00:00Para quem chega em Santo Antônio, o Baile de Masqué foi a apresentação.
00:04Ele é uma dança somente de homens, alguns se vestem de mulher, todos mascarados.
00:18Entrou na minha vida porque eu fui dançar.
00:21Com 17 anos eles me convidaram para dançar juntos.
00:24E aí eu fiquei cuidando e aproveitando tudo que eu pudesse aproveitar.
00:30Eu dancei uns 50 anos, 60 anos.
00:39A cidade de Santo Antônio foi colonizada inicialmente.
00:43O município foi colonizado inicialmente por colonizadores luso-assorianos, portugueses e também assorianos.
00:50E é eles que vêm para essa região e que acabam transformando e tendo que transformar e tendo que fazer
00:58e adaptar muitas vezes
01:00com a cultura que traziam para fazer aqui a forma de organizar, como que a cultura vai se organizar nesse
01:07meio social.
01:08Então começam a surgir essas manifestações, como o terno de reis, as cavalhadas, o Baile de Masqué.
01:21Consta aqui nos autos que foi uma festa de igreja, tá?
01:28E lá de repente resolveram fazer o tal de Baile de Masqué e ninguém sabia o que era.
01:34E aí foram e foram e foram, ensaiaram e tentaram e dançaram e foram adaptando depois, né?
01:41E eu sei que foi aumentando, foi criando o pé, o troço, né?
01:47E aí a gente nunca deixou cair.
01:50Depois que aí morreu os mais velhos que eu que dançava, aí eu assumi e fiquei cuidando e tocando para
01:57frente, né?
01:58Então a gente foi sempre cuidando e ajeitar as coisas, né?
02:02Não deixaram morrer, já se terminar, né?
02:09Mas para quem chega e é uma dança, se dança ali uma quadrilha, né?
02:14Se dança a quadrilha.
02:16Hoje ela tem, depois ali do século 19, 20...
02:21Vindo da família real é que veio as modas francesas, né?
02:25Os instrutores de danças franceses que trouxeram a contradança.
02:31E hoje é a nossa quadrilha, que a gente dança ali.
02:35E a origem dela, ela tem lá, vem da Europa, né?
02:38Em Minas a gente já tem trabalhado com máscaras.
02:42No Mato Grosso a gente tem a dança dos mascarados, que é a mesma coreografia, né?
02:48Mas dança em ritmos diferentes, conforme o Estado, ele se adapta que nem a nossa.
02:54A gente dança as danças gaúchas, né?
02:57Com o pezinho, cana verde.
03:19É a partir dos anos 80 que esse registro começa a aparecer mais como uma manifestação, como um folclore,
03:26que vai se organizar enquanto uma entidade, enquanto um grupo, enquanto uma associação.
03:32Até que o Masque faz essa virada de chave e cria uma associação alguns anos depois, né?
03:38Justamente pra manter.
03:39E é aqui onde a gente tá, na localidade de Vila Palmeira, que esse grupo se mantém mais forte.
03:52A gente chegou aqui em Santo Antônio no final de novembro de 2021, e aí já tinha as festas de
04:00final de ano e tal, e como a gente mora aqui nos fundos da paróquia,
04:02que os guris ouviam e tal, as danças ficaram sabendo que tinha o CTG e quiseram vir ver.
04:07Daí eu trouxe eles pra verem como é que era dançar um ensaio, assim, simples, e o César Tava, que
04:15é um dos dançarinos.
04:16E aí ele me convidou, me falou do Masque e tal, aí eu falei, não, tem interesse.
04:21E depois, ao longo do ano, o Benjamin acabou entrando, fica mais novo, e o Anthony mais velho entrou no
04:26passado.
04:28Pra mim surgiu, vendo nos ensaios, a gente teve interesse, a gente começou a ver, ah, todo mundo fantasiado.
04:33Foi daí que o meu irmão, o menor, começou a vir, tem interesse, e começou a me incentivar pra vir
04:40também, né, pra ficar os três juntos.
04:41O pai falou sobre o baile de Masque, daí eu fiquei interessado em dançar, daí eu comecei a ver o
04:49pai dançando,
04:51daí eu fiquei, ah, vou começar a dançar junto, daí foi isso.
05:02Porque a história, não vou dizer que vai ser igual, lógico, né, porque cada história é uma história particular, né,
05:09mas me lembra muito a sequência que teve na família do Antônio daí, né,
05:13de ser o Antônio, o Zepinho, o Antônio agora, e aí a mesma coisa eu, né, o pai, só que
05:20daí no caso dos dois filhos,
05:22um bem mais jovem e outro mais jovem, né.
05:24Aquele outro vem vindo lá, meu neto pegou e começou a dançar também,
05:28e ficou dançando toda a vida, e ficou dançando toda a vida, e é um dos principais do baile, né.
05:35Eu sou o Antônio, sou o neto do patriarca do Masque, que é o seu Antônio, seu Toninho.
05:42É diferente dos outros aqui, que tiveram um começo, assim, de ouvir falar alguma coisa,
05:48eu não tive muito isso porque, como eu sempre estive dentro da família,
05:54eu nem me lembro, na verdade, quando que despertou, sabe, alguma coisa assim.
05:58Tanto que, com quatro anos, eles fizeram a roupinha pra mim.
06:03Começando só na volta, assim, ficava andando, como tem o mestre ali, que bate o bastão.
06:08O meu vô, o seu Antônio, ele batia o bastão na época.
06:21A gente recentemente reconheceu o baile de Masque como um patrimônio imaterial da cidade.
06:27Por que recentemente? Porque hoje a gente tá vivendo uma valorização desse patrimônio,
06:32de patrimônio e também, especificamente, patrimônio imaterial, né.
06:37Parece que a gente tá cumprindo uma função social, que é manter vivo o folclore, né.
06:41Então, é esse sentimento que eu tenho, né.
06:44Que outras pessoas tenham conhecimento.
06:58Eu acho que uma palavra mesmo pra representar o baile de Masque na minha vida é família mesmo.
07:04Porque sempre, assim, o meu tio, que hoje não dança mais, mas filho do meu avô,
07:09já dançou também, já participou.
07:11Meu bisavô, que eu nem conhecia o pai do seu Antônio, que era Antônio também,
07:15já dançou também, foi dançarino.
07:19Pretendo continuar.
07:20Eu nunca tive vontade de parar, que nem...
07:22Eu sempre fui uma pessoa muito envergonhada.
07:24Mas com o Masque, assim, pra mim sempre foi muito tranquilo.
07:28Porque é uma coisa que torna parte da rotina, torna parte da tua vida e tu te acostuma, assim.
07:35E eu não me vejo querendo parar, assim.
07:38Porque é uma coisa que já faz parte há tanto tempo, que não tem porque deixar terminar.
07:43E acho que talvez é uma cultura que ainda precisa ser muito divulgada.
07:48A gente precisa de divulgação pro baile de Masque e precisa apresentar pro próprio estado do Rio Grande do Sul.
07:55A cidade de Santo Antônio conhece, as pessoas mais antigas conhecem a gente.
07:59Mas a gente precisa levar isso pro Rio Grande do Sul.
08:02хозяçam dois anos que provavelmente a gente deve glamourir da carreira do Rio Grande do Sul.
08:09Nhamisle, é uma pessoa mais dura com o governo de Gesicht.
08:10Tão mediante a gente mais rápida.
08:10Entenda de, cestas de péssaros, Hirandise.
08:13Nhamisle eveyra e Sânísson.
08:14Seja muito tranquilizante мира.
08:14So eigentlicha cascamos
08:20onde a gente tem glitterajos, que Kamera noção foi feito.
08:21Tão mediante a gente apr mainland do Sul, comoлу de Luz,
08:21downturnmente, tudo thinkers e as pessoas reconciliam por certeiros.
08:24Obrigado.
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