Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.
Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.
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00:04:20Olá, boa tarde, sejam todos muito bem-vindos ao Meio de Em Brasília, um programa do portal
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00:05:11Zema defendeu o ajuste fiscal e a responsabilidade com as contas públicas
00:05:15como caminho para promover a redução da taxa de exuros no Brasil.
00:05:19Em Sabatina, na TV Globo, o ex-governador de Minas Gerais
00:05:22criticou as penas impostas aos réus do 8 de janeiro
00:05:26e se comprometeu em aumentar o número de escolas em tempo integral
00:05:29em 10 vezes, caso seja eleito.
00:05:32Zema defendeu uma ampla privatização de estatais. Vamos ver.
00:05:36Quem acompanhou o meu governo em Minas sabe que eu vendi,
00:05:41entre participações e a empresa, 118.
00:05:47Inclusive, algumas muito conhecidas aqui no Rio de Janeiro,
00:05:50onde eu estou, que foi a Light, a Elibraz, que o Estado tinha participação,
00:05:55a Companhia Brasileira de Lítio, no Nordeste de Minas Gerais
00:06:00e, mais recentemente, a Copasa.
00:06:02Lembrando que nós tivemos um governador no passado
00:06:06que fez uma mudança na Constituição Mineira
00:06:09que fazia com que qualquer estatal que fosse ser vendida
00:06:14precisava de três quintos de aprovação da Assembleia
00:06:18e nós conseguimos esses três quintos recentemente
00:06:23e vendemos a Copasa.
00:06:24Ficou faltando uma empresa só, que é o que você falou.
00:06:28Todas as outras foram vendidas.
00:06:31E lembrando um detalhe importantíssimo.
00:06:35Durante a minha gestão, a empresa de saneamento de Minas,
00:06:39que é a Copasa, e a empresa de energia de Minas, que é a Semig,
00:06:45valorizaram estrondosos 300%.
00:06:48Porque não teve roubalheira, não teve corrupção,
00:06:51foi uma gestão profissional, valorizando o patrimônio do mineiro.
00:06:55E eu vou fazer o mesmo no Brasil.
00:06:57As empresas brasileiras hoje estão subavaliadas
00:07:02porque tem uma gestão muito ruim.
00:07:05Zema também minimizou o quebra-quebra do 8 de janeiro de 2023.
00:07:10Eu discordo porque não existe na história da humanidade
00:07:16uma tentativa de golpe ou um golpe de Estado
00:07:20que tenha sido um movimento de vandalismo, de depredação,
00:07:25como aquele que aconteceu em janeiro de 2023.
00:07:32Eu darei anistia, ou pelo menos, no mínimo,
00:07:37um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial.
00:07:42Porque o que nós vimos no Brasil foi perseguição.
00:07:46Uma moça que sujou um monumento público pegar 14 anos de prisão.
00:07:51Na minha opinião, comete crime quem leva o crime adiante.
00:07:55Quem fez, pensou, ou até idealizou, mas não levou,
00:08:00para mim, não cometeu crime.
00:08:02O senhor acha que esses crimes que eu enumerei aqui todos não foram adiante?
00:08:05O de sujar o monumento foi adiante, sim.
00:08:08A moça Débora, que inclusive eu conheci a irmã,
00:08:11o dela foi adiante.
00:08:13Não foi apenas sujar o monumento.
00:08:15Não foi apenas sujar o monumento.
00:08:17E os outros todos?
00:08:19O senhor quer que eu leia novamente?
00:08:20Por favor.
00:08:22Incitação ao crime, organização criminosa armada,
00:08:25deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado.
00:08:28Deterioração.
00:08:29Tudo bem.
00:08:30Eu acho, Renata, que deve se punir pela depredação, pelo vandalismo.
00:08:37Agora, teve tiro disparado?
00:08:39Não teve nenhum movimento.
00:08:42Na minha opinião, foi um julgamento nitidamente político.
00:08:48Eu sou totalmente democrata.
00:08:50Fui eleito pela urna eletrônica.
00:08:53Confio na urna eletrônica, que poderia ser melhorada se tivesse impresso,
00:08:58mas confio.
00:08:59Agora, o que nós temos no Brasil hoje, nós estamos vendo,
00:09:03são tribunais que estão fazendo mais política do que propriamente justiça.
00:09:10Outro assunto tratado foi a obrigatoriedade da vacinação.
00:09:14Coloca assim, que quem está nos acompanhando aqui fique sabendo.
00:09:20Eu tomei todas as vacinas da Covid, acredito na ciência, recomendo que tome.
00:09:27Em Minas, eu recomendei que as crianças tomassem.
00:09:31Agora, eu não posso permitir que uma família, uma criança, seja perseguida porque alguém não tomou a vacina.
00:09:40Então, eu tenho em mim essa questão de que ser obrigatório, transformar num crime isso,
00:09:48não é o que pode acontecer num país democrático.
00:09:51Agora, candidato, diante, repito aqui, de um surto de sarampo,
00:09:55São Paulo com 23 casos confirmados, qual é o papel do governo?
00:10:00E se a maioria não se vacinar, a vacina perde o efeito, né?
00:10:03O papel do governo é fazer campanha de conscientização, é vacinar o maior número de pessoas possíveis,
00:10:14porque caso contrário, podemos ter um surto.
00:10:18Agora, o que me preocupa muito é a questão da segurança pública.
00:10:21O que esse governo tem feito com relação a bandidos, né?
00:10:25Que estão matando sem parar muito mais do que qualquer doença.
00:10:29Então, o que eu quero é o governo ir atrás de bandido, não ir atrás de quem falou,
00:10:35eu não concordo com a vacina.
00:10:37É um direito num país democrático.
00:10:40Vamos agora para um último trecho.
00:10:42Antes de começar a análise sobre o que o Zema disse ontem, é sobre segurança pública.
00:10:47Eu fui a El Salvador, inclusive sou o único candidato que esteve lá em maio do ano passado
00:10:54para conhecer o avanço extraordinário que aquele país teve na redução de homicídios.
00:11:0299% de redução de homicídios em quatro anos.
00:11:07O que foi feito lá pode ser adaptado e servir ao Brasil.
00:11:12Eu vou levar segurança para os brasileiros.
00:11:16Para mim, bandido é atrás das grades.
00:11:19No Brasil, hoje, na audiência de custódia, todo mundo é solto.
00:11:23O que eu quero é que na terceira ocorrência seja já decretada uma prisão preventiva.
00:11:29Tem estatísticas que apontam que 60 milhões de brasileiros vivem em área controlada pelas facções e crimes organizados
00:11:37que eu vou enquadrar como organizações terroristas.
00:11:42Fala-se tanto em soberania do Brasil, o Brasil não foi invadido por um outro país, não.
00:11:47Mas foi dado um terço dele ao crime organizado.
00:11:52Nós podemos fazer prisões aqui dentro da nossa lei.
00:11:56As leis de lá são outras.
00:11:58Agora, por que que aqui, muitas vezes, um estuprador, um serial killer, tem benefício para a saídinha e mata, estupra
00:12:09mais alguém?
00:12:09Isso é o seu contrário.
00:12:10Mas esse modelo é o modelo de El Salvador, do Naíbe Bukele.
00:12:14El Salvador, 300 mil salvadoreños que moravam fora voltaram para El Salvador.
00:12:20Será que o país piorou?
00:12:22Nós temos 5 milhões de brasileiros fora hoje.
00:12:25Muitos foram embora por causa da violência.
00:12:27Para mim, não tem nenhum indício que fala mais que o país melhorou do que o retorno das pessoas.
00:12:32E o Brasil continua mandando gente para fora.
00:12:36Bem, vamos começar a analisar agora como é que foi o desempenho do Romeu Zema.
00:12:40Eu chamo aqui para participar da conversa o Wilson Lima e o Duda Teixeira.
00:12:45Wilson, boa tarde.
00:12:47Você informou ontem que o Zema alegou que faltou ao debate da Bandeirantes no domingo para se preparar para a
00:12:55sabatina do Jornal Nacional.
00:12:57Valeu a pena?
00:12:58Ele se preparou bem?
00:12:59O desempenho foi bom?
00:12:59Boa tarde.
00:13:01Boa tarde, Rodolfo.
00:13:03Boa tarde, Duda.
00:13:04Mas, principalmente, boa tarde para você, minha amiga e meu amigo João Antagonista.
00:13:08Ô, Rodolfo, olha, pelo que a gente viu, não valeu muito a pena ele se preparar não, tá?
00:13:13É, porque eu acho que o Romeu Zema, ele caiu em algumas pegadinhas, prometeu coisa que ele nem sabia se
00:13:21de fato poderia prometer,
00:13:22como essa história de multiplicar por 10 o número de escolas integrais.
00:13:26Mas, ele não tinha a menor ideia de quantas escolas em tempo integral hoje estão em funcionamento no Brasil.
00:13:32Eu fiz até uma pesquisa rápida, eu estou falando de, hoje, 20 mil unidades integrais em funcionamento no Brasil.
00:13:39E aí, por exemplo, para que o Zema tivesse que cumprir essa promessa, ele teria que construir aproximadamente mais,
00:13:48quer dizer, mais de 200 mil escolas.
00:13:49Então, não faz muito sentido essa proposta, esse compromisso que ele fez no ar.
00:13:55Ele também foi muito reticente em relação ao 8 de janeiro, acho que ele poderia ter sido um pouco mais
00:14:01contundente.
00:14:03Faltou argumento ali para encarar a bancada do JN, dos colegas do JN.
00:14:10E, olha, o Rodolfo, e isso é uma sabatina que, lógico, que teve as suas pegadinhas, teve as suas perguntas
00:14:17espinhosas,
00:14:18mas não foi uma sabatina agressiva.
00:14:22Muito pelo contrário, os colegas da Globo adotaram até um tom muito cordial com o Rui Zema, firme,
00:14:30mas cordial com o ex-governador de Minas Gerais.
00:14:33Então, não foi, por exemplo, como naquele ritmo de sabatina do Jair Bolsonaro de 2018,
00:14:38em que ele praticamente enfrentou o William Bonner.
00:14:41Então, eu acho que o Romeu Zema não valeu muito a pena mesmo não, amigo,
00:14:45porque eu acho que faltou consistência nas propostas, nas argumentações,
00:14:53faltou ele se defender mais.
00:14:54No momento, inclusive, do que se refere a 8 de janeiro,
00:14:58em que o JN levantou a bola para ele em relação ao Supremo,
00:15:01ele não cortou, ele se diz um crítico do Supremo,
00:15:05ele poderia, por exemplo, no 8 de janeiro,
00:15:07só dar um exemplo para ele, até uma dica,
00:15:10tocar no assunto do 8 de janeiro,
00:15:12falava logo das decisões monocráticas do Supremo,
00:15:14criticava a questão da ação penal originária do Supremo Tribunal Federal,
00:15:18de cara, você já consegue desmontar o argumento,
00:15:22porque nesse caso específico do 8 de janeiro,
00:15:25ou a Renata Vasconcelos falou,
00:15:26ah, mas eles foram condenados por crimes tais, tais, tais, tais, tais, tais, tais.
00:15:30O senhor concorda?
00:15:32E aí ele ficou confabulando,
00:15:35eu falei, não, Renata, o problema não é a condenação especificamente,
00:15:38mas a forma como a condenação se deu,
00:15:41a forma como o Supremo tratou esse caso.
00:15:43Então, assim, tinham saídas muito simples
00:15:46e que ficaram, e que ficou muito claro para mim,
00:15:50que o Zema não se preparou direito,
00:15:52então não adiantou ele fugir do debate da Band,
00:15:54não adiantou ele ficar em casa quietinho,
00:15:57não adiantou ele tomar chá de camomila, se ele tomou,
00:16:00mas o fato é que, realmente, o Zema, na minha opinião,
00:16:04deixou bem a desejar nessa sabatina.
00:16:06E aí, Duda, largou mal, então, no início da campanha,
00:16:09Romeu Zema, boa tarde.
00:16:10Boa tarde, Rodolfo, boa tarde, Wilson.
00:16:13Largou mal, eu acho que, olha, para mim,
00:16:16a ausência no debate foi, realmente,
00:16:21mudou muito a percepção que eu tinha sobre o Romeu Zema.
00:16:27E aí, veio com essa desculpa de que precisava se preparar para a sabatina,
00:16:33mas aí, talvez, até podia gastar o dobro do tempo
00:16:35se preparando para a sabatina da Globo
00:16:37e não sairia melhor do que aconteceu ontem.
00:16:45Ainda que muitos dos tópicos que a gente selecionou aqui
00:16:49sejam muito o que é a espinha dorsal do plano dele.
00:16:55O Zema, ele tem, acho que de todos os candidatos,
00:16:59ele tem essa defesa mais convicta das privatizações.
00:17:05usa o exemplo dele de Minas e fala também de privatizar estatais
00:17:10como, por exemplo, a Petrobras, né?
00:17:12Coisa que Renan Santos e Ronaldo Caiado não defendem
00:17:17porque dizem ali que é uma questão de segurança e tal.
00:17:19O Zema vai mais longe nessa história.
00:17:22A questão do 8 de janeiro, é claro que se você vai dar uma sabatina para a Globo,
00:17:27eles vão tentar explorar mais essa questão.
00:17:31Acho que ele não conseguiu explicar direito, né?
00:17:34Mas concordo com isso, ele podia ter colocado mais um posicionamento dele
00:17:39em relação ao STF, que de fato pesou muito na mão
00:17:43nessas penas do 8 de janeiro
00:17:46do que tentar sair ali por onde ele tentou sair, né?
00:17:51De falar, de olha a Débora do Batom,
00:17:55que é um fato ali, né?
00:18:00Quer dizer, essas pessoas, difícil você enquadrar a turma do 8 de janeiro
00:18:05como uma organização criminosa armada,
00:18:08com hierarquia, com divisão de funções, com objetivo.
00:18:13Era uma turma desorganizada, difícil.
00:18:17Os tipos penais do STF, tentativa de abolição de Estado Democrático
00:18:23ou de golpe de Estado, é difícil botar toda aquela gente
00:18:27dentro das categorias dos crimes definidos.
00:18:34Agora, vandalismo, deterioração do patrimônio, sim.
00:18:38Claramente, essas pessoas cometeram esses crimes
00:18:40que teriam uma pena muito mais baixa.
00:18:42Mas eu acho que o Zema, ele acabou se complicando ali
00:18:47nessas respostas.
00:18:48E a questão do Bukele, já virou até carne de vaca nessa eleição, né?
00:18:53O Flávio Bolsonaro usa isso, o Renan usa isso.
00:18:58Não deixou de ser um diferencial para os candidatos da direita.
00:19:03É, olha, eu vou aproveitar que a gente começou...
00:19:05Diga, diga isso.
00:19:06Tem duas questões aqui que eu só queria complementar, por exemplo.
00:19:09Em relação ao 8 de janeiro.
00:19:12Realmente, a resposta do Zema foi muito superficial.
00:19:14Ele tinha tanta alternativa.
00:19:16Você falou da questão da organização armada.
00:19:20Você precisa configurar isso.
00:19:22Não houve individualização de conduta.
00:19:24Você não teve um plano estruturado.
00:19:25Olha só, saiu do Palácio do Planalto e ia para você ter um ataque direto.
00:19:28Tinha tanta alternativa de resposta.
00:19:31E o Zema ficou ali saindo pela tangente.
00:19:34E tem um detalhe, Duda.
00:19:36E só para trazer aqui para o debate, o Rodolfo e meus colegas de bancada.
00:19:40Que assim, sabatina para a TV Globo, ela é muito simples.
00:19:45Ela não tem surpresa.
00:19:47Os caras vão fazer, primeiro, explorar as contradições do governo,
00:19:51escândalo de corrupção, ponto.
00:19:53Segundo ponto, vão ter uma agenda woke muito forte.
00:19:57Ou seja, vão falar de feminismo, vão falar de machismo, vão falar de comunidade LGBTQIA+.
00:20:04Ponto.
00:20:06E aí, vai explorar plano de governo.
00:20:09Então, assim, eu não consigo entender, Duda e Rodolfo, como é que um candidato,
00:20:14como é que eu, repórter, tenho essa noção de como é que pode ser uma sabatina da Globo?
00:20:22E os comitês de campanha não têm, sabe?
00:20:25Parece que, assim, ou o candidato é muito superficial, e isso é um problema,
00:20:30ou a assessoria dos candidatos não está conseguindo transmitir o básico para os caras.
00:20:35Porque não é possível, Rodolfo.
00:20:36É, pois é. Começou mal aí o Romeu Zema.
00:20:39Vou aproveitar que a gente está falando de eleição para chamar já a enquete do nosso canal no YouTube,
00:20:43que é sobre esse assunto.
00:20:45Quem é o melhor cabo eleitoral da campanha presidencial deste ano?
00:20:48É o Jair Bolsonaro, ex-presidente que está preso e, portanto, teve que indicar aí,
00:20:53ou decidiu indicar o seu filho mais velho para concorrer no lugar dele?
00:20:56É o Lulinha, o filho do presidente Lula, que está atuando como cabo eleitoral,
00:21:00não do pai, mas do principal adversário dele, ou dos outros adversários,
00:21:05porque está aí sendo investigado por suspeitas de tráfico de influência.
00:21:08Ou é o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e aí fica difícil de saber contra quem mais ele atua,
00:21:14porque parece que todo mundo em Brasília se envolveu com o Daniel Vorcaro.
00:21:18Ou é a cantora sertaneja Ana Castela, que tirou uma foto com o Nicolas Ferreira,
00:21:22lá em Barretos, no final de semana, e desde então está aí,
00:21:26assumiu que vai votar mesmo no Flávio Bolsonaro,
00:21:29e está fazendo meio que campanha para ele,
00:21:31e aí já apareceu um monte de artista contrapondo ela,
00:21:33e está um deixando de se seguir, de seguir o outro nas redes sociais,
00:21:37e aí ficou essa confusão de rede social.
00:21:40Para votar nessa enquete aí, se você não está inscrito no canal do Antagonista no YouTube,
00:21:44basta se inscrever para poder votar e também comentar sobre o que a gente está dizendo aqui,
00:21:48e aí vou aproveitar para pedir uma curtida de vocês também,
00:21:51quem está assistindo na TV, só abrir o celular,
00:21:54apertar lá a curtida no vídeo desse mesmo programa,
00:22:00e bem, vou pedir, como sempre tenho pedido aqui também,
00:22:04para quem puder assinar o Antagonista, assine, tem o QR Code, o código QR,
00:22:08que fica aí ao longo do programa inteiro na tela,
00:22:12basta botar o celular, e vocês vão ver que não é tão caro assim,
00:22:15não chega a R$ 20 por mês, se fechar um pacote anual é R$ 200,
00:22:20e quem não puder assinar, pelo menos faz, dá uma visita lá no portal do Antagonista,
00:22:25assiste lá uma propaganda, porque a gente também ganha com isso.
00:22:28Vamos seguir aqui no tema eleitoral.
00:22:31Pesquisa Quest divulgada nessa segunda-feira, mostra Espírito João Amin,
00:22:34o senador do PP, na liderança da disputa pelo primeiro voto ao Senado em Santa Catarina,
00:22:39com 23% das intenções de voto.
00:22:41O Carlos Bolsonaro, o ex-vereador lá do Rio de Janeiro, que é do PL e é filho do Jair
00:22:47Bolsonaro,
00:22:48ele aparece com 21% nessa pesquisa aí, seguido pela deputada federal Carol Detoni,
00:22:53também no PL com 12% das intenções de voto.
00:22:56Considerando apenas os votos válidos, retirando os indecisos, brancos e nulos,
00:23:01o Amin chega a 31,1%, o Carlos Bolsonaro vai para 28,4% e a Carol Detoni para 16
00:23:09,2%.
00:23:10A candidatura de Carlos Bolsonaro foi criticada por correligionários da Carol Detoni,
00:23:15justamente pelo risco de a hoje deputada federal não conseguir se eleger ao Senado.
00:23:22E aí eu chamo de novo o Wilson Lima e o Duda Teixeira para a gente começar a conversar sobre
00:23:26essa história,
00:23:27porque a gente já tratou muito sobre isso aqui, o Carlos Bolsonaro decidiu se mudar para Santa Catarina,
00:23:33porque ele gosta de Santa Catarina, aliás ele sempre diz que o pai dele,
00:23:39que se criou no Rio de Janeiro politicamente, junto com a família inteira,
00:23:42apesar de o Bolsonaro ter nascido em São Paulo, é que Santa Catarina é o Brasil que deu certo.
00:23:47E aí o Rio de Janeiro, que é o local onde a família Bolsonaro se criou, não deu certo.
00:23:52É isso que eles dizem diretamente ao afirmar que Santa Catarina é o Brasil que deu certo.
00:23:56E aí o Carlos, atendendo aí, ou concordando com o pai, decidiu se mudar para Santa Catarina,
00:24:02porque ele acha que é melhor morar em Santa Catarina.
00:24:04Só que isso interferiu numa aliança com o Espiridão Amin e quase botou a Carol Detoni para fora do PL.
00:24:13A Carol Detoni, ela tinha, junto com o Espiridão Amin, a candidatura praticamente garantida em Santa Catarina ao Senado.
00:24:19Só que agora o Carlos entrou nessa história e aí começa a ocorrer, ou pelo menos as pesquisas indicam,
00:24:25essa aí está indicando mais claramente, o que se temia.
00:24:28Que quem vai ficar de fora dessa história, ou quem vai se dar mal, é a Carol Detoni.
00:24:33Wilson, como é que você enxergou essa pesquisa aí e o constrangimento que se reafirma a partir desses números?
00:24:42Olha, quando a gente fala que a família Bolsonaro tem essa postura de não botar aliados nas costas e de
00:24:51deixar aliados para trás,
00:24:53a gente fala disso.
00:24:55A gente fala justamente disso.
00:24:57A família Bolsonaro tem essa característica de colocar alguns ali.
00:25:02Quando há um interesse que conclua, literalmente deixam esses aliados de lado, deixam eles ao Léo, deixam eles na cova
00:25:15dos leões.
00:25:16É disso que a gente está falando.
00:25:18A Ana Campagnolo falava exatamente isso.
00:25:22Quando ela criticou a candidatura do Carlos Bolsonaro, ela falava, não sou contra o Carlos Bolsonaro,
00:25:27mas a candidatura dela cria um problema de arranjo local que a gente não vai conseguir contornar.
00:25:35Entendeu?
00:25:36E aí a Carol Detoni teve que encarar as circunstâncias e continuar numa candidatura ao Senado que, olha, ela tem
00:25:44tudo para perder essa...
00:25:48Bem, o Wilson está travando um pouquinho aí.
00:25:50Wilson, bem...
00:25:51Acho que agora voltou, voltou.
00:25:52Voltou, vai lá, finalize.
00:25:54Problema da nossa operadora, paciência.
00:25:56Hoje, pela tarde, eu vou ter problemas para discutir com a operadora de telefonia.
00:26:02Mas é isso, Rodolfo.
00:26:04O grande ponto é que a Carol Detoni, ela vai ser sacrificada por esse arranjo.
00:26:10E o mais bizarro, bizarro, é que...
00:26:14Eu vou até escrever um texto daqui a pouco sobre isso.
00:26:16É que o Carlos Bolsonaro publicou nas redes sociais um post com o número dos candidatos.
00:26:22Ele cita a Carol Detoni, mas não cita o número da Carol Detoni.
00:26:26Porque ele sabe que se ele promover a candidatura da Carol, pode ser que ele, o Carlos Bolsonaro, fique sem
00:26:33a vaga.
00:26:34Então, assim, isso mostra muito.
00:26:39Aí o Wilson está paralisado de novo.
00:26:42É, mas é só para fechar.
00:26:43Isso mostra muito a forma como a família Bolsonaro trata os seus aliados, inclusive os mais próximos.
00:26:49É isso, tem muita intriga rolando em rede social aí.
00:26:51Olha, Wilson, no X ele não botou o número, não está lá o número de fato, mas no Instagram está
00:26:57o número.
00:26:57A gente foi dar uma olhada, conferir.
00:26:59No Instagram está.
00:27:00Mas, de qualquer forma, tem um constrangimento instalado ali em Santa Catarina, mas já faz muito tempo.
00:27:06E agora vai-se...
00:27:09O desfecho, aparentemente, dessa história, é claro, tem campanha para seguir aí.
00:27:14Mas a questão é que o Carlos, aparentemente, ele compete, de fato, com a Carol por uma vaga.
00:27:19Porque a outra seria do Espírito de Homem.
00:27:22Duda, faz diferença isso aí?
00:27:26Esse constrangimento, ele vai...
00:27:28Altera alguma coisa?
00:27:30Ou é a família Bolsonaro mesmo e é isso aí?
00:27:32É a família Bolsonaro mesmo.
00:27:35O Wilson trouxe uma característica.
00:27:37Trata muito mal seus aliados.
00:27:39No caso, estamos falando aí de esperidão a mim, né?
00:27:41Que foi meio que desprezado.
00:27:44Mas também outra característica é esse machismo, né?
00:27:48Quer dizer, pega um filho do Rio de Janeiro e bota ele para concorrer em Santa Catarina,
00:27:56meio que dando uma escanteada na Carol de Tônia.
00:27:59A gente já viu isso também, esse comportamento do bolsonarismo, por exemplo,
00:28:03de não lançar, nem cogitar a hipótese de Michele Bolsonaro para candidata a presidente
00:28:10ou como vice na chapa, né?
00:28:12Vice na chapa foi só naquele desespero, porque precisava arrumar uma mulher
00:28:16e nenhuma delas topava a história.
00:28:19E aí, sim, Carol de Tônia tem risco de não conseguir uma vaga no Senado,
00:28:25porque uma questão que é até muito difícil de prever nessas eleições
00:28:31é a questão do segundo voto, porque como são duas vagas,
00:28:34as pessoas vão votar no um e depois o segundo voto vai importar muito.
00:28:38Os dois votos têm peso igual.
00:28:40Então, se quem votar no Esperidião Amin votar no segundo voto no Carluxo
00:28:45ou na Carol de Tônia, isso fortalece eles.
00:28:50Se quem votar no Carluxo, votar no segundo turno na Carol de Tônia,
00:28:55eles podem pensar em fazer um voto casadinho, né?
00:28:58Ela fala para votar nele, ele fala para votar nela, isso não está acontecendo,
00:29:01e aí meio que eles se fortalecem e tiram o Esperidião Amin da jogada.
00:29:07Então, muito difícil.
00:29:08Agora, o que eu lamento é que ela tenha feito muito a campanha dela,
00:29:12dizendo, ela vota primeiro no Carluxo e depois vota em mim.
00:29:15Quer dizer, é triste isso, porque nessa divisão do segundo voto,
00:29:22ela corre, sim, muito risco de ficar de fora.
00:29:25E é uma pessoa forte em Santa Catarina, que tem já uma tradição,
00:29:29tem um público lá, e pode realmente acabar sendo meio que descartada nessa eleição.
00:29:36Wilson, completa aí.
00:29:37Não, só um detalhe rápido.
00:29:39Você falou da questão dos dois votos no Senado, Duda?
00:29:43E é justamente isso que está acontecendo, tá?
00:29:45Os tranks, tanto do PP, do Amin, quanto do PL,
00:29:49do Carlos Bolsonaro e da Carol, apontam essa situação.
00:29:55Que o catarinense, o que ele está pensando?
00:29:56Ele primeiro vota no Amin,
00:29:59e depois ele fica na dúvida se ele vota na Carol ou no Carlos Bolsonaro.
00:30:05Então, é exatamente isso que está acontecendo.
00:30:07Então, os dois, o Carlos Bolsonaro e a Carol,
00:30:11estão dividindo exatamente o mesmo eleitorado.
00:30:14Por isso que é esse problema.
00:30:15Porque o Amin, como ele já é um político da velha guarda,
00:30:20ele já tem a sua base,
00:30:21e ele não é um opositor ao Jair Bolsonaro,
00:30:24ele já tem seu público cativo,
00:30:26que é o catarinense raiz, né?
00:30:30Bolsonarista, mas não necessariamente ultra-bolsonarista.
00:30:33E o Carlos Bolsonaro e a Carol dividem exatamente o mesmo eleitorado.
00:30:38Então, é esse que é o problema,
00:30:40esse que é o drama para a deputada federal Carol de Tônia.
00:30:43Pois é, está acontecendo exatamente o que a gente previu aqui, né?
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00:31:24Seguindo aqui,
00:31:25após barrar o pagamento de verbas indenizatórias,
00:31:29o próprio Supremo Tribunal Federal
00:31:31autorizou a criação de uma gratificação
00:31:33por atuação de alta complexidade técnica e administrativa,
00:31:37que beneficia a elite do seu funcionalismo.
00:31:41Na prática, o novo penuricário garante um adicional de até 22,5%
00:31:46aos salários de chefes de gabinetes e assessores dos ministros.
00:31:50A medida foi instituída no dia 19 de agosto
00:31:53por meio de resolução interna do tribunal.
00:31:57Outros tribunais também já haviam instituído esse benefício,
00:32:00mesmo diante da discussão sobre cortes de gastos.
00:32:04A primeira corte a instituí-lo foi o Superior Tribunal de Justiça.
00:32:09A resolução foi assinada pelo então presidente da corte,
00:32:12ministro Herman Benjamin.
00:32:14E falando ainda sobre gastos,
00:32:16em palestra realizada na sexta-feira,
00:32:18o ministro do STF André Mendonça afirmou que
00:32:21um magistrado não pode querer ficar rico.
00:32:24Ele defendeu que a magistratura seja uma vocação.
00:32:29Eu preciso dizer para vocês algumas coisas.
00:32:34Um ministro do tribunal, um juiz em geral,
00:32:39ele não pode ter a pretensão de ficar rico.
00:32:43Porque o salário, ainda que seja um bom salário,
00:32:46ele é um salário que não te dá condições
00:32:49de ter uma vida, eu diria, sem preocupações financeiras.
00:32:55A gente tem que controlar a despesa no dia a dia.
00:33:00Então, não é uma vida na babesca,
00:33:03é uma vida onde você pode ter uma condição média,
00:33:08eu diria muito acima da média da condição brasileira,
00:33:11mas uma condição média de vida.
00:33:17A gente colocaria em uma classe B,
00:33:19não é uma classe A,
00:33:21classe A eu diria que são as pessoas já muito ricas,
00:33:26mas é uma classe privilegiada,
00:33:28mas não é uma classe que não tem que se preocupar
00:33:31com as contas no fim do mês.
00:33:34Então, a pretensão de um magistrado
00:33:36não pode ser ficar rico.
00:33:41Por outro lado, alguém que chega ao Supremo
00:33:44deve reconhecer que chegar ao Supremo
00:33:48é chegar ao máximo do poder
00:33:52humano, em termos jurídicos, pelo menos.
00:33:57Então, falou, alcançou a felicidade.
00:34:01Olha, o ministro André Mendonça,
00:34:03ele fez essa manifestação aí durante um seminário,
00:34:06o quinto seminário,
00:34:07da Associação Nacional dos Magistrados Evangelicos.
00:34:11Esse grupo existe, sim,
00:34:13e um dos grandes expoentes desse grupo
00:34:15é o ministro André Mendonça,
00:34:16que foi indicado para o STF como
00:34:17um ministro terrivelmente evangélico
00:34:20pelo Jair Bolsonaro.
00:34:21E tem uma nota no portão do Antagonista
00:34:23sobre o que ele falou lá.
00:34:26Entre outras coisas, a gente destacou a seguinte frase,
00:34:28não coloque seu coração no poder.
00:34:30Ele estava falando lá para estudantes,
00:34:32dizendo que, e aí usou o próprio exemplo dele,
00:34:34que ele sempre costuma usar,
00:34:36de como é que ele fez a carreira na AGU,
00:34:38e como é que ele foi subindo.
00:34:39Conta também como é que foi a conversa dele
00:34:41com o Jair Bolsonaro,
00:34:43para selecioná-lo ali,
00:34:44para indicá-lo ao STF.
00:34:46Primeiro a AGU e depois ao STF.
00:34:49E diz que, resumindo,
00:34:51ele está falando ali sobre a justiça servidora,
00:34:55que quem vai para a magistratura
00:34:58tem que ir com a ideia de servir,
00:35:00e não de ganhar poder ou dinheiro.
00:35:03E aí tudo que o ministro André Mendonça fala,
00:35:05e ele tem falado muito mais do que costumava fazer
00:35:09desde que chegou ao STF,
00:35:11acaba soando como o recado ele é.
00:35:13o relator de dois dos maiores casos de corrupção do momento,
00:35:17do INSS e do Banco Master.
00:35:20E o do Banco Master especificamente,
00:35:24constrange, pelo menos,
00:35:25eu estou usando esse verbo constranger aí,
00:35:28para não usar verbos piores,
00:35:31mas pelo menos dois ministros do STF,
00:35:33e o escândalo do INSS constrange,
00:35:35também para não usar um verbo pior,
00:35:37o filho do presidente da república.
00:35:39E aí tudo que o André Mendonça fala hoje,
00:35:42acaba soando como recado.
00:35:43Wilson Lima e Duda Teixeira,
00:35:45vamos começar com o Duda agora,
00:35:47o que você acha dos penduricalhos aí,
00:35:49que é impossível aparentemente mandá-los embora,
00:35:52e também do que tem dito o André Mendonça?
00:35:55Rodolfo, é lamentável,
00:35:57essas aprovações dentro dos próprios tribunais,
00:36:01eles mexem no regulamento e dão esse dinheiro,
00:36:04esses benefícios a si próprios,
00:36:07porque a discussão que estava tendo no Brasil até então,
00:36:11era de reduzir esses penduricalhos,
00:36:14de acabar com essa coisa de juiz ter 60 dias de férias
00:36:19e poder vender os 30,
00:36:21esses salários que eles recebem depois,
00:36:23que chegam às vezes até um milhão de reais,
00:36:26aparentemente havia uma pressão da sociedade,
00:36:29a pressão da sociedade é certa,
00:36:31mas havia também uma disposição do Edson Fachin,
00:36:36presidente do STF,
00:36:37de tentar conter esses abusos,
00:36:41só que não,
00:36:43como eles,
00:36:45o dinheiro que vai para o judiciário,
00:36:47já está meio que separado automaticamente do orçamento,
00:36:52e eles meio que decidem por conta própria,
00:36:55sem prestar contas para a população,
00:36:58eles veem que
00:37:01quem está pagando a conta
00:37:03não tem condição de se manifestar,
00:37:06o dinheiro já está ali
00:37:07e eles pegam para eles,
00:37:10é esse o resumo da história,
00:37:15há muita crítica por fazerem a coisa desse tipo,
00:37:18certamente há,
00:37:19mas no fim a decisão acaba sendo meio que escondida,
00:37:25ainda que a imprensa traga o caso
00:37:28para o conhecimento geral,
00:37:30a gente fica meio de mãos atadas,
00:37:32não tem como desfazer esse tipo de coisa,
00:37:35o Mendonça pode fazer
00:37:37quase que uma evangelização ali,
00:37:40dizendo sejam humildes,
00:37:42não fiquem gozando do dinheiro e do poder,
00:37:47mas a impressão que a gente tem
00:37:48do exemplo de alguns magistrados,
00:37:51é justamente que
00:37:52quanto mais poder e mais dinheiro eles tiverem,
00:37:55mais eles vão buscar ainda mais esse tipo de coisa,
00:37:58e aí a população realmente
00:38:00fica completamente sem ter o que fazer.
00:38:02É, Wilson, como é que fica aquela tentativa,
00:38:05eu vou botar entre aspas aí,
00:38:06do ministro Flavio Dino
00:38:07de acabar com os pedidos de Cálios,
00:38:09e assim, aparentemente é impossível, né?
00:38:12Não, aparentemente é impossível,
00:38:14e só confirma que foi uma decisão casuística do ministro Flavio Dino.
00:38:18Para mim é muito claro,
00:38:20o ministro Flavio Dino,
00:38:21é bom lembrar que aquela decisão,
00:38:23ela surge após o Supremo ser
00:38:28saraivado de críticas em relação ao caso
00:38:30lá do resort da Iaiá,
00:38:32Alexandre de Moraes, etc, etc, etc.
00:38:35E o próprio Flavio Dino Neb,
00:38:37se não me engano,
00:38:37também estava sendo criticado
00:38:38por fazer parte ali dessa turma ali,
00:38:42por parte desse grupo, né?
00:38:44O grupo formado ali pelo
00:38:46Toffoli, pelo Dino,
00:38:48pelo Jumar e pelo Moraes.
00:38:50Então, ele me tira essa decisão
00:38:53da gaveta,
00:38:55inclusive nós alertamos isso aqui,
00:38:57olha, isso aqui é uma decisão casuística,
00:38:59correta, mas casuística.
00:39:01É uma decisão que realmente tenta moralizar,
00:39:04mas não tenta moralizar por dentro.
00:39:06Era só um...
00:39:07Utilizando um termo...
00:39:09Viu, Rodolfo?
00:39:10Utilizando um termo que está na moda,
00:39:11é só uma sensação de moralidade, entendeu?
00:39:16E é isso, eu acho que essa decisão
00:39:20do próprio Supremo Tribunal Federal,
00:39:23ele reafirma essas decisões do Dino
00:39:26no sentido de serem apenas
00:39:28sensações de moralidade.
00:39:29E aí é, meu amigo, não adianta.
00:39:32E no caso do ministro André Mendonça,
00:39:36a gente sempre fica com o pé atrás,
00:39:37inclusive eu acho muito bacana
00:39:38quando você pontua isso aqui no programa,
00:39:41eu sempre fico com um pouco de pé atrás
00:39:43de fazer um elogio ao público,
00:39:44mas o André Mendonça,
00:39:47aparentemente, aparentemente,
00:39:48está tentando fazer a coisa certa.
00:39:51Aparentemente.
00:39:52Pode ser que se descubra alguma coisa lá na frente
00:39:54que desabone a conduta do André Mendonça,
00:39:58mas esse tipo de recado que ele passou a dar,
00:40:00esse tipo de manifestação,
00:40:03mostra que ele está mais focado realmente
00:40:06no ofício, focado ali nas suas decisões,
00:40:10do que necessariamente em fazer fortuna,
00:40:11coisa parecida.
00:40:12E só para a gente contextualizar,
00:40:14a fala do ministro André Mendonça,
00:40:16ele contava a história de um jovem
00:40:18estudante de direito
00:40:19que falou para ele,
00:40:22o questionou em uma dessas palestras,
00:40:23e falou,
00:40:23ministro, o que eu faço para ser
00:40:25ministro do Supremo Tribunal Federal?
00:40:28E o André Mendonça, inclusive,
00:40:29conta nessa palestra,
00:40:30que você,
00:40:31setor da Associação dos Magistrados Evangelicos,
00:40:33que ele falou,
00:40:34amigo,
00:40:35eu estou resumindo aqui bem,
00:40:36de forma muito simplória,
00:40:38amigo,
00:40:39primeiro pensa na base,
00:40:41se mal começou,
00:40:42não tem nem tua obra,
00:40:43você já quer ser ministro do Supremo?
00:40:46Assim, calma,
00:40:47vai devagar com a dor,
00:40:49vai galgando,
00:40:50vai subindo escadinhas,
00:40:51vale para o Supremo,
00:40:52vale para a vida,
00:40:53assim,
00:40:54você vai subindo de etapa em etapa,
00:40:56degrau em degrau,
00:40:57mas o André Mendonça,
00:40:59me parece que ele dá essas mensagens
00:41:00realmente pensando
00:41:02na contribuição dele
00:41:03para uma moralização do Supremo.
00:41:05E é isso,
00:41:06acho que é uma coisa que o Ricardo
00:41:07até falava muito para a gente aqui
00:41:09no programa,
00:41:10o problema não é o Supremo
00:41:12instituição,
00:41:13mas são peças que fazem
00:41:15o Supremo,
00:41:17essa instituição,
00:41:18tão criticada nos dias atuais.
00:41:20Foi só isso,
00:41:21sobre a pergunta do estudante,
00:41:22o que eu preciso fazer
00:41:23para ser ministro da STF?
00:41:25A resposta no Brasil
00:41:26a gente conhece muito bem,
00:41:27seja amigo
00:41:28do presidente
00:41:30ou da esposa dele,
00:41:32que foi o caso
00:41:32do André Mendonça.
00:41:35Olha,
00:41:36vamos seguir então agora
00:41:37aqui com
00:41:37uma das melhores novelas
00:41:39do momento,
00:41:40que é a novela
00:41:40do Lulinha.
00:41:42Integrantes da Polícia Federal
00:41:43defendem o pedido
00:41:44de abertura
00:41:45de uma nova investigação
00:41:46para apurar a atuação
00:41:47de Fábio Luiz Lula da Silva,
00:41:49o Lulinha,
00:41:50filho mais velho
00:41:50do presidente Lula,
00:41:51e da lobista
00:41:52Roberta Luxinger,
00:41:53junto a governadores
00:41:54e até mesmo prefeitos.
00:41:57A suspeita
00:41:58da Polícia Federal
00:41:58é que Roberta Luxinger
00:42:00tenha usado
00:42:01o nome do filho
00:42:01de Lula
00:42:02para firmar contratos
00:42:03com chefes do Poder Executivo
00:42:05em todo o país
00:42:06e até com representantes
00:42:07de prefeituras.
00:42:08Quem vai contar detalhes
00:42:10dessa história aí
00:42:10é o Wilson Lima
00:42:11no quadro
00:42:11Bastidor do Meio Dia.
00:42:25Então, Rodolfo,
00:42:26vamos entender essa história
00:42:27porque o que acontece?
00:42:28Na semana passada,
00:42:29o Estadão revelou
00:42:32uma troca de mensagens
00:42:33da Roberta
00:42:34com o Lulinha
00:42:35fazendo referência
00:42:36ao governador do Maranhão,
00:42:38Carlos Brandão,
00:42:38e dizendo o seguinte,
00:42:40que, fazendo menção
00:42:42a um encontro
00:42:43que o Brandão teria
00:42:44com o chefe de governante
00:42:46do Lula,
00:42:46o Marcola.
00:42:47De fato,
00:42:48o encontro ocorreu
00:42:49do Lula
00:42:51com o Carlos,
00:42:52do Marcola
00:42:53com o Carlos Brandão
00:42:54e, posteriormente,
00:42:56foi anunciado
00:42:57um convênio
00:42:58bilionário
00:42:59do governo do Maranhão
00:43:00com o governo federal.
00:43:02E isso despertou
00:43:05isso ligou
00:43:06a antena
00:43:07dos integrantes
00:43:07da PF.
00:43:08Como assim?
00:43:08Como é que você está
00:43:09conversando com
00:43:10uma pessoa
00:43:11fazendo referência
00:43:12ao governador
00:43:12e logo depois
00:43:13o governo federal
00:43:14firmou um contrato
00:43:15com esse Estado?
00:43:18O que os policiais
00:43:19suspeitam
00:43:19é que isso,
00:43:20na verdade,
00:43:20foi um modo
00:43:21operante
00:43:21da Roberta
00:43:22junto com o Lulinha.
00:43:23Então,
00:43:23como é que funcionaria
00:43:24mais ou menos isso
00:43:25em teoria?
00:43:26Você,
00:43:27basicamente,
00:43:28é o seguinte,
00:43:28a Roberta
00:43:29falava em nome,
00:43:31teoricamente,
00:43:32em nome do Lulinha
00:43:32e, a partir
00:43:33dessa conversa,
00:43:34dessa venda
00:43:35de serviços
00:43:37de relação
00:43:38institucional,
00:43:39a Roberta
00:43:39conseguia
00:43:40abrir
00:43:41alguns espaços
00:43:42no governo Lula,
00:43:43no governo federal,
00:43:44na atual gestão.
00:43:45Então, sim,
00:43:46essa é mais ou menos
00:43:47a linha
00:43:48de investigação.
00:43:49Obviamente que isso aí,
00:43:50essa parte, assim,
00:43:52esse pedido de investigação
00:43:53ainda não ocorreu,
00:43:54ainda é algo
00:43:55que está sendo cogitado
00:43:56pelos integrantes
00:43:57da Polícia Federal,
00:43:59mas essa história
00:44:00envolvendo o Carlos Brunão
00:44:01levantou,
00:44:02ligou o radar
00:44:03da Polícia Federal,
00:44:04porque a suspeita
00:44:05é que não tenha só sido
00:44:06no caso do Maranhão
00:44:07e que outros governadores,
00:44:09até prefeitos,
00:44:10realmente,
00:44:10tenham ali firmado
00:44:11algum tipo de contrato.
00:44:12Outra questão
00:44:13que chama a atenção
00:44:15nesse caso em específico
00:44:16é que houve contratos
00:44:19da Roberta
00:44:20com o órgão
00:44:21do governo do Maranhão,
00:44:22assim como desse grupo
00:44:23ligado à linha,
00:44:25também teve contratos
00:44:25desse grupo ligado
00:44:27ao governo do Estado.
00:44:29Então, Rodolfo,
00:44:30é uma história
00:44:31que a PF começa
00:44:32a puxar o fio
00:44:33e isso vai ser,
00:44:35sem dúvida nenhuma,
00:44:37vamos ter novos
00:44:38desdobramentos
00:44:38nos próximos meses
00:44:40nessa novela,
00:44:41como você tem dito,
00:44:42que envolve
00:44:43o filho do presidente
00:44:44da República,
00:44:45o Fábio Luiz Lula da Silva.
00:44:46Olha,
00:44:47antes de eu colocar
00:44:48o Duda Teixeira na história,
00:44:49eu vou acrescentar aqui
00:44:50algumas outras informações
00:44:52dessa novela aí.
00:44:53A investigação
00:44:54da Polícia Federal
00:44:54afirma que
00:44:55a lobista
00:44:55Roberta Luxinger
00:44:56fazia,
00:44:57abre aspas,
00:44:58significativas
00:44:59movimentações em dinheiro
00:45:00em espécie,
00:45:01fecha aspas,
00:45:02e que atuou uma parte,
00:45:03que usou uma parte
00:45:04desses valores
00:45:04para pagar
00:45:05uma agência de turismo
00:45:06que bancou
00:45:07viagem do Lulinha.
00:45:08A PF destaca
00:45:10que em 25 de junho
00:45:11do ano passado,
00:45:12o motorista de Roberta
00:45:13fez,
00:45:14abre aspas,
00:45:14duas coletas
00:45:15em espécie
00:45:16com o terceiro
00:45:18desconhecido,
00:45:19fecha aspas,
00:45:20nos valores
00:45:20de R$ 100 mil
00:45:21e R$ 200 mil.
00:45:23Desse total,
00:45:24R$ 50 mil
00:45:24foram repassados
00:45:26a uma agência
00:45:26de viagens
00:45:27que havia emitido
00:45:28passagens para
00:45:29Lulinha e Roberta.
00:45:30As informações
00:45:31foram publicadas
00:45:31pelo Estadão.
00:45:33Em outros trechos
00:45:34de mensagens,
00:45:35Lulinha disse
00:45:35a Roberta
00:45:36que ambos
00:45:37estavam,
00:45:38abre aspas aí,
00:45:39se arriscando,
00:45:41fecha aspas,
00:45:42ao viajarem
00:45:42para a Europa
00:45:43com custos
00:45:44aparentemente
00:45:45incompatíveis
00:45:46com os rendimentos
00:45:47de ambos.
00:45:48Roberta afirmou
00:45:49que um rolê
00:45:50pela Europa
00:45:51custaria algo
00:45:52em torno
00:45:52de R$ 100 mil.
00:45:53Esse diálogo
00:45:54é de 18 de janeiro
00:45:56de 2024.
00:45:58Duda Teixeira,
00:46:00todo dia tem
00:46:01informação nova,
00:46:02a gente fica sabendo
00:46:03de detalhes
00:46:03de viagens,
00:46:04ficamos sabendo
00:46:05também que o Lulinha
00:46:06estava temendo
00:46:07pelo que eles faziam.
00:46:09Tem razão
00:46:09para temer,
00:46:10né, Duda?
00:46:11Tem,
00:46:11eu estou adorando
00:46:12essa divulgação
00:46:14homeopática
00:46:14das conversas,
00:46:16porque
00:46:18a notícia...
00:46:18Duda,
00:46:19admite,
00:46:19você ama o Lulinha,
00:46:20cara,
00:46:21você ama o Lulinha,
00:46:22nós sabemos disso,
00:46:23você tem uma paixão
00:46:23platônica
00:46:24pelo Lulinha.
00:46:27A conversa
00:46:29nova agora
00:46:30da casa
00:46:30é uma continuação
00:46:31da outra conversa,
00:46:33estamos na mesma conversa,
00:46:34só que vem um trechinho
00:46:35um dia,
00:46:36outro trechinho,
00:46:37outro dia,
00:46:37e é bom porque
00:46:39todo dia que você acorda
00:46:40de manhã
00:46:40e vai ler o jornal,
00:46:41sempre tem uma coisa
00:46:42nova para ler,
00:46:43né,
00:46:43e bom também
00:46:44porque vai
00:46:46firmando,
00:46:46acumulando conhecimento,
00:46:48né,
00:46:49mas o que eu vejo aqui
00:46:50do trabalho,
00:46:53de como a Roberta
00:46:54Luxinger
00:46:55trabalhava,
00:46:55né,
00:46:56e aí eu defendo
00:46:58que sim,
00:46:58tem que investigar tudo,
00:46:59tem que investigar
00:47:00governo estadual,
00:47:01tem que investigar
00:47:01a prefeitura,
00:47:02porque
00:47:04ela é uma lobista
00:47:05do tipo,
00:47:05não é que ela tem
00:47:06um produto
00:47:07que ela está tentando
00:47:08vender,
00:47:09porque se fosse assim,
00:47:11se fosse,
00:47:12por exemplo,
00:47:12pega a questão
00:47:13do canabidiol,
00:47:14né,
00:47:14que a gente nem sabe
00:47:15se eles tinham uma fábrica
00:47:16mesmo de canabidiol,
00:47:17isso aí não aparecia
00:47:18em lugar nenhum,
00:47:19mas vamos lá,
00:47:20só faria uma ponte
00:47:21com o Ministério
00:47:23da Saúde,
00:47:24né,
00:47:25até descobrir
00:47:25que não pode,
00:47:27e aí ficariam
00:47:28quietinhos,
00:47:29mas o trabalho dela
00:47:30era outro,
00:47:30né,
00:47:30como ela tinha
00:47:31o Lulinha por trás
00:47:32e ela falava
00:47:34em nome dele,
00:47:35ela ia
00:47:36em todo lugar possível
00:47:37vendo onde ela
00:47:39tinha porta aberta,
00:47:41quem recebia ela,
00:47:43e aí provavelmente
00:47:44ela recebia
00:47:45as dicas
00:47:46de alguém,
00:47:47talvez um chefe
00:47:48de gabinete
00:47:49como o Marco Olo
00:47:49dizendo,
00:47:50ó,
00:47:50vai ali no Ministério
00:47:51do Desenvolvimento
00:47:51Social,
00:47:52agora vai ali,
00:47:53vai na data prévia,
00:47:54vai não sei o que,
00:47:55primeiro ela ia,
00:47:57depois ela viu
00:47:58o que ela tinha
00:47:58para oferecer,
00:47:59é tudo rolo isso aí,
00:48:01então conhecendo
00:48:02esse modus operandi,
00:48:04tem que olhar também
00:48:05o governo
00:48:06do estado do Maranhão,
00:48:07que outro mais governo,
00:48:09o Lulinha
00:48:10seria capaz
00:48:10de abrir porta,
00:48:12porque se ele
00:48:12tinha essa capacidade,
00:48:14tem que ir lá
00:48:14ver também
00:48:15se a Roberta
00:48:16conseguiu se meter
00:48:17em alguma coisa.
00:48:18E que portas
00:48:19foram abertas,
00:48:20a gente publicou
00:48:20também nessa semana
00:48:22os detalhes aí
00:48:23de onde é
00:48:24que o Lulinha mora,
00:48:25quer dizer,
00:48:25a novela está
00:48:26muito interessante,
00:48:27porque tem muito detalhe,
00:48:29eles próprios
00:48:29registraram tudo,
00:48:30diga isso.
00:48:32Não,
00:48:32e tem um detalhe,
00:48:33o Rodolfo,
00:48:33acho que o Duda,
00:48:34quando você fala
00:48:35da Roberta
00:48:37e da indústria
00:48:38do lobby de Brasília,
00:48:39eu acho que
00:48:39esse caso específico,
00:48:42ele é paradigmático,
00:48:44ele é,
00:48:44ele dá uma,
00:48:46ele é metafórico,
00:48:47ele é simbólico,
00:48:48pronto,
00:48:49estava procurando
00:48:49essa palavra,
00:48:50ele é simbólico
00:48:51para mostrar
00:48:52como é que funciona
00:48:53a indústria do lobby
00:48:54em Brasília,
00:48:54porque assim,
00:48:55eu não estou falando
00:48:56da gente criminalizar
00:48:57o lobby,
00:48:58que existe o lobby,
00:48:59o bom lobby,
00:48:59existe o lobby ruim,
00:49:01ponto.
00:49:03O que a gente vê
00:49:04no Congresso
00:49:06são corredores
00:49:08e corredores
00:49:08cheios de lobistas,
00:49:10isso é fato,
00:49:11só que aí
00:49:12é que eu vejo o ponto
00:49:13Duda e Rodolfo,
00:49:15quando um lobista
00:49:17que não tem
00:49:18uma costa quente
00:49:18por trás,
00:49:19tenta emplacar
00:49:20uma pauta,
00:49:21um discurso,
00:49:22uma narrativa
00:49:23para algum deputado federal,
00:49:25para algum ministro,
00:49:26coisa parecida,
00:49:27ele enfrenta
00:49:28muitas dificuldades,
00:49:29mas muitas dificuldades,
00:49:31e Rodolfo,
00:49:32se a gente puder,
00:49:33inclusive,
00:49:34eu vou,
00:49:37eu não vou falar o nome,
00:49:39porque,
00:49:40enfim,
00:49:40eu não vou falar o nome
00:49:40de pessoas,
00:49:41porque são pessoas
00:49:42que isso pode até
00:49:43comprometer o cara
00:49:43no complexo
00:49:44da empresa dele,
00:49:45mas por exemplo,
00:49:46eu tenho um grande colega
00:49:48que ele trabalha
00:49:50como em relações
00:49:53intergovernamentais,
00:49:53no chamado Real Gov,
00:49:55de uma grande empresa
00:49:58multinacional,
00:49:59que trabalha
00:50:00no ramo alimentício,
00:50:01e que ele tem
00:50:02extrema dificuldade
00:50:03para conversar,
00:50:05por exemplo,
00:50:05com o ministro do trabalho,
00:50:07ele teve
00:50:07muita dificuldade
00:50:09para bater a porta,
00:50:10ah,
00:50:11o ministro não pode,
00:50:12ah,
00:50:12não sei quem mais,
00:50:14fala com a secretária,
00:50:16vê se tem uma agenda,
00:50:18vê se tem um...
00:50:18E eu estou falando
00:50:19de uma empresa
00:50:21que emprega
00:50:22milhares de pessoas
00:50:23no país
00:50:23e que qualquer mudança
00:50:25na legislação
00:50:25pode ter impacto
00:50:26nesses empregos.
00:50:28então assim,
00:50:30eu estou contando
00:50:31essa história
00:50:32para a gente ter
00:50:33uma ideia
00:50:34de como é que
00:50:34as coisas funcionam,
00:50:36porque do outro lado,
00:50:38o que acontece?
00:50:39Você tem
00:50:40uma turma ali
00:50:41que paga
00:50:43uma lobista
00:50:45para tentar
00:50:46mediar as relações
00:50:47de interesse
00:50:48A ou B,
00:50:49de liberação de obra,
00:50:50coisa parecida,
00:50:51usando o nome
00:50:51do filho do ex-presidente,
00:50:52do presidente da república.
00:50:54E para essa turma
00:50:55me parece,
00:50:56posso ser que eu esteja equivocado,
00:50:58mas para essa turma
00:50:59me parece que as portas
00:51:00são mais fáceis,
00:51:01você tem portas abertas,
00:51:03escancaradas,
00:51:04e as pessoas
00:51:06que tentam exercer
00:51:07um relacionamento
00:51:09governamental,
00:51:10decente,
00:51:11honesto,
00:51:12essas aí
00:51:13têm
00:51:14muitos problemas,
00:51:16porque sempre aparece
00:51:17um secretário,
00:51:18sempre aparece
00:51:19um recepcionista,
00:51:20sempre aparece
00:51:21um segurança
00:51:21para barrar
00:51:23esse tipo de trabalho.
00:51:24Mas o problema
00:51:24não é o trabalhezinho,
00:51:26o que a gente percebe
00:51:27é a falta de pessoas
00:51:28que estão por trás
00:51:29desse trabalho.
00:51:31Pois é,
00:51:31olha,
00:51:32eu estava dando uma olhada
00:51:32aqui no chat
00:51:33do nosso canal no YouTube
00:51:34e tinha um pessoal
00:51:34aqui perguntando
00:51:35e o Flávio?
00:51:36Vamos falar agora
00:51:37do Flávio.
00:51:38A Agência Nacional de Cinema
00:51:39aceitou na segunda-feira
00:51:40o registro do filme
00:51:41Dark Horse,
00:51:42que aborda a trajetória
00:51:42do ex-presidente
00:51:43Jair Bolsonaro.
00:51:45Este é o primeiro passo
00:51:45para o lançamento
00:51:46do filme no Brasil,
00:51:47que ainda precisa cumprir
00:51:48outras etapas burocráticas
00:51:50para chegar aos cinemas.
00:51:51Entre essas etapas
00:51:52estão a obtenção
00:51:53de certificado
00:51:55de registro de título
00:51:55necessário para a exploração
00:51:57comercial da obra
00:51:58e a classificação indicativa
00:51:59do Ministério da Justiça.
00:52:01Também na segunda-feira,
00:52:02o ministro do Supremo Tribunal Federal,
00:52:04Flávio Dino,
00:52:05atendeu ao pedido
00:52:05da Polícia Federal
00:52:06para que os dados
00:52:07da operação
00:52:08sobre a produtora
00:52:09do filme Dark Horse
00:52:10sejam compartilhados.
00:52:11Já o senador Flávio Bolsonaro,
00:52:13em entrevista coletiva,
00:52:15voltou a se esquivar
00:52:15da prestação de contas
00:52:17do filme.
00:52:18Ele declarou que cabe
00:52:18à produtora
00:52:19e não a ele
00:52:20falar o que foi gasto
00:52:22e quanto foi gasto.
00:52:23Vamos ouvir o senador.
00:52:24O Brasil está lambendo
00:52:27em chama,
00:52:28todo mundo endividado,
00:52:29o Brasil quebrado,
00:52:30200 indústrias
00:52:32já foram para fora
00:52:32do Brasil,
00:52:33foram para o Paraguai,
00:52:34mais de 9,1 milhões
00:52:36de CNPJs,
00:52:37de empresas
00:52:37que estão devendo.
00:52:39Vocês querem insistir
00:52:40com uma relação privada,
00:52:41de um filme privado,
00:52:42que não tem outra partida
00:52:42pública de nada.
00:52:43Mas foi o senhor
00:52:44que isso comprometeu.
00:52:45colocar na mesma página
00:52:46desse cara.
00:52:48Não vão me colocar.
00:52:49Hoje o governo Lula
00:52:50que deve explicações,
00:52:51vão cobrar explicações deles.
00:52:53Eu estou aqui
00:52:54para resgatar o meu Brasil.
00:52:55Eu conto muito
00:52:56com todos vocês,
00:52:57inclusive vocês da imprensa.
00:52:58Se quiserem continuar
00:53:00questionando
00:53:00um presidente da República,
00:53:01votem em mim.
00:53:03Vota no Flávio,
00:53:03porque mais quatro anos de PT,
00:53:05as fontes de vocês
00:53:06vão todas tomar busca
00:53:07e apreensão,
00:53:08porque nem o sigilo da fonte
00:53:10o atual governo
00:53:11está respeitando mais.
00:53:12Então o Brasil precisa mudar.
00:53:15Ô Duda,
00:53:16vocês da imprensa
00:53:17não param de perguntar
00:53:18para o Flávio aí?
00:53:19Por que vocês não param
00:53:19de perguntar para o Flávio?
00:53:21Pois é,
00:53:22ele já estava com essa história.
00:53:23Não, isso aqui é página virada.
00:53:25Esquece isso.
00:53:27Para de falar do Banco Master.
00:53:29Mas o problema é que,
00:53:30não é que a imprensa
00:53:32tenha alguma coisa contra ele,
00:53:34mas a imprensa
00:53:35tem liberdade de falar
00:53:36de vários assuntos
00:53:37ao mesmo tempo.
00:53:38Não é porque aparece
00:53:39um assunto do Lulinha
00:53:40que você deixa de falar
00:53:41do Banco Master.
00:53:42A gente acabou de falar
00:53:43do Lulinha
00:53:44e estamos falando
00:53:44do Banco Master, né?
00:53:47E essa questão
00:53:48da prestação de contas,
00:53:49vale lembrar também,
00:53:51o Flávio Bolsonaro
00:53:52prometeu essa prestação
00:53:54de contas.
00:53:55Quando apareceram
00:53:56as conversas dele
00:53:57com o Vorcaro
00:53:58e as notas emitidas,
00:54:00também tem essa outra
00:54:00prestação de contas
00:54:01que ele precisava fazer, né?
00:54:02Porque ele emitiu
00:54:03uma nota de 500 mil reais
00:54:05para uma empresa
00:54:06ligada ao Daniel Vorcaro
00:54:08e disse que era
00:54:08serviços de advocacia
00:54:10e ele nunca também
00:54:11descreveu isso.
00:54:12Essa é uma outra
00:54:13prestação de contas
00:54:14que ele está devendo.
00:54:15Mas ele prometeu
00:54:16que ia fazer,
00:54:17que ia esclarecer
00:54:18e agora está dizendo
00:54:19que não é com ele.
00:54:20Então, esse tipo de coisa
00:54:22só aumenta ainda mais
00:54:23as suspeitas
00:54:25de que tinha mais coisa
00:54:26nessa história.
00:54:27Olha, antes de passar
00:54:27para o Wilson,
00:54:28vou destacar aí.
00:54:30Essa decisão do Flávio Dino,
00:54:31ela é interessante,
00:54:33é importante,
00:54:34e eu estou até escrevendo
00:54:35sobre isso
00:54:36para publicar agora à tarde
00:54:37no Portal do Antagonista,
00:54:38porque a campanha presidencial
00:54:39ela começou meio morna,
00:54:41com os dois principais candidatos
00:54:42sem ir no debate,
00:54:44querendo jogar parado,
00:54:45mas no Supremo Tribunal Federal
00:54:47a campanha presidencial
00:54:48está quentíssima, né?
00:54:49Aqui no chat
00:54:50do nosso canal no YouTube
00:54:51tem gente falando
00:54:52ah, mas o André Mendonça
00:54:54sentou em cima
00:54:55do caso Dark Horse.
00:54:56A informação que a gente tem
00:54:58é de que isso está
00:54:58na mão da Polícia Federal.
00:55:00Está avançando
00:55:01e depende da Polícia Federal.
00:55:02Agora, o Flávio Dino
00:55:04deu um jeito de entrar
00:55:05na história do Dark Horse,
00:55:06porque ele está com
00:55:07um inquérito das emendas
00:55:09e ele já tinha
00:55:10já questionado lá
00:55:11o deputado Mário Frias,
00:55:14porque tem uma emenda
00:55:15que foi parar
00:55:15na produtora
00:55:16que é responsável
00:55:17pelo Dark Horse
00:55:18e agora teve essa decisão aí
00:55:20de que a Polícia Federal
00:55:21vai ter acesso
00:55:22a informações
00:55:22da operação
00:55:23da Polícia Civil.
00:55:25Então,
00:55:25tem um jogo
00:55:27presidencial
00:55:28no STF
00:55:29que conta, inclusive,
00:55:30com reuniões
00:55:32de políticos
00:55:33na casa de ministros
00:55:33do STF
00:55:34que está muito mais quente,
00:55:35né, Wilson,
00:55:35do que debate.
00:55:37em televisão.
00:55:38E, Rodolfo,
00:55:39você tocou num ponto
00:55:40que agora
00:55:41eu estou pensando aqui
00:55:43com você,
00:55:44com o Duda,
00:55:45com a nossa audiência
00:55:46aqui ao vivo.
00:55:46É o seguinte,
00:55:47virou uma corrida
00:55:49entre o André Mendonça
00:55:50e o Flávio Dino
00:55:51para saber
00:55:51quem vai conseguir
00:55:53tomar conta
00:55:53dos inquéritos
00:55:54relacionados
00:55:55ao Lulinha
00:55:56e ao Flávio Bolsonaro.
00:55:58Não é?
00:55:58Porque, assim,
00:56:00não é, Rodolfo?
00:56:01Vamos pensar aqui.
00:56:02O caso do Dark Horse
00:56:03estava com o André Mendonça.
00:56:04Aí veio o Flávio Dino
00:56:05e já achou
00:56:06uma forma
00:56:06de você entrar
00:56:07nessa história.
00:56:08Aí tinha o caso
00:56:08do Lulinha.
00:56:09O Flávio Dino
00:56:10achou
00:56:10um jeito
00:56:11de entrar
00:56:12nessa história
00:56:12a partir
00:56:13daquele
00:56:15algoritmo
00:56:15sorteio do Supremo.
00:56:16Ou seja,
00:56:17estão os dois ali
00:56:19brigando
00:56:19para saber
00:56:20como é que os caras
00:56:21vão conseguir atuar
00:56:22em relação
00:56:23ao...
00:56:25ao...
00:56:25enfim,
00:56:25a Bolsonaro,
00:56:27a Flávio Bolsonaro
00:56:27e a Lula, né?
00:56:28Sendo que o André Mendonça
00:56:30foi indicado
00:56:30pelo Jair Bolsonaro
00:56:31e o Flávio
00:56:32foi indicado
00:56:33pelo presidente Lula.
00:56:35Agora,
00:56:36nessa declaração
00:56:37do Flávio,
00:56:39senador,
00:56:40acho que, assim,
00:56:40deixa eu dar um recado
00:56:41para o senhor
00:56:41com todo respeito.
00:56:44Não quer prestar
00:56:45conta do que ganha?
00:56:47Esquece a vida pública.
00:56:49Deixa de ser político.
00:56:50Ponto.
00:56:51Vai viver
00:56:53na mansão
00:56:53de seis milhões de reais?
00:56:55Sabe?
00:56:56Político tem
00:56:57que prestar conta
00:56:58político
00:56:58tem que estar
00:56:58sob o escrutínio
00:56:59da sociedade.
00:57:01Sabe?
00:57:02Tem que esclarecer.
00:57:03Qual o problema?
00:57:04Sabe?
00:57:05Ah, é uma relação privada?
00:57:06Tudo bem,
00:57:07é uma relação privada,
00:57:08mas esclarece.
00:57:09Isso é tão simples assim?
00:57:11Olha,
00:57:11eu peguei dinheiro
00:57:12do Vorcaro,
00:57:14o dinheiro foi tanto,
00:57:15eu paguei cachê,
00:57:16pagamos isso,
00:57:17pagamos aquilo outro,
00:57:19entregamos,
00:57:19tá aqui.
00:57:20Nota fiscal,
00:57:21bonitinho,
00:57:22transação,
00:57:23pix para turma
00:57:23e tá tudo certo.
00:57:25Pronto,
00:57:25acabou.
00:57:25Mas é como disse o Rodolfo
00:57:27quanto o Rodolfo não,
00:57:28o Duda.
00:57:29Mas como falou o Duda,
00:57:30fica ali,
00:57:31não, esquece a história,
00:57:32deixa para outro dia,
00:57:33é página virada.
00:57:35Assim,
00:57:36a imprensa nesse momento
00:57:38apenas cobra aquilo
00:57:39que o próprio senador
00:57:40prometeu.
00:57:41Se o senador
00:57:41prometeu prestar contas,
00:57:43tá todo mundo
00:57:44perguntando,
00:57:45e aí,
00:57:45vai prestar conta
00:57:45ou não vai?
00:57:47Se não quer prestar conta,
00:57:49se esqueceu os boletos,
00:57:50se esqueceu o pix,
00:57:51se esqueceu a conta,
00:57:52se não sabe para onde
00:57:53for o dinheiro,
00:57:54não promete prestar conta,
00:57:56né gente?
00:57:56Assim,
00:57:57é meio básico,
00:57:59né Rodolfo?
00:57:59Imagina,
00:58:00imagina,
00:58:01você chega em casa,
00:58:02tá lá,
00:58:03você tá lá na tua casa
00:58:04com a tua patroa,
00:58:05tu aparece do nada
00:58:06com uma caixa de uísque,
00:58:09né?
00:58:09Obviamente que a
00:58:10Diego Ines vai perguntar
00:58:11de onde veio?
00:58:12E você fala,
00:58:13não,
00:58:13eu recebi,
00:58:14foi um presente do Duda,
00:58:15pronto,
00:58:16tá resolvido,
00:58:17entendeu?
00:58:18Mas parece que o nosso
00:58:20senador,
00:58:20candidato a presidente
00:58:21da República,
00:58:22não tá muito confortável
00:58:23em falar coisas básicas,
00:58:25aqui no caso especificamente
00:58:27seria uma simples
00:58:28verdade.
00:58:30Uma comparação
00:58:31entre Flávio Dini
00:58:32e André Mendonça,
00:58:33né?
00:58:33Porque os dois
00:58:34ministros da STF
00:58:35estão envolvidos
00:58:37tanto com essa história
00:58:38do Dark Horse,
00:58:39tanto com a história
00:58:40do Lulinha.
00:58:42Agora,
00:58:43o André Mendonça,
00:58:44ele autorizou
00:58:46a abertura de inquérito
00:58:47para investigar
00:58:48as contas do Dark Horse,
00:58:50né?
00:58:50E nisso,
00:58:51ele contrariou
00:58:52os interesses
00:58:54do bolsonarismo.
00:58:56Quero saber agora
00:58:58se o Flávio Dino,
00:58:59que tá com o terceiro
00:59:01inquérito do Lulinha,
00:59:02também vai tomar
00:59:04decisões que contrariem
00:59:05o lulismo.
00:59:07É, tem isso mesmo.
00:59:08Isso daí eu duvido.
00:59:09É,
00:59:10vamos ter que esperar
00:59:10para ver.
00:59:12Agora,
00:59:12de fato,
00:59:12é isso.
00:59:13A corrida presidencial
00:59:14está muito mais quente
00:59:15no STF
00:59:16do que nos debates.
00:59:17Vamos ver que vai começar
00:59:18a propaganda de TV
00:59:19também essa semana
00:59:20e talvez a coisa esquente
00:59:22um pouquinho mais.
00:59:22Mas o fato é que
00:59:23os dois principais candidatos
00:59:25estão aí
00:59:25querendo jogar parados
00:59:26porque acham que estão
00:59:27garantidos
00:59:27no segundo turno.
00:59:29Vamos chamar
00:59:30a enquete
00:59:31para a gente começar
00:59:32a finalizar o programa
00:59:32de hoje, né?
00:59:33quem que é
00:59:34o melhor
00:59:35cabo eleitoral
00:59:36da campanha
00:59:37presidencial
00:59:38deste ano
00:59:38para 44%
00:59:40é o Lulinha
00:59:41e aí é um cabo eleitoral
00:59:42invertido.
00:59:42Ele não tá exatamente
00:59:44advogando a favor
00:59:45do próprio pai,
00:59:46é contra o próprio pai
00:59:47porque colocou o Lula
00:59:49aí também
00:59:50no meio
00:59:50de uma investigação
00:59:52sobre corrupção.
00:59:53Para 23%
00:59:54é o Daniel Vorcaro
00:59:55que também é um
00:59:55anti cabo eleitoral, né?
00:59:57Joga contra todo mundo
00:59:58praticamente.
00:59:5921% acham
01:00:00que é o Jair Bolsonaro
01:00:01que dessa lista aí
01:00:02junto com a Ana Castela
01:00:03é quem estaria
01:00:04fazendo propaganda
01:00:05a favor, né?
01:00:06O campanha
01:00:07a favor do candidato.
01:00:09A Ana Castela
01:00:09aparece aí
01:00:10só com 12%.
01:00:11Não tem muita gente
01:00:12acreditando não
01:00:12no potencial
01:00:13da Ana Castela
01:00:15para influenciar
01:00:15nessa eleição.
01:00:16Mas o fato é que
01:00:17as redes sociais
01:00:17só estão falando
01:00:18sobre isso agora.
01:00:19Ela se posicionou,
01:00:20um monte de artistas
01:00:21de esquerda
01:00:21foi ao contrário
01:00:22e eles estão tentando
01:00:23ver quem vai influenciar
01:00:24mais a campanha
01:00:25desse ano.
01:00:26Vamos finalizando
01:00:27por aqui o programa
01:00:28de hoje.
01:00:28Agradeço a atenção
01:00:29de vocês.
01:00:30Chamo, como costumo fazer
01:00:32para vocês seguirem
01:00:33acompanhando o noticiário
01:00:33do Antagonista
01:00:34no portal do Antagonista
01:00:36e no site da revista
01:00:37Cruzoé também.
01:00:38E lembra todo mundo
01:00:39que tem Papo Antagonista
01:00:40às 18 horas.
01:00:42Muito obrigado
01:00:42pela atenção de vocês.
01:00:44Vamos lá ficar dando clique
01:00:45no portal do Antagonista
01:00:46e até amanhã.
01:00:51Música
01:00:55Música
01:00:56Música
01:01:08Música
01:01:09Música
01:01:32Legenda por Sônia Ruberti
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