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Estúdio CGN: O que Moro promete fazer por Cascavel se for eleito Governador do Paraná?

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Transcrição
00:00Sejam todos bem-vindos ao Estúdio CGN, que vem entrevistando os candidatos aos principais cargos na eleição desse ano pelo
00:08Paraná.
00:09Alguns já passaram por aqui e o meu convidado de hoje construiu a carreira jurídica aqui no Estado,
00:15passou por Cascavel, onde foi juiz federal, ganhou projeção nacional sendo juiz da Operação Lava Jato,
00:22foi ministro da Justiça, atualmente é senador e aos 54 anos é candidato pela primeira vez ao governo do Paraná.
00:31Mas hoje nós não queremos aqui no Estúdio CGN falar do juiz da Lava Jato,
00:37a gente quer conhecer pessoalmente a história de Sérgio Moro, que se propõe a governar o nosso Estado.
00:45Candidato, essa entrevista tem 20 minutos cronometrados, o tempo começa a contar a partir de agora,
00:51seja muito bem-vindo.
00:53Luiz, muito obrigado, a CGN presta um grande serviço ao Estado do Paraná,
00:57ouvir os candidatos, colher as propostas, também fazer as indagações sobre a história delas e o que eles pensam.
01:04Mas eu só quero aproveitar esse começo para transmitir aqui minhas condolências, meus sentimentos,
01:09aos amigos, familiares e aos profissionais de comunicação aqui de Cascavel,
01:14pelo falecimento do Edson Moraes, o Brodinho, sei que ele era uma pessoa muito querida,
01:20estava na Tarobá, fez um grande trabalho de comunicação no nosso Estado.
01:24Muito obrigado, candidato.
01:26Olha, o senhor se apresenta como filho de professores, filho do seu Dalton Moro,
01:31professor de Geografia e também da Dona Odete, professora de Português e Literatura.
01:36Que tipo de família que era a família Moro?
01:39Uma família de classe média?
01:40Como eram as condições que vocês viviam?
01:42É uma família normal, de classe média.
01:44Eu nasci em Maringá, meus pais foram a Maringá já adultos, eles são de Ponta Grossa,
01:51foram por questões profissionais.
01:53Meu pai era professor de Geografia na Universidade de Estado de Maringá,
01:56dedicou a vida dele ao Departamento de Geografia.
01:59Infelizmente, ele é falecido.
02:01Mas, entre as memórias que eu tenho, afetivas, inclusive, ele pegava o meu irmão ou eu.
02:07Nós íamos nas excursões que levavam os alunos afora pelo Estado do Paraná,
02:12mostrando relevo, mostrando geologia, mostrando geografia.
02:15Então, a gente aprendeu muito sobre o Paraná nessas viagens.
02:18Minha mãe era profissora de Literatura e de Gramática, do ensino médio, público.
02:22E ela gostava muito da Clarice Lispector, lembro disso muito bem até hoje.
02:28A gente cresceu, eu cresci cercado por os livros, sempre li muito, desde criança.
02:33Então, foi uma infância normal, uma adolescência igualmente tranquila, como a da maioria das pessoas.
02:40Aliás, você é histórico escolar, tem um bom tempo que o senhor estudou em Maringá,
02:44no Colégio Santa Cruz, que é um colégio particular,
02:48mas depois o senhor migrou também para a rede pública de ensino.
02:51Foi uma escolha da família, essa migração do colégio particular para o público?
02:57Qual foi o choque que houve ali de percepção entre um e outro?
03:03Olha, na época, eu estudei quase todo o meu período no Colégio Católico,
03:09das Freiras e as Irmãs Camelitas.
03:12A gente aprendeu muito nessa escola,
03:14mas no final do ensino médio, eu tinha um desejo de mudança
03:19e pedi para mudar, e aí eu fui estudar, aliás, no colégio que minha mãe ministrava aulas.
03:25Mas não cheguei a ter aula com ela em disciplina normal, porque não é muito apropriado.
03:30Era o Colégio de São Vidigal,
03:31é um colégio público de grande qualidade,
03:35que tem lá em Maringá, pelo menos tinha grande qualidade na época,
03:37imagino que também continua sendo uma referência ali na cidade.
03:42Foi bem diferente, né? O colégio público do colégio católico.
03:46Mas a qualidade na época dos dois era praticamente o mesmo nível.
03:49Então foi uma experiência muito positiva também.
03:51No seu histórico, a educação, a gente percebe que faz muito parte,
03:55porque o senhor passou muitos anos da vida, eu acredito que até hoje,
03:58se dedicando à educação, especialização, tanto no Brasil quanto fora do Brasil.
04:04Mas eu pergunto agora para o senhor, bem francamente,
04:07o que o senhor conhece do Paraná que não está nos livros?
04:11Do Paraná? Eu tenho circulado muito o Paraná nesses quatro anos,
04:15e a vida é um aprendizado, né?
04:17Como juiz, a gente tinha o nosso trabalho, mas ficava muito limitado ao gabinete.
04:22E a gente passou, o meu gabinete é a história do Paraná, recente.
04:27O caso do Banestado, por exemplo, que foi a má utilização do nosso banco,
04:31que a gente tinha orgulho dele não só para fraudes,
04:34mas também para arremessa ilegal, de exterior, lavagem de dinheiro.
04:37Uma tristeza o que fizeram.
04:39Depois passou por mim a Lava Jato,
04:42que a gente colocou o Paraná no lofote aqui do estado do Paraná,
04:46do Brasil e até internacional.
04:49Uma das coisas mais bacanas do que eu via
04:52era que a Lava Jato só poderia ter ocorrido no Paraná,
04:56porque era terra de gente honesta, de gente que trabalha.
04:59Então tinha uma certa ética aqui que eles relacionavam ao fato da Lava Jato ter nascido no Paraná.
05:06Mas nesses quatro anos que eu circulei todo o estado,
05:08aí você tem mais mobilidade, evidentemente, como senador,
05:12você vai conhecendo cada canto melhor
05:14e as necessidades e as demandas de cada região.
05:18É, por exemplo, o que nos fez centrar na nossa proposta de governo
05:22na área da saúde,
05:24porque a saúde não vai bem no estado do Paraná.
05:26O sistema único de saúde, sistema público de saúde que as pessoas se servem,
05:32hoje, boa parte dos hospitais que prestam serviços
05:36vivem numa situação pré-falimentar.
05:38Os hospitais filantrópicos,
05:40sejam os confessionais ou não confessionais,
05:43sejam os católicos ou os evangélicos,
05:45todos eles com dificuldades.
05:47Por isso que a gente fez uma proposta,
05:48o carro-chefe na saúde,
05:50é a tabela SUS paranaense, inclusive.
05:52Aqui para Cascavel existe a expectativa da criação,
05:56da pelo menos tirar do papel o hospital do trabalhador.
05:59Isso é uma proposta que o senhor pode se comprometer com a execução disso?
06:04Nosso carro-chefe, como eu mencionei, é a tabela SUS paranaense.
06:07E qual que é o grande problema hoje da saúde no Paraná?
06:11O subfinanciamento.
06:12Ano passado, em 2025, o governo do estado gastou 12,21% do orçamento na saúde.
06:20Ficou na 26ª posição entre os estados, em termos de percentuais.
06:25E não foi diferente dos seis anos anteriores.
06:28E aí, isso gera dificuldades.
06:30A tabela SUS do governo federal paga muito pouco.
06:34E aí você tem uma retração da oferta desses serviços.
06:38Quem não conhece um médico que prestava serviço ao SUS,
06:42e de repente ele chega um momento,
06:44ah, cansei, paga muito pouco, vou prestar serviço privado.
06:47Nós estamos replicando uma experiência de São Paulo,
06:50que é a tabela SUS paulista,
06:51será a tabela SUS paranaense,
06:53identificar as demandas médicas de cada região,
06:56e em relação a elas, nós complementarmos o pagamento.
07:00Com isso, a gente vai crescer a oferta,
07:02é, Luiz, com a estrutura já existente.
07:05Até mesmo hospitais privados, que hoje não prestam serviços ao SUS,
07:09podem começar a querer aprestar.
07:11E a gente vai resolver isso aí, então, com uma estratégia de mercado.
07:15A partir daí, a gente vai ter que analisar em cada uma das cidades e região,
07:19as demandas específicas.
07:21O que falta aqui nessa cidade,
07:23um atendimento específico,
07:25que leve, eventualmente, à necessidade da construção de um hospital.
07:29e qual que são as especialidades ou necessidades específicas
07:33de cada cidade ou de cada região.
07:35Mas se a gente não resolver o problema central do subfinanciamento,
07:39não adianta você construir o hospital.
07:41Porque o hospital não é o prédio.
07:43O hospital é o recurso humano que se coloca lá dentro,
07:46os equipamentos.
07:47Mas a manutenção desse hospital,
07:50muitas vezes, é mais cara do que a própria construção.
07:53Então, nós queremos resolver a questão central,
07:55e aí vamos partir para essas situações específicas.
07:57Há necessidade de um hospital com essas características, Cabel?
08:01Ah, então vamos fazer.
08:02O senhor usou um termo agora que já me leva para a próxima pergunta.
08:05O senhor falou em olhar de mercado.
08:08Porque, claro, que as pessoas que assistem ao Sérgio Moro na TV
08:12fazem a ligação direta ao advogado, ao juiz federal,
08:17ao professor universitário na área do direito.
08:19Mas é claro que quando a gente está falando de administrar o Estado,
08:24a gente também fala desse olhar de administrador.
08:26porque o Paraná precisa mesmo ter uma noção do agricultor,
08:32do construtor, do operário, do vendedor, do comerciante.
08:36O senhor está preparado, se considera preparado,
08:39para conseguir atender as demandas desses olhares
08:43que fazem parte da nossa economia
08:45e que estão sofrendo, muitas vezes, para conseguir se manter.
08:49Olha, esse é o nosso compromisso, aliás, principal.
08:52Antes de tudo, diálogo permanente.
08:54A gente ouve reclamações, por exemplo, em relação ao governo,
08:57de uma falta de diálogo.
08:59Para quem me conhece, sabe que eu sou uma pessoa bastante acessível
09:02para conversar.
09:03E essas viagens que a gente faz no Paraná,
09:06mesmo antes do período eleitoral, é exatamente isso,
09:08para encontrar as pessoas,
09:10para chacoalhar as mãos, como se diz,
09:12mas para ouvi-las igualmente.
09:14E nós fizemos o único plano de governo,
09:16Luiz, que a gente abriu para receber sugestões
09:20de toda a população paranaense.
09:22Nós temos um site, juntos, parana399.com.br,
09:27as pessoas podem entrar lá.
09:28Nós recebemos mais de 6 mil sugestões de paranaenses.
09:32Fomos os únicos que abriram para receber sugestões pela internet.
09:36E nós analisamos isso com ferramentas tecnológicas,
09:39mas todas essas 6 mil sugestões foram analisadas.
09:43Então, o nosso plano de governo está pronto,
09:45apresentamos um programa técnico,
09:48mas todo mundo sabe que é um programa dinâmico,
09:51que a gente vai fazer também as alterações
09:53no decorrer da necessidade.
09:55Eu tive a experiência, eu fui ministro da Justiça
09:57e Segurança Pública,
09:59que é o cargo mais alto da administração pública federal.
10:03Nenhum dos nossos adversários teve uma experiência equivalente.
10:06Ali, claro que o foco era a segurança pública,
10:09mas o que a gente quer fazer?
10:11A determinação e acho que a eficiência que tivemos
10:14na condução do Ministério,
10:17nós tivemos a queda dos principais indicadores
10:19de violência e de criminalidade naquele ano
10:22em percentuais que até hoje são históricos.
10:25Vou te dar um exemplo aqui.
10:27As assassinatos caíram 19% em 2019.
10:30Ainda são muito altos, mas caíram 19%.
10:33Isso nunca tinha acontecido.
10:35A banca, eu lembro, na época de serviços mais estatísticos,
10:37caíram 30%.
10:39Nós vamos levar essa expertise
10:41para resolver os problemas do cotidiano dos paranaenses.
10:45O Sr. João, da Dona Maria,
10:46com saúde, com educação,
10:49com infraestrutura,
10:50os problemas reais deles.
10:52Mas o importante é você ter
10:53não só a visão técnica,
10:55mas a coragem também de enfrentar os desafios
10:58para fazer as mudanças reais.
11:00Isso a gente já mostrou que tem.
11:01Já já eu vou trazer também os nossos problemas locais de segurança
11:05aqui da nossa população de Cascavel
11:07e o senhor vai ter a oportunidade até de explicar sobre isso.
11:10Nesse momento eu quero trazer um pouquinho do olhar
11:12do comerciante,
11:14do empresário cascavelense
11:16que vem sofrendo por várias interferências.
11:19Primeiro, a alta carga tributária
11:22para conseguir instalar uma indústria,
11:23uma empresa aqui na cidade.
11:25Para o comerciante, a competição que ele sofre,
11:28desleal com o comércio paraguaio,
11:31que fica aqui muito perto.
11:32Como é que se resolve essa equação
11:36para conseguir tornar a Cascavel atrativa
11:39para que as empresas se implantem aqui
11:41e permaneçam aqui?
11:43Nós temos dentro do nosso plano de governo
11:46o objetivo de fazer o Paraná
11:48o estado mais competitivo do país.
11:50Isso você faz reformulando o ambiente de negócios
11:53para você atrair investimentos.
11:56Hoje nós temos um problema
11:57que a nossa carga de ICMS
11:59é a maior da região do Sul e Sudeste.
12:02A líquida geral de ICMS é 19,5%.
12:05Nosso vizinho de Santa Catarina é 17%.
12:08Poxa, gostamos muito dos catarinenses,
12:12mas não podemos perder para eles
12:14nessa competição.
12:15Isso significa menos empregos, menos renda.
12:18O que nós queremos fazer?
12:20Sendo bem-sucedido na corrida ao governo,
12:23nós vamos trabalhar para que a média e longo prazo
12:26nós possamos reduzir a carga tributária.
12:29O nosso projeto de governo,
12:31e aqui eu não falo por questão de ideologia, Luiz,
12:33é fundado nas ideias da direita e da centro-direita.
12:37A causa da liberdade é fundamental.
12:40E a causa da liberdade envolve você dar liberdade econômica
12:43para as pessoas prosperarem,
12:46para que elas possam se valer das oportunidades que aparecem.
12:49E dentro dessa construção, desses princípios,
12:53nós queremos um dia transformar o Paraná
12:56em uma espécie de Texas dos Estados Unidos.
12:58Menor carga tributária do país
13:00para a gente atrair investimentos.
13:03Isso nos traz problemas reais.
13:05Você mencionou aqui em Cascavel,
13:07que sofre até com a competição do Paraguai,
13:10e hoje o Brasil, lamentavelmente,
13:12perde empresa para o Paraguai,
13:13mas nas cidades perto da fronteira com Santa Catarina,
13:19nós estamos perdendo empresas,
13:20que até atuam no Paraná,
13:22mas preferem ter o seu domicílio fiscal em Santa Catarina.
13:25Vou te dar um exemplo concreto.
13:27É bastante simples para o pessoal entender.
13:29Lá em Guaratuba, falando com o pessoal da indústria de pescado,
13:33eles me disseram,
13:34nós pescamos nas águas territoriais do Paraná,
13:37mas embarcamos em Santa Catarina.
13:40E vocês aqui que vivem na fronteira,
13:42a fronteira tem que ser uma fonte de oportunidades,
13:47de riqueza, de intercâmbio de mercadoria,
13:50intercâmbio cultural.
13:51Não pode ser uma fonte de problemas.
13:54Mas o que nós temos que fazer?
13:56A maneira mais eficiente de resolver essa questão
13:58é a gente conseguir fazer a nossa lição de casa
14:01e, com o tempo, baixar a nossa carga tributária.
14:05Vai ter essa transição agora de ICMS para IBS,
14:09o contexto vai ser diferente,
14:11embora podemos ter surpresas aí.
14:14Acredito que o Flávio Bolsonaro deve ganhar as eleições,
14:18e não sei se a reforma tributária vai permanecer exatamente como está.
14:22Mas no espaço que tiver também no IBS,
14:25nós queremos buscar uma redução.
14:28Claro, e com responsabilidade fiscal.
14:30Você não pode chegar chutando o orçamento público.
14:32O senhor citou o estado do Texas,
14:35numa comparação com o Paraná,
14:36que também é um estado essencialmente rural.
14:40O Paraná tem 399 municípios,
14:43tem Curitiba, que é uma área urbanizada,
14:45com a região metropolitana,
14:46mas aqui no oeste nós vivemos de
14:49solo, terra, plantação,
14:52cooperativas, agricultura, grãos.
14:53Um caminhoneiro, para levar,
14:56um produtor, para levar uma safra de soja,
14:59um caminhão bitrem de sete eixos,
15:01até Paraguá, por exemplo,
15:03ele paga 924 reais só de ida,
15:07só de pedágio,
15:08sem contar os outros custos,
15:11óleo, combustível,
15:12e tantos outros que ele tem para levar.
15:15Existe a possibilidade de ter um programa diferente
15:18para que consigas se baratear
15:21esse transporte da safra até o porto?
15:23Olha, em relação às estradas
15:26que foram objeto de concessão
15:27desse novo pedágio,
15:29nós temos algumas obrigações.
15:31Primeiro, as obras têm que sair.
15:33Nós já passamos antes 30 anos
15:35por um pedágio,
15:36porque as obras foram prometidas,
15:37não foram realizadas.
15:39Essa vai ser a nossa principal obrigação,
15:41e a gente não pode deixar o governo
15:42ser capturado
15:43por interesses especiais,
15:45como aconteceu no passado.
15:46Vamos lembrar
15:47que foram subornados funcionários DR
15:49em administração passada.
15:51A Lava Jato até descobriu isso
15:53num desdobramento,
15:54e o trevo das cataratas aqui
15:57na saída de Cascavel para a Foz
15:59só saiu
15:59porque houve reconhecimento
16:01pela concessionária
16:02desses casos subornos
16:04e ela fez para compensar.
16:05Então, primeiro ponto,
16:06as obras vão ser realizadas,
16:09o governo vai ser vigilante
16:10em relação a isso,
16:11nós vamos fortalecer
16:12nossa agência reguladora,
16:14vamos buscar, inclusive,
16:16delegação de fiscalização
16:17da NTT
16:18para fazer esse trabalho.
16:19Dois,
16:20eu quero colocar
16:20uma plataforma digital
16:22disponível a cada cidadão paranaense,
16:24um observatório digital
16:25do pedágio,
16:26para que cada cidadão
16:27possa entrar
16:28num mapinha ali
16:29do estado do Paraná
16:31com as estradas
16:33e clicar e saber
16:34o preço do pedágio,
16:36o valor da arrecadação,
16:38a obra que foi prometida
16:40e o cronograma da obra,
16:41se está atrasado ou não.
16:42Dois,
16:44o próprio contrato,
16:45e a gente vai olhar
16:46com lupa esses contratos,
16:47prevê que em caso
16:48de excesso de arrecadação,
16:50há possibilidade
16:51de reverter
16:52parte dos valores
16:54dos usuários,
16:54podemos tentar utilizar isso
16:56para reduzir
16:56o valor de pedágio.
16:58E nós vamos ter que trabalhar
16:59em algumas praças
17:00que o preço ficou excessivo
17:01e às vezes afeta
17:03principalmente moradores
17:04ali na região
17:05para tentar
17:06ir aí na mesa
17:07de negociação,
17:08mas claro,
17:09com a força
17:10do governo do estado,
17:11para a gente tentar
17:12alguma espécie de negociação
17:13para tentar baixar
17:14esses valores.
17:15O que não adianta fazer,
17:17Luiz,
17:17é aquela bravataria
17:18de ou baixa ou acaba,
17:21porque a gente viu
17:21que não baixou
17:22e não acabou.
17:23E a gente,
17:24como governo também
17:25de direita
17:26e centro-direita,
17:27a gente respeita contrato,
17:28a gente quer segurança jurídica,
17:30senão a gente afasta
17:31os investimentos.
17:33A gente também não pode deixar
17:34que o preço
17:35para se produzir
17:37aqui
17:38em Cascavel,
17:40na região oeste,
17:41perca competitividade
17:42em relação
17:43à produção
17:43em outras regiões
17:44por conta
17:45da distância
17:46até o porto
17:47e do valor
17:48das tarifas.
17:48E mesmo
17:49para o consumidor,
17:50candidato,
17:50porque, por exemplo,
17:51algumas commodities
17:53que saem daqui
17:54e vão
17:55para grandes centros
17:56pagando muito pedágio
17:58e outros custos
17:59para serem beneficiados
18:01e se transformar
18:01em produtos
18:02nesses grandes centros
18:04voltam para cá
18:06de onde a matéria-prima
18:07saiu,
18:08custando muito mais caro
18:10do que se fala,
18:10por exemplo,
18:11na capital.
18:12Tudo é custo,
18:13então você vê,
18:14o Paraná,
18:14a gente tem um grande orgulho
18:15do Paraná,
18:17nascemos aqui
18:17ou escolhemos o Paraná
18:19para ser o nosso lar,
18:21diz lá,
18:22o Paraná é um estado
18:22acima da média
18:23e concordo com isso,
18:25mas primeiro,
18:26o nosso plano é,
18:26o Paraná tem que estar
18:27em primeiro lugar,
18:28chega até essa história
18:29que está acima da média
18:30e dois,
18:31temos que reconhecer
18:31os nossos problemas,
18:33com estradas,
18:34hoje um problema sério
18:35da energia,
18:36que afeta todas as regiões,
18:38mas principalmente
18:39o oeste do Paraná,
18:40eu fui o único senador
18:42da República
18:42que fez lá
18:43uma audiência pública
18:44em Brasília,
18:45na Comissão de Infraestrutura,
18:47chamei os dirigentes
18:48da Coppel
18:49para cobrá-los
18:50soluções
18:51para essa questão.
18:53A Coppel foi privatizada,
18:54não tem um problema
18:55em relação à privatização,
18:56mas não pode cair
18:57a qualidade do serviço
18:58e o maior acionista
19:00ainda é o Paraná.
19:01Então o que a gente
19:02vai fazer?
19:03O peso da caneta
19:04do governador
19:05é diferente
19:05do peso da caneta
19:06do senador.
19:07Nós vamos exigir
19:08da Coppel
19:08um plano de investimento
19:10para solucionar
19:12esse problema
19:12da queda de energia
19:13constante
19:14e demora
19:15do religamento.
19:16Dois,
19:17eu vou colocar
19:18a Procuradoria
19:20do Estado do Paraná
19:21a serviço
19:22do cidadão paranaense.
19:24Se a Coppel
19:25gerar prejuízos,
19:26como foi amplamente
19:27denunciado da imprensa,
19:29empresas com a produção
19:31parada,
19:32produtores rurais
19:33que perderam aves
19:34ou perderam produção
19:35de tilápia
19:36por demora
19:38do religamento,
19:40nós vamos colocar
19:41a Procuradoria
19:42para buscar
19:43a indenização
19:43contra a Coppel
19:44em favor da população.
19:46Além de luz,
19:48também a gente
19:48tem enfrentado
19:49falta de água.
19:50Quase diariamente
19:51a gente faz matérias
19:52para mostrar
19:53a água faltando
19:53em algum lugar.
19:54Então precisa também
19:55atenção nesse sentido
19:56da Sanepar.
19:56Está no nosso plano
19:57de governo
19:58um choque de gestão.
19:59A Sanepar
20:00é uma empresa
20:02paranaense,
20:03nós nos orgulhamos
20:04da história dela,
20:05mas ela também
20:06tem problemas
20:07de cabide de emprego
20:08de gente
20:09que não entende
20:10o assunto,
20:11de gente
20:11que não está
20:12exatamente trabalhando,
20:13mas está lá
20:14empregado
20:15para agradar
20:15o político X
20:16ou o político Y.
20:17Nós vamos respeitar
20:19o quadro técnico
20:20funcional
20:20da Sanepar
20:21e vamos aplicar
20:23estritamente
20:24as regras
20:25da lei
20:25das estatais
20:26para que os dirigentes
20:28sejam pessoas
20:28todas habilitadas
20:30e que de cima
20:31para baixo
20:32isso seja a realidade
20:33da empresa.
20:34Candidato,
20:34nós temos pouco tempo ainda,
20:36mas eu quero te perguntar
20:37da segurança,
20:37porque o maior problema
20:38que a gente enfrenta aqui,
20:39apesar de estarmos
20:40próximos da fronteira,
20:41não é o crime organizado,
20:43é o ladrão pé de chinelo
20:44que entra na casa da gente
20:46para roubar
20:46fiação de cobre,
20:48eletrodoméstico,
20:49carro e moto.
20:49Como é que a gente combate
20:51esse crime?
20:52O Paraná tem uma epidemia
20:54de crimes patrimoniais,
20:56roubo e furto.
20:57Normalmente,
20:57Paraná e Luiz,
20:58isso está vinculado
20:59a quadrilhas.
21:00A própria questão do celular
21:01tem uma estrutura
21:03de receptação
21:04e vai chegar no momento
21:05que tem um grande chefe
21:06do crime organizado.
21:08Nós vamos criar
21:08forças-tarefas
21:09para desbantar lá
21:10essas quadrilhas
21:11do crime organizado.
21:12Em relação
21:13a esses pequenos delitos
21:14que muitas vezes
21:14acontecem,
21:15pequenos delitos
21:16não é na escala,
21:19mas grande prejuízo
21:21para os nossos cidadãos.
21:22Nós queremos
21:23aqui criar centros integrados
21:26no qual nós tenhamos
21:27a polícia
21:29municipal,
21:30a guarda municipal
21:31se preferir
21:31essa expressão,
21:33polícia militar,
21:34polícia civil
21:35trabalhando junto,
21:36com câmaras de vigilância
21:38privadas e públicas
21:39interligadas
21:40por sistemas
21:40de inteligência artificial
21:42e igualmente
21:44reconhecimento facial.
21:45Existe algo assim
21:47já no Paraná?
21:48Existe,
21:48mas não na escala
21:49que nós queremos realizar.
21:51Não na escala
21:52que eu pude ver,
21:52por exemplo,
21:53no Smart Sampa
21:54da cidade de São Paulo,
21:57onde eles reduziram
21:58em 50%
21:59os furtos
22:00e roubos
22:01na Avenida Paulista.
22:02E você precisa
22:03ter uma ação rápida
22:04para isso.
22:05E uma coisa
22:06que eu vou colocar,
22:07até para as pessoas
22:08terem transparência nisso,
22:10vou colocar um prisômetro.
22:11como eu vi também
22:12nesse Smart Sampa,
22:13o número de prisões
22:14efetuadas graças
22:15a esse sistema
22:17de reconhecimento
22:18facial,
22:19com inteligência artificial
22:20e câmaras públicas
22:21e privadas.
22:22Vamos fazer isso
22:23em todas as cidades,
22:25especialmente
22:26os grandes centros,
22:27começando pelas
22:28grandes cidades
22:28como Cascavel.
22:29Agora,
22:30nos seus 30 segundos
22:31para considerações finais,
22:34temos três candidatos
22:35com o maior número
22:36nas pesquisas.
22:37O senhor
22:38tem Henriqueão Filho,
22:40tem Sandro Alex,
22:41por que o eleitor
22:42deve escolher
22:42Sérgio Moro?
22:43Nós temos clareza
22:44nas nossas posições,
22:46nosso projeto político
22:47que é fundado
22:48na ideia de liberdade
22:49e trazer oportunidade
22:51a todos os paranaenses.
22:53E uma credibilidade
22:54que a gente construiu
22:55no Lava Jato,
22:56que a gente construiu
22:57no Ministério da Justiça
22:58e construiu igualmente
23:00agora nesses quatro anos
23:01de oposição.
23:02A coragem e determinação
23:03que a gente teve
23:04na Lava Jato,
23:05no Ministério da Justiça,
23:06nesses quatro anos
23:07da oposição,
23:08governo Lula,
23:08nós vamos levar
23:10para resolver
23:10os problemas cotidianos.
23:12Saúde,
23:13educação,
23:14infraestrutura
23:15de todos os paranaenses.
23:17Um governo
23:17voltado às pessoas.
23:19Muito obrigado
23:20pela sua presença.
23:21Conversei aqui
23:22no Estúdio CGN
23:23com o Sérgio Moro,
23:24candidato ao governo
23:25do Paraná
23:26pelo PL.
23:27Para você que acompanhou
23:28essa entrevista,
23:29obrigado pela presença
23:30e a CGN Informação
23:32em Tempo Real.
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