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  • há 8 minutos
Morre aos 72 anos Edson Morais, um dos nomes históricos da comunicação de Cascavel

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Transcrição
00:00Eu comecei na Rádio Colmeia em 1975, foi mais ou menos, é, nesse período de 1975 que eu comecei a
00:11ingressar na Rádio Colmeia,
00:12que ficava na Rua Rio Grande do Sul, um rádio feito naquela oportunidade, naquela época, naquele período,
00:17até de forma assim muito precária em termos de tecnologia, mas é evidente que tudo avança muito rapidamente
00:24e, consequentemente, também, esse processo de aprimoramento tecnológico também foi muito rápido acontecendo
00:35na rádio difusão, na comunicação de uma forma geral, não é?
00:39E eu lembro também, a gente fazia, por exemplo, para citar aqui só um fato, a gente fazia transmissões esportivas
00:48com maletas, carregando as maletas amarradas na cinta, às vezes com fio de 300 metros, 400 metros de cabos de
00:59fio,
00:59carregando aquilo pelo estádio, fiz uma transmissão no estádio do Morumbi.
01:04O narrador saudoso, Yata Júnior, grande narrador esportivo, com quem aprendi, inclusive, era rafter de bola,
01:10e o repórter do Yata Júnior, e ele na cabine do estádio do Morumbi, jogou aquele fio, e eu saí,
01:18trouxe aquele fio,
01:18e eu chegava no estádio três horas da tarde para fazer a transmissão às oito da noite, nove horas da
01:22noite,
01:22com aquele fio de 300 e poucos metros de fio amarrado numa maletinha, tinha uma qualidade boa, qualidade de som,
01:30e carregando aquele fio, deu um emaranhado danado com outros repórteres, foi um negócio terrível,
01:34atrasou o jogo, inclusive, no intervalo do primeiro para o segundo tempo, entrevistando o goleiro do São Paulo,
01:40que na época era o Waldir Pérez, então ficou com aqueles cabos todos enrolados, a única situação que eu tive
01:45realmente que fazer
01:46foi cortar a metade do cabo para continuar a transmissão, para não ter transmissão, e impedido, no final do jogo,
01:52de fazer o trabalho de vestiário, porque já não tinha cabo, já tinha cortado o cabo, em função do emaranhado
01:57que nós fizemos com vários repórteres lá no estádio do Morumbi, coisa realmente de caboclo do Matner, que foi o
02:03meu caso.
02:03Mas eu sempre tenho no rádio como uma grande base, uma grande escola, o rádio é fantástico, o rádio é
02:08extraordinário,
02:10enquanto que, por exemplo, na TV você deixa que a imagem fale, no rádio nós temos que passar essa imagem,
02:16nós temos que pintar esse quadro, nós temos que dar cores a um quadro, e para que vocês vejam,
02:22para que vocês imaginem essas cores em casa, nós temos que formatar o produto que estamos vendendo aqui,
02:29e você tem a imagem desse produto na sua casa, a televisão, por exemplo, já mostra para você,
02:34o rádio te dá a oportunidade de estar tomando café e ouvindo o rádio, na cozinha, você na sala,
02:41outros veículos não dão essa condição para você, tem uma verdadeira paixão pelo rádio,
02:47tem um apreço por todos os veículos, todos os meios de comunicação,
02:50mas o rádio, o rádio me embriaga, o rádio me fascina, o rádio é o meu grande amor.
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