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  • há 7 horas

Categoria

Pessoas
Transcrição
00:00Na nossa formação, a gente tem que aprender a liderar, a comunicar, a tomar decisões,
00:04não tem que ser decisões rápidas, porque são pacientes críticos que chegam à terapia intensiva.
00:09Então, um momento que você não consegue se comunicar de forma adequada, você pode ter um incidente,
00:15ou uma tomada de decisão pode ser inadequada, de uma comunicação que não foi correta.
00:21E a partir disso, a gente já vai sendo desenvolvido como médico invencivista para a liderança.
00:28E o que é que eu falo muito, eu converso muito com as equipes,
00:31no hospital da minha vida inteira, desde que eu comecei a trabalhar diretamente a gestão dessas equipes.
00:36Nós somos pós-gestores.
00:38Então, a comunicação da alta liderança, ela vai desdobrar até a operação.
00:43E quem é que vai colocar essa, o que a alta liderança está pensando na prática, é a operação.
00:49Então, nós somos pós-gestores.
00:51Então, eu sempre me vi fazendo parte da gestão.
00:54Por isso que eu acredito que isso sempre me encantou.
00:57E fui trabalhar a segurança do paciente, fazia análise de óbitos, era muito envolvida.
01:03Aí, fui para o sindicato dos médicos, fui diretora de lá, fui para o CRM, ser conselheira.
01:08Então, fui participar, eduquei muitas pessoas como preceptora, da clínica médica, muitos médicos,
01:15equipe de enfermagem, fazia muitos treinamentos.
01:18Tudo isso foi me levando para isso olhar de como a gestão era importante.
01:22Até que um dia, eu saí totalmente da área da operação direta, de dentro da Beira Leito, dos pantons de
01:30terapia intensiva, das visitas da Beira Leito, para assumir efetivamente a gestão.
01:34Então, eu assumo como gerência, depois assumi uma diretoria e agora estou à frente dessa diretoria geral, desse presidente,
01:41que é esse hospital.
01:42Um grande desafio, porém, algo que a gente faz com muito amor e construindo juntos com uma equipe, construindo junto
01:52com a sociedade.
01:53Agora mesmo, eu estou com o Deana aqui em cima, estou com o Parapaz, estou com o diretor do ML.
01:59Então, todos fazendo parte dessa rede para essa construção.
02:02O desafio maior é a gente equilibrar esse humano.
02:09A mulher, ela tem o lado da maternidade, o acolher.
02:14E esse acolhimento, ele tem que permear, sim, a humanização, mas também tem que permear decisões que muitas vezes são
02:23difíceis.
02:24Esse equilíbrio, a gente consegue utilizando ferramentas.
02:28Ferramentas de gestão, ferramentas de feedback, ferramentas onde você deixa claramente o que você quer,
02:37de que forma você vai me entregar, em quanto tempo.
02:39Então, eu tenho que utilizar muitas ferramentas de gestão para me auxiliar nas tomadas de decisão.
02:46E nós temos assessorias.
02:47Então, nós temos assessoria de qualidade, assessoria de CCH, de comunicação, assessoria de educação.
02:54Então, todos eles entram como braços para que a gente possa construir e tomar decisões assertivas.
03:01Muitas delas não são simples.
03:03Por exemplo, aqui no hospital, a gente sempre discute, eu e os diretores,
03:07nós temos pacientes que vêm com as suas demandas e a gente tem que priorizar.
03:13E essas prioridades vão estar de acordo com critérios clínicos, podem estar de acordo com critérios sociais.
03:20Muitas vezes tem pacientes que vêm para a nossa porta, que elas não teriam, naquele momento imediato,
03:25indicação de já fazer uma cirurgia.
03:28Teria que fazer um preparo, vamos dizer.
03:29Mas ela mora no interior do dia de viagem.
03:34Então, a gente se sensibiliza diante disso e abre uma proposta terapêutica
03:38para que ela faça internada todo esse programa que precisa,
03:42de forma ágil, para que a gente consiga operar o mais rápido possível.
03:45Para ela não ter que fazer essa migração, de ir, voltar para uma consulta,
03:50volta, vem para fazer exame, aí marca o dia da cirurgia.
03:53Então, a gente tem desafios todos os dias, de acordo com esses perfis.
03:58Mas a gente tenta trabalhar ferramentas, protocolos, com critérios de priorização,
04:04critérios de criticidade e olhando sempre as demandas sociais, principalmente.
04:10Aí nós temos equipes aqui que foram capacitadas para poder identificar,
04:15acolher e nos orientar também.
04:18O social traz as demandas, a psicologia traz as demandas,
04:21a comunicação traz as demandas.
04:22Então, nós temos muitos braços que nos auxiliam diante dessas tomadas de decisão,
04:28que muitas vezes, como você está falando, não são simples, não são fáceis,
04:31mas são necessários.
04:33Pensando na sustentabilidade institucional, pensando nas entregas,
04:38que nós temos metas, nós temos entregas a fazer,
04:41nós temos que olhar a necessidade, a individualidade, o cuidado singular de cada paciente,
04:47as suas famílias, então, organizar documentos, garantir que esse documento esteja adequado, revisado.
04:55Então, são muitos desafios no dia a dia, voltado a todo esse contexto, é grandioso,
05:01que é a frente de um hospital, dessa altíssima complexidade.
05:06Porém, nós temos muitos braços, nós temos ferramentas de gestão,
05:10que eu acho que esses meus, mais de 20 anos, a frente de várias unidades,
05:15inclusive o Hospital Metropolitano, já fui gestora, fui diretora,
05:19Santa Casa, o Hospital Saúde da Mulher, o Hospital Amazônia.
05:23Então, esse meu olhar, tanto da gestão pública, da gestão privada,
05:27tem muitos projetos voltados ao link, ou a metodologia enxuta,
05:31que é para você fazer gestão, tudo isso que está me trazendo um normal para estar aqui hoje.
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