira, ela melhorou muito do ponto de vista de empregos.
15:31Hoje você tem uma taxa de desemprego que é a menor que o Brasil já teve.
15:36Então, há oportunidades.
15:38Nós vamos, portanto, encaixar essa economia para que a pessoa sinta no próprio bolso que essa melhoria também é real
15:44e é para ela.
15:45O senhor, nesse tempo de mandato, deputado federal, o senhor destinou várias emendas, inclusive, a Minas Gerais.
15:51Como que o eleitor faz para conseguir acompanhar essas emendas e o dinheiro, se ele chegou realmente ao município?
15:57Como é que é isso?
15:58Olha, o ministro Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu uma boa contribuição, o que tem dado.
16:04Eu realmente sou incomodado com essas emendas.
16:06Quando tinha aquelas emendas secretas, eu nunca usei.
16:09Eu não quero emendas secretas.
16:10Aliás, para que um deputado vai querer uma emenda secreta?
16:13Quando eu faço uma emenda, eu gosto de... é igual galinha, quando bota ovo.
16:17Ela canta cocorocó, ela quer que saiba que o ovo ela botou.
16:21O deputado é a mesma coisa.
16:23Então, quando eu apresento, por exemplo, emendas parlamentares para o setor da saúde em Belo Horizonte,
16:28parênteses, eu fui o deputado que mais emendas enviei para Belo Horizonte e que mais enviei para Contagem.
16:3377, se eu não me engano, estou errado.
16:34Aí eu não lembro o número de cabeça, mas eu fui o que mais enviei para Belo Horizonte e para
16:39Contagem.
16:39E foram sempre emendas que eu tenho o controle delas.
16:43A Prefeitura também tem o controle dessas emendas.
16:46Então, não é algo que você faça escondido.
16:49Emenda parlamentar, eu acho que tem uma revisão.
16:52O ministro Dino começou a fazer isso.
16:54Tanto na quantidade de emendas, mas principalmente na fiscalização das emendas.
16:59Então, quando ele passou a dizer, olha, preciso ter um plano da própria Prefeitura para aquela emenda.
17:05Ela não pode ser uma emenda genérica.
17:07onde você faz uma emenda PIX e a Prefeitura aplica onde queira.
17:11Agora, a Prefeitura precisa apresentar um plano.
17:13Então, nós vamos ter que aperfeiçoar essas emendas parlamentares.
17:17E eu digo, Carol, por mim até terminava a emenda parlamentar.
17:21Eu não vou ser cínico de dizer o seguinte, eu não gosto de emendas, eu não uso.
17:26Eu uso.
17:26É o critério que está sendo.
17:28Eu uso bem, acho que procuro usar bem, mas eu acho que não seria uma função princípua do parlamento.
17:35Agora, eu estou consultando aqui, o senhor tem, são 77, não são emendas, me perdoe.
17:39São 77 propostas registradas na Câmara, só em 2026.
17:44Qual delas o senhor considera a mais importante?
17:47Olha, tem uma que virou lei, duas que viraram lei, que eu acho que são importantes.
17:52Uma delas é o pró-Piqui, na verdade é o pró-Cerrado.
17:56Então, nós temos 22% do território nacional aqui em Minas, bem mais do que isso, que são Cerrado.
18:02Nosso Norte Mineiro aí, nosso Jequitinhonha, nosso Mucuri.
18:06Eu fiz o projeto pró-Piqui, ou pró-Cerrado, que ele preserva o Cerrado, mas também coloca aqueles que vivem
18:13da panha dos frutos do piqui para gerar renda.
18:16Então, eles recebem recursos para fazer água indústria, para que esse alimento possa ser vendido.
18:22Isso fez e gerou muito emprego e muita renda nesse sertão mineiro.
18:26É um projeto que me orgulha muito, foi sancionado pelo presidente Lula e agora está em fase de implementação.
18:33O segundo foi o Política Nacional de Proteção dos Atingidos de Barragem.
18:39Eu fui relator da CPI de Brumadinho e presidente da Comissão Externa das Barragens.
18:46Então, acompanhei do início ao fim, como deputado de Soudal, depois federal, o caso do rompimento de Mariana
18:53e como deputado federal, o rompimento da barragem Brumadinho.
18:56E nós conseguimos aprovar a Política Nacional de Proteção dos Atingidos de Barragens, sancionada pelo presidente Lula.
19:02Eu fui o pai e também relator.
19:05Esses dois projetos me dão muito orgulho.
19:07Um, porque era um compromisso que eu não ia abandonar esses atingidos.
19:10E nós fizemos também a repactuação agora com o governo do presidente Lula,
19:15com que eles alcançam pelo menos parte da reparação que eles têm direito.
19:20Esses dois projetos são bons exemplos.
19:23Não posso esquecer da educação.
19:25Então, o acompanhamento que eu disse do piso salarial, dos projetos de educação no Congresso, também me orgulha muito.
19:32Muito obrigada.
19:33Gente, o Em Minas de hoje recebeu o deputado federal Rogério Corrêa.
19:36Obrigada pela sua presença, obrigada pela entrevista.
19:38Obrigado, Carol.
19:38Eu que agradeço a oportunidade de estar de Minas, nesse jornal tão tradicional.
19:42A gente tem muito orgulho de poder dizer ao povo mineiro o que a gente faz e o que a
19:47gente pretende fazer.
19:48Muito obrigada pela entrevista.
19:49Até você de casa, eu convido para seguir com a gente no YouTube do Portal Uai,
19:53que a gente segue um pouquinho mais dessa conversa.
19:55Lembrando, a íntegra da entrevista no jornal Estado de Minas de segunda-feira.
19:58Obrigada pela companhia, pessoal.
20:00E até o próximo Em Minas.
20:01Tchau.
20:22Estamos de volta com o programa Em Minas, agora com um bloco exclusivo para você que nos acompanha aqui no
20:28YouTube do Portal Uai.
20:29A nossa conversa de hoje, o deputado federal Rogério Corrêa.
20:33A gente já vinha conversando ali no bloco da televisão e agora eu quero te fazer uma pergunta intrigante.
20:38Nesse seu tempo de política, que tem uma trajetória aí de décadas, o que mais mudou, na sua opinião, o
20:44Brasil ou o próprio Rogério Corrêa?
20:46Os dois mudaram, mas eu diria para você que mais mudou o mundo.
20:50Eu vou te dizer o que eu dou de exemplo disso.
20:54Eu, quando eu era vereador, no primeiro, segundo mandato, fui 10 anos.
20:58O que eles mais me pediam como vereador era orelhão.
21:03Eu dizia, o vereador me arruma o orelhão, porque lá no meu bairro tem uma farmácia que tem lá um
21:09telefone,
21:10mas ele fica só até 8, 9 horas da noite e a gente precisa de um orelhão lá fora.
21:13Então o vereador que arrumava um orelhão estava resolvendo um problema da comunidade.
21:19Depois isso passou a se exigir as antenas de celulares.
21:23E hoje o celular é tudo, então você vê que o mundo mudou muito e a gente tem que acompanhar.
21:29A comunicação mudou muito, então a gente tem que acompanhar também a comunicação.
21:33Então não era possível mudar e permanecer tanto tempo se eu também não mudasse.
21:41Então eu estou sempre procurando me aperfeiçoar, tanto neste exemplo que eu dei da comunicação,
21:47mas também na vida política, no diálogo, no debate.
21:49Alguma decisão política que o senhor tenha tomado aí na sua vida que hoje talvez o senhor faria diferente?
21:56Olha, eu fui candidato a deputado federal quando eu estava no segundo mandato de deputado estadual e perdi a eleição.
22:04Eu naquela ocasião achava que era possível eleger mais deputados do PT.
22:08Talvez eu tomasse uma decisão diferente e continuasse como deputado estadual.
22:12Mas ao mesmo tempo o presidente Lula me designou naquela época que eu cuidasse aqui do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
22:20que era um ministério que cuida tanto da reforma agrária, mas principalmente da agricultura familiar.
22:25E foi uma experiência tão positiva que eu tive de implantar políticas de crédito para o pequeno produtor,
22:32políticas de aquisição de alimento, o PNAE, que era a Política Nacional da Alimentação Escolar.
22:38Então eu aprendi muito nesse momento com agricultores familiares.
22:42Eu tinha um coordenador do meu programa no Ministério do Desenvolvimento Agrário que dizia o seguinte,
22:49Rogério, me chamava deputado, que eu tinha sido deputado.
22:52Deputado, se existe um povo de Deus, é esse povo da agricultura familiar.
22:56E é realmente um pessoal simples que pede pouca coisa, que quer viver na roça,
23:00que precisa de educação, de saúde, precisa de uma vida digna, mas tão simples.
23:05E eu convivi muito com isso. Isso acho que me ajudou tanto na formação política,
23:09que eu diria que, mesmo tendo perdido a eleição, eu acabei ganhando, ganhei muita experiência.
23:15Agora, falando novamente um pouquinho mais sobre polarização, o senhor pode ser sincero.
23:20Existe hoje alguma crítica à esquerda que o senhor considere justa?
23:27Que venha dos bolsonaristas, não. Mas que venha da população, com certeza.
23:32A gente não é perfeito. O problema do bolsonarismo é que as críticas são sempre superficiais e com parâmetros antigos.
23:41Eu costumo dizer que esses políticos da extrema-direita parecem que saíram do túnel do tempo.
23:46Como pode alguém, por exemplo, chegar hoje em dia e questionar a vacina?
23:50Eu fui debater com o bolsonarista sobre vacina.
23:53Eu falei, o que eu vou falar de vacina? Vacina é algo que a humanidade já conquistou há muito tempo.
23:57O que pode se dizer da vacina? Eu fui estudar a vacina de novo, a história da vacina.
24:02Quando eu disse da história da vacina, teve bolsonaristas que ficou com a boca aberta
24:06de saber que na Europa morreram milhões e milhões, quase dizimou um povo com a história da vacina.
24:12Afinal, disseram que era fake news. Então é difícil debater com eles.
24:16Outros acham hoje e propõem e defendem homeschooling.
24:20Ou seja, a educação em casa já questionam a escola sem saber o que fez com que a humanidade construísse
24:26a escola.
24:27Então as críticas bolsonaristas são críticas...
24:29Na visão da população?
24:31Na visão da população, eu acho que a população está correta.
24:35Às vezes, cobre, por exemplo, alimentos mais baratos.
24:39É uma questão que nós temos que aperfeiçoar.
24:42Entender também o ponto de vista das pessoas.
24:44Então as críticas são sempre bem-vindas.
24:47Eu acho que a gente tem que absorver isso também.
24:49E qual crítica à direita o senhor considera justa pela visão da população?
24:56A crítica que a gente faz à direita?
24:58Não, não que venha da extrema esquerda.
25:01Qual crítica à direita, vinda da visão da população, o senhor considera justa?
25:05Ah, que a população critica a direita.
25:07Isso.
25:07Eu acho que o sectarismo deles, a ausência de debate político,
25:12isso é criticado pela população também, a intransigência.
25:15São muito radicais sectários, não dialogam, não discutem.
25:19Eu acho que isso incomoda.
25:21A confusão que fazem entre religião e política,
25:25isso é de um oportunismo que eu acho que a população começa a sentir,
25:28inclusive a população evangélica.
25:31Não dá para o cara ser candidato a presidente.
25:33A primeira atitude dele é ir lá no Rio Jordão e falar,
25:35batizei o seu evangelho e começar a dividir a opinião pública
25:39sobre quem é evangélico, quem é cristão, quem é de umbanda.
25:42Isso nunca dividiu o povo brasileiro, porque tem que dividir na hora do voto.
25:45Eu acho que essas são críticas que a população,
25:47os setores dela fazem que são justas.
25:50Agora me fala aqui, que político brasileiro,
25:53independentemente do partido, o senhor, com tanta trajetória,
25:56respeita, mesmo estando em lados diferentes,
25:59tem algum nome que o senhor respeite e que o senhor considere dentro da política?
26:04Sim, eu, por exemplo, o vice-presidente Alckmin,
26:09hoje está conosco, mas sempre foi alguém que tinha com a gente muito debate,
26:15muitas diferenças política e ideológica,
26:17mas que soube reconhecer o momento de se defender a democracia.
26:22E eu acho que isso tinha também alguns senadores e alguns políticos do PSDB antigo
26:29que tinha essa com a gente uma diferença, mas que respeitavam o debate democrático.
26:33Mário Covas, por exemplo, Montoro.
26:35Eu acho que aquela tradição do início do PSDB,
26:39eu realmente admirava, embora houvesse muitas diferenças de concepção.
26:43Agora, para a gente encerrar essa conversa,
26:45como é que o senhor espera ver o Brasil, espera ver Minas Gerais,
26:48vamos colocar num prazo aí de mais uns 10 anos?
26:52Em 10 anos eu citei o Plano Nacional de Educação,
26:55então ele eu vou repetir, porque eu acho que em 10 anos,
26:57se a gente conseguir dobrar o valor de investimento na educação,
27:01não vão ter educação no Brasil lá no topo.
27:03Vai dar inveja ao Japão.
27:05Agora, isso precisa de que os governos continuem.
27:08Não dá para tirar da Constituição a obrigação com a educação.
27:12O outro é o SUS.
27:13Estamos avançando muito, o sistema é muito saúde.
27:16Muita gente fala mal do SUS, mas principalmente quem fala mal
27:19é os que não usam o SUS.
27:21Eles falam mal porque não usam e acham que o pobre não pode usar o SUS.
27:25E o SUS para o pobre é fundamental.
27:27E ele começa a ter agora, não apenas a saúde básica,
27:32mas aquilo que também exige especialidade.
27:35Então, o Agora Tem Especialista tem dado tanto exames quanto cirurgias
27:40de muita qualidade para o conjunto da população brasileira.
27:44Esse também, eu acho que é uma evolução grande.
27:47Então, as políticas públicas ligadas ao bem-estar social,
27:51eu acho que precisa evoluir e vai evoluir com o nosso governo do Partido dos Trabalhadores.
27:56Deputado, muito obrigada pela entrevista.
27:58Foi uma honra ter o senhor aqui com a gente,
28:01dentre os nomes que a gente vem entrevistando no programa em Minas.
28:04Muito obrigada mais uma vez.
28:05Eu que agradeço, Carol.
28:06Um abraço novamente aos companheiros do Estado de Minas.
28:08Lembrando a você aí de casa que a íntegra da nossa entrevista
28:11você acompanha no Jornal Estado de Minas da próxima segunda-feira.
28:14Obrigada, pessoal, pela companhia e até o próximo programa.
28:17Tchau!
28:33Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
28:35E aí
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