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  • há 13 horas
Correr atrás do próprio desejo, ocupar espaços improváveis e usar a arte para questionar o que nos é negado.

Neste trecho, Júlia Guedes fala sobre como as questões de gênero e a busca por autonomia atravessam suas composições. A artista revela como usa o humor e a ironia — como na faixa "Gata do Mato" — para fazer críticas sutis, mas profundas, sobre as estruturas da sociedade.


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Transcrição
00:00Realmente, muita coisa partiu de eu querer ocupar espaços que não eram espaços que eram óbvios para eu ser ocupado,
00:08sabe?
00:09E eu tenho essa revolta de gênero gigantesca, está no álbum de diversas formas.
00:18Essa própria coisa de mudar de cidade para tentar romper um pouco, entender outras estruturas e também ir buscar o
00:27próprio desejo.
00:28E aí já tem todo um outro lugar de várias coisas muito sutis e subjetivas que são estruturalmente negadas às
00:35mulheres,
00:36como correr atrás do próprio desejo, bancar a própria sexualidade.
00:40Isso é uma coisa que eu trago, o Gata do Mato fala sobre isso.
00:44Tango dos Homens é uma música completamente irônica, onde eu crio um mundo invertido,
00:50onde as mulheres que agem como homens e criam todo um cenário.
00:55E, no final, concluo que, infelizmente, o mundo é como é.
01:01As mulheres jamais vão conseguir ocupar esse papel e que bom, né?
01:06Mas é um álbum que eu vou cutucando.
01:09Não são cutucões tão explícitos e revoltados.
01:14Eu acho que eu gosto muito de usar o humor, esse recurso literário, para fazer minhas críticas.
01:21Não são cutucões tão explícitos.
01:21Então,やってi a gente passar.
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