- há 2 dias
Categoria
✨
PessoasTranscrição
00:00Hello Primorosas! Hoje a gente vai falar sobre saúde mental, prevenção e os riscos
00:07psicossociais no trabalho, um tema que é cada vez mais importante.
00:12A nossa convidada sonhou em ser médica, encontrou na psicologia uma nova forma de
00:19cuidar de pessoas e hoje usa a sua voz para falar sobre saúde mental e qualidade
00:26de vida. Joelma Martins é psicóloga, neuropsicóloga e palestrante.
00:33Ela acredita que conhecimento também é cuidado.
00:56Joelma, seja muito bem-vinda, é um prazer te receber aqui.
01:02Eu que agradeço o convite de participar e como tu bem definiste, que a minha voz chegue
01:08em várias outras mulheres, porque eu entendo que o conhecimento é salvívico.
01:13É maravilhoso, mas aí eu já quero saber como a psicologia entrou na tua história.
01:20Joelma, conta pra gente.
01:21Como eu coloquei, tu bem colocaste, eu queria ser médica, tentei fazer, fiz vestibular
01:30dois anos, não passei. Eu entendo que eu tive um episódio depressivo na segunda não
01:36aprovação e eu só chorava, pedia desculpa. E aí, por sugestão do meu pai, eu fui fazer
01:42psicologia. Na minha época eram seis anos de curso e depois eu descobri que a psicologia
01:48ela cura. É verdade. E agora, eu tenho 30 anos de formada, eu comecei cedo e agora
01:55eu noto, pós-pandemia, que realmente ela cura. Ela é necessária.
02:00Teve um período que você deixou a psicologia de lado, né?
02:03Tem, um período que eu deixei. Como foi? Conta pra gente.
02:06Eu abri um consultório com duas amigas e naquela época, 20 anos, 20, eu acho que mais de 20
02:12anos atrás, as pessoas não tinham, assim, esse acesso, essa acessibilidade, não buscavam,
02:17tinha muito preconceito, né? E aí, eu fechei e eu fui pra outros caminhos. Eu fui pra iniciativa
02:22privada, fui pra gestão pública. Depois, eu digo aqui, quase nos 50, eu comecei, eu sou cristã,
02:31faço parte da Assembleia de Deus do Campo da Cidade Nova. Eu fui convidada pra trabalhar
02:36com família. E aí, eu já dava palestra e intensificou, porque eu dava palestra pra família,
02:42pra casal, pra adolescente, pra criança, pra todo quanto era área. E começou, e as pessoas
02:49começaram a me procurar. Ah, você não atende, você não atende. Como eu estava pensando em
02:55voltar, eu tinha finalizado um contrato e eu disse, o que eu vou fazer na minha vida? Como eu também
03:02sou artesã, eu disse, ah, eu vou abrir uma loja de artesanato. Mas aí, eu depois, eu vi e a
03:07psicologia
03:07veio com tudo. E há sete anos, eu tô nessa, eu digo que essa viagem linda aí, com a psicologia,
03:12eu tenho
03:13um consultório em Ananindeu, aonde eu atendo hoje adolescentes, adultos e idosos. Então, a psicologia, ela
03:19voltou pra minha vida de uma forma, assim, muito linda. Eu digo que eu tentei escapar, mas não
03:25deu. Eu, enquanto cristã, eu vejo assim, Jeremias fala que antes que eu te formasse, eu te dê como
03:33profeta das nações. Eu não sou pregadora, mas aí o Senhor, ele te usa da forma que tu tem. E
03:39eu digo
03:40que a forma que eu tenho é o meu conhecimento. E ele tem me usado. Tenho ido em vários lugares.
03:45Acho que,
03:45às vezes, eu fico olhando, recentemente eu fiz uma, participei de uma imersão com quase
03:51500 mulheres e eu olho e falo assim, Senhor, muito obrigada. E que elas possam sair daqui
04:00com algo transformador na vida delas. É verdade. Esse é o meu desejo. Mas hoje tu já fala com
04:06milhares de pessoas também sobre saúde mental, como tu mencionou aqui com a gente, né? E quando
04:12foi aquele, a virada de chave para dizer assim, eu preciso usar a minha voz para usar, para
04:21até melhorar a vida dessas outras pessoas, de mulheres, de pessoas, né?
04:27É. Quando eu tive episódio depressivo, logo após a não aprovação do vestibular, quando
04:35eu fui apresentar o meu primeiro trabalho na universidade, eu tive uma crise de ansiedade
04:39na hora, na hora da apresentação. E eu paralisei. E aí eu achava que era só a garota tímida,
04:48porque eu sou uma, eu dizer que eu sou uma garota, eu sou uma menina tímida, precisando
04:53de recursos. E aí eu fui fazer teatro. Ai, que maravilha. Aí eu fiz teatro para melhorar,
04:58aquela coisa toda. Só que aí eu notei que eu não tinha o conhecimento, eu não sabia o
05:03que estava acontecendo comigo. Então, eu comecei a dizer assim, mas se eu compartilhar o meu
05:08conhecimento? Sim. E eu gosto muito de conversar, eu gosto de falar. E aí foi surgindo, aí foi
05:14surgindo pequenas palestras aqui na igreja, ali na escola, para amigos. E aí, de repente,
05:23hoje eu digo que eu falo para cinco, para dez, para quinhentos, para cinco mil, para o público
05:28que tiver. E como é importante a gente falar. Nós estamos no setembro amarelo e é muito
05:35importante a gente falar sobre a prevenção. Como é importante e muita gente ainda tem
05:42dificuldade de falar sobre saúde mental. E você usa a sua voz até mesmo para desmistificar
05:50tudo isso. Como conta para a gente qual é a dificuldade quando você está falando sobre
05:57saúde mental que você encontra diretamente com essas pessoas que você está dando voz
06:02também? Tá, vamos lá. Nós não temos o hábito de cuidar da nossa saúde mental como nós
06:07temos o hábito de cuidar da saúde física. Todo mundo vai no médico quase que anualmente
06:13para ver o coração, para ver os exames, essas coisas. Quando se trata de saúde mental, ainda
06:20há muito preconceito e falta de conhecimento. Então, as pessoas, quando elas têm alguma
06:26algum problema mental, nós não temos exame para mensurar. Elas falam o quê? Não, isso
06:33é algo da minha cabeça. Realmente eu digo que é algo da cabeça, mas não vai se cuidar.
06:38Então, hoje eu continuo encontrando, vamos dizer, no nível menor, mas ainda o medo. As pessoas
06:46ainda têm muito medo de ser taxado como pessoas adoecidas mentalmente. Só dar um exemplo, essa
06:57semana no meu consultório, eu estou com uma paciente que ela está tendo episódios depressivos e ela me
07:04falou assim, eu não tenho como falar para a minha família porque eles vão dizer que eu sou preguiçosa.
07:09e ela está todos os sintomas. Entendi. E além de falar que é preguiçoso, às vezes também fala que,
07:18ah, eu não estou doida para ir, eu não preciso disso. Mas aí eu quero saber com você, como é
07:25que a gente
07:25consegue identificar quando uma pessoa não está bem? Porque geralmente a gente pergunta, ah, está tudo bem?
07:31E aí a pessoa já é no automático? Não, está tudo bem. Como é, quais são os sinais que a
07:36gente pode
07:36identificar que aquela pessoa está dizendo que está bem, mas não está bem?
07:40É a questão do funcionamento, né? Todas nós temos modos de funcionar.
07:44Então, aquela tem aquelas pessoas mais extrovertidas, aquelas mais introvertidas,
07:49mas se causa, tem muita frequência e sofrimento, está disfuncional.
07:54Então, vamos dizer, eu gosto de ficar só. Por quê? Um exemplo, eu gosto de ficar só porque
08:02eu descanso, eu recupero minhas energias, mas aí eu começo a ficar só porque eu tenho medo
08:09de me encontrar com alguém, que eu fico, me dá sinais de ansiedade.
08:15Então, já não é normal, é uma disfuncionalidade. Mas aí, muitas das vezes, a própria pessoa
08:21não se percebe. Então, nós hoje, eu entendo que nós precisamos estar atentos, nós precisamos
08:28escutar, não julgar, não julgue. Para quando você se aproxima, você acolhe, acolha.
08:36Você pode, por isso que eu digo que conhecimento é só o vivo, porque se você começa a ter
08:41conhecimento de como é o funcionamento de uma pessoa normal, você percebe um comportamento
08:47disfuncional. Aí, você pode pedir, dar o suporte para essa pessoa, ela se sentir mais
08:52segura e ela buscar ajuda. Porque, muitas das vezes, a pessoa não quer buscar ajuda.
08:58Ela...
08:58Não tem forças para buscar ajuda, ela não quer. Tem pessoas que vão para a consulta e falam
09:04assim comigo, né? Eu só venho esse dia, não venho mais, porque eu não tenho nada.
09:08Eu nunca me imaginei estar na frente de uma profissional que eu tenho que falar minhas emoções.
09:15Então, é muito difícil. Ainda tem muito preconceito, muito desconhecimento, muito medo.
09:22Até porque, se a gente for ver historicamente, as pessoas que tinham problemas mentais eram
09:26consideradas o quê?
09:27Loucos.
09:28Loucos. E elas eram o quê? Recolhidas. Elas saíram do convívio da sociedade.
09:34E a gente tem que entender que a rede de apoio, ela é fundamental para alguns adoecimentos.
09:39Com certeza. E também entender, porque hoje a sociedade, ela cobra muito da gente, que
09:45a gente tem que ser forte o tempo inteiro, que a gente tem que ser performático, que
09:50tem que fazer mil e uma coisas. Mas qual é, né? Qual é o impacto disso na nossa saúde mental?
09:58É impacto negativo, porque a gente tem que entender que extremidade, toda extremidade é
10:04adoecimento. Eu não tenho como ser, todo tempo estar bem, todo tempo performático, todo
10:11tempo, ah, está tudo ótimo, está tudo maravilhoso. Não. Eu preciso entender minhas emoções.
10:19Eu vou ter tristeza e a tristeza, a função da tristeza é de reflexão. Eu vou ter medo.
10:24A função do medo é de sobrevivência. Eu vou ter angústia. Eu vou passar por processos
10:29de luto. Então, eu entendo que nós precisamos nos acolher. E a gente entender os nossos limites.
10:36Porque, às vezes, a cobrança, ela vem do externo, mas ela também vem, a gente acaba
10:41introjetando aquilo e achando que a gente tem que dar conta e a gente não dá. E eu vejo
10:46uma exaustão. Eu trabalho muito com mulheres, né? E eu vejo mulheres exaustas.
10:52E emocionalmente. E as nossas emoções, ela influencia no nosso comportamento, na nossa
10:57tomada de decisão, no nosso cognitivo. Então, a gente vê aí essa desfuncionalidade social
11:03que eu digo hoje em dia. É verdade, porque a mulher é tão cobrada, né? A gente tem o
11:08primeiro turno, o segundo turno, o terceiro turno, porque a gente tem que estar bem no trabalho,
11:13bem em casa, bem como mulher, bem como mãe. E não pode envelhecer. É. E ainda tem que estar
11:18ainda bonita, né? Sorridente, linda e maravilhosa. Exatamente. E é uma cobrança
11:23que é humanamente impossível. E isso a gente também, como mulher, precisa parar e pensar.
11:30Não, será que eu estou fazendo o que eu quero e o que eu gosto, o que é importante
11:34para mim? Ou o que a sociedade me cobra? Exatamente.
11:38Como é importante a gente estar ligada nisso? É você ter limites. Eu digo que nós somos
11:44igual fronteira. Nós precisamos ter nossas fronteiras. É. Tem a fronteira que é aquela
11:49que quando é algo bom, você deixa passar. Sim. Quando é ruim, você fecha. É igualzinho.
11:57Para a gente saber os nossos limites, entender as nossas necessidades, o que é meu, o que é
12:01do outro, não viver na expectativa do outro. Porque eu noto hoje a gente vive na expectativa
12:07do outro. Isso tem sido o adoecedor. Porque aí tu começa a criar na expectativa do outro,
12:12aí vem a comparação, a inveja, a raiva, raiva não tratada, se transforma em ira,
12:18ira é instinto, tu é capaz até de matar. Então, as pessoas, elas vão nesse ritmo.
12:23Então, você precisa saber o que é seu, o que é do outro.
12:26Do outro, né? Separa, fecha essa fronteira, só abre quando for necessário.
12:31É. Mas tu também fala sobre os riscos psicossociais no trabalho.
12:37Uhum.
12:37Então, eu queria saber o que é isso na prática.
12:40Vamos lá. A gente passa a maior parte do nosso tempo aonde?
12:45Nas empresas.
12:47Nossa segunda casa.
12:48As normas regulamentadoras, elas têm essa preocupação, né?
12:52Sim.
12:53A questão física, a iluminação.
12:55A partir de maio desse ano, foi colocado os riscos psicossociais.
13:00Então, você precisa gerenciar, você precisa identificar, você precisa classificar, você precisa avaliar, você precisa fazer medidas de prevenção e
13:10acompanhamento.
13:11Porque, vamos lá, todo transtorno, ele não tem uma causa, ele tem multi-causas.
13:16Ele tem a questão genética, ele tem a questão de personalidade, mas ele também tem o ambiente.
13:22Então, você viver num ambiente estressor, num ambiente hostil, de muita cobrança, de muito assédio, pode ser algo adoecedor.
13:32E aqui, deixar bem claro que a NR1, ela não é uma prevenção do suicídio, ela é uma prevenção, né?
13:41Dos riscos psicossociais.
13:43Sim.
13:44Do modo geral.
13:45Mas, sabemos que é importante para que tenha esse, vamos dizer, essa fala, essa discussão, né?
13:55Essa conexão com o meu ambiente de trabalho e com a minha saúde mental.
14:02Não é só perguntar como você está, mas o que esse trabalho está te trazendo também.
14:07Porque o trabalho não é só segurança financeira.
14:09Ele tem um senso de pertencimento, ele tem a superação, ele tem a realização, várias outras coisas que passam por
14:17aí.
14:18Inclusive, a nossa saúde ou o adoecimento.
14:21Então, a NR1, ela veio para que as empresas identifiquem no ambiente de trabalho se aquele ambiente está afetando o
14:31seu colaborador?
14:32Ela não veio assim para identificar, porque senão a gente vai achar que a empresa vai ter que dar um
14:37consultório de psicologia.
14:40Muitas seriam necessárias.
14:42É, eu entendo que o psicólogo precisa estar em todo lugar onde tem ser humano.
14:47Eu entendo assim.
14:48Ela não veio para fazer isso.
14:50Ah, eu vou identificar se você está ruim, se você está depressivo, se você não está.
14:53Eu vou começar a te dar diagnóstico, porque hoje tem até a chave de revelação de diagnóstico, né?
14:57Meu Deus.
14:58Não é isso.
15:00Ela veio justamente para identificar, para olhar e o que eu posso fazer?
15:06É um trabalho de prevenção.
15:07Prevenção.
15:08Prevenção.
15:09Porque, muitas das vezes, um adoecimento, ele te causa sofrimento.
15:14Sim.
15:15Mas se tu tiver a prevenção antes, você não passa pelo adoecimento.
15:21Pelo adoecimento.
15:22Então, é nesse sentido.
15:23E qual é o papel das lideranças nessa prevenção dos colaboradores?
15:29É fundamental, porque sem a liderança não existe.
15:31Hoje, o liderar, ele precisa escutar, ele precisa acolher.
15:38Eu digo que ele precisa ser uma...
15:39Nossa, mas tudo isso sim, tudo isso.
15:41Porque para você ter uma equipe saudável, você também precisa estar inserido nesse contexto.
15:47Você precisa estar comprometido com a saúde do seu trabalhador.
15:52E, muitas das vezes, uma liderança autoritária, ela é adoecedora.
15:56Sim.
15:56Muitas vezes, uma liderança que exige uma jornada de trabalho muito elevada, não tem comunicação,
16:05ela também acaba adoecendo.
16:07Então, é fundamental que a liderança, ela faça parte desse processo.
16:12Porque, sem ela, não tem.
16:13E a gente precisa ir além do setembro amarelo, né?
16:18Porque, claro, o setembro amarelo, ele é muito importante.
16:21Porque ele vai conscientizar as pessoas, né?
16:25E a gente vai aqui dando dicas de como identificar também.
16:29Mas, as empresas também precisam ir além do setembro amarelo, né?
16:34Para cuidar realmente da saúde mental dos seus colaboradores.
16:38Você já tem visto isso nas empresas?
16:41Ou a NR1 ainda está iniciando?
16:44A NR1 está iniciando, mas eu já tenho visto algumas empresas preocupadas.
16:49Vamos lá.
16:50Por que as campanhas, elas existem?
16:52Porque a gente pode falar de saúde mental de janeiro a dezembro.
16:56O ano todo é necessário.
16:59Mas, durante a campanha, há uma maior reflexão sobre aquilo.
17:04Quando você fala de suicídio, automaticamente você fala de vida.
17:07Automaticamente você fala de prevenção.
17:10Então, a empresa, ela precisa se preocupar.
17:12Porque, se a equipe está bem, tem muito mais produtividade.
17:17Tem muito mais harmonia.
17:20Tem tanta coisa benéfica para aquela empresa.
17:24Que há uma necessidade dela se preocupar.
17:26Então, as campanhas, elas vêm aí justamente para isso.
17:29Para esse momento de reflexão.
17:30E como a gente pode identificar, Joelma, dentro de uma empresa,
17:36quando o colaborador está passando por um momento de estresse,
17:42ou realmente aquele ambiente já está adoecendo aquela pessoa?
17:47Todo adoecimento, ele tem frequência e sofrimento.
17:54Nós temos a capacidade de lidar com o estresse.
17:57O nosso organismo, ele se adapta.
18:00Mas, ele é assim, não é todo o tempo.
18:03Se eu ficar todo o tempo, todo o tempo, eu vou...
18:05Adoecer.
18:06Adoecer.
18:07Então, o ambiente de trabalho sempre vai ter.
18:10Porque tem cobranças, tem prazo, tem metas.
18:13A gente precisa se adaptar a isso.
18:16Quando eu tiver muito sofrimento e muita frequência,
18:19é quando está tendo adoecimento.
18:21Se aquele ambiente estressou, o líder, ele precisa perceber
18:26quais são as dificuldades, por isso que a NR1,
18:32identificar, avaliar, classificar, prever e acompanhar.
18:37É justamente para isso.
18:39Para que aquele ambiente, ele mude.
18:42E aí, a gente fala assim mesmo.
18:43A gente tem que entender que o homem, ele vive em relação com o ambiente dele.
18:46Sim.
18:47Então, aquele ambiente pode mudar.
18:49Ah, eu vou mudar, eu vou botar uma cadeira,
18:51eu vou botar uma iluminação melhor, uma decoração.
18:54Vou, posso...
18:55Mas o ambiente não muda, essas pessoas não mudaram.
18:57É verdade.
18:58Então, se eu perceber que a grande maioria dos meus funcionários
19:02estão tendo adoecimento,
19:04eu tenho que entender que não é os funcionários.
19:07Pode ser muito bem o ambiente.
19:08Não somente, né?
19:10E aí, eu já quero ir partindo para o final.
19:13Está muito boa a conversa.
19:16Mas eu quero que tu deixe uma mensagem para essa mulherada
19:20que está assistindo a gente,
19:21que vive esses vários papéis e que realmente estão estressadas.
19:27Porque são muitos papéis para todas nós, né?
19:30E eu quero saber, deixa para elas uma mensagem para essa mulherada
19:34que está assistindo a gente, Joelma.
19:36O que eu deixo é se cuide.
19:39Cuidar da saúde mental é um investimento para a vida toda.
19:46E o que eu percebo hoje?
19:48As mulheres, elas estão dominando os vários setores.
19:52Não só familiares, como empresariais, sociais.
19:56Uma mulher sadia, ela consegue ter muito mais acolhimento,
20:01muito mais empatia para levantar outras mulheres,
20:04para ajudar, para acolher.
20:06Então, se você estiver saudável,
20:09com certeza o teu ambiente consegue florir.
20:12Então, cuide da sua saúde mental,
20:15cuide da sua saúde física e espiritual.
20:17Nunca se esqueça.
20:18O ser humano, ele é um todo,
20:21dividido por partes.
20:22E nós devemos cuidar a todas, de modo geral.
20:25Ai, muito obrigada, Joelma.
20:27Eu sempre falo assim, que juntas nós somos imbatíveis.
20:30Verdade.
20:31E tem aquele ditado também, coloca primeiro o...
20:34A máscara em você.
20:34O do avião, né?
20:36Aquela...
20:36Que a aeromoça fala para a gente,
20:39coloque a máscara em você para poder você ajudar outras.
20:41Então, para você ajudar as outras, também você precisa estar bem, né?
20:45Precisa.
20:45Precisa, porque às vezes nós estamos adoecendo,
20:48nós não conseguimos identificar os nossos adoecimentos,
20:51não conseguimos nomear,
20:52achamos que não precisamos de tratamento.
20:56E aí a gente vai o quê?
20:57Uma mulher ferida, ela fere a outra.
20:58Verdade, mas muito obrigada.
21:00Foi extremamente necessária essa conversa.
21:03Obrigada, Joelma.
21:04Eu que agradeço o convite.
21:06E minha gente, hoje a gente falou sobre saúde mental, né?
21:10Prevenção e sobre a importância de olhar para as pessoas
21:14antes que o sofrimento se transforme em adoecimento.
21:18Porque cuidar também é olhar, ouvir e agir.
21:22Que o Setembro Amarelo seja mais do que uma campanha,
21:25seja um convite para cuidar durante o ano inteiro.
21:29Eu te espero no próximo episódio do Dó Delas,
21:32porque juntas nós somos imbatíveis.
21:35Vem!
21:41Dó Delas.
21:43Mulheres que inspiram a Amazônia que acontece.
21:45Patrocínio.
21:46Claro, você merece o novo.
21:51Sebrae Delas.
21:52Toda conquista inspira a próxima.
Comentários