00:00A gente pode dizer que o costume de atar uma fitinha, especialmente na grade da basílica, no braço,
00:08é algo que nasce do sentimento coletivo da comunidade dos fiéis.
00:12É algo que não faz parte exatamente daquilo que é doutrina, obrigação ou dogmática dentro do catolicismo,
00:19mas nasce do sentimento de amor, de fidelidade e devoção que o fiel devoto sente para com Nossa Senhora.
00:27Ou seja, tanto essas fitinhas representam um pedido, uma oração, uma súplica,
00:33como elas também representam um agradecimento, uma ação de graças por uma graça alcançada.
00:39Como é agradecimento pela graça alcançada, se registra naquele momento atando uma fitinha.
00:46É algo que se dá de presente, é algo que se utiliza, brota justamente desse sentimento do catolicismo popular,
00:52da vivência popular da fé, que é algo que bebe profundamente da essencialidade da fé católica também.
00:59Tem muito sentido. Não é uma coisa apenas meramente cultural, mas é justamente devocional.
01:05É algo que une o fiel devoto à Virgem Maria e recorda a quem passa de que ali houve alguém
01:12que pediu uma graça e foi atendido.
01:14A gente já começa a perceber as movimentações de peregrinação relativo ao sírio já desde agosto.
01:20É claro que à medida que vai se aproximando do grande dia do sírio de Nazaré,
01:26isso aqui estará muito mais lotado de fitinhas, de placas de papelão pedindo graça
01:33ou agradecendo por ter passado no vestibular.
01:37Então essas coisas vão aparecendo gradualmente, sempre com maior intensidade.
01:42Chega um momento em que a gente, após passar toda a festividade e tudo, é necessário fazer a retirada
01:50e tudo aquilo será incinerado, digamos, como uma entrega e todas aquelas intenções
01:56que foram colocadas aqui diante da casa da rainha da Amazônia.
01:59Então à medida que vai se aproximando do sírio, isso aqui estará lotado de fitinhas, de placas,
02:05de asinha de anjo, coisas assim que são como ex-votos, ou seja, pedidos de graças e agradecimento por graças
02:14alcançadas.
02:15Tá, dá um aperto. Eu falo que a Nossa Senhora já abençoou tanta gente, sabe?
02:21E viajar sem vir a agradecer, sabe? Agradecer da minha família.
02:29A gente passou por muita coisa ao longo do tempo, eu tô passando com ela, sabe?
02:35Mas a gente agradece, sabe? De alguma forma a gente agradece.
02:38E é o coração apertado, porque é o primeiro ano longe daqui.
02:44Eu tava até falando pra ela que é uma sensação assim que...
02:48Ela acompanha o sírio das crianças também e o primeiro ano longe é...
02:53Acho que desde pequena a gente acompanha, né?
02:56O primeiro sírio dela foi com dois anos.
03:00Sempre trazendo ela e coloquei ela na catequese.
03:03Sempre aproximar ela da fé. A gente não pode perder a fé e a esperança.
03:08Ela amarrou a fitinha duas vezes.
03:11Toda vez que a gente vem, não tem como se emocionar.
03:14Ela fala pra mim que ela sente uma...
03:17Um aperto no coração dela.
03:20Ela não sabe explicar, sabe?
03:21Mas ela sente muito e ela chora quando ela tá lá.
03:24Foi em 2019.
03:26Eu paguei uma promessa pra minha mãe.
03:28Não conseguia andar.
03:30E saí de mosqueiro.
03:32Saí de mosqueiro.
03:33Eu vim a pé.
03:35Nos romeiras, né?
03:36Foi um dia de ir andando.
03:39Então, todo ano a gente vem agradecer.
03:41Hoje a minha mãe tá bem de saúde, graças a Deus.
03:44E eu vim pedir pra mim que eu tô bloqueada do rim.
03:49Mas já tenho fé na Nossa Senhora.
03:52Que eu não vou precisar passar por cirurgia.
03:56Não vou precisar de um rim novo, né?
03:58E de bênçãos.
03:59Quando eu venho aqui, eu sempre vejo uma mulher de rua pedindo.
04:07Aí eu pedi que Deus ajudasse essa pessoa a melhorar.
04:13Que ela tenha fé.
04:17Que toda a minha família tenha fé, saúde.
04:21E pra nada acontecer de mal com a minha família.
04:26Eu devo sempre continuar abençoando a minha família todos os dias.
04:29E aí
04:32E aí
04:33E aí
04:35E aí
04:37E aí
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