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  • há 2 dias
Título do livro: No Poder do Espírito
Autor do livro: W. W. Prescott

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Transcrição
00:00No poder do Espírito
00:04Sermão 6
00:06Deus ou César? Qual dos dois?
00:10The Bible Echo 2, 9 e 16 de março de 1896
00:16Pregado em 5 de novembro de 1895
00:21Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como os surpreenderiam em alguma palavra.
00:28E enviaram-lhe discípulos, juntamente com os herodianos, para dizer-lhe
00:34Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus de acordo com a verdade,
00:41sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens.
00:47Diz-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não?
00:54Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu
00:57Por que me experimentais, hipócritas?
01:01Mostrai-me a moeda do tributo.
01:04Trouxeram-lhe um denário e ele lhes perguntou
01:07De quem é esta efígie e inscrição?
01:11Responderam
01:12De César
01:13Então, lhes disse
01:15Daí, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
01:21Ouvindo isto, se admiraram e deixando-o, foram-se.
01:25Mateus 22, de 15 a 22
01:28Os fariseus e herodianos receberam uma resposta completa com essas palavras.
01:33Uma clara distinção foi traçada entre as coisas de Deus e as de César, ou seja, as coisas que pertencem
01:42a Deus, religião, e as coisas que pertencem a César, governo civil.
01:48Não houve qualquer fariseu ou herodiano que tivesse a mínima base para manter sua posição após a resposta de Cristo.
01:57Esse é um bom princípio geral, mas perceba que há coisas nas quais Deus e César estão em parceria.
02:04Que dizer disso?
02:06Não ousaram dizer uma palavra sequer.
02:09Ao Cristo afirmar
02:10Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus, eles se surpreenderam e
02:16se retiraram, porque naquelas poucas palavras, ele havia estabelecido esses eternos princípios da justiça,
02:23Respondendo-lhes de forma tão completa que nada mais havia a ser dito.
02:29Foi anunciado que nesta noite falaríamos um pouco dos males da legislação religiosa.
02:35Deus ou César? Qual dos dois?
02:38Ou males que resultam de leis religiosas que resultam da mistura de Deus com César?
02:46Uma distinção clara
02:49Como princípio básico, quero primeiro fazer uma distinção entre as coisas de Deus e as coisas de César.
02:57César representa o governo civil.
03:00As coisas de César são as que têm que ver com o governo civil.
03:04As coisas de Deus são as que têm que ver com Deus, nossa relação para com Deus, nosso dever para
03:11com Deus e tudo o que pertence a Deus,
03:14como assunto pessoal entre nós e Deus.
03:18Gostaria de apresentar para nossa consideração o contraste entre as coisas de Deus e as coisas de César.
03:25O contraste entre os seus reinos, seus súditos e suas formas de governo.
03:30Por questão de clareza, faremos um simples diagrama descrevendo os domínios de Deus e de César.
03:37Mente, Deus
03:40Corpo, César
03:42Pensamento, Deus
03:44Ação, César
03:46Pecado, Deus
03:49Crime, César
03:51Moral, Deus
03:53Civil, César
03:55Perdão, Deus
03:57Penalidade, César
04:00Amor, Deus
04:02Força, César
04:04Eterno, Deus
04:06Temporal, César
04:10Os dois domínios
04:13Primeiro falaremos sobre cada domínio regido por Deus e César.
04:17Deus em Jesus Cristo rege a mente, César o corpo.
04:23Pensemos nisso por um momento.
04:25Quando Jesus Cristo veio estabelecer seu reino, veio estabelecer algo diferente do que existia.
04:32O poder humano e o reino deste mundo, César, haviam governado o corpo, haviam governado a conduta externa.
04:41Contudo, Jesus Cristo vem então estabelecer um reino dentro de outro, possuindo um reino e súditos, e isso justamente neste
04:50mundo em que está o reino de César.
04:52Podemos dizer que as pessoas estavam, até certo ponto, satisfeitas.
04:57E apesar de nem sempre estarem satisfeitas, era tudo o que César podia fazer para governar o corpo.
05:05Jesus Cristo vem então para estabelecer seu reino na mente, isto é, vem para governar os pensamentos, enquanto César mantém
05:14seu domínio sobre o corpo e rege as ações.
05:17Não estou dizendo com isso que Jesus Cristo não rege as ações, mas sim que se coloca por detrás das
05:24ações, controlando-as por meio dos pensamentos.
05:29Havia leis no mundo, havia a lei de Deus, mas Jesus Cristo veio a fim de mostrar o significado dessa
05:35lei.
05:36Veio para vivê-la em si mesmo e ensiná-la segundo a importância que ela tem para Deus.
05:42Assim, explicou-a como lemos em Mateus 5, onde o próprio Cristo, o mesmo que promulgou a lei no monte
05:51Sinai, agora com sua divindade escondida na humanidade,
05:56sobe ao monte e promulga novamente aquela lei, dando-lhe um significado espiritual.
06:17Esse conceito é expresso de maneira mais ampla em 1 João 3, verso 15.
06:39E Paulo, falando em nome de Cristo, explica que a cobiça é idolatria.
06:441 João 3, verso 15.
06:492 João 3, verso 15.
07:24Essa é a explicação de Cristo sobre a aplicação da lei de Deus.
07:29Não se aplica unicamente às ações externas.
07:33César rege a conduta externa.
07:35Eu posso estar perante um homem, odiá-lo com ódio total e posso dizer isso na frente dele.
07:43Contudo, César não pode me responsabilizar de nada.
07:47César não tem nada a ver com meus sentimentos.
07:50Mas suponhamos que meu ódio se torne em ação e eu passe a agir com violência para com um homem.
07:57César dirá, você deve manter seu ódio dentro de si mesmo, caso contrário, vou chegar e interferir.
08:04No entanto, à vista de Deus, quando odeio meu irmão, sou tão assassino quanto no momento em que lhe tiro
08:12a vida.
08:13É melhor para a sociedade civil que haja leis para restringir as manifestações externas do ódio.
08:19Mas, aos olhos de Deus, já sou assassino quando odeio.
08:25Mas suponhamos que César tentasse impor essa lei do modo como Deus a ilustrou.
08:30Você conseguiria imaginar quantas pessoas ficariam fora da prisão a fim de guardar os que estivessem dentro dela?
08:39Suponha que César entrasse nesta tenda e, tomando a lei de Deus como ele a ilustrou, dissesse,
08:46Estou aqui para prender todos os que já foram assassinos.
08:50Quantas pessoas você acha que ficariam para ouvir o sermão?
08:54Deus em Cristo rege os corações.
08:57E Cristo veio para fazer o que era impossível ao homem fazer.
09:02Reger os próprios pensamentos do coração.
09:05E ele explica que nenhum serviço lhe é aceitável, a menos que seja um serviço feito de coração.
09:13Os fariseus tinham muita religião de fabricação própria.
09:17Gostavam de exibí-la e estavam sempre alardeando-a.
09:21Aproximaram-se de Cristo a fim de exibí-la.
09:24Chegaram perguntando-lhe por que seus discípulos combiam com as mãos por lavar.
09:30Não vou ler o relato, mas Cristo respondeu-lhes, dizendo,
09:34Ouve e entendei, não é o que entra pela boca o que contamina o homem.
09:39Então lhe disse Pedro, explica-nos a parábola.
09:43Jesus, porém, disse, também vós não entendeis ainda?
09:47Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e depois é lançado em lugar escuso?
09:55Mas o que sai da boca vem do coração, e é isto que contamina o homem.
10:00Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
10:10São estas as coisas que contaminam o homem, mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.
10:18O pensamento precede a ação.
10:21Toda a ação exterior é precedida por pensamentos.
10:25Ninguém jamais faz algo que não haja planejado.
10:28Mas suponho que muitos agora estão pensando.
10:32Discordo dessa declaração, porque já fiz coisas que não pretendia fazer.
10:36E as fiz por não pensar.
10:39Quero lhes dizer que a razão de vocês haverem feito sem pensar
10:43é que já haviam feito tantas vezes no passado que de tanto pensar formaram um hábito.
10:50Eu afirmo que todo o ato é precedido de pensamentos,
10:53e que os pensamentos são a própria natureza de seu ser.
10:57É no pensamento mais profundo, no eu interior, que habita o caráter.
11:02A pessoa pode ser impedida mediante formas exteriores de dar vazão a seus sentimentos.
11:09Contudo, pode não passar de um sepulcro caiado.
11:12E se o sepulcro é branqueado por fora,
11:16César não tem nada a dizer.
11:18Ele não pode entrar no templo do coração e controlar os pensamentos.
11:23Jesus Cristo estabelece seu reino na mente.
11:27Seus assuntos constituem os pensamentos do coração,
11:30e ninguém é puro aos olhos de Deus,
11:33a menos que seus próprios pensamentos sejam puros.
11:37Ninguém está livre de transgressão,
11:40a menos que seus próprios pensamentos estejam em harmonia com Deus.
11:44Assim, afirmam as Escrituras,
11:48anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus,
11:53e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.
11:58Isso é religião, e Jesus Cristo pode fazer isso por nós.
12:02Mas quando César procurou invadir o reino da mente,
12:07quando saiu de seu lugar e tentou controlar aquilo que apenas Jesus Cristo pode controlar,
12:13os pensamentos mais íntimos do coração,
12:16então foram escritas com sangue algumas das páginas mais negras da história humana.
12:23Pecados e Crimes
12:26Deus em Cristo Jesus lida com o pecado.
12:30César lida com o crime.
12:32As Escrituras afirmam
12:34o pensamento de tolice é pecado.
12:37Não podemos dizer, no entanto, que seja crime.
12:40Portanto, habitando Jesus Cristo na mente,
12:44regendo os pensamentos,
12:45qualquer coisa contrária aos pensamentos dele é pecado,
12:49e ele lida com o pecado.
12:51Pecado é definido nas Escrituras como transgressão da lei,
12:55e Jesus Cristo em seu reino lida com o pecado.
12:59César não tem nada a ver com o pecado.
13:02É com o crime que ele lida.
13:04Pecado é a transgressão da lei de Deus no pensamento do coração.
13:09Pecado é um desvio da santidade, e a santidade habita no mais profundo do coração.
13:16Qualquer coisa diferente dela é pecado.
13:19César, porém, não pode indagar a respeito disso.
13:23Ele aguarda até que o pensamento se torne um ato exterior contrário à sua lei,
13:28pois enquanto Deus tem uma lei para governar o coração,
13:31César tem uma lei para governar a ação.
13:34Quando alguém transgride a lei de César,
13:37pode ou não haver pecado contra Deus,
13:40mas tal ato é crime.
13:43Deveríamos fazer uma distinção bem cuidadosa entre pecado e crime.
13:48Crime é a transgressão da lei humana.
13:51Pecado é a transgressão da lei de Deus,
13:54conforme explicada por Jesus Cristo.
13:56O pecado pode ou não constituir crime.
14:00A pessoa pode ser uma assassina da pior classe diante de Deus
14:04e não ser culpada de crime.
14:07Eu posso ser uma idólatra quebrando diariamente a lei de Deus
14:11e não ter cometido um único crime sequer.
14:14Posso estar profundamente manchado com o pecado
14:17e não cometer crime algum.
14:21Moralidade e civilidade
14:25O governo de Deus é moral.
14:27O governo de César é civil.
14:30Cristo lida com a moralidade.
14:32Mas precisamos entender o que constitui a moralidade.
14:36Existe um sentido geral da palavra em que dizemos
14:39tal pessoa não é cristã, mas é moral.
14:44Ao considerarmos o sentido estrito da palavra,
14:47significa estar em harmonia com a lei de Deus.
14:51A palavra civil tem que ver com as relações existentes
14:55entre os seres humanos.
14:56A palavra moral, por sua vez,
14:59tem que ver com a relação existente entre o ser humano e Deus.
15:03A pessoa verdadeiramente moral será civil.
15:07Não temos dúvida disso.
15:08E o único propósito do governo civil
15:11é tornar civis aqueles que,
15:13se não fosse por ele, não seriam.
15:15Refiro-me a pessoas que não são governadas
15:19por uma lei suprema de moralidade,
15:21ou seja, pela lei de Deus no coração.
15:25O propósito, o único propósito do governo de César,
15:29constitui não o de conceder direitos aos homens,
15:32é Deus quem os concede,
15:34mas o de proteger os homens em seus direitos dados por Deus.
15:38Nenhum grupo de pessoas pode conferir direitos
15:41a outro grupo de pessoas,
15:43mas podem protegê-las no uso correto dos direitos que já possuem.
15:48Tais direitos lhes pertencem,
15:50são concedidos por Deus.
15:53Se os homens não quiserem ser morais,
15:55César virá com seu poder
15:57e forçará também de maneira apropriada
16:00aqueles que não querem ser morais
16:02a ser civis.
16:03A conduta externa constitui a civilidade,
16:07a conduta interna constitui a moralidade.
16:10Deus habita no coração,
16:12fazendo dos homens morais
16:14ao conferir-lhes o seu caráter moral.
16:16Mas César não consegue fazer isso.
16:19Ele é incapaz de entrar na mente
16:22e ver quando os homens estão cometendo o pecado.
16:25Tudo o que é capaz de fazer
16:26é olhar para o corpo
16:28e ver se o homem está ou não cometendo um crime,
16:31tornando-se visos que não querem ser morais.
16:36Perdão e penalidade
16:38Em seu governo,
16:40Deus, por meio de Cristo,
16:42concede o perdão.
16:43César não conhece o perdão.
16:46Conhece unicamente a penalidade.
16:49A pessoa peca contra Deus,
16:52peca ao longo da vida inteira,
16:54mas vê Cristo exaltado
16:56e ouve a promessa.
16:57Se confessarmos os nossos pecados,
16:59Ele é fiel e justo
17:01para nos perdoar os pecados
17:03e nos purificar de toda injustiça.
17:07Ela aceita a promessa
17:08e naquele exato momento
17:10seu pecado é perdoado.
17:12O peso do crime
17:13é completamente removido
17:15e ela permanece diante de Deus
17:17como se nunca houvesse cometido
17:19algum pecado na vida.
17:21Mas se a pessoa cometer um crime,
17:23pode se arrepender o quanto quiser
17:26e confessar sua culpa a César.
17:28Mas César declara
17:30Acerte isto com seu Criador.
17:32Não sei de nada além da penalidade.
17:35Se introduzíssemos no governo civil
17:37os princípios que Deus usa em seu reino,
17:40teríamos uma completa confusão.
17:43Observe estes princípios.
17:45Então Pedro, aproximando-se,
17:48lhe perguntou
17:49Senhor,
17:50até quantas vezes meu irmão
17:52pecará contra mim
17:53que eu lhe perdoe?
17:55Até sete vezes?
17:58Respondeu-lhe Jesus
17:59Não te digo que até sete vezes,
18:02mas até setenta vezes sete.
18:05Acautelai-vos.
18:06Se teu irmão pecar contra ti,
18:08repreende-o.
18:09Se ele se arrepender,
18:12perdoa-lhe.
18:12Se por sete vezes no dia
18:15pecar contra ti
18:17e sete vezes vier ter contigo,
18:19dizendo
18:20Estou arrependido,
18:21perdoa-lhe.
18:23Vamos supor que fôssemos
18:25aplicar estes princípios
18:26ao governo civil.
18:28Aqui está um homem preso
18:29por roubo de cavalo.
18:31Ele é trazido perante o juiz e diz
18:33Estou muito arrependido
18:35e a Bíblia diz
18:36que você precisa perdoar.
18:38O juiz declara
18:39Você está perdoado.
18:42E ele vai,
18:43rouba outro cavalo
18:44e é trazido de volta
18:45e novamente perdoado.
18:47E repete isso sete vezes.
18:49Como você acha
18:51que o juiz se sentirá?
18:53Imagino que quando chegar
18:54a sétima vez,
18:55pensará que houve
18:56algum erro com a lei.
18:58Esses princípios
18:59que constituem a própria glória
19:01do governo moral de Deus,
19:03a própria glória de seu caráter,
19:05não podemos aplicar
19:06ao governo de César.
19:08Deus perdoa
19:10até mesmo setenta vezes sete
19:12e o faz por nós
19:14graças a Deus.
19:15Mas estes princípios
19:16não se encaixam aqui.
19:18São destinados
19:19a um reino diferente.
19:20Deus,
19:21ao entregar
19:22seu filho,
19:23tomou medidas
19:24para que possa exercer
19:25o perdão
19:26e ainda assim
19:27manter o caráter
19:28de sua lei.
19:29Pelo sacrifício
19:30de Jesus Cristo,
19:32Deus preservou
19:33o caráter
19:34de seu governo,
19:35mantendo a lei
19:36em seu devido lugar.
19:38Contudo,
19:38oferece perdão
19:40a todos os que creem
19:41em seu filho,
19:42por sua maravilhosa provisão,
19:45a fim de manter
19:46a estabilidade
19:47de seu governo.
19:49Sua lei
19:49não é lançada
19:50em descrédito
19:51quando alguém
19:52que a quebrou
19:52vez após vez
19:54volta e diz
19:55estou arrependido.
19:58Concedendo o perdão,
19:59o governo civil
20:00traria um colapso
20:01a todo o sistema
20:02de governo.
20:03Deus, porém,
20:04mantém sua lei
20:05em seu devido lugar
20:06e ainda perdoa
20:08a todos os que
20:09se arrependem.
20:11Amor e força
20:14Para exercer
20:15seu governo
20:16na terra,
20:16Deus usa o amor
20:18e o amor
20:19apenas como
20:20seu poder.
20:21César, porém,
20:23nada sabe
20:23do poder do amor
20:24e usa apenas
20:25a força.
20:26Em Jeremias,
20:27capítulo 31,
20:28verso 3,
20:29Deus diz,
20:30Com amor eterno
20:31eu te amei.
20:32e em Romanos,
20:33capítulo 2,
20:34verso 4,
20:35lemos,
20:35Ou desprezas
20:37a riqueza
20:37da sua bondade,
20:38ignorando que
20:39a bondade de Deus
20:41é que te conduz
20:42ao arrependimento.
20:43Deus amou
20:44ao mundo
20:45de tal maneira
20:46que deu
20:47seu filho
20:47unigênito.
20:49Ele depende
20:50completa
20:50e unicamente
20:51do poder
20:52daquele amor
20:53em Jesus Cristo
20:54para convencer
20:55os homens
20:55a se submeterem
20:57a ele.
20:57A maioria
20:59dos homens
20:59quando morre
21:00perde seu reino
21:01e perde o controle
21:02de seus súditos.
21:04Jesus Cristo,
21:05rei de Israel,
21:06ganhou tanto
21:07seu reino
21:08quanto seus seguidores
21:09ao morrer.
21:10E assim
21:11é do amor
21:12de Deus
21:12em Jesus Cristo
21:13que Deus depende.
21:15E apesar
21:16de haver sido
21:17acusado
21:17de exercer
21:18um governo
21:19arbitrário,
21:20ainda assim
21:21ele espera
21:21e aguarda
21:22e mostra
21:23seu amor
21:24vez após vez
21:25a fim de atrair
21:26os homens
21:27a si mesmo.
21:28Mas não força
21:30ninguém.
21:30Ele concede
21:31a cada um
21:32a liberdade
21:33de escolha
21:34para escolhê-lo
21:35ou rejeitá-lo.
21:36Se a pessoa
21:37disser
21:37não quero
21:38que este reine
21:39sobre mim,
21:40Deus não
21:41reinará
21:42sobre ele.
21:43Esse é o método
21:44de governo
21:45de Deus.
21:46Mas César
21:47desconhece
21:48tal governo.
21:49Ele simplesmente
21:50controla o corpo.
21:51Quando o pensamento
21:52torna-se ação,
21:54César toma
21:55o corpo
21:55e o subjulga,
21:56de modo que a pessoa
21:57não tenha mais
21:58oportunidade
21:59de continuar
22:00a expressar
22:01seu pensamento.
22:02Essa pessoa,
22:03porém,
22:03mesmo estando
22:04presa no calabouço,
22:05pode continuar
22:06pecando
22:07contra Deus
22:08a cada fôlego.
22:10César nada
22:11pode fazer
22:12a esse respeito.
22:13Pode impedir
22:14que a pessoa
22:15expresse seus pensamentos
22:16de maneira
22:17a ferir
22:17seus semelhantes,
22:19mas Deus enxerga
22:20através de paredes
22:21e ferrulhos
22:22e contempla
22:23o coração.
22:24E à vista
22:25de Deus,
22:26tal pessoa
22:26ainda é pecadora,
22:28apesar de estar
22:30presa
22:30e impedida
22:31de se manifestar
22:32pelo poder
22:33da espada.
22:36Coisas temporais
22:37e coisas eternas.
22:41Além disso,
22:42Deus lida com coisas
22:43que são eternas.
22:44César com coisas
22:46que são temporais.
22:47O próprio Deus
22:48é eterno.
22:49O Deus eterno
22:51é a tua habitação
22:52e por baixo
22:53de ti
22:53estende
22:54os braços
22:55eternos.
22:56Foi através
22:57do Espírito
22:57eterno
22:58que Cristo
22:59se ofereceu
22:59por nós.
23:00A vida
23:01eterna
23:01é a recompensa
23:02que ele
23:03nos aponta.
23:04César nada
23:05sabe dessas
23:06coisas.
23:07Não se espera
23:08que ele saiba
23:08se a pessoa
23:09está na estrada
23:10para o céu
23:10ou para o inferno.
23:12Não se espera
23:13que ele pergunte
23:14para onde a pessoa
23:15quer ir no futuro.
23:17Tudo o que ele
23:17precisa indagar
23:19é
23:19o que você
23:20está fazendo
23:21hoje.
23:21A punição
23:22infligida por César
23:24não tem nada
23:24a ver com a eternidade.
23:26Ele simplesmente
23:27lida com dádivas
23:28temporais,
23:29punições temporais,
23:31recompensas temporais
23:33e nada mais.
23:34Então,
23:35temos o contraste.
23:36Deus em Cristo
23:37lida com a mente,
23:39César com o corpo.
23:41Deus lida
23:41com os pensamentos,
23:43César com as ações.
23:45Deus lida
23:45com o pecado,
23:47César com o crime.
23:48Deus lida
23:50com a moral,
23:51César com coisas civis.
23:53Deus concede
23:54o perdão,
23:55César impõe
23:56a punição.
23:57Deus usa
23:58o amor,
23:59César a força.
24:01Deus cuida
24:02das coisas eternas,
24:04César das coisas
24:05temporais.
24:06Estas são
24:07distinções
24:08muito bem
24:09definidas.
24:11as autoridades
24:12constituídas.
24:15Mas, porventura,
24:16não é verdade
24:17que as autoridades
24:18que existem
24:19são instituídas
24:20por Deus?
24:22Certamente.
24:23Diz o apóstolo
24:24Paulo,
24:25todo homem
24:26esteja sujeito
24:27às autoridades
24:28superiores.
24:29Perceba cuidadosamente
24:30cada palavra,
24:32pois cada uma
24:33tem um significado.
24:34se a menção
24:35é apenas
24:36a autoridades
24:37superiores,
24:38existe algo
24:39além delas.
24:40Porque não há
24:40autoridade
24:41que não proceda
24:42de Deus
24:42e as autoridades
24:44que existem
24:44foram por ele
24:45instituídas.
24:47Vemos, portanto,
24:48que é por instituição
24:50divina
24:50que haja
24:51governos civis
24:52na Terra.
24:53E devemos
24:54prestar obediência
24:55a esses governos.
24:56Mas,
24:57você pode dizer,
24:58então,
24:58qual é o problema?
25:00Não há problema
25:01algum,
25:01desde que se considere
25:03o outro direito
25:04que acompanha
25:04esse.
25:05Dai,
25:06pois,
25:06a César
25:07o que é de César
25:08e a Deus
25:08o que é de Deus.
25:10A própria ideia
25:11de um governo civil
25:12provém de Deus.
25:14Foi ele
25:15que ordenou
25:15governos civis
25:17sobre este
25:17domínio terreno.
25:19Contudo,
25:20não cabe ao
25:20domínio terreno
25:21reinar sobre
25:22o domínio divino.
25:24Deus traçou
25:25uma linha
25:25de separação
25:26entre os dois
25:27domínios
25:28e ordenou
25:29que as autoridades
25:30que existem
25:31governem
25:31sobre as coisas
25:32civis
25:33e deixem
25:34que ele
25:34governe
25:35as coisas
25:35morais.
25:37Quando César
25:38limita
25:38suas ações
25:39para agir
25:40somente
25:40em sua esfera,
25:41Deus ordena
25:42que todo cristão
25:43seja obediente.
25:45Essa atitude
25:46é parte integrante
25:47do cristianismo.
25:48Ninguém
25:49deve ser
25:50mais leal
25:50ao governo
25:51civil
25:51quando este
25:52se limita
25:53à esfera
25:54ordenada por Deus
25:55do que o cristão.
25:56Ele deveria
25:57ser o cidadão
25:58modelo.
25:59Quando,
26:00porém,
26:01César
26:01tenta se colocar
26:02no lugar
26:03de Deus,
26:03faz um péssimo
26:04serviço.
26:05Não pode
26:06tomar o lugar
26:07de Deus.
26:08O Senhor
26:09declara,
26:10fique onde
26:10eu o coloquei
26:12e ordenarei
26:13que todos
26:13os meus seguidores
26:14lhe obedeçam,
26:16mas não invada
26:17meu domínio,
26:18porque você não é
26:19uma extensão
26:20do meu governo.
26:21Fique na sua
26:22esfera
26:23e terá todos
26:24os meus súditos
26:25como seus súditos.
26:27Porém,
26:28se invadir
26:28meu domínio,
26:29irá arruinar
26:30tanto
26:30os seus súditos
26:31como os meus.
26:33Deus deixou
26:34esse ponto
26:35muito claro.
26:36Vamos buscar
26:37as instruções
26:38nas Escrituras.
26:40Os três hebreus
26:41e a fornalha ardente.
26:44O reino
26:45Nabucodonosor
26:46construiu
26:46uma grande
26:47imagem de ouro
26:48e a erigiu
26:49na planície
26:50de Dura.
26:51Fez uma proclamação
26:52convocando os príncipes,
26:54os capitães,
26:54os governantes
26:55e os súditos
26:56do reino
26:57para a dedicação
26:58da imagem.
26:59Ao soar
27:00da música,
27:01todos deveriam
27:02se curvar
27:02e adorar
27:03a imagem,
27:04o que na verdade
27:05significaria
27:05adorar o próprio
27:07Nabucodonosor.
27:08Este havia
27:09tido uma visão
27:10em que pôde
27:11observar uma imagem
27:12cuja cabeça
27:13era de ouro,
27:14representando ele mesmo.
27:16Foi por essa razão
27:17que ele construiu
27:18uma imagem
27:19toda de ouro
27:20e a erigiu
27:21como representação
27:23de si mesmo.
27:24Estavam ali
27:25três homens
27:26cativos judeus
27:27que Nabucodonosor
27:28havia escolhido.
27:29Ao ouvir-se
27:30o som da música
27:31e a multidão
27:32se curvar,
27:33aqueles três homens
27:34ficaram em pé
27:35e isso foi
27:36denunciado ao rei.
27:38Ele ficou furioso
27:39e mandou trazer
27:40os homens
27:40diante dele,
27:41dizendo-lhes,
27:42É verdade,
27:43ó Sadraque,
27:44Mesaque e Abednego,
27:45que vós não serves
27:47a meus deuses
27:48nem adorais
27:49a imagem de ouro
27:50que levantei?
27:51Agora,
27:52pois,
27:52estáis dispostos
27:54e quando ouvirdes
27:54o som da trombeta,
27:55do pífaro,
27:56da cítara,
27:57da harpa,
27:58do saltério,
27:59da gaita de foles,
28:00prostrai-vos
28:01e adorai
28:02a imagem que fiz.
28:03Porém,
28:04se não a adorardes,
28:06sereis no mesmo instante
28:07lançados
28:08na fornalha
28:09de fogo ardente.
28:10E quem é o Deus
28:12que vos poderá
28:13livrar das minhas mãos?
28:15Responderam
28:15Sadraque,
28:16Mesaque
28:17e Abednego
28:17ao rei.
28:18Ó Nabucodonosor,
28:21quanto a isto
28:21não necessitamos
28:22de responder.
28:23Se o nosso Deus
28:24a quem servimos
28:25quer livrar-nos,
28:27ele nos livrará
28:28da fornalha
28:28de fogo ardente
28:29e das tuas mãos,
28:31ó rei.
28:31Se não,
28:32fica sabendo,
28:33ó rei,
28:33que não serviremos
28:35a teus deuses
28:35nem adoraremos
28:37a imagem de ouro
28:38que levantaste.
28:40Com essa resposta,
28:42Nabucodonosor
28:43cirou grandemente
28:44e ordenou
28:45que a fornalha
28:45fosse aquecida
28:46sete vezes
28:47mais do que o normal
28:49e que os três homens
28:50fossem lançados nela.
28:52Ora,
28:53disse ele,
28:54eu sou Nabucodonosor,
28:56rei da Babilônia.
28:57O próprio Deus
28:58me instituiu.
28:59Que direito
29:00estes homens têm
29:01de me desobedecer?
29:03E temos
29:04a profecia
29:05sobre Nabucodonosor
29:06em Jeremias 27,
29:08de 5 a 7.
29:09Eu fiz a terra,
29:11o homem e os animais
29:12que estão
29:12sobre a face
29:13da terra
29:14com o meu grande poder
29:16e com o meu braço
29:17estendido
29:17e os dou
29:18àquele
29:19a quem for justo.
29:21Agora,
29:22eu entregarei
29:23todas estas terras
29:24ao poder
29:24de Nabucodonosor,
29:26rei de Babilônia,
29:27meu servo,
29:28e também lhe dei
29:29os animais do campo
29:30para que o sirvam.
29:32Todas as nações
29:33servirão a ele
29:34e a seu filho
29:35e ao filho
29:35de seu filho,
29:36até que também
29:37chegue a vez
29:38da sua própria terra
29:40quando muitas nações
29:41e grandes reis
29:42o fizerem
29:43seu escravo.
29:44O relato
29:45continua,
29:46afirmando que
29:47Nabucodonosor
29:48ordenou aos homens
29:49mais poderosos
29:50que estavam
29:51no seu exército
29:52que atassem
29:53a Sadraque,
29:54Mesaque e Abednego
29:55e os lançassem
29:56na fornalha
29:57de fogo ardente.
29:59Então,
30:00estes homens
30:00foram atados
30:01com seus mantos,
30:03suas túnicas
30:04e chapéus
30:04e suas outras roupas
30:06e foram lançados
30:07na fornalha
30:08sobremaneira acesa.
30:10Porque a palavra
30:11do rei
30:12era urgente
30:12e a fornalha
30:14estava sobremaneira acesa,
30:16as chamas do fogo
30:17mataram os homens
30:18que lançaram
30:19de cima
30:19para dentro
30:20a Sadraque,
30:21Mesaque e Abednego.
30:23Estes três homens
30:25Sadraque,
30:25Mesaque e Abednego
30:26caíram atados
30:28dentro da fornalha
30:29sobremaneira acesa.
30:31Então,
30:32o rei Nabucodonosor
30:33se espantou
30:34e se levantou depressa
30:36e disse
30:36aos seus conselheiros,
30:37não lançamos nós
30:39três homens
30:40atados
30:40dentro do fogo?
30:43Responderam ao rei,
30:44é verdade,
30:45o rei.
30:46Tornou ele
30:47e disse
30:47Eu, porém,
30:48vejo quatro homens
30:49soltos
30:50que andam passeando
30:51dentro do fogo
30:52sem nenhum dano
30:54e o aspecto
30:55do quarto
30:55é semelhante
30:56a um filho
30:56dos deuses.
30:58Então,
30:59se chegou
30:59Nabucodonosor
31:00à porta
31:01da fornalha
31:02sobremaneira acesa
31:03falou e disse
31:04Sadraque,
31:06Mesaque e Abednego
31:07servos do Deus
31:09Altíssimo
31:09saí e vinde.
31:11Então,
31:12Sadraque,
31:13Mesaque e Abednego
31:14saíram do meio
31:15do fogo.
31:16Ajuntaram-se
31:17os sátrapas,
31:18os prefeitos,
31:19os governadores
31:20e conselheiros
31:20do rei
31:21e viram que o fogo
31:23não teve poder algum
31:24sobre os corpos
31:25destes homens.
31:26Nem foram
31:27chamuscados
31:28os cabelos
31:29da sua cabeça,
31:30nem os seus mantos
31:31se mudaram,
31:32nem cheiro de fogo
31:33passava sobre eles.
31:36A lição
31:38Qual era
31:39a lição
31:40para o rei?
31:41Deus estava
31:42dizendo
31:43a Nabucodonosor,
31:44Você está
31:45fora de seu lugar.
31:47Você é
31:47meu servo.
31:48Eu lhe dei
31:49autoridade,
31:50mas não para ser
31:51exercida
31:52sobre o meu
31:52domínio,
31:53a minha
31:54jurisdição.
31:55Qualquer ordem
31:56que for contrária
31:57à minha ordem,
31:58eu a
31:59transtornarei.
32:00Essa lição
32:01é para nós
32:02hoje.
32:03Quando César
32:04sai do seu lugar
32:05e rompe a linha
32:06que divide as coisas civis
32:07das coisas morais,
32:09Deus diz,
32:10Volte
32:11para o seu lugar.
32:14O Império
32:14Medo-Pérsia
32:16sucedeu
32:17ao Império
32:17Babilônico.
32:20Como havia
32:21sido profetizado
32:22Nabucodonosor,
32:23seu filho
32:23e seus netos
32:24reinaram
32:25sobre o Império.
32:26O relato
32:27se encontra
32:28em Daniel
32:28capítulo 5.
32:30O rei
32:31Belsazar
32:31deu um grande
32:32banquete
32:32a mil
32:33dos seus grandes
32:34e bebeu
32:35vinho
32:35na presença
32:36dos mil.
32:37Belsazar
32:38ordenou então
32:38que trouxessem
32:39os vasos
32:40de ouro
32:40e prata
32:41que seu avô
32:41havia tomado
32:42do templo
32:43de Deus.
32:43E enquanto
32:44ocorria
32:45a festa
32:46surgiu
32:46uma mão
32:47não humana
32:48e escreveu
32:49na parede.
32:50Belsazar
32:51começou a tremer
32:51e mandou chamar
32:52seus sábios
32:53para que lessem
32:54a escrita.
32:55Porém,
32:56não houve entre eles
32:57quem a pudesse ler.
32:59Então lhe contaram
33:00de alguém
33:01que a pedido
33:01de seu avô
33:02havia interpretado
33:04uma visão.
33:04Ele mandou
33:05chamá-lo.
33:06Daniel então
33:07foi introduzido
33:08na presença
33:09do rei.
33:09O relato
33:11continua.
33:12Esta, pois,
33:13é a escritura
33:14que se traçou.
33:15Mene, Mene,
33:16Tekel e Parzim.
33:18Esta é a interpretação
33:20daquilo.
33:21Mene,
33:22contou Deus
33:23o teu reino
33:24e deu cabo dele.
33:25Tekel,
33:27pesado foste
33:27na balança
33:28e achado em volta.
33:29Pérez,
33:31dividido foi
33:32o teu reino
33:32e dado
33:33aos medos
33:34e aos persas.
33:35Então mandou
33:36Belsazar
33:37que vestissem
33:38Daniel de púrpura
33:39e lhe pusessem
33:40cadeia de ouro
33:41ao pescoço
33:42e proclamassem
33:43que passaria
33:43a ser o terceiro
33:45no governo
33:45de seu reino.
33:46Naquela mesma noite
33:48foi morto
33:49Belsazar,
33:50rei dos caldeus,
33:51e Dario,
33:52Medo,
33:53com cerca
33:53de sessenta e dois
33:54anos,
33:55se apoderou
33:56do reino.
33:56Deus havia suscitado
33:59esse novo reino.
34:00Em Isaías,
34:01capítulo 21,
34:02verso 2,
34:03podemos ler
34:03a profecia
34:04acerca da queda
34:05de Babilônia.
34:07Dura visão
34:08me foi anunciada,
34:09o pérfido
34:10procede
34:11perfidamente
34:11e o destruidor
34:13anda destruindo.
34:15Sobe,
34:16ó Elão,
34:17sitia,
34:17ó Média.
34:18Estava na providência
34:20de Deus
34:20que Babilônia
34:21caísse.
34:22Na história
34:23desse reino
34:23temos outra lição.
34:26Daniel
34:27na cova
34:28dos leões
34:29Depois que Dario
34:31tomou o reino,
34:32vemos que Daniel
34:33continuou tendo
34:34a primazia
34:35acima dos outros
34:36príncipes
34:37e veio a ser
34:38o primeiro
34:39ministro do reino.
34:40É claro
34:41que isso
34:42suscitou inveja
34:43e os homens
34:44passaram a maquinar
34:45como tomar
34:46sua posição.
34:47Dirigiram-se,
34:48pois,
34:49ao rei Dario
34:49e disseram,
34:50ó rei Dario,
34:52vive eternamente.
34:54todos os presidentes
34:55do reino,
34:56os prefeitos
34:57e sátrapas,
34:58conselheiros
34:59e governadores
35:00concordaram
35:01em que o rei
35:02estabeleça um decreto
35:03e faça firme
35:04o interdito
35:05que todo homem
35:07que por espaço
35:07de trinta dias
35:09fizer petição
35:10a qualquer Deus
35:11ou qualquer homem
35:12e não a ti,
35:14ó rei,
35:15seja lançado
35:15na cova dos leões.
35:17Agora,
35:18pois,
35:18ó rei,
35:19sanciona o interdito
35:20e assina a escritura
35:22para que não seja mudada
35:24segundo a lei
35:25dos medos
35:25e dos persas
35:26que se não pode
35:28revogar.
35:29Por esta causa
35:30o rei Dario
35:31assinou a escritura
35:32e o interdito.
35:33Danião,
35:34pois,
35:34quando soube
35:35que a escritura
35:36estava assinada,
35:37entrou em sua casa
35:38e em cima
35:39no seu quarto,
35:40onde havia janelas
35:41abertas
35:42do lado de Jerusalém,
35:44três vezes por dia
35:45se punha de joelhos
35:47e orava
35:48e dava graças
35:49diante do seu Deus
35:50como costumava fazer.
35:53Ele tinha o costume
35:54de orar
35:54três vezes ao dia
35:56e quando o rei Dario
35:57lhe proibiu
35:58de orar a Deus,
35:59Daniel não se importou
36:01com isto.
36:02Não fechou a janela
36:03e se assentou
36:04na poltrona
36:05para que não soubessem
36:06se estava orando
36:07ou não.
36:08Em vez disso,
36:09ajoelhou-se
36:10e orou
36:11como de costume.
36:13Finalmente,
36:13esses homens
36:14tinham em mãos
36:15o que queriam.
36:16Escutaram Daniel
36:17a orar.
36:18Sem dúvida,
36:19já o tinham
36:20escutado antes,
36:21mas era nessa
36:22recente oração
36:23que tinham interesse.
36:25Dirigiram-se
36:26ao rei
36:26e disseram,
36:27Esse Daniel
36:28que é dos exilados
36:29de Judá
36:30não faz caso
36:31de ti,
36:32ó rei,
36:32nem do interdito
36:33que assinaste.
36:34Antes,
36:35três vezes por dia
36:36faz a sua oração.
36:38Tendo o rei
36:39ouvido estas coisas,
36:41ficou muito penalizado
36:43e determinou
36:43consigo mesmo
36:44livrar a Daniel
36:46e até ao pôr do sol
36:47se empenhou
36:48por salvá-lo.
36:49Então aqueles homens
36:51foram juntos
36:51ao rei
36:52e lhe disseram,
36:53Sabe,
36:54ó rei,
36:55que é lei
36:56dos medos
36:56e dos persas
36:57que nenhum interdito
36:58ou decreto
36:59que o rei sancione
37:00se pode mudar.
37:02Então o rei
37:03ordenou
37:04que trouxessem
37:04a Daniel
37:05e o lançassem
37:06na cova dos leões.
37:08Disse o rei
37:09a Daniel,
37:10O teu Deus,
37:11a quem tu
37:11continuamente serves,
37:14que ele te livre.
37:15Foi trazida
37:16uma pedra
37:17e posta
37:17sobre a boca
37:18da cova.
37:19Selou-a o rei
37:20com seu próprio anel
37:22e com um dos seus grandes
37:23para que nada
37:24se mudasse
37:25a respeito
37:25de Daniel.
37:26Então o rei
37:28se dirigiu
37:28para seu palácio,
37:29passou a noite
37:30em jejum
37:31e não deixou
37:32trazer à sua presença
37:33instrumentos de música
37:35e fugiu dele
37:36o sono.
37:37Pela manhã,
37:38ao romper do dia,
37:40levantou-se o rei
37:41e foi com pressa
37:42à cova dos leões.
37:44Chegando-se ele
37:45à cova,
37:46chamou-o por Daniel
37:47com voz triste.
37:49Disse o rei
37:49a Daniel,
37:50Daniel,
37:51servo do Deus vivo,
37:53dá-se-ia o caso
37:54que o teu Deus,
37:55a quem tu
37:56continuamente serves,
37:58tenha podido
37:58livrar-te
37:59dos leões?
38:00Então Daniel
38:01falou ao rei,
38:02Ó rei,
38:03vive eternamente.
38:05O meu Deus
38:06enviou o seu anjo
38:07e fechou a boca
38:08aos leões,
38:09para que não
38:10me fizessem dano,
38:11porque foi achada
38:12em mim
38:13inocência
38:13diante dele.
38:14Também contra ti,
38:16ó rei,
38:16não cometi
38:17delito algum.
38:19Quê?
38:20Não havia ele
38:21quebrado a lei?
38:22Sim,
38:23mas o rei
38:24tinha entrado
38:25num campo
38:25indevido
38:26e, portanto,
38:27não constituía
38:28uma ofensa
38:29contrariá-lo.
38:30E foi isso
38:31que Deus mostrou.
38:32Qual é a lição?
38:34Deus estava dizendo,
38:36César,
38:37não entre
38:38e em meu território.
38:39Fique do seu lado
38:40da cerca.
38:41No minuto
38:42em que você invade
38:43aqui,
38:44dou aos meus súditos
38:45o direito
38:46de desobedecer-lhe.
38:48Vou vindicá-los
38:49nisso.
38:50E foi isso
38:51que ele fez.
38:52Assim,
38:53a disputa
38:53entre as ingerências
38:54do governo civil
38:55no domínio
38:56de Deus
38:57e a fidelidade
38:58de Deus
38:58prosseguiu
38:59até que veio
39:00Jesus Cristo.
39:01Nessa época,
39:03o Império Romano
39:04dominava o mundo.
39:05Referindo-se a isso,
39:07Macaulay afirma,
39:08foi a mais sublime
39:09encarnação
39:10do poder.
39:11Um monumento,
39:13o maior e mais
39:14poderoso império
39:15já construído
39:16por mãos humanas,
39:17ao qual foi permitido
39:19aparecer
39:19neste planeta.
39:21Quando veio
39:22Jesus Cristo,
39:23toda a atenção
39:23que lhe foi dada
39:24se resumiu
39:25a anotar
39:26seu nome
39:26e cobrar-lhe
39:27o imposto devido,
39:28assim como
39:29o faziam com o gado.
39:31Mas ele tinha
39:32uma missão
39:33neste mundo,
39:34que era trazer
39:35liberdade
39:35à mente,
39:36liberdade
39:37ao pensamento,
39:39libertar os cativos
39:40que estavam presos
39:41pelo poder do pecado.
39:43Estava encarregado
39:44de apresentar
39:45o caráter de Deus
39:46e anunciar
39:47o reino de Deus.
39:49Podemos ler
39:50acerca disso
39:50logo no primeiro
39:51capítulo de Marcos.
39:53depois de João
39:54ter sido preso
39:55foi Jesus
39:56para a Galileia
39:57pregando
39:58o evangelho
39:59de Deus
39:59dizendo
40:00O tempo
40:01está cumprido
40:02e o reino
40:03de Deus
40:03está próximo.
40:04Arrependei-vos
40:05e crede
40:06no evangelho.
40:07O império romano
40:09tinha muitos deuses
40:10e muitos senhores,
40:11mas o Deus
40:12que se sobrepunha
40:13a todos
40:14era o próprio
40:14Estado romano.
40:16O povo
40:17considerava
40:18César,
40:18o líder do governo,
40:20como alguém divino
40:21e o adoravam
40:22como a própria
40:23encarnação
40:24do governo.
40:26Raciocinavam
40:27assim.
40:27Roma conquistou
40:29o mundo.
40:29Os deuses
40:30de Roma
40:31o fizeram
40:31e o principal
40:32dentre eles
40:33é o Estado romano.
40:35A religião
40:36deles
40:36não era
40:36simples teoria,
40:37era extremamente
40:39prática.
40:40A esse respeito
40:41quero tirar
40:41alguns momentos
40:42para ler
40:44um breve relato
40:45escrito
40:45pelo historiador
40:46Gibbon.
40:47A religião
40:48das nações
40:49não constituía
40:50mera doutrina
40:51especulante.
40:52professada
40:53nas escolas
40:54ou pregada
40:55nos templos.
40:55As inumeráveis
40:57deidades
40:57e ritos
40:58do politeísmo
40:59estavam
41:00intimamente
41:00ligados
41:01a todas
41:01as circunstâncias
41:03de negócios
41:03ou prazeres
41:04da vida
41:05pública
41:05ou privada
41:06e parecia
41:07impossível
41:08escapar
41:09da sua
41:09observância
41:10sem ao mesmo
41:11tempo
41:11renunciar
41:12ao comércio
41:12humano
41:13e a todas
41:14as funções
41:15e entretenimentos
41:16da sociedade.
41:17Os espetáculos
41:18públicos
41:19constituíam
41:20parte essencial
41:21da prazenteira
41:22devoção
41:22dos pagãos
41:23e cumpria
41:24aos deuses
41:25aceitar
41:26como a mais
41:27grata
41:27das oferendas
41:28os jogos
41:29que o príncipe
41:30e o povo
41:30celebravam
41:31em honra
41:32de seus
41:32festivais
41:33peculiares.
41:34O cristão
41:35que com piedoso
41:36horror
41:37evitava
41:38a abominação
41:39do circo
41:39ou do teatro
41:40via-se cercado
41:42de armadilhas
41:42infernais
41:43em todos
41:44os entretenimentos
41:45em seu convívio
41:47cada vez
41:47que seus inimigos
41:48invocando os
41:49deuses
41:50da hospitalidade
41:51vertiam
41:52libações
41:53à felicidade
41:54uns dos outros.
41:55Quando a noiva
41:56resistindo
41:57com relutância
41:58bem notável
41:59era forçada
42:01nos ritos
42:01matrimoniais
42:02a transpor
42:03o umbral
42:03de sua nova
42:04habitação
42:05ou quando
42:06a melancólica
42:07procissão
42:08avançava
42:08a passos lentos
42:10em direção
42:10à pira funerária
42:12nessas interessantes
42:13ocasiões
42:14o cristão
42:14se via obrigado
42:15a abandonar
42:16as pessoas
42:17que lhe eram
42:18mais queridas
42:19para não receber
42:20a culpa inerente
42:21a tais
42:22cerimônias
42:22religiosas.
42:24Toda
42:25ocupação
42:25ou arte
42:26que tivesse
42:27o mínimo
42:27a ver
42:28com a construção
42:29e ornamentação
42:30de ídolos
42:31trazia o estigma
42:32da idolatria.
42:34As tentações
42:35perigosas
42:35que de todos os lados
42:37se escondiam
42:37em uma emboscada
42:39para surpreender
42:40o crente
42:40descuidado
42:41o assaltavam
42:43com violência
42:44redobrada
42:44nos dias
42:45de solenidades.
42:47Tão
42:48ardilosamente
42:49foram elas
42:50acomodadas
42:50e distribuídas
42:51no decorrer
42:52do ano
42:53que as superstições
42:54sempre se revestiam
42:56da aparência
42:56de prazer
42:57e virtude.
42:58Nos dias
42:59de festividades
43:00populares
43:01era costume
43:02dos anciãos
43:03adornar
43:03suas portas
43:04com lamparinas
43:05e ramos
43:06de laurel
43:07e coroar
43:08suas cabeças
43:08com grinaldos
43:09de flores.
43:11Essa prática
43:11inocente
43:12e elegante
43:13era tolerada
43:14como mera
43:15instituição
43:16civil.
43:17Mas,
43:18infelizmente,
43:19acontecia
43:20que as portas
43:20ficavam
43:21sob a proteção
43:22dos deuses
43:23guardiões
43:23e o laurel
43:25era sagrado
43:25ao amante
43:26de Daphne.
43:28Quanto a grinaldo
43:29de flores,
43:30apesar de frequentemente
43:31usada como símbolo
43:32tanto de alegria
43:33quanto de luto,
43:35havia em sua origem primária
43:36sido dedicada
43:38ao serviço
43:39da superstição.
43:40Os cristãos
43:41tementes
43:42que eram
43:42persuadidos
43:43nessas circunstâncias,
43:45a condescender
43:46com os costumes
43:47de seus pais
43:48e com as ordens
43:49dos magistrados,
43:51labutavam
43:52sob deprimente
43:53apreensão
43:53pela reprovação
43:55de sua própria
43:55consciência,
43:56pelas censuras
43:58da igreja
43:58e pela ameaça
44:00da vingança
44:00divina.
44:01E assim,
44:02os cristãos
44:03mal podiam
44:04se mexer.
44:05Não podiam
44:05ir ao funeral
44:06ou ao casamento
44:07de algum amigo
44:08devido às práticas
44:10idólatras
44:10ligadas a essas
44:11cerimônias.
44:12Seu cristianismo
44:14separava
44:14completamente
44:15de seus amigos
44:16e do governo,
44:17pois os romanos
44:19não permitiam
44:19qualquer interferência
44:21com sua religião.
44:22De acordo
44:23com Neander,
44:24havia uma lei
44:25que afirmava
44:26qualquer que
44:27introduzir
44:27novas religiões
44:29cuja tendência
44:30e caráter
44:30sejam desconhecidos
44:32e pelas quais
44:33a mente das pessoas
44:34seja perturbada,
44:36deverá,
44:37se pertencer
44:37aos de classe alta,
44:38ser banido
44:39e, se pertencer
44:41aos de classe baixa,
44:42ser punido
44:43com a morte.
44:46Cristo
44:47e a lei romana
44:49Jesus Cristo
44:50fazia parte
44:51da classe baixa
44:52e andou
44:53de um lado
44:53para outro
44:54na Judéia
44:55ensinando
44:56uma nova
44:56religião.
44:57Os fariseus
44:58sabiam disso
44:59e, apesar
45:00de odiarem
45:01e desprezarem
45:02o governo romano,
45:03apesar de
45:04conspirarem
45:05para subvertê-lo,
45:06apesar de
45:07nutrirem
45:07a expectativa
45:08de que Jesus Cristo,
45:10quando viesse,
45:11fosse liderar
45:12uma revolução
45:13contra o império,
45:15contudo,
45:15ao perceberem
45:16que esse não
45:16era seu plano,
45:18propuseram
45:18destruí-lo
45:19usando o império
45:20romano.
45:21Na hora
45:22do julgamento,
45:23tentaram conseguir
45:24que fosse condenado
45:26por Pilatos
45:26sob a acusação
45:28de blasfêmia,
45:29pois diziam,
45:30a si mesmo
45:31se fez filho
45:32de Deus.
45:33Pilatos,
45:34ouvindo tal
45:35declaração,
45:36ainda mais
45:36atemorizado,
45:37ficou e,
45:38tornando a entrar
45:39no pretório,
45:40perguntou a Jesus,
45:42Donde és tu?
45:43Mas Jesus
45:44não lhe deu
45:45resposta.
45:46Pilatos tentou
45:47libertá-lo,
45:48mas os judeus
45:48clamavam,
45:49Se soltas a este,
45:51não és amigo
45:52de César.
45:53Todo aquele
45:53que se faz rei
45:55é contra César.
45:57Pilatos sabia
45:58que se não
45:58lhes atendesse
45:59ao pedido,
46:00alguém diria
46:01a Tibério,
46:02o cruel.
46:03Pilatos,
46:04teu governador,
46:05permitiu que aqui
46:06houvesse uma insurreição
46:08e recusou
46:08pronunciar-se
46:09contra ela.
46:10Assim,
46:11Pilatos fez
46:12o que eles
46:13desejavam.
46:13Qual era
46:15a acusação?
46:17Inimizade
46:18a César.
46:19Essa foi a acusação
46:20pela qual
46:21Jesus Cristo
46:21foi condenado
46:22à morte.
46:23Era contrário
46:24à lei
46:25que ele pregasse
46:26uma nova religião,
46:27mas ele o fez
46:28e, por isso,
46:29o mataram.
46:31Os apóstolos
46:33e as autoridades
46:34constituídas.
46:36Cristo
46:37ressuscitou
46:38dentre os mortos,
46:39convocou
46:40seus discípulos
46:41e disse-lhes,
46:42Ide por todo o mundo
46:44e pregai o evangelho
46:46a toda criatura.
46:47Em outras palavras,
46:50Ide por todo o império romano
46:52e pregai o evangelho
46:54a toda criatura.
46:56No entanto,
46:57ele sabia
46:57que isso era
46:58diretamente contrário
47:00à lei de Roma.
47:01Os discípulos
47:02saíram
47:02e pregaram
47:03da forma
47:04como foram instruídos.
47:06Diante disso,
47:07as autoridades civis
47:08passaram a perseguir
47:09os discípulos
47:10e aprendê-los.
47:12Contudo,
47:13conforme o relato bíblico,
47:15de noite,
47:16um anjo do Senhor
47:16abriu as portas
47:17do cárcere
47:18e,
47:19conduzindo-os
47:19para fora,
47:20lhes disse,
47:21Ide,
47:22e apresentando-vos
47:23no templo,
47:24dizei ao povo
47:25todas as palavras
47:26desta vida.
47:28Tendo ouvido isto,
47:29logo ao romper do dia,
47:31entraram no templo
47:32e ensinavam.
47:33Chegando,
47:34porém,
47:34o sumo sacerdote
47:35e os que com ele
47:36estavam,
47:37convocaram o sinédrio
47:39e todo o cenário
47:40dos filhos de Israel
47:41e mandaram buscá-los
47:43no cárcere.
47:44Mas os guardas
47:45indo não os acharam
47:46no cárcere
47:47e,
47:48tendo voltado,
47:49relataram,
47:49dizendo,
47:50Achamos o cárcere
47:51fechado
47:52com toda a segurança
47:53e as sentinelas
47:55nos seus postos
47:56junto às portas,
47:57mas abrindo-as
47:58a ninguém
47:59encontramos dentro.
48:00Quando o capitão
48:02do templo
48:02e os principais sacerdotes
48:04ouviram estas informações,
48:06ficaram perplexos
48:07a respeito deles
48:08e do que viria a ser isto.
48:11Nesse íntere
48:12alguém chegou
48:13e lhes comunicou,
48:14Eis que os homens
48:16que recolhestes
48:17no cárcere
48:17estão no templo
48:18ensinando o povo.
48:20Nisto,
48:21indo o capitão
48:22e os guardas
48:23os trouxeram
48:23sem violência,
48:25porque temiam
48:26ser apedrejados
48:27pelo povo.
48:28Trouxeram-nos
48:29apresentando-os
48:30ao sinédrio.
48:31E o sumo sacerdote
48:33interrogou-os,
48:34dizendo,
48:35Expressamente
48:36vos ordenamos
48:37que não ensinásseis
48:38nesse nome.
48:39Contudo,
48:40encheste Jerusalém
48:42de vossa doutrina
48:43e queres lançar
48:44sobre nós
48:45o sangue
48:45desse homem.
48:46Então,
48:47Pedro e os demais
48:48apóstolos
48:49afirmaram,
48:50Antes importa
48:51obedecer a Deus
48:52do que aos homens.
48:54De qualquer forma,
48:56porém,
48:57a campanha evangelística
48:58deles
48:59era contrária
49:00à lei.
49:01Paulo,
49:01que havia sido
49:02ele mesmo
49:03um perseguidor,
49:04após ser convertido,
49:06saiu a pregar
49:07com Barnabé,
49:08uma atitude
49:09contrária à lei.
49:10Eles passaram
49:11pela Ásia Menor
49:12pregando a palavra.
49:14Chegando a Filipos,
49:15ali curaram
49:16uma mulher
49:17possuída
49:17de um espírito
49:18mau.
49:19Diz o relato
49:20bíblico,
49:21vendo os seus senhores
49:23que se lhes
49:24desfizeram
49:25a esperança
49:25do lucro,
49:26agarrando-se
49:27a Paulo e Silas,
49:28os arrastaram
49:29para a praça,
49:30à presença
49:31das autoridades,
49:32e levando-os
49:33aos pretores,
49:34disseram,
49:35Estes homens,
49:36sendo judeus,
49:38perturbam a nossa cidade.
49:39Na verdade,
49:41não perturbavam
49:42de forma alguma
49:43a cidade.
49:44Ele simplesmente
49:45tirou daquele homem
49:46sua esperança
49:47de ganhos.
49:48Eles os prenderam,
49:49mas as portas
49:50da prisão
49:51foram abertas.
49:52Com isso,
49:53Deus quis
49:54lhes ensinar
49:55uma lição.
49:56Novamente,
49:57temos a experiência
49:58dos apóstolos
49:59em Atos 17.
50:01Paulo,
50:01segundo o seu costume,
50:03foi procurá-los
50:04e por três sábados
50:05arrasou com eles
50:07acerca das Escrituras,
50:09expondo e demonstrando
50:10ter sido necessário
50:11que o Cristo
50:12padecesse
50:13e ressurgisse
50:15dentre os mortos.
50:16E este,
50:17dizia,
50:18É o Cristo Jesus
50:19que eu vos anuncio.
50:21Alguns deles
50:22foram persuadidos
50:23e unidos
50:24a Paulo e Silas,
50:25bem como
50:26numerosa multidão
50:27de gregos piedosos
50:28e muitas
50:29distintas mulheres.
50:31Os judeus,
50:32porém,
50:33movidos de inveja,
50:34trazendo consigo
50:35alguns homens
50:36maus
50:36dentre a malandragem,
50:38ajuntando a turba,
50:40alvoroçaram a cidade
50:41e assaltando
50:42a casa de Jasson,
50:43procuravam trazê-lo
50:45para o meio do povo.
50:46Porém,
50:47não os encontrando,
50:48arrastaram Jasson
50:49e alguns irmãos
50:50perante as autoridades,
50:52clamando,
50:53Estes que têm
50:54transtornado o mundo
50:55chegaram também aqui.
50:57É curioso ver
50:59que os próprios homens
51:00que haviam
51:01alvoroçado a cidade
51:02tomaram aqueles homens
51:04nobres
51:04e os trouxeram
51:05ao magistrado
51:06e disseram,
51:07Estes homens
51:08têm alvoroçado o mundo.
51:10A cada passo,
51:11os apóstolos
51:12eram perseguidos
51:13pela lei.
51:14Apesar disso,
51:16Cristo disse,
51:17Ide por todo o mundo
51:19e pregai o evangelho
51:20a toda criatura.
51:22Eles lutaram,
51:24sangraram,
51:25morreram
51:25e mantiveram
51:26a batalha
51:27por séculos,
51:28até que o Império Romano
51:29foi compelido
51:30a ceder.
51:35E foi isso
51:37que trouxe liberdade
51:38ao mundo.
51:39Deus estava dizendo
51:40a César,
51:41Fique do seu lado
51:43da cerca
51:43e deixe meus súditos
51:45ensinarem
51:46no meu domínio.
51:48Isso precisava
51:49ser ensinado
51:49repetidas vezes.
51:51Essa postura
51:52teve de ser
51:53aprendida na Reforma.
51:54Mas a liberdade
51:56pela qual se lutou
51:57na Idade Média
51:58e a liberdade
51:59que temos hoje,
52:00nós a devemos
52:01ao estabelecimento
52:02do princípio
52:03de que César
52:04tem que ver
52:05com as coisas
52:06de César
52:07e Deus
52:08com as coisas
52:09de Deus.
52:10Deus cuidará
52:11de seus seguidores
52:12e ordena
52:14cada um deles
52:15a dar a César
52:16o que é de César,
52:17contanto que ele
52:18permaneça
52:18nos limites
52:19de seu domínio.
52:22Resultados
52:22da união
52:23da igreja
52:24com o Estado
52:26Deixem-me dizer
52:27algo mais.
52:29A menos que esses
52:30domínios
52:30continuem separados
52:32como Deus
52:32determinou,
52:33tanto o Estado
52:34quanto a igreja
52:35serão destruídos.
52:37Quando os judeus
52:38crucificaram
52:39Cristo,
52:40disseram
52:40Seu sangue
52:41esteja sobre nós
52:42e nossos filhos
52:43para sempre.
52:44E assim o foi.
52:46De todas as páginas
52:48horríveis da história,
52:49o pior foi o cerco
52:50de Jerusalém
52:51quando mães
52:52comiam os próprios
52:53filhos.
52:54Essas fatalidades
52:56vieram sobre eles
52:57porque misturaram
52:58os assuntos de Deus
52:59com os de César
53:00e se apossaram
53:02do braço de César
53:03para controlar
53:04o que era de Deus.
53:05Eles sofreram
53:07a penalidade.
53:08Sua nação
53:09foi destruída
53:09e nunca mais
53:11se recuperou
53:12como nação.
53:13A lição
53:14é a mesma
53:14nos dias de hoje.
53:16Permitam-me dizer
53:17que toda religião
53:18que precisa
53:19de apoio
53:19de César
53:20não é digna
53:21de apoio.
53:22não importa
53:23que religião
53:24seja.
53:25Jesus Cristo
53:26não precisou
53:27contar com César
53:28para ajudá-lo.
53:30Ele dependeu
53:31do poder
53:31e do amor
53:32de Deus
53:32para lhe trazer
53:33a vitória.
53:34E o poder
53:35e o amor
53:36de Deus
53:36têm sido
53:37vitoriosos.
53:38O Império Romano
53:39foi aniquilado
53:40mas o reino
53:41de Jesus Cristo
53:42subsiste
53:43pois não é
53:44deste mundo.
53:45Está fundado
53:46sobre princípios
53:47eternos.
53:48Sempre existirá.
53:50Mas qualquer igreja
53:51que considere
53:52necessária
53:53a ajuda
53:53de César
53:54não é digna
53:55de permanecer
53:56viva.
53:56É melhor
53:57que morra.
53:58Qualquer igreja
53:59que peça
54:00ajuda a César
54:01ou que aceite
54:02sua ajuda
54:03não é uma
54:04igreja cristã.
54:05É uma igreja
54:06cesariana.
54:08Qualquer forma
54:08de cristianismo
54:09que ache necessário
54:11ter o apoio
54:11do poder civil
54:12tal forma
54:14de cristianismo
54:15está pronta
54:15para morrer.
54:18Lições
54:18para nossos dias
54:21Essas lições
54:22escritas
54:23nas páginas
54:24da história
54:24sagrada
54:25em que Deus
54:26estabeleceu
54:26princípios básicos
54:28são para nós
54:29nos dias de hoje.
54:30Que significado
54:31tem o fato
54:32de que em toda
54:33a terra
54:33há um crescente
54:34desejo
54:35de unir
54:35as coisas
54:36que Deus
54:36separou.
54:37Eu tenho relatos
54:38de várias nações
54:39que desejam
54:40unir a igreja
54:41com o Estado.
54:42Existe uma demanda
54:44quanto a isso
54:44e lamento dizer
54:46que esta demanda
54:47vem da parte
54:47da igreja.
54:48O que isso
54:49significa?
54:50É um sinal
54:51dos tempos.
54:52Quero dizer-lhes
54:54meus amigos
54:54que esta procura
54:56pela ajuda
54:56de César
54:57por parte
54:58da igreja
54:59é a confissão
55:00pública
55:00diante de Deus
55:01e dos homens
55:02de que a igreja
55:03perdeu
55:04o poder de Deus.
55:05Quando uma igreja
55:06tem o poder de Deus
55:07ela rejeita
55:08o poder de César
55:09e não precisa
55:10nem um pouco dele.
55:12Quando o poder
55:13de Deus
55:14e a religião
55:15de Jesus Cristo
55:16é substituído
55:18pelo poder
55:18do homem
55:19temos diante
55:20de nós
55:20a hipocrisia
55:21pois tudo
55:22o que César
55:23pode fazer
55:24é controlar
55:25as ações.
55:26Deus dotou
55:27o homem
55:28de uma mente
55:28livre
55:29e o próprio
55:30Jesus Cristo
55:31que veio salvar
55:31o mundo
55:32afirmou
55:33se alguém
55:34ouvir as minhas
55:34palavras
55:35e não as guardar
55:36eu não julgo
55:37porque eu não
55:38vim para julgar
55:39o mundo
55:40e sim
55:40para salvá-lo.
55:42Quando a igreja
55:43se apossa
55:43do poder civil
55:44para auxiliá-la
55:45em qualquer ponto
55:46que pertença
55:47às coisas
55:48de Deus
55:48ela está
55:49dizendo
55:50diante de Deus
55:51de todo o céu
55:52e do homem
55:53uma confissão
55:54pública
55:55uma confissão
55:56de que a cristandade
55:57deveria se envergonhar
55:59de que perdeu
56:00o poder
56:01que Deus
56:02lhe deu.
56:03Cristo disse
56:04é me dado
56:05todo o poder
56:06no céu
56:06e na terra
56:07quem trocaria
56:09esse poder
56:09pelo insignificante
56:11poder de César?
56:12Isso é para nós
56:14respondermos
56:14não façamos parte
56:16dessa maldita união
56:17entre a igreja
56:18e o Estado
56:19uma união
56:20que trouxe miséria
56:21sobre as nações
56:22e escreveu com sangue
56:24milhares de páginas
56:25da história
56:26assassinando milhões
56:28de mártires
56:29não vimos já
56:30o suficiente
56:31da destruição
56:32que tal união
56:33causa?
56:34Não iremos dizer
56:35todos juntos
56:36Deus em vez
56:37de César
56:38religião
56:39em vez
56:40de hipocrisia?
56:40o governo civil
56:42não pode
56:43tocar na religião
56:45sem produzir
56:46uma mistura
56:47que trará
56:47problemas
56:48tanto para a igreja
56:49quanto para o Estado
56:50dai a César
56:52o que é de César
56:53e a Deus
56:54o que é de Deus
56:55Deus abençoará
56:57susterá
56:58e guardará
56:59todos os que assim
57:00fizerem
57:01não importa o sacrifício
57:03não importa
57:04a que custo
57:05perda de amigos
57:06casas
57:07ou propriedades
57:08obedeça a Deus
57:10e não ao homem
57:11todos os que
57:12desejarem
57:13uma religião prática
57:14são convocados
57:16a manter
57:16esses princípios
57:17em mente
57:18deixe
57:18e
57:19entre
57:20todos os que
57:20funcionários
57:21todos os que
57:21passam
57:21o
57:21agora
57:21e
57:21hoje
57:21você
57:21se
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