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00:00:03O que é a vida?
00:00:07É o princípio da morte
00:00:11O que é a morte?
00:00:14É o fim da vida
00:00:18O que é a existência?
00:00:23É a continuidade do sangue
00:00:27O que é o sangue?
00:00:30É a razão da existência
00:01:01O que é o sangue?
00:01:05O que é o sangue?
00:01:08O que é o sangue?
00:01:12O que é o sangue?
00:01:19O que é o sangue?
00:01:31O que é o sangue?
00:01:40O que é o sangue?
00:01:44O que é o sangue?
00:01:48O sangue?
00:01:52O sangue?
00:01:56O sangue?
00:02:04O sangue?
00:02:07O sangue?
00:02:09O sangue?
00:02:14O sangue?
00:02:21O sangue?
00:02:22O sangue?
00:02:34O sangue?
00:02:41O sangue?
00:02:45O sangue?
00:02:47O sangue?
00:02:54O sangue?
00:02:58O sangue?
00:02:59O sangue?
00:03:01O sangue?
00:03:15E o sangue?
00:03:29O sangue?
00:03:29O sangue?
00:03:31O sangue?
00:03:44um rosto pálido de um cadáver
00:03:51a todos aqueles que não acreditam em almas penadas
00:04:04ao que saírem deste cinema
00:04:12tiverem que passar por ruas escuras
00:04:18sozinhos ainda atendem
00:04:23não assistam a este filme
00:04:27vão embora
00:04:36Tarde demais
00:04:40vocês não acreditaram
00:04:44querem mostrar uma coragem que não existe
00:04:49pois então fiquem
00:04:51sofram
00:04:55assistam
00:04:57a meia noite
00:05:01levarei
00:05:02sua alma
00:05:31o carlos porquê me deixou-se porquê?
00:05:35coragem
00:05:36dona joana
00:05:58pode estar certa que procurei prestar-lhes melhores serviços
00:06:04sozinhos
00:06:06córrei
00:06:07a
00:06:07a
00:06:10a
00:06:11a
00:06:15a
00:06:37Me traz a comida, Lenita
00:06:39Já faz
00:06:48Esse enterro me deu uma fome
00:06:50Eu acho que vou acabar cobrando dobrado para acompanhar enterro
00:06:53Estou cansado de ver esta choradeira de sempre
00:06:55É seu serviço, Zé
00:06:57Você tem que atender bem em seguida
00:07:00Olhe, estou saturado desse povo do mato
00:07:05Ué, cadê a carne?
00:07:07Hoje não tem
00:07:08Você esqueceu que é sexta-feira santa?
00:07:13Que me importa que seja sexta-feira dos santos ou do demônio?
00:07:16Eu vou buscar o banheiro e nenhum carola vai intervir
00:07:21Hoje eu como carne, nem que seja carne de gente
00:07:25Cuidado, Zé, o diabo tenta
00:07:28Se eu o encontrar, vou convidá-lo para jantar
00:07:40Oh, que surpresa agradável
00:07:42O que mandam?
00:07:43Felezinha insistiu em visitar Lenita
00:07:45Quero convidá-la para a procissão
00:07:48Acho que não adianta
00:07:50Em todo caso
00:07:50Vou falar com ela
00:07:52A vontade
00:07:53Vai sair, Zé?
00:07:57Não, vou comprar um carneiro
00:07:59Preservar para a Páscoa?
00:08:00Não
00:08:02Para comer hoje
00:08:05Não, vou comprar um carneiro
00:08:08Não, vou comprar um carneiro
00:08:33Não, vou comprar um carneiro
00:08:39Não, vou comprar um carneiro
00:08:51Não, vou comprar um carneiro
00:09:00Amém.
00:09:32Vou descer um pouco, Lenita.
00:09:34Já sei quem você viu. Trata-se daquela santinha.
00:09:37Pensa que não vi como olhou para ela já tarde.
00:09:41Você sabe que eu não gosto de dramaticidade.
00:09:44Eu não sou mulher que se deixa de lado, Zé.
00:09:47E não comece a tormentar a moça.
00:09:49Respeite pelo menos a amizade que o Antônio tem por você.
00:09:54Você já falou bastante.
00:09:59O Antônio não vai demorar muito, não.
00:10:01Eu não quero ficar lá muito tempo.
00:10:09Boa noite.
00:10:10Boa noite.
00:10:11Boa noite.
00:10:16Onde é que vocês vão?
00:10:18Eu vou levar Terezinha até a casa na Clemência e o Antônio irá buscar ela mais tarde.
00:10:24Que coincidência.
00:10:26Eu também vou para lá.
00:10:28Pode deixar que eu a levo.
00:10:29O Antônio pode não gostar, né, Zé?
00:10:32Ora, Antônio é o meu melhor amigo, não é?
00:10:36Assim parece.
00:10:38Você quem decide, Terezinha.
00:10:41Bem, se você tiver outro compromisso...
00:10:43Ah, ele tem.
00:10:46Não é, Aristides?
00:10:47Você tem um compromisso muito importante.
00:10:50Não é verdade?
00:10:52É.
00:10:52Agora me lembrei.
00:10:53Eu tenho compromisso, sim.
00:10:54E se eu levar, eu fico muito agradecido.
00:10:57Boa noite, Terezinha.
00:10:58Boa noite.
00:10:58Boa noite.
00:11:02Obrigado por deixar-me acompanhá-la.
00:11:04Não vejo por que me agradecer.
00:11:15Antônio vai demorar para ir buscá-la?
00:11:17Não, ele disse que viria logo.
00:11:21Homem feliz.
00:11:24Sabe que eu sofro com a fabulosa sorte de Antônio tê-la como noiva?
00:11:28Julgo exagero de sua parte, pois considero-me uma mulher feliz por ter o amor de Antônio.
00:11:36Ou você é muito ingênua ou quer me fazer de fantoche.
00:11:40Sabe que você não é mulher para Antônio, é mulher para mim.
00:11:43Tire as mãos de mim, Zé.
00:11:45Você está me machucando.
00:11:46Quero ver se seus lábios são tão rebeldes como suas palavras.
00:12:03Tens dentes de víbora para um rosto de anjo.
00:12:10Antônio não saberá disso, mas peço-lhe que esta cena nunca mais se repita.
00:12:15Muito bem.
00:12:17Vou acompanhá-la.
00:12:18Agradeço. Prefiro ir sozinha.
00:13:00Um caneco de vinho, Maria.
00:13:13Um caneco de vinho, Maria.
00:13:18Pronto, seu Zé.
00:13:23Vá até minha casa e peça Lenita para me mandar o resto do carneiro.
00:13:26Volto logo.
00:13:40Pelo jeito a parada está ótima.
00:13:43Muito boa.
00:13:44Tem lugar para mais um?
00:13:47Obrigado. Vocês são muito amáveis.
00:13:52Maria, mais um caneco.
00:13:55Eu tenho medo desse homem, seu Francisco.
00:13:58Não deixe ele perceber isso, senão as coisas vão se complicar.
00:14:05Eu paro.
00:14:07Eu dobro.
00:14:10Pra mim também não dá mais.
00:14:12Pelo que vejo, só nós dois. Vai continuar?
00:14:17Eu dobro.
00:14:19Corajoso?
00:14:21O homem tem que ser assim mesmo.
00:14:24Ou tudo, ou nada.
00:14:29Pago mil para ver suas cartas.
00:14:32Mas eu não tenho mais dinheiro.
00:14:34Não?
00:14:35Então mostre suas cartas.
00:14:39É...
00:14:40Trinca de reis.
00:14:44Má sorte, meu amigo.
00:14:48Quadra de as.
00:14:49Não é possível.
00:14:52Solte o dinheiro, homem.
00:14:54Não posso.
00:14:56Eu preciso desse dinheiro.
00:15:05Solte o dinheiro.
00:15:11Não, eu posso dizer...
00:15:13Não, eu estou.
00:15:18Auch eu quero ver.
00:15:19Mas eu vou ficar com tudo.
00:15:20Não.
00:15:23Isso aqui tem nada.
00:15:29Não, eu não терia razão.
00:15:31Não, eu quero ver a room.
00:15:32Não, eu vou ficar com tudo.
00:15:32Não, eu não vou ficar com muita coisa...
00:15:33E não vou ficar com tudo.
00:15:43Minha mão... Minha mão...
00:15:49É como eu falei, gosto de homem corajoso.
00:15:56Mandem chamar o médico.
00:16:01Eu pago o tratamento.
00:16:02Ah, vocês são testemunhas?
00:16:08Foi um acidente.
00:16:11Aqui está cáncer, Zé.
00:16:14Ótimo. Chegou em tempo.
00:16:18Depois de uma cena destas, a gente chega a ficar com fome, não é?
00:16:36Você, Bonifácio, que está com cara de fome, coma um pedaço de carneiro.
00:16:42Obrigado, não quero.
00:16:44Vem cá, rapaz.
00:16:53Coma um pedaço. Está gostoso.
00:16:57Hoje é dia tanto, Zé.
00:16:58Toma!
00:17:00Por favor.
00:17:02Coma.
00:17:08Oh, chegou o doutor.
00:17:14O que está acontecendo aqui?
00:17:16Um lamentável acidente, doutor.
00:17:18Zerequião é a vítima.
00:17:20Cuide bem dele e a despesa fica por minha conta.
00:17:23Sua bondade não tem limite, Zé.
00:17:25Obrigado.
00:17:29Um caneco de vinho, Maria.
00:17:34Acho melhor levá-lo para o consultório.
00:17:36Está bem.
00:17:45Você parece que está com medo de mim.
00:17:48Não é, seu Zé.
00:17:48É que eu tenho que atender os fregueses.
00:17:55Olha, deixe o Chico servir, hein?
00:17:58Você hoje trabalha só para mim.
00:18:01O que você acha?
00:18:02Que que ele sume com a minha sobrinha?
00:18:04Será que não há aqui ninguém capaz de enfrentar esse homem?
00:18:06E por que não enfrenta você?
00:18:07Pois eu vou enfrentá-lo.
00:18:10Zé, larga a menina.
00:18:13E quem é que vai me obrigar a largá-la?
00:18:15Eu mesmo.
00:18:16Ele sai do cabelo.
00:18:38São as extra emocionadas.
00:18:40São as lutas.
00:18:55Eles errorsすごiam araram.
00:18:56Então ela se torna energia mais superfusos.
00:18:56Não tiveram a Nilce há dois domingo porque eles teriam dentro do cabelo.
00:19:08Pare Zé, pare, você vai matar o coitado.
00:19:14Piedade Zé, piedade.
00:19:18O meu trabalho já é demais com quem tem morte natural.
00:19:23Vocês podem estar certos.
00:19:25Vou acabar cobrando dobrado a quem me obrigar a matá-lo.
00:19:30Vamos embora Zé.
00:19:31Vamos.
00:19:43Ah, eu vou para a encruzilhada do cemitério.
00:19:48Alguém quer me acompanhar?
00:19:56Sorte que eu estava passando com Terezinha quando ouvi os gritos.
00:19:59O que aconteceu, Antônio?
00:20:01Está tudo em ordem agora.
00:20:03Ainda bem.
00:20:03A propósito, Antônio, vamos ter que transferir à pescaria.
00:20:08Você quem sabe.
00:20:09Eu vou levar Terezinha para casa.
00:20:11Quer ver junto?
00:20:12Ora, Antônio, ele precisa ir para casa.
00:20:16Lenita está sozinha.
00:20:18A mulher que não concebe filho não precisa de cuidados.
00:20:24Conversaremos amanhã, Antônio.
00:20:25Boa noite.
00:20:27Boa noite.
00:20:32A existência de Lenita é a recusa de Terezinha.
00:20:36Qual o valor da vida?
00:20:38Se não há um filho para a continuidade do sangue?
00:20:41Que é uma amante entre tantas outras perfeitas.
00:20:50Venita a Terezinha morrer.
00:20:54Venita a Terezinha morrer.
00:20:58Ver
00:20:59Vukou.
00:21:12스포ira.
00:21:13Pend sulla
00:21:13Potomxos.
00:21:14Perfeitas.
00:21:15Se não há.
00:21:17Você deve ter errado.
00:21:18Vou levar porolho.
00:21:23Você deve ser fostosa.
00:21:28Tchau, tchau.
00:21:55Estou tão arrependida do que se passou. Você me perdoa. Diga que não está zangado comigo.
00:22:02Está tudo bem, Lenita.
00:22:03Como você me faz feliz. Não consigo conter meu ciúme. Como quiser a fazê-lo feliz, meu amor.
00:22:11O seu desejo será satisfeito. Você vai me fazer muito e muito feliz.
00:22:48Será divertido o espetáculo.
00:22:57Cada mulher deve pertencer a um só homem.
00:23:00Já que para mim você não tem utilidade, farei a gentileza de livrá-la do pecado de precisar de outro
00:23:07homem.
00:23:08Do que lhe vale a vida se não podes ter um filho?
00:23:11Para a continuidade do teu sangue.
00:23:26Não mais será um empecilho para que seja consumada a única verdade existente.
00:23:32Teresinha será minha e de suas entranhas prosseguirá a minha geração.
00:23:43Terei a honra
00:23:46E vê-la morrer diante de mim.
00:23:51Pena.
00:23:53Você me parecia tão diferente.
00:23:58Agora está aí.
00:23:59Na aflição angustiante da morte.
00:24:05Só porque não pode gritar.
00:24:13Nelita, nesse instante deixa de pertencer-me para converter-se em amante da morte.
00:24:33Foi um belo espetáculo.
00:24:37Obrigado.
00:25:00Vamos tomar providências para que o doutor cuide bem de você.
00:25:14Não há nada mais a fazer.
00:25:16Foi picada por uma aranha.
00:25:20Coitadinha.
00:25:21Como deve ter sofrido.
00:25:23Vou fazer o relatório para o delegado.
00:25:27Muito bem, doutor.
00:25:29Do resto eu me encarrego.
00:25:31Bem, até logo.
00:25:33Até logo.
00:25:46Eu quero ir embora.
00:25:48Fique quieto, menino, senhora não tapa.
00:25:50Fique quieto.
00:25:51Fique quieto.
00:25:52Fique quieto.
00:25:54Fique quieto.
00:25:55Não maltrate uma criança.
00:25:58Ela é a continuidade do teu sangue.
00:26:03Um homem não deve chorar.
00:26:08Leve seu filho.
00:26:11Sem magoá-lo.
00:26:20Faz hoje quinze dias
00:26:23que Lenita faleceu.
00:26:32Eu tenho sentido muito a falta dela.
00:26:35Não é para menos, pois Lenita gostava muito de você e sei também que você queria muito a ela.
00:26:41É.
00:26:42Um dia tudo se acaba.
00:26:45A gente nasce.
00:26:46Morre.
00:26:50Esta é a vida.
00:26:52O jeito é se conformar.
00:26:55Ah.
00:26:56Que tal uma pescaria para amanhã?
00:26:59Decidido.
00:27:00Ah, outra coisa, Zé.
00:27:03Sim?
00:27:04Não quer ir conosco ao casebre da cigana?
00:27:06Fazer o quê?
00:27:07Teresinha insistiu.
00:27:08Quero saber o futuro.
00:27:09Você sabe, mulher quando vai se casar.
00:27:12É só por ela que você quer ir?
00:27:13Bem, a gente sempre tem alguma dúvida, não é?
00:27:25Eu vou.
00:27:28Será divertido
00:27:29ver dois supersticiosos
00:27:32sob o domínio de uma bruxa.
00:27:47Boa noite.
00:27:49Boa noite.
00:27:49Boa noite.
00:27:50Entrem, meus filhos.
00:27:52Fiquem à vontade.
00:27:54Tentem-se.
00:28:12Eu queria que a senhora...
00:28:14Não precisa de ver mais nada.
00:28:16Olhe bem firme nos meus olhos
00:28:19que eu lhe direi o seu futuro.
00:28:21Cuidado, minha filha.
00:28:22Muito cuidado.
00:28:24A felicidade está em suas mãos.
00:28:27Mas não abandone a quem ama
00:28:29e tudo correrá bem.
00:28:31Do contrário,
00:28:32haverá morte.
00:28:34Desgraça.
00:28:35É bom ver a minha sorte.
00:28:36Quem sabe tem coisa melhor.
00:28:40A linha de sua vida terminou.
00:28:43Não se importe com a vida terrena
00:28:45e tudo então irá bem.
00:28:47Satisfaça sua alma.
00:28:48Não deixe que a terra
00:28:50veja o seu corpo no claro.
00:28:52A sua salvação
00:28:54exige que o enterro
00:28:55seja a meia-noite.
00:28:58Pare com essas bobagens,
00:28:59velha bruxa.
00:29:01Vocês vão me desculpar,
00:29:02mas eu não sirvo
00:29:04para esta brincadeira.
00:29:05Nos seus olhos
00:29:06eu vejo o seu destino.
00:29:08Você irá pagar
00:29:09os seus pecados.
00:29:10e quando chegará a hora
00:29:11sentirá os horrores
00:29:13do inferno.
00:29:14Vá para o inferno!
00:29:16Vamos embora também, Teresinha.
00:29:18Quanto é?
00:29:19A mim vocês não devem nada.
00:29:22As leis do sobrenatural
00:29:23proíbem que se aceite dinheiro
00:29:25quando há preságio de morte.
00:29:28Vão, meus filhos,
00:29:30acauteles.
00:29:47Bem, Teresinha.
00:29:48Esqueçamos o assunto da cigana
00:29:50e vamos ver
00:29:51como fazemos para amanhã.
00:29:52Já sei.
00:29:53O trabalho será todo meu.
00:29:55Você dormirá à vontade
00:29:56e vai querer
00:29:57que o vale acordar, não é?
00:29:59O assunto então está resolvido?
00:30:01Vamos embora, Antônio.
00:30:02Boa noite, meu bem.
00:30:03Boa noite.
00:30:04Boa noite.
00:30:05Não sei o que tenho comigo.
00:30:07Estou com o corpo inquieto.
00:30:09Um bom banho
00:30:09resolveria o problema.
00:30:11É, assim você aproveita
00:30:12para tomar alguma coisa comigo.
00:30:13Está bem.
00:30:19Experimente esse pinho Zé.
00:30:20Acho que você vai gostar.
00:30:23A bebida é o fator principal
00:30:25para afastar os maus espíritos.
00:30:27Como se você acreditasse
00:30:29nessas coisas.
00:30:30se acredita ou não
00:30:32o fato é que tenho
00:30:33de estar de acordo
00:30:34com quem acredita.
00:30:36Francamente,
00:30:37eu não entendo, Zé.
00:30:39De onde surgiu
00:30:40essa descrença?
00:30:41Parece uma revolta.
00:30:42Mas contra quem?
00:30:45Você tem muita coisa
00:30:47que aprender, Antônio.
00:30:49Eu não posso ter descrença
00:30:51quando nunca tive crença.
00:30:54Crer em quê?
00:30:56num símbolo?
00:30:58Numa força inexistente
00:31:00criada pela ignorância?
00:31:03Sim.
00:31:04Sou um revoltado
00:31:05com os tolos como você
00:31:07que temem o que não veem
00:31:09e tornam-se escravos
00:31:11daquilo que realmente existe.
00:31:13A vida.
00:31:15Não sei por que temer a vida.
00:31:19porque é ela
00:31:22quem faz vibrar
00:31:23a sua carne.
00:31:25É ela que alimenta
00:31:27seus sentimentos.
00:31:28E se você não for
00:31:29mais forte,
00:31:34não combatê-la
00:31:35será dominado
00:31:37e sofrerá.
00:31:39Veja esse povo seu.
00:31:43Qual a razão
00:31:44para me temerem?
00:31:46Porque uso roupa preta?
00:31:48Porque eu creio em mim?
00:31:50Porque eu rio
00:31:51da crença deles?
00:31:53Não.
00:31:54Porque eu sou mais forte
00:31:56e tenho inteligência suficiente
00:31:58para dominar
00:31:59quem quer que seja.
00:32:00Eles são fracos
00:32:01porque são escravizados
00:32:03pelo que desconhecem.
00:32:04Eu sou livre.
00:32:05Por isso tenho mais força.
00:32:08Você pode ter suas razões
00:32:10mas
00:32:10eu sou feliz assim.
00:32:13Amo a Teresinha
00:32:13e sei que ela me quer também.
00:32:15Não tenho nenhuma luta íntima.
00:32:17Só almejo casar-me com ela.
00:32:19E eu sei que isso
00:32:20acontecerá logo.
00:32:21Combinamos em opiniões.
00:32:23Eu me sinto bem
00:32:24em crer em Deus.
00:32:26Não posso me revoltar
00:32:27contra ninguém.
00:32:29Você sabe.
00:32:31Teresinha
00:32:31é como um anjo.
00:32:34Vamos reformar esta casa
00:32:35e viveremos aqui
00:32:37eu e ela
00:32:38por toda a nossa vida.
00:32:41Esse é o meu maior desejo.
00:32:50Do que lhe valeu a crença?
00:32:54Eu sou mais forte.
00:32:58Eu sou mais forte.
00:33:00Eu sou mais forte.
00:33:07Então
00:33:25hoje
00:33:55A CIDADE NO BRASIL
00:34:23A CIDADE NO BRASIL
00:34:55A CIDADE NO BRASIL
00:35:25A CIDADE NO BRASIL
00:35:56A CIDADE NO BRASIL
00:35:56A CIDADE NO BRASIL
00:36:02A CIDADE NO BRASIL
00:36:38A CIDADE NO BRASIL
00:36:41A CIDADE NO BRASIL
00:36:45PERFECTAMENTO
00:36:46A CIDADE NO BRASIL
00:37:16ANTONIO ANTONIO
00:37:18ANTONIO
00:37:34ANTONIO
00:37:41ANTONIO
00:37:43ANTONIO
00:37:43ANTONIO
00:38:04ANTONIO
00:38:11ANTONIO
00:38:12ANTONIO
00:38:13ANTONIO
00:38:34ANTONIO
00:38:49Maria, traga um caneco de vinho
00:38:54Ué, desde quando tu se chama Maria?
00:38:56Deixa a garrafa aí, põe isso aí velho
00:38:58Põe isso aí
00:39:00Eu pedi para ela me servir
00:39:03Estou esperando menina
00:39:16Vem cá
00:39:20Quanto quer pelo passarinho?
00:39:22Mas o Zé, ele não está à venda
00:39:25Qual é o preço?
00:39:26Bem, eu não sei, eu não sei
00:39:30Dois mil tá bom?
00:39:32Ótimo, ótimo
00:39:33Traga o bicho
00:39:43Outro dia nós conversaremos
00:39:45O que foi?
00:39:57Nunca viram um passarinho?
00:40:01Ou vocês estão querendo que eu tire as medidas do caixão
00:40:06O que Deus chama?
00:40:15Tchau
00:40:37Oh, o que quer o senhor aqui a essas horas?
00:40:41Não tenha receio, menina.
00:40:43Vim trazer-lhe um presente.
00:40:45Agradeço.
00:40:46Boa noite.
00:40:47Calma, menina.
00:40:48Isto é falta de educação.
00:40:53Por favor, Zé, o que vão pensar os vizinhos?
00:41:00Não tenha medo.
00:41:03Eles não vão pensar nada.
00:41:07Essa gente não tem coragem de ficar na rua uma hora dessas.
00:41:12O que vai fazer com o bichinho?
00:41:14Jogá-lo fora, pois você não quer aceitar o meu presente.
00:41:16Não.
00:41:18Pobrezinho.
00:41:20Deve estar com fome.
00:41:23Coitadinho.
00:41:25Sabia que tinhas um bom coração.
00:41:27Por favor.
00:41:29Está me magoando.
00:41:30Tem a queidade de mim.
00:41:32Você não trataria a Antônio assim.
00:41:35Não fale de Antônio.
00:41:37Vá-se embora.
00:41:39Depois do que fiz para livrá-la daquele imbecil, você ainda me manda embora?
00:41:44Não me faças mal.
00:41:46Me respeite, Zé.
00:41:48Você é difícil.
00:41:50Eu gosto das coisas difíceis.
00:41:52Eu quero que seja minha.
00:41:53E quando eu quero, consigo.
00:41:57Não, socorro.
00:41:59Não.
00:42:01Não.
00:42:03Serpente do inferno.
00:42:06Tu vai silenciar.
00:42:11Socorro.
00:42:14Não.
00:42:16Não.
00:42:20Socorro.
00:42:21Socorro, socorro.
00:42:36Oh, não.
00:42:38Oh, não.
00:42:42Ai, não.
00:42:44Ai, não.
00:42:45Ai, não.
00:42:53Isso, agora está como eu gosto.
00:42:59Você me dará o filho que quero.
00:43:50A CIDADE NO BRASIL
00:44:02Você me desgraçou, Zé.
00:44:05Não posso continuar vivendo.
00:44:08Vou me matar.
00:44:25É sempre assim.
00:44:32Toda mulher diz a mesma coisa.
00:44:38Depois se arrepende.
00:44:46A vida é muito boa.
00:44:48Não vale a pena trocá-la pela morte.
00:44:57Eu volto outro dia, Teresinha.
00:45:06Eu vou me matar, Zé.
00:45:08Mas juro que você não terá paz.
00:45:10À meia-noite foi enterrado Antônio que você matou.
00:45:14E à meia-noite, Zé, você sentirá medo.
00:45:18Porque eu virei buscar sua alma.
00:45:20Se para onde me levar
00:45:22Tiver mulher como você
00:45:25Com todo prazer eu irei.
00:45:28Com licença.
00:45:57Hoje é o meu dia de sorte.
00:46:01Até o diabo está aqui, não é?
00:46:02Tiver mulher.
00:46:13Tiver mulher.
00:46:14Tiver mulher.
00:46:19Tiver mulher.
00:46:21Tiver mulher.
00:46:24Tiver mulher.
00:46:26Tiver mulher.
00:46:28Tiver mulher.
00:46:30Tiver mulher.
00:46:31Tiver mulher.
00:46:31Tiver mulher.
00:46:32Tiver mulher.
00:46:32Tiver mulher.
00:46:38Mortos!
00:46:48Mortos!
00:46:50Estão me ouvindo?
00:46:54Qual de vocês vai levar minha alma?
00:46:59Vejam! Estou esperando!
00:47:04Levantem!
00:47:06Saiam da sepultura!
00:47:09E levem-me para o inferno!
00:47:15Não me ouviram?
00:47:20Não me ouviram?
00:47:23Levem-me para o inferno!
00:47:29António!
00:47:33Eu possuí Teresinha!
00:47:36O que você vai fazer comigo?
00:47:39Nada!
00:47:41Porque vocês não mais existem!
00:47:45Estão mortos!
00:47:49Mortos!
00:48:04Suor está se aproximando!
00:48:06O seu fim está perto!
00:48:09Você sentirá o peso dos seus pecados!
00:48:14Calha a boca!
00:48:15Velha feiticeira!
00:48:18Vou fazer o seu caixão!
00:48:20Oh!
00:48:26Reia dos vivos!
00:48:28Zove dos mortos!
00:48:31Você sentirá os horrores do inferno!
00:48:55Como poderemos acusá-lo se ela deixou um bilhete explicando o motivo de sua morte?
00:49:01A história não está bem contada!
00:49:03E eu não consigo compreender por que era uma cruzosa do caixão!
00:49:07É!
00:49:07É!
00:49:07É!
00:49:07É!
00:49:07É!
00:49:07É!
00:49:28É!
00:49:28Ela teve a coragem de matar-se!
00:49:37Curioso...
00:49:38Não me acusou!
00:50:07O pai fez questão de o corpo dela
00:50:09para ficar-se perto do D. Antônio.
00:50:37Boa noite, doutor.
00:50:47Se assustou?
00:50:54Hum, salvador da humanidade.
00:50:58O mal é que o povo não reconhece isso.
00:51:01O relator é apenas formalidade.
00:51:04Desculpe ser curioso em ler o seu trabalho.
00:51:12Mas, como dizem, quem tem olhos é para ver.
00:51:18O que você pretende, Zé?
00:51:21Nada, evitar que seus olhos vejam aquilo que não devem ver.
00:51:58Desculpe, doutor.
00:51:59O que você quer dizer?
00:52:18O que você quer dizer?
00:52:33O que você quer dizer?
00:53:04Como você me faz feliz, não consigo sentir meus ciúmes, como quiser a fazer-lhe feliz.
00:53:19Vamos reformar essa casa e viveremos aqui eu e ela por toda a nossa vida.
00:53:24E a meia-noite, Zé, você vai sentir medo porque eu virei buscar sua alma.
00:53:29O que você pretende, Zé?
00:53:30Como quiser a fazer-lhe feliz.
00:53:32Eu e ela por toda a nossa vida.
00:53:35Eu virei buscar sua alma.
00:53:36O que você pretende, Zé?
00:53:38Fazer-lhe feliz.
00:53:40Eu virei buscar sua alma.
00:53:43O que você pretende, Zé?
00:53:44Fazer-lhe feliz.
00:53:45Por toda a nossa vida.
00:53:47Irei buscar sua alma.
00:53:49O que você pretende, Zé?
00:53:50Fazer-lhe feliz.
00:53:53Lenita!
00:54:03Antônio!
00:54:10Estão mortos.
00:54:24Estão mortos.
00:54:31Estão mortos.
00:54:33Eu quero vocês, Zé, Terezinha.
00:54:36Terezinha.
00:54:37Me abandonastes.
00:54:44Não me destes um filho.
00:54:49Ou me destes ao extermínio a minha geração.
00:54:53Eu quero um filho!
00:54:59Maldita, maldita, seja a tua tinta!
00:55:09Terezinha!
00:55:12Venha do nada!
00:55:16E pune o crime de minha paixão!
00:55:21Torture a minha carne!
00:55:26Leve a minha alma!
00:55:32Por que não fez?
00:55:34És um fantasma do passado!
00:55:44No entanto, o sangue que me queima nas veias!
00:55:51Eu estou vivo!
00:55:54Vivo, entendeu?
00:55:58Vocês estão mortos!
00:56:02Decompostos!
00:56:05Alimento dos vermes!
00:56:07Jesus!
00:56:14Estão!
00:56:19Inferno!
00:56:24Reencarnação!
00:56:31O poter da fé, simbolo da equilácia!
00:56:44Onde está o foguete?
00:56:49Mentira!
00:56:52Mentira!
00:56:55Varda-se a terra!
00:56:59Grande-se os céus!
00:57:05Quero o fim do mundo!
00:57:17Eu desacrio os seus poderes!
00:57:21Renego a sua existência!
00:57:26Nada existe!
00:57:29Somente a vida!
00:57:32Nada é mais forte que a minha descança!
00:57:35Destrua-me!
00:57:39Eu não creio em nada!
00:57:42Quero a prova do castigo!
00:57:55Mentira!
00:57:58Mentira!
00:58:26Quero a prova do castigo!
00:58:27É um acidente lamentável, uma triste perda para a cidade.
00:58:33Enfim é a vida.
00:58:34Com licença, cavalheiros.
00:58:40Provas, provas, meus amigos.
00:58:49Bem, já são nove horas.
00:58:52Hoje é dia dos mortos.
00:58:54É bom a gente andando.
00:58:57É, a noite está escura como o breu.
00:59:00Acho que vou aproveitar para ir andando também.
00:59:02Até amanhã.
00:59:07Que pressa é essa, rapazes?
00:59:09Hoje é dia dos mortos, seu Zé.
00:59:11Não é bom a gente ficar fora de casa.
00:59:13É ridículo acreditar nessas bobagens.
00:59:15Não é bobagem não, seu Zé.
00:59:16O ano passado o comerciante abusou e teve o castigo.
00:59:18Ele viu as almas penadas.
00:59:19É verdade, seu Zé.
00:59:20Não se pode brincar com essa noite.
00:59:22Está sujeito a gente ver a procissão dos mortos.
00:59:25Ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha.
00:59:27Procissão dos mortos.
00:59:28É história para fazer criança dormir.
00:59:30Cada um tem o direito de ter sua própria crença.
00:59:34Pronto, vocês venceram.
00:59:37Não se fala mais nisso.
00:59:39Agora vocês não vão embora.
00:59:41Vão tomar alguma coisa comigo, tá?
00:59:46Alguém vai rejeitar minha oferta?
00:59:48Bem, de maneira nenhuma, seu Zé.
00:59:50Isso, eu gosto de homem de opinião.
00:59:53Chico, serve bebida para todos.
01:00:09Vocês não querem beber, rapazes?
01:00:12Vamos, bebam.
01:00:14Bebam.
01:00:15Bebam.
01:00:19Maria.
01:00:21Maria.
01:00:21Maria.
01:00:26Não, seu Zé, eu não posso aceitar.
01:00:33Olha, meu tio vem vindo.
01:00:36Boa noite.
01:00:37Boa noite.
01:00:38Boa noite.
01:00:41Eu vim buscá-la, Maria.
01:00:43Já é muito tarde.
01:00:44Eu já ia embora.
01:00:45Seu Bonifácio ia me acompanhar.
01:00:49Você recebeu hoje?
01:00:50Não, tio.
01:00:52Foi seu Zé que me deu de presente.
01:00:57Tome seu dinheiro de volta.
01:00:59Minha sobrinha não aceita presente seu.
01:01:02Eu dei o dinheiro a ela.
01:01:04E quero que fique com ela.
01:01:06Se você não aceita, então seu dinheiro fica aí.
01:01:11Vamos embora, Maria.
01:01:18Velho.
01:01:20Pegue o dinheiro do chão.
01:01:30Pegue o dinheiro do chão.
01:01:32Vamos.
01:01:34Chica.
01:01:35Esse homem tem abusado de mais de vocês todos.
01:01:38Chegou a hora de uma desforra.
01:01:40Eu não vou pegar o dinheiro do chão.
01:01:42Eu não vou pegar o dinheiro do chão.
01:01:45O que é que você vai fazer pra mim agora?
01:01:47O que é que você vai fazer pra mim agora, Zé do Cachão?
01:01:50O que é que você vai fazer comigo agora?
01:01:52O que é que você vai fazer comigo agora?
01:01:54Eu não vou pegar o dinheiro do chão.
01:01:56Entendeu, Zé do Cachão?
01:01:57Eu não vou pegar o dinheiro do chão.
01:02:10Pegue o dinheiro do chão
01:02:14Eu vou contar até três
01:02:16Um
01:02:22Dois
01:02:27Três
01:02:56Três
01:03:02De para sua sobrinha
01:03:27Boa noite, cavalheiros
01:03:32Na cidade está tudo fechado, só encontrei este bar aberto
01:03:36Não tive outro meio para tomar uma informação
01:03:38Pois não, senhorita, em que podemos servi-la?
01:03:41Eu queria saber onde mora a família Queiroz
01:03:43Sou uma sobrinha de Dona Matilde
01:03:45E quei de visitá-los
01:03:46Mas chegando à estação não mais os encontrei
01:03:49Pois perdi o trem da tarde
01:03:51Sim, moça, a Dona Matilde mora longe
01:03:53A casa dela fica do outro lado do cemitério
01:03:56Mas será que alguém poderia me levar até lá?
01:03:58Hoje é difícil, a senhora não vai encontrar ninguém
01:04:01Mas eu estou disposta a pagar
01:04:03Por dinheiro algum a gente se arriscaria
01:04:05Hoje é dia dos mortos e ninguém fica na rua esta noite
01:04:08Mas como vou fazer então?
01:04:10Não conheço ninguém nesta cidade
01:04:11E pelo que eu vi não é um hotel
01:04:13Não por isso
01:04:14Se a senhorita me permitir
01:04:16Eu ficarei muito honrado em acompanhá-la
01:04:30Estou à sua disposição
01:04:33Muito obrigada, cavalheiro
01:04:35Não sei como lhe agradecer
01:04:36Já me sinto agradecido
01:04:38Andar ao lado de tão bela jovem
01:04:41O senhor é muito amável
01:04:43Se a moça quiser
01:04:44Pode ficar na casa esta noite
01:04:45Eu levaria amanhã
01:04:46Muito obrigado
01:04:47Eu prefiro ir ainda hoje
01:04:50Algumas perguntas
01:04:51Mas, cavalheiros
01:04:54Se entre os senhores
01:04:56Algum interessado
01:04:58Tiver esta coragem
01:05:00De bom grado
01:05:02Cederei meu lugar
01:05:06Vamos
01:05:17Ah
01:05:19A propósito
01:05:22Se encontrar um morto pelo caminho
01:05:24Eu darei recomendações
01:05:29Suas
01:05:34Notei que o povo desta cidade é muito superficioso
01:05:37Desculpas para esconder o medo
01:05:39Na realidade são todos uns covardes
01:05:41E você não tem medo?
01:05:42De alma do outro mundo?
01:05:44Posso ter algum medo dos vivos
01:05:45Mas para eles tenho a minha defesa
01:05:48Bem
01:05:48Não se pode negar
01:05:50Que a noite está realmente fria e sombria
01:05:52É uma noite como qualquer outra
01:05:54Quantos nascem e morrem
01:05:55Neste dia?
01:05:57Você tem toda a razão
01:05:58Eu também não acredito nessas boboas
01:06:03Não tenha medo
01:06:04É a velha bruxa
01:06:05Cuidado
01:06:09Cuidado com os mortos
01:06:12Vá para o inferno
01:06:13Feiticeira
01:06:14Quando vires o vento soprar sobre as árvores
01:06:18Não será o vento
01:06:21São as almas penadas
01:06:24Não espere a meia noite
01:06:26Quando um gato preto cruzar o seu caminho
01:06:29É o demônio
01:06:30Quando vires passos
01:06:32E não ver ninguém atrás de si
01:06:35É a condenação de sua alma
01:06:38Quando vires o canto de morte da coruja
01:06:42É o prenúncio do fim
01:06:44Não espere a meia noite
01:06:47Quando em seu caminho perceberes luz
01:06:50São as velas da processão dos mortos
01:06:53Fuja
01:06:55Porque eles virão buscar sua alma
01:07:03Meu tio se gargalhado horrível
01:07:05Na volta eu acertarei contas com você
01:07:09Bruxa
01:07:09Vamos embora menina
01:07:19Bem
01:07:21Aqui estamos
01:07:23E aqui me despeço
01:07:24Mas como?
01:07:25Você não vai entrar?
01:07:27Agradeço
01:07:28Não me dou muito bem com sua tia
01:07:30E faço questão de que ela não me veja
01:07:33Dessa maneira só me resta esperar
01:07:34Que antes de ir-me embora eu torne a vê-lo
01:07:36Não se preocupe
01:07:37Disso eu me incumbirei
01:07:39Meu nome é Marta Queiroz
01:07:41O meu Zé
01:07:43Para os amigos
01:07:47Parece que vem alguém
01:07:49Vamos embora
01:07:51Até logo Marta
01:07:53Boa noite Zé
01:08:03Ela é bonita
01:08:08Se eu agir direito
01:08:11Ela não me escapará
01:08:34Quando vires o vento soprar sobre as árvores
01:08:39Não será o vento
01:08:41Suas almas penadas
01:09:10Quando um gato preto
01:09:12Não pare o seu caminho
01:09:13Seu demônio
01:09:15Não espere a meia noite
01:09:44Não espere a meia noite
01:09:44Não espere Rural
01:10:02Mar���今天的
01:10:02Seis
01:10:02Mar, nós vamos
01:10:02eu Mar,
01:10:03nós vamos Mar,
01:10:04nós vamos Mar,
01:10:08Mariad
01:10:33Quem está me seguindo?
01:10:36Querem brincar comigo?
01:10:39Cuidado, cuidado!
01:10:40Eu posso disparar!
01:11:02Quando ouvir espaço e não ver ninguém atrás de si
01:11:07É a condenação de sua alma
01:11:10Não espere, amém, amontinho
01:11:22Não espere, amém, amém
01:11:25Não espere, amém
01:11:30Não espere, amém
01:11:46Eu devo estar sugestionado
01:11:48Era apenas uma coruja
01:11:52Quando ouvires os cantos de morte da coruja
01:11:56É o prenúncio do filme
01:11:59Não espere, amém
01:12:10Fogo
01:12:14Fogo
01:12:18Fogo
01:12:25Fogo
01:12:27Fogo
01:12:27Fogo
01:12:27Fogo
01:12:31Fogo
01:12:32Fogo
01:12:40Fogo
01:12:41Fogo
01:12:41Fogo
01:12:41Fogo
01:12:41Fogo
01:12:41Fogo
01:12:41Fogo
01:12:47Fogo
01:12:48Fogo
01:12:49Fogo
01:12:51Fogo
01:12:52Fogo
01:13:06Fogo
01:13:09Fogo
01:13:34Estou salvo
01:13:36Estou salvo
01:13:59São as velas da proteção dos mortos
01:14:04Não, não, não pode ser verdade
01:14:09Tem que ser uma alucinação
01:14:17Não, não, não
01:14:25Não, não, não, não
01:14:28Não, não, não
01:15:06Não, não, não
01:15:23Não, não, não
01:15:46Não, não, não, não
01:15:57Não, não, não
01:16:00Não, não, não
01:16:15Não, não, não
01:16:26Não, não, não
01:16:29Não, não, não
01:16:30Não, não, não
01:17:13Não, não
01:17:14Não, não
01:17:15Não, não
01:17:32Não, não, não
01:17:34Não, não
01:17:44Não, não
01:17:46Não, não
01:18:01Não, não
01:18:03Não, não
01:18:07Não, não
01:18:16Não, não
01:18:30Não, não!
01:18:38Vem, Lira!
01:18:48Não, não!
01:19:12Eles estão mortos, mortos!
01:19:17Eu sei, eu sei!
01:19:21Não, não, não.
01:19:23Tenho que vê-los.
01:19:24Eu tenho que vê-los!
01:19:26Tenho que vê-los.
01:19:29Não, não acredito!
01:19:32Não acredito!
01:19:38Mentira!
01:19:40Mentira!
01:19:42Mentira!
01:19:59Mentira!
01:19:59Mentira!
01:19:59Mentira!
01:19:59Mentira!
01:20:00Não, não, não.
01:20:36Havia muito barulho.
01:20:37Eu tive que tomar coragem e chamar vocês todos.
01:20:40Alguma coisa deve ter acontecido aqui dentro.
01:21:17Alguma coisa deve ter acontecido.
01:21:43Alguma coisa deve ter acontecido.
01:21:54Alguma coisa deve ter acontecido.
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